quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Perfis de Carla Zambelli são removidos das redes sociais


 











A deputada federal reeleita Carla Zambelli (PL-SP) teve suas contas no Youtube, Facebook, Instagram, Twitter, Telegram, Tiktok e LinkedIn removidas nesta terça-feira (1º). Ainda não há esclarecimento sobre os motivos de os perfis da parlamentar terem sido apagados.

Por meio de nota, a assessoria da deputada afirmou que trata-se de uma “decisão surpresa, sem qualquer direito de defesa”. O comunicado diz ainda que “o Parlamento está sendo violado, censurado e calado”.

No último dia 29, véspera do segundo turno das eleições, a parlamentar se envolveu em uma confusão em São Paulo e chegou a perseguir um homem com um revólver em mãos.

O pastor André Valadão, que, assim como Zambelli, é um apoiador declarado de Jair Bolsonaro (PL), também teve seus perfis nas redes removidos. Também não há informação sobre o motivo da remoção.

Bolsonaro deu aval para transição, relatou Ciro a Gleisi














 A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse nesta 3ª feira (1º.nov.2022) ter sido informada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, de que o presidente Jair Bolsonaro (PL) autorizou integrantes de seu governo a iniciar o processo de transição com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Derrotado nas eleições presidenciais de domingo (30.out.2022), Bolsonaro ainda não reconheceu publicamente o resultado eleitoral.

Gleisi conversou com Ciro nesta 2ª feira. O ministro se colocou à disposição para ajudar no processo de transição e ofereceu à dirigente o espaço do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília, para abrigar a equipe de Lula. Gleisi e Ciro coordenaram as campanhas de Lula e Bolsonaro, respectivamente.

A petista fará nova ligação para Ciro nesta 3ª feira para informá-lo que o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), coordenará a transição. Ela também quer marcar uma reunião presencial com integrantes do governo Bolsonaro para discutir os próximos passos.

Pela manhã, Gleisi se reuniu com Lula, Alckmin e o ex-ministro Gilberto Carvalho, responsável pela agenda do presidente eleito.

Poder 360

MST diz que enviará milhares de militantes para desbloquear estradas














 O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) vai enviar milhares de militantes às estradas bloqueadas por bolsonaristas para retirar as barricadas que impedem a passagem dos carros.

O movimento, que tem entre seus coordenadores o deputado federal eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP), diz que decidiu tomar uma atitude depois de ver que os bloqueios estão acontecendo “com a complacência” da Polícia Rodoviária Federal, sob o comando do governo de Jair Bolsonaro.

“Esperamos ser tão bem recebidos pelas forças de segurança quanto os bolsonaristas estão sendo”, diz o MTST. A coluna apurou que os militantes estão sendo orientados a não entrar em confrontos com bolsonaristas, mas sim retirar os materiais que eles colocaram nas vias para impedir o trânsito de veículos.

Em nota aprovada nesta terça (1), o movimento afirma que “desde domingo, observamos no país travamentos que contestam o resultado eleitoral e pedem intervenção militar. Tais protestos acontecem com a complacência de forças de segurança, como a PRF”.

E segue: “Diante desse fato, a coordenação nacional do MTST orienta sua militância nos estados a organizar manifestações para desbloquear as principais vias de acesso, exigindo o respeito ao resultado eleitoral. Esperamos ser tão bem recebidos pelas forças de segurança quanto os bolsonaristas estão sendo.

Os bolsonaristas bloquearam mais de 200 pontos em estradas e impediram inclusive o acesso ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, o maior do país. Voos já foram cancelados. O Supremo Tribunal Federal (STF) já deu ordem para que a PRF desbloqueie as estradas, e o ministro Alexandre de Moraes já autorizou inclusive a PM a atuar.

Magistrados do STF responsabilizam Bolsonaro pelas arruaças. Em silêncio desde que foi derrotado por Lula na campanha presidencial, o presidente estaria, com sua atitude, estimulando a confusão.

