segunda-feira, 15 de maio de 2017

CLÁUDIA CRUZ PEDE ABSOLVIÇÃO A MORO EM ACUSAÇÃO DE LAVAGEM DE DINHEIRO



A defesa de Cláudia Cruz, esposa do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), pediu absolvição de sua cliente ao juiz Sérgio Moro. Ré em ação penal por crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro supostamente oriundo do esquema de propinas atribuído a seu marido, a jornalista alega que o próprio magistrado reconheceu que sua conta na Suíça ‘não recebeu qualquer valor proveniente dos supostos atos de corrupção na África’.
Em alegações finais, fase derradeira do processo, os advogados de Cláudia destacam que ‘esses recursos permaneceram nos trusts de Eduardo Cunha’. “Portanto, os valores gastos nos cartões de crédito não têm qualquer relação com a suposta corrupção.”
O documento é subscrito pelos advogados Pierpaolo Bottini, Cláudia Vara San Juan Araújo, Stephanie Guimarães e Igor Tamasauskas.
Em abril, também em alegações finais, a força-tarefa do Ministério Público Federal pediu condenação de Cláudia a pena de prisão ‘em regime fechado’. Os procuradores sustentam que a conta da mulher do ex-presidente da Câmara recebeu mais de US$ 1 milhão ‘provenientes de crimes praticados pelo marido’. O dinheiro teve origem, destacam os investigadores, na propina que o peemedebista teria recebido em negócio da Petrobrás na compra de campo de petróleo de Benin, na África, em 2011
A defesa de Cláudia rechaça essa versão e usa como argumento principal trecho da sentença que o próprio juiz Moro impôs a Eduardo Cunha – 15 anos de prisão na Lava Jato.
Na sentença contra o peemedebista, Moro destacou, na página 98, que os valores depositados na conta de Cláudia Cruz ‘não foram provenientes de vantagem indevida decorrente do contrato de aquisição pela Petrobrás dos direitos de exploração do Bloco 4 em Benin’.
Os advogados alegam que o dinheiro gasto com cartões de crédito de Cláudia tem origem diversa, ‘de outros recursos de Eduardo Cunha, sobre os quais não pesam quaisquer suspeitas’.