segunda-feira, 12 de outubro de 2026

RESISTÊNCIA ÀS URNAS: 78% dos eleitores que se abstiveram não pretendem votar no 2º turno, aponta pesquisa


 













A conquista dos eleitores que faltaram às urnas no primeiro turno aparece como um dos principais gargalos estratégicos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto.

O obstáculo, no entanto, vai muito além do simples convencimento à participação. Segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 8 de outubro, 40% dos entrevistados que se abstiveram na primeira etapa garantem que certamente não comparecerão no próximo dia 25 de outubro.

A rejeição ao pleito ganha contornos ainda mais desafiadores quando somados os 38% que afirmam que provavelmente também não votarão. Apenas 22% dos faltosos admitem algum grau de abertura para ir às urnas no segundo turno, considerando aqueles que disseram que talvez, provavelmente ou certamente participarão da votação.

O levantamento ouviu 1.600 pessoas entre os dias 6 e 7 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados expõem a enorme complexidade para reverter o desinteresse popular em um cenário de disputa acirrada: no primeiro turno, Flávio encerrou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Estados com maiores taxas de abstenção no 1º turno:

Mato Grosso do Sul: 23,87%

Rio de Janeiro: 23,32%

Minas Gerais: 22,81%

São Paulo: 22,54%

Mato Grosso: 22,20%

Goiás: 21,83%

Rondônia: 21,71%

Espírito Santo: 21,37%

Rio Grande do Sul: 21,35%

Para entender melhor as análises das pesquisas de intenção de voto e o equilíbrio entre os candidatos, você pode assistir à discussão sobre os dados de intenção de voto em Flávio Bolsonaro 46% vs. 45% for Lula in potential runoff. Esse vídeo contextualiza o cenário eleitoral do segundo turno e o impacto dos índices trazidos pela Real Time Big Data.

Com informações do Metrópoles

Justiça italiana marca novo julgamento sobre extradição de ex-deputada Carla Zambelli

 


A Justiça italiana marcou para 29 de outubro uma nova audiência para analisar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). O Brasil solicita que ela seja enviada ao país para cumprir a pena de cinco anos e três meses de prisão pela perseguição armada a um homem nas ruas de São Paulo, em 2022.

Zambelli está em liberdade na Itália desde que a Corte Suprema de Cassação anulou uma decisão anterior sobre sua extradição e determinou a reavaliação do caso. As autoridades brasileiras já forneceram informações adicionais sobre as condições de saúde e o atendimento que ela receberia no sistema prisional, conforme solicitado pela Justiça italiana.

O processo é distinto do pedido relacionado à condenação de dez anos de prisão por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A análise marcada para outubro se limita aos requisitos legais para a extradição referente à perseguição armada.


Campanha de Lula acusa dona do Instagram e Facebook de interferir em favor de Flávio Bolsonaro


 











A campanha de reeleição do presidente Lula (PT) acusou a Meta, empresa de tecnologia americana dona do Facebook e do Instagram, de interferir na disputa eleitoral em favor do adversário do petista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O grupo de Lula afirma ter decidido acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados).

Os lulistas dizem ter sido prejudicados pela empresa em diversos momentos desde o final do ano passado. Também afirmam que, ao pedir explicações da big tech, a resposta se repete, com a declaração de que houve problemas técnicos. A reportagem tenta contato com a Meta para ouvir a versão da empresa.

“Isso causa um desequilíbrio em uma eleição tão apertada”, disse o senador e ex-ministro Camilo Santana, um dos coordenadores da campanha petista. “É uma intervenção que nós queremos denunciar”, declarou.

Ele afirmou haver uma tentativa de impedir que o eleitorado brasileiro receba informações sobre Flávio Bolsonaro -a campanha petista tem tentado desconstruir a imagem do adversário, incluindo em ambientes digitais.

Nota

A campanha de Lula divulgou uma nota listando ocasiões em que teria sido prejudicada pela Meta. A mais recente, de acordo com o texto, foi entre sexta-feira (9) e este sábado (10).

“Desde o começo do dia de ontem, 9 de outubro, até a manhã de hoje, o perfil do presidente Lula foi impedido pela Meta de impulsionar conteúdos do feed no Instagram. Isso significa que, durante todo esse período, a campanha não pôde usar essa modalidade de impulsionamento, que faz parte da estratégia digital de qualquer campanha política”, afirma a nota da campanha de Lula.

Os petistas também afirmam, por exemplo, que na campanha de primeiro turno a conta de anúncio de Lula teria sido retirada do ar. Além disso, declaram que o algoritmo -o sistema que distribui conteúdos nas redes sociais- privilegia a candidatura de Flávio.

Em outra ocasião, “uma das publicações da conta oficial do presidente Lula teve interrupção no número registrado de visualizações, com impacto em seu alcance”, de acordo com o texto.

A biblioteca de anúncios da Meta, acessada pela Folha no fim da manhã deste sábado, aponta 11 anúncios impulsionados ativos nos perfis de Lula no Instagram e no Facebook.

