quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Dodge denuncia deputado Lúcio Vieira Lima ao Supremo



A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou hoje (28) o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva. Raquel Dodge acusa o parlamentar do recebimento de R$ 1,5 milhão em troca da autuação política para aprovação de uma medida provisória favorável à empreiteira Odebrecht.
Apesar de a denúncia ter sido oferecida ao Supremo, a procuradora pediu à Corte que o caso seja remetido para a primeira instância da Justiça Federal em Brasília. Lúcio não foi reeleito e perderá direito ao foro privilegiado no STF a partir de sexta-feira (1º), quando os novos deputados federais tomarão posse em Brasília.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a vantagem indevida recebida por Lúcio Vieira Lima foi acertada com ex-diretores da Odebrecht para que a Medida Provisória (MP) 613/2013, que tratou do regime especial de tributação da indústria química, fosse aprovada nos termos pretendidos pela empresa.
As acusações foram feitas com base nos depoimentos de delação premiada do ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht e mais três delatores, que também foram denunciados.
A PGR sustenta que o texto da MP foi entregue ao Congresso no dia em que Lúcio foi eleito presidente da comissão mista responsável pela conversão da MP em lei.
“Nessa condição, passou a exercer de fato e de direito diversas competências legislativas definidas no Regimento da Câmara dos Deputados: designar relator; realizar despachos das emendas de demais congressistas; convocar as reuniões e proferir o voto de minerva nas deliberações”, argumenta a PGR. (ABr)

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Renault divulga imagens da quinta geração do Clio, completamente renovado






O Salão do Automóvel de Genebra só começa no início de março, mas a Renault já divulgou qual será o grande astro do estande da francesa na mostra suíça, o novíssimo Clio. O modelo que fez sucesso no Brasil na virada do milênio, até ser obsoleto por aqui, chega a quinta geração mais moderno que nunca.
O hatch foi o último produto 100% Renault vendido pela marca no Brasil (atualmente os modelos comercializados por aqui tem origem romena, pela subdivisão Dacia, da marca francesa). E, quando foi aposentado em 2016, já estava defasado em relação a versão europeia, enquanto por aqui era vendido a terceira geração, por lá já estava na quarta.
Por enquanto, a Renault só divulgou as informações visuais da quinta geração do Clio. A marca vem apresentando as novidades aos poucos. A grande expectativa é se o compacto volta para cá, resta esperar e sonhar. Seria um grande trunfo para a Renault, que hoje não conta com nenhum modelo do badalado segmento de compactos premium.
Esqueça aquele supercompatco que foi vendido no Brasil, a quinta geração do Clio na Europa compartilha o tamanho de modelos compactos. Por aqui, seria do porte de Volkswagen Polo, Fiat Argo e Hyundai HB20. A nova versão do modelo conta com design para lá de moderno, no estilo dos SUV’s Koleos e Captur, com um quê de Megane.
Com uma dianteira bem marcada, os vincos no capô combinam perfeitamente com o conjunto óptico e com o desenho da grade. As linhas da entrada de ar central alinham com os LED dos faróis. As laterais mantêm a elegância da carroceria com maçanetas invisíveis para as portas traseiras.
O visual moderno do exterior é mantido na cabine. O Clio segue a tendência mundial de telas gigantes. Na central multimídia, ele conta com um visor de 9,3 polegadas utilizado na vertical e levemente voltado para o motorista, no estilo cockpit. Outra tela (que pode ser de sete a 10 polegadas), no painel de instrumentos, faz a vez do velocímetro digital.
A cabine conta com linhas retas e elegantes. Além disso, o estilo adotado é o esportivo, visivelmente inspirado na família apimentada R.S da Renault. Os destaques ficam pela posição elevada da alavanca do câmbio e nos bancos do tipo concha.
O interior pode ter tons diferente de acabamento e segue o estilo bicolor, com painel, forros das portas e bancos em duas cores. Segundo a marca, o porta-malas está maior. A área de carga cresceu 26 litros, alcançando 391.

