terça-feira, 27 de outubro de 2026

Diretorio do PT do Paraná publica “você é o próximo” para Dallagnol

 


Uma publicação do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Paraná direcionada ao senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) abriu uma nova frente de embate político no estado. Em imagem divulgada nas redes sociais nesta segunda-feira (26), o partido escreveu: “Deltan, você é o próximo”.

O ex-procurador da Lava Jato reaiu prontamente à mensagem. “Não deu nem 24 horas depois da eleição, o PT já ameaça os 3 milhões de votos que o Paraná confiou a mim”, declarou Dallagnol em seus perfis oficiais. O PT-PR, por sua vez, sustentou que sua atuação ocorre estritamente dentro da legalidade e por meio dos canais da Justiça Eleitoral.

A publicação do diretório petista ocorreu um dia após a confirmação do resultado eleitoral e não detalhou formalmente ao que se referia. Apesar de ter sido votado e conquistado a vaga ao Senado pelo Paraná, a consolidação do mandato de Dallagnol permanece dependente do julgamento de seu registro de candidatura pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O imbróglio jurídico remonta a 2022, quando Dallagnol foi eleito deputado federal. Seu registro de candidatura foi cassado por unanimidade pelo TSE em 2023. Na ocasião, a Corte entendeu que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF) para burlar eventuais inelegibilidades decorrentes de procedimentos administrativos disciplinares enquadrados na Lei da Ficha Limpa.

Nas eleições de 2026, a discussão central reside em saber se os efeitos do indeferimento de 2023 ainda alcançam o novo pleito. Em 3 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu individualmente o registro de candidatura do ex-procurador. Ao recorrer da decisão, Dallagnol conseguiu manter sua campanha e figurar nas urnas, mas a palavra final caberá ao plenário do TSE.

Com informações do Metrópoles


BALANÇO: PF registra 57 ocorrências e conduz 71 pessoas no segundo turno das eleições

 


A Polícia Federal instaurou seis inquéritos policiais e lavrou 57 termos circunstanciados de ocorrência para apurar crimes eleitorais durante o segundo turno das Eleições 2026, realizado neste domingo.

Até as 19h, 71 pessoas haviam sido conduzidas, e 13 ocorrências de possíveis flagrantes de crimes eleitorais estavam em andamento, segundo balanço parcial divulgado pela instituição.

As ocorrências foram registradas em 18 estados, incluindo o Rio Grande do Norte. Entre os principais crimes apurados estão propaganda eleitoral irregular e violação do sigilo do voto.

Balanço de 2026

Ao longo de 2026, a Polícia Federal instaurou 1.613 inquéritos relacionados a crimes eleitorais. No mesmo período, foram apreendidos R$ 51,9 milhões em bens e valores, dos quais R$ 31,7 milhões em dinheiro.

Segundo a PF, os números são parciais e podem sofrer alterações conforme o registro de novas ocorrências, o andamento das investigações e a atualização dos sistemas da instituição.


Janones recusa título de ‘cara da virada’ e diz que campanha de Lula reagiu à ‘covardia’


 











O deputado federal André Janones, um dos destaques da campanha de Luiz Inácio Lula no segundo turno, recusou o título de principal responsável pela virada eleitoral. Ao chegar ao hotel onde apoiadores comemoravam a reeleição do petista, neste domingo, ele afirmou que sua atuação foi direcionada a mobilizar eleitores por meio das redes sociais e do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reúne mais de 10 milhões de seguidores.

“Eu agradeço [o título de maior nome do segundo turno], mas o nome real desta eleição é Luiz Inácio Lula da Silva. A energia vem dele, a força vem dele. Eu recebi a missão de canalizar isso”, declarou.

Janones também afirmou que a campanha reagiu a ataques políticos e destacou o papel da mobilização digital na disputa. “A gente reagiu à covardia. E mostrou que, da mesma forma que eles se reúnem para fazer o mal e assassinar reputações, a gente mostrou que é possível se unir para defender a democracia”, disse.

O deputado comparou Lula ao jogador argentino Lionel Messi e afirmou que o presidente não precisava dominar as redes sociais porque outros integrantes da campanha poderiam atuar nesse espaço. Ele também negou ter conversado com Lula ou com o PT sobre a possibilidade de assumir um cargo no próximo governo.

“Meu compromisso é com a democracia e com o maior presidente que este país já teve”, afirmou.

Sidônio Palmeira nega pressão após primeiro turno

O marqueteiro Sidônio Palmeira, responsável pela estratégia de comunicação da campanha de Lula, também comemorou a vitória do petista. Ele afirmou ao g1 que a campanha concentrou os esforços do segundo turno na apresentação de propostas e na discussão sobre o futuro do país.

