quinta-feira, 5 de março de 2026

Calendário eleitoral: Janela partidária abre nesta quinta e deve mexer no quadro político do Paraná.

 


TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou o calendário eleitoral deste ano. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, a janela partidária – aquele período em que os políticos podem trocar de partido sem perder o mandato – vai começar nesta quinta-feira (5) e se estende até o dia 3 de abril, uma sexta-feira. Com vários impasses nas legendas no estado, o quadro eleitoral no Paraná deve ter trocas importantes a partir dos próximos dias.

Pode haver um troca-troca partidário no estado inclusive entre postulantes ao governo do estado. Caso dos pré-candidatos Alexandre Curi e Rafael Greca, ainda no PSD, mas com articulações avançadas para mudar de legenda neste período. Curi, presidente da Assembleia Legislativa, quer ser candidato com apoio do governador Ratinho Junior, mas já sabe que o preferido do governador é o secretário das Cidades, Guto Silva. Curi tem vaga garantida no Republicanos. Greca, que também deve deixar o PSD, ainda não tem uma legenda certa, mas tem conversas para compor com Curi na vaga de vice, caso a candidatura do presidente da Assembleia se confirme.

No fim de semana passado, em Foz do Iguaçu, Alexandre Curi chegou a falar abertamente em “nova composição política”, mas sem oposição a Ratinho. A ideia seria ter dois candidatos dando palanque e apoio ao governador Ratinho caso vingue sua candidatura à presidência da República. Da parte do governo, porém, há um esforço para que Curi fique no PSD e seja candidato ao Senado em uma das vagas na chapa a ser encabeçada por Guto Silva.

Outra pendência que pode render troca de partido diz respeito à candidatura do líder de todas as pesquisas ao governo estadual, o senador Sergio Moro (União). Como seu partido faz parte da Federação União Progressista, junto com o PP, é preciso que os dois partidos aprovem o nome a ser registrado. Até agora, a decisão do PP estadual é não endossar a candidatura de Moro, que pode ser obrigado a procurar outro partido para concorrer. Se o impasse se mantiver, Moro, que está na metade do seu mandato como senador e não risco de perda desse mandato, é possível que esse seja o caminho.

Moro ainda espera que as direções nacionais dos partidos da federação garantam a sua candidatura. Mas da parte do PP estadual,l que tem restrição ao seu nome, nada mudou em relação ao decidido em dezembro passado em Curitiba com a presença do presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira. Em reunião, a executiva estadual do PP anunciou que, por unanimidade, não assinaria o pedido de registro da candidatura de Moro. Ciro Nogueira disse então que respeitaria integralmente a decisão regional. Ainda assim, Moro deve se encontrar ainda esta semana em Brasília com o deputado federal Ricardo Barros, principal liderança do PP no estado, em mais uma tentativa de obter o apoio dos progressistas.

Os partidos também se mobilizam para atrair nomes bons de voto que concorram às demais vagas das eleições gerais, sobretudo para formar bancadas expressivas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Nas próximas semanas devem ser anunciadas novas filiações e trocas em praticamente todas as legendas.