sábado, 28 de março de 2020

Justiça suspende trecho decreto de Bolsonaro que livra igrejas e lotéricas de quarentena



O juiz federal Márcio Santoro da Rocha suspendeu trecho do decreto do presidente Jair Bolsonaro que permitiu que igrejas e casas lotéricas fiquem abertas durante a situação de emergência em decorrência do coronavírus. O magistrado da 1ª Vara de Duque de Caxias ainda determinou que o governo federal se abstenha de adotar medidas sem seguir recomendações técnicas da lei federal de março deste ano que dispõe sobre o enfrentamento ao coronavírus.
A decisão acolhe ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.
Para o juiz, "considerar como essenciais atividades religiosas, lotéricas é ferir de morte a coerência que se espera do sistema jurídico, abrindo as portas da República à exceção casuística e arbitrária, incompatível com a ideia de democracia e Estado submetido ao império do Direito".
"Rechaço, outrossim, eventual alegação de o fato de a MP 926, de 20 de março de 2020, atribuir ao Presidente da República a competência de dispor, mediante decreto, sobre os serviços públicos essenciais, permitir que haja plena liberdade para o Executivo listar tais atividades a seu bel prazer, sem qualquer justificativa jurídica que embase", anotou.
O juiz ainda ressaltou a urgência da decisão. "Reputo presentes, nos termos da fundamentação, os pressupostos para o deferimento da medida de urgência antecipatória vindicada, salientando que o perigo na demora resta evidenciado pelo aumento exponencial da curva de contágios que a não adoção das medidas requeridas levará, expondo o sistema saúde ao iminente risco de colapso."
Segundo a Procuradoria, ao incluir como essenciais atividades religiosas ou casas lotéricas, sem demonstrar a essencialidade prevista em lei, nem apresentar justificativas que permitam uma compreensão do ato normativo em consonância com as recomendações dos órgãos de saúde, o decreto acabou por assumir para si a enumeração dos serviços e atividades que seriam assim consideradas, como se houvesse uma discricionariedade ilimitada para tanto.

Número dois da Saúde diz que recomendações de Bolsonaro não mudam orientações do ministério

Secretário-executivo do Ministério da Saúde João Gabbardo dos Reis Foto: SERGIO LIMA / AFP

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, disse que, as recomendações feitas pelo presidente Jair Bolsonaro não mudam as orientações dadas pela pasta no combate ao novo coronavírus. Segundo ele, o ministério continuará aconselhando que as pessoas diminuam a circulação nas ruas e evitem as aglomerações como forma de reduzir o risco de contágio. O vírus já matou 92 pessoas no Brasil.

Questionado se o Ministério da Saúde pararia a campanha de isolamento social para atender o discurso de Bolsonaro, Gabbardo, que é o número dois da pasta, abaixo apenas do ministro Luiz Henrique Mandetta, respondeu:

— Não vejo nenhum sentido nisso. Não existe essas hipótese. O discurso do presidente, nós não vamos fazer nenhuma análise dele, mas as recomendações que estão sendo dadas não modificam em nada as orientações do Ministério da Saúde. Continuam sendo as mesmas — disse Gabbardo.

Sob pressão, fábrica de ventiladores pulmonares é invadida na Grande SP



A Magnamed, fabricante paulista de ventiladores pulmonares, um dos equipamentos mais necessários em meio à pandemia do coronavírus, foi invadida na tarde desta sexta-feira. Acompanhado de funcionários da guarda municipal, o vice-prefeito e secretário de segurança pública de Cotia, Almir Rodrigues, entrou na fábrica da companhia e, segundo a Magnamed, levou 35 ventiladores pulmonares já vendidos e ainda não testados.

Em nota, A Magnamed afirmou que os equipamentos não estão prontos para entrar em operação. “Colocá-los [os equipamentos] em funcionamento significa por em risco os pacientes que, porventura, forem tratados em UTIs que possuam esses ventiladores”, disse a empresa.

A prefeitura afirmou que a ação foi amparada em decisão judicial que garante o fornecimento dos equipamentos para estado e município. Diz ainda que tentou, sem sucesso, contatar a empresa.

Segundo o Secretário Municipal de Assuntos Jurídicos e da Justiça de Cotia, Victor Marques, profissionais de engenharia da Magnamed que estavam presentes no momento do confisco disseram que os aparelhos estavam aptos para uso. Ainda segundo Marques, o município vai pagar os respiradores à empresa.

O episódio revela uma crescente pressão política sobre a Magnamed, uma das mais tradicionais fabricantes de equipamentos médicos do país, com equipamentos exportados para 40 países. A companhia foi fundada por um trio de engenheiros filhos e netos de imigrantes japoneses — Tatsuo Suzuki, Wataru Ueda e Toru Kinjo — e tem como investidores os fundos KPTL e Vox. A expectativa era faturar 58 milhões de reais em 2020, com 60% da receita vinda de dentro do Brasil — números que devem crescer agora com a crise de saúde no país.

Em outros países, como a Espanha, hospitais privados e fabricantes de equipamentos médicos chegaram a ser estatizados para garantir a oferta no período de crise. Os sócios da Magnamed vem buscando uma forma de expandir a produção com a injeção de recursos. Estão levantando um pacote de 100 milhões de reais para aumentar a produção a ponto de poder fornecer metade dos ventiladores necessários para o país durante a emergência.

Entre o grupo de empresas que se uniram para viabilizar a produção estão, segundo EXAME apurou o grupo Suzano e as fabricantes de eletrônicos Flex e Positivo.

Exame

Ratinho Jr anuncia R$ 1 bilhão para amenizar impacto do coronavírus na economia



O governador Ratinho Jr anunciou nesta sexta-feira (27) pacote de R$ 1 bilhão para amenizar o impacto do coronavírus na economia do Paraná. O pacote será destinado à manutenção de empregos e salários em micro, pequeno e médios empreendimentos, bem como os profissionais autônomos.
“Esse pacote de investimentos é para atender e proteger o emprego. Vivemos crise de saúde e na economia, que acaba sendo atingida. É a pior crise desde 1975, quando tivemos a geada negra, que arrasou plantações de café”, explica o governador.
A expectativa é atingir 40 mil empreendedores em todo o estado e gerar um impacto financeiro de R$ 6 bilhões. “O foco do pacote é para pequenas, micro e médias empresas, para que o maior número de pessoas tenham a capacidade de tocar a vida ao longo dos próximos 60, 90 dias”, enfatiza o governador.
O governo do estado também irá prorrogar alguns prazos de empréstimos e pagamento de impostos. No caso do Programa Paraná Competitivo, uma das principais linhas de crédito do estado, os prazos serão estendidos para 12 meses. Já no pagamento do ICMS, o governo prorrogou por 90 dias o pagamento do imposto de 277 mil empresas que fazem parte do Simples Nacional.
No caso das empresas terceirizadas que prestam serviço ao estado, o governo encaminhou um projeto de lei à Assembleia para que os contratos só sejam mantidos se houver manutenção dos empregos.

Postos reduzem preço do litro da gasolina e do etanol em Londrina, aponta Procon

Pesquisa mostra redução de preço dos combustíveis — Foto: TVCA/ Reprodução

O preço do litro da gasolina e do etanol diminuiu em Londrina, no norte do Paraná. Segundo pesquisa realizada pelo Procon, o valor médio da gasolina caiu R$ 0,14 quando comparado a pesquisa de preços realizada em fevereiro.

Na análise do Procon, 95 estabelecimentos foram consultados na segunda-feira (23), o valor médio do litro da gasolina é de R$ 4,24 e do etanol é de R$ 3,13. O etanol teve uma redução de R$ 0,09.

Os pesquisadores encontraram o litro da gasolina sendo vendido de R$ 3,99 a R$ 4,59. Já o etanol foi encontrado de R$ 2,89 a R$ 3,39.

