sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Polícias do PR cumprem 109 mandados contra organização criminosa

 


A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Militar do Parana (PMPR) estão nas ruas na manhã desta sexta-feira (28) para cumprir 109 mandados judiciais contra uma organização criminosa responsável por movimentar em média 1,5 tonelada de drogas por mês ao longo de dois anos. A ação acontece simultaneamente em cidades do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Entre as ordens judiciais estão 54 de busca e apreensão, 42 de prisão e 13 de bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens imóveis e veículos vinculados à organização.

As equipes policiais contam com helicópteros da PCPR e da PMPR e com cães de faro para ampliar a eficácia das buscas. A Polícia Penal do Paraná (PPPR) participa da operação de acordo com suas atribuições constitucionais.

No Paraná, os mandados são cumpridos nas cidades de Maringá, Paranavaí, Loanda, Porto São José, São Pedro do Paraná, Santa Isabel do Ivaí, Querência do Norte, Sarandi e Pitangueiras. Fora do Estado, a ação ocorre em São Paulo, Campinas e Guarulhos (SP); em Pouso Alegre (MG), Campo Grande (MS) e São Joaquim (SC) com o apoio de policiais civis e militares locais.

A investigação iniciou há cerca de dois anos e revelou a estrutura do grupo criminoso com atuação concentrada em Maringá, Loanda e Campinas, especialmente no tráfico interestadual e na lavagem de dinheiro.

"A organização enviava 100 a 150 quilos de drogas por dia para São Paulo, especialmente para a cidade Campinas, e obtinha faturamento milionário com a venda ilícita”, afirma o delegado Leandro Roque Munin.

A droga era embalada em malas e entregues a pessoas responsáveis pelo transporte, principalmente via ônibus. A organização criminosa utilizava estabelecimentos comerciais em Maringá, como lojas de veículos e tabacarias, para realizar a lavagem do dinheiro oriundo destas operações.

Durante o curso da investigação, ao menos nove pessoas foram presas, incluindo um dos líderes do grupo, que foi capturado no Paraguai graças a uma ação conjunta entre PCPR, PMPR, Polícia Federal e Polícia do Paraguai.

Outras prisões aconteceram em dezembro de 2023, quando os policiais localizaram um centro de distribuição de drogas em Maringá. Na ocasião, duas pessoas foram presas em flagrante com grande quantidade de entorpecentes, malas e bolsas para o transporte de drogas e balanças de precisão para pesar as drogas. Mais três flagrantes foram registrados em rodovias do Paraná: dois na cidade de Bandeirantes e um em Cambará.

“Essa operação é o resultado de um esforço conjunto, técnico e contínuo de inteligência e investigação, que expõe a complexidade e a ramificação dessa organização criminosa”, complementa o delegado.

O tenente-coronel Cristian Nogueira, da PMPR, também reforça a importância da integração no enfrentamento ao crime organizado. “A união de esforços entre as equipes foi determinante para enfraquecer a estrutura da organização criminosa, garantindo ações coordenadas, troca qualificada de informações e apoio mútuo para atingir os principais responsáveis pelo esquema”, ressalta.


Carros de luxo, relógios e até jatinho são apreendidos pela PF em operação contra produção ilegal de remédio para emagrecer


Na operação contra uma quadrilha que produzia ilegalmente o medicamento de emagrecimento Mounjaro (Tirzepatida) deflagrada nesta quinta-feira (27), a Polícia Federal areendeu carros de luxo, relógios caros e até um avião, registrado em nome de um laranja, segundo os investigadores.

A operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Um dos principais alvos é o médico e escritor Gabriel Almeida, que atende em um consultório instalado em uma mansão no bairro dos Jardins, em São Paulo, e tem mais de 750 mil seguidores nas redes sociais.

De acordo com a PF, Almeida e outros profissionais manipulavam ilegalmente o princípio ativo do Mounjaro, sem autorização da Anvisa, sem pagar patente e divulgavam o produto como se fosse regularizado. Eles ofereciam o tratamento para emagrecimento nas redes sociais.

A investigação durou quase um ano e começou após uma denúncia da empresa detentora da patente do medicamento.

Em nota, a defesa do médico Gabriel Almeida disse:

“O Dr. Gabriel Almeida é médico, escritor e palestrante. Ele não fabrica, não manipula e não rotula qualquer espécie de medicamento. A acusação de que ele seria responsável pela produção de fármacos é fática e tecnicamente impossível, visto que sua atuação profissional se restringe, exclusivamente, à medicina clínica e à docência.

A relação do Dr. Gabriel Almeida com a substância Tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) é estritamente científica e acadêmica. Em suas redes sociais, cursos e palestras, o médico exerce sua liberdade de cátedra para analisar, à luz de estudos internacionais, a farmacocinética da substância. O médico não faz propaganda de produtos ilegais; ele promove o debate técnico sobre as diferenças, vantagens e desvantagens entre a medicação de referência e as possibilidades da medicina personalizada (manipulados), sempre pautado na literatura médica vigente. Confundir debate científico com comércio ilegal é um erro grave de interpretação.

