quinta-feira, 18 de junho de 2026

Primeira onda de frio marca início de inverno no Paraná


 














O inverno começa oficialmente neste sábado (21) e os últimos dias do outono já deram uma prévia do que os paranaenses devem enfrentar nos próximos meses. Após amanheceres com temperaturas abaixo de 10°C em algumas regiões, a primeira grande massa de ar frio da estação já tem previsão de chegar ao Paraná na próxima semana, com possibilidade de provocar frio intenso em diversos municípios.

Nos últimos dias, municípios do Sul do estado registraram marcas negativas, como Palmas, onde os termômetros chegaram a -2,4°C. Na Região Metropolitana de Curitiba e em outras áreas do Paraná, o amanhecer também foi marcado por baixas temperaturas e sensação térmica de frio intenso.

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a primeira onda de frio do inverno deve avançar pelo estado nos próximos dias, com o pico previsto a partir de terça-feira (23). A massa de ar polar pode ser uma das mais fortes do ano até o momento, mas ainda está sendo monitorada pelos especialistas. As previsões de temperaturas mínimas que devem ser registradas em cada município serão divulgadas nos próximos dias.

A previsão climática para o trimestre de inverno indica que o comportamento das temperaturas seguirá o padrão tradicional do estado. As menores temperaturas devem ocorrer nas regiões Sul e Centro-Sul do Paraná, onde há maior possibilidade de geadas e registros próximos ou abaixo de 0°C.

Já as regiões Norte e Noroeste devem apresentar temperaturas mais elevadas em comparação com o restante do estado.

Em relação às chuvas, agosto deve ser o mês mais seco do inverno, com menor volume de precipitações. A partir de setembro, com a aproximação da primavera, a chuva volta a ocorrer de forma mais frequente em diversas regiões paranaenses.

Batida entre trem e caminhão em Jandaia do Sul deixa maquinista ferido

 


Uma colisão envolvendo um caminhão bitrem e uma composição férrea da empresa Rumo Logística deixou um maquinista de trem com ferimentos leves na noite desta quarta-feira (17) no trevo próximo ao restaurante Panela de Pedra, em Jandaia do Sul (PR).

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para o resgatee os agentes informaram que o maquinista teria sofrido uma contusão em membro inferior durante o impacto. Já o motorista do caminhão não sofreu ferimentos e dispensou o atendimento médico.

A carreta, uma Scânia R 540, que transportava uma carga de farelo de soja, seguia no sentido à saída para Mandaguari, quando teve seu engate atingido enquanto atravessava a linha férrea.

O local, que fica na saída de Jandaia do Sul para Mandaguari e no acesso ao Contorno Norte de Jandaia do Sul, é um trecho recorrente de acidentes do tipo.

As causas do acidente serão apuradas.

Caminhoneiro é preso com 26 fuzis e 16 pistolas na BR-277 no Paraná


 












Vinte e seis fuzis e 16 pistolas foram apreendidos na BR-277 em Santa Terezinha de Itaipu (PR). Um caminhoneiro de 28 anos, que transportava as armas em um caminhão que vinha da Argentina, levantou suspeita durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e foi preso em flagrante. A apreensão é a maior de fuzis da história da corporação em todo o Brasil.

Por volta do meio-dia, policiais rodoviários federais abordaram um caminhão conduzido pelo motorista que saía da Argentina com destino a Minas Gerais. O veículo estava carregado com insumos para ração animal. O motorista apresentou nervosismo durante a abordagem. Ele confessou aos policiais que estava transportando armas. Nas buscas, os policiais encontraram uma grande quantidade de armas e peças escondidas dentro da cabine do veículo.

Após a retirada e montagem das armas, foram contabilizados 26 fuzis (22 calibre 5,56 mm e quatro calibre 7,65 mm), 898 munições calibre 7,62 mm, 16 pistolas (14 calibre 9 mm e duas .40), 4.150 munições calibre 9 mm e 127 carregadores.


Entre as armas, destacam-se duas AK-47, armamento de infantaria padrão muito utilizado por grupos guerrilheiros, forças paramilitares e organizações criminosas. A AK-47 se tornou a arma militar mais utilizada no mundo devido ao custo reduzido e confiabilidade sob condições severas.

