terça-feira, 1 de outubro de 2019

Paraná é o segundo maior produtor de leite do Brasil, confirma IBGE



A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma que o Paraná passou de terceiro para segundo maior produtor de leite do Brasil - foram 4,4 bilhões de litros produzidos em 2018. Conforme a pesquisa mais recente, divulgada neste mês, o líder nacional é Minas Gerais, que cresceu 1% e produziu 8,9 bilhões de litros em 2018 e, em terceiro lugar, está o Rio Grande do Sul, com 4,2 bilhões de litros de leite produzidos no último ano.
Castro, nos Campos Gerais, lidera a produção brasileira com 292 milhões de litros. Em segundo lugar está o município de Patos de Minas (MG), que produziu 193 milhões de litros. No Paraná, outro destaque é Carambeí, com 180 milhões de litros, que ocupa a terceira posição no ranking nacional.
POLO DE PROTEÍNAS - Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, os números do IBGE confirmam o esforço dos produtores paranaenses e consolidam o Paraná como grande polo produtor de proteínas animais. “Produzimos no ano passado 5,6 milhões de toneladas de carne e 4,4 bilhões de litros de leite, voltando a ocupar a segunda posição no ranking nacional, mas também consolidando o sul do Brasil como a ‘Meca’ do leite”, diz.
Na comparação com 2017, quando o Estado ocupava a terceira posição no ranking brasileiro, a produção paranaense teve uma queda de aproximadamente 1%. Já a produção do Rio Grande do Sul caiu cerca de 3%.
PRODUTIVIDADE - Por outro lado, com relação à produtividade, o Paraná cresceu 3%. Carambeí e Castro, por exemplo, produzem quatro vezes mais do que a média brasileira, que é de dois mil litros ao ano por animal – os dois municípios paranaenses produzem, respectivamente, 9 mil litros e 8, 3 mil litros por vaca ao ano.
“No Paraná, que tem 1,4 milhão de cabeças de gado leiteiro, a produtividade por animal é de 3,2 mil litros ao ano. Junto aos demais estados do Sul, o Paraná tem as maiores produtividades do Brasil”, diz o chefe do Deral Salatiel Turra.
ALTA TECNOLOGIA - Os dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento também mostraram diminuição da produção de leite. Segundo o técnico do Deral Fábio Mezzadri, isso se deve ao aumento do custo de produção, o que tem afastado pequenos produtores desse setor. “No entanto, o investimento dos produtores em alta tecnologia tem colaborado para o aumento da produtividade”, explica.
VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO – O Valor Bruto da Produção (VBP) do leite cresceu na região que engloba os municípios em destaque - que teve crescimento de 12%, ou R$ 103 milhões, sendo responsável por mais de metade do crescimento de 182 milhões no VBP do leite paranaense.
A produção se concentra nas cooperativas, principalmente de origem holandesa. “Este setor vem crescendo ano a ano, se modernizando, tanto em equipamentos como no manejo, com o aumento do plantel em confinamento, gerando empregos e alavancando a economia da região”, diz o técnico do Deral no Núcleo Regional de Ponta Grossa, Luiz Alberto Vantroba.
OUTRAS CULTURAS - Além dos municípios que se destacaram em nível nacional para o leite, a pesquisa do IBGE também mostrou outros destaques paranaenses no Brasil: Ortigueira continua sendo o município maior produtor de mel, Nova Aurora foi o principal município produtor da piscicultura, Toledo se mantém o maior rebanho suíno, e o município de Cascavel tem o segundo maior efetivo de galináceos.

Pitbull morre após salvar donos da picada de cobra venenosa

Zeus morreu aos oito meses de idade, convivia com outros cachorros e brincava com as crianças de sua casa quando a tragédia aconteceu.

Zeus, um pitbull de oito meses, morreu na manhã da última terça-feira, 24, após salvar seus donos de uma cobra coral no jardim de casa na Flórida, Estados Unidos. O filhote mordeu a cabeça da serpente venenosa, após ser picado quatro vezes por ela.

