quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Cuidado com o 171! A cada três minutos, um golpe é registrado no Paraná

 


O Paraná é o quarto estado brasileiro que mais registra casos de estelionato no Brasil. Só em 2025, mais de 170 mil golpes foram registrados no estado, uma alta de quase 6% nas ocorrências em relação ao ano anterior. Para se ter uma dimensão do que esse número representa, ele equivale a 468 casos por dia, ou ainda um golpe a cada três minutos.

De acordo com os dados do anuário Brasileiro de segurança Publica, no ano passado a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR) informou ter registrado 170.743 casos de estelionato, mais de 9,5 mil ocorrências a mais do que os 161.236 registros do ano anterior. Só os casos de estelionato por meio eletrônico tiveram alta de 29,7%, passando de 8.829 para 11.515. Já os casos de estelionato em geral subiram de 152.407 para 159.228.

Entre todas as unidades da federação, somente São Paulo (833.277), Minas Gerais (232.713) e Santa Catarina (181.110) registraram mais casos de estelionato que o Paraná. Nacionalmente, as ocorrências de golpes tiveram alta de 5,2%, passando de 2.479.348 registros em 2024 para 2.607.808 em 2025. Isso é o mesmo de 7.144 golpes por dia, ou ainda um golpe a cada 12 segundos.

Em entrevista recente ao programa MP no Rádio, o promotor de Justiça Marcelo Adolfo Rodrigues, do Ministério Público do Paraná (MPPR), explicou que os golpes atuais são estruturados para parecerem verdadeiros. Por isso, é comum o criminoso/golpista misturar informações corretas, como o nome da pessoa, seu CPF, fotografia, número de um processo ou o nome de um familiar, com uma história falsa.

Normalmente é uma técnica de engenharia social. O golpista explora a confiança da pessoa, medo, esperança, a urgência, a solidariedade, a expectativa de receber um valor. O outro elemento recorrente é a urgência. É o elemento mais recorrente em todos os golpes. A vítima é sempre pressionada a agir imediatamente”, explica ele, citando que qualquer pessoa está sujeira a ser enganada quando a abordagem é personalizada e ocorre num momento de distração, preocupação ou fragilidade.

“A principal ferramenta do golpista não é o computador: é a manipulação da confiança e das emoções da vítima”, ressalta ele.