
Com 106 votos a favor, entre 128 legisladores, a Assembleia Nacional (Parlamento) do Equador aprovou o pedido de expulsão da construtora Odebrecht do país. A ação faz parte de um conjunto de medidas imediatas para combater e prevenir a corrupção.
Durante a sessão, houve um intenso debate sobre as consequências dos casos de corrupção por parte de Odebrecht no Equador.
Entre as ações, o Legislativo decidiu formar um grupo com parlamentares que vão para os Estados Unidos e para o Brasil coletar mais informações sobre o caso corrupção. O plenário aprovou ainda o início do processo para convocar o julgamento do chefe da Controladoria Geral do Estado, Carlos Pólit, que está envolvido no caso Odebrecht.
Os legisladores convocaram o procurador-geral do Estado, Carlos Baca, que está no Brasil. Ele deve esclarecer o avanço das investigações. Eles pedem celeridade nas investigações e nos processos contra todos os envolvidos em casos de corrupção desde 1987, incluindo pessoas públicas ou privadas.
Segundo a decisão do Parlamento, a Odebrecht deve reparar integralmente os danos e prejuízos causados ao país antes de ser expulsa. Foi determinado ainda o término dos contratos do país com a empreiteira corrupta.
No total, a Odebrecht pagou cerca de US$ 788 milhões em propinas em 12 países, incluindo o Equador. A informação consta no relatório do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que diz ainda que no Equador foram pagos mais de US$ 35,5 milhões em propinas a funcionários do governo entre 2007 e 2016. (Com informações Agência EFE)