O levantamento, encomendado pela RPC, afiliada da TV Globo, simula o cenário em que o eleitor precisa escolher dois nomes diferentes para renovar as cadeiras do estado no Congresso Nacional. Na análise individualizada da primeira vaga, Curi lidera com 18% da preferência, seguido por Deltan e Gleisi, empatados com 16%, e por Filipe Barros, que registra 10%. Já na disputa pela segunda vaga, a preferência se altera: Filipe Barros assume a primeira posição numérica com 12%, enquanto Curi aparece com 9%, Dr. Rosinha (PT) e Cristina Graeml (PSD) contabilizam 7% cada, Deltan soma 6% e Gleisi atinge 5%.
Considerando a combinação total das menções estimuladas, Dr. Rosinha e Cristina Graeml figuram empatados com 5% cada, enquanto Karen Guerreiro (Missão) e Marcelo Marcelino (PCO) registram 1% cada, e Joaquim do MLB (Unidade Popular) não pontuou. O volume de eleitores indecisos atinge 29%, ao passo que brancos, nulos ou abstenções somam 13%. Na modalidade espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente aos entrevistados, o percentual de indecisos salta para 76%, com Deltan sendo o mais lembrado (6%), seguido por Gleisi (4%), Curi (4%) e Filipe Barros (3%).
A consolidação do voto aponta que 58% dos entrevistados já consideram sua escolha definitiva para o Senado, enquanto 42% afirmam que ainda podem mudar de candidato até o dia da votação, em 4 de outubro. A Quaest também mensurou o índice de rejeição dos concorrentes, revelando que a deputada Gleisi Hoffmann possui o maior percentual de veto, com 56% dos eleitores afirmando que a conhecem mas não votariam nela de jeito nenhum. Dr. Rosinha aparece em seguida, com 39% de rejeição, enquanto Alexandre Curi é rejeitado por 24%, Filipe Barros por 22%, e Deltan Dallagnol e Cristina Graeml registram 19% de veto cada.
O estudo manteve na amostragem candidatos com situações jurídicas pendentes na Justiça Eleitoral, como Marcelo Marcelino (PCO), que recorre do indeferimento de sua candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), e Deltan Dallagnol (NOVO), que realiza atos de campanha sub judice devido a uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A pesquisa ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada sob o protocolo PR-02802/2026.
