
No estado de Sergipe há três operações desencadeadas pela polícia civil, nas quais são alvo de investigação envolvidos em crimes tributários e de corrupção no âmbito do poder público. Alguns empresários foram presos, como o dono da empresa Torre – conhecida como “Odebrecht sergipana”, José Antonio Torres Neto. Além dele, políticos também estão na iminência de serem presos como deputados estaduais, ex-prefeitos, vereadores etc. O grande temor no meio político e empresarial é que José Antonio faça uma delação premiada.
O governador do estado, Jackson Barreto, bastante pressionado, pode a qualquer momento mudar o comando da polícia civil, com a finalidade de aplacar o curso natural das investigações. Preocupado como essa possibilidade, o presidente da OAB local, Henri Clay Andrade divulgou nota pública da entidade alertando “ possíveis engendramentos de interferências ilegítimas por forças políticas e econômicas que estariam a conspirar contra a atuação dos órgãos de investigação do Estado de Sergipe, notadamente, a polícia civil sergipana”.
Diz a nota da OAB-SE: “Neste cenário, perpetrar mudanças no atual comando da polícia civil do Estado de Sergipe, no curso de avançada investigação a respeito de crimes tributários e de corrupção no âmbito do Poder Público, seria medida temerária, anti-republicana e inadequada à moralidade pública”.