sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Polícias do PR cumprem 109 mandados contra organização criminosa

 


A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Militar do Parana (PMPR) estão nas ruas na manhã desta sexta-feira (28) para cumprir 109 mandados judiciais contra uma organização criminosa responsável por movimentar em média 1,5 tonelada de drogas por mês ao longo de dois anos. A ação acontece simultaneamente em cidades do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Entre as ordens judiciais estão 54 de busca e apreensão, 42 de prisão e 13 de bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens imóveis e veículos vinculados à organização.

As equipes policiais contam com helicópteros da PCPR e da PMPR e com cães de faro para ampliar a eficácia das buscas. A Polícia Penal do Paraná (PPPR) participa da operação de acordo com suas atribuições constitucionais.

No Paraná, os mandados são cumpridos nas cidades de Maringá, Paranavaí, Loanda, Porto São José, São Pedro do Paraná, Santa Isabel do Ivaí, Querência do Norte, Sarandi e Pitangueiras. Fora do Estado, a ação ocorre em São Paulo, Campinas e Guarulhos (SP); em Pouso Alegre (MG), Campo Grande (MS) e São Joaquim (SC) com o apoio de policiais civis e militares locais.

A investigação iniciou há cerca de dois anos e revelou a estrutura do grupo criminoso com atuação concentrada em Maringá, Loanda e Campinas, especialmente no tráfico interestadual e na lavagem de dinheiro.

"A organização enviava 100 a 150 quilos de drogas por dia para São Paulo, especialmente para a cidade Campinas, e obtinha faturamento milionário com a venda ilícita”, afirma o delegado Leandro Roque Munin.

A droga era embalada em malas e entregues a pessoas responsáveis pelo transporte, principalmente via ônibus. A organização criminosa utilizava estabelecimentos comerciais em Maringá, como lojas de veículos e tabacarias, para realizar a lavagem do dinheiro oriundo destas operações.

Durante o curso da investigação, ao menos nove pessoas foram presas, incluindo um dos líderes do grupo, que foi capturado no Paraguai graças a uma ação conjunta entre PCPR, PMPR, Polícia Federal e Polícia do Paraguai.

Outras prisões aconteceram em dezembro de 2023, quando os policiais localizaram um centro de distribuição de drogas em Maringá. Na ocasião, duas pessoas foram presas em flagrante com grande quantidade de entorpecentes, malas e bolsas para o transporte de drogas e balanças de precisão para pesar as drogas. Mais três flagrantes foram registrados em rodovias do Paraná: dois na cidade de Bandeirantes e um em Cambará.

“Essa operação é o resultado de um esforço conjunto, técnico e contínuo de inteligência e investigação, que expõe a complexidade e a ramificação dessa organização criminosa”, complementa o delegado.

O tenente-coronel Cristian Nogueira, da PMPR, também reforça a importância da integração no enfrentamento ao crime organizado. “A união de esforços entre as equipes foi determinante para enfraquecer a estrutura da organização criminosa, garantindo ações coordenadas, troca qualificada de informações e apoio mútuo para atingir os principais responsáveis pelo esquema”, ressalta.


Carros de luxo, relógios e até jatinho são apreendidos pela PF em operação contra produção ilegal de remédio para emagrecer


Na operação contra uma quadrilha que produzia ilegalmente o medicamento de emagrecimento Mounjaro (Tirzepatida) deflagrada nesta quinta-feira (27), a Polícia Federal areendeu carros de luxo, relógios caros e até um avião, registrado em nome de um laranja, segundo os investigadores.

A operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Um dos principais alvos é o médico e escritor Gabriel Almeida, que atende em um consultório instalado em uma mansão no bairro dos Jardins, em São Paulo, e tem mais de 750 mil seguidores nas redes sociais.

De acordo com a PF, Almeida e outros profissionais manipulavam ilegalmente o princípio ativo do Mounjaro, sem autorização da Anvisa, sem pagar patente e divulgavam o produto como se fosse regularizado. Eles ofereciam o tratamento para emagrecimento nas redes sociais.

A investigação durou quase um ano e começou após uma denúncia da empresa detentora da patente do medicamento.

