sexta-feira, 10 de julho de 2026

Adolescente venezuelana é espancada por colegas no Paraná em suposto caso de xenofobia


 












Uma adolescente venezuelana de 15 anos foi brutalmente agredida por um grupo de colegas na manhã desta sexta-feira (10), no bairro Universitário, na cidade de Cascavel, região oeste do Paraná. O ataque foi registrado em vídeos que mostram a vítima sendo cercada, derrubada e atingida por diversos chutes e pisões no rosto. Segundo a mãe da jovem, as repetidas agressões são motivadas por xenofobia e bullying, em decorrência da origem da menina e da sua dificuldade em falar a língua portuguesa.

As imagens do episódio revelam diversas estudantes, vestidas com trajes típicos de festa junina, participando diretamente da violência enquanto outras alunas apenas assistem. Após a agressão, a vítima foi encontrada caída na rua por moradoras da vizinhança, que a ampararam e a levaram até a residência de sua família. O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), do Corpo de Bombeiros, foi acionado para prestar o socorro médico. A equipe constatou que a adolescente apresentava inúmeros hematomas e escoriações espalhados pelo corpo, além de ter perdido uma unha durante as agressões.

De acordo com o relato da família, esta já é a terceira vez que a estudante é atacada desde que iniciou os estudos no Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho. Duas agressões anteriores ocorreram dentro do ambiente escolar e esta última nas proximidades, após o fim das aulas. A mãe desabafou sobre a situação, afirmando que a família se mudou para o Brasil em busca de uma vida melhor, mas que agora a filha sofre com o medo constante, clamando apenas pelo direito de estudar em paz.

Diante da repercussão do caso, o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Cascavel se pronunciou por meio de nota oficial, informando que a adolescente passa bem e que a direção da escola prestou suporte à família, além de orientar a mãe quanto à necessidade do registro de um boletim de ocorrência. O episódio está sob monitoramento ativo da Polícia Militar, do Conselho Tutelar e dos demais órgãos competentes, que darão andamento às investigações para esclarecer as circunstâncias, identificar todos os envolvidos no ataque e aplicar as medidas legais