quarta-feira, 15 de abril de 2026

Papa Leão XIV faz alerta para risco de democracias deslizarem para uma “tirania majoritária” após críticas de Trump.

 


O Papa Leão XIV alertou para o risco de democracias deslizarem para uma “tirania majoritária”, em uma carta divulgada pelo Vaticano dois dias depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter atacado o pontífice nas redes sociais.

Leão XIV, escrevendo aos participantes de uma reunião no Vaticano sobre o uso do poder em sociedades democráticas, disse que as democracias permanecem saudáveis ​​apenas quando estão enraizadas em valores morais.

“Sem essa base, (a democracia) corre o risco de se tornar uma tirania majoritária ou uma máscara para o domínio das elites econômicas e tecnológicas”, disse o pontífice na carta.

O texto, divulgado enquanto o papa realizava uma viagem de 10 dias por quatro países africanos, não se dirigia diretamente aos EUA nem mencionava nenhuma democracia específica.

Trump criticou duramente o papa Leão XIV, chamando-o de ” terrível ” na noite de domingo (12), depois que o pontífice se tornou, nas últimas semanas, um crítico cada vez maior da guerra entre EUA e Israel contra o Irã.

Leão XIV disse à agência de notícias Reuters na segunda-feira (13) que planejava continuar criticando a guerra, apesar dos comentários de Trump.

Na carta desta terça-feira (14), o papa disse que a Igreja Católica ensina que o poder não pode ser visto como um fim em si mesmo, “mas como um meio ordenado para o bem comum”.

“Isso implica que a legitimidade da autoridade não depende da acumulação de força econômica ou tecnológica, mas da sabedoria e da virtude com que é exercida”, disse Leão XIV.

O papa também encorajou os líderes das sociedades democráticas a evitarem qualquer tentação de acumular poder.

“A temperança… demonstra ser essencial para o uso legítimo da autoridade, pois a verdadeira temperança refreia a autoexaltação desmedida e atua como um guarda-corpo contra o abuso de poder”, disse ele.

CNN Brasil


PESQUISA VERITÁ: Flávio Bolsonaro supera Lula em 18 estados e no DF; Lula tem maioria em 7 estados do Nordeste e no RS.


 




















Pesquisa do Instituto Veritá mostra que Flávio Bolsonaro venceria Lula em 18 estados e no DF, enquanto o atual presidente só teria maioria dos votos em 7 estados do Nordeste e no Rio Grande do Sul.

Na intenção de voto estimulada, Flávio Bolsonaro lidera com 42,8%, contra 38,4% de Lula.

Este é o retrato da pesquisa realizada pelo Instituto Veritá que ouviu 40.500 eleitores em todo o país de 13 a 19 de março de 2026. A pesquisa tem margem de erro de 1 ponto percentual e intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é o BR-02476/2026.

Estratificação

Cor ou raça

O levantamento também mostrou que Flávio lidera entre os eleitores de cor ou raça branca, amarela, parda e indígena, enquanto Lula está à frente entre a população negra.

Religião

Nos dados estratificados por religião, Flávio tem maioria entre católicos e evangélicos. Já Lula lidera entre os espíritas, membros de outras religiões e pessoas sem religião.

Faixa etária

Flávio lidera ainda entre os eleitores das faixas etárias de 16 a 34 anos e 35 a 54 anos. Lula tem maioria entre os eleitores acima de 55 anos.

Gênero

Na estratificação por gênero, Lula lidera o voto feminino (43% x 36,5%), enquanto Flávio lidera o voto masculino (49,8% x 33,2).

Renda familiar

Flávio Bolsonaro também lidera em todos os cenários por renda familiar:

  • Acima de 5 salários mínimos: Flávio 51,8% x Lula 40,6%
  • Entre 2 e 5 salários mínimos: Flávio 51,2% x Lula 39,9%
  • Abaixo de 2 salários mínimos: Flávio 47,% x 42,9%

Rejeição

A pesquisa do Instituto Veritá também indica que Lula, com 43,1%, é mais rejeitado que Flávio, com 34,6% de rejeição.


INSS calcula prejuízo de R$ 233 milhões e aponta culpa da Dataprev


 












Instituto Nacional do Seguro Social estima ter acumulado um prejuízo de mais de R$ 233 milhões por causa de falhas em seus sistemas e aponta a responsabilidade para a Dataprev. A conclusão consta em uma nota técnica que analisa os impactos de instabilidades registradas entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026.

A informação é do colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles. De acordo com o documento, as panes tecnológicas afetaram diretamente o funcionamento das Centrais de Análise de Benefícios, responsáveis por processar pedidos previdenciários e assistenciais. As interrupções reduziram a capacidade de trabalho das equipes e travaram o andamento de milhares de solicitações.

