
O papa Francisco defendeu nesta terça-feira (7) o uso da evangelização como um instrumento de união entre as pessoas, durante missa para 900 mil pessoas no Parque Bicentenário de Quito, no Equador.
Esta é a segunda missa no país e o último evento antes de Francisco seguir para a Bolívia. A chegada do pontífice fez com que se acalmassem os ânimos no país, que passou por quatro semanas de protestos contra o presidente Rafael Correa.
Em sua homilia, Francisco propôs a evangelização como uma forma de “união de aspirações, sensibilidades, ilusões e até de certas utopias”. Ele ainda defendeu a necessidade de lutar pela inclusão e pela comunicação e o diálogo.
“Seria superficial pensar que a divisão e o ódio afetam só as tensões entre os países ou os grupos sociais. Na verdade, são a manifestação deste difuso individualismo que nos separa e nos confronta, da ferida do pecado no coração das pessoas.”
Para o papa, é necessário trabalhar para conseguir a paz. “É impensável que brilhe a unidade se a mundanidade espiritual nos faz entrar em guerra entre nós, em uma busca estéril de poder, prestígio, prazer ou segurança econômica.”