No bilhete, a vítima relatou agressões e ameaças constantes. "Bom dia, estou escrevendo para pedir ajuda mais uma vez, porque eu não aguento mais. Quase todos os dias é uma ameaça de morte", escreveu.
A professora acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar, que comunicaram o caso à PC-BA. Além do bilhete, a filha da vítima havia feito um desenho de uma mulher chorando no caderno, que também chamou a atenção da escola.
A mulher estava em um relacionamento com o agressor há oito anos, desde os 13 anos de idade. Segundo a polícia, as agressões se tornaram frequentes ao longo do tempo e se agravaram até culminar no cárcere privado. Na residência, além do casal, viviam duas filhas do casal: uma de sete anos e outra de apenas 1 ano e três meses.
Em casos de violência doméstica, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190, a Central de Atendimento à Mulher pelo 180 ou o Disque-Denúncia 181. O Conselho Tutelar também pode ser procurado em casos que envolvam crianças e adolescentes.
O caso segue sob investigação da PC-BA. O agressor permanece à disposição da Justiça.