Os dados levantados indicam quase 1,8 milhão de ocorrências de abatimentos sistêmicos, o que resultou em cerca de 2,9 milhões de horas de trabalho comprometidas. Na prática, servidores ficaram disponíveis, mas sem condições de desempenhar suas funções plenamente por causa das falhas.

O valor bilionário calculado corresponde justamente à remuneração paga nesse período de baixa produtividade forçada. A avaliação destaca que, sem os problemas técnicos, o montante poderia ter sido revertido em maior volume de atendimentos e redução da fila de benefícios.

O cenário se agrava diante do crescimento da demanda no órgão. A crise operacional foi um dos fatores que culminaram na saída do então presidente Gilberto Waller Júnior, enquanto o instituto agora avalia possíveis medidas jurídicas para responsabilizar a Dataprev pelos danos causados.

Inteligência dos EUA tem indícios de que China prepara envio de armas ao Irã.


 












A inteligência dos Estados Unidos tem indícios de que a China estaria se preparando para entregar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas, segundo a rede de TV CNN. A emissora atribuiu a informação a três fontes familiarizadas com o assunto.

O movimento seria provocativo, segundo a CNN, considerando que Pequim afirmou ter auxiliado no acordo de cessar-fogo que interrompeu a guerra entre Irã e Estados Unidos no início desta semana.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve visitar a China no começo do próximo mês para conversas com o presidente chinês, Xi Jinping.

A inteligência americana destacou que o Irã pode estar usando o cessar-fogo como uma oportunidade para recompor determinados sistemas de armas com a ajuda de parceiros estrangeiros importantes, segundo as informações da TV americana.

Pequim estaria se preparando para transferir sistemas de mísseis antiaéreos portáteis disparados do ombro, conhecidos como MANPADS, de acordo com as fontes da CNN. Os equipamentos representariam uma ameaça assimétrica às aeronaves militares dos EUA voando a baixa altitude.

Um porta-voz da embaixada chinesa em Washington afirmou que a China nunca forneceu armas a nenhuma das partes do conflito e que as informações em questão são “inverídicas”.

Papel da China

O envio de MANPADS ao Irã marcaria uma escalada no apoio da China ao país desde que os EUA e Israel lançaram sua campanha militar conjunta em fevereiro.

Segundo a CNN, fontes com acesso a relatórios de inteligência avaliam que a China não teria interesse estratégico em se envolver diretamente no conflito para defender o Irã, já que esse cenário seria visto como inviável.

A leitura é que Pequim prefere preservar a relação com Teerã — de quem depende fortemente para o abastecimento de petróleo — ao mesmo tempo em que mantém uma postura pública de neutralidade, o que lhe garantiria margem de negação no pós-guerra.

De acordo com a emissora, essas mesmas fontes afirmam que autoridades chinesas podem sustentar que eventuais envios de sistemas de defesa aérea têm caráter essencialmente defensivo, numa tentativa de diferenciar sua atuação da Rússia.

Estadão Conteúdo.

Banco Central alerta para superendividamento e cita “problema crescente”; relatório mostra quase 130 milhões de pessoas com algum tipo de débito bancário

 


O Banco Central classificou, o superendividamento como “um problema crescente” no país, em meio a concessões de empréstimos pessoais sem garantia e um comprometimento ​de renda cada vez maior das famílias ​com cartões de crédito.

Dados do Relatório de Cidadania Financeira, divulgados nesta segunda-feira (13/4), mostram que o país já soma quase 130 milhões de pessoas com algum tipo de débito bancário, o que evidencia a dimensão do desafio para a economia.

Esse cenário de superendividamento tende a se agravar em momentos de juros elevados, como o atual, dificultando a recuperação financeira das famílias.

“O impacto psicológico das dívidas na vida das pessoas é profundo e abrangente. Estudos mostram que o endividamento excessivo está associado a altos níveis de estresse, ansiedade e depressão. A preocupação constante com as contas a pagar e a sensação de impotência diante das dívidas podem levar a problemas de sono, baixa autoestima e até mesmo a conflitos familiares”, diz o BC.

Na avaliação da autoridade monetária, o quadro reflete um ambiente de crédito mais caro e maior dificuldade das famílias em equilibrar o orçamento. O alto nível de comprometimento da renda com dívidas tem limitado a capacidade de consumo e aumentado o risco de inadimplência, especialmente entre as faixas de menor renda.

O BC também destaca que o problema vai além do volume de endividados e envolve casos mais graves, em que o consumidor já não consegue pagar suas dívidas sem comprometer despesas básicas.

Com informações de Metrópoles.


Cármen Lúcia defende mais transparência no STF e diz que Corte “não pode ficar como está”
















 A ministra Cármen Lúcia afirmou que o STF precisa avançar em transparência e declarou que o modelo atual “não pode ficar como está”. Segundo a ministra, ampliar a transparência e a comunicação das decisões é importante para fortalecer o Judiciário.

