terça-feira, 27 de dezembro de 2016

AÇÕES NA JUSTIÇA DO TRABALHO AUMENTARAM EM 3 MILHÕES EM 2016



Já entupida de processos por não conseguir reduzir estoques de anos anteriores, a Justiça do Trabalho deve contabilizar em 2016 mais de 3 milhões de novas ações, o que reforça o status do Brasil de país com o maior número de reclamações trabalhistas.
A minirreforma trabalhista apresentada pelo governo neste fim de ano deve, contudo, reduzir as queixas, pois muitos dos argumentos usados nas ações, oriundos de acordos coletivos não reconhecidos pelo Judiciário, passarão a ser lei.
Com isso, a chamada “indústria de reclamações”, como define o professor da USP, Hélio Zylberstajn, será enfraquecida. 
Hoje, além da crise que fez crescer as demissões – e com elas as demandas judiciais –, há forte assédio de escritórios de advocacia para que o trabalhador recorra à Justiça.
Com telefonemas para a residência, envio de e-mails, presença nas portas das fábricas e distribuição de panfletos, esses escritórios argumentam que sempre há formas de ganhar uma ação, ainda que parcialmente. Os advogados ficam com 20% a 30% do valor recebido na ação.

A voracidade da reforma da Previdência

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Proposta não decorre de mudanças demográficas sensíveis, mas apenas do desejo de se reduzir o desequilíbrio fiscal
Jorge Cavalcanti Boucinhas Filho, O Globo
Alterações nas regras previdenciárias em decorrência de mudanças demográficas são inevitáveis, já que o envelhecimento populacional gera impacto profundo na economia e na gestão pública como um todo. Mas, no caso brasileiro, a justificativa e a voracidade da PEC 287 têm gerado grande inquietação desde que seus termos foram anunciados pelo governo.

PSB e PDT são as legendas mais divididas

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Legendas registram índice de dispersão até cinco vezes maior do que PMDB, PT e PSDB, por exemplo
Apesar da dispersão partidária ter caído de maneira recorde desde o impeachment de Dilma Rousseff, dois partidos grandes viram suas taxas de divisão interna aumentarem de lá para cá: PSB e PDT. Para se ter uma ideia, essas duas legendas registram índice de dispersão até cinco vezes maior do que siglas como PMDB, PT e PSDB, por exemplo.
Para o líder da bancada do PSB, Tadeu Alencar (PE), o fato de o partido ser de centro-esquerda, mas menos dogmático do que o PT, pode explicar a diferença de posicionamento de seus deputados nas votações. “Convivemos muito bem com as divergências e tentamos nos atualizar, fugir da cartilha. Um terço da bancada, incluindo eu, votamos contra a PEC do Teto de Gastos, mas isso é saudável”, afirma.

César Silvestri tem aprovação recorde em Guarapuava

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O prefeito César Silvestri alcançou aprovação recorde em Guarapuava. 77,6% aprovam o seu governo. Contra 20,0% que desaprovam. 2,4% não responderam ou não sabem opinar. Estes índices o colocam no reduzidíssimo grupo de gestores públicos com aprovação de mais de 3/4 da população, um fenômeno nesta época em que a quase totalidade enfrenta altíssimos índices de rejeição.
A pesquisa é do Instituto Paraná Pesquisas, de Murilo Hidalgo, que está fazendo o levantamento, município por município, da opinião dos cidadãos sobre ose seus governantes.

Osmar Dias consolida dianteira na disputa do governo do Paraná

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Há muitas dúvidas no universo político. A mais aguda é quem sobreviverá à Opração Lava Jato e a outros processos em curso contra políticos na ativa. Outra é sobre o que será de partidos e mandatos se tivermos mudanças que afetem as eleições de 2018.
Também há certezas. As pesquisas de opinião consolidam índices de prestígio e popularidade dos candidatos naturais às majoritárias no Estado. Osmar Dias, por exemplo, aparece em primeiro em todas as pesquisas feitas em municípios e muito próximo de vencer como candidato a governador ainda no primeiro turno. A última, feita em Guarapuava pelo Instituto Paraná Pesquisas, mostra Osmar Dias com 49% das intenções de voto. Isto há pouco menos de dois anos da eleição, sem campanha, sem ao menos visitar as bases.
Ratinho Jr, do PSD, tem 31,7%. Cida Borgheti, do PP, 5,5%; e Valdir Rossoni, do PSDB, tem 4,7%.

Chikungunya é o maior desafio de saúde pública em 2017, diz ministro

Ministro da Saúde fala sobre combate ao Aedes aegypti

Em balanço de 200 dias de trabalho, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta segunda-feira, 26, que o combate ao mosquito Aedes aegypti é o maior desafio de 2017 na área de saúde pública. Com a expectativa de fechar 2016 com um crescimento dos casos de febre chikungunya em 627%, o ministro reiterou que o problema é sério porque o mosquito é o transmissor universal de vírus, que começou com a epidemia de dengue, zika e agora chikungunya.
“Cada cidadão é responsável pelo combate ao mosquito. Não há força pública capaz de estar em todos os lugares eliminando os focos”, disse.

O check up final de Lula para se livrar de vez do fantasma do câncer

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Lauro Jardim, O Globo
Lula fará em fevereiro um check up no Sírio-Libanês, em São Paulo. Faz parte do acompanhamento semestral de controle do câncer de laringe.
Será o último check up previsto: se neste próximo exame não houver sinal da volta do câncer, a cura pode ser confirmada. A previsão é que dure uma manhã.

O Globo

‘BONDES’ DE BANDIDOS VOLTAM A ATERRORIZAR POPULAÇÃO DO RIO



Voltaram a circular nas ruas do Rio, principalmente nos bairros de Botafogo e Tijuca, os famosos “bondes” – carros com quatro ou seis bandidos armados, exibindo o arsenal ostensivamente. Estudiosos de segurança pública e criminalidade atribuem o ressurgimento dos “bondes” à crise financeira do Estado, em razão da situação falimentar das polícias, impactando fortemente na motivação dos policiais. 
O ressurgimento desses grupos é considerado prova do colapso das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) em diversas regiões da cidade.
Um desses grupos, armado com fuzis e até granadas, foi responsável por “resgatar” o traficante Fat Family de um hospital carioca.
Em 2011, um ano depois da ocupação do complexo de favelas pelo Exército, um “bonde” com dez carros e 50 traficantes invadiu o Alemão.

A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Prefeito eleito de Osasco é preso ao desembarcar em São Paulo

Rogério Lins durante votação no primeiro turno em Osasco

O prefeito eleito de Osasco, na Grande São Paulo, Rogério Lins (PTN), se entregou à polícia na manhã deste domingo (25), após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos vindo de um voo de Miami. 
Atualmente vereador em licença e considerado foragido desde o dia 6 de dezembro, Lins é alvo de um mandado de prisão preventiva na Operação Caça Fantasmas, que apura um suposto esquema milionário de fraudes na contratação sem concurso público de centenas de servidores, mantendo funcionários fantasmas nos gabinetes.
Ao desembarcar, Lins se apresentou à Polícia Federal e foi encaminhado à Deatur (Delegacia de Atendimento ao Turista), onde a prisão foi registrada. Após o registro ele foi levado para o Centro de Detenção Provisória de Osasco, de acordo com a TV Globo.
"Não tenho dúvida que a verdade virá à tona e a nossa inocência será comprovada", disse Lins, em vídeo publicado ainda pela manhã em sua página pessoal no Facebook. Ainda no vídeo, ele diz respeitar o trabalho do Ministério Público e da Justiça e diz voltar ao Brasil "de cabeça erguida".