Folha de S. Paulo

Elon Musk anuncia que agora é o único diretor do Twitter

 


Em documentos enviados à comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, Elon Musk anunciou que agora é o único diretor do Twitter como resultado do acordo de compra. Ele demitiu na semana passada vários chefes do alto escalão, mas disse que a dissolução do quadro diretório da empresa é temporária, sem dar detalhes.

Os funcionários do Twitter andam preocupados diante de rumores de que Musk pode anunciar suspensões temporárias de contrato — os chamados layoffs — a qualquer momento. Musk e seus assessores também já criaram uma equipe para revisar o sistema de verificações de usuários do Twitter.

A empresa pode começar a cobrar pelo menos US$ 20 por mês para que os usuários verificados mantenham esse status, que garante a autenticidade do usuário.  Musk afirma que essa cobrança é uma maneira de restringir a ação de robôs na rede, além de reconhecer que a empresa não consegue pagar as contas apenas com receita de publicidade.

Elon Musk chegou com um discurso de defender a liberdade de expressão na plataforma. Então, muita coisa ainda pode mudar na gestão do Twitter.

G1 


terça-feira, 1 de novembro de 2022

Bolsonaro mantém silêncio sob pressão de aliados para reconhecer derrota para Lula


 















O presidente Jair Bolsonaro (PL) manteve silêncio nesta segunda-feira (31) sobre o resultado das eleições, enquanto aliados redigiram um discurso para que o mandatário reconheça a derrota para o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) declarou Lula eleito, com 50,9% de votos, contra 49,1% de Bolsonaro. Ele é o primeiro presidente a não conquistar a reeleição.

Interlocutores do chefe do Executivo sugeriram um texto ao mandatário para o reconhecimento da vitória do adversário. Segundo relatos, o documento não deve trazer contestação ao resultado, mas deve citar "injustiças" que o mandatário alega ter sofrido em seu governo e na campanha.

A expectativa inicial do entorno de Bolsonaro era a de que ele falasse ainda na segunda (31). Ao final do dia, a possibilidade foi descartada e aliados afirmam que o discurso deve ocorrer nesta terça (1º).

Para auxiliares, quanto mais tempo o reconhecimento da derrota demorar, mais negativo será para Bolsonaro.

O chefe do Executivo despachou do Palácio do Planalto pela manhã de segunda, mas partiu para o Palácio da Alvorada pouco antes das 16h justamente para preparar sua declaração.

O documento sugerido ao presidente tem o objetivo de manifestar respeito ao regime democrático, mas foi elaborado com cuidado para não deixar os militantes bolsonaristas órfãos. Há o receio de que uma postura totalmente legalista resulte em perda dos apoiadores mais radicais, que estiveram ao lado do presidente e ajudaram a propagar os questionamentos contra o sistema eleitoral.

Aliados lembram que, apesar de derrotado, Bolsonaro teve 58 milhões de votos e elegeu diversos aliados, inclusive o governador de São Paulo, maior estado do país. A ideia é que o chefe do Executivo mantenha acesa essa militância.

A avaliação de correligionários do presidente é que não há espaço para contestação do resultado eleitoral e que uma eventual aventura golpista não terá adesão de grande parte de sua base, principalmente no Congresso.

O próprio presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que fez campanha para o chefe do Executivo e foi crucial em diversas pautas de Bolsonaro no ano da eleição, foi um dos primeiros a reconhecer a vitória de Lula.

Além disso, o reconhecimento da eleição do petista por parte dos principais líderes mundiais reforçou o isolamento de Bolsonaro.

Diante desse cenário, Bolsonaro não tem cogitado em conversas com pessoas próximas a possibilidade de não admitir que perdeu o pleito. Apesar disso, ele não deve dar parabéns ao seu sucessor.

A primeira pessoa do clã Bolsonaro a se manifestar foi a primeira-dama, Michelle, que compartilhou uma mensagem bíblica nas redes sociais.

"Salmos 117: Louvai ao senhor todas as nações, louvai-o todos os povos. Porque a sua benignidade é grande para conosco, e a verdade do Senhor dura para sempre. Louvai ao Senhor", escreveu ela no Instagram.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do presidente e seu coordenador de campanha, publicou nas redes sociais uma mensagem agradecendo os eleitores do pai.

