quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Após pirotecnia da Lava Jato, Paraná volta a ter pedágio mais caro do mundo

 

O Paraná voltará a ter em breve o pedágio mais caro do mundo no trecho da BR-277 que liga Curitiba ao Litoral do estado.

Essa aberração só será possível com o fim de um desconto de 30% no preço da tarifa, imposto pela Lava Jato em um acordo de leniência com as concessionárias.

A força-tarefa do Paraná vinha denunciando que o pedágio estava superfaturado em 400% nas rodovias do estado, porém, o acordo de redução provisória só previu desconto de 30% durante doze meses.

Com o fim do desconto, o valor passará a ser de R$ 21,70. As motocicletas, que no último ano pagaram R$ 7,60 de tarifa, passarão a pagar R$ 10,90.

Pelos cálculos do deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), à época do acordo de leniência, não o impediu de apontar um rombo de R$ 3 bilhões que sangrou a economia do estado, podendo chegar a R$ 21 bilhões até 2021, quando os lesivos contratos terminam.

O parlamentar socialistas sempre denunciou a pouca transparência do Ministério Público Federal (MPF) nesse acordo de leniência com as pedageiras.

Segundo Romanelli, a leniência do MPF não impediu que as mesmas pedageiras de participarem da novas licitações de rodovias federais e estaduais no novo modelo de pedágio no Paraná.

Passado quase um ano, o parlamentar do PSB continua questionando “por que o MPF afirmou que o pedágio estava superfaturado em 400% e daí fez um acordo de redução provisória de 12 meses de 30% com a CCR-Rodornorte?”

O diabo é que, na vigência da redução proposta na leniência, houve um novo aumento do pedágio no fim do ano passado.

A Ecovia, que administra o trecho Curitiba-Litoral, informa que reajustará a tarifa ao preço antigo –o mais caro do mundo– porque já teria cumprido a obrigação de R$ 100 milhões por meio do desconto de 30% da tarifa em favor dos usuários.

Família Bolsonaro movimentou mais de R$ 3 milhões em dinheiro vivo em campanhas


 










As campanhas de Jair Bolsonaro (sem partido) e seus filhos, Flávio (Republicanos-RJ), Carlos (Republicanos-RJ) e Eduardo (PSL-SP) movimentaram desde o ano 2000 cerca de R$ 3 milhões em dinheiro vivo. O levantamento é da Folha de S. Paulo, edição desta quarta-feira (23).

Segundo o jornalão paulistano, o uso de dinheiro vivo sustentou as campanhas eleitorais da família Bolsonaro ao longo dos últimos 25 anos. O clã atua na política desde a eleição de Jair Bolsonaro em 1988.

Desde a minirreforma eleitoral de 2015, os candidatos a cargos eletivos passaram a ter de financiar suas campanhas com recursos próprios e com doações de correligionários ou de partidos políticos (recursos oriundos do Fundo Partidário).

A campanha ainda pode ser financiada pela venda de bens e pela realização de eventos, ou ainda utilizando o Fundo Especial para Financiamento de Campanhas (FEFC).

No entanto, de acordo com a Folha, o uso frequente de dinheiro vivo no financiamento eleitoral repete hábito da família de pagar contas pessoais e até a quitação de imóveis em espécie, costume atualmente investigado no chamado caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Ao comparar as campanhas dos Bolsonaro com as demais, a reportagem do jornalão afirma que o elevado uso de dinheiro vivo nas campanhas destoa da prática de outras candidaturas bem-sucedidas naqueles anos.

A Folha liga abertamente o financiamento das campanhas dos Bolsonaro às “rachadinhas”, esquema denunciado pelo Ministério Público do Rio, em que “Zero Um”, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro, estaria sendo envolvido.

Depois de analisar a injeção de recursos em espécie em todas as campanhas do clã Bolsonaro, a Folha lembra que a “rachadinha”, de acordo com os investigadores, foi operada pelo ex-assessor Fabrício Queiroz, que recebeu mais de R$ 2 milhões de 13 assessores de Flávio, de 2007 a 2018, por meio de transferências bancárias e de depósitos em espécie.

São Paulo joga mal, leva 4 gols da LDU e perde na altitude
















A noite de terça-feira do torcedor são-paulino não poderia ser pior. Em Quito, o Tricolor foi derrotado para a LDU, por 4 a 2, com três gols do adversário ainda no primeiro tempo. Para completar a catástrofe ao clube do Morumbi, o River Plate bateu o Binacional, no Peru, por 6 a 0, e abriu vantagem no Grupo D. Com isso, a equipe treinada por Fernando Diniz tem chances mínimas de sobrevivência na Copa Libertadores.

