segunda-feira, 15 de maio de 2017

POLÍCIA FEDERAL FAZ CONEXÃO ENTRE PALOCCI, BNDES E JBS



A Operação Bullish, da Polícia Federal, realizada nessa sexta-feira, 12, teve como um dos objetivos buscar provas que corroborem conexões entre a JBS, o BNDES e o ex-ministro Antonio Palocci. A PF suspeita que o ex-ministro tenha sido um dos mentores e organizador, por meio de sua empresa de consultoria, da transformação da JBS na maior empresa de carnes do mundo. 
Nas perguntas feitas a alguns dos integrantes do BNDES levados a depor, a PF se concentrou na participação de Palocci no banco e na JBS. A investida da PF levou o ex-ministro da Fazenda a contratar, ontem mesmo, o advogado Adriano Bretas, especialista em delações, para tentar fechar um acordo com o Ministério Público. Teria, com isso, começado uma corrida com o empresário Joesley Batista.
A reportagem apurou que Joesley, sócio da JBS, está em contato com um advogado especialista no assunto, Luciano Feldens, que assessorou Marcelo Odebrecht em sua delação. A assessoria da JBS, no entanto, nega qualquer mobilização nesse sentido. A imagem da empresa tem sido arranhada por sucessivas investigações. A Bullish foi a quarta operação da PF envolvendo o grupo J&F, holding controladora da JBS, em menos de um ano. 
Do lado dos investigadores, em especial da 1.ª Instância em Brasília, a movimentação do empresário causa receio. Qualquer negociação só será possível se começar pelo detalhamento da relação entre Joesley e suas empresas com o operador financeiro Lúcio Funaro, elo com Eduardo Cunha. Os investigadores acreditam que Cunha foi uma espécie de substituto de Palocci para o grupo continuar tendo facilidade em empréstimos com bancos públicos.