sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Chuvas intensas causam alagamentos e interdições em Balneário Camboriú

 


As fortes chuvas que atingiram Balneário Camboriú (SC) na tarde desta quinta-feira (29) provocaram diversos pontos de alagamento e levaram ao bloqueio de várias ruas da cidade.

De acordo com a Defesa Civil, por volta das 17h30, algumas vias ainda permaneciam completamente interditadas devido à altura da água, para segurança de motoristas e pedestres. Entre os locais mais afetados estão a região da Rua Acre com a Rua Santa Catarina, a Rua São Paulo e o cruzamento da Rua Alvin Bauer com a Quarta Avenida.

Equipes da Defesa Civil e da BC Trânsito seguem no monitoramento da situação, atuando na sinalização e nos bloqueios necessários. 
A prefeitura reforça que a população deve evitar transitar pelas áreas alagadas.


PF barra mala com R$ 1,7 milhão a caminho de Brasília

 


A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 1,7 milhão em espécie em um veículo parado na BR-050, em Cristalina (GO). A abordagem foi realizada pelo Comando de Operações de Divisas da Polícia Militar de Goiás, e dois homens estavam no carro, segundo informações do Metrópoles.

Os ocupantes não conseguiram comprovar nem explicar a origem do dinheiro. Levantamentos preliminares indicam que eles não têm condições econômicas compatíveis com a quantia, levantando suspeita de que poderiam estar atuando como “laranjas”.

O caso foi encaminhado à Superintendência Regional da PF no Distrito Federal. As investigações seguem para identificar a origem e o destino do dinheiro, sem descartar a possibilidade de uso para pagamento de vantagens indevidas.


Anvisa libera mais liberdade para cannabis medicinal no Brasil

 


A Anvisa aprovou, novas regras para o uso da cannabis medicinal no Brasil, ampliando o acesso de pacientes a medicamentos à base de canabidiol e regulando a publicidade de produtos derivados da planta. A medida permite que farmácias de manipulação vendam fitofármacos e amplia a concentração de canabinóides para tratamentos de doenças graves.

A decisão segue determinação do STJ, que exigia regras claras até 31 de março. As normas entram em vigor seis meses após a publicação, mantendo restrições à manipulação enquanto a agência define critérios de qualidade e regulamentações específicas.

Atualmente, a Anvisa já autoriza a importação de produtos à base de cannabis e fiscaliza associações e farmacêuticas do setor.

Entre 2015 e 2025, mais de 660 mil autorizações de importação individual foram registradas, e atualmente 49 produtos de 24 empresas estão liberados.


Moraes cita riscos à investigações em andamento e ocorrências disciplinares, e nega visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro

 


O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para autorizar visitas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-ES).

Moraes citou riscos às investigações em andamento e ocorrências disciplinares anteriores. A decisão também determinou que as visitas autorizadas ao ex-presidente ocorram apenas aos sábados, por razões de segurança.

Segundo o STF, Magno Malta tentou visitar Bolsonaro sem autorização judicial em 17 de janeiro, usando prerrogativas parlamentares para acessar áreas de segurança máxima. O episódio foi relatado pelo comando do 19º Batalhão da PM.

Já Valdemar Costa Neto teve a visita negada por ser investigado nos mesmos fatos atribuídos a Bolsonaro. A 1ª Turma do STF reabriu, em outubro de 2025, a investigação contra o dirigente do PL por suspeita de atuação para desacreditar as urnas eletrônicas no contexto da tentativa de golpe.

Moraes autorizou, no entanto, visitas de outros aliados, como deputados, senadores e o empresário Nabhan Garcia. O ministro também permitiu a assistência religiosa ao ex-presidente, incluindo a atuação de um padre, além de um bispo e um pastor já autorizados.

Farra do INSS chega a Lulinha, que contrata advogado e pede acesso a inquérito no STF

 


O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, passou a ser oficialmente representado por advogado nas investigações da Operação Sem Desconto, que apura o esquema conhecido como Farra do INSS. Ele é investigado pela Polícia Federal como possível sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como chefe de um esquema milionário de fraudes previdenciárias.

A defesa será feita pelo criminalista Guilherme Suguimori Santos, que solicitou ao STF, no dia 19 de janeiro, acesso ao inquérito que tramita na Corte. Segundo ele, Lulinha ainda não teve acesso aos autos e aguarda decisão do STF para conhecer o conteúdo da investigação, afirmando estar “às cegas” sobre o material reunido pela Polícia Federal.

Até então, Lulinha não havia constituído advogado formalmente, sob o argumento de que não era investigado. As manifestações públicas eram feitas por meio de um interlocutor, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, que sempre frisou não atuar como defensor do filho do presidente. Com o avanço da apuração, a situação mudou de patamar.

De acordo com a Polícia Federal, referências a Lulinha surgiram após a análise de materiais apreendidos com investigados ligados ao Careca do INSS, preso desde setembro.

A PF informou ao ministro André Mendonça que, embora existam menções ao nome do filho do presidente e transferências suspeitas envolvendo pessoas próximas, ainda não há, até o momento, elementos objetivos que comprovem envolvimento direto de Lulinha no esquema criminoso.