Jogando fora de casa e precisando somar pontos para se manter com boas chances de classificação para a fase mata-mata, o São Paulo até que teve um bom início de jogo contra a LDU, mas rapidamente caiu de rendimento e viu a equipe mandante dominar a partida com facilidade. Em um erro conjunto de Igor Gomes e Hernanes e também se aproveitando dos espaços deixados pela marcação, a equipe de Quito resolveu o confronto em 45 minutos.

A derrota deixa o Tricolor na terceira colocação, com apenas quatro pontos ganhos em 12 disputados. O vice-líder River Plate soma sete pontos e tem 11 gols de saldo (contra zero do São Paulo). Na próxima rodada, os comandados de Fernando Diniz encaram a equipe de Buenos Aires, na Argentina. Se não vencer no Monumental de Nuñez, o Tricolor estará virtualmente eliminada da Copa Libertadores.

O São Paulo passou um vexame no Equador, sobretudo na etapa inicial. Em 25 minutos, a equipe sofre três gols e perdeu completamente a confiança na partida. O segundo tento da LDU nasceu de um passe na fogueira de Igor Gomes para Hernanes na entrada da área. O time adversário roubou a bola e fez o gol.

Depois, com o Tricolor já desesperado e tentando a todo custo diminuir o marcador, o time da casa acertou um rápido contra-ataque, e deixou Jhojan Julio livre para marcar seu segundo gol na partida e praticamente selar o triunfo da LDU em Quito.

Novo aplicativo Pardal receberá denúncias eleitorais a partir de domingo

 

Com o fim do prazo de registro de candidatura no próximo dia 26 de setembro, entrará no ar o aplicativo Pardal, criado pela Justiça Eleitoral para receber denúncias da sociedade sobre irregularidades em campanhas eleitorais.

O aplicativo existe desde 2014, mas foi aprimorado ao longo de cada pleito e, para as Eleições 2020, existem diversas novidades a fim de tornar o seu uso ainda mais funcional.

O objetivo principal é facilitar o trabalho de apuração por parte dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e do Ministério Público Eleitoral, que podem contar com os cidadãos para atuar como fiscais da eleição no combate à corrupção eleitoral.

De acordo com Sandro Vieira, juiz auxiliar da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as versões anteriores do aplicativo ofereciam um espectro muito amplo, com todas as irregularidades envolvendo eleições. Agora, o app passou por uma reformulação a fim de voltar o foco para os ilícitos cometidos na propaganda eleitoral.

Isso porque, segundo Sandro Vieira, “havia uma enorme gama de denúncias que não conseguiam ser apuradas a contento para reunir provas e elementos materiais, como testemunhas, fotos, vídeos e tudo o que pode comprovar a irregularidade”. Portanto, nem todos os ilícitos eram apurados por conterem poucos elementos de provas.

Conforme explica o magistrado, muitas vezes, o cidadão enviava apenas uma foto de uma propaganda irregular, mas sem explicar se aquele local era um prédio público, por exemplo, o que justificaria se coibir o ato.

A partir de agora, além da foto, o denunciante deverá enviar um relatório demonstrando qual a irregularidade a ser apurada. Além disso, quando as denúncias tratarem de outro tema que não seja a propaganda eleitoral, o aplicativo vai oferecer o contato da ouvidoria do Ministério Público de cada localidade.

“Não vamos deixar o cidadão sem meio de denúncia”, garante o juiz Sandro Vieira.

Novidades

Entre outras novidades para este ano, o app disponibilizará link específico para que as denúncias sejam enviadas ao Ministério Público Eleitoral de cada unidade da Federação.

Haverá ainda um detalhamento maior na fase de identificação dos denunciantes, a fim de evitar: notícias de irregularidades que se utilizem de dados de terceiros; inclusão da autenticação de dois fatores para encaminhamento da notícia via sistema Pardal; impedimento de envio de notícia de irregularidade sem o preenchimento integral dos campos relativos ao tipo de denúncia e aos dados do denunciante; e utilização do sistema Pardal apenas para notícias relacionadas às irregularidades da campanha eleitoral que estejam submetidas ao poder de polícia da Justiça Eleitoral.

app também oferecerá uma melhor qualificação do denunciante. Isso significa que, ao enviar a denúncia, a pessoa receberá um e-mail de confirmação, que será enviado para a caixa postal do denunciante.

