segunda-feira, 1 de junho de 2020

Casos de coronavírus dispararam no Paraná no mês de maio, mostram boletins

O secretário da Saúde, Beto Preto (em primeiro plano): frio preocupa

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou, no boletim de ontem, último dia do mês de maio, mais 214 diagnósticos de Covid-19. O acumulado agora é de 4.687 casos espalhados em 248 municípios paranaenses. Mais uma pessoa morreu em decorrência da infecção, total de óbitos é de 182.
O cenário do mês de maio ficou bem diferente dos meses anteriores desde o primeiro caso confirmado no Estado, e mostra o salto que a doença deu desde então. O mês de abril, como comparação, encerrou com 1.407 casos, 86 óbitos e registros em 131 municípios.
Os primeiros casos do novo coronavírus foram confirmados no Estado apenas no boletim do dia 12 de março. Foram seis casos, cinco em Curitiba e um em Corbélia.
Desde meados de maio, os casos no Paraná começaram a disparar de uma forma superior ao que vinha ocorrendo. No dia 20 de maio foram 137 casos confirmados e sete mortes pela Covid-19. Na época o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, atribuiu a elevação ao aumento de atividades nas últimas semanas.
“Tivemos as filas nas agências da Caixa para recebimento de benefícios do auxílio emergencial e também o movimento do Dias das Mães. Não há milagre nisso. Se o número de pessoas nas ruas aumenta, o número de casos também aumenta. Ainda estamos com a curva sob controle, mas para continuar assim os paranaenses precisam continuar a colaborar com o isolamento social e as medidas sanitárias”, disse o secretário na época.
Já naquele dia, o secretário já previa um aumento dos casos no Paraná, fato pode se agravar com a chegada de dias seguidos mais frios. O inverno tem início no dia 20 de junho.
“O pico (da doença) virá com o frio e com a chuva, porque o tempo seco ajuda a segurar a disseminação do vírus. Por isso o isolamento é importante e quem tiver que sair, precisa usar a máscara e tomar todos os cuidados”, afirmou Preto.
Porém, o secretário também disse que os casos iriam ter uma alta esperada pela quantidade de testagens que subiram no Estado. Os resultados dos testes realizados em farmácias, por exemplo, agora também entram para as estatísticas.
Na semana passada, quando estes testes foram incluídos no boletim da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, foram 94 confirmações em um dia, quando a média da Capital oscilava entre 15 e 20. Como os resultados das farmácias estavam represados, acabaram vindo de uma só vez para o boletim da Saúde na Capital.
Os casos mês a mês (dados do último dia de cada mês)
Data                  Casos           Mortes      Cidades com casos
31 de maio         4.687             182               248
30 de abril          1.407              86                131
31 de março          179               3                   36
28 de fevereiro
(1º boletim)              9 casos suspeitos que foram descartados

Chá de bebê com aglomeração vira alvo de denúncias em Arapongas



Um chá de bebê foi alvo de denúncias no sábado (30), em Arapongas. O evento, realizado no Jardim Brasil, descumpriu as normas estabelecidas em decreto municipal para prevenção do novo coronavírus, que proíbe eventos para evitar aglomeração de pessoas.

De acordo com a Guarda Municipal, várias denúncias foram registradas e uma equipe foi até o local verificar a situação. A responsável informada sobre o que o decreto estabelece e orientada para que todos usassem máscaras. uso de máscaras. Ela ainda se comprometeu em encerrar o evento o mais rápido possível.

