sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Todo o Paraná está em alerta amarelo para tempestades nos dias do feriadão

 


O mapa do Paraná está em amarelo nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas amarelo para tempestades para esta sexta-feira (4) e sábado (5), válidos para todas as regiões paranaenses.

O alerta amarelo representa perigo potencial. Nesta sexta, podem ocorrer chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo. No sábado, o alerta segue até o fim da noite, também com risco de chuva e ventos mais intensos.

Já segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), esta sexta e este sábado ficam chuvosos em todas as regiões. No domingo (6), chove mais na faixa Norte e no Litoral. O sol pode aparecer no interior. Depois da chuvarada, está prevista a entrada de uma massa de ar mais fria, que derruba as temperaturas.

Neste sábado, as temperaturas máximas ficam mais baixas na faixa Sul e Leste (onde se situa Curitiba). No domingo, as marcas mínimas caem para até 5ºC. Na segunda-feira (7), o frio se expande e pode até gear no Sudoeste. Curitiba também deve ter dias frios.

Mãe é resgatada após enviar bilhete de socorro à professora da filha

 


Uma mulher de 22 anos foi resgatada na quarta em Gongogi (BA), no sul do estado, após enviar um bilhete de socorro à professora da filha de sete anos. Ela era mantida em cárcere privado pelo marido na própria residência. A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) cumpriu um mandado de prisão contra o homem, que permanece preso e aguarda audiência de custódia.

No bilhete, a vítima relatou agressões e ameaças constantes. "Bom dia, estou escrevendo para pedir ajuda mais uma vez, porque eu não aguento mais. Quase todos os dias é uma ameaça de morte", escreveu.

A professora acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar, que comunicaram o caso à PC-BA. Além do bilhete, a filha da vítima havia feito um desenho de uma mulher chorando no caderno, que também chamou a atenção da escola.

A mulher estava em um relacionamento com o agressor há oito anos, desde os 13 anos de idade. Segundo a polícia, as agressões se tornaram frequentes ao longo do tempo e se agravaram até culminar no cárcere privado. Na residência, além do casal, viviam duas filhas do casal: uma de sete anos e outra de apenas 1 ano e três meses.

Em casos de violência doméstica, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190, a Central de Atendimento à Mulher pelo 180 ou o Disque-Denúncia 181. O Conselho Tutelar também pode ser procurado em casos que envolvam crianças e adolescentes.

O caso segue sob investigação da PC-BA. O agressor permanece à disposição da Justiça.

Omo e Comfort serão recolhidos? Entenda a decisão de suspensão da Anvisa


 


















A suspensão determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira (2) atinge a fabricação de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas em uma unidade da Unilever, em Vinhedo, no interior de São Paulo. A medida, no entanto, não afeta os produtos que já circulam no mercado, que seguem liberados para comercialização e uso pelos consumidores.

A companhia é dona de marcas como Omo, Cif e Comfort. Em nota, a Unilever informou que recebeu a equipe da Anvisa para uma fiscalização na unidade de produtos de cuidados com a casa. Segundo a empresa, a inspeção resultou em “oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle”, relacionadas às linhas de sabão líquido e amaciante líquido para roupas.

A Anvisa informou que a avaliação não identificou contaminação microbiológica ou outros problemas nos lotes produzidos na fábrica. Por esse motivo, não foi determinada a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem o recolhimento dos itens.

A suspensão ocorre para implementação das melhorias operacionais requeridas. A empresa acrescentou que “todas as ações foram prontamente iniciadas e já estão sendo implementadas” e que as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente.

Confira nota completa da Unilever

A Unilever Brasil Industrial Ltda. informa que recebeu a equipe da Anvisa em sua fábrica em Vinhedo (SP) para uma fiscalização na unidade de produtos de cuidados com a casa. A inspeção resultou em oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle, conforme publicado no Diário Oficial do dia 2/9/2026, relacionadas às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas.