Por fim, o aplicativo foi aperfeiçoado para evitar o recebimento de denúncias infundadas ou repetitivas (lixo eletrônico), bem como para permitir a anexação de denúncias relacionadas ao mesmo fato.

As novidades foram implementadas a partir de sugestões do Grupo de Trabalho instituído por meio da Portaria TSE nº 210/2019 especificamente para trabalhar na evolução do Pardal. O grupo também propôs a possibilidade de converter a denúncia em processo dentro do Processo Judicial eletrônico (PJe), após triagem eletrônica e humana. As sugestões foram acatadas pelo presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, em despacho assinado em julho deste ano. (Com informações da Comunicação do TSE)

Cinco municípios do Paraná podem ter 2º turno nestas eleições

 

Noventa e cinco municípios do país com mais de 200 mil eleitores podem ter de realizar um segundo turno de votação para a escolha de prefeito e vice-prefeito nas Eleições Municipais de 2020. O primeiro e o segundo turno do pleito foram adiados, respectivamente, para os dias 15 e 29 de novembro, pela Emenda Constitucional nº 107/2020, promulgada pelo Congresso Nacional em 2 de julho. O adiamento ocorreu devido à pandemia de Covid-19. No Paraná, cinco municípios podem ter segundo turno: Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa.

Pela Constituição Federal (inciso II do artigo 29), deve haver eleição em segundo turno para prefeito quando nenhum dos candidatos consegue, no primeiro turno, mais da metade dos votos válidos, ou seja, dos votos dados exclusivamente aos que disputam o cargo. Se essa situação ocorrer, disputarão o segundo turno os dois candidatos a prefeito mais votados no primeiro turno.

Com relação às capitais, manteve-se o mesmo quadro das Eleições de 2016: das 26 capitais dos estados, 25 têm mais de 200 mil eleitores em 2020, à exceção de Palmas (TO). Este ano, não há pleito no Distrito Federal nem em Fernando de Noronha (PE).

Assim como em 2016, São Paulo permanece como o estado com o maior número de municípios com mais de 200 mil eleitores, com 28 cidades, o mesmo número apresentado há quatro anos. Em seguida, vem o Rio de Janeiro, com dez municípios, Minas Gerais, com nove, Pernambuco, com seis, e Paraná e Rio Grande do Sul, com cinco cada um. 

De 2016 para 2020, mais três cidades alcançaram o eleitorado que possibilita a realização de um segundo turno para prefeito e vice-prefeito. São elas: Ribeirão das Neves (MG), Paulista (PE) e Petrolina (PE).  São Paulo (SP) continua a ser o município com o maior eleitorado do Brasil, com 8,9 milhões de eleitores.   

Nas Eleições Municipais de 2016, 92 municípios do país possuíam mais de 200 mil eleitores. No pleito de 2012, 83 municípios se enquadravam nessa condição. 


Após 35 dias, sindicatos decretam fim da greve dos Correios no país

















Um dia após o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinar o fim da greve dos Correios, a maioria dos sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) decretou o fim da greve e encerrou a paralisação iniciada há 35 dias.

Segundo a federação, os sindicatos que ainda estão em assembleia, como o do Paraná e o da Bahia, devem seguir a orientação da Fentect para retomada das atividades.

Em nota, a entidade afirma que a decisão do TST – que aprovou um reajuste de 2,6% para os trabalhadores – não contempla a categoria. “No entanto, sabemos que muitas lutas virão pela frente como a batalha contra a privatização dos Correios, que já está na ordem do dia”, diz a Fentect, que aponta ainda que vai recorrer da decisão.

Também nesta terça-feira, os Correios afirmaram, em nota, que a maior parte dos funcionários que havia aderido à greve retornou ao trabalho, o que corresponde a 92,7% dos trabalhadores da estatal.

G1

Ministério da Economia prevê déficit fiscal de R$ 861 bi em 2020

 

O Ministério da Economia divulgou nesta terça-feira as previsões atualizadas para as contas públicas neste ano. Segundo a pasta, o país deve fechar o ano com déficit de R$ 861 bilhões.

Os dados constam do relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas. Em julho, na última divulgação, a projeção era de que o rombo ficasse em R$ 787,5 bilhões.

O aumento na previsão de déficit está relacionado principalmente ao custo extra de R$ 67,9 bilhões para o pagamento das parcelas extras do auxílio emergencial.

Também estão nessa conta o complemento de R$ 12 bilhões para o Pronampe, programa de crédito a micro e pequenas empresas.

A publicação foi feita sem a habitual coletiva de imprensa com técnicos da equipe econômica. Normalmente, os dados são detalhados pelo secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues.