Acesso à internet é exclusivo no celular para 59% no Brasil



A pesquisa TIC Domicílios apontou que 58% dos brasileiros acessavam a internet em 2019 exclusivamente pelo telefone celular. O estudo indicou que a conexão estava disponível para 74% da população, o que correspondia a 134 milhões de pessoas, e em 71% dos lares no país.
O telefone celular foi praticamente “universalizado” entre os internautas brasileiros: 99% dos ouvidos relataram possuir o aparelho. Esta modalidade era menor até 2014, quando estava em 76% dos internautas, e se tornou a principal a partir de 2015.
Já o uso da internet por meio de computadores vem caindo. Em 2014, este era o meio mais comum, com 80%. Foi ultrapassado pelo celular e caiu pela metade deste então, chegando a 42% dos usuários de internet em 2019. Já o acesso pela televisão saiu de 7% em 2014 para 37% no ano passado.
Conforme a pesquisa, 90% dos brasileiros possuíam aparelho celular. Deste total, 62% contratavam planos pré-pagos. Nas classes D e E, este percentual sobe para 70%.
A dependência do celular varia bastante conforme as características socioeconômicas. Ela ficou em 79% na área rural e em 56% na urbana. Nas pessoas da classe A, o uso exclusivo era realidade para 11%, enquanto nas classes D e E era regra para 85% das pessoas. Na classe C, o índice também era alto, de 61%. O percentual também foi maior entre mulheres (63%) do que em homens (52%).
Essa condição também difere no recorte por escolaridade: é de 90% para analfabetos ou pessoas que só estudaram até a educação infantil, 61% para quem possui ensino médio e 19% para quem obteve diploma de nível superior. Já na avaliação por idade, o índice fica maior entre os adolescentes (65%) e idosos (65%) e menor na faixa intermediária, de 16 a 59 anos (56%).

Impacto de experiências

O coordenador do Cetic.br, responsável pela pesquisa, Alexandre Barbosa, observa como essa variação por renda impacta as experiências destes usuários. “É bom que tenha acesso, mas tem limitações para o desenvolvimento de muitas habilidades. Quem faz uso exclusivo do celular tende a ter um uso bem instrumental. Por exemplo: quando a gente avalia o uso múltiplo de dispositivos, o uso de governo eletrônico é maior. Aqueles pelo celular o patamar é 30 pontos a menos. Estamos caminhando no sentido de ter acesso amplo, mas não basta ter acesso”, disse.
De acordo com o pesquisador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e da Rede de Pesquisas em Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavits), Rafael Evangelista, há um efeito preocupante dessa dependência no uso. Isso porque há uma franquia limitada de dados e como os pacotes variam conforme a renda, um grande contingente contrata serviços com pouca capacidade, ficando relegado aos aplicativos gratuitos.
“As pessoas ficam reféns dos serviços grátis. Isso afunila para certas aplicações que fazem acordos com operadoras. Há uma concentração na informação muito restrita a certas aplicações, como WhatsApp. Tem problema que não consegue verificar a informação e não tem acesso livre, para que você escolha o que você está consumindo”, pondera, em referência ao problema da profusão de desinformação nas redes sociais.

Usuários por antena

A advogada e integrante do Comitê Gestor da Internet e da Coalizão Direitos na Rede Flávia Lefévre destaca que a franquia existe porque a infraestrutura disponível para acesso à internet tem limites. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) estabelece a média recomendada de 1,5 mil usuários por antena. No estado de São Paulo, por exemplo, essa proporção varia entre 2,5 mil e 3,5 mil usuários por antena. Em alguns bairros de baixa renda da capital paulista, chega a 10 mil usuários por antena.
“A aposta que os governos fizeram de fazer a inclusão digital pela rede móvel está mostrando que leva a resultados indesejáveis e não inclui. Você vê que o uso principal é mensagem e redes sociais. Outros usos são poucos. As demais atividades estão circunscritas a classes A e B e C. Nesta pandemia, a gente está vendo estudantes de periferia com dificuldade de estudar em casa”, disse a advogada.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Telecomunicações (Sinditelebrasil), Marcos Ferrari, onde há competição e viabilidade para o investimento, a concorrência está permitindo uma melhoria da infraestrutura, como com o uso de fibra.
“Nas cidades menores, de baixo IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], e em áreas menos favorecidas, há a necessidade de se ter políticas públicas que favoreçam a demanda (tributação menor), que incentivem o uso de recursos dos fundos setoriais para disponibilizar infraestrutura e que privilegiem nos editais de venda de licenças (como o 5G) compromissos de abrangência voltados à ampliação de backhaul óptico e infraestrutura de acesso”, defende. (ABr)

Segunda parcela do Auxílio emergencial começa a ser creditada na conta de beneficiários