Em nota, a defesa do médico Gabriel Almeida disse:

“O Dr. Gabriel Almeida é médico, escritor e palestrante. Ele não fabrica, não manipula e não rotula qualquer espécie de medicamento. A acusação de que ele seria responsável pela produção de fármacos é fática e tecnicamente impossível, visto que sua atuação profissional se restringe, exclusivamente, à medicina clínica e à docência.

A relação do Dr. Gabriel Almeida com a substância Tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) é estritamente científica e acadêmica. Em suas redes sociais, cursos e palestras, o médico exerce sua liberdade de cátedra para analisar, à luz de estudos internacionais, a farmacocinética da substância. O médico não faz propaganda de produtos ilegais; ele promove o debate técnico sobre as diferenças, vantagens e desvantagens entre a medicação de referência e as possibilidades da medicina personalizada (manipulados), sempre pautado na literatura médica vigente. Confundir debate científico com comércio ilegal é um erro grave de interpretação.

Polícia Civil prende chefe do tráfico em bairro de Jandaia do Sul


 














A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (27) a Operação "Vila Segura", focada no combate ao tráfico de drogas em jandaia do Sul e região. A ação resultou na prisão de duas pessoas e na apreensão de um adolescente. Entre os detidos está um homem investigado por ser o chefe do tráfico na Vila Santo Antônio.

Ao todo, os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão: três na Vila Santo Antônio, um na zona rural de Jandaia do Sul e dois no município vizinho de Marialva. Durante as diligências, as equipes apreenderam 70 munições e R$ 4.800,00 em dinheiro.
Tentativa de destruir provas

Um fato chamou a atenção dos policiais durante a abordagem em uma das residências: dois dos alvos quebraram seus próprios aparelhos celulares assim que perceberam a entrada da equipe, na tentativa de impedir o acesso a dados e evidências.

Segundo a Polícia Civil, os dispositivos danificados foram recolhidos e serão enviados para perícia técnica. O objetivo é recuperar as informações que podem subsidiar novas fases da investigação.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Jandaia do Sul e contou com o apoio operacional da Delegacia de Marialva e da 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana.

Inferno em arranha-céus de Hong Kong: 44 mortos e quase 300 desaparecidos

 


Um incêndio de proporções históricas atinge um conjunto de arranha-céus em Tai Po, Hong Kong, desde a manhã desta quarta-feira, deixando pelo menos 44 mortos e quase 300 pessoas desaparecidas.

O fogo consumiu sete prédios de 31 andares cada, em um complexo com quase 2 mil apartamentos e mais de 4,6 mil moradores, incluindo explosões, fumaça densa e calor extremo. Entre as vítimas está um bombeiro que trabalhava no resgate.

As chamas se espalharam com velocidade impressionante devido a andaimes de bambu usados nas reformas — técnica tradicional da região que facilita a propagação do fogo.

Hong Kong não enfrentava um incêndio de nível cinco, o mais grave, há quase 20 anos. Equipes de mais de 700 bombeiros atuam ininterruptamente para controlar a situação e resgatar moradores.

A tragédia evidencia a crise de moradia local: prédios superlotados, apartamentos minúsculos chamados pelos moradores de “caixões” e condições precárias.

“Para muitas pessoas, isso aqui é uma casa. Não sou claustrofóbico, mas a sensação é horrível”, relatou o correspondente Rodrigo Carvalho, que esteve na região para cobrir a crise habitacional em outubro.

As autoridades já prenderam três pessoas suspeitas de provocar o incêndio acidentalmente e abriram investigação para apurar as causas.

Geral Governo Lula usou apenas 15% das verbas de combate ao feminicídio


 












O governo Lula utilizou menos de 15% dos recursos destinados ao plano de combate ao feminicídio, segundo relatório da Consultoria de Orçamento do Senado solicitado pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP).

O Plano de Ação do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, lançado em março de 2024, recebeu R$ 1,4 bilhão para 2024 e 2025, mas apenas 14,7% foi executado até junho de 2025. Em 2024, só 28,4% da verba prevista foi usada; em 2025, até junho, a execução caiu para 5,3%.

O relatório destaca que o feminicídio segue em alta: foram 1.492 casos em 2023, o maior número desde 2015.

Gabrilli criticou a baixa execução: “Não é falta de norma, é falta de prioridade”. A consultoria admite dificuldade em identificar todas as ações ligadas ao plano, mas aponta “baixa execução” geral.

