segunda-feira, 15 de maio de 2017

‘PIMENTEL É UMA PESSOA MUITO ESCORREGADIA’, DIZ A DELATORA MÔNICA MOURA



O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), atuava como “chefe informal” e cuidava do orçamento da campanha de Patrus Ananias (PT) à prefeitura de Belo Horizonte em 2012, afirmou a empresária Mônica Moura ao Ministério Público Federal (MPF).
Em sua delação, Mônica disse ainda que a campanha de Patrus custou R$ 12 milhões, dos quais R$ 8 milhões foram pagos oficialmente e R$ 4 milhões em “valores por fora”. O orçamento da campanha teria sido fechado diretamente entre ela e Pimentel, no primeiro encontro que tiveram em Belo Horizonte para tratar dos trabalhos, em junho ou julho de 2012. A empresária disse que o governador falou durante a conversa que, desse total, “tinha que ter um valor por fora”, “que ele assumia completamente”, afirmou.
Esse primeiro encontro, segundo Mônica, reuniu ela, Pimentel, João Santana, Patrus Ananias, Marcos Coimbra (do Vox Populi) e um assessor de Patrus. “Em um determinado momento, Pimentel me chamou para uma sala do lado e conversamos sobre o orçamento, era uma campanha bem pequena, ele (Patrus) tinha dois a três minutos, o adversário (…) tinha um tempo enorme, e nós um tempinho assim ridículo”.
À época, Fernando Pimentel era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior de Dilma Rousseff e, apesar de não poder atuar como chefe de campanha, ele assumiu o papel informalmente.
Escorregadio
Monica ainda relatou ao MPF que teve muitos problemas para pagar dívidas dessa campanha, sobretudo porque Pimentel era “uma pessoa muito escorregadia”. “Foi uma campanha que eu tive muito problema com dinheiro. O Pimentel é uma pessoa muito escorregadia, muito difícil de lidar, ele marcava as coisas comigo e nem sequer aparecia, ele dizia que alguém ia entregar dinheiro para mim e essa pessoa não aparecia, aí eu ficava cheia de problema para resolver”, afirmou.