A Caixa Econômica Federal informou neste domingo (31) que vai começar a creditar a segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 diretamente nas contas bancárias indicadas pelos beneficiários. Os recursos, que haviam sido antecipados para uso digital pelo aplicativo Caixa Tem, agora serão transferidos automaticamente para as contas informadas pelos beneficiários, de acordo com o calendário de saque em espécie.
A transferência dos valores não movimentados pelo Caixa Tem será realizada para quem indicou contas para recebimento de outros bancos ou poupança existente na Caixa. Com isso, esses beneficiários poderão procurar as instituições financeiras com quem tem relacionamento, caso queiram sacar, segundo orientou o banco estatal.
Mais de 50 bancos participam da operação de pagamento do auxílio emergencial. Segundo o governo, todos os beneficiários do Bolsa Família elegíveis para o auxílio emergencial já receberam o crédito da segunda parcela.
“A Caixa reforça que não é preciso madrugar nas filas. Todas as pessoas que chegarem nas agências durante o horário de funcionamento, das 8h às 14h, serão atendidas. Elas vão receber senhas e, mesmo com as unidades fechando às 14h, o atendimento continua até o último cliente. O banco fechou parceria com cerca de 1.200 prefeituras em todo o país para reforçar a organização das filas e manter o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas”, informou a Caixa, em nota.
Agência Brasil

Celso de Mello: ‘É preciso resistir à destruição da ordem democrática’

STF rejeita aplicação de teto remuneratório em estatais do DF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello enviou mensagem a ministros da corte alertando que a “intervenção militar, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia”, nada mais é “senão a instauração, no Brasil, de uma desprezível e abjeta ditadura militar!!!!”.
O decano da corte comparou ainda o momento vivido pelo Brasil com o da Alemanha sob Adolf Hitler. “Guardadas as devidas proporções, o ‘ovo da serpente’, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) parece estar prestes a eclodir no Brasil”, diz ele. “É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que ocorreu na República de Weimar quando Hitler, após eleito pelo voto popular e posteriormente nomeado pelo presidente Paul von Hindenburg como chanceler da Alemanha, não hesitou em romper e em nulificar a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar, impondo ao país um sistema totalitário de Poder”, diz Celso de Mello.
Mello é o relator do inquérito que investiga as acusações, levantadas pelo ex-ministro Sérgio Moro, de que Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal.  O ministro se aposenta em novembro deste ano, quando completa 75 anos.
Na semana passada, Bolsonaro compartilhou o vídeo de uma entrevista em que o jurista Ives Gandra Martins defende que as Forças Armadas podem agir como poder moderador, de forma pontual, quando houver impasse entre os demais poderes. Segundo ele, a hipótese estaria prevista no artigo 142 da Constituição, que trata do papel institucional dos militares no país.
O título do vídeo retuitado por Bolsonaro era “A politização no STF e a aplicação pontual da 142”. As falas de Ives Granda têm sido invocadas por defensores de uma intervenção dos militares nos outros poderes.
Juristas de outras correntes dizem, no entanto, que a ideia defendida por Ives Gandra e Bolsonaro é descabida.

Oito pessoas da mesma família testam positivo para Covid-19 em Arapongas



Oito pessoas de uma mesma família foram infectadas pelo novo coronavírus, em Arapongas. A informação foi confirmada no fim da tarde deste domingo (31), pela Secretaria Municipal de Saúde. Vários desses casos já haviam sido noticiados em boletins anteriores. O oitavo caso na família é também o 67º. caso no município, confirmado neste domingo pela Vigilância Epidemiológica. Ainda sobre esse assunto, a Secretaria da Saúde tem a informar que:

O 67º caso de Covid-19 diagnosticado em Arapongas faz parte de uma mesma família que se reuniu no Dia das Mães. Oito membros desta família, também de Arapongas, se contaminaram até o momento.
O primeiro caso da família é de um paciente do sexo masculino e tem 68 anos;- Após diagnosticar esse primeiro caso, que havia sido internado em leito de enfermaria, a Vigilância Epidemiológica do município traçou o perfil e passou a monitorar os familiares que tiveram contato com este membro da família. O segundo caso na família é de paciente do sexo feminino, idade 48 anos e está curado;- O terceiro caso: sexo masculino, idade 51 anos e está curado.
O quarto caso: sexo feminino, idade 69 anos e está curado. O quinto caso é uma moça de 18 anos que já está recuperada. O sexto caso: sexo masculino, idade 29 anos, foi internado, recebeu alta. Permanece com a doença e encontra-se em isolamento domiciliar. O sétimo caso: sexo feminino, idade 50 anos e está curado;- O oitavo caso: sexo masculino, idade 55 anos, permanece com a doença e encontra-se em isolamento domiciliar.
Portanto, destas oito pessoas, cinco já estão recuperadas e três permanecem com a doença até o momento, porém nenhuma está internada. Há ainda um caso suspeito, também da mesma família. O paciente realizou o teste, que foi enviado ao Laboratório Central do Paraná (Lacen), e aguarda o resultado.
Segundo a secretaria, alguns membros desta família que se encontram curados foram contabilizados em boletins anteriores devido ao fato de não mais apresentarem sintomas e por estarem em isolamento domiciliar há mais de 14 dias.- A Secretaria de Saúde de Arapongas reforça a importância de que a população siga as orientações dos especialistas, mantendo os cuidados de higiene, usando máscaras e evitando aglomerações, inclusive com festas familiares.

Só 14% dos profissionais de saúde se sentem preparados para pandemia, diz estudo da FGV



Um estudo elaborado pelo Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), da Fundação Getulio Vargas (FGV), que reuniu impressões de 1.456 profissionais de saúde de todo o país sobre a pandemia de covid-19, apurou que somente 14,29% deles se sentem preparados para atuar no novo contexto. No total, 64,97% responderam que não sabem lidar adequadamente com a crise sanitária e os demais optaram por não avaliar a questão.
Descobriu-se que o tempo de serviço acaba não sendo um fator gerador de maior confiança para saber como agir durante a pandemia, considerando-se que 64,84% dos respondentes exercem suas atividades há mais de dez anos. Também através das entrevistas, feitas em ambiente online, no período de 15 de abril a 1º de maio, os pesquisadores constataram que a percepção muda conforme a região em que os profissionais se encontram. Em estados do Norte e do Nordeste, há um número maior de profissionais que declaram insegurança.
O estudo também revela que os agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate à endemia (ACE) são os que se sentem menos capazes de enfrentar a atual conjuntura. Apenas 7,61% desse grupo julgam estar prontos para encarar os desafios impostos pela crise. Já entre os profissionais de enfermagem, a proporção dos que se acham preparados é de 20,09%.
Apesar dos contrastes verificados com a regionalização e recorte de categoria profissional, há um elemento que todos compartilham: o medo. O grau mais elevado, de 91,25%, foi registrado entre os ACS e os ACE, seguido por 88,24% de profissionais das equipes ampliadas da saúde, 84,31% dos trabalhadores da área de enfermagem e 77,68% dos médicos. Mais da metade (55%) disse conhecer alguém que foi infectado pelo novo coronavírus ou teve suspeita da doença.
A pesquisa mostra 32% dos profissionais receberam itens de equipamento de proteção individual (EPIs), caindo para 19,65% nas categorias de ACS e ACE. Na capital paulista, por exemplo, são os ACS que saem às ruas para levar orientações sobre medidas preventivas à população, ou seja, têm contato direto com outras pessoas, regularmente, tanto como médicos e enfermeiros.
No questionário online, os entrevistados opinaram, ainda, sobre as soluções oferecidas pelo poder público, no âmbito da pandemia. Os resultados mostram que mais da metade acredita que o governo tem deixado de prestar a devida atenção aos profissionais de saúde. Quanto ao apoio institucional por parte de governos estaduais, o índice de desaprovação é de 51%. Já quando se trata do governo federal, o nível atinge 67%. A falta de suporte de chefias diretas se sobrepõe às demais, sendo apontada por 71,82% dos entrevistados.
Outra queixa diz respeito a orientações sobre procedimentos. A maioria deles, porém, afirma não ter recebido nenhuma instrução. Segundo a pesquisa, 21,91% relata ter recebido treinamento específico sobre a pandemia, sendo que a maioria é de médicos.
“Também tem uma diferença importante entre a atenção primária e a atenção terciária. Na atenção terciária, em que estão os profissionais da área hospitalar, embora não estejam se sentindo preparados, estão se sentindo mais preparados que na atenção primária. E a mesma coisa com relação a EPIs”, complementa a coordenadora do NEB, Gabriela Lotta.
A pesquisa suplementa as informações indicativas de vulnerabilidade dos profissionais, abordando aspectos sobre a relação que têm mantido com pacientes. Nessa dimensão, observou-se que a pandemia tem provocado mudanças, como o distanciamento físico, citado por 88% dos entrevistados.
Outro ponto, tomado como relevante por Gabriela, é o abalo ao alcance de recomendações que fazem aos pacientes e à população. A cientista política comenta que, em razão da disputa de discursos que o mundo vivencia e que divide a população entre aqueles que levam a situação com seriedade e outros que a minimizam, os profissionais de saúde tornaram-se alvo de hostilização.
Muitas vezes, os gestos assumem a forma de agressões físicas, conforme apurou a Agência Brasil, em reportagem sobre violências cometidas contra funcionários de enfermagem, no estado de São Paulo.
“Os profissionais estão sendo hostilizados na rua e, inclusive, por pacientes com quem tinham vínculos históricos. Isso apareceu demais nos relatos de profissionais de atenção primária, enfermeiras e agentes comunitários. Tanto porque as pessoas têm medo de eles contagiarem e falam ‘não chegue perto de mim, porque você pode estar doente’, ou o contrário, pessoas que negam a doença e dizem ‘vocês estão querendo me doutrinar, querem que eu fique em casa’. Está um clima muito difícil para esses profissionais, porque, ao mesmo tempo em que estão com uma sobrecarga de trabalho, lidam com a hostilização, especialmente no caso brasileiro”, destaca Gabriela.
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Projeto que cria Lei das Fake News pode ser votado nesta terça-feira