"Obrigado a cada um que nos ajudou a resgatar o patriotismo, que orou, rezou, foi para as ruas, deu seu suor pelo país que está dando certo e deu a Bolsonaro a maior votação de sua vida! Vamos erguer a cabeça e não vamos desistir do nosso Brasil! Deus no comando!", afirmou, sem citar Lula.

Cerca de uma hora depois, publicou uma mensagem mais enigmática. "Pai, estou contigo pro que der e vier!"

O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), eleito senador pelo Rio Grande do Sul, se descolou do comportamento de Bolsonaro e mandou mensagem parabenizando o vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB).

O ex-governador ligou para Mourão e a conversa entre os dois foi cordial, segundo interlocutores.

No fim da tarde de segunda, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), telefonou para o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP).

Na conversa, descrita como respeitosa, ele se colocou à disposição para ajudar na transição e afirmou estar esperando orientação de Bolsonaro para indicar a equipe. Cabe ao presidente eleito indicar o coordenador, para que a Casa Civil o nomeie.

Se nas horas seguintes à derrota Bolsonaro optou pelo isolamento, evitando até ligações e visitas de ministros, na segunda-feira ele recebeu aliados que foram prestar solidariedade.

Bolsonaro esteve com integrantes da campanha, como Valdemar Costa Neto, presidente do PL; ministros, como Anderson Torres (Justiça), Ciro Nogueira, e Célio Faria (Secretaria de Governo); e o presidente da Câmara, com quem esteve por cerca de meia hora.

O silêncio do chefe do Executivo tem como consequência o de seus ministros do governo, entre eles Paulo Guedes (Economia)

Sem agenda pública, Guedes chegou ao Ministério da Economia pouco antes das 16h. O ministro Adolfo Sachsida (Minas e Energia) também desembarcou na sede da pasta na sequência. Ambos não quiseram falar com a imprensa. Técnicos avaliam que o ministro da Economia deve se pronunciar apenas após a palavra do presidente.

A postura reservada de Guedes no dia seguinte ao pleito contrasta com o seu comportamento "falastrão" na reta final da campanha, quando atuou como cabo eleitoral de Bolsonaro em diversos eventos com empresários.

Apesar de o primeiro escalão do governo sustentar o silêncio do mandatário e não mencionar nada sobre vitória do adversário, aliados dizem que haverá uma transição civilizada. Auxiliares palacianos já estão organizando como ela será feita.

Jair Bolsonaro repetiu várias vezes ao longo de seu mandato que apenas reconheceria o resultado de eleições se elas fossem "limpas". O mandatário levantou frequentemente dúvidas sobre as urnas eletrônicas e, sem provas, apontou que o sistema era vulnerável e que houve fraudes nas eleições de 2018.

Um de seus principais aliados internacionalmente, o ex-presidente americano Donald Trump, também levou dias para reconhecer o resultado após ser derrotado por Joe Biden.

Steve Bannon, estrategista de Trump e que mantém relação próxima com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, afirmou à Folha que a eleição do Brasil foi "roubada" e que o mandatário não deveria aceitar a derrota.

"Não há possibilidade de o resultado das urnas eletrônicas estar correto. É preciso uma auditoria urna a urna, nem que demore seis meses. Nesse meio tempo, o presidente não deve aceitar sair", disse ao Painel.

PRF diz que trabalha para liberar todas as rodovias nesta terça


 










O coordenador-geral de comunicação da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Cristiano Vasconcellos, afirmou nesta segunda (31) que a ordem do diretor-geral é desobstruir os pontos de bloqueio o mais rápido possível, que nunca houve determinação contrária e que a corporação trabalha para liberar todas as rodovias federais até esta terça (1º).

“Em momento algum nós tivemos determinação para não desmobilização das manifestações. Desde o começo, nós estamos trabalhando incansavelmente para desobstruir todos os pontos com bloqueio nas rodovias federais. E a ordem do nosso diretor-geral é para nós desobstruirmos todos os pontos o mais rápido possível, imediatamente”, disse.

