terça-feira, 1 de agosto de 2017

DÓLAR TEM QUEDA DE 5,79% EM JULHO E BOLSA SOBE 4,8%



A Bolsa de Valores encerrou o mês de julho em alta de 4,80% com a trégua no cenário político e o exterior mais favorável, melhor nível desde a crise política disparada pela delação dos executivos da JBS.  Em 2017, o Índice Bovespa, que reúne as principais ações do mercado brasileiro, sobe 9,45%.
Apesar de a denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer -- que será analisada pelo Congresso nesta quarta-feira -- ainda ser um fator de complicação no âmbito político, os investidores ficaram mais tranquilos no mês de julho.
A calmaria se deu por conta do recesso parlamentar e também da percepção de que a condução da política econômica não é afetada pelos mais recentes desdobramentos da crise política que atingiu o governo.
Assim, não só os negócios na Bolsa melhoraram como, na outra ponta, o dólar caiu 5,79%% no mês, ficando na lanterna do ranking de investimentos. Cotado a R$ 3,1202 no fechamento, a moeda americana teve a maior queda mensal do ano.
Para o consultor de investimentos Fábio Colombo, o que ditará o rumo dos negócios nos próximos meses é a tramitação da reforma da Previdência, que deve ser retomada logo após a análise da denúncia contra Temer.
No exterior, apesar de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), ter mantido a taxa de juros da economia dos Estados Unidos na faixa entre 1,00% e 1,25% ao ano, o ritmo do aperto monetário naquele país é uma variável monitorada por investidores no cenário doméstico e pode ter reflexos em negociações locais. 
O mercado também está atento ao mesmo movimento do Banco Central Europeu (BCE) e aos dados de crescimento da China, grande parceiro comercial do Brasil. (AE)

CONTA DE LUZ FICA MAIS CARA A PARTIR DE HOJE.



A conta de luz vai ficar mais cara em agosto. Com o aumento do custo para geração de energia, a Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, informou que para o mês que vem a bandeira tarifária será a vermelha, no patamar 1. Neste estágio, a conta custa R$ 3 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Ou seja, além da tarifa cobrada pela distribuidora da região, será acrescido R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora. Em julho a bandeira tarifária foi a amarela, quando a conta fica R$ 2 mais cara para cada 100 kWh.
A cor da bandeira é impressa na conta de luz e indica o custo da energia em função das condições da geração.
Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento no país. Como a energia das termelétricas custam mais caro, a Aneel sobe o preço da conta. 
As bandeiras tarifárias somente não são aplicadas ao estado de Roraima e algumas regiões da Amazônia que não estão ligadas ao sistema nacional de distribuição de energia elétrica. (AE)

PETROBRAS JÁ FEZ 18 REAJUSTES, MAS VALORES DEMORAM A CHEGAR ÀS BOMBAS



Desde o início de sua nova política de preços de combustíveis, no início deste mês, a Petrobras já fez 18 reajustes, quase um por dia. O último começou a valer no sábado: queda de 0,2% no diesel e alta de 1% na gasolina. No acumulado do mês, sem considerar a elevação de impostos anunciada no dia 20, a gasolina ficou 2,6% mais cara nas refinarias e o diesel, 6,4%, conforme o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). 
O “sobe e desce” ainda não chegou aos consumidores, mas, no longo prazo, a tendência é de queda. Desde que a Petrobrás passou a alinhar seus preços com o mercado internacional, em outubro de 2016, o preço da gasolina acumula queda de 13,8% e o do diesel, de 12,1%. Antes do estabelecimento da flutuação diária, as mudanças de preço eram mensais.
Um cenário semelhante ao dos Estados Unidos, com preços nas bombas mudando quase todo dia, porém, parece distante. Conforme levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre a semana encerrada em 1.º de julho e a encerrada em 22 julho, houve baixa para os consumidores, na média nacional: -1,31% na gasolina e -1,32% no diesel.
Os preços nas bombas não refletem o sobe e desce dos valores anunciados pela Petrobras porque os distribuidores, que compram os combustíveis nas refinarias e revendem aos postos, estão segurando repasses, segundo José Alberto Gouveia, presidente do Sincopetro, sindicato dos donos de postos de São Paulo. “No momento, está todo mundo perdido. Os reajustes estão tão constantes que não dá para mexer na bomba”, disse.
Neste primeiro mês, a prática no mercado paulista tem sido segurar repasses inferiores a 2,5%, embora cada distribuidor tenha sua política de preços, acrescentou Gouveia. Procurado, o Sindicom, sindicato nacional das distribuidoras, não quis se manifestar.
Segundo o consultor John Forman, ex-diretor da ANP, em muitos países, é comum que a definição dos preços de combustíveis passe por decisões políticas, em função da maior ou menor presença do Estado na economia. No Brasil, não há regulação formal dos preços, mas, como a Petrobrás controla quase todas as refinarias, a estatal acaba tendo esse papel Forman lembra que, principalmente no primeiro governo Dilma Rousseff, a estatal perdeu bilhões de reais aos segurar os preços da gasolina para evitar a inflação, enquanto os preços internacionais estavam nas alturas.
Mudança
Com a mudança na política de preços, no longo prazo a tendência é haver mais variação nos valores na hora de abastecer. Para Forman, a mudança é positiva. “A competição beneficia o consumidor final, enquanto se você tiver tudo regulado, o consumidor fica sujeito ao critério de quem fixou os valores”, disse Forman.
“No Brasil, temos a cultura de achar que a gasolina é diferente do arroz e do café”, afirmou Adriano Pires, diretor do CBIE, lembrando que tanto o petróleo quanto os grãos são commodities cujos preços são cotados diariamente.
Entre consumidores, ainda há desconfiança com a variação diária dos preços. “Nos Estados Unidos, o preço sobe e abaixa. Aqui, nunca abaixa”, disse a bancária paulistana Márcia Oliveira de Abreu, de 52 anos, que viaja ao Rio frequentemente a trabalho e abastecia o carro alugado no posto BR perto do Aeroporto Santos Dumont na última quinta-feira.
“O consumidor vai gostar menos. Vai ficar igualzinho ao supermercado na época da inflação. Todo dia tinha um preço diferente e a gente não sabia quanto ia pagar”, disse Carlos Henrique Rosa Saldanha, frentista há 20 anos no Rio. “O preço da gasolina só sobe. Nunca vi baixar”, disse iluminador Julio Katona, de 51 anos, enquanto abastecia após viagem de carro, a trabalho, por cidades da região serrana do Rio. (AE)

