
O prefeito de Ibema, no oeste do Paraná, Antonio Borges Rabel (DEM), foi preso em casa pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta segunda-feira (13). O chefe do Executivo local é suspeito de participar de um esquema de fraude na compra de medicamentos. Ele foi levado para a delegacia do Gaeco em Cascavel, onde deve prestar depoimento, e depois será transferido para a 15ª SDP.
As investigações apontam que o prefeito recebia ao menos R$ 5 mil por mês de propina.
Ainda segundo o que já foi apurado, documentos da prefeitura encontrados no lixo pelos agentes no fim de junho foram descartados por ordem de Rabel. De acordo com o Gaeco, a ordem foi dada após as investigações que levaram à prisão do secretário municipal de Administração, Valdir Roberto Scheifer, da secretária municipal de Saúde, Eunice Vieira de Lara, de uma assessora dela e de três proprietários de distribuidoras de medicamentos em Cascavel no dia 19 de junho.
Entre os documentos que estavam no lixo, foram encontradas notas fiscais e recibos de pagamentos das empresas que são suspeitas de participar do esquema de desvio de dinheiro na Secretaria de Saúde de Ibema. O Gaeco aponta que o material descartado indica a participação do prefeito nas fraudes.
“Nós acabamos encontrando toda essa documentação destruída junto à residência de um primo do prefeito, que é o responsável pela coleta de lixo na cidade. Esse lixo estava sendo destinado ao aterro no intuito de destruir essas provas”, afirmou na ocasião o delegado Thiago Nóbrega ao informar que os agentes chegaram até os papéis após uma denúncia anônima.
Rabel deve responder pelos crimes de corrupção passiva, fraude em licitações, organização criminosa e supressão de documentos públicos.
O delegado afirmou nesta segunda, que no total 20 municípios estão sendo investigados por ligações com as empresas envolvidas nas fraudes em Ibema.