Crise política se intensifica e ameaça pautas decisivas do governo Lula


 














A relação entre o governo federal e o comando do Congresso vive seu momento mais tenso do ano. A ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na cerimônia de sanção da isenção do Imposto de Renda, na quarta-feira (26), escancarou o distanciamento. A rusga coloca em risco temas centrais para o Planalto, como o Orçamento de 2026, a PEC da Segurança Pública e a aprovação de Jorge Messias para o STF, que podem virar derrotas expressivas para o presidente Lula (PT).

O clima azedou a ponto de a prisão de Jair Bolsonaro (PL) ter perdido espaço no radar do Congresso. A direita reagiu apenas de forma protocolar, e o debate sobre uma eventual anistia ficou restrito a conversas de bastidores. A tensão ganhou novos capítulos com a movimentação de Alcolumbre para minar a indicação de Messias ao Supremo e a aprovação, pelo Senado, do projeto que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde — proposta de forte impacto fiscal e interpretada como recado direto ao governo.

Na Câmara, Hugo Motta também se afastou do Planalto após troca de farpas públicas com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), motivada pela escolha de Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto antifação. Petistas afirmam que Motta tentou separar o desgaste pessoal da relação institucional, mas admitiram que o presidente da Casa reclama de acordos descumpridos, atrasos na liberação de emendas e falta de avanços em nomeações prometidas a aliados.

A crise ainda pode travar votações fundamentais, como o corte de R$ 20 bilhões em subsídios e a MP que estimula a instalação de data centers. A interlocução com Fernando Haddad, que já foi vista como estável, também entrou na mira de deputados. No Planalto, auxiliares de Lula reconhecem o mau humor do Congresso, mas insistem que, apesar dos atritos políticos, a relação institucional entre os Poderes não deveria ser contaminada pelo embate.

Com informações de Folha de S.Paulo

Ex-presidente critica plano dos Correios e diz que estatal caminha para “encerramento programado”


 
















O ex-presidente dos Correios, Guilherme Campos, fez duras críticas ao plano de recuperação aprovado recentemente pela atual gestão da estatal. Segundo ele, a estratégia — que prevê a contratação de até R$ 20 bilhões em empréstimos com garantia do Tesouro Nacional — representa uma espécie de “morte assistida” da empresa. Campos argumenta que o foco excessivo na redução de custos, sem medidas claras para ampliar receitas, aponta para um futuro de enfraquecimento da companhia.

Campos presidiu os Correios entre 2016 e 2018, durante o governo Michel Temer, e afirma que o que tem sido divulgado não apresenta perspectiva de crescimento. “O que vejo é apenas uma visão de corte, de quem não acredita nos Correios como empresa. Tomar empréstimos de longo prazo sem estratégia de expansão pode significar administrar o fechamento da estatal lá na frente”, disse. Ele destacou ainda que as informações divulgadas até agora são insuficientes para indicar uma virada de rumo.

Os Correios enfrentam uma das piores crises da sua história. Entre janeiro e junho deste ano, a empresa acumulou prejuízo de R$ 4,37 bilhões — três vezes maior que o déficit registrado no mesmo período do ano passado. O plano aprovado prevê um ciclo dividido em três etapas: recuperação financeira, consolidação e, por fim, crescimento. Entre as medidas anunciadas estão um Programa de Demissão Voluntária, ajustes no plano de saúde, modernização da operação e garantia de liquidez até 2026. A estatal não comentou as críticas do ex-presidente.

Guilherme Campos assumiu os Correios após dois anos consecutivos de forte prejuízo e conseguiu reverter o cenário, alcançando lucro em 2017 e 2018. Hoje, atua como secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O atual presidente da estatal, Emmanuel Rondon — servidor de carreira do Banco do Brasil — foi nomeado em setembro pelo presidente Lula, em substituição a Fabiano Silva dos Santos, que deixou o cargo após poucos meses no comando.

Com informações do Estadão

Clima tenso com o Congresso pode esvaziar ato de Lula para sancionar isenção do IR


 















O desgaste entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional ameaça comprometer a cerimônia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar, nesta quarta-feira (26), a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. Embora convidados, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não haviam confirmado presença até a véspera, refletindo o clima azedo entre as cúpulas dos Poderes.