Polícia Civil prende chefe do tráfico em bairro de Jandaia do Sul


 














A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (27) a Operação "Vila Segura", focada no combate ao tráfico de drogas em jandaia do Sul e região. A ação resultou na prisão de duas pessoas e na apreensão de um adolescente. Entre os detidos está um homem investigado por ser o chefe do tráfico na Vila Santo Antônio.

Ao todo, os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão: três na Vila Santo Antônio, um na zona rural de Jandaia do Sul e dois no município vizinho de Marialva. Durante as diligências, as equipes apreenderam 70 munições e R$ 4.800,00 em dinheiro.
Tentativa de destruir provas

Um fato chamou a atenção dos policiais durante a abordagem em uma das residências: dois dos alvos quebraram seus próprios aparelhos celulares assim que perceberam a entrada da equipe, na tentativa de impedir o acesso a dados e evidências.

Segundo a Polícia Civil, os dispositivos danificados foram recolhidos e serão enviados para perícia técnica. O objetivo é recuperar as informações que podem subsidiar novas fases da investigação.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Jandaia do Sul e contou com o apoio operacional da Delegacia de Marialva e da 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana.

Inferno em arranha-céus de Hong Kong: 44 mortos e quase 300 desaparecidos

 


Um incêndio de proporções históricas atinge um conjunto de arranha-céus em Tai Po, Hong Kong, desde a manhã desta quarta-feira, deixando pelo menos 44 mortos e quase 300 pessoas desaparecidas.

O fogo consumiu sete prédios de 31 andares cada, em um complexo com quase 2 mil apartamentos e mais de 4,6 mil moradores, incluindo explosões, fumaça densa e calor extremo. Entre as vítimas está um bombeiro que trabalhava no resgate.

As chamas se espalharam com velocidade impressionante devido a andaimes de bambu usados nas reformas — técnica tradicional da região que facilita a propagação do fogo.

Hong Kong não enfrentava um incêndio de nível cinco, o mais grave, há quase 20 anos. Equipes de mais de 700 bombeiros atuam ininterruptamente para controlar a situação e resgatar moradores.

A tragédia evidencia a crise de moradia local: prédios superlotados, apartamentos minúsculos chamados pelos moradores de “caixões” e condições precárias.

“Para muitas pessoas, isso aqui é uma casa. Não sou claustrofóbico, mas a sensação é horrível”, relatou o correspondente Rodrigo Carvalho, que esteve na região para cobrir a crise habitacional em outubro.

As autoridades já prenderam três pessoas suspeitas de provocar o incêndio acidentalmente e abriram investigação para apurar as causas.

Geral Governo Lula usou apenas 15% das verbas de combate ao feminicídio


 












O governo Lula utilizou menos de 15% dos recursos destinados ao plano de combate ao feminicídio, segundo relatório da Consultoria de Orçamento do Senado solicitado pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP).

O Plano de Ação do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, lançado em março de 2024, recebeu R$ 1,4 bilhão para 2024 e 2025, mas apenas 14,7% foi executado até junho de 2025. Em 2024, só 28,4% da verba prevista foi usada; em 2025, até junho, a execução caiu para 5,3%.

O relatório destaca que o feminicídio segue em alta: foram 1.492 casos em 2023, o maior número desde 2015.

Gabrilli criticou a baixa execução: “Não é falta de norma, é falta de prioridade”. A consultoria admite dificuldade em identificar todas as ações ligadas ao plano, mas aponta “baixa execução” geral.

Crise política se intensifica e ameaça pautas decisivas do governo Lula


 














A relação entre o governo federal e o comando do Congresso vive seu momento mais tenso do ano. A ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na cerimônia de sanção da isenção do Imposto de Renda, na quarta-feira (26), escancarou o distanciamento. A rusga coloca em risco temas centrais para o Planalto, como o Orçamento de 2026, a PEC da Segurança Pública e a aprovação de Jorge Messias para o STF, que podem virar derrotas expressivas para o presidente Lula (PT).

O clima azedou a ponto de a prisão de Jair Bolsonaro (PL) ter perdido espaço no radar do Congresso. A direita reagiu apenas de forma protocolar, e o debate sobre uma eventual anistia ficou restrito a conversas de bastidores. A tensão ganhou novos capítulos com a movimentação de Alcolumbre para minar a indicação de Messias ao Supremo e a aprovação, pelo Senado, do projeto que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde — proposta de forte impacto fiscal e interpretada como recado direto ao governo.

Na Câmara, Hugo Motta também se afastou do Planalto após troca de farpas públicas com o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), motivada pela escolha de Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto antifação. Petistas afirmam que Motta tentou separar o desgaste pessoal da relação institucional, mas admitiram que o presidente da Casa reclama de acordos descumpridos, atrasos na liberação de emendas e falta de avanços em nomeações prometidas a aliados.

