Embora a apresentação tenha ocorrido em Irati, os crimes foram cometidos na cidade vizinha de Rebouças. De acordo com o delegado Thiago França, o homem era considerado foragido desde outubro de 2025. As investigações apontam que os abusos aconteciam pela manhã, no intervalo em que a criança ficava sozinha após a mãe sair para trabalhar e antes da chegada da avó.
O caso veio à tona após a vítima relatar os abusos de forma espontânea durante uma sessão no Centro de Atendimento à Criança e ao Adolescente (CTA) de Rebouças. A menina entregou um bilhete manuscrito à psicóloga, detalhando que o padrasto a despia e tocava em suas partes íntimas.
Segundo o delegado, a vítima confirmou que os atos ocorreram "mais de algumas vezes", inclusive na manhã do dia em que fez a denúncia. Testemunhas ouvidas pela polícia corroboraram o relato, destacando uma mudança brusca no comportamento da menina nos dias anteriores à revelação. Descrita como vaidosa, a criança passou a apresentar sinais de isolamento e irritabilidade.
Além deste caso, o homem é investigado por outro estupro de vulnerável no município de Teixeira Soares. Segundo a Polícia Civil, o suspeito utilizava o mesmo modus operandi com outra vítima: aproveitava-se de momentos a sós com a criança para praticar atos libidinosos.
A identidade do homem não foi divulgada para preservar a privacidade da vítima, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