STJ decide soltar Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete de Beto Richa

Deonilson Roldo foi chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa (PSDB) — Foto: Reprodução/ RPC Curitiba

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu soltar o ex-chefe de gabinete do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) Deonilson Roldo, que está preso desde setembro do ano passado. A decisão é desta terça-feira (29).

"Fora concedida a soltura do paciente, Deonilson Roldo, braço direito de do governador Beto Richa, em razão de ter vencido sua prisão preventiva, e que, segundo processo, o ministro João Otávio de Noronha, presidente da Corte, relator interino, não viu motivos que o fizessem permanecer preso", disse, em nota, o STJ.

Até a publicação da reportagem, o advogado de Deonilson, Roberto Brzezinski, disse que seu cliente ainda não tinha deixado a carceragem do Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Porém, afirmou que a defesa sempre acreditou que a prisão era desnecessária.

"Não foi concedida a liminar, mas o mérito do Habeas Corpus (HC) em decisão monocrática do ministro presidente do STJ. Ou seja, a decisão não precisa ser confirmada no mérito, pois o mérito já foi julgado", disse Brzezinski.

Deonilson foi alvo da 53ª fase da Operação Lava Jato.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o Grupo Odebrecht fez, no primeiro semestre de 2014, um acordo ilícito com Deonilson para que a concorrência fosse limitada na licitação da Parceria Público-Privada (PPP) para as obras na PR-323, que liga Maringá, no norte do Paraná, a Francisco Alves, no noroeste do estado.

Em contrapartida, a empreiteira pagaria R$ 4 milhões a Roldo e ao seu grupo, ainda conforme a denúncia. Os procuradores afirmam que lançamentos registrados no sistema de contabilidade informal da Odebrecht, mostram o pagamento de pelo menos R$ 3,5 milhões em espécie.

O consórcio liderado pela Odebrecht foi o único a participar da licitação e venceu, mas a obra não saiu.

Roldo e mais dez investigados são réus no processo. Deonilson responde por fraude a licitação, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Lula pede à Justiça para sair da cadeia para ir a velório de irmão

Responsáveis pelas redes sociais de Lula postaram foto do ex-presidente ao lado de Vavá — Foto: Reprodução/Twitter

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à Justiça nesta terça-feira (29) a liberação dele para ir ao velório do irmão Genival Inácio da Silva, de 79 anos, conhecido como Vavá, que morreu nesta manhã.
Segundo a petição, o velório acontece ainda nesta terça-feira, e o sepultamento será feito na quarta-feira (30) pela manhã, em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

De acordo com o pedido, há previsão legal para a liberação em caso de morte de parentes diretos.

Segundo os advogados do ex-presidente, o artigo 120 da Lei de Execução fala que "os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".

Foi aberto prazo de um dia para a manifestação do Ministério Público.

Em 25 de dezembro, Lula pediu para sair da prisão para comparecer ao funeral do advogado e ex-deputado federal Luiz Carlos Sigmaringa Seixas.

Na oportunidade, o juiz plantonista Vicente de Paula Ataide Junior negou o pedido com base no mesmo artigo que os advogados de Lula citam no pedido desta terça-feira.

A defesa solicitou na petição que o pedido seja analisado com urgência. A juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal de Lula, ainda não se manifestou.

Rosário do Ivaí.......Suposta integrante do "PCC" foi presa.

Equipe do delegado Ricardo Mendes, prendeu a jovem na tarde desta segunda-feira (28) acusada de tráfico de drogas























