quinta-feira, 16 de julho de 2026

Gaeco mira venda de maquiagem falsificada e sem registro da Anvisa em Londrina

 


O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo Regional de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quinta-feira (16) a segunda fase da Operação Dalila. A ação, que conta com o apoio técnico e operacional da Vigilância em Saúde do Município, tem como objetivo principal combater o comércio e a distribuição de produtos cosméticos irregulares e sem registro sanitário na região.

Nesta nova etapa, os agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Criminal de Londrina. Os alvos das buscas são endereços residenciais e comerciais ligados a um dos investigados, o que inclui também guarda-volumes que estariam sendo utilizados de forma estratégica para armazenar e ocultar estoques ilícitos, com o objetivo de burlar a fiscalização dos órgãos sanitários.

De acordo com as investigações, os produtos de beleza apreendidos, que englobam colas para cílios, bases e fixadores de maquiagem, possuem origem desconhecida e rótulos falsificados. Sem o registro obrigatório na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses itens representam um grave risco à saúde de quem os utiliza.

A distribuição do material ocorria em larga escala, principalmente por meio de plataformas de comércio eletrônico, abastecendo tanto profissionais da área da beleza quanto o público em geral. Durante as diligências desta quinta-feira, as equipes buscam recolher cosméticos adulterados, embalagens, insumos para rotulagem clandestina e dispositivos eletrônicos que possam robustecer as provas.

Segundo o Gaeco, esta ofensiva é um desdobramento direto da primeira fase da Operação Dalila, que ocorreu em outubro de 2025. Na época, foram realizadas prisões em flagrante pelo armazenamento e venda de cosméticos falsificados, incluindo cremes capilares de uma renomada marca francesa. A partir da análise dos celulares apreendidos naquela ocasião, o Gaeco conseguiu mapear a rede de fornecedores que abastecia o mercado clandestino por meio de importações irregulares.

Agora, os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, crimes contra as relações de consumo e falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.