Nos bastidores, a ausência de ambos é atribuída a rupturas recentes com articuladores do governo no Legislativo. Alcolumbre rompeu com Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, após Lula indicar Jorge Messias ao STF sem consultá-lo previamente — movimento que frustrou o grupo que apoiava o nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

Na outra ponta, Hugo Motta se afastou do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarando que só tratará de temas com o deputado de forma estritamente institucional. O atrito acabou respingando também na relação da Casa com o Planalto, ampliando a resistência de Motta a participar da agenda presidencial.

Apesar das tensões, os parlamentares responsáveis pela relatoria da proposta no Congresso confirmaram presença no ato. Rivais históricos em Alagoas, Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB) estarão no evento, reforçando o peso político da medida econômica mesmo em meio à turbulência entre Executivo e Legislativo.

Com informações do R7

Moraes comunica Câmara sobre perda do mandato de Ramagem, condenado e nos EUA


 















O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, notificou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a perda do mandato do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão ocorre após o parlamentar, condenado por participação na suposta trama golpista, ter sido visto nos Estados Unidos, para onde viajou apesar de estar proibido de deixar o país.

Mais cedo, Moraes determinou o início da execução das penas aplicadas aos condenados no caso, incluindo Ramagem, ex-diretor da Abin, sentenciado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado. Com a condenação transitada em julgado, caberá agora à Mesa Diretora da Câmara oficializar a cassação, decisão tomada ainda em setembro pela 1ª Turma do STF, mas que passa a valer com a comunicação formal.

Segundo Moraes, a Casa Legislativa deve declarar a perda do mandato conforme estabelece o artigo 55 da Constituição. Enquanto isso, Ramagem segue nos Estados Unidos, alegando estar no país “por segurança” e negando ser foragido. A viagem, no entanto, violou determinação judicial que o impedia de deixar o Brasil e exigia a entrega de todos os passaportes.

Após a descoberta de sua permanência no exterior, a Câmara informou não ter autorizado missão oficial nem sido comunicada sobre seu deslocamento. A Casa registrou ainda que Ramagem apresentou atestados médicos cobrindo períodos entre setembro e dezembro, enquanto permanecia fora do país.

Com informações do Poder 360

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Acidente entre ônibus e caminhão deixa 13 feridos no PR


 













Uma colisão envolvendo um ônibus da Secretaria de Saúde do município de Turvo e um caminhão deixou 13 pessoas feridas na manhã desta quarta-feira (26), em Gurapuava. O acidente foi registrado por volta das 07h47, no cruzamento das ruas Tiradentes e Conrado Braga.

Entre as vítimas atendidas pelas equipes de socorro estavam duas gestantes e uma idosa de 81 anos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, três mulheres — de 19, 26 e 67 anos — sofreram ferimentos moderados.

Uma força-tarefa composta pelo Corpo de Bombeiros (12º BBM), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e ambulâncias do município de Guarapuava foi mobilizada para o resgate. Os feridos foram encaminhados para diferentes unidades de saúde, incluindo o Hospital Santa Tereza e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Batel, dependendo da gravidade das lesões.

As causas do acidente ainda não foram esclarecidas e serão investigadas pelas autoridades competentes.

Senado marca sabatina de Messias para 10 de dezembro


 












O Senado já bateu o martelo: a sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula para o STF, vai acontecer no dia 10 de dezembro. Messias, atual advogado-geral da União, foi escolhido para ocupar a cadeira do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte no mês passado.

Para assumir o posto que pode garantir 30 anos de permanência no STF, Messias precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e conquistar aprovação no plenário, precisando do voto de pelo menos 41 senadores.

A leitura oficial da indicação está marcada para 3 de dezembro, quando senadores terão acesso à documentação completa, e o relator será o senador Weverton.

Messias, 45 anos, está à frente da AGU desde o início do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023. Nascido no Recife (PE), é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007, com mestrado e doutorado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Já passou pela subchefia para Assuntos Jurídicos da Presidência na era Dilma, cargo estratégico de assessoramento direto ao presidente.

