quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Caixa adia Mega da Virada para 1º de janeiro; prêmio sobe para R$ 1,09 bilhão


 













A Caixa Econômica Federal confirmou, às 23h09 desta quarta-feira (31), o adiamento do sorteio da Mega da Virada. O concurso, que estava previsto para as 22h, será realizado nesta quinta-feira, 1º de janeiro, às 10h.

Além da nova data, o banco atualizou o valor da premiação. O montante, que já era histórico, subiu para R$ 1,09 bilhão.

O motivo do adiamento Segundo a instituição, a mudança foi necessária para a realização de ajustes operacionais decorrentes de uma sobrecarga no sistema. O alto interesse pelo prêmio gerou um tráfego de dados sem precedentes nos momentos finais de captação das apostas:Canais digitais: Registraram pico de 120 mil transações por segundo.
Unidades lotéricas: Processaram 4.745 transações por segundo.

A confirmação ocorreu após mais de uma hora de atraso em relação ao horário original, período em que apostadores relataram falta de informações e instabilidade nas redes sociais.

Menina de 13 anos sofre fratura exposta ao ser atropelada em Rio Bom


 













Uma adolescente de 13 anos ficou gravemente ferida após ser atropelada na noite desta quarta-feira (31), véspera de Ano Novo, na região central de Rio Bom. Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima precisou ser transferida para atendimento hospitalar especializado em Apucarana.

O acidente ocorreu na Rua Goiás. A Polícia Militar (PM) foi acionada para registrar a ocorrência, mas, ao chegar ao local, a jovem já havia sido socorrida e encaminhada ao posto de saúde do município.

Na unidade de saúde local, a equipe médica informou aos policiais que a vítima apresentava diversas lesões. O quadro incluía escoriações no rosto e nos braços, além de uma fratura exposta na perna direita. Diante da complexidade dos ferimentos, a adolescente foi conduzida para o Hospital da Providência.

De acordo com as informações colhidas pela polícia no local, o carro envolvido no atropelamento seria um Volkswagen Gol de cor vermelha.

Correios recebem R$ 10 bilhões em empréstimos com aval da União para evitar colapso financeiro

 


Os Correios receberam um repasse de R$ 10 bilhões em empréstimos após a publicação do contrato de garantia entre a União e um consórcio de bancos, firmado para socorrer a situação financeira da estatal. O acordo total prevê R$ 12 bilhões, sendo que os R$ 2 bilhões restantes devem ser liberados em janeiro.

A confirmação foi obtida com exclusividade pelo g1.

O contrato, publicado no Diário Oficial da União, envolve Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, com validade até 2040 e garantia do governo federal. Na prática, o Tesouro Nacional atua como avalista da operação, assumindo o risco caso a empresa não consiga honrar os pagamentos, o que reduz a exposição dos bancos.

Com a liberação do crédito, os Correios conseguiram pagar os salários de dezembro, estimados em R$ 300 milhões. Segundo o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, Banco do Brasil, Caixa e Bradesco aportarão R$ 3 bilhões cada, enquanto Itaú e Santander contribuirão com R$ 1,5 bilhão cada. A taxa de juros foi fixada em 115% do CDI, com carência de três anos e início dos pagamentos em 2029.

Apesar do alívio momentâneo, a situação financeira da empresa segue crítica. O plano de reestruturação prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis, fechamento de mil agências e um programa de demissão voluntária que pode reduzir em até 15 mil o quadro de funcionários. A estatal acumula 12 trimestres consecutivos de prejuízo.

No primeiro semestre de 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 4,3 bilhões, mais que o triplo do resultado negativo do mesmo período de 2024. A direção admite que o modelo econômico da empresa deixou de ser viável e alerta que, sem ajustes rápidos, o rombo pode chegar a R$ 23 bilhões em 2026, mesmo com novos empréstimos e aportes em análise.

Com informações do G1

China vai impor tarifas de 55% sobre importações de carne bovina do Brasil

 


A China vai impor tarifas adicionais de 55% sobre as importações de carne bovina de países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, quando os embarques excederem determinadas cotas, em um momento em que a indústria nacional enfrenta um excesso de oferta.

O Ministério do Comércio da China informou na quarta-feira (31) que a cota total para 2026 é de 2,7 milhões de toneladas, com o Brasil recebendo a maior parcela, de 41,1%, seguido pela Argentina com 19,0% e o Uruguai com 12,1%.

O ministério alocou uma cota de 205 mil toneladas para a Austrália e 164 mil toneladas para os Estados Unidos.

Em 2024, a China importou 1,34 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil, 594.567 toneladas da Argentina, 216.050 toneladas da Austrália, 243.662 toneladas do Uruguai, 150.514 toneladas da Nova Zelândia e 138.112 toneladas dos Estados Unidos.