O Procon afirma que a redução ocorreu após anúncio da Petrobras de diminuir o preço dos combustíveis nas refinarias em 5%.

Petrobras reduz preço da gasolina nas refinarias em 15% a partir desta quarta-feira

Justiça determina que mulher se retrate após divulgar notícia falsa de morte por coronavírus em Paranavaí

Nenhuma morte por doença respiratória foi registrada na UPA de Paranavaí, segundo a prefeitura. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Paranavaí

Uma mulher foi obrigada a fazer uma postagem se retratando nas redes sociais após divulgar notícias falsas de que pessoas tinham morrido na Unidade de Pronto Atendimento de Paranavaí, no noroeste do Paraná, em decorrência do coronavírus.

A decisão liminar do juiz João Guilherme Barbosa Elias, da 1ª Vara de Fazenda Pública de Paranavaí, foi publicada na quarta-feira (25).

No post que motivou a ação, a mulher, que mora em Maringá, no norte do Paraná, disse que duas pessoas tinham morrido na UPA vítimas da Covid-19 sem fazer o teste.

No entanto, de acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) na quinta-feira (26), a cidade tem um caso confirmado de coronavírus, e nenhuma morte tinha sido registrada pela doença no Paraná.

Segundo a prefeitura de Paranavaí, a UPA sequer registrou óbitos por problemas respiratórios.

A decisão diz que a mulher "excedeu os limites", que a postagem foi um "desserviço à atual situação por apresentar dados incorretos" e que "pode causar pânico, medo, insegurança e desconfiança".

Quatro pacientes de UTI tiveram alta em SP com uso de hidroxicloroquina

Quatro pacientes tratados com hidroxicloroquina em UTI recebem ...

Pelo menos quatro pacientes que estavam na UTI em estado grave no Hospital Igesp, em São Paulo, receberam alta após sete dias de uso de hidroxicloroquina em associação com outras medicações.
De acordo com Dante Senra, médico cardiologista e coordenador das UTI’s do hospital, foram “avaliados criteriosamente os protocolos internacionais” e 12 altas hospitalares de pacientes confirmados com coronavírus e altamente suspeitos também foram dadas.
“Até onde sabemos, fomos o primeiro hospital no Brasil a utilizar o medicamento”, disse, com exclusividade ao VivaBem. Senra ainda afirma que, apesar de esperançosos, os resultados ainda são iniciais.
“A impressão é muito favorável, mas como se trata ainda de um número pequeno, não há como estabelecer uma relação de causa e efeito. Até porque não há estudos multicêntricos ainda.”
Senra explicou que os resultados não fazem parte da coalizão covid-19, feita pelo Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Sírio Libanês e BRICNet, uma rede que realiza estudos clínicos na área de medicina intensiva. O especialista ainda fez questão de ressaltar que não há comprovação de causa e efeito do uso da hidroxicloroquina. Ou seja, não é possível garantir que os pacientes foram curados graças ao medicamento.
VIVA BEM / UOL

Bolsonaro diz que coronavírus não passará em lotéricas porque vidro é blindado



O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que não há risco de transmissão do novo coronavírus dentro de casas lotéricas, porque o vidro que separa os funcionários do público é “blindado”. Um decreto publicado nesta quinta classificou o funcionamento das lotéricas como atividade essencial, para impedir o fechamento delas por governadores e prefeitos.
— Acreditem, 2.463 casas lotéricas, 2.500 casas lotéricas, estavam fechadas. Por decretos de alguns governadores ou prefeitos. Eu não estou criticando governador ou prefeito. Agora, pelo amor de Deus, fechar casa lotérica? Pelo amor de Deus, fechar casa lotérica… Inclusive, o cara que trabalha na lotérica tem um vidro blindado. Não vai passar o vírus ali. O vidro é blindado, não vai passar, ele trabalha no lado de cá — disse Bolsonaro, durante transmissão ao vivo em redes sociais.
Bolsonaro acrescentou que com o fechamento das lotéricas muitas pessoas teriam que pagar contas em agências de bancos, causando aglomerações, que são desaconselhadas para evitar a disseminação do coronavírus.
— Imagina se todo mundo fosse para a agência da Caixa, ia ter um ajuntamento enorme de gente, exatamente na contramão daquilo que a gente prega, evitar o ajuntamento — afirmou.
Também presente na transmissão, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que as lotéricas são “espinha dorsal” do banco e serão importante inclusive para o pagamento do vale de R$ 600 que o governo pretende destinar a trabalhadores informais.
No vídeo, Pedro Guimarães e a intérprete de libras de Bolsonaro, Elizângela Castelo Branco, estavam de máscaras cirúrgicas.
O Globo

MP dá R$ 36 bilhões para bares e restaurantes pagarem três meses de salários



Está saindo do forno a primeira medida efetiva de ajuda a pequenas empresas e, em especial, a um dos setores mais atingidos pela quarentena — o de bares e restaurantes.
Jair Bolsonaro já assinou uma Medida Provisória que libera 36 bilhões de reais de recursos do FAT para que sejam pagos os salários dos funcionários desses estabelecimentos. A MP garante o pagamento dos salários por três meses.
A MP acaba de ser assinada, mas antes de chegar ao Congresso foi encaminhada ao Supremo para que alguns itens sejam aprovados.
De acordo com a MP, salários até R$ 3 mil reais poderão ser integralmente pagos com esses R$ 36 bilhões. A partir desse valor, a parte que pode ser usada dos recursos da MP é menor.
A MP contempla também o adiamento de pagamentos de impostos e contribuições.
Lauro Jardim/O Globo

sexta-feira, 27 de março de 2020

Apucaranenses organizam carreata para reabertura do comércio

Foto: Divulgação

Apucaranenses organizam para hoje uma carreata pedindo reabertura do comércio na cidade.

assim como em outros municípios os comerciantes estão reclamando muito de estarem fechados e alegam percas irreparáveis.

Papa Francisco concede bênção especial Urbi et Orbi para praça vazia.



O papa Francisco concede nesta sexta-feira (27), a bênção extraordinária de "Urbi et Orbi", normalmente concedida apenas no Natal e na Páscoa. Ele fez o anúncio, esta semana, em sua oração semanal do Angelus, que vem conduzindo de dentro do Vaticano pela internet e pela televisão, em vez de fazê-la diante das multidões na Praça de São Pedro.
Sua decisão de abrir uma exceção e dar uma bênção especial Urbi et Orbi (para a cidade e o mundo) reforça a gravidade da situação global, principalmente na Itália, um dos países mais atingidos pelo surto do novo coronavírus.
O papa concede a bênção extraordinária diante de uma Praça de São Pedro vazia. O local, parte do Vaticano, foi fechado como parte de um bloqueio na Itália para tentar conter a propagação do vírus.
Os católicos que recebem a bênção, pessoalmente ou por meio das mídias, podem, sob certas condições, receber uma indulgência especial. Uma indulgência é a remissão da punição pelos pecados.
A oração e bênção Urbi et Orbi, que será feita pelo papa na emergência do coronavírus,vai ser transmitida ao vivo pelos canais de notícias do Vaticano.

Itália registra mais de 9 mil mortos por coronavírus

Hospital San Raffaele, em Milão 27/3/2020 REUTERS/Flavio Lo Scalzo

O número de mortos por coronavírus na Itália aumentou em 919 em um dia, para 9.134, informou a Agência de Proteção Civil nesta sexta-feira, o que representa o maior aumento diário de vítimas fatais desde que a epidemia surgiu no país, em 21 de fevereiro.

Antes dos números desta sexta-feira, o maior número diário de mortos fora registrado em 21 de março, quando 793 pessoas morreram.

