sábado, 28 de fevereiro de 2026

Maduro pede arquivamento de processo nos EUA e acusa governo americano de interferência

 


O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que está detido nos Estados Unidos desde 3 de janeiro, pediu à Justiça americana que arquive o processo criminal que enfrenta por narcotráfico e conspiração relacionados ao tráfico de drogas. A defesa do líder deposto argumenta que o governo dos EUA estaria interferindo indevidamente no processo ao impedir que autoridades venezuelanas paguem seus honorários advocatícios, o que, segundo Maduro, compromete seu direito constitucional a uma defesa justa.

O ditador e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças especiais americanas em Caracas e levados para Nova York, onde se declararam inocentes das acusações durante audiência no início de janeiro. Eles continuam presos sem direito a fiança enquanto aguardam os próximos passos legais.

Na petição apresentada a um tribunal federal em Manhattan, o advogado de Maduro afirma que o Departamento do Tesouro dos EUA revogou sem explicação uma autorização que permitiria ao governo venezuelano pagar pelos custos da defesa legal, violando os direitos de seu cliente sob a Constituição americana. A alegação é de que isso prejudica a contratação de advogados de sua escolha.

O processo nos EUA acusa Maduro de ter usado seu poder enquanto governante para beneficiar organizações de tráfico de drogas e narcoterrorismo ao longo de seus anos no poder, com potencial de prisão perpétua se for condenado. Mesmo assim, a defesa sustenta que ele teria direito, como chefe de Estado, a financiamento público de sua defesa.

A próxima audiência sobre o caso ainda não tem data definida, e o movimento de Maduro para tentar derrubar a acusação representa mais uma reviravolta no embate jurídico e diplomático entre Washington e Caracas — um capítulo que pode ter impactos mais amplos na relação entre os dois países.