De acordo com Georgina Richardson, mãe das três crianças que seriam atacadas, Zeus ficou com a boca inchada, olhos arregalados e deitou sobre os restos mortais do animal peçonhento para, segundo ela, "garantir que ninguém mais se machucasse".

Rapidamente, a família levou o cão para um hospital veterinário, mas, após uma noite internado em estado grave, ele não resistiu.

"Zeus faleceu ao não aguentar o veneno. Estamos mais que tristes. Ele deu a própria vida para manter meus filhos seguros. Sou eternamente grato a ele", escreveu no Facebook. "Para aqueles que odeiam pitbulls, desfaçam a amizade comigo agora, porque o meu protegeu minha família", desabafou.

A americana defendeu ainda que Zeus se torne "embaixador dos pitbulls", pois é uma raça que "não merece a má publicidade que recebe".

O cãozinho morreu no mesmo dia do aniversário de dez anos de Oriley, filho de Georgina que, ao lado dos dois irmãos, convivia diariamente com o pet. "Hoje, começamos a data com uma tragédia, mas vamos tentar nos mexer e terminar o dia com um pouco de felicidade e bolo", disse ela.

A mulher criou uma vaquinha online para arcar com os custos da internação. Ela afirmou que uma dose anti veneno custa US$ 500 dólares (R$ 2 mil na cotação atual). A repercussão do caso foi tanta que Georgina já alcançou a meta de arrecadação em menos de uma semana.

Adolescente morre após celular explodir em seu rosto durante a noite

Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Uma menina de 14 anos morreu enquanto dormia em Bastobe, no Cazaquistão. De acordo com a polícia local, o celular de Alua Asetkyzy Abzalbek explodiu no travesseiro após ela ter deixado o aparelho conectado ao carregador e ficou usando o fone de ouvido. Durante a manhã, ela foi encontrada sem vida e com ferimentos no rosto.

Os pais da jovem chamaram por ajuda, mas os paramédicos não conseguiram salvar a menina. Especialistas afirmam que o celular de Alua explodiu após superaquecer. A marca e o modelo do aparelho não foram divulgados, assim como não foi revelado se o carregador era original.

Nas redes sociais, amigos e familiares da Alua lamentaram o incidente e a morte da menina.

Partidos mudam leis há 22 anos para tirar mais dinheiro do nosso bolso



Desde 1997, os partidos políticos alteram as leis e os limites de gastos, como se viu agora na tentativa de ampliar o Fundão Sem Vergonha, para facilitar o acesso aos cofres públicos. O presidente Jair Bolsonaro vetou algumas, mas é improvável que os vetos sejam mantidos pelo Congresso. As alterações são manobras para acesso livre ao bolso do cidadão, fazendo-o pagar, além de campanhas, até multas eleitorais. Na campanha de 2020, já estão autorizados a nos tirar R$1,7 bilhão. 
Em 1997, os partidos cancelaram os parâmetros da Lei de Licitações e o dinheiro deixou de ser gasto pela melhor relação custo/benefício.
Já em 1998, o Congresso proibiu o cancelamento do registro de um partido que não apresentar ou tiver as contas rejeitadas.
Políticos aumentaram para 5 anos, em 2009, o prazo para julgamento das contas partidárias e limitou a suspensão dos repasses a um ano.
Desde 2015, o repasse só é suspenso se o partido está inadimplente, mas a reprovação das contas deixaram de configurar a inadimplência.

