Ao longo do último ano, o número de famílias em situação de rua inscritas no Cadastro Único cresceu expressivamente no Paraná. O número de “sem-casa” passou de 15.491 em dezembro de 2024 para 17.269 no mesmo mês do ano passado. Um aumento de 11,5%.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), “família em situação de rua é aquela que, vivendo na extrema pobreza, utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória”.
Ainda de acordo com os dados do Observatório do Cadastro Único, a maior parte dessas famílias (10.763) costuma dormir na rua mesmo. Outras 5.125 relatam utilizar albergues, 516 ficam nalgum domicílio particular e outras 2.843 disseram costumar dormir em outros lugares.
O motivo que mais leva às pessoas a ficar em situação de rua, por sua vez, são problemas com familiares e/ou companheiro(a), com 8.545 relatos, seguidos por problemas com álcool/drogas (7.424), desemprego (6.532) e perda de moradia (5.020). Além disso, embora uma proporção expressiva das famílias inscritas no CadÚnico esteja vivendo na rua há no máximo um ano (8.706 ou 50,4% do total), há ainda 3.563 famílias que convivem com a situação há pelo menos cinco anos.
Curitiba, como seria de se esperar, é o município paranaense com mais famílias em situação de rua: 4.475, com uma alta de 5,6% em um ano. Ponta Grossa (1.078), Foz do Iguaçu (1.014), Maringá (972) e São José dos Pinhais (916) aparecem na sequência.
No caso curitibano, a maioria dessas pessoas (2.104) costuma dormir na rua, enquanto outras 2.060 relatam ficar em albergues e 941, em outros lugares. Assim como acontece no contexto estadual, os principais motivos para alguém se encontrar em situação de rua são problemas com familiares e/ou companheiro(a), com 2.173; alcoolismo/drogas (2.155); desemprego (1.855) e perda de moradia (1.358).