Ministro da Defesa admite constrangimento das Forças Armadas com prisão de Bolsonaro


 















O ministro da Defesa, José Múcio, admitiu que parte das Forças Armadas ficou constrangida com a condenação definitiva de Jair Bolsonaro, decidida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Segundo ele, apesar da indignação de alguns, todos cumpriram “seu papel”.

Múcio destacou que nenhum militar — do Exército, Marinha ou Aeronáutica — se pronunciou durante ou após o julgamento. Para o ministro, o silêncio é positivo: “Uma nota de indignação não saiu nem das instituições, nem das pessoas. Então, eu só tenho que agradecer”.

O ministro ainda comemorou o que chamou de “fim de ciclo” e defendeu que o país precisa “virar essa página e olhar para frente”. O recado é claro: manter a neutralidade institucional, mesmo diante de decisões que chocam parte do efetivo militar.

Bolsonaro está preso desde sábado na sede da Polícia Federal, e a prisão preventiva virou definitiva nesta segunda-feira. A pena ultrapassa 27 anos, e não há mais recursos possíveis. O ex-presidente agora cumpre sua condenação sem chance de reversão, consolidando um capítulo histórico que divide o país.

Política Senado impõe derrota a Lula e aprova pauta-bomba de R$ 40 bilhões — e até o PT embarca na conta


 
















O governo Lula levou uma pancada no Senado os senadores aprovaram, por 57 votos, o projeto que muda as regras de aposentadoria dos agentes comunitários de saúde — uma pauta-bomba com impacto estimado de R$ 40 bilhões em 10 anos. Nenhum voto contrário. E o detalhe mais constrangedor: até o PT votou a favor, seguindo orientação do líder Rogério Carvalho.

A votação caiu como um recado direto para Lula. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, colocou o projeto na pauta logo depois de Lula anunciar Jorge Messias para a vaga no STF — escolha que contrariou o grupo que queria o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, no Supremo. Em Brasília, ninguém disfarça: foi retaliação pura.

Pelo texto aprovado, agentes homens poderão se aposentar aos 52 anos e mulheres, aos 50, desde que comprovem 20 anos de serviço. Também há brechas para aposentadoria com 15 anos na função e 10 em outra atividade, além de pensão por morte e regras especiais para quem teve readaptação por motivo de saúde. Tudo muito “generoso” — e caríssimo.

O próprio governo admitiu que a bomba é grande. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, chamou o projeto de “ruim do ponto de vista econômico” e “excessivamente oneroso”. A estratégia agora é tentar convencer Lula a vetar. Mas, se o Congresso derrubar o veto — o que é bem possível — o Planalto já fala em recorrer ao STF para tentar barrar o estrago.

Enquanto isso, o rombo cresce… e o governo tenta explicar como perdeu até para sua própria base.

Flávio explode contra Moraes e diz que STF monta “força-tarefa para matar Bolsonaro”

 


O senador Flávio Bolsonaro classificou como “absurda” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou que Jair Bolsonaro cumpra pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses, em regime inicialmente fechado, e está na sede da PF desde sábado (22), após tentar violar a tornozeleira eletrônica.

Flávio defendeu que o pai deveria estar em prisão domiciliar, alegando idade avançada e problemas de saúde. Ele citou risco de refluxo e broncoaspiração, afirmando que Bolsonaro recebe cuidados adequados apenas em casa, conforme informações da CNN. “É um absurdo. No mínimo, ele deveria estar em prisão domiciliar, onde teria cuidados reais. Assim a gente fica menos preocupado com a saúde dele”, disse.

O senador aumentou o tom e acusou o STF de perseguição política. “Parece uma força-tarefa para matar o presidente Bolsonaro, psicologicamente e fisicamente. É desumano. Nunca vi nem traficante ser tratado assim”. Flávio visitou o pai na PF e afirmou que o ex-presidente está “psicologicamente abalado” e “inconformado”.

A defesa do ex-presidente deve insistir na transferência para prisão domiciliar..


Lula volta ao Brasil para tentar consolidar indicação de Jorge Messias ao STF.


 















O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna a Brasília nesta terça-feira após compromissos na África do Sul e em Moçambique, trazendo como prioridade destravar no Senado a nomeação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Atual advogado-geral da União, Messias foi indicado por Lula na última quinta-feira (20), mas enfrenta resistência significativa entre parlamentares.

