quinta-feira, 23 de maio de 2019

Corinthians x Deportivo Lara:jogam hoje pela Copa Sul-Americana as 19 horas.

 — Foto: Infoesporte

Corinthians e Deportivo Lara, da Venezuela, voltam a se enfrentar nesta quinta-feira após um ano. Desta vez, o jogo é válido pela segunda fase da Copa Sul-Americana e acontece na arena do Timão, em Itaquera, às 19h15 (de Brasília).

Em 2018, as equipes duelaram na fase de grupos da Copa Libertadores, e o Corinthians ganhou as duas: 2 a 0, em casa, e 7 a 2, na Venezuela.

Em busca do título inédito da Copa Sul-Americana, o Timão vem embalado após eliminar o Racing, campeão argentino, na primeira fase. Já o Deportivo Lara estreia na atual edição do torneio, depois de ser eliminado na Libertadores.

Corinthians - Técnico: Fábio Carille

A escalação do Timão é mantida em mistério por Carille, que fechou o último treino antes da partida contra o Deportivo Lara. A tendência é que o treinador leve a campo uma equipe parecida com a que venceu o Athletico, no último domingo, fora de casa.

Uma mudança já é certa: o zagueiro Manoel será desfalque por conta de um pisão sofrido no pé XX durante treinamento e será substituído por Marllon.

Para este duelo, o Corinthians conta com os volantes Júnior Urso e Matheus Jesus e o meia Régis, que não estiveram à disposição contra o Racing, mas foram inscritos nesta fase da Sul-Americana.

Quem está fora: Manoel (pisão no pé esquerdo) e Everaldo (não pode disputar a Copa Sul-Americana porque já defendeu o Fluminense no torneio)

Natura acerta acordo com Avon para formar grupo de US$ 10 bi



A Natura anunciou nesta quarta-feira acordo para compra da norte-americana Avon em uma transação baseada em troca de ações e que deverá criar o quarto maior grupo de beleza do mundo, segundo a companhia brasileira.

A transação, que une as duas marcas mais populares de maquiagem no Brasil, prevê que os acionistas da Natura terão 76 por cento da companhia combinada, que terá receita anual de mais de 10 bilhões dólares, cerca de 40 mil funcionários e presença em cem países.

Segundo a Natura, a transação prevê sinergias anuais de 150 a 250 milhões de dólares por ano.

As ações da Natura fecharam o dia em alta de 9,4 por cento, atingindo o recorde de 61,50 reais. Já as ações da Avon saltaram cerca de 9 por cento, cotadas a 3,49 dólares.

Lavrador de 51 anos tem pedra de 1,3 Kg e 18 cm retirada da bexiga em cirurgia na Bahia

Lavrador de 51 anos tem pedra de 1,3 Kg e 18 cm retirada da bexiga em cirurgia na Bahia — Foto: Renan Oliveira Barreto

Um lavrador de 51 anos passou por uma cirurgia em um hospital de Jacobina, na região norte da Bahia, para a retirada de uma pedra de mais de 1,3 Kg e com 18 cm de comprimento que estava na bexiga.

O procedimento ocorreu no Hospital Antônio Teixeira Sobrinho, na segunda-feira (20). O médico que realizou o procedimento, o cirurgião João Cleber Coutiunho, disse que essa é uma das maiores pedras em bexiga já registradas no mundo (veja mais casos ao final da reportagem).

O médico afirmou que o paciente relatou que há 10 anos sentia ardência ao urinar e um peso no pé da barriga, mas somente em janeiro ele procurou saber as causas. Exames identificaram um cálculo de 10 cm na bexiga e o paciente, então, foi encaminhado para Salvador, onde foi alertado sobre a necessidade de realização da cirurgia.

O procedimento cirúrgico durou cerca de 1h e, além do médico João Cleber, outros cinco especialistas participaram da operação.

O paciente, que não teve nome divulgado, ainda está internado, mas segundo os médicos, está bem e falando.