Comissão mista vota parecer com novas regras de saque do PIS e do FGTS

Com essas medidas, o governo pretende devem injetar até R$ 42 bilhões na economia até o fim de 2020 Foto: Marcos Corrêa

A comissão mista sobre a medida provisória (MP 889/19) que traz regras para saques no PIS/Pasep e no FGTS, reúne-se nesta quarta-feira (2) para votar o parecer do relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).
De acordo com a MP, desde 19 de agosto, qualquer titular de conta individual no PIS/Pasep,  ou seus dependentes, se for o caso, pode sacar o saldo integral. Esses fundos atendiam trabalhadores com carteira assinada ou servidores públicos até 1988.
Em relação ao FGTS, de setembro a março de 2020, o trabalhador poderá retirar até R$ 500 de cada conta ativa ou inativa. Outra opção, será fazer retiradas, a partir de 2020, no mês do aniversário, em valores que dependerão do saldo da conta.
Com essas medidas, o governo pretende devem injetar até R$ 42 bilhões na economia até o fim de 2020.
A votação do parecer está marcada para as 14h30, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.(Com informações Agência Câmara)

STJ mantém ordem para governo de Alagoas nomear 387 concursados da Saúde

Plenário do STJ. Foto: José Alberto/STJ

O Superior de Justiça (STJ) confirmou, na última quinta-feira (26), a decisão de 1º grau que determinou que o Governo de Alagoas nomeie 387 aprovados no concurso público realizado, ainda no ano de 2002, para a área da saúde. Em todos os seus pareceres, a 10ª Procuradoria de Justiça Cível do Ministério Público de Alagoas (MPAL) sempre defendeu a nomeação do cadastro de reserva do certame.
Como não cabe mais recurso, o Poder Executivo deverá convocar os candidatos que conquistaram aprovação, no limite estipulado na sentença.
Na última fase do processo, o parecer emitido pela procuradora de justiça Denise Guimarães foi levado em consideração pelo ministro Francisco Falcão, relator do acórdão, que negou o recurso especial do Estado, mantendo, por unanimidade dos demais ministros do STJ, a sentença do 1º grau e o acórdão do TJAL para nomeação de todos os cargos vagos que estavam ocupados por pessoas contratadas durante a vigência daquele concurso.
“Verifica-se que a irresignação do recorrente (Estado) acerca da suficiência das provas vai de encontro às convicções do julgador a quo, que decidiu, com lastro no conjunto probatório constante dos autos, pela existência de irregularidade nas contratações temporárias de modo a viabilizar o direito pleiteado”, concluiu o ministro.
Devem ser convocados aprovados para as seguintes vagas do concurso para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e para a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal): 25 assistentes de administração, dois auxiliares de enfermagem, 47 auxiliares de serviços diversos, dois encanadores, 17 enfermeiros, 28 fisioterapeutas, dois marceneiros, 15 padioleiros, 76 técnicos de enfermagem, quatro técnicos em segurança, sete psicólogos, três administradores, 33 nutricionistas, 13 cozinheiros, 17 copeiros, 88 médicos, sete farmacêuticos e um odontólogo buco-maxilo.

Comissão discute possível aumento na tarifa cobrada por operadoras de cartões

A Mastercard tem a pretensão de aumentar a tarifa de intercâmbio cobrada pela bandeira de 0,75% para 1,05%

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços realiza audiência pública nesta quarta-feira (2) para discutir a tarifa de intercâmbio cobrada pelas operadoras de cartões. A iniciativa do debate é do deputado Augusto Coutinho (Solidariedade-PE).
O deputado argumenta que em recente anúncio veiculado na imprensa a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) trouxe ao conhecimento do público a pretensão da empresa Mastercard de aumentar a tarifa de intercâmbio cobrada pela bandeira de 0,75% para 1,05%. “Isso representa um acréscimo de 40% do valor atual que já pode ser considerado alto no rol de taxas e impostos que sobrecarregam o empreendedor brasileiro”, disse Coutinho.
Impacto financeiro
A tarifa de intercâmbio é a porcentagem paga pelo estabelecimento comercial ao emissor do cartão, geralmente bancos, por cada transação estabelecida por meio de pagamentos eletrônicos. “Nesse sentido, o manifesto veiculado pelo jornal merece atenção, pois a mencionada empresa congrega no país um setor que gera mais de seis milhões de empregos diretos e que movimenta negócios financeiros consideráveis, representando atualmente 2,7% do PIB nacional. Cabe ressaltar que a medida atingirá todos os setores que utilizam o sistema eletrônico de cartões, gerando um impacto financeiro pelo efeito cascata que poderá acarretar na cobrança das demais empresas de cartão”, observou o parlamentar.
Foram convidados para a audiência:
– o coordenador-geral de Estudos e Monitoramento de Mercado do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Andrey Vilas Boas Freitas;
– o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto;
– o diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, Ricardo de Barros Vieira;
– o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Paulo Solmucci Júnior; e
– o professor de Direito e pesquisador do Centro de Pesquisa em Direito e Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), João Manoel de Lima Júnior.(Agência Câmara)