A Polícia Civil de Grandes Rios prendeu 
na tarde desta segunda-feira 28 de janeiro de 2019, Ana Cristina Marcelino Machado, ela é acusada de tráfico da cidade de Rosário do Ivaí e também teria suposta ligação coim a facção criminosa conhecida como PCC. A equipe da polícia militar também deram apoio durante a ocorrência. OUTRA PRISÃO RECENTE - A equipe da Polícia Civil de Grandes Rios com apoio do DPM de Rosário do Ivaí, prendeu Pedro de Lima Senne, de 26 anos, oriundo do Estado de São Paulo, ele estava homiziado na residência de uma mulher em Rosário do Ivaí, conhecida no meio policial pelo envolvimento com o narcotráfico e a facção criminosa conhecida como PCC (Primeiro Comando da Capital). O suspeito possuí várias passagens por tráfico de drogas em Sorocaba e também em Cianorte. No celular do detido foram encontradas diversas conversas entre integrantes da referida organização criminosas o que, segundo o delegado, demonstra o intento criminoso de sua vinda de tão longe para pequena cidade de Rosário do Ivaí. Eles negam todas as acusações.

Vale lucrou R$42 bilhões do desastre de Mariana à tragédia em Brumadinho



A Vale divulgou lucro líquido de R$42 bilhões em pouco mais de três anos, entre as tragédias das barragens de Mariana e Brumadinho. É quase quatro vezes mais que os R$11 bilhões bloqueados pela Justiça, até agora. A “doação” de R$100 mil por família, prometida pela empresa, é uma ninharia indigna para a empresa, que é a gigante da mineração: cerca de R$ 35 milhões, na hipótese mais cara para a Vale. 
Os R$11 bilhões bloqueados pela Justiça equivalem apenas ao lucro líquido registrado pela Vale nos primeiros nove meses de 2018.
O lucro total da Vale em 2018 ainda não fechou. Falta contabilizar os bilhões do último trimestre do ano. E deve passar dos R$15 bilhões.
A empresa declarou lucro de R$ 13,3 bilhões em 2016, ano seguinte ao desastre em Mariana. Vítimas ainda esperam por indenizações.
A Justiça determinou que os salários da Vale fossem divulgados no ano passado: R$ 19 milhões por ano é o salário mais alto da mineradora.

Sobe para 65 número de mortos em Brumadinho; desaparecidos somam 279



O número de mortos após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG), subiu para 65, segundo informações divulgadas pela Defesa Civil de Minas Gerais. Dos 65 mortos, 31 foram identificados.
A Defesa Civil informou que há 279 pessoas desaparecidas e 386 foram localizadas, entre funcionários da Vale e moradores da região. Há ainda 135 desabrigados. Segundo a Defesa Civil, foram resgatadas com vida 192 pessoas.
Para o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Flávio Godinho, o momento não é para doações. Ele negou a existência de contas bancárias para doações financeiras.
A previsão é que as operações de resgate durem semanas devido às dificuldades de locomoção e dos trabalhos em si. As ações começaram há três dias. As operações hoje (28) foram retomadas às 4h, quando as equipes de busca conseguiram recuperar dois corpos que estavam no segundo ônibus encontrado submerso na lama de rejeitos.
Equipes do Corpo de Bombeiros conseguiu localizar o imobiliário do refeitório, no local estavam alguns corpos. Os bombeiros tiveram dificuldades ao longo do dia por causa dos drones que estão na região. Esses equipamentos atrapalham o sobrevoo das aeronaves da corporação.
Identificação
Para facilitar a identificação e o contato com as família, a Polícia Civil montará postos avançados na área de Brumadinho. O trabalho será desempenhado por profissionais de várias áreas, inclusive voluntários.
O delegado Luiz Carlos Ferreira disse que a Polícia Civil busca identificar os mortos o mais rápidamente possível. De acordo com ele, é fundamental que as famílias transmitam informações que facilitem a localização dos parentes, como detalhes sobre arcada dentária e fotografias.
Segurança
O porta-voz da Polícia Militar, major Flávio Santiago, afirmou hoje que não há registros de saques nem de atos de violência em decorrência da situação na região. De acordo com ele, o efetivo de policiais aumentou para 250 apenas na área atingida pela tragédia.
“Além do patrulhamento de helicóptero para que a sociedade seja resguardada”, destacou o major.
Perspectivas
O porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, apelou para que as pessoas, mesmo bem intencionadas, não tentem fazer o trabalho de resgaste sozinhas. Segundo ele, falsas informações prejudicaram as atividades de apoio.
Segundo o militar, as equipes israelenses ajudam no resgate das vítimas que estão no segundo ônibus. Os trabalhos serão interrompidos a partir das 22h e serão retomados às 4h da manhã. De acordo com ele, a topografia do terreno e a lama dificultam as operações de resgate.
Pela manhã, o tenente Pedro Aihara disse que é baixa a possibilidade de localizar pessoas vivas. “As chances são muito pequenas considerando o tipo de tragédia, que envolve lama”, disse, ao explicar que os rejeitos dificilmente permitem a formação de bolsões de ar. “É uma operação de guerra, que demanda esforços e compreensão de todas as partes”, concluiu. (Abr)

