segunda-feira, 1 de julho de 2019

Colombiano que perdeu pênalti contra o Chile relata ameaças de morte a ele e a sua família

Tesillo, da Colômbia, leva as mãos à cabeça após desperdiçar pênalti — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

William Tesillo, zagueiro colombiano que desperdiçou uma cobrança na disputa de pênaltis contra a Colômbia, pelas quartas de final da Copa América na última sexta-feira, disse que ele e sua família estão recebendo ameaças de morte.

O jogador de 29 anos do Clube León, do México, confirmou as ameaças em entrevista ao jornal "El País".

- Sim, isso aconteceu. Fizeram ameaça para minha esposa, e ela publicou. Para mim também, mas eu ainda não publiquei nada. Estamos com Deus - resumiu ele.

Esposa do jogador, Daniela Mejía usou as redes sociais para divulgar o que vem acontecendo. Ela compartilhou o comentário de um internauta, que diz: "Espero que aconteça com ele o mesmo que com Andrés Escobar". E escreveu:

O pai do jogador, fez um apelo para que os torcedores entendam que "isso é só futebol".

- Eu estava convencido de que meu filho ia converter o pênalti. Ninguém se candidatou para cobrar o quinto, e ele passou à frente para bater. Diante das ameaças que recebemos, nós só oramos. Temos que entender que isso é só futebol, que se pode perder ou ganhar - afirmou em entrevista à "Caracol".

Cinco meses após tragédia, Vale tem 33 barragens paralisadas

A mineradora Vale tem 33 barragens com as atividades interditadas em Minas Gerais

Na semana em que a tragédia de Brumadinho (MG) completou cinco meses, a mineradora Vale tem 33 barragens com as atividades interditadas em Minas Gerais. A maioria das paralisações são em decorrência de determinações da Justiça, atendendo a pedidos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) com base em documentos que questionam a segurança das estruturas. Decisões da Agência Nacional de Mineração (ANM), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) e até da própria Vale também culminaram em interdições.

Três das 33 estruturas paralisadas estão na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, onde houve o rompimento da barragem B1 em 25 de janeiro, causando mais de 200 mortes. As demais estruturas com operações suspensas se situam nas cidades mineiras de Nova Lima, Ouro Preto, Itabirito, Itabira, Barão de Cocais, Rio Piracicaba e Mariana.

Para diversas barragens, o nível de segurança, índice que indica o risco de rompimento, foi elevado para 2 ou 3. Quatro delas apresentam as situações mais delicadas: Sul Superior, em Barão de Cocais; Forquilha I e Forquilha III, em Ouro Preto; e B3/B4, em Nova Lima. Essas barragens estão no nível 3, alerta máximo que significa risco iminente de ruptura.

No último dia 22, foram retomadas na integralidade as operações da barragem de Laranjeiras. Ela integra a Mina de Brucutu, a maior da Vale em Minas Gerais. Inaugurada em 2006 no município de São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), a mina foi implementada ao custo de US$ 1,1 bilhão.

Policiais suspeitam que sargento traficante não agiu sozinho

Policiais suspeitam que sargento traficante não agiu sozinho

Experientes policiais civis de Brasília não acreditam que o sargento Manoel Silva Rodrigues, preso na Espanha com 39kg de cocaína, agiu sozinho ou que seja principiante no tráfico de drogas. Ele chegou a Sevilla no avião que levava a Tóquio o pessoal de apoio à visita presidencial. Eles tampouco descartam que a polícia espanhola tenha feito a revista após obter informação de delatores. O sargento parecia seguro, sem encobrir a droga com roupas, em sua mala de mão.
A FAB apura eventuais facilidades de acesso do sargento traficante à Base Aérea de Brasília, usada para pousos e chegadas de autoridades.
O sistema de revista somente funciona no embarque dos passageiros. A tripulação, que chega cedo à Base Aérea, não é submetida a revista.
O sargento traficante atua no Grupo de Transportes Especiais (GTE), da FAB, desde o governo Dilma Rousseff (PT), em 2011.