O auxiliar do ministro da Economia, Paulo Guedes, está sob pressão no governo desde que defendeu o congelamento de aposentadorias e pensões para reduzir despesas obrigatórias e abrir espaço no Orçamento para criar o Renda Brasil.

A proposta foi rejeitada pelo presidente Jair Bolsonaro na semana passada. Em vídeo, ele ameaçou de “cartão vermelho” quem defendesse a ideia.

Desde então, Waldery não tem participado de reuniões públicas e tem negado pedidos de entrevistas.

Por lei, o relatório de avaliação de receitas e despesas precisa ser divulgado até o dia 22 de todos os meses ímpares, com os dados referentes ao bimestre anterior.

A legislação também obriga o Executivo a encaminhar o documento ao Congresso, o que foi feito por meio de edição extra do Diário Oficial da União.

Em anos normais, o documento é importante porque define a necessidade de contingenciamento ou liberação de recursos para que o governo cumpra a meta fiscal.

Esse cálculo, no entanto, perdeu relevância neste ano, porque o decreto de estado de calamidade suspendeu a necessidade de cumprimento da meta fiscal estabelecida no Orçamento.

Apesar disso, a equipe da secretaria especial da Fazenda realizou coletivas de imprensa para explicar os números nos relatórios anteriores, divulgados em março, maio e julho.

O Globo




Câmara aprova alterações no Código de Trânsito com validade maior da CNH

 


A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (22) a maior parte das emendas do Senado ao Projeto de Lei 3267/19, do Poder Executivo, que altera o Código de Trânsito Brasileiro. O texto seguirá para sanção do presidente da República.

Entre as principais medidas, a proposta aumenta a validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dez anos e vincula a suspensão do direito de dirigir por pontos à gravidade da infração.

De acordo com o texto, a CNH terá validade de dez anos para condutores com até 50 anos de idade. O prazo atual, de cinco anos, continua para aqueles com idade igual ou superior a 50 anos.

Já a renovação a cada três anos, atualmente exigida para aqueles com 65 anos ou mais, passa a valer apenas para os motoristas com 70 anos de idade ou mais.

Profissionais que exercem atividade remunerada em veículo (motoristas de ônibus ou caminhão, taxistas ou condutores por aplicativo, por exemplo) seguem a regra geral.

Emendas do Senado
A Câmara aprovou 8 das 12 emendas do Senado ao texto do relator, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), como a que proíbe converter pena de 
reclusão por penas alternativas no caso de morte ou lesão corporal provocada por motorista bêbado ou sob efeito de drogas.

“Algumas emendas do Senado promovem reparos na versão aprovada nesta Casa”, disse Juscelino Filho. “A proibição da troca de pena privativa de liberdade por penas alternativas melhora e muito o texto”, concordou o deputado Hildo Rocha (MDB-MA).

“O tema é importante para o País, mas lamento que seja tratado no meio de uma pandemia. É fundamental aperfeiçoar a legislação de trânsito porque, a cada cinco horas, perdemos um compatriota num acidente de trânsito”, disse o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Como o homicídio de trânsito é culposo, o Código Penal pode ser interpretado favoravelmente ao motorista porque permite a conversão da pena de qualquer tamanho no caso de crime culposo.

O código impõe pena de reclusão de 5 a 8 anos para o homicídio culposo ao volante praticado por motorista embriagado ou sob efeito de drogas e pena de reclusão de 2 a 5 anos no caso de lesão corporal grave ou gravíssima. As penas alternativas podem envolver, por exemplo, o cumprimento de serviços comunitários.

Mantida a integralidade do texto aprovado pelo Congresso, todas as mudanças feitas pelo projeto valerão depois de 180 dias da publicação da futura lei.

Bebida alcoólica
O parecer do relator recomendou a rejeição de quatro alterações feitas pelos senadores. Uma delas tornava infração grave punida com multa o ato de transportar ou manter embalagem não lacrada de bebida alcoólica no veículo em movimento, exceto no porta-malas ou no bagageiro.

Para Juscelino Filho, o texto deveria trazer exceção para os veículos de transporte turístico. Ele lembrou que a bebida aberta pode ainda estar sendo consumida pelo passageiro e não pelo motorista.

O relator pediu a rejeição de emenda que condicionava o condutor a escolher entre a CNH em meio físico ou digital, impossibilitando a escolha das duas formas ao mesmo tempo ou uma ou outra separadamente, como defende a Câmara.