As 919 pessoas que morreram nas últimas 24 horas se comparam com 712 mortes na quinta-feira, 683 na quarta-feira, 743 na terça-feira e 602 na segunda-feira.

O número total de casos confirmados aumentou para 86.498 em relação aos 80.539 anteriores, ultrapassando o total da China, onde a epidemia de coronavírus surgiu no final do ano passado.

Os Estados Unidos já tinham superado a China na quinta-feira como o país do mundo com o maior número de casos.

Na Itália, daqueles originalmente infectados em todo o país, 10.950 haviam se recuperado totalmente na sexta-feira, em comparação com 10.361 no dia anterior. Havia 3.732 pessoas em terapia intensiva, contra 3.612 anteriores.

A região norte da Lombardia, a mais atingida na Itália, relatou um aumento acentuado de mortes em comparação com o dia anterior e permanece em uma situação crítica, com um total de 5.402 mortes e 37.298 casos.

A contagem de mortes total divulgada nesta sexta-feira incluiu 50 mortes que ocorreram na quinta-feira na região norte do Piemonte, cujas notificações chegaram tarde demais para serem incluídas nos números oficiais de 26 de março, informou a Agência de Proteção Civil.

MÃE CONTA COMO ADOLESCENTE FRANCESA DE 16 ANOS MORREU DE QUADRO FULMINANTE DA COVID-19

Julie, de 16 anos, foi a primeira menor morta na França com covid-19 Foto: Reprodução

A angústia dos franceses aumenta com a morte de uma adolescente de 16 anos, Julie, vítima do novo coronavírus. Ela morreu na terça-feira (24) no Hospital Necker de Paris, especializado em doenças infantis, 24 horas depois de ser hospitalizada com insuficiência respiratória.

Julie, moradora de Essone, subúrbio ao sul da capital, era saudável até desenvolver a Covid-19. Ela não tinha outras patologias conhecidas, segundo a família, e é a primeira menor a morrer na França desde o início da pandemia. "Nunca teremos uma resposta", diz Sabine, mãe da adolescente. "É um choque perder um filho, a vida perde o sentido, mas temos a obrigação de continuar", afirma inconsolável. Ela não se conforma que médicos e autoridades continuem a afirmar que os jovens não morrem dessa doença.

Em entrevista ao jornal Le Parisien, a irmã de Julie, Manon, alerta que "ninguém é invencível perante esse vírus mutante". Ela e a mãe estão confinadas em casa. Manon conta que Julie tinha uma tosse leve até a semana passada. Mas os sintomas se agravaram no fim de semana, quando ela desenvolveu uma secreção intensa nas vias respiratórias e começou a perder o fôlego. Na segunda-feira (23), a adolescente fez uma consulta com um clínico geral, o médico de referência no sistema público de saúde, que constatou o comprometimento dos brônquios. "Ela não tinha outras doenças", garante a irmã.

No Brasil da gripezinha........'Estamos apavorados': o drama de médicos na linha de frente do atendimento ao coronavírus no Brasil

Para profissionais de saúde, aumento de casos e riscos de infecção têm aumentado estresse e pressão sobre profissionais

Médicos na linha de frente do combate ao novo coronavírus no Brasil têm enfrentado desafios e momentos dramáticos no atendimento e tratamento de pacientes, como falta de equipamentos e demora por exames.

A BBC News Brasil ouviu profissionais de três Estados para entender como tem sido este trabalho tanto na rede pública quanto na privada. Seus nomes foram alterados, porque eles temem sofrer retaliação.
Os médicos relatam que os pacientes com covid-19, a doença causada por esse vírus, estão se multiplicando rapidamente — em um dos hospitais, o número de casos quadruplicou em dois dias, segundo uma médica.

Ao mesmo tempo, faltam equipamentos de proteção adequados, e o risco de serem infectados aumenta ainda mais o estresse e o medo em sua rotina diária. Uma das médicas ouvidas pela BBC News Brasil afirmou que ela e seus colegas trabalham "apavorados".

Já no caso da rede pública de São Paulo, outro ponto tem atrapalhado os servidores: uma demora de até dez dias para obter os resultados de exames que confirmam se uma pessoa foi infectada.
Falta de equipamentos

Um dos profissionais ouvidos pela reportagem, Ricardo trabalha em um dos principais hospitais públicos de referência de São Paulo para atendimento de pacientes com covid-19.

O médico conta que, nos últimos dias, funcionários decidiram comprar equipamentos de proteção individual (EPI) por conta própria, porque o material enviado pelo poder público não atende à demanda do pronto-socorro e da unidade de terapia intensiva (UTI).

"Há diretores do hospital que, na falta dos equipamentos, tentam justificar para a equipe que eles não são necessários. Dizem que as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) para o uso de EPI são exageradas", diz ele.

Segundo Ricardo, nesta semana, um paciente com covid-19 precisou ser entubado emergencialmente na UTI, mas a médica de plantão não tinha máscaras disponíveis.

Esse tipo de procedimento é um dos que deixam os profissionais de saúde mais expostos ao vírus.

"Ela fez o procedimento mesmo assim. E tem mais de 60 anos. Decidiu encarar (o risco). No dia seguinte, aconteceu a mesma cena, mas outro profissional falou que não iria fazer, porque não 'queria ser mártir'", conta o médico.

"Como vai entubar um paciente sem proteção? Isso está acontecendo. Na porta dos hospitais da Prefeitura e do Estado, você pode ver funcionários terceirizados lavando a entrada com equipamentos melhores do que os dos médicos que estão lá dentro."

