O presidente do STF, Edson Fachin, anunciou a ministra Cármen Lúcia como relatora do novo código de ética da Corte, na sessão que marcou a retomada dos trabalhos após o recesso.
A indicação ocorre em meio à crise de imagem do Supremo, agravada por questionamentos sobre a atuação do tribunal na investigação do Banco Master.
Segundo Fachin, a escolha busca construir consenso interno. “É para o cidadão que todo o sistema de Justiça deve se orientar”, afirmou, ao reiterar o compromisso ético no exercício das funções públicas.
A aprovação do código é uma das prioridades da gestão Fachin, mas enfrenta resistência entre ministros. O presidente classificou o texto como um “compromisso” de sua administração à frente do STF.
Fachin e Cármen Lúcia são conhecidos por evitar eventos com empresários e não costumam participar de congressos e encontros privados, especialmente no exterior — prática que se intensificou nos últimos anos.
