As investigações do Ministério Público (MP-PR) apontaram que, embora a prefeitura tenha registrado a compra de mais de 104 mil litros de combustível para associações rurais, apenas 23 mil litros foram efetivamente entregues. A fraude ocorria por meio da inserção de dados falsos no sistema municipal, incluindo registros de abastecimento em veículos que já haviam sido leiloados. Em um dos casos citados na sentença, uma motocicleta teria "consumido" 1.889 litros de diesel, combustível incompatível com o veículo e em volume superior à capacidade do tanque.
A Justiça refutou a alegação da defesa de que os registros seriam apenas erros de digitação, destacando que o volume desviado seria suficiente para abastecer frotas inteiras por meses. Segundo a decisão, Bittencourt instituiu a política de repasse ilegal, enquanto Savoldi atestava despesas fictícias. Outros cinco denunciados no processo foram absolvidos por falta de provas de participação direta no esquema.
Em nota, a defesa dos condenados afirmou que a decisão de primeira instância apresenta fragilidades e que não houve demonstração de dolo específico ou enriquecimento ilícito. O advogado Ricardo Augusto Dominiak confirmou que irá recorrer ao Tribunal, reafirmando a convicção na inocência de seus clientes e alegando que os fatos ainda serão reexaminados por instâncias superiores.