Câmara aprova repasse de auxílio de R$ 600 para informais durante a pandemia

A sessão desta quinta-feira da Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou repasse mensal de R$ 600 a trabalhadores informais e pessoas com deficiência que ainda aguardam na fila de espera do INSS até a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). No caso de mulheres provedoras de família, a cota do auxílio emergencial será paga em dobro (R$ 1,2 mil). Para começar a valer, o texto ainda precisa ser apreciado pelo Senado Federal.
Os valores serão pagos durante três meses, podendo ser prorrogados enquanto durar a calamidade pública devido à pandemia do novo coronavírus.
O valor é maior que os R$ 300 que haviam sido avalizados pelo governo em meio às negociações dos últimos dias. Inicialmente, a equipe econômica havia proposto um benefício de R$ 200 mensais. Mesmo com o aceno do governo, o relator, deputado Marcelo Aro (PP-MG), tinha decidido incluir no texto o valor de R$ 500. Na última hora, ele anunciou um acordo fechado com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), para elevar a R$ 600 o valor. "É a demonstração de que devemos dialogar, mesmo com divergências", afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
A matéria foi aprovada simbolicamente, sem a contagem dos votos, mas de forma unânime pela indicação dos partidos durante sessão virtual da Câmara. Nenhum destaque foi aprovado.
"Conseguimos esse avanço de R$ 500 por pessoa, podendo chegar a R$ 1 mil por família e quando a mulher for provedora, para garantir a dignidade da família. Por isso nosso apoio total ao projeto", afirmou o presidente do MDB, Baleia Rossi (SP) no início da votação. "Esse é um dia histórico para o Parlamento brasileiro", afirmou o líder do PSB, Alessandro Molon (RJ).
No início do dia, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estimou que o aumento do valor, que ainda era de R$ 500 poderia gerar um impacto adicional de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões. "Mas em relação ao que o Brasil precisa investir, garantir à sociedade brasileira, é muito pouco", disse.
Com um valor de R$ 200, o governo estimava um gasto de R$ 15 bilhões no caso do auxílio emergencial e de R$ 5 bilhões para a antecipação do BPC. Permanecendo o mesmo alcance, as despesas passariam a R$ 45 bilhões e R$ 15 bilhões, respectivamente. No entanto, a diferenciação para mulheres chefes de família pode ampliar o impacto.
Também no projeto, Aro restabeleceu o acesso ao BPC às famílias com renda de até R$ 261,25 por pessoa (um quarto do salário mínimo) em 2020, mas previu nova elevação desse limite a R$ 522,50 por pessoa (meio salário mínimo) a partir do ano que vem.
O governo é contra essa mudança no critério do BPC, que traria um gasto adicional de R$ 20,5 bilhões no ano que vem. A despesa permaneceria nos anos seguintes. Um custo desse porte pode inviabilizar o teto de gastos, mecanismo que limita o avanço das despesas à inflação.
O Congresso já havia tentado implementar esse limite mais amplo - que na prática aumenta o número de famílias atendidas pela política - ao derrubar um veto do presidente Jair Bolsonaro. Como a mudança valeria para este ano, o Tribunal de Contas da União (TCU) condicionou a eficácia da medida a compensações, como cortes de outras despesas. Essa ação da corte de contas deflagrou a nova negociação do projeto no Congresso.
O projeto também inclui a proposta do governo de antecipação de um salário mínimo (R$ 1.045) a quem aguarda perícia médica para o recebimento de auxílio-doença. O projeto também traz a dispensa às empresas do pagamento dos primeiros 15 dias de afastamento do trabalhador devido ao novo coronavírus. De acordo com o texto, as companhias poderão deixar de recolher o valor devido ao INSS, até o limite do teto do regime geral (R$ 6.101,06).
O auxílio emergencial será operacionalizado pelos bancos públicos. Poderão solicitar o benefício maiores de 18 anos que não tenham emprego formal nem recebam benefício previdenciário, assistencial, seguro-desemprego ou sejam contemplados por programa federal de transferência de renda - a única exceção será o Bolsa Família.
Os beneficiários também precisam tem renda mensal per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos; no ano de 2018, não podem ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 e precisam ser microempreendedor individual (MEI), contribuinte autônomo da Previdência ou cadastrado no CadÚnico até 20 de março.
No caso de beneficiários do Bolsa Família, dois membros da mesma família poderão acumular com o auxílio emergencial, que vai substituir o Bolsa temporariamente caso o valor seja mais vantajoso.

Paraná supera o centésimo caso de coronavírus. Outros 3.487 estão em investigação



A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou mais nove casos de coronavírus no Paraná nesta quinta-feira (26). O Estado soma 106 confirmações da doença.
Os novos casos são de cinco mulheres e quatro homens com idades entre 28 e 49 anos. Os registros são de Curitiba (6), Pato Branco (1), Maringá (1) e Rio Negro (1).
O Paraná tem atualmente 106 pacientes confirmados – quatro não residem no Estado –, 613 descartados e 3.487 casos em investigação. Dentre os confirmados, oito estão em isolamento hospitalar, sendo cinco em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s).
Os municípios do Estado com casos confirmados até agora são: Campo Largo (1), Colombo (2), Curitiba (66), Pinhais (3), Rio Negro (1), Ponta Grossa (3), Pato Branco (2), Foz do Iguaçu (5), Cascavel (2), Campo Mourão (1), Cianorte (6), Paranavaí (1), Maringá (3), Faxinal (1), Londrina (3), Guaíra (1), Telêmaco Borba (1). Além disso, o Paraná registrou casos de São Paulo (3) e Brasília (1) onde os pacientes foram diagnosticados e procuraram tratamento no Estado, mesmo morando em outro local.
DADOS – Todas as notificações pelos serviços de saúde de síndromes respiratórias constam no boletim como casos em investigação.
A medida cumpre a Portaria nº 454/2020, do Ministério da Saúde, que estabelece novos critérios e procedimentos.
Diariamente os serviços de saúde dos 399 municípios do Paraná notificam os atendimentos de síndromes respiratórias via sistema, isso explica o aumento diário significativo nos números em investigação. Porém, nem toda notificação representa que o caso seja considerado como suspeito.
A Portaria do Ministério da Saúde exige a notificação imediata. Após isto, o serviço de saúde municipal, através da análise clínica, define se o paciente é um suspeito em potencial e verifica a necessidade, ou não, da coleta de amostra para a realização de testes. O número de casos em investigação não significa que todos são considerados suspeitos.

Ratinho Jr mantém estratégia de isolamento e anuncia 300 UTIs

Ratinho Jr: governador afirmou que não discute ideologia, mas "o que o mundo está fazendo que está dando certo, na Alemanha, na Europa neste momento"

O governador Ratinho Junior reafirmou a estratégia de manter o isolamento social, ao contrário do que defendeu o presidente Jair Bolsonaro em seu último pronunciamento da noite de terça-feira, 24. 
Questionado sobre o posicionamento de Bolsonaro, Ratinho afirmou que não discute ideologia neste  momento, mas sim metodologia, discuto o que está dando certo, o que diz a comunidade cientifica para o combate da Covid 19. "Discuto a metodologia o que o mundo está fazendo que está dando certo, na Alemanha, na Europa neste momento", disse Ratinho nesta manha de quinta-feira, 26, durante uma entrevista concedida à imprensa nesta manhã em uma tenda montada na parte externo da sede do Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, em Curitiba. 
Ele ressaltou que, embora as decisões devam ser tomadas dia a dia, com base nos dados sobre a Covid-19. 
"Teremos um reforço de mais 300 leitos de UTI em todo o estado, dentro desta estrutura regional e descentralizada do Estado", disse Ratinho Junior. Essa quantia irá se somar aos 3.600 leitos de UTI, distribuidos no Estado, entres o Sistema Único de Saúde (SUS) e privado. Sobre a infraestrutura hospitalar do estado, Ratinho Junior afirmou que desde que assumiu o governo, o secretário de Saúde, Beto Preto, presente a coletiva, iniciou um processo de descentralização do sistema em todo o estado, buscando, com isso ampliar, a rede de atendimento. 
Dentro desta política foram buscada parcerias com hospitais filantrópicos, com Santas Casas, para ampliar esse atendimento e evitando o deslocamento de quem precisa de atendimento. 

Bolsonaro inclui atividades religiosas em lista de serviços essenciais



O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto que torna as atividades religiosas parte da lista de atividades e serviços considerados essenciais em meio ao combate ao novo coronavírus.

Ao ser considerado essencial, o serviço ou atividade fica autorizado a funcionar mesmo durante restrição ou quarentena em razão do vírus. Segundo o texto, no entanto, o funcionamento deverá obedecer as “determinações do Ministério da Saúde”.

Bolsonaro manda imprensa ficar em quarentena



Apesar de o artigo sobre suspensão dos salários ter sido cancelado, cresce a percepção de que o Governo age de maneira atabalhoada e sem plano claro para manter renda da base da pirâmide

“Olha a imprensa, lá, ó. Eles dizem que o povo tem que ficar em casa, mas tão na rua. Ô, imprensa, pô, vocês estão aqui trabalhando. Tem que ficar em casa, pô, quarentena. Fica em quarentena em casa”, disse o presidente.

