quarta-feira, 17 de maio de 2017

HENRIQUE ALVES PEDIU PARA PAGAR CAMPANHA ‘POR FORA’, DIZ MÔNICA MOURA



A empresária Mônica Moura afirmou ao Ministério Público Federal (MPF) que acertou caixa 2 para a campanha de Henrique Eduardo Alves (PMDB) ao Governo do Rio Grande do Norte, em 2002. A combinação, segundo a delatora, se deu com o próprio Henrique Alves.
O peemedebista, ex-ministro do governo Michel Temer, era o candidato de Garibaldi Alves Filho ao governo naquele ano. Segundo a mulher do marqueteiro João Santana, Henrique Alves deixou a campanha no início, ‘antes de começar o horário gratuito’, e deu lugar a Fernando Freire.
Segundo Mônica, a parte ‘por dentro’ era ‘bem menor’ do que do caixa 2.
“Essa campanha foi mais ou menos uns 4 milhões, 5 milhões o valor acho que do primeiro turno, que foi pago da mesma forma. Esse meu acerto de campanha foi feito com Henrique Alves, porque ele era o candidato, então acertei diretamente com ele e que receberia, e aí, ele pediu para pagar uma parte por fora e uma parte por dentro. Nós tivemos um contrato menor, nessa época, bem menor do que a parte paga em caixa 2. Ele mandou alguém pagar”, declarou.
A delatora relatou que após a saída de Henrique Alves, ‘assumiu o Fernando Freire, que era o vice do Garibaldi’. “Ele virou o candidato de repente e nós fizemos a campanha com ele”, afirmou.
“Logo no início, eu não me lembro como foi, o que foi que a gente recebeu durante o pequeno período em que o Henrique Alves foi candidato. Mas logo depois assumiu Fernando Freire, que era o governador, e aí Fernando Freire assumiu o pagamento dessa parte não oficial. Ele mandava gente dele entregar dinheiro a gente no hotel em que a gente estava”, relatou.
A empresária afirmou que o hotel se chamava Ayambra. “Acho que existe até hoje em Natal.”
Questionada pelo Ministério Público Federal sobre o porquê de Henrique Eduardo Alves ter acertado o pagamento dos custos, Mônica Moura disse que o ex-ministro era o candidato e que “ele que ia resolver, ele tinha condições de resolver os pagamentos”. “Eu nunca falei de dinheiro com Garibaldi, foi sempre com Henrique Eduardo Alves”, narrou.