A principal barreira está no Senado, onde muitos defendiam a ida do ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a Corte. A disputa nos bastidores já havia adiado o anúncio da indicação, que inicialmente seria feito ainda em outubro. A pressão pela escolha de Pacheco, articulada por Davi Alcolumbre (União-AP), levou Lula a segurar o gesto até depois da COP30.

O clima se tornou público na segunda-feira (24), quando a equipe de Messias e Alcolumbre divulgaram notas oficiais trocando recados. Embora em tom institucional, ficou claro que Alcolumbre — responsável por pautar a sabatina na CCJ — tem poder para acelerar ou retardar o processo. O senador afirmou apenas que a análise será feita “no momento oportuno”, preservando ritos e permitindo que cada parlamentar vote livremente.

A articulação política também envolve as eleições de 2026. Lula deseja que Pacheco concorra ao governo de Minas Gerais e avalia que o atual AGU, por ser evangélico, pode ajudar na aproximação com um segmento tradicionalmente distante do PT. Hoje, o STF conta apenas com um ministro evangélico, André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro. Messias, que é frequentador da Igreja Batista, também carrega a memória de ter atuado no governo Dilma Rousseff, fator que pesa no ambiente já sensível do Senado.

Com informações do R7

Bolsonaro pode ficar mais de seis anos em regime fechado antes de avançar para o semiaberto


 
















Após o Supremo Tribunal Federal confirmar o trânsito em julgado da ação que trata da trama golpista, o ex-presidente Jair Bolsonaro está apto a iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Apesar do total elevado, a legislação brasileira determina que apenas uma fração desse período seja, de fato, cumprida no regime fechado. Pelas regras atuais, a estimativa é que Bolsonaro permaneça ao menos seis anos e dez meses nessa etapa, antes de qualquer possibilidade de progressão — decisão que caberá à Justiça.

O STF também certificou o trânsito em julgado para Alexandre Ramagem e Anderson Torres, impedindo que os três apresentem novos recursos. O próximo passo depende de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que deve autorizar o início da execução penal. O caso de Bolsonaro inclui um agravante: os crimes pelos quais foi condenado têm como elemento a violência ou grave ameaça, o que eleva o tempo mínimo de encarceramento antes da mudança de regime.

Especialistas apontam que, mesmo nesse contexto, o ex-presidente terá direito às mesmas prerrogativas de qualquer detento, como progressão, trabalho, estudo e leitura para redução de pena. Segundo o professor Conrado Gontijo, da PUC-SP, a análise da progressão será feita individualmente para cada crime. Além do tempo mínimo exigido por lei, o comportamento de Bolsonaro na prisão e outros elementos subjetivos pesarão na decisão.

Condenado por cinco crimes — incluindo tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático e organização criminosa — Bolsonaro poderá solicitar, via defesa, alternativas ao regime fechado. Seus advogados já defendem a prisão domiciliar, justificando problemas de saúde que vêm sendo alegados desde seu mandato e que permitiram, inclusive, que ele cumprisse outra ordem de prisão em casa desde agosto.

Com informações do O Globo

Política Hugo Motta rompe articulação institucional com líder do PT e amplia tensão na Câmara.















O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou o rompimento da relação institucional com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ). A crise, antecipada pela imprensa, reflete uma série de atritos recentes envolvendo a condução de projetos e a articulação política no Congresso.

Entre os episódios que aumentaram a tensão está a decisão de Hugo Motta de colocar o deputado Guilherme Derrite à frente das negociações do PL Antifacções — proposta enviada originalmente pelo governo Lula. Aliados do presidente da Câmara afirmam também que ele se irritou com uma campanha contra sua atuação, que teria sido promovida por influenciadores ligados ao PT. Motta atribui a articulação ao próprio Lindbergh, que negou as acusações nas redes sociais e disse que Hugo deve assumir as consequências de suas escolhas.

O afastamento preocupa lideranças da Câmara, que veem risco direto para pautas de interesse do governo, já que o Planalto não dispõe de votos suficientes para aprovar projetos mais sensíveis sem apoio articulado. Uma das questões que pode ser impactada é o debate sobre a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, tema que voltou ao radar após a prisão preventiva de Jair Bolsonaro.