CCJ da Câmara pode votar PEC da prisão em 2ª instância nesta semana

Está prevista para terça-feira (2) a votação no Senado do PL 2.630/2020, projeto que cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, já chamada de Lei das Fake News. O texto visa garantir autenticidade e integridade à comunicação nas plataformas de redes sociais e mensageiros privados para desestimular o seu abuso ou manipulação com potencial de causar danos individuais ou coletivos.
A proposta do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e dos deputados Tábata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) estabelece que as plataformas estão sujeitas a sanções por não cumprirem obrigações legais como, por exemplo: prover relatórios transparentes; exigir a rotulação de bots (aplicações de programa de computador que simulam ações humanas repetidas vezes de forma padrão, robotizada); ou destacar correções feitas por verificadores de fatos independentes.
O texto prevê que a plataforma deve aplicar a verificação responsável, ao invés de moderação e derrubada de conteúdo que é feito hoje: notificando o usuário e permitindo que ele se manifeste e eventualmente recorra da decisão realizada, o que hoje não acontece. O PL não prevê em nenhum trecho a retirada de conteúdo.
As sanções vão desde advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas; multa; suspensão temporária das atividades; até proibição de exercício das atividades no país.
— É um projeto técnico, que cuida das ferramentas que são utilizadas sem criminalizar e sem causar nenhum tipo de risco de censura. Nós preservamos o direito à livre expressão das pessoas, mas buscamos a responsabilização pelos seus atos. É muito importante cuidar disso e cuidar também da responsabilidade das plataforma que, afinal de contas, ganham bilhões com todo esse trânsito de dados em suas redes — afirmou Alessandro Vieira.

Dias Toffoli recebe alta, mas continua afastado das atividades

Dias Toffoli recebe alta, mas continua afastado das atividades

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, recebeu alta hospitalar, em Brasília, na noite de sábado (30), após permanecer internado durante uma semana se recuperando de uma cirurgia para retirada de um abscesso. A informação foi dada pela sua assessoria. Toffoli ainda ficará de licença médica por mais uma semana, até o próximo domingo (7).
Apesar de a cirurgia, realizada no dia 23, ter transcorrido bem, o ministro apresentou sintomas da covid-19 e ficou internado para observação. Os exames realizados pelo ministro deram negativo para o novo coronavírus.
Na ausência de Toffoli, o Supremo é comandado pelo vice-presidente, o ministro Luiz Fux. (ABr)