As medidas da China entrarão em vigor em 1º de janeiro, com duração de três anos, e a cota total aumentará a cada ano, atingindo 2,8 milhões de toneladas métricas em 2028.

A China fez o anúncio na quarta-feira, após duas prorrogações da investigação sobre importação de carne bovina, iniciada em dezembro passado. Autoridades afirmam que a investigação não tem como alvo nenhum país específico.

Na semana passada, associações da indústria de carne bovina chinesa pressionaram o governo a impor medidas de salvaguarda imediatas até o final do ano para estabilizar as expectativas do mercado e o sustento dos criadores nacionais, informou o jornal estatal Global Times.

Desde 2023, o setor de criação de gado bovino da China vem sofrendo grandes prejuízos devido a diversos fatores, incluindo as importações, o que levou muitos criadores a abaterem animais reprodutores para reduzir custos, segundo um funcionário do setor citado pelo Global Times.

A China importou um recorde de 2,87 milhões de toneladas métricas de carne bovina no ano passado. As importações no período de janeiro a novembro caíram 0,3% em relação ao ano anterior, para 2,59 milhões de toneladas.

CNN

PF apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações contra o crime em 2025; saiba para onde vão o dinheiro e os bens apreendidos


 















A Polícia Federal apreendeu R$ 9,5 bilhões em operações de combate ao crime entre janeiro e novembro de 2025. O montante inclui dinheiro em espécie, valores bloqueados em contas bancárias e bens apreendidos durante investigações em todo o país.

Parte dos recursos foi encontrada em dinheiro vivo com investigados e depositada em contas judiciais da Caixa Econômica Federal, à disposição da Justiça.

Os valores ficam retidos até o fim dos processos e podem ser usados para ressarcir vítimas, pagar multas ou, na ausência de prejudicados diretos, retornar aos cofres públicos.

Se não houver condenação ao final do processo, o dinheiro e os bens apreendidos podem ser devolvidos aos investigados, desde que fique comprovada a inexistência de crime ou de responsabilidade penal.

Moedas falsificadas são encaminhadas ao Banco Central, enquanto moedas estrangeiras ficam custodiadas pela Caixa.

Dívida dispara para R$ 8,48 trilhões e deixa Brasil à beira do caos fiscal

 


O governo federal anunciou que a dívida pública federal chegou a R$ 8,48 trilhões em novembro, um aumento de R$ 226,82 bilhões (2,75%) sobre outubro, segundo relatório da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Em 2025, até novembro, a dívida cresceu R$ 1,16 trilhão (15,91%), mostrando que as contas do país seguem fora de controle.

A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi), principal parcela da dívida, atingiu R$ 8,16 trilhões, com instituições financeiras (33,2%), Previdência (22,7%) e fundos de investimento (20,9%) como os maiores credores. O percentual de vencimentos da dívida para os próximos 12 meses caiu apenas de 17,75% para 17,54%, indicando que o problema continua.

No Tesouro Direto, as vendas em novembro somaram R$ 6,19 bilhões e os resgates R$ 3,37 bilhões. O Tesouro Selic foi o título mais buscado (57,43%), e pequenas operações de até R$ 5 mil representaram 81,6% das compras. O número de investidores ativos chegou a 3,31 milhões, com 51.511 novos cadastrados no mês.

O governo ainda registrou déficit primário de R$ 20,2 bilhões em novembro, mais de quatro vezes o valor de novembro de 2024 (R$ 4,5 bilhões negativos). O resultado superou a expectativa do mercado (R$ 12,7 bilhões). Déficit primário significa que as receitas não cobrem as despesas, sem contar juros e amortização da dívida, reforçando a pressão sobre as contas públicas.


Violência no Brasil supera país em guerra civil e coloca o país entre os mais perigosos do mundo

 


Mesmo sem estar oficialmente em guerra, o Brasil apresenta níveis de violência superiores aos de países mergulhados em conflitos armados prolongados, como o Sudão. Localizado no norte da África, o país vive desde 2023 uma guerra civil que já provocou uma das maiores crises humanitárias recentes, com mais de 12 milhões de deslocados e cerca de 150 mil mortos, segundo estimativas da ONU.

Ainda assim, os indicadores de violência colocam o Brasil em situação mais grave. Em 2024, o país registrou 35.365 homicídios dolosos, uma média de 97 assassinatos por dia, de acordo com o Mapa da Segurança Pública, do Ministério da Justiça. No mesmo período, houve 40.874 tentativas de homicídio — alta de 7,47% em relação a 2023 — além de 729 casos de lesão corporal seguida de morte.