“Mobilizamos mais ainda nosso efetivo para que a gente consiga fazer a desmobilização de todos os pontos. Acreditamos e estamos trabalhando para que amanhã [terça-feira] não tenha mais nenhum local com mobilização”, complementou. No início da manhã desta terça, a PRF informou que 192 manifestações haviam sido desfeitas.

Folha de S. Paulo

Diplomação de eleitos deve ocorrer até 19 de dezembro, informa TSE


 












O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou hoje (31) que a diplomação dos candidatos eleitos deve ocorrer até 19 de dezembro, conforme a legislação eleitoral. O TSE será responsável pela diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, eleitos ontem (30) para os cargos de presidente da Republica e vice-presidente.

A data da cerimônia de diplomação ainda não foi marcada. Os eleitos para os cargos de governador, senador, deputado federal, estadual e distrital serão diplomados pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), sediados nos 26 estados e no Distrito Federal. A data-limite também é 19 de dezembro.

O diploma expedido pela Justiça Eleitoral é o documento oficial que atesta a vitória do candidato nas urnas e autoriza a posse. O presidente da República e os governadores tomarão posse em 1º de janeiro. A posse dos parlamentares eleitos será em 1º de fevereiro.

Agência Brasil

Mulher é morta pelo ex-marido na frente dos filhos na entrada da escola em Curitiba
















Uma mulher de 29 anos foi morta a tiros pelo ex-marido na frente dos dois filhos, na entrada da escola das crianças, no início da tarde desta segunda-feira, 31, em Curitiba, no Paraná. Suelen Helena Rodrigues já tinha medida protetiva contra o suspeito, que é advogado criminalista e ex-policial civil. Ele está foragido.

De acordo com a RPC, afiliada da TV Globo, o caso ocorreu por volta das 12h40, na calçada de uma escola municipal localizada no bairro Uberaba. Seria a primeira vez que os filhos de Suelen, um menino de 10 anos e uma menina de 8, iriam à aula naquela unidade escolar, já que eles tinham se mudado de Prudentópolis para a capital paranaense.

Nas imagens exibidas pela emissora, é possível ver o carro branco que Jamino Quedaros de Aquino havia estacionado em frente ao colégio. Às 12h39, a mãe chega com as duas crianças, caminhando. Nesse momento, o homem sai do carro e vai em direção a eles.

Uma discussão se inicia e dura cerca de 40 segundos, até que ele saca a arma e dispara contra a mulher. Pessoas que estavam no local tentaram socorrê-la, mas ela morreu na hora. O suspeito entra novamente no veículo e foge.

A Pm investiga o caso.

Moraes manda PRF desobstruir rodovias e cita possibilidade de prisão do diretor em caso de descumprimento


 












O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, determinou nesta segunda-feira a “imediata desobstrução de estradas” interditadas de forma ilegal por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Os protestos, motivados pelo descontentamento com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo, atingem ao menos 22 estados.

O ministro aponta que a Polícia Rodoviária Federal “não vem realizando sua tarefa constitucional e legal” e diz que o descumprimento da ordem pode resultar no afastamento ou na prisão em flagrante do diretor da PRF, Silvinei Vasques.

“Determino, em face da apontada omissão e inércia da PRF, o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal adote, imediatamente, todas as medidas necessárias para a desobstrução de vias e lugares antes referidos sob jurisdição federal, sob pena de multa horária, de caráter pessoal, de R$ 100.000,00 (cem mil reais), a contar da meia-noite do dia 1º de novembro de 2022, bem assim, se for o caso, de afastamento do Diretor-Geral das funções e prisão em flagrante de crime desobediência”, afirma a decisão.

Moraes atendeu a um pedido da Confederação Nacional dos Transportes e do vice-procurador geral eleitoral. Manifestantes ocuparam trechos de rodovias em estados do país nesta segunda em protesto contra a derrota do presidente Jair Bolsonaro na eleição.

O Globo