O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviará ao Congresso Nacional a mensagem de abertura do ano legislativo com um recado claro: 2026 será o “ano da entrega”. O documento deve destacar que o governo deixou para trás a fase de reconstrução e agora busca aprovar medidas com impacto direto na vida da população, concentrando esforços no primeiro semestre, antes do esvaziamento do calendário por causa das eleições.
A estratégia vem após um 2025 marcado por atritos entre Executivo e Legislativo, especialmente em torno do controle do Orçamento e das emendas parlamentares. Mesmo assim, o Planalto tem apostado na reaproximação institucional, simbolizada pelo encontro de Lula com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, em gesto para reduzir tensões e destravar votações.
Entre as prioridades está o fim da escala 6×1. O governo avalia unificar propostas que tratam da redução da jornada de trabalho, com preferência inicial pela escala 5×2, considerada mais viável politicamente. A agenda também inclui a regulamentação do trabalho por aplicativos, com criação de uma categoria específica, garantia de remuneração mínima, contribuição ao INSS e maior transparência das plataformas.
Na segurança pública, o Planalto tenta avançar com a PEC que cria o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e com o marco legal de combate ao crime organizado, mesmo diante da resistência da oposição e de governadores. Internamente, a avaliação é de que o Congresso terá um “ano curto”, o que transforma o primeiro semestre em uma corrida contra o tempo para aprovar pautas de apelo social e eleitoral.
Com informações do Correio Braziliense