Pesquisa exclusiva: maioria dos brasileiros é contra privatizar Correios e Petrobras

Pesquisa exclusiva: maioria dos brasileiros é contra privatizar Correios e Petrobras

Levantamento exclusivo do instituto Paraná Pesquisa para o site Diário do Poder e esta coluna sobre as possíveis privatizações da Petrobras e também dos Correios, mostra que a maioria dos entrevistados dizem não concordar com as medidas. São só 38,2% aqueles que defendem a privatização dos Correios e 55,1% contra. Já no caso da estatal do petróleo Petrobras, só 32% são a favor e 61,5% contrários. 

O maior índice de apoio à privatização da Petrobras está entre aqueles que moram na região Norte e Centro-Oeste: 38,4%.
Na região Nordeste encontra-se o maior índice de entrevistados que são contra a privatização da Petrobras: 67,9%. Já o maior índice de apoio à privatização dos Correios está entre os homens: 44,5% da população masculina são favoráveis.
O instituto Paraná Pesquisa entrevistou 2.102 brasileiros, entre 20 e 25 de junho, nas 27 unidades da federação. A margem de erro é de 2%.

Responsável por segurar inflação, Plano Real completa 25 anos nesta segunda

Inflação desacelera para todas as classes sociais, aponta o Ipea

Os brasileiros com mais de 40 anos têm fácil memória das estratégias das famílias para mitigar os efeitos da hiperinflação sobre a renda nos anos 1980 e 1990. “Era uma ginástica danada. Tinha que ir atrás de promoções e nem sempre eram suficientes”, conta Rute Maria de Souza, dona de um restaurante self-service há quase 30 anos na zona central de Brasília.
Tendo que repor constantemente a dispensa da cozinha do estabelecimento, a empresária ia mais de uma vez ao dia em supermercados e sempre via a mesma cena: “Eu me lembro das remarcações no mercado. Quando chegava, lá estava a maquininha trabalhando”.
Para fugir das intermináveis remarcações, a então professora de ensino fundamental Cléia Gerin, mãe de quatro filhos, estocava alimentos, material de limpeza e sabão para lavar roupa. “O feijão ficava velho, e assim era mais difícil de cozinhar. Acabava que gastava mais gás”, comenta, ao citar a necessidade de sempre comprar mais do que efetivamente precisava no mês para fugir da imparável subida de preços.

Bolsonaro é aconselhado a punir general ou brigadeiro para esvaziar caso da cocaína

Bolsonaro é aconselhado a punir general ou brigadeiro para esvaziar caso da cocaína

Militares graduados buscam apoio da área política do Planalto para convencer o presidente Jair Bolsonaro a demitir autoridade de alto nível, como o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Bermudez, para ajudar o Brasil a enfrentar e reverter o constrangimento internacional provocado pelo sargento que usou um avião da FAB, envolvido em viagem presidencial, para traficar cocaína. 
“O caso do sargento traficante só se resolve com demissão de general”, recomenda um experiente especialista em debelar crises.
A agência de arapongagem Abin e o próprio Gabinete de Segurança Institucional (GSI) têm sido criticados pelo descuido de segurança.

PRF apreende meia tonelada de cocaína em Paranaguá; carga vale R$ 72 milhões



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 500 quilos de cocaína no final da tarde deste domingo (30) em Paranaguá, no litoral do Paraná.
A droga era transportada em um caminhão, abordado na BR-277, nas imediações da Unidade Operacional Alexandra. Ela estava em um compartimento oculto, sob o assoalho do caminhão, utilizado para o transporte de piche.
São 495 tabletes de cocaína, com cerca de um quilo cada. A pesagem ainda não foi concluída.
Na Europa, um quilo de cocaína pode valer cerca de 33 mil euros no atacado, o que equivale a R$ 144 mil. Meia tonelada da droga valeria mais de R$ 72 milhões após chegar no continente europeu.
O motorista, de 40 anos de idade, foi preso em flagrante. Aos policiais rodoviários federais, o homem disse que saiu de Osasco (SP) e entregaria o caminhão em Paranaguá. Também foi apreendido no veículo um tablete de maconha.
A PRF encaminhou a ocorrência para a Delegacia da Polícia Federal em Paranaguá. O crime de tráfico de drogas tem pena prevista de cinco a 15 anos de prisão.

