sexta-feira, 27 de março de 2026

Mais de 200 cidades do PR estão em alerta laranja para tempestades


 












O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois novos alertas para a possibilidade de chuvas intensas e ventos fortes no Paraná nesta sexta-feira (27). As advertências abrangem grande parte do estado, com um aviso de nível laranja, que sinaliza perigo para 206 cidades da faixa central, e outro de nível amarelo, indicando perigo potencial para mais 146 municípios paranaenses.

Nas regiões sob o alerta laranja, a previsão aponta para ventos severos, que podem variar entre 60 e 100 quilômetros por hora, além de acumulados de chuva de até 100 milímetros por dia. Nessas condições, o Inmet adverte para um risco elevado de corte de energia elétrica, queda de árvores, descargas elétricas e alagamentos. Já o alerta amarelo apresenta um grau de severidade menor, com rajadas de vento de até 60 quilômetros por hora e precipitações de até 50 milímetros diários, resultando em uma probabilidade mais baixa para desastres ou ocorrências graves.

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a instabilidade climática deve se concentrar no período da tarde, logo após uma manhã predominantemente quente. No início do dia, regiões como Centro-Sul, Campos Gerais, Sudeste e a Região Metropolitana de Curitiba podem registrar nuvens baixas e restrição de visibilidade. Com o passar das horas, o sol aparece e a umidade aumenta em todo o estado, elevando as temperaturas, que podem ultrapassar os 30°C na faixa oeste. Esse forte aquecimento favorece a formação de pancadas isoladas de chuva acompanhadas de raios, com maior intensidade na região central.

Após a passagem da instabilidade, o cenário meteorológico muda para o fim de semana. A chegada de uma massa de ar seco deve garantir tempo firme em todas as regiões do Paraná. Segundo os meteorologistas, o principal destaque para o sábado e o domingo será a alta amplitude térmica, o que significa uma grande variação entre as temperaturas mais amenas do início da manhã e o calor acentuado do período da tarde.

Motoristas relatam mais de uma hora de demora em bloqueio para obras na BR-376

 


Motoristas que trafegam pela BR-376, no trecho entre Apucarana e Marilândia do Sul, no norte do Paraná, enfrentaram transtornos nesta quinta-feira (26) devido a obras de manutenção na pista. Por conta dos trabalhos, o trânsito flui no sistema "pare e siga", o que gerou um grande congestionamentos de veículos e relatos de espera de mais de uma hora.

Conforme informações apuradas, alguns condutores afirmaram ter ficado parados por 1h40 o que gerou uma longa fila de veículos. O bloqueio afetou não apenas motoristas de carros particulares, mas também serviços essenciais como ambulâncias, ônibus de transporte escolar e linhas intermunicipais ficaram retidos na fila em ambos os sentidos da via.

Procurada pela reportagem, a Motiva Paraná, concessionária responsável pelo trecho, confirmou que as interrupções são necessárias para a execução de serviços de pavimentação e conservação previstos em contrato. Segundo a empresa, o objetivo das melhorias é garantir mais segurança e conforto aos usuários a longo prazo.

Em nota, a concessionária destacou que monitora o fluxo e reforçou o pedido para que os motoristas reduzam a velocidade ao passarem pelos trechos em obras.

Presidente da CBF veta ‘Brasa’ em uniforme principal da Seleção Brasileira: ‘Tranquilizo a nação’

 


Samir Xaud, presidente da CBF, “tranquilizou a nação” brasileira e vetou o uso do termo “Brasa” no uniforme principal da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026.

O debate ganhou força durante a semana, após Rachel Denti, designer da Nike, explicar o conceito por trás de algumas escolhas para o uniforme amarelo do Brasil, lançado oficialmente no dia 21 de março.

O uso do termo no meião do uniforme principal foi imediatamente rejeitado pela grande maioria dos torcedores na internet. Em entrevista à ESPN Brasil, nesta quinta-feira (26), Samir Xaud disse que foi pego de surpresa e explicou porque vetou o uso do termo uniforme de jogo.

“Fui pego um pouco de surpresa, né? O que me foi apresentado quando estava, não tinha ‘Brasa’, mas nós sabíamos que tinha uma campanha publicitária que iria ser feita ali pré-Copa em relação a isso”, afirmou.