“Tudo isso, e o povo compreendeu o que estava em jogo e deu a vitória ao presidente Lula”, declarou, ao mencionar também a disputa política internacional e as críticas ao grupo Bolsonaro.

Questionado sobre as estratégias do primeiro turno, quando Lula terminou atrás de Flávio Bolsonaro (PL), Sidônio afirmou que não sofreu pressão para mudar a condução da campanha. Ele também confirmou ter sugerido ao presidente a proibição das apostas esportivas, conhecidas como bets.

“Eu sugeri ao presidente proibir as bets. E ele aceitou com a maior naturalidade. Não senti nenhuma pressão”, afirmou.

SENADO: Alcolumbre diz ter maioria para reeleição e descarta impeachment de Moraes

 


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirma ter pelo menos 48 votos para garantir a reeleição ao comando da Casa em 2027. Segundo interlocutores, ele também não pretende pautar pedidos de impeachment de ministros do STF, especialmente de Alexandre de Moraes.

Alcolumbre considera possível enfrentar um candidato do PL na disputa, mesmo com a legenda prevista para ter a maior bancada do Senado a partir de fevereiro, com 29 parlamentares. O partido planeja lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial derrotada de Flávio Bolsonaro.

Um dos fatores que favorecem os planos de Alcolumbre é a articulação com partidos do Centrão, que buscam limitar o espaço do PL no comando do Congresso.

O presidente do Senado também pretende defender a nomeação de Rodrigo Pacheco para uma vaga no STF ainda neste ano, conforme a articulação política relatada pela CNN Brasil.

Na Câmara dos Deputados, partidos do Centrão já manifestaram apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB). A articulação reúne União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade.


Deputado pede à PGR que impeça Flávio de sair do país por investigação sobre Dark Horse

 


O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) apresentou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando que o órgão avalie, em caráter de urgência, a possibilidade de impor medidas cautelares ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Entre os pedidos estão a proibição de deixar o Brasil, a entrega dos passaportes e a comunicação da eventual decisão à Polícia Federal e às autoridades de controle migratório.

O documento, protocolado neste domingo (25) trata principalmente do inquérito que apura operações envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, no qual Flávio figura como investigado. A representação também solicita análise de informações sobre movimentações financeiras internacionais e apurações envolvendo o advogado Willer Tomaz e a empresa Alcazar Holdings.

“”Ele não vai fugir do país porque o negão aqui não vai deixar”, afirmou o deputado, em vídeo publicado no Instagram. “Os seus esquemas com Vorcaro você vai ter que pagar aqui”.

A peça, porém, ressalta que não se trata de uma denúncia criminal e que os elementos públicos reunidos até o momento não comprovam que o senador seja titular de recursos de terceiros ou tenha elaborado um plano para deixar o país. O parlamentar pede que a PGR examine prioritariamente os dados já disponíveis nos órgãos de investigação e, caso encontre fundamentos concretos, apresente ao Supremo Tribunal Federal (STF) um requerimento de medidas cautelares.

A representação aponta como principal procedimento o Inquérito 5.070, no STF, originado da Petição 16.369 e relatado pelo ministro André Mendonça. A investigação foi autuada em agosto de 2026 e trata de operações relacionadas ao financiamento de Dark Horse. Flávio Bolsonaro está entre os investigados.

O documento cita reportagens que relataram mensagens e solicitações de recursos dirigidas ao empresário Daniel Vorcaro, além de negociações envolvendo parcelas do financiamento do filme. Flávio, segundo a representação, afirma ter buscado investimento privado para uma produção particular e nega irregularidades.

A peça também menciona uma reportagem do Intercept Brasil, publicada em 23 de outubro, que teria obtido acesso a um despacho da Polícia Federal datado de 15 de outubro. Conforme a descrição apresentada no documento, o material detalharia transferências entre empresas ligadas a Fabiano Zettel, a Entre Investimentos e a estrutura financeira Havengate, além de operações que teriam movimentado aproximadamente US$ 12,3 milhões até setembro de 2025.

A representação destaca, entretanto, que os valores negociados ou previstos em contratos não podem ser automaticamente considerados dinheiro recebido pelo senador. Também afirma que transferências realizadas por empresas não comprovam, por si só, que os recursos pertenciam a Flávio ou que ele tenha participado conscientemente de eventuais irregularidades.

O documento menciona ainda que a Polícia Federal solicitou a prorrogação do inquérito por 90 dias para concluir perícias contábeis e aguardar informações obtidas por meio de cooperação internacional com os Estados Unidos. A investigação busca esclarecer a destinação dos recursos, inclusive hipóteses de benefício a Eduardo Bolsonaro, sem que essa possibilidade seja apresentada como fato comprovado.