“A sucessão de problemas técnicos não explicados pela empresa levanta forte suspeita de que a ação da Meta se configure como uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro, em benefício à candidatura de Flávio Bolsonaro”, afirma a nota da campanha de Lula.

Camilo Santana declarou que as medidas na Justiça Eleitoral e na ANPD estão sendo tomadas porque a empresa não explica os episódios apontados. “Reconhece o erro, mas não justifica, e continua cometendo novos erros enquanto estamos a 15 dias das eleições”, declarou o petista.

Em busca da virada

A campanha de Lula passou por uma reformulação após o presidente terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro -foram 45% dos votos para o petista e 47% para o adversário.

Agora, o esforço de reeleição de Lula tem mais presença nas redes sociais, ambiente em que o bolsonarismo tradicionalmente leva vantagem. O grupo petista tem tentado levar às redes argumentos para o eleitorado temer a perda de programas sociais caso Flávio seja eleito.

“Ele não quer que o povo brasileiro saiba que ele é a favor da manutenção da escala 6×1 e nós somos contra”, disse Camilo Santana, listando também outros pontos usados pela campanha de Lula para tentar desgastar a imagem do adversário.

Ao longo dos últimos meses, aliados de Lula e integrantes do governo relataram o receio de uma interferência americana nas eleições brasileiras em favor de Flávio. O motivo seria a preferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por políticos de direita. Uma das hipóteses levantadas por eles era que uma eventual interferência fosse executada por meio de empresas de tecnologia.

PESQUISA DATATRENDS: Flávio lidera com 53,1% contra 46,9% de Lula


 



















Flávio Bolsonaro aparece com vantagem de 6,2 pontos percentuais sobre Lula nas intenções de voto no segundo turno de acordo com a pesquisa do Instituto Datatrends divulgada.

O levantamento mostra Flávio com 53,1% dos votos válidos, enquanto o Lula surge com 46,1%. A distância entre os dois candidatos supera a margem de erro do levantamento.

A pesquisa foi realizada entre 7 e 9 de outubro, com 2.000 eleitores, margem de erro de 2,19 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registro TSE: BR-03576/2026.

STF vê mais chances de manter Lei da Dosimetria do que revisar condenação de Bolsonaro para reduzir pena


 












Parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem deixar para depois das eleições o julgamento das ações que questionam a Lei da Dosimetria, que prevê a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ministros ouvidos pela TV Globo veem a manutenção da lei como alternativa aos pedidos de revisão criminal apresentados pela defesa de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão. Pelos cálculos dos advogados, a aplicação das novas regras poderia reduzir a pena do ex-presidente em até três anos.

A avaliação destes ministros é que há maioria no STF para manter a norma, possivelmente com ajustes, enquanto uma revisão da condenação enfrentaria maior resistência.

A Lei da Dosimetria foi vetada totalmente pelo presidente Lula, mas o Congresso derrubou parte do veto e promulgou o texto.

Em maio, o relator, Alexandre de Moraes, suspendeu sua aplicação até o julgamento das ações no plenário. Em junho, a Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a suspensão.

O julgamento agora depende da liberação do caso por Moraes e da definição de uma data pelo presidente do STF, Edson Fachin.

domingo, 11 de outubro de 2026

Carreta carregada com algodão tomba e complica o trânsito na Serra do Cadeado

 


O tombamento de uma carreta carregada com algodão complicou o trânsito na BR-376, na região da Serra do Cadeado, na manhã deste domingo (11). O acidente aconteceu no quilômetro 301 da rodovia, no sentido sul, trecho que liga os municípios paranaenses de Mauá da Serra e Ortigueira. Até a publicação desta reportagem, não havia informações confirmadas sobre possíveis feridos.

O veículo envolvido no acidente é uma Scania R560 azul, com placas da cidade de Aurora, em Santa Catarina. Por razões ainda desconhecidas, a carreta tombou e sofreu danos materiais, espalhando parte da carga de algodão pela pista. A situação exigiu atenção redobrada dos motoristas e causou dificuldades para a circulação de veículos na região.

Para organizar o tráfego e garantir a segurança dos usuários da rodovia, o atendimento à ocorrência foi realizado de forma conjunta por equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da concessionária Motiva Paraná. 

Os agentes atuaram na sinalização do local e nos procedimentos de praxe para a posterior liberação da pista, enquanto as causas exatas do tombamento deverão ser apuradas pelas autoridades de trânsito.

Paraná entra em alerta para tempestades a partir deste domingo (11)

 


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas amarelos e laranjas de tempestade para praticamente todo o Paraná durante o feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida. A previsão aponta chuvas volumosas, ventos intensos e possibilidade de queda de granizo em diversas regiões do Estado a partir deste domingo (11), com instabilidades que devem se prolongar até a próxima quarta-feira (14). Quem pretende pegar a estrada nos próximos dias precisa dobrar a atenção às condições do tempo.