A crise interna na Câmara ocorre paralelamente ao desgaste entre o governo e o Senado. Para lidar com a resistência de Davi Alcolumbre à indicação de Jorge Messias ao STF — e com o enfraquecimento da alternativa de Rodrigo Pacheco — aliados do Planalto já cogitam mudanças na liderança governista, incluindo a possível substituição do senador Jaques Wagner (PT).

Com informações da CNN

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

PR: Homem deixa mulher 5 anos em cárcere e sai da cadeia após 1 dia

 



O homem condenado por manter a esposa em cárcere privado por cinco anos em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba (PR) foi solto um dia após a sentença. Jean Machado Ribas, de 23 anos, deixou a prisão na quinta-feira (20), depois que a Justiça revogou a preventiva e fixou o regime inicial semiaberto para o cumprimento da pena. Ele havia sido julgado e condenado a seis anos de reclusão.

Jean estava preso desde abril, mas, como o regime estabelecido não é o fechado, a Justiça determinou a soltura imediata. Segundo a decisão, o período já cumprido em prisão cautelar e a definição pelo semiaberto tornaram desnecessária a continuidade da detenção. A defesa dele ainda não foi localizada.

O caso veio à tona em 14 de março, quando a mulher foi resgatada junto com o filho de 4 anos após enviar um e-mail pedindo socorro para a Casa da Mulher Brasileira. Quinze dias antes, ela havia tentado pedir ajuda entregando um bilhete em um posto de combustíveis, mas o casal não foi encontrado.

Homem mata amigo envenenado depois enterra corpo no quintal de casa

 



Um homem foi preso em flagrante após confessar o assassinato de Edivon Rufino da Silva, 45 anos, em Caiapônia, Goiás. O suspeito admitiu ter envenenado a vítima e enterrado o corpo em uma cova rasa no quintal de sua própria residência.

A prisão ocorreu após familiares de Edivon registrarem seu desaparecimento no 190. Testemunhas informaram à polícia que a vítima havia sido vista pela última vez na companhia do suspeito. A Polícia Militar da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) localizou o homem em sua casa, onde ele não apenas confessou o crime como também levou os policiais ao local onde havia enterrado o corpo.

O suspeito, que possui extenso histórico criminal incluindo passagens por estupro, foi encaminhado à delegacia. O caso agora segue para as investigações complementares e procedimentos legais cabíveis.

Arrecadação bate recorde histórico para outubro e supera R$ 2,3 trilhões no ano


 











A arrecadação total das Receitas Federais somou 261,9 bilhões de reais em outubro, alta real de 0,92% na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 24, pela Receita Federal. O desempenho é o melhor para um mês de outubro desde o ano 2000, início da série.

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, a arrecadação chegou a 2,367 trilhão de reais, avanço real de 3,20% pelo IPCA, também o melhor resultado para o período em 25 anos.

As Receitas Administradas pela Receita Federal totalizaram 246,95 bilhões de reais em outubro, crescimento real de 4,74%. No acumulado do ano, somaram 2,263 trilhão de reais, aumento real de 4,17%. No entanto, a Receita destacou que a comparação anual está influenciada por fatores não recorrentes e mudanças legislativas ocorridas em 2024 que não se repetiram em 2025, o que afeta a base de comparação.

Veja

Indústria trava e aponta pior novembro desde 2016 — e setor já culpa economia fraca do governo Lula

 


A demanda por produtos industriais despencou e registrou o pior novembro desde 2016, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria). O índice caiu de 52,5 para 51,3 pontos, mostrando que os empresários não enxergam ânimo no consumo de fim de ano. Mesmo com Natal e Ano Novo chegando, o setor prevê um movimento bem mais fraco do que o normal — reflexo direto do ambiente econômico inseguro do país sob o governo Lula.

A compra de insumos e matérias-primas também perdeu força, recuando para 50 pontos, o que sinaliza estagnação. Pior: os indicadores de emprego e exportação caíram para 49,1 e 48 pontos, apontando expectativa de demissões e queda nas vendas externas, segundo informações do Poder360. Tudo isso num momento em que o RN, sob a gestão Fátima Bezerra, já sofre com falta de competitividade e fuga de empresas.