Todos os produtos de cuidados com a casa fabricados na unidade, de todos os lotes, seguem liberados para comercialização e uso pelos consumidores. Em nota publicada no site, a Anvisa diz que a avaliação “não indicou contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica. Por esse motivo, não foi determinada a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem seu recolhimento.”

Por determinação da Anvisa, de forma preventiva, as linhas de fabricação destes produtos foram temporariamente suspensas para implementação das melhorias operacionais requeridas. Todas as ações foram prontamente iniciadas e já estão sendo implementadas. As demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente.

A Unilever continua atuando em colaboração com a Anvisa e considera os apontamentos parte importante para a evolução contínua de seus processos produtivos e de todo o setor. A empresa reafirma seu compromisso inegociável com o rigor de seus padrões de qualidade em seus 96 anos de atuação no Brasil e reitera sua prioridade absoluta com a segurança dos consumidores.

Correio 24h

MULTA DE R$ 40 MILHÕES E 17 TEMAS: PGR assina delação de fundador da Reag que detalha crimes financeiros do Banco Master


 











A Procuradoria-Geral da República (PGR) firmou um acordo de delação premiada com João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag. Nos depoimentos e materiais entregues, Mansur revelou novos detalhes sobre os crimes financeiros de Daniel Vorcaro e do Banco Master, além de delatar outros operadores do esquema. Trata-se da primeira colaboração oficializada pela PGR no âmbito da Operação Compliance Zero. A defesa do gestor preferiu não se manifestar.

O documento foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos próximos dias, Mendonça deve conduzir uma audiência para avaliar a espontaneidade da colaboração e os requisitos legais, etapa que antecede a homologação e valida o acordo como meio de prova. A proposta inicial apresentada por Mansur envolvia 17 eixos de investigação e o pagamento de uma multa de R$ 40 milhões.

A efetivação do acordo dificulta as tratativas para uma eventual delação do próprio Daniel Vorcaro. Embora o ex-banqueiro tenha alterado sua equipe jurídica na tentativa de retomar as conversas, investigadores demonstraram desinteresse, avaliando que Mansur forneceu informações mais inéditas e relevantes sobre o fluxo de recursos desviados pelo Master. A gestora Reag gerenciava fundos de investimento utilizados por Vorcaro para drenar dinheiro do sistema financeiro para fins pessoais e para o pagamento de propina.

Com informações do UOL.

VORCARO: ‘Achava que tinha construído um sistema para me proteger, e tudo se virou contra mim’

 


No depoimento que concedeu ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal (STF) André Mendonça na semana passada, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que, antes de ser preso, acreditava que havia construído “um sistema” para protegê-lo, mas que “tudo se virou” contra ele. A oitiva, revelada pela colunista Bela Megale, foi solicitada pela própria defesa do dono do Banco Master, que alegou estar sofrendo “graves intimidações”. De acordo com a transcrição obtida pela equipe da coluna, ele também relatou que a mãe e a irmã têm sofrido “inúmeras ameaças de morte”, mas não apresentou provas. Nesta quarta-feira à noite, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento da denúncia.

“Eu queria ter a oportunidade de falar, porque hoje eu sei por que tudo aconteceu. Porque eu estava com esse sistema ali, que eu achava que tinha construído um sistema para me proteger e, de repente, todo esse sistema se virou contra mim”, disse Vorcaro a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça, responsável por colher o depoimento, realizado sem a presença da Polícia Federal.

Em outro momento da audiência, o banqueiro afirmou que “existem pessoas no núcleo do poder” que “não querem” que ele faça um acordo de colaboração premiada, mas não elencou quais. Como mostrou a coluna, a defesa de Vorcaro avalia que, após as sucessivas recusas, não é mais possível fechar um acordo de colaboração com a PF.

Vorcaro relatou ao gabinete de Mendonça que “se incomodou” com a postura da PF no caso, que não teria demonstrado intenção em ouvi-lo. Ele citou a relação que construiu com o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e chegou a sugerir que essa seria uma das razões para acreditar na suposta falta de interesse da PF em avançar nas negociações de um acordo de colaboração premiada.