Para o domingo e para a segunda-feira (12), dia do feriado, o alerta laranja de perigo abrange áreas do Centro-Ocidental, Noroeste, Sudoeste, Oeste, Norte Central, Sudeste, Centro-Sul e Centro-Oriental. Nessas localidades, há risco de chuva forte com volume de até 100 milímetros por dia, acompanhada por rajadas de vento variando entre 60 km/h e 100 km/h, além de granizo pontual. Paralelamente, o alerta amarelo de perigo potencial vigora na Região Metropolitana de Curitiba e no Norte Pioneiro, com previsão de chuvas de até 50 milímetros diários e ventos de até 60 km/h.

O cenário de instabilidade atmosférica permanecerá ativo ao longo do início da semana. Na terça-feira (13), os avisos meteorológicos amarelo e laranja continuam em vigor em grande parte do território paranaense, cobrindo desde a Capital e o Litoral até as regiões Norte, Noroeste, Oeste e Sul.

A partir de quarta-feira (14), o nível de severidade deve diminuir gradativamente, permanecendo ativo apenas o alerta amarelo para a Região Metropolitana de Curitiba, Norte Pioneiro, Centro-Oriental, Noroeste, Norte Central, Oeste, Centro-Sul e Sudeste. O Inmet orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores durante as rajadas de vento e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda.

Casal é preso com veículo lotado de maconha em rodovia de Ponta Grossa

 


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu quase 210 quilos de maconha neste sábado (10), durante uma fiscalização no quilômetro 465 da rodovia BR-376, em Ponta Grossa, no Paraná.

A operação resultou na prisão em flagrante de um homem e uma mulher, ambos de 38 anos, pelo crime de tráfico de drogas.

A apreensão ocorreu após os agentes rodoviários darem ordem de parada ao veículo conduzido pelo suspeito. Durante a vistoria minuciosa no automóvel, os policiais constataram que a carga ilícita, pesando exatamente 209,8 quilos, ocupava grande parte do espaço interno do carro. 

Os tabletes de maconha estavam distribuídos pelo porta-malas, no banco traseiro e espalhados pelo assoalho, chegando a ficar sob os pés do motorista e da passageira.

Diante do flagrante e da quantidade expressiva de entorpecentes, o casal recebeu voz de prisão imediata no local da abordagem. Os dois detidos, juntamente com o veículo e toda a droga apreendida, foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil de Ponta Grossa, responsável por dar prosseguimento ao inquérito e aos trâmites legais do caso.

Davi Alcolumbre desafia avanço da direita e mantém PEC 6×1 na pauta do Senado

 


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve o início das discussões da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6×1. A abertura do debate ocorre em meio a uma forte articulação da base governista para blindar a medida contra os reflexos políticos do primeiro turno das eleições.

A redução da jornada é tratada pelo Palácio do Planalto como uma bandeira crucial para impulsionar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), faltando três semanas para a decisão eleitoral. Contudo, o cenário no Congresso mudou drasticamente. As sessões começam sob a pressão da vantagem de 2,3 milhões de votos conquistada por Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, somada ao desempenho expressivo do PL, que elegeu 19 senadores e formará a maior bancada da Casa em 2027, com 28 parlamentares.

Negociações e estratégia de votação

Alcolumbre agendou inicialmente três sessões plenárias de discussão para esta semana, período que servirá como termômetro para medir forças entre o governo e a oposição. Para ser aprovada no plenário, a PEC precisa do voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos.

O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, declarou nesta segunda-feira (5) que o governo mantém o plano de votar e aprovar a proposta ainda esta semana. Segundo ele, o clima político “não mudou nada” e a eleição permanece em aberto. Guimarães deve se reunir com líderes partidários para tentar um acordo de abreviação dos prazos regimentais. Sem consenso, a proposta precisará cumprir o rito padrão de cinco sessões de debate antes da primeira votação.

Resistência empresarial e cálculo político

Do lado oposto, entidades empresariais dos setores de comércio, serviços e indústria iniciaram uma ofensiva junto aos parlamentares para esvaziar o quórum mínimo necessário. Para o empresariado, o bônus político de Lula com a aprovação da PEC perdeu força diante do resultado apertado nas urnas.

A conjuntura também altera o comportamento dos senadores. Com a maioria já reeleita, derrotada ou focada em eventuais segundos turnos para governos estaduais, a vulnerabilidade à pressão pública diminuiu. Na avaliação do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o governo está fragilizado e terá dificuldades para mobilizar quórum.

O fator Alcolumbre e a sucessão na Casa

A disputa em torno da jornada 6×1 também esbarra nos planos de sobrevivência política de Davi Alcolumbre, que busca a reeleição para a presidência do Senado em fevereiro. A nova mesa diretora será instalada já sob a correlação de forças de 2027, com um PL fortalecido cuja preferência para o comando da Casa é o senador Rogério Marinho (RN). Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, é um crítico declarado da PEC e defende um modelo de jornada flexível por acordo individual. Além disso, Alcolumbre sofreu um revés local ao não conseguir reeleger o governador do Amapá, Clécio Luiz, de seu grupo político.

Com informações da Folha de São Paulo