Ao encontrar os moradores do local, Roberto pediu um celular emprestado e comunicou à irmã que estava vivo. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para transportá-lo ao hospital de Antonina. Segundo a equipe médica, o jovem passa por procedimentos de reidratação, mas está lúcido, comunicativo e sem lesões graves, apresentando apenas escoriações pelo corpo.
Ainda internado, Roberto detalhou a experiência traumática em entrevista a RPC TV. Ele revelou que, diante do isolamento, chegou a perder as esperanças.
"Eu pensei que era o fim, que eu já tinha talvez morrido. Alucinei em um momento assim. Mas eu pedi forças para Deus. Pedi forças para minha mãe, pensei em toda a minha família", desabafou à reportagem da RPC.
Roberto contou que ouviu o barulho de um helicóptero no primeiro dia e soube que estava sendo procurado. No entanto, com o passar do tempo e sem novos sinais de resgate próximo, decidiu seguir caminhando. "No terceiro dia eu falei: 'Pô, eles podem ter cancelado as buscas, mas Deus está comigo e eu vou seguir esse destino aqui'", afirmou o jovem.
A operação de busca envolveu uma força-tarefa com mais de 100 bombeiros e 300 voluntários, que utilizaram recursos avançados como drones, câmeras térmicas e rapel. Roberto agradeceu o empenho das equipes e as orações de quem acompanhou o caso.
Agora em recuperação, o jovem já faz planos simples para quando receber alta médica. Com bom humor, ele citou um meme para descrever seu primeiro desejo: "Eu quero comer alguma coisa. Uma picanha com vinho... Depois eu quero uma coxinha com coca", brincou.