“Tem motivações políticas por trás dessa virada contra mim, e de tudo que foi feito depois para me deixar preso e calado no mínimo até passar todos os interesses políticos com o passar do tempo”, disse Vorcaro em outro momento.

Apesar dessas afirmações, porém, o ex-banqueiro manteve a mesma postura demonstrada desde que foi preso pela segunda vez, em março deste ano, se recusando a admitir crimes e alegando ser alvo de perseguição. Essa atitude fez com que ele tenha tido duas propostas de delação premiada rejeitadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na avaliação dos investigadores, Vorcaro tentava fazer uma delação seletiva, preservando pessoas e omitindo informações cruciais do processo.

“Eu cometi erros, mas não são esses que estão sendo expostos aí na mídia. O personagem criado ali não é a verdade. Não sou eu. E é uma cortina de fumaça para que a verdade não seja exposta”, afirmou ele, criticado pelos investigadores justamente por não contribuir com o aprofundamento das apurações.

Preso na Papudinha, ele insistiu na linha de defesa de que se tornou alvo de “retaliação” do Banco Central, “ataque maciço” e “perseguição econômica”.

Vorcaro também relatou ter suspeitas de que as supostas intimidações que sofre fazem parte de uma tentativa de esconder “não só ilicitudes, mas atos que não tem um padrão de moralidade ou que podem criar ou afetar questões políticas”.

Em relação às ameaças aos familiares, o banqueiro afirma que elas foram feitas por e-mail de forma anônima, sem entregar o material nem dar mais detalhes. Queixou-se, também, pelo fato de sua família estar “sem homens”, já que seu pai, Henrique Vorcaro, o primo, Felipe, e o cunhado, Fabiano Zettel, estão presos.

Nesta terça-feira (1), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal, feito a partir do conteúdo extraído do celular de Vorcaro, que detalha conversas dele com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas mensagens, ele diz a Moraes que precisa da proteção de “Andrei e Paulo”, uma referência ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possível”, escreveu Vorcaro a Moraes uma semana antes da primeira prisão dele, em novembro de 2025, segundo informações publicadas inicialmente pelo Estadão e confirmadas pela equipe da coluna.

Um dia antes do pedido para adiar a operação, o banqueiro também fez um desabafo ao ministro do Supremo: “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”, lamentou, segundo a investigação.

No dia 17 de novembro, uma segunda-feira, Vorcaro acabaria preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava embarcar em um jato particular para Dubai, com escala em Malta.

As mensagens obtidas pela PF no bojo das investigações do caso Banco Master também revelam que o banqueiro mantinha uma rotina de reuniões reservadas com Alexandre de Moraes, conforme mostrou o blog.

Dois dias antes de ser preso pela primeira vez, Vorcaro também consultou o magistrado sobre a possibilidade de deixar o país para frustrar as diligências da primeira fase da Operação Compliance Zero. Ele voltou a questionar a ação da polícia “bem na semana” em que estaria “resolvendo tudo”, além de perguntar se o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estava ciente do andamento do caso.

“Que loucura, bem na semana que estou resolvendo tudo”, disse Vorcaro a Moraes. “O Galípolo está sabendo? Conseguimos fazer algo? Acha que segunda-feira (17/11) já tenho que estar fora?”, completou.

Malu Gaspar – O Globo


INCERTEZA: STF está dividido e Carmen Lúcia será voto de Minerva sobre Moraes


 











O placar de uma eventual votação no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master é incerto. Neste momento, a Corte está dividida praticamente ao meio.

Há 4 ministros favoráveis à investigação. São eles: Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Por outro lado, são 3 os contrários: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Moraes e Dias Toffoli devem se declarar suspeitos. A ministra Cármen Lúcia é a única cujo voto ainda é considerado indefinido.

Se Cármen votar contra a investigação, haverá empate. Nesse caso, o resultado favorece a parte apontada como suspeita e Moraes se livra da apuração.