A presença da imprensa nas ruas é explicada pelo decreto editado no último domingo (22/03), pelo governo federal, que define como essenciais as atividades e serviços relacionados à imprensa durante a crise provocada pela pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Senado aprova proibição ou restrição de exportação de produtos utilizados no combate à Covid-19



O Senado aprovou, em sessão remota nesta quarta-feira (25), projeto que proíbe ou ao menos restringe a exportação de saneantes, produtos para a saúde, medicamentos e imunobiológicos usados no combate ao coronavírus.
O texto, aprovado por 76 votos a favor, foi alterado e, por isso, terá que retornar à Câmara antes de seguir para sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
O projeto foi apresentado originalmente pelos deputados Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ) e Carmen Zanotto (Cidadania-SC).
Pela versão oriunda da Câmara, estava proibida a exportação de equipamentos de proteção individual de uso na área de saúde, tais como luva látex, luva nitrílica, avental impermeável, óculos de proteção, gorro, máscara cirúrgica, protetor facial, ventilador pulmonar mecânico e circuitos, camas hospitalares e monitores multiparâmetro.
O texto também previa que o Poder Executivo poderia excluir a proibição de exportação de produtos, desde que por razão fundamentada e sem prejuízo de atendimento da população brasileira.
No Senado, a relatora da proposta, a líder do Cidadania, Eliziane Gama (MA), alterou o texto.
Ela entendeu que não caberia citar na lei quais os itens que devem ter exportação proibida, o que deve ser feito, segundo a versão aprovada pelos senadores, em um regulamento.
“Ademais, essas definições irão provavelmente variar ao longo dos próximos meses, em função da dinâmica da doença e do previsível aumento da capacidade da indústria nacional em suprir a demanda interna”, argumentou Gama.
Assim, ela substituiu a listagem por “saneantes, produtos para a saúde, medicamentos e imunobiológicos”.
Outra alteração feita por Eliziane Gama foi permitir não só a proibição, mas também uma medida mais branda, a restrição parcial das exportações, a ser aplicada aos produtos que, a despeito de terem disponibilidade satisfatória no mercado, precisam ser mantidos sobre controle estrito, a fim de evitar sua escassez futura.​
FolhaPress

Trump diz que ‘grandes setores’ podem sair mais cedo da quarentena nos EUA



O presidente norte-americano Donald Trump voltou a defender o fim parcial da quarentena nos Estados Unidos para as próximas semanas, mesmo após autoridades de saúde pública alertarem contra a flexibilização das diretrizes para impedir a propagação do coronavírus.
“Mais agressivamente nos comprometemos com o distanciamento social, que é tão importante, e fazemos isso agora. Quanto mais vidas pudermos salvar mais cedo, mais conseguiremos levar as pessoas de volta ao trabalho, de volta à escola e de volta ao normal”, disse Trump.
“E há grandes seções do nosso país provavelmente que podem voltar muito antes de outras seções e obviamente estamos analisando isso também “, afirmou ele.
“As pessoas estão perguntando: ‘Isso é uma alternativa?’ E eu digo: ‘Absolutamente'”, finalizou. O número de casos confirmados do novo coronavírus nos Estados Unidos atingiu 60.115, e 827 pessoas morreram, apontou a Universidade Johns Hopkins.
O balanço anterior apontava aproximadamente 600 mortes. Os EUA têm o terceiro maior número de casos confirmados, atrás da China e da Itália, e a taxa de mortalidade nos EUA no momento é de 1,38%, com base nos casos relatados.
UOL

quinta-feira, 26 de março de 2020

Brasil tem 77 mortes e 2.915 casos confirmados de coronavírus



Hoje (26) faz um mês que o Brasil confirmou o primeiro caso de coronavírus no país. O primeiro brasileiro diagnosticado com Covid-19 foi contaminado durante uma viagem a Lombardia, na Itália.
Em um mês, o Brasil registrou 77 mortes e 2.915 casos confirmados da doença, com taxa de letalidade de 2,7%. Para tentar conter o avanço do coronavírus, o país adotou uma série de medidas econômicas e sanitárias. A principal recomendação do Ministério da Saúde foi isolamento social para evitar o contágio da Covid-19. (ABr)

Morte de britânica de 21 anos 'saudável' volta a acender alerta sobre letalidade de coronavírus entre jovens

Chloe Middleton morreu na semana passada; ela não tinha doenças pré-existentes, segundo sua família

A morte de uma mulher de 21 anos no Reino Unido, sem doenças pré-existentes, voltou a acender o alerta de que jovens não estão imunes a covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

Chloe Middleton morreu na semana passada, mas a notícia só foi divulgada nesta quarta-feira, 25 de março.

Em uma publicação no Facebook, sua tia, Emily Mistry, disse que Middleton "faleceu no Covid-19" e pediu que outras pessoas "façam sua parte" para impedir a propagação da doença.

Segundo dados do governo britânico, a maioria dos pacientes que morreram com coronavírus tinha condições médicas pré-existentes

Autoridades de saúde demonstram preocupação de que os jovens ignorem os avisos sobre a propagação do vírus, uma vez que acreditam que a doença apenas acomete idosos.

Mas em uma série de postagens no Facebook, a família de Middleton pediu ao público que seguisse as recomendações para "ficar em casa" e levasse o vírus "a sério".

Flavio Bolsonaro ironiza: 'Fiquem em casa, a Rede Globo vai pagar suas contas'

Accompanied by his son Sen. Flavio Bolsonaro, Brazil's President Jair Bolsonaro speaks at the launch of his new political party, Alliance for Brazil, in Brasilia, Brazil, Thursday, Nov. 21, 2019. At odds with the party leadership that nominated him for the presidency, Bolsonaro left the Social Liberal Party earlier this month and created his own. (AP Photo/Eraldo Peres)

O senador Flavio Bolsonaro, filho do presidente, fez uma postagem irônica nas redes sociais. Uma imagem com um coração tem a frase: “Fiquem em casa, no final do mês a Rede Globo vai pagar suas contas”.

O post foi feito nesta quinta-feira, dois dias depois do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, que contrariou as medidas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e pediu para que os brasileiros voltassem à vida normal. Na fala de Bolsonaro, ele também falou mal da Rede Globo, a qual se referiu como “uma certa emissora”.

A justificativa da fala de Flavio e de Bolsonaro é que “a economia não pode parar”. O presidente defende que apenas pessoas idosas ou em grupos de risco mantenham a quarentena, o chamado “isolamento vertical”. No entanto, o recomendado pelos principais órgãos de saúde é que a quarentena seja geral.

Paraná não muda estratégia contra a Covid-19 após discurso de Bolsonaro



“Continuamos com o nosso planejamento”. Foi assim que o governo do Paraná reagiu ao pronunciamento da noite de terça-feira (24) do presidente Jair Bolsonaro, que criticou as medidas de isolamento social, o fechamento do comércio e a suspensão das aulas impostas por estados e municípios.

Um dos principais aliados da Presidência da República entre os governadores, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) evitou comentar o discurso de Bolsonaro, assim como seus secretários, mas, através da assessoria de imprensa, comunicou que o Paraná não irá alterar a estratégia de combate à pandemia, mantendo o estado em situação de emergência e garantindo o funcionamento, apenas, dos serviços essenciais, com shoppings e escolas fechados e a realização de eventos proibida, por exemplo. O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), também declarou que manterá as medidas de isolamento.

Os secretários estaduais de saúde emitiram uma nota conjunta, dizendo-se estarrecidos com o pronunciamento de Bolsonaro. “Não podemos permitir o dissenso e a dubiedade de condução do enfrentamento à Covid-19. Assim, é preciso que seja reparado o que nos parece ser um grave erro do Presidente da República”, diz a carta.

“Ao invés de desfazer todo o esforço e sacrifício que temos feito junto com o povo brasileiro, negando todas as recomendações tecnicamente embasadas e defendidas, inclusive, pelo seu Ministério da Saúde, deveríamos ver o Presidente da República liderando a luta, contribuindo para este esforço e conduzindo a nação para onde se espera de seu principal governante: um lugar seguro para se viver, com saúde e bem estar”, acrescentam os secretários, que dizem não ter qualquer intenção de politizar o problema.

Jornalista da Globo com covid-19 respira sem aparelhos

Marcelo Magno apareceu em vídeo acordado e fazendo um coração com as mãos

O jornalista Marcelo Magno, que faz parte do rodízio de apresentadores do Jornal Nacional nos fins de semana, apareceu acordado em um quarto de hospital em um vídeo publicado por uma colega nesta quarta-feira, 25. Ele estava internado e chegou a precisar da ajuda de aparelhos para respirar após apresentar um quadro grave de covid-19.

