A investigação teve início em outubro de 2025, em Palmas, no sudoeste do Paraná, após o pai de uma adolescente de 14 anos denunciar que a filha mantinha contato com um desconhecido por meio de um aplicativo de mensagens e vinha praticando automutilação.
De acordo com a Polícia Civil, a apuração apontou que a vítima foi abordada inicialmente em uma plataforma digital e, posteriormente, passou a ser induzida, em conversas privadas, a se ferir e a produzir fotos e vídeos de conteúdo íntimo.
Segundo o delegado Kelvin Bressan, responsável pelo caso, a quebra de sigilo de contas utilizadas pelo investigado permitiu a identificação da autoria, mesmo sem a existência de documentos oficiais, como RG ou CPF. A polícia também identificou outras duas vítimas com o mesmo perfil, ambas de 14 anos, residentes nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou à Justiça mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, que foram deferidos. O suspeito foi preso em casa, onde os policiais apreenderam um telefone celular, que será submetido à perícia.
Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado ao sistema penitenciário. As investigações continuam para apurar a possível existência de outras vítimas.
