Os investigadores apuram se recursos repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a pedido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teriam sido usados para custear o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.
Em entrevista à GloboNews, Flávio negou que o dinheiro tenha sido direcionado a Eduardo, reafirmando que o recurso teria sido integralmente destinado à produção do filme Dark Horse, cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Não foi para o Eduardo Bolsonaro. Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme", disse Flávio.
O senador voltou a negar que parte do dinheiro tenha sido usado para bancar despesas do irmão, acrescentando que Eduardo sobrevive de uma doação feita pelo pai e de reservas próprias.
Eduardo vive nos EUA desde fevereiro de 2025. Na última segunda-feira (11/5), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do deputado federal cassado por coação no curso de processo, por ter articulado, a partir daquele país, sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras, numa tentativa de influenciar o resultado do julgamento de Jair Bolsonaro por golpe de Estado.
Em 2025, Jair Bolsonaro enviou R$ 2 milhões a Eduardo nos Estados Unidos, no que foi considerado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à época como um indício concreto da articulação entre pai e filho com o objetivo de interferir na atuação do Judiciário brasileiro.
Eduardo também negou ter recebido recursos de Vorcaro. "A história de que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem", escreveu, nas redes sociais.