“Mas de antemão, pelo respeito que eu tenho com a Seleção Brasileira não tem ‘Brasa’ no nosso uniforme principal. Isso foi feito em relação a Nike para essa campanha publicitária isoladamente, mas deixo claro que o nosso uniforme é o nosso manto e é o verde e o amarelo, sempre deixo claro isso e não vai ter essa questão de brasa. (…) Tranquilizar todo toda a nação brasileira, que isso não confere e não vai ter ‘Brasa’ no nosso uniforme“, disse Samir Xaud, presidente da CBF, em entrevista à ESPN.

“Até porque isso é respeito, eu falo muito em respeito em relação ao nosso uniforme, em relação à nossa bandeira e o nosso nome é Brasil. Então, vai ter Brasil no nosso meião e não brasa”, concluiu o mandatário.

Com informações de CNN e ESPN


PESQUISA ATLASINTEL: Corrupção lidera ranking das preocupações dos brasileiros, com 59,9%

 


A corrupção passou a ser a principal preocupação dos brasileiros, segundo pesquisa da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (26).

O tema foi citado por 59,9% dos entrevistados — alta de 5,6 pontos percentuais em relação a fevereiro.

De acordo com o levantamento, a reta final da CPMI do INSS ajudou a ampliar a visibilidade do tema e a colocá-lo no centro do debate público.

A criminalidade e o tráfico aparecem em segundo lugar, com 53%, praticamente estável.

Já economia e inflação vêm bem atrás, com 24,9%, apesar de também registrarem alta.

Na sequência, aparecem:

  • saúde (18,6%);

  • violência contra a mulher e feminicídio (14,9%);

  • extremismo e polarização política (13,1%).

Na outra ponta, as menores preocupações citadas foram:

  • estradas, portos e aeroportos (0,7%);

  • mudança de valores tradicionais (1,1%);

  • violência policial (3%).

O levantamento entrevistou uma amostra de 5.028 respondentes entre o público alvo da população adulta brasileira. A metodologia foi recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O período de coleta foi de 18 a 23 de março.


Amiga de Lulinha acumula dívidas de quase R$ 700 mil enquanto exibe vida de luxo nas redes


 













A lobista Roberta Luchsinger, conhecida pela proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, soma dívidas que chegam a R$ 673,9 mil, ao mesmo tempo em que mantém nas redes sociais um estilo de vida marcado por viagens internacionais, joias e itens de alto padrão.

A informação é do colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles. Levantamento com base em dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e decisões judiciais aponta que a maior parte do valor está ligada à empresa RL Consultoria e Intermediações, que acumula mais de R$ 515 mil em débitos tributários. Outra empresa vinculada à lobista também aparece com pendências, além de dívidas pessoais e condenações por danos morais.

Relatórios da Polícia Federal do Brasil e do Coaf indicam movimentações financeiras consideradas suspeitas, incluindo transferências para empresas ligadas a joias e turismo de luxo, o que levanta indícios de possível lavagem de dinheiro. Parte das operações teria sido fracionada, estratégia que pode indicar tentativa de ocultar a origem dos recursos.

Além das pendências fiscais, Roberta foi condenada pela Justiça em diferentes processos, incluindo decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo e do Tribunal de Justiça do Amazonas, por declarações ofensivas nas redes sociais. Os valores das indenizações foram reduzidos em instâncias posteriores, mas seguem compondo o total das dívidas.

A defesa da lobista afirmou que não comenta processos em andamento e que eventuais decisões definitivas serão cumpridas. Até o momento, não há comprovação pública de quitação dos débitos apontados.

Magistrados reclamam de ‘severa redução remuneratória’ com decisão do STF sobre penduricalhos

 

A Associação dos Magistrados Brasileiros criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que limitou os penduricalhos pagos às carreiras da Justiça, afirmando que a medida implica “redução remuneratória imediata” e atinge “direitos reconhecidos”.

De acordo com os magistrados, a decisão do STF tem largos “efeitos”. “Afeta a previsibilidade do regime jurídico da magistratura, impacta a atratividade da carreira e tende a produzir reflexos na organização e na eficiência da prestação jurisdicional” sustenta.

