quarta-feira, 3 de maio de 2017

CERVEJARIA OCULTOU TESOURO DE US$ 70 MILHÕES NO CARIBE, DIZ DELATOR



Ao norte do Mar do Caribe, nas pequenas ilhas que formam Antígua e Barbuda, a força-tarefa da Operação Lava Jato procura pistas de um tesouro oculto de aproximadamente US$ 70 milhões. O mapa para chegar à fortuna – ou aos rastros de sua existência – foi entregue aos investigadores na mega delação premiada da Odebrecht, por Olívio Rodrigues Júnior, o “laranja” responsável por abrir e controlar contas secretas, em paraísos fiscais, para a máquina de fazer propinas do grupo, o Setor de Operações Estruturadas.
Olívio, como é conhecido, é um dos 78 colaboradores da maior delação já fechada pela Lava Jato. Em seus depoimentos, ele afirmou que os donos da Cervejaria Itaipava e um contador converteram em investimentos imobiliários, nas ilhas de Antígua e Barbuda, o dinheiro que escondiam em conta secreta do banco Antigua Overseas Bank (AOB).
“Eles, da Cervejaria Itaipava, têm hoje a quantia de US$ 70 milhões, ou US$ 60 (milhões), ou US$ 80 (milhões), não sei especificar o valor, em imóveis dentro da ilha, representado por esses títulos”, afirmou Olívio, no Termo 05 de sua delação premiada, fechada em dezembro, com a Procuradoria Geral da República (PGR).
O objetivo da operação de compra de imóveis, segundo Olívio, seria salvar o dinheiro não declarado e apagar rastros de pagamentos para políticos e agentes públicos, feitos pela Petrópolis, via  conta secreta em nome da offshore Legacy International Inc – que seria controlada por Silvio Pelegrini, contador da empresa.