O médico explica que as pedras na bexiga geralmente são causadas pela inflamação do órgão. Isso ocorre quando o corpo está desidratado ou a urina está muito concentrada, fazendo com que ela forme cristais na bexiga, que podem acumular ao longo do tempo e criar uma pedra cada vez maior..

Paraná confirma mais nove mortes por gripe; já são 31 casos neste ano



Boletim da Secretaria de Estado da Saúde informa que aumentou o número de casos confirmados e de mortes provocados pela gripe: são 109 casos, com 31 mortes. Na semana anterior o boletim apresentava 74 casos graves confirmados de Influenza com 22 óbitos em todo o Estado. A alta foi de 40,9% entre um relatório e outro.
As mortes foram registradas pelas Regionais de Saúde de Paranaguá, Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, Maringá, Apucarana, Londrina, Toledo e Curitiba.
A Secretaria da Saúde insiste sobre a importância da vacinação contra a gripe. “A aproximação do inverno provoca aumento do número de casos e por isso reforçamos a necessidade de que o público-alvo estabelecido pelo Ministério da Saúde receba a dose da vacina que está à disposição em todas as unidades de saúde do Estado”, afirma a enfermeira da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização, Vera Rita da Maia.
Ela destaca ainda que a vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem evoluir para casos graves da doença, internações e óbitos.
A campanha nacional de vacinação contra a gripe começou no dia 10 de abril e segue até o dias 31 de maio. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 90% dos grupos de crianças com idade entre seis meses e cinco anos incompletos; gestantes; puérperas; idosos, povos indígenas, professores, trabalhadores da saúde, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, população privada de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 20 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e policiais civis e militares.
Hoje o balanço da campanha de vacinação contra a gripe no Paraná mostra que 69,19% do público-alvo foi imunizado.

Australiano encontra pepita de ouro no valor de R$ 280 mil usando detector de metais.

Finders Keepers Gold Prospecting/BBC

Um australiano encontrou uma pepita de ouro de 1,4 kg com um detector de metais enquanto andava por uma região de minas de ouro em Kalgoorlie, na Austrália Ocidental. Uma loja local que vende equipamentos para garimpo compartilhou na internet fotos da pedra, avaliada em 100 mil dólares australianos (cerca de R$ 280 mil).

De acordo com Matt Cook, dono da loja, o autor da proeza, que prefere permanecer anônimo, é um garimpeiro amador local experiente. Cook contou que o garimpeiro encontrou a pepita de ouro em meio a arbustos, a cerca de 45 cm abaixo da superfície.

 "Ele entrou na minha loja e me mostrou a pepita na mão com um grande sorriso no rosto", disse Cook à BBC. "É um pouco maior que um maço de cigarros, e a densidade é incrível, muito pesada." Cerca de três quartos do ouro extraído na Austrália é produzido nos arredores da região de Kalgoorlie. Descobertas deste porte acontecem apenas algumas vezes por ano, segundo especialistas. Em geral, são encontrados vestígios menores de ouro..

PRF recupera caminhão roubado e apreende R$ 2,3 milhões em cigarros ilegais



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na tarde desta terça-feira (21), cerca de R$ 2,3 milhões em cigarros contrabandeados em Ibiporã (Norte do PR). O material estava em um caminhão com placas adulteradas, que havia sido roubado anteriormente este ano e cujo motorista portava nota fiscal falsificada de casca de soja.
Durante fiscalização de rotina, por volta das 13h15 desta terça-feira, na Unidade Operacional de Ibiporã, agentes da PRF deram ordem de parada a um caminhão com placas de São Paulo (SP). O motorista ficou bastante nervoso durante a abordagem, o que levou os policiais a inspecionarem a carga.
Os agentes da PRF encontraram armazenadas no semirreboque cerca de 460 mil carteiras de cigarro contrabandeados. A mercadoria vinha de Dourados (MS) e tinha como destino a cidade de São Paulo.
Os policiais rodoviários federais ainda puderam constatar adulteração nas placas do caminhão trator e que o veículo original havia sido roubado este ano em Umuarama (PR), além de indícios de falsificação nos documentos do caminhão e do semirreboque.
O motorista foi preso em flagrante por contrabando, uso de documento falso e receptação de veículo.
O condutor foi encaminhado para a Polícia Federal em Londrina (PR); o veículo e a mercadoria foram levados para a Receita Federal.