Em julgamento nesta quarta, o STF estabeleceu um teto de 70% para o pagamento de indenizações à magistratura e às carreiras do Ministério Público enquanto o Congresso Nacional não editar lei sobre os penduricalhos. Considerando os valores máximos das indenizações autorizadas, a remuneração máxima da magistratura a partir de abril será de R$ 78,7 mil.

A Corte máxima fixou quais indenizações podem ser pagas, no limite de 35% do valor do subsídio do magistrado. Ainda estabeleceu um teto à parte, também de 35%, para o pagamento do adicional por tempo de serviço, que foi rebatizado como parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira. O benefício é calculado de acordo com o tempo de servido de cada magistrado – 5% a cada cinco anos.

Em nota, AMB citou o “enfraquecimento” da magistratura e invocou “condições institucionais necessárias ao adequado funcionamento do Poder Judiciário”.

A entidade que congrega associações de diferentes ramos da justiça destacou que a “defasagem remuneratória relevante” da magistratura em contraposição com a “elevada carga de trabalho” da classe.

“Causa perplexidade que a via que admite a criação de deveres, não seja admitida também para a regulação de direitos. O julgamento tende a intensificar esse contexto de perda”, sustenta.

A entidade defendeu, especificamente um dos penduricalhos que agora foi extinto pelo STF: a licença compensatória. O benefício foi criado pelo Conselho Nacional de Justiça. Segundo a decisão do STF, só são permitidas indenizações criadas por lei promulgada pelo Congresso Nacional.

A AMB defendeu o benefício, afirmando que ele foi criado como ” mecanismo de compensação pelo exercício de atividades extraordinárias”. A entidade diz que os magistrados brasileiros convivem com “excesso de trabalho” que “impacta também a saúde” dos mesmos.

O Globo


Política Justiça da Itália aceita extradição de Carla Zambelli; defesa diz que vai recorrer


 














A Justiça da Itália decidiu aceitar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL). A notificação foi enviada nesta quinta-feira (26) ao governo brasileiro. Segundo informações divulgadas pela CNN, a expectativa é que Zambelli retorne ao Brasil nas próximas semanas. A previsão é de que ela seja levada para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.

A ex-parlamentar está presa na Itália desde 29 de julho de 2025. Segundo o STF, ela foi condenada em dois processos que, somados, resultaram em mais de 15 anos de prisão, além de perda do mandato, inelegibilidade e suspensão dos direitos políticos.

À CNN, a defesa de Carla Zambelli afirmou que pretende recorrer da decisão à Corte de Apelação italiana. Mesmo com o recurso, o processo ainda precisa passar pela análise do Ministério da Justiça da Itália, responsável por autorizar formalmente a extradição.

Após essa etapa, conforme o procedimento internacional, as autoridades italianas comunicam oficialmente o governo brasileiro. Segundo especialistas ouvidos pela imprensa, a Polícia Federal é quem organiza a logística da transferência da extraditada, que permanece sob custódia durante todo o processo.

conomia TCU aponta falha do governo Lula que fortalece CV e PCC

 


Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), entre agosto de 2024 e abril de 2025, aponta que a “baixa execução” do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) do governo federal tem contribuído para o fortalecimento de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), além de impulsionar a violência no país.