A terceira emenda com parecer contrário especificava que a multa gravíssima aplicável a motociclistas seria por falta de uso de capacete “e” roupa de proteção segundo as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Juscelino Filho explicou que o conectivo “ou”, como está na redação aprovada pelos deputados, é que atende às preocupações dos senadores, ao permitir a aplicação da multa pela falta de um equipamento ou outro de segurança, em vez de condicionar a multa à falta de ambos.

Outro ponto com parecer contrário foi a emenda que permitia aos médicos com curso de capacitação para essa atividade continuarem atendendo em clínicas mesmo sem a especialização exigida pelo projeto.

Cadeirinha
Quanto ao uso da cadeirinha, o Senado propôs que o equipamento, que pode ser um assento de elevação (booster) ou uma cadeira especial presa ao assento, deverá ser adequado ao peso e à altura da criança.

Juscelino Filho já havia acrescentado o limite de altura de 1,45 metro à idade de dez anos para a qual é feita a exigência de permanecer no banco traseiro.

A obrigatoriedade da cadeirinha, hoje prevista em resolução do Contran, será incorporada ao Código de Trânsito, e a multa continua gravíssima. No texto original, o Executivo propunha o fim da penalidade.

Advertência
Uma das emendas aprovadas condiciona a substituição obrigatória de multas leves ou médias por advertência ao fato de o infrator não ter cometido nenhuma outra infração nos últimos 12 meses.

Na redação da Câmara, a advertência não seria aplicada somente se o infrator fosse reincidente no mesmo tipo de infração cometida nos 12 meses anteriores, abrindo o leque de situações nas quais a advertência seria aplicada.

Hoje, a conversão de multa em advertência fica a critério da autoridade de trânsito. Entretanto, o substitutivo aprovado retira do código a possibilidade de essa advertência ser aplicada também ao pedestre.

Farol em rodovias
A infração de dirigir sem faróis acesos em rodovias, tornada restrita pelo texto da Câmara apenas às rodovias simples, passa a existir apenas para aquelas fora do perímetro urbano, segundo emenda do Senado.

Brasília seria uma das cidades visadas com a mudança, pois possui várias vias classificadas de rodovias em perímetro urbano.

Pontuação
Quanto à pontuação a partir da qual a pessoa tem o direito de dirigir suspenso, o texto de Juscelino Filho estabelece uma gradação de 20, 30 ou 40 pontos em 12 meses conforme haja infrações gravíssimas ou não.

Atualmente, a suspensão ocorre com 20 pontos, independentemente de haver esse tipo de infração.

Com a nova regra, o condutor será suspenso com 20 pontos se tiver cometido duas ou mais infrações gravíssimas; com 30 pontos se tiver uma infração gravíssima; e com 40 pontos se não tiver cometido infração gravíssima nos 12 meses anteriores.

Deputados que foram ao Pantanal rebatem Bolsonaro e pedem recursos contra incêndios

 

Deputados que participaram de missão oficial da Câmara ao Pantanal apresentaram nesta terça-feira (22), no Plenário, relatos sobre a situação das queimadas e da seca na região. Eles ainda criticaram o discurso do presidente Jair Bolsonaro, na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), por ter culpado povos indígenas pelas queimadas e pelo desmatamento no Pantanal e na Amazônia.

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) disse que nunca viu uma seca tão grande e uma situação tão grave no Pantanal. Ela relatou que apenas 172 pessoas estão oficialmente combatendo os incêndios, entre bombeiros e voluntários. “Eles não dão conta de apagar o fogo no Pantanal. Precisamos de mais recursos”, alertou.

Os deputados e senadores que participaram da missão conversaram com fazendeiros, povos originários do Pantanal, quilombolas e donos de pousada. “Como mato-grossense estou indignada com presidente Bolsonaro. O povo do Pantanal está na defesa do Pantanal. Se alguém colocou fogo, não foram os caboclos e índios.”, completou.

A deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), que é indígena, acusou o presidente de irresponsável e leviano por culpar os povos indígenas pelos incêndios. “Dados científicos do Inpe e outras instituições mostram que as áreas indígenas são as mais protegidas. As queimadas ocorrem em áreas invadidas e griladas. Os indígenas conservam a biodiversidade e a natureza pelos meios tradicionais de gestão ambiental.”

Também presente na missão oficial, o deputado Nilto Tatto (PT-SP) propôs a aprovação de projeto com medidas econômicas para promover o desenvolvimento sustentável e garantir a preservação na Amazônia e no Pantanal. Ele defendeu o impeachment de Bolsonaro. “Não dá para salvar a Amazônia e o Pantanal com este governo.”