Magno aparece em um breve vídeo acordado em uma cama de hospital, usando uma máscara mas respirando sem a ajuda de aparelhos e acompanhado de funcionárias do hospital. Ele faz um símbolo de coração enquanto as profissionais aplaudem.

"Ele está cada dia melhor, e está se comunicando", disse Neyara Pinheiro, jornalista que trabalha com Magno na TV Rádio Clube, afiliada da Rede Globo no Piauí, em um vídeo publicado nesta quarta. Neyara conta que conversou com a mulher de Magno nesta manhã para obter mais informações sobre o estado de saúde do colega.

Ministro da Saúde tenta equilibrar falas de Bolsonaro e medidas

mandetta

O ministro da Saúde , Luiz Henrique Mandetta, adotou um tom de aproximação ao presidente Jair Bolsonaro durante coletiva nesta quarta-feira (25).

Em pronunciamento polêmico na última terça-feira (24), Bolsonaro chamou covid-19 de "gripezinha" e criticou medidas de isolamento adotadas por governadores pelo país, contrariando também as posições do Ministério da Saúde.

" Quarentena sem prazo para terminar vira parede na vida das pessoas: pessoas precisam comer, ir ao supermercado. E faz parte da linha do presidente: se não tivermos cuidado com a onda econômica, teremos dificuldade", afirmou Mandetta.

Ele chamou a fala do presidente sobre preocupação econômica em meio à pandemia de "grande colaboração".

Segundo ele, a previsão sobre fim de medidas de isolamento deve acontecer em conjunto com governos estaduais a partir de um monitoramento gradual dos casos de covid-19.

Sobre especulações de possível saída do cargo , Mandetta disse: "Eu só saio quando o presidente achar que devo, ou se estiver doente, ou se o período todo de turbulência tenha passado e eu não seja mais útil."

Outra fala importante do ministro foi sobre as igrejas. "Igrejas: fiquem abertas , só não se aglomerem. Que padres e pastores também atendam por internet, por telefone", expressou.

Maia cobra do governo política 'séria' para isolamento de idosos

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante entrevista coletiva nesta quarta (25) — Foto: Reprodução/TV Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou nesta quarta-feira (25) do governo federal uma política "séria" para o isolamento de idosos em meio à pandemia do novo coronavírus.

Mais cedo, nesta quarta, o presidente Jair Bolsonaro repetiu críticas às medidas de isolamento e quarentena adotadas em alguns estados e defendeu a adoção de um "isolamento vertical", isto é, somente do público mais vulnerável à doença, como os idosos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os idosos são "os mais atingidos" pelo coronavírus.

"Como alguém pode falar em isolamento vertical se até hoje não apresentou uma proposta de contingenciamento para os idosos brasileiros mais pobres? Eu fico pensando: como o governo pode falar de um assunto, sabendo que nós temos milhares de idosos nas comunidades do Rio de Janeiro, que São Paulo tem 7 milhões de pessoas acima de 60 anos, muitas delas certamente de baixa renda, e até hoje a gente não viu do governo qual a política para isolar os idosos?", indagou Rodrigo Maia.

"A partir do momento em que o governo tiver uma política séria, responsável, olhando com mais cuidado e mais urgência esses idosos que vivem nessas comunidades, e construir uma solução de isolamento para essas pessoas, distante daqueles que vão sair da comunidade para trabalhar, ou para a escola, e voltar, certamente você tem condição de daqui algumas semanas liberar os mais jovens para proteger os mais idosos", acrescentou o presidente da Câmara.

Maia defendeu ainda a necessidade de organizar uma "operação de guerra" para conseguir garantir a eficácia do isolamento vertical dos idosos. Ele ponderou que muitos deles vivem em comunidades carentes e em casas pequenas, que geralmente abrigam muitas pessoas, incluindo jovens que estariam liberados do isolamento.

"Pedir uma operação, uma liberação vertical, sem a gente ter feito uma operação de guerra para proteger os idosos que vivem em várias comunidades, em todos os estados, me parece [...] que não há uma preocupação com esses brasileiros que vivem em ambientes pequenos, com muitos parentes, muitos jovens e que certamente saindo para trabalhar, voltarão para suas residências e contaminarão milhões ou milhares de brasileiros", afirmou.

‘Há luz no fim do túnel’: médico paulista se recupera de Covid-19 após seis dias na UTI



O ortopedista paulista Henrique Rodrigues, de 31 anos, enfrentou muitas dores no corpo, dificuldade para respirar e febre alta desde que começou a apresentar sintomas do coronavírus no início do mês. Passou seis dias na UTI até receber a notícia de que estava curado. Hoje, se recupera da pneumonia que restou como sequela da doença.

“Nunca me senti tão mal. É uma experiência bem ruim, mas melhora. Há luz no fim do túnel”, garantiu, em entrevista à ÉPOCA.

Rodrigues foi internado no Hospital São Luiz, em São Caetano (SP), no último dia 13, quando sua tomografia apontou para um padrão característico de covid-19. Menos de 24 horas depois, viveu o pior momento enquanto se tratava. O desconforto respiratório, a mialgia intensa e os calafrios não eram atenuados nem pelos remédios periódicos.

“A febre não passava, cheguei a quase 39 graus, mesmo com medicação de horário, tomando paracetamol e dipirona”, contou o médico. “As dores no corpo eram muito fortes. Até para levantar o braço doía muito”, acrescentou.

Os primeiros sinais da doença surgiram no dia 6 de março quando Rodrigues dava plantão em um hospital da Zona Sul de São Paulo. Uma das unidades em que trabalha passou por um surto da doença e registrou funcionários infectados. No entanto, Rodrigues não confirma que foi lá que contraiu o vírus. “Viajei para a Tailândia no final de janeiro. Também pode ter sido de algum paciente, já que atendemos, em média, uns 40, 50 por dia. Ou até um descuido meu na higiene”, sugeriu.

Enquanto trabalhava, Rodrigues começou a ter calafrios. Em seguida, desenvolveu febre intermitente por três dias junto a dores corporais, o que o fez procurar ajuda médica. Ele vinha tomando antibiótico e corticoide, que não surtiram efeito.

Examinado, o ortopedista foi orientado a ir para casa e retornar ao hospital caso seu estado piorasse. No dia 12, a tosse e a falta de ar se agravaram, e Rodrigues decidiu pagar para fazer o teste do coronavírus. “Eu suava demais. Teve uma noite em que precisei trocar de roupa cinco vezes, ficava encharcado”.

Como o resultado não é imediato, fez exames complementares que o levaram a ser isolado em observação na UTI. Mesmo com a confirmação de que havia sido infectado, Rodrigues diz que sua maior preocupação foi com a família. Isso porque teve contato com seus avós, de mais de 80 anos, e sua mãe que é hipertensa – todos enquadrados no grupo de risco da doença. O alerta também servia para a esposa médica, que testou negativo para o coronavírus.

A alta, no último dia 18, foi um alívio. O médico liberou Rodrigues desde que completasse a quarentena em casa. Hoje, se recupera da pneumonia que restou como sequela da doença. “O que me incomoda é apenas a tosse, mas já era esperado. Não tenho mais cansaço, dores, febre, nada”, afirmou o ortopedista, que pretende voltar ao trabalho na próxima semana.

“O que quero passar é que não é um bicho de sete cabeças. A maioria da população vai apresentar sintomas virais leves. Alguns vão evoluir, mas a tendência é melhorar. O principal medo é atingir o pessoal do grupo de risco”, disse Rodrigues.