O motorista foi detido e conduzido à Polícia Federal em Foz do Iguaçu para registro de ocorrência por tráfico internacional de arma de fogo, crime que pode resultar em até 16 anos de reclusão.

A operação integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, estratégia federal lançada pelo Ministério da Justiça para desarticular a logística das organizações criminosas através de controle rígido e combate integrado.

Revoltado com suposta gasolina adulterada, motociclista ateia fogo em posto no Rio

 


Um motociclista provocou um incêndio em um posto de combustíveis no bairro da Freguesia, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após reclamar da suposta qualidade da gasolina utilizada para abastecer seu veículo. Toda a ação foi registrada por testemunhas.

Nas imagens, o homem aparece discutindo com um funcionário enquanto segura um galão com líquido inflamável. Em seguida, ele espalha o combustível pelo pátio do estabelecimento e afirma que colocaria fogo no local. Apesar dos apelos de pessoas que acompanhavam a cena, o suspeito usou um isqueiro e iniciou o incêndio.

As chamas se espalharam rapidamente pelo chão do posto, provocando correria entre funcionários e clientes. Após o episódio, o motociclista fugiu e ainda não foi identificado.

Segundo o Corpo de Bombeiros, equipes foram acionadas às 16h10 e conseguiram controlar o fogo rapidamente. A ocorrência foi encerrada às 16h40 e ninguém ficou ferido.

A Polícia Civil informou que não havia registro formal do caso até aquele momento, mas a 41ª DP (Tanque) abriu investigação após tomar conhecimento das imagens. Diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do crime e identificar os envolvidos.

OPERAÇÃO RECOVERY: força integrada cumpre 28 buscas e 7 prisões no RN, CE e SC contra facção criminosa


 















Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva no Rio Grande do Norte, Ceará e Santa Catarina durante a Operação Recovery, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no RN (FICCO/RN).

No território potiguar, as ações ocorreram em municípios como Mossoró, Natal, Baraúna, Areia Branca, Assú, Caicó, São Gonçalo do Amarante e Macaíba. Também houve cumprimento de ordens judiciais em cidades do Ceará e de Santa Catarina, todas expedidas pela Justiça do Rio Grande do Norte.

Durante a operação, foi registrada uma prisão em flagrante, com apreensão de arma de fogo, munições e peças de armas. Materiais considerados de interesse investigativo também foram recolhidos, incluindo dinheiro em espécie.

Cerca de 200 policiais de diferentes forças de segurança participaram da ação, envolvendo Polícia Federal, Polícia Penal Federal, Polícia Penal Estadual, Polícia Militar, Polícia Civil e unidades especializadas, além de apoio aéreo e tático.

As investigações seguem em andamento para apurar a atuação de organização criminosa e crimes como tráfico de drogas e outros delitos relacionados identificados ao longo da apuração.

FIM DA 6X1: Agro, indústria e supermercados criticam PEC e preveem efeitos bilionários


 











A proposta que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas voltou a gerar reação de representantes do agronegócio, da indústria e do comércio.

Entidades ouvidas pela CNN Brasil afirmam que a PEC pode elevar custos, aumentar a dificuldade para contratação de mão de obra e provocar impactos em diversos setores da economia.

No agronegócio, representantes do setor argumentam que a proposta não leva em conta as particularidades da atividade rural, como períodos de plantio e colheita que exigem jornadas diferenciadas.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária, estudos apresentados à Comissão de Constituição e Justiça apontam impactos bilionários em segmentos como etanol, proteína animal e cooperativas caso a proposta seja aprovada nos moldes atuais.

No setor supermercadista, a preocupação é com o aumento dos custos operacionais. Associações do segmento afirmam que pequenas empresas teriam mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho.

Representantes do setor também estimam que a mudança pode resultar em reajustes de preços para o consumidor final. Projeções apresentadas por entidades do comércio apontam impacto entre 9% e 10% em determinados segmentos.