Oposição mira família de Toffoli e pede convocação de irmãos à CPI do Crime Organizado

 


Senadores da oposição protocolaram requerimentos para convocar irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), à CPI do Crime Organizado. A iniciativa partiu de Carlos Portinho (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES), que querem esclarecimentos sobre possíveis vínculos com atividades investigadas pela comissão.

Os parlamentares pedem a oitiva de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, além do primo do ministro, Mario Umberto Degani, e do advogado Paulo Humberto Barbosa. Para que as convocações avancem, os requerimentos ainda precisam ser pautados, votados e aprovados pelo colegiado da CPI.

Nos pedidos, os senadores citam que investigações nacionais e internacionais apontam a exploração de jogos de azar ilegais como prática frequentemente associada à lavagem de dinheiro. O foco recai sobre o Resort Tayayá, empreendimento que já pertenceu aos irmãos e ao primo de Toffoli e que passou a ser alvo de questionamentos após reportagens apontarem a presença desse tipo de atividade no local.

O resort entrou no radar da oposição em meio às apurações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. Embora o controle do empreendimento tenha sido transferido no fim do ano passado, a operação ocorreu por meio de um fundo administrado por uma instituição investigada no mesmo contexto, o que, segundo os senadores, reforça a necessidade de esclarecimentos à CPI.

Com informações da CNN


Planalto aposta em novo diálogo entre Lula e Alcolumbre para destravar nomeação ao STF

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ter, nos próximos dias, uma nova conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar da indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa no Palácio do Planalto é de que o encontro destrave de vez o processo.

Embora Lula tenha anunciado o nome de Messias para a vaga no Supremo ainda no fim de novembro, o governo optou por não enviar a indicação oficialmente ao Senado diante da resistência inicial de Alcolumbre. Sem a mensagem formal, a Casa não pode marcar a sabatina do indicado.

No fim de dezembro, os dois já haviam tratado do assunto em uma conversa reservada, mas interlocutores do Planalto avaliam que um novo encontro é necessário para alinhar os próximos passos. “Estamos aguardando essa conversa para avançar na definição da data da sabatina”, disse, sob reserva, um auxiliar próximo ao presidente.

Alcolumbre passou as últimas semanas no Amapá, seu principal reduto eleitoral, e a expectativa é de que retorne a Brasília até o fim de semana. O Congresso Nacional retoma oficialmente os trabalhos na próxima semana, o que aumenta a pressão para que a indicação avance.

Com informações do Metrópoles


Antes do Banco Master, BRB tentou comprar outros dois bancos, diz ex-presidente à PF

 


O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, afirmou em depoimento à Polícia Federal que a instituição tentou comprar outros dois bancos antes de fechar negócio com o Banco Master. A declaração foi prestada em 30 de dezembro e revelada pelo Metrópoles.

Segundo Paulo Henrique, o movimento começou ainda em 2021, quando o BRB passou a buscar parceiros para ampliar sua capacidade financeira e ganhar competitividade no mercado. Naquele ano, o banco tentou adquirir uma instituição privada, cujo nome não foi divulgado.

Em 2022, a estratégia avançou para um banco público: o BRB apresentou proposta para comprar 25% do Banco do Estado de Sergipe. A negociação, no entanto, não prosperou, e a instituição seguiu em busca de um parceiro que agregasse competências que o BRB não possuía ou tinha dificuldade de desenvolver.

O ex-presidente relatou que o BRB iniciou a compra da carteira do Banco Master em julho de 2024. Já em janeiro de 2025, segundo ele, surgiu a proposta para aquisição de parte das ações do banco controlado por Daniel Vorcaro.

No depoimento à PF, Paulo Henrique afirmou que a decisão de avançar sobre o Banco Master se deu após o BRB identificar “complementaridades” entre as operações das duas instituições, argumento usado para justificar o negócio que hoje está no centro das investigações.


Mauro Cid sai da ativa e vai para reserva remunerada do Exército

 


O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, vai passar à reserva remunerada do Exército a partir deste domingo, 1º de fevereiro. O pedido de saída da ativa foi aprovado pelo comandante da Força, Tomás Miguel Paiva, segundo comunicado do Centro de Comunicação Social do Exército.

Cid ganhou notoriedade por sua delação no processo que investigou a suposta tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. Em setembro, a Primeira Turma do STF o condenou a dois anos de prisão em regime aberto, junto com Bolsonaro, por cinco crimes: organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

O ministro Alexandre de Moraes deixou claro que a delação não concede perdão judicial, indulto ou anistia em casos contra a democracia. Ainda assim, a Turma restituiu bens apreendidos e estendeu benefícios da colaboração a familiares, reforçando que “o Estado não pode abandonar quem colaborou”.

Na reserva remunerada, Cid mantém vínculo com o Exército e poderá ser convocado em situações excepcionais. O regime garante proventos integrais ou proporcionais, que no ano passado variaram de R$ 18.419 a R$ 32.540 mensais, dependendo do tempo de serviço e do posto alcançado, segundo dados do Portal da Transparência.