Contra lei, 98 municípios do Paraná mantêm lixões ou aterros irregulares

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Noventa e oito municípios do Paraná ainda enviam lixo para locais irregulares e, com isso, descuprem a lei federal da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, conforme dados do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) obtidos com exclusividade pelo G1.

O conjunto de normas determinou que todas as prefeituras integrassem à política municipal um plano de gerenciamento de resíduos sólidos até 2012 e extinguissem lixões ou aterros inadequados até 2014. Três anos depois, porém, ainda falta muito a percorrer para resolver o problema.

"A gestão de resíduos é de responsabilidade dos municípios. Eles devem ter um planejamento de coleta e destinação: quem vai coletar, como vai ser feita a coleta, a separação dos recicláveis, tudo isso cabe à prefeitura. O grande objetivo é a erradicação dos lixões. Já temos uma situação bem melhor, mas para chegar no 'lixão zero' falta um pedaço", afirma Ivonete Coelho da Silva Chaves, diretora de Monitoramento Ambiental e Controle da Poluição do IAP.

Veja evolução da destinação do lixo no Paraná
Desde a criação da Política Nacional, número de lixões caiu e de aterros sanitários aumentou
Número de municípios185185300300121121747493932424Aterros sanitáriosAterros controlados (irregulares)Lixões20132017050100150200250300350

2013
● Lixões: 93
Fonte: IAP
Entre as 399 cidades do estado, 24 mantêm lixões municipais — lugares abertos, sem controle ambiental, onde pessoas têm livre acesso para entrar e cavoucar o que os outros jogam fora sem cuidado sanitário algum. Para especialistas, é o pior cenário ambiental e social quando se fala em resíduos.

EUA MATAM 'LÍDER RELIGIOSO' DE GRUPO TERRORISTA ISLÂMICO NO AFEGANISTÃO



O "líder religioso" do grupo terrorista islâmico no Afeganistão, xeque Ziaulah, morreu no dia 11 de julho, junto com outros três líderes da organização, em um bombardeio dos Estados Unidos na província de Kunar, no leste do país. A informação foi divulgada somente neste domingo (30) pelo escritório de comunicação das tropas dos Estados Unidos naquele pais.
"Confirmamos que os quatro líderes do EI-Khorasan (como a filial do grupo é chamada no Afeganistão) eram xeque Ziaulah, emir religioso, o professor Hubaib, comandante no Vale de Watahpur, Haji Shirullah, comandante do EI-K e ex-comandante do Hezb-e-Islami, e Asadulah, membro do conselho do EI-K", informou o escritório americano.
Segundo a nota, Asadulah era "próximo" do chefe supremo do grupo terrorista no Afeganistão, Abu Sayid, que também morreu no bombardeio.
O grupo terrorista tinha escolhido Abu Sayid como emir depois de tropas americanas e afegãs terem matado seus dois antecessores, Hafiz Sayed Khan e Abdul Hasbi, em julho de 2016 e abril deste ano.
Os EUA estabeleceram como objetivo derrotar totalmente o grupo terrorista no Afeganistão antes do fim deste ano. E, nesse contexto, lançou em junho contra um dos alvos do grupo a "mãe de todas as bombas", a maior de seu arsenal convencional.