Após protestos, governo usa reserva para liberar dinheiro para educação



O governo federal vai usar recursos da reserva orçamentária para desbloquear parte do dinheiro da educação que havia sido contingenciada. A medida foi anunciada nesta quarta (22), uma semana após os protestos que levaram manifestantes a mais de 150 cidades do país.
Serão usados R$ 3,81 bilhões para fechar as contas, contemplando, além do MEC, o ministério do Meio Ambiente. Do montante, R$ 1,587 bilhão serão usados para recompor recursos bloqueados no Ministério da Educação e R$ 56 milhões, para o Ministério do Meio Ambiente.
Ao fim do primeiro bimestre, a reserva orçamentária somava R$ 5,372 bilhões. 
Na revisão de parâmetros, a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) foi reduzida de 2,2% para 1,6%, e a equipe econômica passou a ver mais inflação, com o IPCA (índice oficial de preços) subindo de 3,8% para 4,1%.
A estimativa para a receita primária aumentou em R$ 711 milhões, totalizando R$ 1,545 trilhão. Já a projeção para despesas recuou em R$ 1,2 bilhão, a R$ 1,411 trilhão.
O ajuste ocorre após economistas e analistas do mercado terem reduzido, por 12 semanas, as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro neste ano -está em 1,24%.
No final de março, o governo anunciou o congelamento de R$ 29,582 bilhões das despesas previstas para o ano após a revisão da projeção para o crescimento econômico no ano, o que implicaria queda nas receitas previstas.
O valor representava 23% das despesas não obrigatórias do governo federal. Só a área social teve bloqueio de R$ 7,5 bilhões - na Educação, o contingenciamento foi de R$ 5,839 bilhões.
O congelamento levou manifestantes às ruas em mais de 170 cidades do país, em protestos que, segundo o presidente Jair Bolsonaro, foram organizados por imbecis e "idiotas úteis" usados como massa de manobra.