Para ela, mudanças nesse sentido beneficiam tanto a imagem da Corte quanto o funcionamento interno do tribunal.

Cármen Lúcia reconheceu que o STF vem adotando medidas ao longo dos últimos anos para melhorar esse aspecto. Ainda assim, avaliou que há espaço para avanços e que o processo de aperfeiçoamento precisa continuar. “Não significa que não tenha muito a aperfeiçoar. Acho que temos”, afirmou.

De acordo com informações do próprio STF, a ministra foi designada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para relatar a proposta de criação de um Código de Ética para o tribunal. A iniciativa, segundo relatos, enfrenta resistência entre parte dos ministros.

PT diz que Lula orientou Moraes por “respeito” e tenta conter desgaste no caso Master


 












O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ministro Alexandre de Moraes foi motivada por respeito e preocupação com a imagem do magistrado diante do caso envolvendo o Banco Master.

Segundo Edinho, Lula sugeriu que Moraes avaliasse se declarar impedido em eventual julgamento ligado ao banco para evitar desgaste e preservar sua trajetória. A fala foi dada em entrevista, na qual o dirigente destacou que o gesto seria uma forma de reforçar a transparência e garantir a apuração das denúncias.

O presidente do PT também saiu em defesa do ministro, afirmando que Moraes teve papel decisivo “em defesa da democracia” e que sua atuação já está registrada na história política recente do país.

O episódio ganhou repercussão após a revelação de pagamentos milionários feitos pelo Banco Master ao escritório da esposa do ministro, o que levantou questionamentos e aumentou a pressão sobre sua eventual participação em processos relacionados ao caso.

Além disso, Edinho negou qualquer articulação política envolvendo cargos no Tribunal de Contas da União e reforçou que o apoio do governo nas eleições da Paraíba seguirá outros nomes, descartando acordos nos bastidores.

Com informações do Poder360

Malas com roupas de Ramagem ajudaram PF a localizar ex-deputado nos EUA

 


O ex-deputado Alexandre Ramagem foi localizado nos Estados Unidos após um detalhe inusitado chamar a atenção da Polícia Federal: roupas dele encontradas nas malas levadas por sua esposa durante uma viagem para a Flórida.

A movimentação ocorreu em novembro do ano passado, quando Rebeca Ramagem embarcou com as filhas e dezenas de bagagens. Durante a inspeção no Aeroporto do Galeão, agentes identificaram peças pertencentes ao ex-parlamentar em cinco malas, o que acendeu o alerta e deu início ao monitoramento.

A partir da chegada aos EUA, investigadores passaram a acompanhar os deslocamentos da família em parceria com autoridades norte-americanas. Um veículo que buscou Rebeca no aeroporto entrou no radar e acabou sendo peça-chave para chegar até o paradeiro de Ramagem.

Após meses de acompanhamento discreto e troca de informações internacionais, o ex-deputado foi detido na Flórida pelo ICE por questões migratórias. A prisão ocorreu depois que a localização foi repassada oficialmente pela PF.

Apesar da captura, o caso ainda tem desdobramentos. Ramagem possui pedido de asilo em análise e, segundo investigadores, a detenção não está ligada diretamente à condenação no Supremo Tribunal Federal, o que mantém indefinido o futuro jurídico do ex-deputado.

Com informações da CNN


TCU indica arquivamento de pedido sobre contrato envolvendo Lewandowski e Banco Master

 

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou o arquivamento de uma representação que pedia apuração sobre contrato entre o Banco Master e um escritório ligado ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Segundo os auditores, o caso não envolve recursos públicos e, por isso, não se enquadra na competência do tribunal.

De acordo com o parecer técnico, os valores pagos pelo banco ao escritório têm natureza privada, sem impacto sobre o erário. Por esse motivo, o TCU entende que não há base legal para atuação no caso.

O documento afirma que, embora a situação possa, em tese, levantar questionamentos sobre possível conflito de interesses, a análise desse tipo de questão cabe à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Comissão de Ética Pública da Presidência. Ainda segundo os auditores, não foram apresentados elementos que comprovem influência direta em ato de gestão pública.

Conforme apuração da Folha de S.Paulo, o escritório Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões do Banco Master entre novembro de 2023 e agosto de 2025. O período coincide parcialmente com a passagem de Lewandowski pelo Ministério da Justiça, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2026.

Em nota e declarações públicas, o ex-ministro afirma que se desligou do escritório antes de assumir o cargo, seguindo as exigências legais. Já a defesa do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao banco, sustenta que os contratos foram firmados dentro de parâmetros técnicos e regulares.

O parecer da área técnica ainda será analisado pelo ministro relator Augusto Nardes e pelos demais integrantes do TCU, que devem decidir sobre o arquivamento definitivo do caso.