Soberania
Já o deputado General Girão (PSL-RN) disse que o presidente Jair Bolsonaro defendeu a soberania do Brasil em seu discurso na ONU. “O presidente Bolsonaro hoje fez uma fala sensata e equilibrada, defendendo o País. A Amazônia é soberania brasileira. Estamos enfrentando, anos e anos, uma penetração ideológica em vários setores da sociedade.”

Vice-líder do MDB, Hildo Rocha (MDB-MA) afirmou que não ouviu mentiras no discurso de Bolsonaro na ONU. “O pronunciamento foi muito bom, enalteceu o agronegócio do Brasil, que de fato é muito forte, e mostrou a realidade do País em todas as áreas. O governo enfrentou a Covid-19 destinando recursos para Saúde a municípios e estados, além de ajudar a pagar salários nas empresas e auxílio-emergencial. Não vejo aonde está a mentira.”

O deputado Giovani Cherini (PL-RS) acusou a oposição de promover desinformação sobre o discurso na ONU e afirmou que as críticas vêm de mentes medíocres. “Foi Bolsonaro que mandou a seca e não fez chover durante 120 dias?”, ironizou. “Quero parabenizar o presidente pela sua coragem. O governo está fazendo sua parte.” Ele ainda criticou as medidas restritivas de prefeitos e governadores para combate à epidemia, que na sua avaliação sacrificaram a economia. “Os Mandetinhas se espalharam pelas prefeituras e universidades do País.”

Auxílio
Líderes da oposição criticaram outros pontos do discurso de Bolsonaro na ONU, entre eles o combate à pandemida de Covid-19 e a distribuição do auxílio emergencial. O líder do PSB, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que o presidente em todo o tempo diminuiu a gravidade da pandemia. “Não fosse o comportamento irresponsável do presidente da República, o Brasil não teria chegado ao número de mais de 137 mil mortes de Covid-19”.

A líder do PSOL, Sâmia Bomfim (Psol-SP), disse que a pior mentira no discurso de Bolsonaro foi a declaração de que o auxílio emergencial era de US$ 1000 por pessoa. “O presidente era contrário ao valor de R$ 600, que agora foi reduzido para R$ 300. Precisamos derrubar essa mudança na MP 1000/20”.

O líder do PT, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o presidente Bolsonaro transfere sua responsabilidade a terceiros. “Ele culpa todo mundo, menos ele. É como se não fosse presidente da República. Ele é o maior culpado pela crise ambiental, sanitária e econômica.” (Agência Câmara)

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Petrobras anuncia reajuste de 4% no preço da gasolina nas refinarias

 

A Petrobras divulgou nesta terça-feira (22) que haverá um aumento médio de 4% (R$ 0,06) no preço do litro da gasolina nas refinarias. A alta começa a valer nesta quarta-feira (23) e as distribuidoras pagarão, em média, R$ 1,66 por litro. O diesel não sofreu reajuste.

No mês, a estatal já havia feito outros três ajustes, mas para diminuir o preço dos dois combustíveis. No ano, já foram 30 reajustes (14 aumentos e 16 reduções) no preço da gasolina, que caiu 13,3%, e 24 alterações (10 aumentos e 14 reduções) no valor do diesel, que caiu 30% no período.

As baixas acompanham a queda do preço do petróleo no mercado internacional em decorrência da pandemia de covid-19, que reduziu a demanda pelo insumo.

Eis o histórico de preços em cada localidade do país: gasolina diesel.

Poder 360

Mais três casos de Covid-19 são registrados em Ivaiporã

 

A Vigilância Epidemiológica do Departamento Municipal de Saúde de Ivaiporã registrou nesta terça-feira (22), mais três casos de infectados com o Covid-19. No total o município soma 687 casos confirmados de coronavírus, desde o início da pandemia

Os novos casos foram analisados por laboratório particular, sendo um exame PCR e dois testes rápidos.

Do total de casos, 580 são pacientes recuperados, 90 estão em isolamento domiciliar e três internados em unidades hospitalares.  O município contabiliza 14 mortes em consequência de complicações da doença

O Departamento de Saúde aguarda resultado de 47 exames em análise no Laboratório Central do Estado (Lacen).

"Paraná discute metodologia para retorno seguro às aulas", diz Beto Preto

 

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou que o Estado continua discutindo protocolos para a volta às aulas. Segundo ele, mesmo que o protocolo seja definido, as escolas só devem reabrir após uma sequência de queda nos números do coronavírus no Paraná.