Tribunal de Contas libera aumento de 8,37% na tarifa de água da Sanepar

Sanepar: companhia havia pedido aumento maior, de 12,06%

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/PR) decidiu hoje homologar parcialmente liminar que havia suspendido o aumento de 12,13% na tarifa de água da Sanepar, liberando um reajuste menor, de 8,37%. A decisão dividiu os conselheiros do tribunal. Inicialmente, a votação acabou empatada, com três votos a favor da liminar concedida pelo relator do caso, conselheiro Fernando Guimarães que suspendeu o reajuste, e outros três votos contrários.
Além do relator, votaram inicialmente pela manutenção da suspensão do aumento os conselheiros Artagão de Mattos Leão e Durval Amaral, e pela concessão do reajuste Ivan Bonilha, Ivens Linhares e Fábio Camargo. No final, prevaleceu uma terceira proposta de Camargo, para a homologação parcial da liminar e a autorização do reajuste menor.
Guimarães determinou, no último dia 13, a suspensão do reajuste previsto para entrar em vigor no dia 17, acolhendo argumentos da Segunda Inspetoria de Controle Externo do tribunal responsável pela fiscalização da Sanepar, que apontou falta de transparência sobre a metodologia adotada pela empresa para justificar o aumento; o fato de os últimos reajustes terem superado a inflação do período; e a boa saúde financeira da companhia. Ele também acatou pedido da inspetoria para que fosse criada uma comissão de auditoria para analisar a metodologia e os cálculos que fundamentaram tanto o reajuste.
De acordo com a avaliação dos técnicos do tribunal, desde que se promoveu a revisão tarifária em 2017, o aumento acumulado da tarifa da Sanepar foi de 27,92%, contra uma inflação de 12,06% no mesmo período, segundo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA). Os técnicos do TCE apontaram ainda que, enquanto em 2014 foram distribuídos aos sócios lucros de aproximadamente R$ 200 milhões, em 2018 os valores ultrapassaram os R$ 423 milhões, segundo informam os próprios relatórios da Sanepar.
Metodologia - Na visão da inspetoria que embasou inicialmente a suspensão do reajuste, essa situação tem como base a própria metodologia de reajuste proposta pela companhia, que contém “inconsistências”. No relatório, o órgão afirmou que o reajuste seria uma "aberração travestida de uma teia de números, que visam distribuir lucros aos acionistas". Mesmo assim, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) teria se limitado a acatar o cálculo apresentado pela empresa, afirmaram os técnicos.
Em relação ao reajuste anual programado para 2019, a inspetoria disse ter detectado, na documentação encaminhada pela Sanepar, uma série de imprecisões, bem como a “ausência da necessária motivação para a medida”. Para os técnicos do tribunal, os custos referentes ao Fundo Municipal de Saneamento Básico e Abastecimento (FMSBA) não poderiam ter sido repassados integralmente ao consumidor. Somente a correção desse problema reduziria o aumento previsto de 12,1% para 8,4%, apontaram os técnicos. Além disso, eles apontaram que a empresa não detalhou suficientemente a metodologia adotada para a revisão da tarifa, nem os valores considerados nos cálculos.
A Sanepar alegou que a suspensão do reajuste poderia prejudicar os investimentos da empresa na ampliação da rede de água e esgoto. O relator contestou. “Não vejo risco de comprometimento dos planos de investimentos sociais”, avaliou Guimarães. Bonilha, que votou pela autorização do aumento de 12,13%, acatou os argumentos da companhia. “A não concessão do reajuste traria insegurança jurídica aos envolvidos”, alegou.
O conselheiro Artagão de Mattos Leão destacou que a Agepar usou a metodologia da própria Sanepar para homologar o aumento. “A Agepar não fez absolutamente nada. Ela homologou o que recebeu da Sanepar”, criticou. O TCE determinou que a agência reveja, em 90 dias, a metodologia para o cálculo do reajuste.