Conta no exterior e vínculos com Willer Tomaz

Outro eixo da representação envolve a Alcazar Holdings, empresa registrada na Ilha da Madeira e ligada ao advogado Willer Tomaz. Segundo reportagens citadas no documento, Flávio Bolsonaro teria figurado como usuário com perfil de administrador principal de uma conta bancária da companhia.

A peça também menciona viagens internacionais em aeronaves privadas e despesas que teriam sido custeadas por empresas relacionadas ao advogado. O deputado solicita que a PGR examine os registros bancários, os documentos societários e os pagamentos para esclarecer quem efetivamente tinha acesso à conta, quem realizou operações e se existia algum benefício econômico destinado ao senador.

A representação registra, contudo, a manifestação da Alcazar divulgada em 22 de outubro, na qual a empresa afirmou que Flávio nunca foi sócio, administrador ou beneficiário e declarou que Willer Tomaz detém todo o capital social. O documento pede que essa versão seja confrontada com os registros bancários e demais elementos disponíveis.

Também são mencionadas reportagens sobre possíveis relações com empresas de apostas licenciadas pela Loterj e suspeitas de lavagem de dinheiro. A representação identifica Willer Tomaz como parte central desse núcleo de apuração e ressalta que a eventual responsabilidade de Flávio precisa ser individualizada. Tanto o senador quanto os demais envolvidos citados negam ilegalidades.

Pedido de apuração fiscal e cambial

O deputado solicita que sejam verificadas eventuais obrigações fiscais e cambiais relacionadas às operações internacionais. A representação cita o artigo 22 da Lei 7.492/1986, que trata de crimes contra o sistema financeiro, e o artigo 1º da Lei 9.613/1998, referente à lavagem de dinheiro.

O documento afirma que a análise deve distinguir a titularidade dos recursos, o controle operacional de contas, a condição de beneficiário econômico e a utilização autorizada de estruturas financeiras pertencentes a terceiros.

Também ressalta que declarações eleitorais de patrimônio não se confundem com obrigações tributárias ou cambiais. Segundo a peça, não é possível atribuir ao senador eventual omissão fiscal sem demonstrar que ele era titular dos ativos, estava sujeito à obrigação específica e deixou de cumpri-la.

A representação pede que, se houver fundamento concreto, a PGR consulte os órgãos competentes, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central e a Receita Federal. Eventuais medidas que dependam de autorização judicial deverão ser delimitadas e justificadas.


REAÇÕES: Caiado, Zema e Renan Santos comentam vitória de Lula; Cury fica em silêncio

 















A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais repercutiu entre os candidatos que disputaram o primeiro turno. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) se manifestaram sobre o resultado. Augusto Cury, que havia demonstrado apoio a Flávio, não se pronunciou até a publicação da reportagem do g1.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema questionou a disputa e afirmou, sem apresentar provas, que Lula aplicou um “golpe à la Venezuela”. Ele também criticou a campanha eleitoral e acusou adversários de disseminarem informações falsas.

Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reconheceu o resultado das urnas, apesar de defender uma renovação política no país. Caiado havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno.

“Como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração”, afirmou Caiado em entrevista coletiva.

Renan Santos, por sua vez, descartou a hipótese de fraude eleitoral e atribuiu a derrota de Flávio à rejeição ao bolsonarismo. O ex-candidato também criticou apoiadores que questionaram a votação e pediu que não participassem de manifestações contra o resultado.

Augusto Cury, que havia manifestado apoio a Flávio Bolsonaro durante o segundo turno, não publicou comentários sobre a vitória de Lula até a divulgação da reportagem.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Moraes manda Flávio Bolsonaro entregar passaporte após visita a Jair

 


O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta segunda-feira (26) que o senador Flávio Bolsonaro entregue seus passaportes, horas depois de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A medida ocorre um dia após Flávio ser derrotado por Lula no segundo turno, com 48,21% dos votos válidos. Flávio também está proibido de deixar o país.

Segundo a decisão, pesa o inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, seu amigo. A PF encontrou e-mails que indicariam que Flávio foi cadastrado como “usuário master” de uma conta da Alcazar Holdings, empresa de Tomaz. Na sexta-feira (23), Moraes já havia bloqueado até R$ 6 bilhões do advogado e cancelado seus passaportes, sob o argumento de que ele viajou ao exterior depois de se tornar alvo da PF.

O outro elemento é a declaração de Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA desde 2025. Na sexta (23), em entrevista ao podcast americano CrowderBits, o ex-deputado disse ser a favor de que o irmão saísse do país caso perdesse a eleição.

Desde domingo, deputados como Erika Hilton (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG) e Rogério Correia (PT-MG) protocolaram pedidos de apreensão do passaporte no STF e na PGR.

