
Rebelião causada por confronto de facções no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, deixou ao menos 60 presidiários mortos, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas. O motim, que teve início no domingo, 1, durou mais de 17 horas. Houve esquartejamentos e decapitações, informa a Polícia Militar.
A movimentação no presídio começou ainda no início da tarde de domingo. De acordo com informações da SSP, os corpos de seis pessoas - ainda não identificadas - foram jogados para fora do presídio, sem as cabeças.
Até 20h50 (22h50 no horário de Brasília), a SSP-AM afirma que 12 agentes carcerários foram mantidos reféns. Outros funcionários que estavam na unidade prisional conseguiram escapar. Presos também foram feitos reféns, mas não há precisão em números.
Os detentos do regime fechado haviam tomado a área dos presos no semi-aberto, após abrirem uma passagem.
Epitácio Almeida, presidente da Comissão de defesa dos Direitos Humanos da OAB-AM, coordenou as negociações com os presos e trabalhou na libertação dos reféns, que foram soltos na manhã desta segunda. De acordo com ele, este é um dos piores massacres em presídio que já houve no País.