domingo, 13 de outubro de 2019

Ernesto Araújo acusa Foro de São Paulo tenta desestabilizar Equador

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O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, diz que o Brasil está preocupado com a ação do que chamou de forças obscuras num processo de desestabilização do presidente do Equador, Lenín Moreno.
Ele atribuiu essa atuação ao Foro de São Paulo, rede de partidos latino-americanos de esquerda que tem o PT e o governo venezuelano entre seus líderes.
“Estamos tentando entender quais são essas forças que estão se erguendo contra ele [Moreno]. Há forças muito obscuras atuando, que tentaram no passado submergir toda a região no caos, no totalitarismo”, declarou ele, durante participação na Cpac, conferência conservadora realizada num hotel de São Paulo.
De acordo com Araújo, Moreno, que enfrenta manifestações populares após anunciar o fim de subsídios para combustíveis, representa a institucionalidade democrática no Equador.
“A questão é se existe uma rede de correntes e partidos totalitários que estão atuando no Equador contra o presidente Lenín Moreno e manipulando algumas reivindicações populares para tentar instalar um regime ligado ao Foro de São Paulo”, afirmou.
O chanceler também expressou preocupação com a situação na Argentina, sobretudo com sinais que o favorito para vencer a eleição no país, Alberto Fernández, tem dado de apoio ao governo venezuelano e defesa de medidas que vão contra o livre-comércio.
“Claro que nos preocupa o caso da Argentina, já há sinais de que apoiam o Maduro, estão contra o livre-comércio”, disse.