
O pacote anticrime de Sergio Moro (Justiça) voltará aos debates na Câmara hoje e deve ter duas propostas barradas: parte do banco genético e do excludente de ilicitude (que isenta policiais de punição em mortes durante ações). As medidas anunciadas pelo ministro foram colocadas em banho-maria pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a cada dia se desgastam mais. Desde que começou a tramitar na Câmara, em abril, o pacote de medidas sofreu alterações e perdeu a identidade de Moro. O texto que o grupo discute é o relatório feito pelo líder da bancada da bala, Capitão Augusto (PL-SP), que seguiu à risca as diretrizes de Moro.
Já foram retiradas as propostas de "plea bargain" (espécie de acordo entre acusação, acusado e juiz antes do início do processo) e prisão em segunda instância. "O grupo existe para debater o projeto e as visões diferentes sobre ele. É natural que aconteçam alterações", disse a coordenadora do grupo, deputada Margarete Coelho (PP-PI). Nos últimos meses, os pontos do projeto são votados um a um. Nesta semana devem ser retirados o excludente de ilicitude e parte do banco de dados com informações de genoma (que contém informações hereditárias sobre uma pessoa). Em contraposição, deve ser mantida a proposta para criar um banco de dados de impressões biométrico. O grupo deve analisar também dezenas de destaques (sugestões de alterações) feitos por parlamentares..