Levantamento do projeto ACLED (Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos) reforça esse cenário ao apontar o Brasil como o sétimo país mais violento do mundo, considerando critérios como letalidade, alcance geográfico da violência, risco para civis e atuação de grupos armados. Entre janeiro e novembro, foram registrados 9.305 episódios violentos no país, sendo 4.449 contra civis. No Sudão, no mesmo período, foram 3.650 ocorrências, com 1.530 ataques à população civil.

O ranking do ACLED é liderado por territórios que enfrentam guerras abertas, como Palestina, Mianmar e Síria, mas também inclui países marcados pela forte atuação do crime organizado. Dados recentes indicam que até nações em guerra, como Ucrânia e Rússia, apresentaram níveis de violência inferiores aos registrados no Brasil.

Apesar da gravidade, o Brasil caiu uma posição no ranking global após ser ultrapassado pelo Equador, que enfrenta uma escalada de violência ligada a facções criminosas. A crise equatoriana chegou ao ponto de levar o presidente Daniel Noboa a buscar apoio externo, inclusive de empresas privadas de segurança, em uma tentativa de conter o avanço da criminalidade.

Com informações do Metrópoles


Defesa de Bolsonaro estuda novo pedido de prisão domiciliar após uma semana de internação

 


A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avalia apresentar um novo pedido de prisão domiciliar ao STF (Supremo Tribunal Federal). A iniciativa é estudada após Bolsonaro completar uma semana internado em um hospital de Brasília, nesta quarta-feira (31), enquanto seus advogados aguardam a divulgação de um novo relatório médico para embasar o requerimento ao ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o cirurgião-geral Cláudio Birolini, em entrevista à CNN, a previsão de alta hospitalar segue mantida para quinta-feira (1º), mesmo após o procedimento realizado na terça-feira (30) para conter crises de soluço. De acordo com o boletim médico, Bolsonaro ainda deve passar por uma endoscopia digestiva alta, com o objetivo de avaliar um quadro de refluxo gastroesofágico.

Bolsonaro está preso desde novembro, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde então, a defesa já apresentou dois pedidos de prisão domiciliar, ambos negados pelo STF.

No dia 19 de dezembro, Moraes rejeitou o pedido de domiciliar na mesma decisão em que autorizou Bolsonaro a realizar uma cirurgia para retirada de uma hérnia, procedimento feito em 25 de dezembro. Antes disso, em 22 de novembro, o ministro já havia negado a chamada prisão humanitária, alegando que o quadro de saúde não justificava a medida.

Agora, os advogados avaliam se os novos laudos médicos poderão sustentar um novo pedido, mesmo com a expectativa de alta hospitalar nos próximos dias.

Com informações da CNN


Depoimentos expõem contradições, complicam banqueiros e blindam Banco Central no caso Master

 


Os depoimentos colhidos no Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do Banco Master agravaram a situação do dono da instituição, Daniel Vorcaro, e do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ao mesmo tempo em que reforçaram a posição do Banco Central (BC). As oitivas foram conduzidas pela Polícia Federal e culminaram na confirmação de uma acareação entre os banqueiros.

Vorcaro foi o primeiro a depor, permanecendo por cerca de duas horas e meia diante da delegada Janaína Palazzo. Em seguida, foi ouvido Paulo Henrique Costa. Por último, prestou esclarecimentos o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. Segundo apuração da CNN Brasil, o ambiente foi marcado por tensão e discussões iniciais sobre o rito do procedimento e a possibilidade da acareação, determinada pelo ministro Dias Toffoli.

As versões apresentadas por Vorcaro e pelo ex-presidente do BRB apresentaram divergências relevantes, especialmente sobre a atuação do Banco Central no processo de fiscalização e o intervalo entre os primeiros indícios de irregularidades e a decretação da liquidação do Master. Diante das contradições, a Polícia Federal decidiu colocar os dois frente a frente em uma acareação.

O diretor do Banco Central, no entanto, foi dispensado desse procedimento. Interlocutores do gabinete de Toffoli avaliaram que o depoimento de Ailton de Aquino foi consistente e esclarecedor, fortalecendo a posição da autoridade monetária no caso. A acareação entre os banqueiros durou pouco mais de 30 minutos e foi encerrada no início da noite.

Vorcaro e Paulo Henrique Costa são investigados por supostas fraudes bilionárias envolvendo a criação de uma carteira de crédito fictícia utilizada na tentativa de venda do Banco Master ao BRB. O esquema levou à deflagração de uma operação da Polícia Federal e culminou, em novembro, na liquidação extrajudicial do banco pelo Banco Central.

Com informações da CNN