
Depois de um encontro descontraído com o Papa Francisco, no Vaticano, por ocasião da canonização da Santa Dulce dos Pobres, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse que a Igreja Católica e o governo do Brasil têm interesses comuns para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Vaticano, cujo jornalista Silvonei José lembrou que o Papa pediu para mandar um abraço ao presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Depois de destacar que o legado da primeira santa brasileira expressa a dedicação da sociedade civil ao auxílio das pessoas mais necessitadas, um dos pilares da civilização ocidental, Hamilton Mourão lembrou o histórico de trabalho conjunto entre a Igreja Católica e as organizações do governo na área da Amazônia.
“A Igreja chegou até as pontas das nossas fronteiras com desbravadores portugueses, e, posteriormente, com entidades do estado como o Exército, que está presente em todas as regiões da Amazônia. Igreja e governo, dentro da região Amazônica, têm interesses comuns e ligados especialmente ao desenvolvimento sustentável, ao apoio espiritual àquela população. E que a gente não tem que esquecer jamais é que eles tem que têm um método de vida e que nós temos que dar assistência técnica, capacitá-los para que vivam de forma coerente e de acordo com aquele meio ambiente”, declarou Mourão, ao responder sobre o Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica, no Vaticano.
O vice-presidente citou que o bioma representa 54% do território brasileiro, onde cabem 15 países da Europa, disse que o Brasil não abre mão do papel de proteção e preservação da Amazônia.
“Nosso governo tem muito claro que é responsabilidade do Brasil preservar e proteger a Amazônia. E nós não podemos abrir mão disso. Sabemos dos problemas que ocorrem. Problemas muitas vezes ligados às ilegalidades que são cometidas, e então os três entes governamentais, governos federal, estadual e municipal, devem ter um trabalho conjunto com a participação, digamos assim, de forma pró-ativa, no sentido de que eventuais ilegalidades sejam combatidas”, disse o vice-presidente do Brasil.