Diante da ausência de um responsável no local, a criança começou a chorar. O motorista decidiu então acionar a Guarda Municipal, relatando também que o próprio aplicativo não permitia consultar o histórico da corrida para identificar com precisão o local exato do embarque ou obter mais detalhes sobre a viagem, que teria iniciado no bairro Cascavel Velho.
Assustado com a situação e com a reação de nervosismo do motorista ao conversar com os agentes de segurança, o menino inicialmente não conseguiu explicar o que havia acontecido. Foi apenas após chegar ao abrigo e conversar com a equipe do Conselho Tutelar que a criança relatou ter sido colocada no carro pela mãe para visitar uma amiga dela, mas a mulher não estava na residência indicada.
O Conselho Tutelar Sul foi acionado para acompanhar a ocorrência e conseguiu identificar a mãe do garoto. No entanto, até a manhã de domingo (23), ela ainda não havia sido localizada ou procurado as autoridades. O acolhimento em abrigo é uma medida protetiva provisória e excepcional garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cabendo agora à Justiça reavaliar o caso para um possível retorno ao convívio familiar. A investigação ficará a cargo do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) da Polícia Civil.