Um em cada quatro tatuados deseja remover ou cobrir o desenho

Camila Salomon: ideograma tatuado errado

Quando anunciamos que iremos fazer ou mesmo que tão somente estamos pensando em fazer uma tatuagem, uma das primeiras coisas que costumamos ouvir é que se deve pensar bem para não se arrepender mais tarde. E não é para menos: segundo estimativas, cerca de 25% das pessoas que têm alguma tatuagem desejam cobrir ou remover o desenho.
O que acontece é que as tatuagens frequentemente representam uma ideia ou lembrança que gostaríamos de eternizar na pele. Com o tempo, porém, é possível que aquilo que um dia fez sentido para quem optou pelo desenho possa não fazer mais. E aí a boa notícia é que fazer essa remoção tem se tornado cada vez mais fácil nos últimos anos.
De acordo com a doutora Caroline Scoz Alves, fisioterapeuta e diretora técnica da Clínica Senz e da empresa Sul Laser, até pouco tempo a pessoa que optava por uma remoção iria trocar a tatuagem por uma cicatriz. Atualmente, porém, situações assim são cada vez mais raras, bem como a dor sofrida ao realizar o procedimento de remoção tem sido minorada.
“Hoje já evoluiu muito (a tecnologia e as técnicas procedimentais), então temos cada vez menos casos em que fica alguma marca na pela. Aqui na clínica, inclusive, nunca tivemos um caso de ficar com cicatriz”, conta Caroline, explicando ainda que se antes precisava de até 40 sessões para se fazer uma remoção, hoje já possível realizar o procedimento completo em apenas cinco.
O preço ainda é salgado. Custa de R$ 250 a R$ 2 mil cada sessão, dependendo do tamanho da tatuagem, da quantidade de detalhes no desenho e do tipo de tinta utilizada. O mais comum é adotar como solução a remoção da tatuagem a laser, um procedimento minimamente invasivo que quebra as moléculas de pigmento, expulsando-as através do sistema linfático. Ela é feita em várias sessões que vão clareando a tatuagem aos poucos, até não restar mais pigmento sob a pele.
“Com essa técnica, o feixe do laser atinge com mais precisão os pigmentos da tatuagem, preservando o tecido ao redor. São menores as probabilidades de insucesso, má cicatrização, manchas e despigmentação da pele”, afirma. “Sempre digo para meus pacientes que remover uma tatuagem não é apagar uma história, é dar espaço para escrever novas”, finaliza a Dra. Caroline.
Era para ser Cami, em japonês, mas saiu Kadi...
Quando tinha entre 17 e 18 anos, Camila de Almeida Salomon decidiu que iria tatuar o seu apelido, Cami, em japonês. Como não conhecia ninguém que falasse a língua japonesa, optou por recorrer ao Google. Encontrou um desenho que representaria o seu nome e o levou ao tatuador, para que eternizasse a imagem em sua barriga.
Mais de 10 anos depois, porém, ela visitou uma escola de japonês e resolveu mostrar o desenho. Colegas já haviam a alertado que o que estava escrito em sua barriga não era Cami, mas ela não acreditava.
“Mostrei a tatuagem para uma japonesa e perguntei o que estava escrito. Ela leu “Kadi”. Ainda retruquei dizendo que estava escrito Cami, mas ela disse que não”, recorda Camila. “Eu ri. Depois de anos, vai fazer o quê? Eu achava que estava escrito Cami..”
Nesta terça-feira (21), Camila iniciou o procedimento para retirar a tatuagem da barriga. “Dói (o procedimento de remoção). Parece com colocar o dedo no fogão”. Ainda assim, a intenção é limpar mais um pouco a pele. “Tenho uma tatuagem atrás da orelha que também quero tirar e só a que tenho no pé eu vou deixar.”
De maquiagem definitiva à ‘saldade’, com L mesmo
Segundo Caroline Scoz Alves, diretora técnica da Clínica Senz e da empresa Sul Laser, não há um perfil exato de pessoas que optam por remover tatuagem. O que ela nota é um crescimento vertiginoso de mulheres que buscam o procedimento após fazer uma maquiagem definitiva. Além disso, também são os comuns os casos de desenhos que não saíram como o esperado ou mesmo de tatuagens com escritos errados.
“Já tive uma paciente que tatuou “saudade” com L, um homem que tinha um Bob Esponja na barriga. Vem muito também gente que tatuou nome de ex, pessoa que muda de religião...”, conta a especialista. “Também já tive o caso de um senhor que tinha tatuado o nome de uma mulher. Era a filha dele, que faleceu num acidente de trânsito e a esposa não suportava ver aquela tatuagem, então ele resolveu tirar.”
Por semana, são atendidos na clínica pelo menos 10 pacientes que desejam remover uma tatuagem. “É um fluxo legal, mas já foi maior – é que mudamos a clínica de bairro e acabamos perdendo alguns clientes. Mas 40% do movimento na clínica é para remoção de tatuagem”, diz ela.
Hoje, maioria das tattoos já podem ser tiradas
Embora algumas tatuagens possam ser mais difíceis de se remover do que outras (o que significa também que o procedimento de remoção custará mais caro), hoje já são raras as tatuagens que não há jeito de serem removidas, aponta a doutora Caroline Scoz Alves. Segundo ela, cores como o verde e o roxo são as mais difíceis de se retirar da pela, por envolverem a mistura de cores diversas. Por outro lado, cores básicas são as mais fáceis de serem removidas. Mas tintas como a nanquim, muito utilizadas em tatuagens feitas na prisão ou mesmo em “estúdios de garagem”, irregulares, são impossíveis de serem retiradas da pele.
Além disso, caso a tatuagem tenha sido feita há pouco tempo, é preciso aguardar um período de pelo menos um mês após a realização da tattoo para se iniciar o procedimento de remoção. Se a dor for uma questão a ser levada em conta, também é importante saber que as áreas com ossos doem mais. Além disso, a dor de tirar uma tatuagem é maior do que a de fazer, confirma a Caroline. Mas já foi mais doído, bem mais doído.