Por outro lado, a intenção de investimento subiu para 55,2 pontos, mas segue abaixo do nível de 2024 — ou seja, há vontade de investir, mas falta confiança no cenário nacional. A produção industrial até avançou em outubro (51,5 pontos), e a capacidade instalada ficou em 71%, o mesmo nível do ano passado e ainda distante dos 74% de 2024.

A pesquisa ouviu 1.446 empresas de pequeno, médio e grande porte entre 3 e 12 de novembro. O estoque das indústrias ficou praticamente estável, bem perto da linha dos 50 pontos, que indica equilíbrio. O retrato geral, porém, é claro: a indústria segue andando de lado enquanto o governo federal insiste em políticas que não estimulam produção, emprego e consumo — e quem paga a conta é o trabalhador brasileiro.


Voos internacionais são cancelados na Venezuela após alerta sobre ‘aumento da atividade militar’

 


Pelo menos seis companhias aéreas internacionais anunciaram a suspensão de voos de e para a Venezuela, após a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) alertar sobre os riscos de sobrevoar o espaço aéreo do país sul-americano.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a companhia aérea colombiana Avianca, a brasileira Gol e a portuguesa TAP Air Portugal cancelaram suas operações a partir de Caracas, capital venezuelana.

A companhia aérea espanhola Iberia também anunciou no sábado a decisão de suspender os voos de e para a Venezuela pelas mesmas razões, segundo informou a emissora pública RTVE.

A Iberia opera regularmente cinco voos semanais, de segunda à sexta, com partida de Maiquetía. O primeiro voo afetado estava agendado para esta segunda-feira (24/11).

A Ibéria disse que seguirá avaliando a situação para definir a retomada das operações.

Por sua vez, a chilena Latam Airlines cancelou os seus voos previstos para os dias 23/11 e 24/11 na rota Bogotá-Caracas-Bogotá. No sábado (22/11), a companhia divulgou um documento com as alternativas para passageiros afetados pela suspensão preventiva dos voos.

‘Agravamento da situação de segurança’

O cancelamento das operações por parte das companhias aéreas é uma resposta a um alerta emitido na sexta-feira (21/11) pela FAA, indicando que havia uma “situação potencialmente perigosa” no espaço aéreo controlado pelo Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende Caracas.

As autoridades dos EUA recomendaram que as companhias aéreas tenham cautela ao operar no espaço aéreo devido ao “agravamento da situação de segurança e ao aumento da atividade militar ao redor da Venezuela”.

“As ameaças podem representar um risco potencial para as aeronaves a todas as altitudes, incluindo durante os sobrevoos, as fases de chegada e partidas de voos, e/ou para aeroportos e aeronaves em terra”, disseram em comunicado.

O alerta da FAA surge após vários meses de reforço militar dos EUA em águas do Caribe, e nas proximidades da Venezuela.

Correio Braziliense


Governo ameaça ir ao STF se avançar aposentadoria especial para agentes de saúde


 













O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo Lula pode recorrer ao STF caso avance no Congresso o projeto de lei complementar 185/2024, que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. A proposta, pautada por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve ser votada no Senado nesta terça-feira (25).

Durigan disse que a aprovação do texto obrigaria o governo a vetá-lo — e, caso o veto fosse derrubado, não restaria alternativa senão judicializar o tema. Segundo ele, a proposta não apresenta fonte de compensação para o aumento de despesas, requisito previsto na legislação.

Dados do Ministério da Previdência aos quais o Poder360 teve acesso estimam impacto de R$ 24,72 bilhões em dez anos, afetando tanto o RGPS, administrado pelo INSS, quanto o RPPS, destinado a servidores públicos concursados. O ministro interino evitou confirmar números, afirmando ter solicitado detalhamento à pasta.

Durigan fez um apelo público para que os parlamentares não aprovem o projeto. “Esse texto tem um impacto muito grande para os cofres públicos. É muito ruim do ponto de vista fiscal e não deveria avançar”, declarou. Ele lembrou que o governo já acionou o STF em outras ocasiões em que o Congresso aprovou medidas sem indicar fonte de receita.

Apesar das críticas, o ministro também buscou amenizar o tom e elogiou o papel do Legislativo na agenda econômica. “Todo resultado positivo da economia deve ser compartilhado com o Congresso, que ajudou muito no avanço das pautas”, afirmou.

Com informações do Poder 360