“No momento, o Estado vem discutindo metodologias para o retorno seguro. Somente podemos falar em retomada efetiva das aulas presenciais com a queda consolidada de casos. Estamos aos poucos retomando algumas atividades, até mesmo dentro do governo, para que a população possa ser atendida nos serviços administrativos", destacou ele.

Beto Preto disse ainda que alguns cursos superiores e técnicos devem retornar antes. "Devemos publicar uma normatização para a retomada de aulas dos períodos finais dos cursos de graduação em Saúde, além dos cursos técnicos, e de pós-graduação. Mas tudo com o devido cuidado e respeitando os protocolos de segurança”, finalizou.

CRAS de Ariranha do Ivaí é arrombado pela segunda vez em menos de 30 dias

















O Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) de Ariranha do Ivaí foi arrombado e furtado no final de semana. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar na segunda-feira (21).

De acordo com o boletim de ocorrência, quando os funcionário chegaram para trabalhar encontraram a porta da SEACA que faz parte do CRAS arrombada. Foi dado falta de pertences da cozinha, sendo duas caixas de leite e dois pacotes de café.

Morre a sexta vítima do coronavírus em Faxinal

 

A Secretaria de Saúde de Faxinal confirmou na madrugada desta terça-feira (22) a morte de Arnaldo Machado de Oliveira, 61 anos, por complicações do coronavírus. Ele estava internado na Santa Casa em Londrina.

O Secretário Municipal de Saúde, Fernando Dercarle, lamentou a morte do  servidor público que trabalhou no Setor de Identificação e prestou bons serviços para o município.

Ele também informou que Arnaldo e uma mulher, que faleceu na semana passada semana, tinham outras comorbidades, mas estavam bem, em plena atividade e tiveram seus quadros agravados por conta das complicações da Covid-19.   

Segunda onda: Inglaterra fechará fechará bares e restaurantes mais cedo

 

Bares, restaurantes e outros estabelecimentos na Inglaterra serão fechados às 22 horas a partir de quinta-feira (24), enquanto o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anuncia medidas para combater a segunda onda de infecções da covid-19.

Johnson, que irá se pronunciar nesta terça-feira (22), dirá que o setor de hospitalidade também estará restrito a atendimento apenas em mesas, segundo trechos do pronunciamento oferecidos por seu gabinete de Downing Street.

“Ninguém subestima os desafios que as novas medidas irão representar para indivíduos e empresas. Sabemos que não será fácil, mas precisamos tomar mais medidas para controlar o recrudescimento de casos do vírus e para proteger a NHS”, dirá Johnson, em referência ao Sistema Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla em inglês).

As ações de grupos de pubs e restaurantes britânicos listados despencaram ontem. Embora não exista ainda uma política consistente para o país, a medida irá adiantar o horário de fechamento em pelo menos uma hora para a maior parte das áreas do país.

O Reino Unido enfrentará um número de mortos em crescimento exponencial pela covid-19 nas próximas semanas, a não ser que ações urgentes sejam tomadas para impedir a propagação de uma segunda onda da pandemia no país, alertaram importantes autoridades de saúde no país.

O nível de alerta para a Covid-19 no país foi do nível 3 para o nível 4, após dados mostrarem que o número de casos estava em crescimento rápido. O nível 4 indica que o vírus está em circulação geral e a transmissão é alta ou está em crescimento exponencial. (Reuter/ABr)

Ratinho Jr acaba com a Imprensa Oficial

 

O Governo do Paraná trabalha pela extinção do Departamento de Imprensa Oficial do Estado, responsável pela publicação dos diários oficiais, publicidade legal, suplemento de concursos e pela impressão de materiais gráficos. Diz a justificativa que o parque gráfico, modernizado e ampliado no governo Requião, é deficitário e que a divisão responsável pelas publicações oficiais, por meio eletrônico desde 2004, será incorporada à administração direta, compondo a estrutura da Casa Civil. A extinção do órgão precisa ser feita por lei que será enviada para a Assembleia Legislativa.

“As receitas arrecadadas atualmente com as impressões mal cobrem os gastos de manutenção do parque gráfico”, explica o presidente do Conselho de Administração da autarquia, Diego Nogueira. “Sem contar os custos com a folha de funcionários, as despesas com o parque gráfico no ano passado chegaram a R$ 4,2 milhões. Somente dois contratos para a manutenção dos maquinários, vigentes até outubro deste ano, vão custar R$ 1,2 milhão.