Segundo o documento técnico, apenas 54% dos planos de ação previstos para o funcionamento do programa foram efetivamente executados desde que o planejamento estratégico foi estabelecido. Dos 42 projetos desenhados para integrar órgãos de segurança e inteligência, 19 sequer saíram do papel ou foram interrompidos.
“No curso da auditoria, constatou-se que apenas 23 dos 42 (54%) planos de ação previstos no PPIF foram executados. Essa ineficácia favorece o tráfico de drogas e de armas, o contrabando e o fortalecimento de organizações criminosas, comprometendo a segurança pública e a soberania nacional”, diz trecho do documento.
O relatório utiliza dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para evidenciar a expansão das principais facções criminosas que atuam no país. Um dos problemas centrais seria a vulnerabilidade das fronteiras, apontadas como porta de entrada para drogas e armas comercializadas por essas organizações.
“Segundo a Senappen, as duas principais organizações criminosas brasileiras, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), têm desempenhado papel central na articulação de crimes transnacionais, sobretudo no tráfico de drogas e de armas”, diz o documento.
Na auditoria, o TCU apresenta um diagnóstico dos principais motivos para a ineficiência do programa: ausência de comunicação com a Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden); planejamento estratégico sem força normativa; itens inadequados à categoria de plano de ação; não implementação de mecanismos fundamentais de governança; ausência de envio de informações; indicadores e metas inadequados; falta de mecanismos de revisão do planejamento estratégico; e substituição recorrente de representantes titulares por suplentes.
O PPIF, coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi concebido em 2016 como a principal ferramenta de articulação entre as Forças Armadas, a Polícia Federal, a Receita Federal e os governos estaduais. Em 2018, foi editado o planejamento estratégico do programa que, “além de definir missão, visão de futuro, objetivos estratégicos e estratégias, também estabeleceu planos de ação”, destaca o TCU.
Ainda segundo o documento, o propósito inicial do Comitê-Executivo do Programa (CEPPIF) era promover a aproximação entre os altos escalões das instituições participantes, acelerando o fluxo de informações e reduzindo a morosidade dos trâmites formais típicos da burocracia estatal.
Prazo para restruturação
Na conclusão, o tribunal determinou prazo para a reestruturação do programa. “Para sanar essa deficiência normativa, propõe-se determinar ao CEPPIF que, em 180 dias, reestruture e leve à Creden, para aprovação, o planejamento estratégico do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF)”, diz o texto.
De acordo com o TCU, embora programa tenha sido criado em 2016 e estruturado em gestões anteriores, o governo atual oficializou o plano como pilar central de sua estratégia de segurança ao editar o Decreto nº 12.038, em abril de 2024. O texto instituiu a Política Nacional de Fronteiras (PNFron), mantendo o PPIF como seu instrumento operacional.
A auditoria foi realizada por determinação do próprio Tribunal de Contas da União, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira.

Metrópoles


STF avalia que impeachment e CPI do Master ficam suspensos agora, mas avançam em 2027

 


Ministros e assessores do Supremo Tribunal Federal avaliam que a proposta de criar uma CPI para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso Banco Master não deve avançar em 2026. A mesma avaliação vale para pedidos de impeachment.

Nos bastidores, porém, integrantes da Corte acreditam que a pressão deve crescer a partir de 2027, com um possível aumento de parlamentares de direita no Congresso após as eleições.

A avaliação é que o tema será explorado politicamente durante a campanha, principalmente por grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que priorizam o Senado por seu papel em processos contra ministros do STF.

Apesar de já haver assinaturas para a criação da CPI, a expectativa é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segure o avanço da proposta. O mesmo deve ocorrer com pedidos de impeachment.

Dois fatores pesam contra o andamento dessas iniciativas agora:

  • As investigações sobre o Banco Master ainda não foram concluídas e já atingem parlamentares, o que pode desestimular o Congresso;

  • O calendário eleitoral deve esvaziar o Legislativo no segundo semestre, dificultando votações.

Mesmo assim, o senador Alessandro Vieira, que defende a CPI, mantém o discurso de cobrança e fala em possível envolvimento de ministros, embora ressalte a necessidade de provas.

Hoje, há 97 pedidos de impeachment contra ministros do STF parados no Congresso. Só neste ano, foram 11 novos pedidos — seis contra Moraes e cinco contra Toffoli.

Dentro do Supremo, a avaliação é de que a crise é grave, mas ainda sem solução definida.

Toffoli já se afastou de processos ligados ao Banco Master para reduzir a pressão política. Moraes, por não fazer parte da 2ª Turma, também não participa diretamente desses julgamentos.

O caso ganhou força após revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo:

  • um contrato milionário entre o banco e a advogada Viviane de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes;

  • troca de mensagens entre o ministro e o empresário no dia da primeira prisão dele.

Levantamentos recentes indicam piora na imagem do STF: sete dos dez ministros tiveram aumento na percepção negativa, e dois em cada três brasileiros acreditam haver algum nível de envolvimento de integrantes da Corte no caso.