De acordo com as informações do Detran, ao final de 2025 a frota curitibana somava 1.796.438 veículos. A maior parte desses veículos – o equivalente a 60% do total – são automóveis, que somam 1.077.854 unidades. As motocicletas, por sua vez, são 284.051, o equivalente a 15,8% de toda a frota. Na sequência aparecem ainda caminhonetes (130.319 ou 7,25%), camionetas (104.852 ou 5,84%), utilitários (45.027 ou 2,51%) e caminhões (41.609 ou 2,32%).
O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), por sua vez, aponta que entre 2020 e 2024 um total de 837 pessoas faleceram na cidade em acidentes de trânsito enquanto ocupavam algum veículo motorizado. Não estão inclusos na estatística, portanto, pedestres e ciclistas, mas apenas motociclistas, motoristas, caminhoneiros e passageiros que estavam em algum veículo quando faleceram nalguma ocorrência.
E aí vem o dado alarmante: das 837 mortes em cinco anos, 513 tiveram como vítimas motociclistas que sofreram trauma em algum acidente de transporte.
Ou seja, as motos respondem por menos de 16% da frota de veículos em Curitiba. Mas os motociclistas são 61,3% dos mortos no trânsito, quando excluídos da conta pedestres e ciclistas.
Os ocupantes de automóvel, por outro lado, são 60% da frota. Contudo, responderam por apenas 267 das 837 mortes no período analisado – o equivalente a 31,9% do total.