Mercedes-Benz cria unidade móvel de tomografia para combate ao Covid-19

 

A Mercedes-Benz do Brasil em conjunto com a Associação Beneficente Ebenezer (CIES Global) e outros parceiros, desenvolveu e coordena um projeto que deu origem à Unidade Móvel de Tomografia, utilizada para diagnosticar o Covid-19. A marca fará o serviço de mobilidade, uma vez que a “Carreta Tomografia” será puxada pelo caminhão extrapesado Actros.

Segundo a montadora, por meio da parceria com o CIES Global — que presta serviços à prefeitura de São Paulo — o objetivo dessa iniciativa é ampliar o volume de exames de tomografia para pacientes do Sistema único de Saúde (SUS) em hospitais públicos do município, principalmente nesta época de pandemia.

Com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK São Paulo), a proposta chegou ao conhecimento do BMZ (Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha), que ofereceu aporte de cerca de 190 mil euros para a produção da Unidade Móvel de Tomografia, que envolve a carroçaria sobre o semirreboque e toda a sua estrutura interna.

O aporte do BMZ foi viabilizado por meio do DEG, órgão ligado ao Banco de Desenvolvimento KfW, que, entre várias ações globais, destina verba a programas em países emergentes e em desenvolvimento voltados a questões sociais, ambientais e econômicas. Participam ativamente do projeto também a Siemens Healthineers e a Fleximedical.

Além de disponibilizar uma unidade do novo Actros para puxar a “Carreta Tomografia”, a Mercedes-Benz é responsável pelo gerenciamento do projeto, mão de obra, direcionamento dos investimentos do DEG e identidade visual do veículo. A empresa atua como uma integradora de soluções de saúde e mobilidade sobre rodas, com a ajuda de colaboradores de várias áreas da empresa.  

O CIES Global é uma organização com ampla experiência e reconhecimento na realização de atendimentos de saúde em unidades móveis e modulares. Na “Carreta Tomografia”, o CIES responde por todo e qualquer serviço e equipamento médico a ser empregado, disponibilizando a equipe necessária para o atendimento dos pacientes que forem realizar os exames. 

O tomógrafo da marca Siemens Healthineers, que compõe a carreta, foi adquirido pelo CIES Global, com recurso financeiro fornecido pelo Ministério da Saúde para atuação no combate à pandemia do novo coronavírus.

Para fomentar o projeto, a Siemens concedeu isenção nos custos de transporte e de instalação do equipamento. A Fleximedical executou toda a manufatura e construção técnica da carreta, assim como a preparação e estrutura física da unidade móvel.

“A ‘Carreta Tomografia’ será utilizada de acordo com as necessidades de saúde do município de São Paulo, avaliadas pela secretaria de saúde. A capacidade é realizar até 1.000 tomografias por mês. Com essa ação, vamos oferecer exames para um maior número de pessoas. Estamos muito felizes e satisfeitos em contribuir com uma causa social tão necessária para a população’, afirma Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. 

O executivo explica que a satisfação é maior porque a “Carreta Tomografia” é fruto de uma iniciativa de colaboradores da própria montadora. Com o pontapé inicial dado dentro da Mercedes por um grupo multifuncional focado em inovação disruptiva e novos negócios, que gera as mais variadas soluções ligadas a transporte, mobilidade, pessoas e sociedade. 

“O objetivo é incentivar e reforçar o espírito pioneiro, promover a cultura da inovação e levar novas ideias para ruas e estradas, sempre com foco na qualidade de vida, na responsabilidade social e no ecossistema do transporte. A Unidade Móvel de Tomografia é um case admirável, como mostram a adesão dos parceiros e o apoio de entidades como BMZ e DEG”.

De acordo com a marca, os primeiros passos para a concretização da carreta surgiram em fevereiro deste ano, a partir de um encontro entre profissionais da Mercedes-Benz e do CIES Global. 

O início da pandemia do coronavírus no País, em março, direcionou o projeto para ações de combate ao Covid-19, culminando com a apresentação do projeto ao BMZ em abril. Após a aprovação e liberação da verba, ocorreu o envolvimento dos demais parceiros.

A Unidade Móvel de Tomografia tem cerca de 18,5 metros de comprimento e 2,60 metros de largura. Para ampliar o espaço interno e oferecer mais conforto no atendimento aos pacientes, parte da carroçaria é extensível, avançando mais 2,25 metros de largura e recebendo rampa de acesso. 

Segundo a Mercedes, isso traz mais comodidade e segurança para cadeirantes e para pessoas com dificuldade de locomoção. O espaço interno é formado pelas salas de tomografia, comando dos exames, ambientes multiuso, além do hall de entrada.