Com informações do Poder 360

Câmara aprova MP que acaba com a “taxa das blusinhas”; texto vai ao Senado

 


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira a MP (medida provisória) que coloca fim à taxa de 20% nas compras internacionais de até US$ 50. A MP que acaba com a chamada “taxa das blusinhas” precisava ser votada nesta semana de esforço concentrado, já que perderá validade em 8 de setembro.

Agora os parlamentares votarão os destaques, que são dispositivos que podem alterar os efeitos da medida provisória. Vencida esta etapa, a proposta segue para o plenário do Senado.

O texto foi aprovado na comissão mista nesta quarta, após um acordo costurado pela relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF). Ela encontrou resistência do setor produtivo brasileiro, que afirma ser prejudicado com a entrada de produtos importados com baixa cobrança de impostos. Os empresários alegam que isso desequilibra a concorrência no país.

A primeira mudança acordada é uma avaliação periódica dos impactos da medida. O texto aprovado determina que a primeira análise vai ocorrer após três meses de vigência da medida provisória. Depois, o Ministério da Fazenda deverá fazer avaliações semestrais. O Congresso também fará um estudo anual sobre os impactos.

A relatora também incluiu um dispositivo autorizando o Poder Executivo a estabelecer limites quantitativos ou de frequência por pessoa física para compras internacionais. A intenção é coibir o fracionamento de remessas e a utilização do desconto no imposto para fins comerciais.

O relatório estabelece seis áreas a serem avaliadas periodicamente: emprego e renda; competitividade da indústria e comércio nacional; preços de bens; compras internacionais; diferença entre bens importados e nacionais; e efeitos na arrecadação.

A avaliação abrangerá obrigatoriamente os seguintes setores: têxteis e vestuário; calçados; acessórios; brinquedos e cosméticos.

O texto aprovado também determina que o regime de tributação simplificada das remessas postais internacionais será objeto de avaliação anual pelo Congresso. A análise terá como base um relatório de avaliação de impacto fiscal e econômico a ser apresentado pelo Poder Executivo até 30 de abril de cada ano.

Alguns pontos que estavam sendo estudados ficaram de fora, como a exigência de que as empresas beneficiadas usem os Correios para realizarem as entregas. Outro ponto que havia sido especulado, mas que também não foi incluído, era a implementação de um cashback para os consumidores. De acordo com os congressistas, esse tema será tratado na reforma tributária.

A taxa das blusinhas estava em vigor desde agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, que criou o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 no programa Remessa Conforme, que tinha como objetivo regularizar o setor de comércio eletrônico aos parâmetros da Receita Federal.

Depois da repercussão negativa da taxação, o governo editou em maio deste ano a medida provisória que colocava fim à essa cobrança. A MP perde a validade em 8 de setembro e precisa ser aprovada no Congresso até o final desta semana para se tornar lei em definitivo.

A nova regra produzirá efeitos a partir da data estabelecida pelo governo, que terá prazo máximo de 180 dias após a publicação da regra para colocá-la em vigor depois da aprovação no Senado.

O avanço da MP foi costurado na semana passada em um almoço entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Com informações da CNN


Vorcaro pediu ao pastor Valadão para cobrar ‘de que lado’ Nikolas Ferreira estava


 











O banqueiro Daniel Vorcaro disse ao líder da Igreja Batista da Lagoinha, pastor André Valadão, que precisava descobrir se o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) estava “do mesmo lado” que ele ou se os dois estavam agora “um contra o outro”.

Em áudio enviado em abril de 2024, quando o deputado criticou um evento financiado pelo banco em Londres e que contou com a presença de ministros do STJ, STF e TSE, Vorcaro afirmou ainda que queria saber se Nikolas pretendia “entrar num embate” sobre o assunto.

A conversa integra o conjunto de mensagens revelado nesta quinta-feira (3) pela colunista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias. Como mostrou a jornalista, Vorcaro se irritou com a manifestação pública de Nikolas e mobilizou pessoas próximas ao deputado para tentar compreender e conter a repercussão.

Nas conversas com Valadão, porém, Vorcaro deixa explícita uma preocupação que ia além do conteúdo da publicação: queria entender qual era a posição de Nikolas em relação a ele.

