Em entrevista, Greise Fortunato, irmã de Jéssica, relatou que o relacionamento durou cerca de sete anos e não houve casamento formal. O ex-casal tem um filho. Segundo ela, a relação passou a ser marcada por conflitos a partir do fim de 2024, com idas e vindas ao longo de 2025.
Ainda de acordo com Greise, há cerca de oito meses Jéssica chegou a solicitar uma medida protetiva contra o ex-companheiro, que foi concedida pela Justiça. No entanto, a pedido da própria vítima, a ordem foi retirada duas semanas depois, após o que a família descreve como pressão psicológica por parte do policial.
A última tentativa de reconciliação ocorreu em outubro de 2025, mas terminou no mesmo mês. “Ela deu uma última chance, mas percebeu que nada mudaria e decidiu encerrar de vez”, afirmou a irmã.
Em novembro de 2025, após o término definitivo, Jéssica conheceu Gabriel, com quem passou a manter contato. Segundo familiares, os dois ainda estavam se conhecendo.
Segundo a SESP-PR, Gustavo Pereira, lotado em Cianorte, estava de folga no momento do crime. Após os disparos, ele se apresentou voluntariamente no Pelotão da Polícia Militar de Terra Boa e entregou a arma utilizada. Em seguida, foi encaminhado à 21ª Subdivisão Policial de Cianorte, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deverá responder por feminicídio e homicídio.
A secretaria informou ainda que medidas administrativas e disciplinares serão adotadas.
