quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Operação com drone em Cambira resgata crianças levadas pelo pai

 


Uma ação conjunta das polícias Militar e Civil, de Apucarana com o apoio de tecnologia, resultou no resgate de duas crianças e na prisão de um pai acusado de subtração de incapazes na madrugada desta quarta-feira (31). O caso começou no dia 28 de dezembro, na cidade da Lapa, quando o homem, supostamente embriagado e agressivo, retirou os filhos do convívio da mãe e fugiu.

Informações de inteligência indicaram que o suspeito estaria passando pela região de Cambira e Apucarana. As equipes localizaram uma propriedade rural às margens da Rodovia do Café onde havia vestígios recentes da presença das crianças, como roupas e alimentos sendo preparados, mas o imóvel estava vazio.

Diante da fuga iminente, a polícia utilizou um drone para fazer uma varredura aérea na mata e nas imediações. O equipamento permitiu localizar o homem e os menores escondidos na região. 

O pai foi detido e as crianças receberam atendimento médico e apoio social.

Após empréstimo de R$ 12 bilhões, Correios admite precisar de mais R$ 8 bilhões em 2026


 













Mesmo após contratar um empréstimo de R$ 12 bilhões para aliviar o caixa, os Correios já admitem que a injeção de recursos não será suficiente para reverter a crise financeira. Nesta segunda-feira (29), o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, afirmou que a empresa precisará de pelo menos mais R$ 8 bilhões em 2026, seja por meio de novos empréstimos ou de aportes diretos do Tesouro Nacional.

Segundo Rondon, o plano original previa a captação de R$ 20 bilhões, mas a proposta inicial foi barrada pelo Tesouro devido às taxas de juros consideradas elevadas. Com isso, a empresa optou por uma primeira rodada de crédito de R$ 12 bilhões, contratada junto a um consórcio de bancos públicos e privados, com garantia da União e pagamento previsto até 2040. Mesmo assim, o comando dos Correios reconhece que o modelo econômico da estatal deixou de ser viável.

Para tentar estancar a sangria, a empresa anunciou um plano de reestruturação agressivo, que inclui corte de até R$ 2,1 bilhões em gastos com pessoal, fechamento de mil agências, venda de imóveis e um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que pode reduzir o quadro em cerca de 15 mil funcionários — quase 18% da força de trabalho. A meta é interromper uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízo e evitar um rombo estimado em até R$ 23 bilhões em 2026.

Além da redução de custos, os Correios tentam recuperar receitas após perder espaço no mercado de encomendas e serem impactados pelo programa Remessa Conforme, que abriu a logística de compras internacionais para concorrentes privados. A expectativa da direção é só voltar ao lucro em 2027, enquanto admite que 2026 ainda deve ser marcado por piora no desempenho financeiro — cenário que mantém a estatal dependente de crédito público e sob forte pressão política e fiscal.

Com informações do G1

Pane no helicóptero da Band força pouso em Guarulhos; piloto e cinegrafista feridos


 












Um helicóptero da Band precisou fazer um pouso de emergência nesta segunda-feira (29) no estacionamento de uma transportadora em Guarulhos, na Grande São Paulo. O piloto e o cinegrafista estavam sobrevoando a região do Parque Novo Mundo, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, quando a aeronave perdeu potência no motor.

O Corpo de Bombeiros informou que os dois ocupantes sofreram ferimentos leves na coluna e na cabeça. Eles foram socorridos no local e seguem em observação, recebendo cuidados médicos. Nenhum dos ferimentos oferece risco de vida.

Segundo a própria Band, o pouso foi realizado em local seguro e a aeronave tinha manutenção e certificações em dia. O resgate mobilizou uma unidade de bombeiros e duas viaturas de apoio para atender a ocorrência rapidamente.

O episódio serve de alerta para o transporte aéreo urbano, mesmo em empresas de grande porte, e reforça a importância de protocolos de segurança bem treinados para evitar tragédias maiores.

TCE avisa: gestores que esconderem emendas parlamentares vão pagar caro

 


O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) avisou: a partir de agora, Estados e municípios têm de mostrar tudo sobre as emendas parlamentares de forma clara e rastreável. A orientação veio na Nota Técnica nº 09/2025, baseada na Resolução nº 034/2025 e nas regras do STF. O objetivo é garantir que cada centavo público seja acompanhado desde a proposta da emenda até a entrega final do serviço ou produto.