Líderes partidários criaram mais 1.338 cargos da Câmara dos Deputados



Partidos que atingiram a cláusula de barreiras, o resultado mínimo de deputados eleitos e votos obtidos em todo o país, forçam o contribuinte otário a bancar uma estrutura de gabinete e cargos para a “Liderança partidária” na Câmara dos Deputados. Mais deputados significa mais cargos. Até 2018, partidos com cinco deputados eleitos ganhavam 25 cargos só para a liderança, de livre nomeação e funções de servidores. No total, lideranças terão 1.338 cargos de comissão a partir deste ano. 
Os 1.338 cargos se somam aos R$ 111,7 mil por mês que cada um dos 513 deputados tem para pagar até 25 assessores nos seus gabinetes.
Bancadas que elegeram mais de 43 deputados têm estrutura de 108 cargos segundo o Projeto de Resolução 350/18. É o caso de PT e PSL.
Partidos que elegeram de 20 a 34 deputados ganham 83 cargos cada. MDB, PR, PSB, PRB, DEM, PSDB e PDT se encaixam na categoria.

Engenheiro cria equipamento inovador para imprimir dispositivos eletrônicos



A eletrônica orgânica é uma tecnologia promissora que envolve a produção de dispositivos semicondutores a partir de moléculas orgânicas à base de carbono. Atualmente, no mundo inteiro, vários grupos desenvolvem pesquisas na área. Entre as possibilidades que essa tecnologia proporciona estão as telas dobráveis e os painéis de energia solar de baixo custo. É possível, por exemplo, imprimir um dispositivo utilizando tintas semicondutoras: é a chamada eletrônica impressa. Porém, os cientistas que desenvolvem estudos nessa área enfrentam o desafio de fazer isso em escalas maiores, que vão além da laboratorial – onde, muitas vezes, é preciso trabalhar com dispositivos impressos de dois milímetros quadrados.
Equipamento Roll-to-roll Lab foi desenvolvido com foco nas pesquisas laboratoriais em eletrônica impressa; porém, seu uso não se restringe a essa área de estudos – Foto: Leonardo Cagnani
Uma solução inovadora veio do engenheiro Leonardo Dias Cagnani, ex-aluno do campus de São Carlos da USP, que criou um conjunto de equipamentos para auxiliar o desenvolvimento de técnicas de fabricação da eletrônica impressa. Denominado Roll-to-roll Lab, o aparelho oferece uma característica única no mundo: a possibilidade de usar seis diferentes técnicas de impressão e alternar de uma para outra sem necessidade de troca do substrato (papel, plásticos, embalagens) ou de parada do equipamento. Também foram criados dois outros produtos, que podem ser comercializados à parte: uma bomba de seringa (que controla o fluxo de tinta a ser usada na impressão) e uma glove box (caixa fechada de inox com visor de vidro, com atmosfera sem umidade e baixo nível de oxigênio).
Os equipamentos são direcionados para pesquisas laboratoriais em diversos ramos, como automotivo, de papéis e vernizes, entre outros, além de universidades, centros de pesquisa e empresas de certificação. Apesar de terem sido criados com foco principal na eletrônica impressa, o uso dos equipamentos não se restringe a essa área de estudos. Outro aspecto positivo, segundo Cagnani, é a transferência de tecnologia desenvolvida em laboratório para processos que possam ser expandidos para a indústria.
As seis técnicas que o equipamento oferece são: rotogravura, flexografia (ferramentas de impressão modular), slot-dieknifewire-bar e spray (ferramentas de revestimento modular). “Em nível internacional há equipamentos que oferecem só uma das técnicas. No Brasil, nenhum aparelho faz isso”, destaca o pesquisador.
