terça-feira, 30 de março de 2021

Burocracia da Anvisa custa vidas, impedindo uso de 30 milhões de doses já adquiridas

 

Só as 20 milhões de doses da indiana Covaxin e as 10 milhões da russa Sputinik V, já contratadas pelo Ministério da Saúde e que já poderiam ter sido entregues, caso a Anvisa tivesse liberado seus pedidos de uso emergencial e licença de importação, poderiam imunizar 15 milhões de brasileiros.

Para se ter uma ideia, até hoje o Brasil teve 12,4 milhões de infectados e 310 mil vítimas fatais, o que representa 2,5% do total de infectados. Com as vacinas liberadas e 15 milhões de imunizados, proporcionalmente o país evitaria milhares vítimas fatais.

Neste sábado (27), a Anvisa suspendeu a contagem do prazo legal de 7 dias para análise do uso emergencial da vacina Sputinik V. É a quarta vez que a agência reguladora inviabiliza o exame de uso do imunizante. A União Química, que representa o imunizante, fez a primeira tentativa em agosto de 2020.

A nova legislação impõe prazo de 7 dias para a Anvisa analisar pedidos de uso ou licença de importação de vacinas, mas cometeu o erro de encarregar a agência de regulamentar as regras. Com isso, a Anvisa praticamente neutralizou o prazo, atribuindo-se o poder de “suspender o prazo legal”, o que fez à Sputinik V.

A tragédia diária das normas

O Brasil registrou 100 mil novos casos no sábado (27) e 40,7 mil novos casos neste domingo (28), de acordo com a plataforma independente de monitoramento aninabrasil.org.

Se 2,5% desses infectados vierem a falecer, serão 2.500 mortes a mais ocasionadas por apenas um dia de infecção.

Como 15 milhões representam 7,14% do total da população, pode-se afirmar que, proporcionalmente, 15 mil desses 100 mil infectados poderiam ter sido imunizados, e entre eles, 175 mortes que serão causadas por apenas um dia de infecção teriam sido evitadas.

DIÁRIO DO PODER