“Só preciso saber se estamos do mesmo lado ou agora estamos um contra o outro”, escreveu o banqueiro.

A mensagem foi enviada depois de um áudio em que Vorcaro explicou por que considerava necessário descobrir a posição do congressista.

“Pra eu entender qual é a visão dele, né?”, afirmou.

Segundo Vorcaro, situações anteriores poderiam ser atribuídas ao desconhecimento de Nikolas sobre seu envolvimento. Naquele episódio, porém, o banqueiro avaliava que a situação era diferente.

“Antes eram coisas que ele não sabia, ele tava sem previsão, mas nessa ele pegou um negócio com meu nome direto”, disse.

Vorcaro então colocou de maneira explícita a possibilidade de um confronto com o deputado.

“Então tem que entender qual é o ponto e se ele vai querer entrar num embate com relação a isso.”

As mensagens indicam, portanto, que o banqueiro esperava esclarecer não apenas uma crítica pontual, mas o tipo de relação que mantinha com Nikolas. Ao procurar Valadão, Vorcaro tratou o episódio em termos de alinhamento: queria saber se estavam “do mesmo lado”.

Valadão intermediou contato entre o deputado e o banqueiro e afirmou que pediu a Nikolas para não atacar o Banco Master.

As informações são do ICL Notícias

CRISE NO STF: Lula se afasta de Alexandre de Moraes para proteger campanha, enquanto Flávio Bolsonaro cobra impeachment

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou na última terça-feira com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre a crise instalada na corte após a revelação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Buscando demarcar distância de um aliado histórico para evitar contaminações em sua campanha de reeleição, o petista definiu com seu grupo político que a linha oficial será a de que ninguém está acima da lei.

No mesmo dia, Lula foi procurado pelo decano da corte, Gilmar Mendes, que alertou sobre a falta de apoio institucional à cúpula da Polícia Federal. O recado ocorreu em meio ao embate entre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ministro André Mendonça, responsável por determinar o relatório que expôs as conversas de Moraes com Vorcaro.

Enquanto o presidente do PT, Edinho Silva, publicou vídeo afirmando que “o sistema apodreceu” e defendendo um código de ética para o Judiciário, a avaliação no entorno presidencial é de que Lula não deve levantar o tema voluntariamente, respondendo apenas se for questionado. Aliados recordam que o próprio petista já havia cobrado publicamente em abril que Moraes se declarasse impedido no caso do Banco Master, alertando-o para não jogar fora sua biografia.

As revelações de que Vorcaro consultou Moraes sobre uma possível fuga do país dias antes de ser preso somadas a um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e a instituição financeira geraram forte desgaste. Historicamente apoiado pelo STF, o governo federal vê o caso repercutir diretamente nas urnas. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostra Lula tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 42% a 41% das intenções de voto.

Do outro lado, a oposição aproveitou o escândalo para intensificar pressões. Em comício realizado em Porto Alegre na noite de quarta-feira, Flávio Bolsonaro atacou duramente o ministro e o presidente, cobrando um posicionamento firme do governo. “Eu não sei se quem governa o Brasil hoje é o Lula ou o Alexandre de Moraes”, declarou o senador, exigindo a saída imediata do petista do cargo sob a acusação de omissão.

De acordo com a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, Lula manteve conversas com o presidente do Supremo, Edson Fachin; com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; e com o ministro André Mendonça. Entre terça (1º) e quarta (2), o presidente também tratou do tema em duas reuniões realizadas no Palácio do Planalto.

A colunista relatou que Lula tem se mostrado preocupado com o rompimento entre Andrei e Mendonça, relator do inquérito do Banco Master. Ele teme o isolamento de Andrei, que se distanciou do ministro da Justiça, Wellington Silva, e do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.

Em conversas individuais, Lula afirmou que não é de seu interesse alimentar a crise e que seu objetivo é ajudar a pacificar o ambiente.

Com informações da Folha de São Paulo e do Metrópoles