A crise ainda pode travar votações fundamentais, como o corte de R$ 20 bilhões em subsídios e a MP que estimula a instalação de data centers. A interlocução com Fernando Haddad, que já foi vista como estável, também entrou na mira de deputados. No Planalto, auxiliares de Lula reconhecem o mau humor do Congresso, mas insistem que, apesar dos atritos políticos, a relação institucional entre os Poderes não deveria ser contaminada pelo embate.

Com informações de Folha de S.Paulo

Ex-presidente critica plano dos Correios e diz que estatal caminha para “encerramento programado”


 
















O ex-presidente dos Correios, Guilherme Campos, fez duras críticas ao plano de recuperação aprovado recentemente pela atual gestão da estatal. Segundo ele, a estratégia — que prevê a contratação de até R$ 20 bilhões em empréstimos com garantia do Tesouro Nacional — representa uma espécie de “morte assistida” da empresa. Campos argumenta que o foco excessivo na redução de custos, sem medidas claras para ampliar receitas, aponta para um futuro de enfraquecimento da companhia.

Campos presidiu os Correios entre 2016 e 2018, durante o governo Michel Temer, e afirma que o que tem sido divulgado não apresenta perspectiva de crescimento. “O que vejo é apenas uma visão de corte, de quem não acredita nos Correios como empresa. Tomar empréstimos de longo prazo sem estratégia de expansão pode significar administrar o fechamento da estatal lá na frente”, disse. Ele destacou ainda que as informações divulgadas até agora são insuficientes para indicar uma virada de rumo.

Os Correios enfrentam uma das piores crises da sua história. Entre janeiro e junho deste ano, a empresa acumulou prejuízo de R$ 4,37 bilhões — três vezes maior que o déficit registrado no mesmo período do ano passado. O plano aprovado prevê um ciclo dividido em três etapas: recuperação financeira, consolidação e, por fim, crescimento. Entre as medidas anunciadas estão um Programa de Demissão Voluntária, ajustes no plano de saúde, modernização da operação e garantia de liquidez até 2026. A estatal não comentou as críticas do ex-presidente.

Guilherme Campos assumiu os Correios após dois anos consecutivos de forte prejuízo e conseguiu reverter o cenário, alcançando lucro em 2017 e 2018. Hoje, atua como secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O atual presidente da estatal, Emmanuel Rondon — servidor de carreira do Banco do Brasil — foi nomeado em setembro pelo presidente Lula, em substituição a Fabiano Silva dos Santos, que deixou o cargo após poucos meses no comando.

Com informações do Estadão

Clima tenso com o Congresso pode esvaziar ato de Lula para sancionar isenção do IR


 















O desgaste entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional ameaça comprometer a cerimônia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar, nesta quarta-feira (26), a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. Embora convidados, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não haviam confirmado presença até a véspera, refletindo o clima azedo entre as cúpulas dos Poderes.

Nos bastidores, a ausência de ambos é atribuída a rupturas recentes com articuladores do governo no Legislativo. Alcolumbre rompeu com Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, após Lula indicar Jorge Messias ao STF sem consultá-lo previamente — movimento que frustrou o grupo que apoiava o nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

Na outra ponta, Hugo Motta se afastou do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarando que só tratará de temas com o deputado de forma estritamente institucional. O atrito acabou respingando também na relação da Casa com o Planalto, ampliando a resistência de Motta a participar da agenda presidencial.

Apesar das tensões, os parlamentares responsáveis pela relatoria da proposta no Congresso confirmaram presença no ato. Rivais históricos em Alagoas, Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB) estarão no evento, reforçando o peso político da medida econômica mesmo em meio à turbulência entre Executivo e Legislativo.

Com informações do R7

Moraes comunica Câmara sobre perda do mandato de Ramagem, condenado e nos EUA


 















O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, notificou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a perda do mandato do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão ocorre após o parlamentar, condenado por participação na suposta trama golpista, ter sido visto nos Estados Unidos, para onde viajou apesar de estar proibido de deixar o país.

Mais cedo, Moraes determinou o início da execução das penas aplicadas aos condenados no caso, incluindo Ramagem, ex-diretor da Abin, sentenciado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado. Com a condenação transitada em julgado, caberá agora à Mesa Diretora da Câmara oficializar a cassação, decisão tomada ainda em setembro pela 1ª Turma do STF, mas que passa a valer com a comunicação formal.

Segundo Moraes, a Casa Legislativa deve declarar a perda do mandato conforme estabelece o artigo 55 da Constituição. Enquanto isso, Ramagem segue nos Estados Unidos, alegando estar no país “por segurança” e negando ser foragido. A viagem, no entanto, violou determinação judicial que o impedia de deixar o Brasil e exigia a entrega de todos os passaportes.

Após a descoberta de sua permanência no exterior, a Câmara informou não ter autorizado missão oficial nem sido comunicada sobre seu deslocamento. A Casa registrou ainda que Ramagem apresentou atestados médicos cobrindo períodos entre setembro e dezembro, enquanto permanecia fora do país.

Com informações do Poder 360