O advogado Luiz Eduardo Peccinin, que representa a Federação e o PT-PR, e o presidente do PT, Arilson Chiorato, defendem que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) deve indeferir o pedido de declaração de elegibilidade e, posteriormente, cassar o registro da candidatura.
A federação sustenta que o pedido não apresenta fatos novos e apenas repete argumentos que, segundo a legenda, já foram analisados e rejeitados pelo TSE e pelo STF. A federação afirma que Dallagnol tenta rediscutir a decisão que resultou na cassação de seu registro de candidatura em 2022 e na declaração de sua inelegibilidade. Também alega que decisões posteriores do CNMP, citadas pelo ex-procurador, não alteram o entendimento já firmado pelos tribunais superiores sobre o caso.
Em nota encaminhada à imprensa, a equipe de Dallaganol rechaçou a ação impetrada pelo PT e a Federação Brasil da Esperança: “A impugnação do Partido dos Trabalhadores (PT) não é nada mais do que o partido investigado pela operação Lava Jato tentando tirar da urna o procurador que coordenou a operação. Não conseguem derrotar Deltan no voto, então tentam retirá-lo antes do voto”.
“Deltan está tão seguro de sua situação jurídica que levou a questão à Justiça Eleitoral em julho e antecipou o seu pedido de registro de candidatura, com todos os documentos, pareceres de grandes juristas e antes de qualquer prazo: ele está elegível. Não tinha processo administrativo disciplinar pendente quando deixou o Ministério Público, não foi demitido, não perdeu o cargo, e nenhum dos procedimentos apontados resultou em punição. Em 2023, o voto de quase 345 mil paranaenses foi anulado com base numa suposição sobre o futuro. O futuro chegou e não confirmou nada”, diz a nota.