Segundo o TCE, transparência não é só publicar documentos: as informações devem ser permanentes, organizadas e acessíveis ao público. É preciso detalhar a emenda, o parlamentar que propôs, o valor, o beneficiário final, o órgão responsável e o estágio da execução. Falta de dados claros já é considerada risco grave para a fiscalização do Tribunal.

Outro ponto é a rastreabilidade dos recursos. Ou seja, cada emenda precisa estar vinculada aos registros oficiais de orçamento, contratos e pagamentos, sem brechas que escondam quem recebe o dinheiro ou como ele é usado. Qualquer tentativa de confundir esse fluxo será considerada irregularidade grave pelo TCE.

Para ajudar gestores a seguir a regra, o TCE lançou o Manual do Sistema de Emendas Parlamentares – Portal do Gestor. O preenchimento correto do sistema é condição obrigatória para obter a Certidão de Regularidade, necessária para executar as emendas em 2026. A Secretaria de Controle Externo promete acompanhar e orientar, com atualizações futuras para reforçar transparência e fiscalização.


Oposição retoma projeto que restringe atuação de parentes no STF

 


Um projeto de lei que restringe a atuação advocatícia de parentes de ministros da Suprema Corte tem sido citado como prioridade dos partidos de oposição para 2026.

A iniciativa de autoria da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) foi apresentada ao Congresso Nacional em 2023.

A proposta altera o estatuto da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para impedir a atuação na Terceira Instância de “cônjuges, parentes, sócios e ex-sócios” de ministros de Cortes Superiores.

O texto estabelece como exceções a impetração de um habeas corpus em causa própria e a atividade advocatícia a ex-cônjuges e ex-sócios que tenham encerrado relações com o magistrado há pelo menos cinco anos.

O projeto de lei ainda prevê punições, como a aplicação de sanção disciplinar ao advogado que não cumprir com as restrições estabelecidas pelo grau de parentesco e de sociedade.

CNN


Política Vácuo na Justiça e divisão da pasta expõem fragilidade de Lula na agenda da segurança


 
















A possível saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu mais um flanco sensível para o governo Lula em uma área considerada estratégica para 2026. O ministro comunicou ao presidente o desejo de deixar o cargo, alegando missão cumprida, e agora o Planalto se vê diante de duas decisões complexas: definir um substituto capaz de sustentar a agenda política da pasta e decidir se avança, ou não, com a prometida divisão do ministério para criar uma estrutura exclusiva de Segurança Pública.

A ideia de fatiar a pasta voltou ao debate interno como tentativa de reforçar o combate ao crime organizado, tema explorado pela oposição e que desgasta sucessivos governos do PT. Embora Lula condicione a mudança à aprovação da PEC da Segurança no Congresso, aliados divergem sobre o custo político de implementar a reestruturação a menos de um ano da eleição. Parte do entorno presidencial defende adiar a decisão para um eventual novo mandato, evitando turbulência administrativa em pleno ano eleitoral.

Nos bastidores, há resistência inclusive à saída de Lewandowski. Auxiliares tentam convencê-lo a permanecer, avaliando que a troca agora ampliaria a sensação de instabilidade. Caso a permanência não se confirme, surgem nomes como o do ministro da CGU, Vinicius de Carvalho, e do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ambos, porém, adotam postura cautelosa: Carvalho nega articulações e Pacheco não demonstra interesse em migrar para o Executivo, sobretudo após ruídos com o Planalto na disputa por uma vaga no STF.

A indefinição se soma a outro ponto de atrito: quem comandaria uma eventual nova pasta da Segurança. O nome do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, circula entre aliados de Lula, mas enfrenta resistência no Congresso, incomodado com investigações que atingem parlamentares. O cenário reforça o desafio do presidente: reorganizar a principal vitrine do discurso de ordem e segurança sem ampliar tensões políticas nem transmitir fragilidade às vésperas da disputa pela reeleição.

Com informações do O Globo

Soluços e noites mal dormidas: Bolsonaro sofreu 50 apneias por hora antes de nova cirurgia

 


A equipe médica de Jair Bolsonaro informou que o ex-presidente teve 50 casos de apneia do sono por hora na noite anterior à nova cirurgia para controlar crises de soluço. Segundo o cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento, a polissonografia feita antes da cirurgia mostrou a necessidade de melhorar o padrão de sono de Bolsonaro.