ESPECIALISTAS ACHAM QUE MÍSSIL DA COREIA DO NORTE PODE ATINGIR NOVA YORK



Cientistas acreditam que só dentro de 5 a 10 anos a Coreia do Norte conseguirá miniaturizar as ogivas nucleares e colocá-las nos mísseis.
O ditador da Coréia do Norte, Kim Jong-un, afirmou apos o último lançamento de um míssil pela Coreia do Norte, sexta-feira (28), "todo o território americano" estaria ao alcance de um ataque norte-coreano. O míssil caiu após 47 minutos no ar, na zona econômica exclusiva do Japão, mas segundo David Wright, perito em mísseis da Union of Concerned Scientists ouvido pela CNN, com uma trajetória mais plana, o engenho podia ter atingido grandes cidades americanas como Los Angeles, Denver, Chicago e até chegar à costa leste, até Nova York ou Boston. Apesar de tudo, especialistas citados pela BBC acreditam que Pyongyang ainda não domina a tecnologia para miniaturizar uma ogiva nuclear, colocá-la no míssil e garantir que é segura até atingir o alvo.
Lançado a partir da província de Jagang, o míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês) tem um alcance de 10 400 km. Segundo a BBC, este local de lançamento era até agora desconhecido. Mas sobretudo, uma vez que o míssil pode ser disparado de uma plataforma móvel, se o lançamento for feito do extremo leste do país, terá capacidade para chegar ao coração dos EUA e não só ao Alasca, como acontecia nos últimos disparos.

PARLAMENTO VENEZUELANO PEDE QUE PAÍSES NÃO RECONHEÇAM CONSTITUINTE



O Parlamento venezuelano, de maioria opositora, pediu à comunidade internacional que não reconheça o resultado da eleição da Assembleia Nacional Constituinte (ANC), convocada para este domingo (30) e que já foi rejeitada por vários governos. As informações são da agência EFE.
O presidente da Comissão de Política Exterior da Assembleia Nacional, Luis Florido, informou neste sábado (29) sobre um comunicado formal que foi enviado "a todas as Chancelarias do mundo" com tal solicitação, segundo uma nota do político opositor e dirigente do partido Vontade Popular (VP).
Este documento pede aos governos que, caso seja instalada a Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro, "tomem ações em apoio ao povo venezuelano". "Chegou a hora de a comunidade internacional dar seu apoio decidido, sincero, franco para que este processo não possa se concretizar", disse Florido, que diz que a mudança de Constituição tem "a rejeição de 90% do povo da Venezuela".
Florido também diz que os governos da Argentina, do Brasil, do Canadá, do Chile, da Colômbia, da Costa Rica, dos Estados Unidos, da Guatemala, de Honduras, do México, do Panamá, do Paraguai e do Peru pediram formalmente a suspensão da Constituinte e que seja estabelecido um processo de negociação política para solucionar a crise.
Amanhã, enquanto os opositores farão protestos pelo país, o chavismo vai às urnas para definir os 545 representantes que integrarão a ANC e terão poderes ilimitados para reformar o Estado e mudar o ordenamento jurídico.

Desde abril, a Venezuela vive uma onda de protestos que deixou 109 mortos, centenas de feridos e cerca de 5 mil detidos.

BRB DIVULGA CONCORRÊNCIA PÚBLICA PARA VENDA DE IMÓVEIS



Os interessados nos imóveis listados na Concorrência Pública divulgada pelo BRB têm até o dia 31 de agosto para entregar as propostas ao banco. No envelope que devem ser encaminhados à Gerência de Serviços Gerais (Geseg), em Brasília, devem conter também o comprovante de recolhimento de caução.
Os 203 imóveis listados – comerciais e residenciais – estão localizados em Águas Claras, Ceilândia, Gama, Guará, Lago Norte, Lago Sul, Núcleo Bandeirante, Plano Piloto, Samambaia, Sudoeste e Taguatinga. No Goiás, três deles estão localizados na Cidade Ocidental, quatro em Goiânia, 14 em Planaltina de Goiás e cinco em Valparaíso. Cuiabá, em Mato Grosso, e a cidade de São Paulo têm um imóvel cada.
Quem desejar financiar o imóvel pelo BRB terá condições especiais: taxa de juros flexibilizada de 98% da taxa de tabela e percentual máximo de financiamento de 95% do menor valor entre a avaliação de compra e venda do imóvel. O edital e a lista completa dos imóveis estão disponíveis no site do BRB.

NA TURMA DE ALCKMIN, DORIA É O ADVERSÁRIO A SER BATIDO



João Doria, e não o petista Lula, ganhou o status de “maior adversário” da pré-candidatura presidencial de Geraldo Alckmin, em 2018. É simples a estratégia da turma de Alckmin para tentar neutralizar o rival: declarar sua confiança nas garantias do prefeito de que não disputará a candidatura presidencial do PSDB. A ideia é caracterizar Doria como “traidor” ou “sem palavra”, caso o prefeito resolva disputar a eleição. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Alckmin não pensa em outra coisa: quer ser presidente. E lembra na intimidade que perdeu para Lula em 2006 porque era o auge do petista.
O problema de Alckmin é que, nas pesquisas para presidente, o novato Doria sempre registra pelo menos o dobro das intenção de votos.
Por onde anda, Doria repete a lorota de que é “candidato a ser bom prefeito”. Mas o discurso é de postulante à presidência da República.