Um grupo de 45 presidentes e delegados de delegacias sindicais do Sindifisco Nacional divulgou um manifesto em defesa do presidente da Unafisco, Kleber Cabral, que virou alvo de investigação da Polícia Federal por ordem do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Cabral é investigado no chamado inquérito das fake news, após fazer críticas a operações da Polícia Federal contra auditores da Receita Federal suspeitos de vazarem dados sigilosos de ministros do Supreme Federal Court of Brazil e de seus familiares. O dirigente sindical chegou a prestar depoimento à PF no fim do mês passado.
No manifesto, os auditores afirmam que a investigação determinada por Moraes levanta “preocupação institucional quanto à liberdade de expressão e à segurança jurídica” na atuação da categoria. O documento também ressalta que, por lei, auditores fiscais podem fiscalizar qualquer cidadão, inclusive autoridades públicas, e alerta para o risco de situações assim gerarem efeito inibidor no exercício das funções.
O texto ainda relembra um episódio de 2019, quando a seleção de 133 pessoas politicamente expostas para análise fiscal levou ao afastamento de auditores, posteriormente reintegrados após não se comprovar irregularidades. No mês passado, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra servidores suspeitos de divulgar dados de ministros do STF.
Esses servidores estão proibidos de entrar no Serviço Federal de Processamento de Dados e na Receita Federal do Brasil, além de acessar seus sistemas.