MPF deu volta em estratégia de vitimização e Lula pode ganhar tornozeleira

Deltan Dallagnol durante sua apresentação didática e devastadora sobre a organização criminosa: eles não têm dúvida de que o ex-presidente chefiava uma quadrilha.

Quando o ex-presidente Lula abriu mão da progressão de regime para o semiaberto, imaginou-se que a estratégia de vitimização e a lorota de “preso político” daria certo, mas ele não contava com o pedido do MPF para dar o benefício ao petista. No semiaberto, Lula terá de andar na linha para não voltar ao regime fechado e ainda pode se ver obrigado a fazer o que disse a todos que jamais faria: usar uma tornozeleira. 
No semiaberto, Lula também terá que fazer algo que há muito não está habituado: trabalhar. Pegar no pesado nunca foi o seu forte.
Lula já cumpriu um sexto da pena por corrupção e lavagem de dinheiro, mas diz preferir ficar preso, ao contrário de todos os outros bandidos.
Outra esperança de Lula é a suspeição e anulação das decisões do ex-juiz Sérgio Moro pelo STF com base em áudios obtidos por hackers.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Preço dos pedágios fica mais barato a partir desta terça-feira nas rodovias do Paraná



A partir desta terça-feira, 1º de outubro, os usuários de rodovias no Paraná sentirão os efeitos do acordo de leniência firmado entre a força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal e a Ecorodovias S.A., controladora das concessionárias Ecovia e Ecocataratas.
As tarifas serão reduzidas em 30% nas praças operadas pelas duas concessionárias. Na praça de São José dos Pinhais, por exemplo, o valor da tarifa para um automóvel que era de R$ 20,90 passa a ser de R$ 14,60. Foram destinados R$ 220 milhões para quitar 30% da tarifa devida pelos usuários. A diminuição estará vigente até que o valor previsto se esgote. A previsão é que dure mais de um ano.
“Mais que se fazer cumprir a lei, é importante que os cidadãos sintam diretamente os efeitos do combate à corrupção em seu dia a dia. Por isso, prezamos – de forma inédita contra concessionárias – que os motoristas sintam os benefícios desses acordos diretamente em seus bolsos”, afirma o procurador da República Felipe D'Elia Camargo.
O acordo também prevê o investimento de R$ 150 milhões na execução de obras nas rodovias. Serão R$ 130 milhões investidos no trecho administrado pela Ecocataratas e R$ 20 milhões naquele da Ecovia. As obras serão definidas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.
Além do desconto tarifário e das obras, R$ 30 milhões serão pagos como multa, prevista na Lei de Improbidade Administrativa e revertida para os cofres públicos do Estado.
“Neste ano, pela primeira vez na história brasileira, concessionárias estão reconhecendo o pagamento de propinas e devolvendo centenas de milhões para a sociedade, que se beneficia com a redução dos pedágios, a realização de obras e a restituição de recursos que entram para o Paraná. Os acordos com as concessionárias superaram a marca de R$ 1 bilhão. Esse é um trabalho que merece continuar e se expandir para outros Estados em que esquemas semelhantes devem ter existido”, disse o procurador Deltan Dallagnol, que coordena os trabalhos da operação no Paraná.
O acordo foi firmado em 12 de agosto, depois que a empresa reconheceu o pagamento de propinas para a obtenção de modificações contratuais benéficas à concessionária desde o ano 2000. O documento foi homologado pelo juízo da 1ª Vara Federal de Curitiba e pela Câmara de Combate à Corrupção do (MPF).