Roll-to-roll Lab foi desenvolvido em alumínio, em formato modular, nas medidas 85 centímetros de largura por 50 centímetros de altura. O peso varia de 40 a 60 quilos, dependendo da configuração do aparelho. O preço também é variável: de R$ 60 mil (na versão básica) a R$ 200 mil (versão completa com as seis técnicas de impressão).
.
À esquerda, bomba de seringa e, à direita, glove-box em inox, dois outros produtos desenvolvidos no projeto – Foto: Leonardo Cagnani
Expectativas
Impressão realizada com nanoesferas de sílica em substrato PET (polietileno tereftalato) com o equipamento Roll-to-roll Lab para uso em fotônica. Este trabalho foi realizado no doutoramento da pesquisadora Giovana Rosso Cagnani, na Escola de Engenharia de São Carlos – Foto: Leonardo Cagnani
“A eletrônica orgânica é uma tecnologia muito promissora. Algumas moléculas orgânicas já são usadas comercialmente em displays de alguns celulares e em televisores que usam a tecnologia OLED [organic light-emitting diode – diodo emissor de luz orgânico]”, explica o engenheiro.
Ele conta que começou a se interessar por eletrônica impressa durante o trabalho de conclusão de curso da graduação em Engenharia Elétrica, pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Essas pesquisas envolviam dispositivos OLED, mas em escala experimental, dentro dos laboratórios. As peças eram muito pequenas e mediam cerca de 1 milímetro por 1 milímetro.
Ao estudar o assunto, o engenheiro percebeu que alguns grupos que pesquisavam eletrônica impressa adaptavam equipamentos da indústria gráfica convencional, ou seja, aquelas que imprimem jornais e revistas, para produzir esses dispositivos. Mas os equipamentos convencionais são grandes, caros e usam litros de tinta. Na eletrônica impressa, as tintas são orgânicas, e também muito caras, mas usa-se miligramas do material, inviabilizando utilizá-las em um equipamento grande. Foi a partir dessa constatação que Cagnani teve a ideia de desenvolver um equipamento para eletrônica impressa de porte laboratorial que simulasse o que uma gráfica grande faz.
O engenheiro criou um primeiro protótipo do equipamento no mestrado, realizado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, entre 2011 e 2013, sob orientação do professor Roberto Mendonça Faria, do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica. Depois, no doutorado, Cagnani fez uma parceria com o Tyndall National Institute, na Irlanda, e, a partir de algumas melhorias, criou um segundo protótipo. O engenheiro passou quatro meses no Tyndal, onde chegou a desenvolver alguns projetos em eletrônica impressa.
De volta ao Brasil, o pesquisador se viu decidido a projetar um equipamento que pudesse ser comercializado. Foi quando Cagnani se uniu a outros dois pesquisadores, ambos ex-alunos da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Wellisson Roberto Rogato e Rodrigo Fernandes Vernini, e, juntos, formaram uma empresa, a DevelopNow.

Rodrigo Mendonça Faria, Leonardo Dias Cagnani e Wellisson Roberto Rogato – Foto: Leonardo Cagnani
O grupo encaminhou uma proposta para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), dentro do Pipe, projeto que apoia a execução de pesquisa científica e/ou tecnológica em micros, pequenas e médias empresas do Estado de São Paulo. Eles foram selecionados e assim puderam desenvolver o conjunto de equipamentos para eletrônica impressa. Agora, eles submeteram um novo projeto para a fase 3 do Pipe, com foco na produção, comercialização e busca de parcerias. O resultado deve sair entre junho e julho.
Mais informações: e-mail leonardo@developnow.com.br, com Leonardo Dias Cagnani; site www.developnow.com.br