Época

Caixa ampliará para 90 dias suspensão de pagamento de dívidas de pessoas físicas e empresas; juro do cheque especial deve baixar



A Caixa Econômica Federal vai ampliar para 90 dias a suspensão do pagamento das dívidas parceladas de pessoas físicas e empresas. Na semana passada, o banco já tinha anunciado uma pausa nos pagamentos, incluindo a prestação da casa própria, em 60 dias. Outra novidade deve ser o corte na taxa do cheque especial, atualmente em 4,95% ao mês.
As medidas fazem parte de um novo pacote de ações a ser anunciado pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, após videoconferência do presidente Jair Bolsonaro com governadores da região Sudeste.
Na tentativa de mostrar alinhamento, o governo decidiu concentrar os anúncios no Planalto e não mais de forma individual por bancos e agentes públicos.
Na ultima quina-feira, a Caixa já tinha anunciado um amplo pacote de medidas, com redução dos juros em várias linhas de crédito, sobretudo nas linhas de capital de giro para micro e pequenas indústrias, além da suspensão do pagamento de dívidas .
As novas condições do crédito entraram em vigor na segunda-feira. Veja aqui como os bancos vão funcionar no Rio durante o isolamento por causa do coronavírus.
O Globo

Em coletiva, Ministério da Saúde anuncia distribuição de hidroxicloroquina

remédios

Em coletiva do Ministério da Saúde nesta quarta-feira (25), foi anunciada a distribuição de hidroxicloroquina , derivado da cloroquina, para o tratamento contra covid-19. Denizar Vianna, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos, explicou como será feito o uso da droga.

"População: não use esse medicamento em casa. Durante o uso, pode haver mudanças no ritmo do coração. O protocolo proposto é somente para hospitalizados em casos graves", disse Vianna, que também divulgou que Ministério começa a distribuir 3.4 milhões de unidades do medicamento para os estados.

Segundo o secretário, internados em estado grave têm letalidade muito alta, de 49%. "O medicamento será usado somente para casos graves porque benefícios superam os riscos do uso".

Vianna ressaltou que pesquisas mostram que hidroxicloroquina consegue alterar a reprodução do vírus em condições in vitro, e que pesquisas em humanos estão caminhando.

Além disso, há otimismo sobre posição do Brasil com a droga. "Temos mais de uma década de conhecimento com esse medicamento, principalmente na região norte, para tratar malária ", disse o secretário.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, orientou a população que não utiliza o medicamento para tratamentos contínuos (como nos casos de malária, lúpus e artrite) a devolver a droga para farmácias.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Dono da Havan defende cortar salários, liberar FGTS e adiar eleições.

Empresário participou da convenção do Aliança pelo Brasil, partido que o presidente da República, Jair Bolsonaro, tenta fundar - GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO

Um dos empresários mais próximos do presidente Jair Bolsonaro, Luciano Hang, dono das 145 lojas Havan espalhadas pelo país, afirmou, em entrevista à coluna, que as medidas governamentais para minimizar o impacto da pandemia de coronavírus devem ser maiores que a expectativa. 

Ele defendeu a redução de salários e a liberação do FGTS, e também se mostrou a favor do adiamento das eleições de 2020 para não "contaminar" a crise com intenções políticas. Ele atualmente emprega cerca de 22 mil colaboradores em suas lojas

Rafael Greca descarta usar a Arena da Baixada como hospital de campanha



O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, em pronunciamento nesta quarta-feira (25), abriu mão de usar a Arena da Baixada como um hospital de campanha para ajudar no combate ao coronavírus na capital paranaense.

Segundo ele, utilizar um local sem os preparos hospitalares pode ter um resultado pior do que ajudar. “Não haverá hospital de campanha na Baixada. Não precisamos disso. Hospital não é cozinha, não dá pra comparar. A cozinha do Madalosso tem fogão, rede de gás, microondas, agua quente e fria e uma equipe que faz comida de qualidade. Não dá pra comparar a cozinha com uma valeta de fogo de chão, no meio de um estádio de futebol”, disse Greca.

“Hospital improvisado é um perigo, nem sempre é indicado. Mesmo se for construído com poderosos gastos, não será funcional, será quase sempre sofrível. Será um morredouro e não queremos perder ninguém. Nós temos infraestrutura de saúde e desautorizamos o uso do sagrado nome de Curitiba para colher dinheiro que não seja em doação para o fundo municipal de saúde”, completou.

Desde a semana passada, o Athletico havia colocado o estádio e as dependências do CT do Caju à disposição para o que fosse necessário. Na última segunda-feira (23), o governo havia declarado que estudava uma forma de usar a Arena.

Vale ressaltar que em outros estados os estádios de futebol já estão sendo preparados para se transformarem em hospital de campanha, casos do Pacaembu, em São Paulo, e do Mané Garrincha, em Brasília.

'É a maior pandemia da história recente', afirma presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia



Presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o médico Clóvis Arns da Cunha participou nesta quarta-feira (25 de março) de uma entrevista coletiva com jornalistas do Paraná por meio de uma vídeoconferência, promovida pelo Hospital Nossa Senhora das Graças. No bate-papo com a imprensa, deu uma série de esclarecimentos sobre a COVID-19, doença provocada pelo novo Coronavírus, e também tratou de ressaltar a gravidade do momento, destacando que essa é "a maior pandemia da nossa história recente".
"É a maior pandemia da nossa história recente. Nenhum de nós estávamos aqui na gripe espanhola. Na ocasião, até o Presidente da República, Rodrigues Alves, morreu. Para nossa geração, essa está sendo a pior. Por isso é importante que a população confie nessas medidas (que o Ministério da Saúde e as Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde estão tomando). Estamos muito preocupados com o impacto social, mas é o seguinte: ou tomamos essas medidas agora, ou depois vai ser pior e vamos ter de tomar medidas ainda mais duras."
Segundo o Doutor Clóvis Cunha, na maior parte dos pacientes, algo em torno de 80%, a doença vai se manifestar de maneira leve, como se fosse um resfriado, uma gripe ou mesmo uma pneumonia leve, que não leva à falta de oxigênio. 15% já terão de ir para o hospital, sem necessidade de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs); e outros 5% terão a forma crítica, necessitando, então, ir para a UTI.
Sobre a necessidade da adoção do isolamento social em larga escala, com a manutenção em funcionamento apenas dos serviços essenciais, ele explica que a doença é facilmente transmitida e que o contágio, se não controlado, acontece como numa progressão geométrica, exponencial.
"Essa Covid tem sua principal transmissão por gotículas aéreas. Quando a pessoa tem a doença, tosse, espirra, pode transmitir o vírus. Por isso o cuidado número 1 é que os pacientes sejam isolados em casa, não fiquem junto do convívio de outras pessoas. Se tiver domicílio de um quarto, que (a pessoa) fique a um metro de distância daqueles pacientes com sintomas respiratórios", recomenda o especialista. "Outra medida importante é a higienização das mãos, com água e sabão ou álcool 70."
Necessidade de isolamento social por conta da transmissão comunitária
Ainda segundo o presidente da SBI, o contágio da doença acontece de forma exponencial. Uma pessoa com o vírus, por exemplo, transmite para outras três, que irão transmitir para outras três (já seriam nove infectados), que irão ainda transmitir para outras três. Por isso, segundo ele, é necessário, a partir da constatação de que já há transmissão comunitária em todo o país, a adoção de restrições sociais e medidas de isolamento.
"O vírus chegou na transmissão comunitária no Brasil e semana passada se observou o aumento vertiginoso, quase exponencial, dos pacientes com a doença. Chega a dobrar a cada dois ou tr^s dias. A partir deste momento é importante a restrição social, é absolutamente necessário (permanecer em casa)."