Nióbio: O que é o tal do metal que Bolsonaro tanto fala?



O nióbio é uma das grandes obsessões do presidente Jair Bolsonaro. Durante sua última live, em Osaka, o presidente até mostrou joias e talheres feitos do material. Mas afinal, o que é o tal do nióbio?
“O nióbio é um metal de transição, que tem propriedades interessantes. Na área industrial, ele é usado em ligas refratárias que aguentam temperaturas muito altas. Além disso, misturado ao aço garante mais força e resistência, explica o professor Leandro Tessler, do Instituto de Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O nióbio é usado como elemento de liga em aços e em aplicações como turbina de avião, implantes ortopédicos, marca-passos, aparelhos de ressonância magnética, baterias de carros elétricos e até viadutos. E o Brasil tem uma das maiores reservas do mundo.
O que é o nióbio?
Apesar de descoberto em 1801, apenas em 1949 foi reconhecido como elemento químico.
Os estados de Minas Gerais (cidades de Araxá e Tapira), Amazonas (São Gabriel da Cachoeira e Presidente Figueiredo) e Goiás (Catalão e Ouvidor)concentram as maiores reservas no país. Porém, a exploração ocorre em Araxá e Goiás.
Só em Araxá há ao menos 842 milhões de toneladas disponíveis do nióbio.
Como é utilizado de aditivo na produção do aço, o material possui alguma concorrência, como o molibdênio e vanádio, ambos com propriedades semelhantes.

Valor do nióbio

O preço do nióbio está entre US$ 40 e US$ 50 o quilograma. Para comparar, 1 quilo de ouro custa, em média, US$ 41,8 mil. Ou seja, mil vezes mais.



“Aumentar o preço do nióbio no Brasil pode provocar a entrada de outros países no mercado. Hoje, no Brasil, 90% do nióbio é para a produção de aço de alta qualidade. Para novas aplicações, o desejável é investir em pesquisa”, avalia o professor da Unicamp.

Procuradores da Lava-Jato acusam Sergio Moro: 'Viola sempre o sistema'

Em novas mensagens vazadas, procuradores da Lava-Jato questionaram arbitrariedade de Sergio Moro (Foto Evaristo Sá/AFP/Getty Images)

Os procuradores da Lava-Jato se mostraram incomodados com as decisões arbitrárias de Sergio Moro e consideraram que o ministro estava atendendo uma agenda política e pessoal, conforme mostraram novas mensagens vazadas. As informações foram publicadas pelo The Intercept Brasil na madrugada deste sábado (29).
“Moro viola sempre o sistema acusatório e é tolerado por seus resultados", disse a procuradora da Lava-Jato, Monique Checker, em 2018, durante período eleitoral. Na conversa, os integrantes da força-tarefa se referiam aos boatos que o então juiz federal seria ministro de Jair Bolsonaro.
Um dia antes, do anúncio, em 31 de outubro, a procuradora Laura Tessler criticou a possibilidade. “Além de ele não ter poder para fazer mudanças positivas, vai queimar a LJ. Já tem gente falando que isso mostraria a parcialidade dele ao julgar o PT. E o discurso vai pegar. Péssimo. E Bozo é muito mal visto."
As mensagens vazadas de grupo de integrantes da Lava Jato também mostram que até Deltan Dallagnol - atual coordenador da força-tarefa e alvo dos vazamentos - e o decano do grupo, Carlos Fernando dos Santos Lima, ambos íntimos de Moro, preferiam que ele não integrasse o atual governo.
“Temos uma preocupação sobre alegações de parcialidade que virão. Não acredito que tenham fundamento, mas tenho medo do corpo que isso possa tomar na opinião pública", escreveu Dallagnol em 6 de novembro do ano passado, dias após Moro ter aceito o convite para assumir o ministério da Justiça.