O ex-presidente passou pelo bloqueio do nervo frênico esquerdo, repetindo o procedimento que já havia sido feito no lado direito no sábado (27), depois que os soluços persistiram. O bloqueio consiste na aplicação de anestésico próximo ao nervo que controla o diafragma, interrompendo temporariamente sua função para controlar os soluços.

Após a cirurgia, Bolsonaro apresentou uma crise de hipertensão, mas seu quadro segue estável. Ele ainda passará por uma endoscopia até esta quarta (31) e a previsão é que ele deixe o hospital na quinta-feira (1º). Enquanto isso, permanece em observação, com fisioterapia, cuidados de prevenção de trombose e acompanhamento pós-operatório da hérnia inguinal bilateral, operada no dia 25.

Segundo os médicos, os soluços prejudicam o sono, causam cansaço e atrasam a recuperação. Antes de optar pelo bloqueio do nervo frênico, a equipe buscou otimizar tratamento clínico, ajustar dieta e medicação, avaliando também possíveis causas digestivas, como trombo digestivo, gastrite, esofagite severa e refluxo gastroesofágico.


MORAES NA MIRA: oposição aciona Senado por crimes de responsabilidade

 


A oposição protocolou no Congresso um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O documento, assinado por mais de 100 deputados e senadores, acusa Moraes de crime de responsabilidade e de agir fora do decoro do cargo.

Os parlamentares afirmam que Moraes pressionou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor do Banco Master, investigado por fraudes bilionárias. Segundo eles, o ministro manteve ao menos quatro contatos diretos sobre a situação do banco e uma operação de venda de ativos ao Banco de Brasília, apesar de divergências internas e indícios de irregularidades.

O pedido também aponta conflito de interesses: o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, tinha contrato com o Master, prevendo pagamentos de R$ 129 milhões em três anos, atuando junto a órgãos decisórios como Banco Central, Receita Federal, Cade e Congresso. Para os deputados, isso mostra favorecimento privado e interferência em órgão autônomo.

O próximo passo é a tramitação do pedido no Senado, chamado de Petição (PET), com análise técnica da Advocacia da Casa antes de chegar à decisão dos senadores. Historicamente, nenhum ministro do STF teve impeachment aprovado, mas os opositores afirmam que o caso exige resposta imediata para preservar a credibilidade das instituições.


Entre crises, tarifaço e disputas, Lula entra em 2026 mirando a própria sobrevivência política


 














O terceiro ano do governo Lula foi marcado por uma tentativa clara de transformar entregas administrativas em capital eleitoral, mas acabou atravessado por crises políticas, tensão institucional e um embate internacional de alto risco. Em 2025, o presidente cobrou resultados do ministério no chamado “ano da colheita”, promoveu oito trocas no primeiro escalão e reposicionou aliados em áreas-chave, como Saúde, articulação política e comunicação, numa estratégia explícita de reorganização para a disputa pela reeleição.

Apesar das dificuldades, o Planalto conseguiu cumprir promessas relevantes, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a saída do Brasil do Mapa da Fome antes do prazo previsto. Essas medidas são vistas por aliados como trunfos eleitorais, especialmente diante de um cenário econômico ainda sensível e de uma base social que o governo tenta reconquistar após desgaste político ao longo do mandato.

O maior choque veio do exterior. O tarifaço imposto pelo governo Donald Trump, com sobretaxas de até 40% sobre produtos brasileiros e sanções contra autoridades, expôs a vulnerabilidade da política externa brasileira em um cenário geopolítico hostil. Após meses de pressão, Lula conseguiu reverter parte das medidas em negociações diretas com o presidente norte-americano, mas cerca de 22% das exportações seguem sob risco, mantendo a economia em estado de alerta.

No front interno, a relação com o Congresso deteriorou-se. A derrubada do decreto do IOF, impasses sobre projetos prioritários e a frustração do Senado com indicações ao STF aprofundaram o distanciamento entre os Poderes. Ainda assim, Lula adotou discurso conciliador, evitando confronto público enquanto tenta reorganizar sua base. O saldo de 2025 é claro: o governo segue de pé, mas entra em 2026 pressionado, com menos margem política e apostando alto na narrativa de entregas para sustentar o projeto de reeleição.

Com informações do Metrópoles