Estado de Rondônia vai editar novo decreto com retorno gradual das atividades



O Governo do Estado de Rondônia publicará um decreto nas próximas horas flexibilizando o retorno de algumas atividades do comércio, paradas até o momento, seguindo movimento nacional, em decorrência da prevenção ao coronavírus.

A decisão se deu após uma reunião on-line entre associações do comércio e industrial do estado, federações e sindicatos.

Com a decisão, o Governo de Rondônia editará novo decreto com a flexibilização do comercial, com retorno gradual entre esta quinta(26) e sexta(27), com novas medidas de reabertura de outras atividades até a próxima terça-feira(31).

Entre os segmentos, de forma ainda moderada, deverão retornar o comércio e indústrias prestadoras de serviços.

Coronavírus: influenciador digital anuncia teste positivo após lamber vaso sanitário

Influenciador lambe privada em 'desafio' e pega novo coronavírus (Rreprodução TikTok)

O influenciador digital Larz anunciou nesta quarta-feira (25), no Twitter, que foi hospitalizado com Covid-19 após divulgar no TikTok um vídeo, há cinco dias, em que aparecia lambendo um vaso sanitário. 

A decisão anti-higiênica - e que contraria todos as orientações de médicos não apenas durante a pandemia de coronavírus - foi parte do Coronavirus Challenge (Desafio do Coronavírus), em que usuários de redes sociais se filmaram lambendo vasos sanitários.

Que vergonha!.......Bolsonaro minimiza pandemia, ataca governadores, culpa mídia e é alvo de panelaço



Em seu terceiro pronunciamento em rádio e televisão sobre a crise do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar na noite desta terça (24) a gravidade da doença. Ele comparou novamente a Covid-19 a uma "gripezinha" ou "resfriadinho" e pediu para prefeitos e governadores "abandonarem o conceito de terra arrasada", que, para ele, inclui o fechamento do comércio "e o confinamento em massa".
"O grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos." Bolsonaro ainda atacou a mídia, que, para ele, criou um ambiente de pavor, e voltou a criticar governadores. Ao mesmo tempo, entrou em contradição ao parabenizar a imprensa pela ajuda. 
Depois, disse que o Brasil não pode parar e afirmou que as autoridades devem evitar medidas como proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. “Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade”, destacou. Mas afirmou em seguida que vai acatar orientações do Ministério da Saúde — que recomenda o isolamento. 
A fala do presidente foi acompanhada por panelaços em várias cidades, inclusive em Curitiba, em diversos bairros, de norte a Sul da cidade. São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Rio de Janeiro também registraram panelaço. 
A nova doença causou até o momento 46 mortes no Brasil. Há 2.201 casos confirmados de coronavírus. O primeiro óbito foi registrado no dia 17 deste mês.
Bolsonaro minimizou em diversas ocasiões os impactos do Covid-19 e criticou medidas de restrição de movimento que têm sido adotadas por governadores. Ele já se referiu à enfermidade como “gripezinha” outras vezes. Ele também desrespeitou a quarentena, depois que chegou dos Estados Unidos, e abraçou correligionários em Brasília no dia 15 de março. 

Copel anuncia que não haverá corte de luz de inadimplentes. Pacote do governo vai ajudar paranaenses



O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou, ontem, um pacote social de R$ 400 milhões para ajudar famílias paranaenses mais vulneráveis a enfrentarem a pandemia do novo coronavírus. Entre as medidas estão auxílio financeiro para 300 mil famílias por cinco meses, novos limites de consumo nos programas sociais da Copel e da Sanepar, adiamento das parcelas dos programas de habitação da Cohapar e reforço na compra de insumos da agricultura familiar.

Também ontem, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um pacote de medidas especiais em resposta à pandemia de coronavírus, incluindo a suspensão por 90 dias de cortes do serviço de eletricidade por inadimplência para consumidores residenciais e serviços essenciais.


Logo depois a Copel fez o mesmo anúncio, de que não haverá cortes de energia elétrica por falta de pagamento de unidades consumidoras residenciais, inclusive as de baixa renda, além de serviços e atividades consideradas essenciais, conforme a legislação, tais como hospitais e assistências médicas.
A medida vale para toda a área de concessão da Companhia e tem o objetivo de permitir que as pessoas afetadas economicamente pela crise trazida pela pandemia do coronavírus possam se organizar para realizar os pagamentos.


O governador afirmou que o pacote social é um conjunto de medidas que atende a necessidade daqueles que mais podem sofrer no curto prazo. Algumas iniciativas já estão sendo efetuadas, como a distribuição da merenda escolar para beneficiários do Bolsa Família. “É a área mais importante nesse momento. Muitas pessoas vão perder parte da renda ou a totalidade dela. Contabilizamos R$ 400 milhões para enfrentar o novo coronavírus nessa primeira etapa”, afirmou Ratinho Junior.


Com a recomendação de isolamento e a suspensão de atividades, muitos trabalhadores de baixa renda podem vir a ficar sem recursos para se manter, caso a crise do coronavírus se estenda pelos próximos meses.
O Governo do Estado fará um novo anúncio nesta semana com medidas de estímulo à atividade econômica. Ele ainda está sendo construído em parceria com o setor produtivo, o governo federal e as equipes técnicas da administração estadual. “Teremos um abalo econômico mundial. Nesse segundo estágio, vamos atender comerciantes, industriais, autônomos e microempreendedores”, complementou Ratinho Junior.

Pacote social de R$ 400 milhões do governo do PR beneficia famílias de agricultores e de baixa renda



O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (24) um pacote social de R$ 400 milhões para ajudar famílias paranaenses mais vulneráveis a enfrentarem a pandemia do novo coronavírus. Entre as medidas estão auxílio financeiro para 300 mil famílias por cinco meses, novos limites de consumo nos programas sociais da Copel e da Sanepar, adiamento das parcelas dos programas de habitação da Cohapar e reforço na compra de insumos da agricultura familiar.
O governador afirmou que o pacote social é um conjunto de medidas que atende a necessidade daqueles que mais podem sofrer no curto prazo. Algumas iniciativas já estão sendo efetuadas, como a distribuição da merenda escolar para beneficiários do Bolsa Família. “É a área mais importante nesse momento. Muitas pessoas vão perder parte da renda ou a totalidade dela. Contabilizamos R$ 400 milhões para enfrentar o novo coronavírus nessa primeira etapa”, afirmou Ratinho Junior.
Ele também citou a importância de manter as medidas restritivas de circulação. “Estamos tomando medidas em cima de soluções adotadas em outros países. Estamos analisando diariamente os cenários e combatendo de forma organizada e planejada o novo coronavírus”, afirmou Ratinho Junior. “Precisamos ter paciência, calma. É um período difícil para todo o mundo. Ter tranquilidade para atravessar esse momento. Todas as nossas equipes estão dedicadas 24 horas por dia para buscar as melhores soluções”.
Segundo o secretário de Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge, esse primeiro pacote mostra que o Governo do Estado tem um olhar clínico sobre aqueles que mais necessitam de apoio. “Nossa missão é não deixar ninguém para trás e ajudar aqueles que mais precisam. Cuidar da saúde e da renda daquelas pessoas que vão passar por dificuldades. Podem confiar no Governo do Estado. Temos 399 municípios e estamos dialogando a todo instante”, acrescentou. “Não corremos risco de desabastecimento e de falta de insumos para a Saúde”.
PACOTE ECONÔMICO - O Governo do Estado fará um novo anúncio nesta semana, com medidas de estímulo à atividade econômica. Ele ainda está sendo construído em parceria com o setor produtivo, o governo federal e as equipes técnicas da administração estadual. “Teremos um abalo econômico mundial. Nesse segundo estágio, vamos atender comerciantes, industriais, autônomos e microempreendedores”, complementou Ratinho Junior.