Flávio e Willer Tomaz negam irregularidades. A assessoria do senador nega a existência de conta bancária conjunta, e a defesa de Tomaz classificou as medidas contra ele como desproporcionais.

ICL Noticias

'Não foi o que esperávamos', afirma Sergio Moro após vitória de Lula no segundo turno presidencial

 




O governador eleito do Paraná Sergio Moro, declarou nesta segunda-feira (26) que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial não correspondeu à expectativa de seu grupo político. Em publicação nas redes sociais, Moro apontou que a oposição possui questionamentos a serem esclarecidos sobre o pleito, mas assegurou que continuará na defesa de seus princípios e trabalhará para transformar a administração estadual em um polo de oportunidades, desenvolvimento e liberdade, a despeito de quem chefie o Poder Executivo federal.

O resultado do segundo turno consolidou a reeleição de Lula com 51,79% dos votos válidos, totalizando 64.256.232 votos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 48,21%. Com a confirmação das urnas às vésperas de completar 81 anos, o líder petista tornou-se o primeiro presidente brasileiro a vencer quatro eleições populares na história do país.

Diferente do cenário nacional, o eleitorado paranaense manifestou preferência majoritária pela candidatura do Partido Liberal. Em Curitiba, Flávio Bolsonaro obteve 62,29% da preferência, frente a 37,71% conquistados pelo presidente eleito. Diante dos números, o prefeito da capital, Eduardo Pimentel (PSD), também usou canais oficiais para se manifestar no domingo (25), enfatizando o respeito ao veredito popular, a importância de colocar o país acima das divergências partidárias e desejando êxito ao petista na gestão do Brasil, mantendo o diálogo aberto com o município. O atual governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), ainda não havia se pronunciado oficialmente até a manhã de segunda-feira.

O domínio eleitoral do PL se repetiu na maior parte dos municípios paranaenses, onde Flávio superou marcas de 70% de apoio em localidades como Prudentópolis (74,76%) e Nova Santa Rosa (84,55%), além de prevalecer no Sudeste, Oeste, Norte e Noroeste. Na Região Metropolitana de Curitiba, Lula venceu apenas em Adrianópolis, Itaperuçu, Cerro Azul e Doutor Ulysses. Já os desempenhos mais expressivos da campanha petista no estado concentraram-se em porções das regiões Central e Sudoeste, a exemplo de Pinhal de São Bento e Rio Bonito do Iguaçu, onde o presidente eleito obteve 64,22% dos votos válidos, além de cidades pontuais no Norte Pioneiro próximas à divisa com o estado de São Paulo.

Chuva “engole” ponte de famoso parque natural do Paraná; mais 7 mil pessoas são afetadas

 


O Parque Natural Buraco do Padre foi literalmente “engolido” pelas fortes chuvas registradas no Paraná neste sábado, 24 de outubro. O local é uma queda d’água do Rio Quebra-Pedra, em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.

Conhecido com Buraco do Padre, a queda é na verdade uma furna. É um monumento natural que impressiona e remete a uma história de mais de cem milhões de anos atrás. Um vídeo postado na rede social mostra a água tomando conta da ponte de acesso à furna, conhecida como Buraco do Padre, em Ponta Grossa.

A cavidade vertical se estende a 40 metros de profundidade e forma um anfiteatro rochoso. Do meio da rocha emerge uma cachoeira, com cerca de 30 metros de altura, em um fenômeno raro visto em poucos lugares no mundo.

Vazão média do rio Quebra-Pedra é de 405 litros por segundo. No entanto, com a forte chuva deste sábado, a vazão do rio aumentou cerca de 10 vezes acima da média habitual. Isso porque, o local recebe a drenagem da chuva de uma área de 1.520 hectares da região.

Conforme o Simepar, o volume de chuva registrado em 24 horas no município de Ponta Grossa foi de 99 mm/24h. No entanto, esse volume de chuva não foi tão expressivo como os registrados em Pato Branco, 204,2 mm/24h e Francisco Beltrão 165,6 mm/24h, Guarapuava Entre Rios 154,2 mm/24h e até mesmo em Curitiba 124,4 mm/24h.

Vale ressaltar que a medida usada para mensurar o volume de chuva considera a quantidade de água em um metro quadrado em um determinado tempo. No caso, em 24 horas. Ou seja, em Pato Branco, o local com o maior índice pluviométrico, em um metro quadrado em um dia houve um acumulado de 204, 2 litros de água.

Por conta da forte chuva deste sábado, foram registrados alagamentos e deslizamentos em 20 municípios do Paraná, afetando a 7.422 pessoas, conforme dados do último Boletim de Ocorrências da Defesa Civil do Paraná, das 18h45 de sábado, 24 de outubro.