A indústria também demonstra preocupação. A Confederação Nacional da Indústria calcula que a redução da jornada pode elevar entre R$ 178 bilhões e R$ 267 bilhões por ano os custos com empregados formais, o equivalente a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos.

Entidades industriais afirmam ainda que o aumento das despesas pode pressionar a inflação, reduzir a competitividade das empresas e estimular a informalidade em alguns setores.

Durante o debate, representantes empresariais também criticaram a inclusão das regras diretamente na Constituição, defendendo que eventuais mudanças sejam discutidas por meio de negociação entre trabalhadores e empregadores.

Além dos impactos econômicos, lideranças do setor produtivo alegam que o avanço da proposta tem sido influenciado pelo forte apelo político do tema e defendem um debate mais aprofundado antes da votação definitiva no Congresso Nacional.

Moraes atropela jurisprudência e condena Eduardo Bolsonaro sem citação

 


O portal Diário360 publicou uma análise crítica sobre a decisão da Primeira Turma do STF relacionada ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

No texto, o veículo sustenta que a decisão do colegiado, formado pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, teria desconsiderado entendimentos consolidados sobre citação de réus que se encontram no exterior.

Segundo a análise, a ausência de citação pessoal por carta rogatória deveria ter sido considerada antes do prosseguimento do caso. O portal argumenta que o entendimento adotado pelo relator diverge de interpretações defendidas por parte da doutrina e da jurisprudência sobre o tema.

O Diário360 também afirma que a decisão levanta debates sobre devido processo legal, ampla defesa e contraditório. Na avaliação apresentada pelo site, o julgamento pode reforçar críticas de setores que apontam excesso de ativismo judicial por parte do Supremo.

O conteúdo reproduz a interpretação jurídica e política do Diário360 sobre o caso e não representa decisão adicional do STF além daquela já registrada nos autos.


Gilmar cita vazamentos, pressão, excessos e compara caso Master à Lava Jato


 













O ministro Gilmar Mendes criticou a condução feita por André Mendonça do inquérito sobre as fraudes do Banco Master e afirmou que vazamentos e excessos fazem as investigações se assimilarem à extinta operação Lava Jato.

As críticas do decano foram feitas durante o julgamento que manteve as prisões do pai e do primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (16).

Gilmar havia pedido vista e suspendido no final de maio a análise que os ministros faziam sobre a decisão de Mendonça tomada no início daquele mês. Nesta terça, o decano liberou o caso para julgamento e o incluiu na pauta do colegiado.

Ao dar início à leitura de seu voto, contrário à manutenção da prisão do pai e do primo do ex-banqueiro em fechado, Gilmar disse que a investigação conduzida no STF por Mendonça é um “caso rumoroso que há meses vem ocupando o noticiário de forma cada vez mais espetaculosa e sensacionalista”.

Ao longo de mais de uma hora e meia de voto, Gilmar mencionou “vazamentos massivos e seletivos de informações protegidas por sigilo”, transferências corriqueiras de encarcerados entre estabelecimentos prisionais dos mais variados, “prisões como instrumento de pressões”, falta de acesso dos ministros às investigações, monitoramento de advogados e “excesso persecutório e uso indevidamente instrumental do processo penal”.

O ministro, o crítico mais vocal da Lava Jato no STF, afirmou que a Operação Compliance Zero, que investiga desde novembro do ano passado as fraudes do Master, “tem se valido de expedientes que guardam desconfortante semelhança com a Lava Jato”.

Segundo Gilmar, o caso Master se assemelha à Lava Jato, mas com uma nova roupagem. “É com certa incredulidade e alguma tristeza que me sinto obrigado a registrar que já há algum tempo as providencias adotadas no presente caso vem guardando semelhanças que não podem ser ignoradas com as iniquidades da Lava Jato.” 

CNN

Por 3 a 1, STF mantém prisão do pai de Vorcaro no Caso Master


 













A Segunda Turma do STF decidiu, por 3 votos a 1, manter a prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento, concluído, confirmou a decisão do relator do caso, ministro André Mendonça.

Além de Mendonça, os ministros Nunes Marques e Luiz Fux votaram pela manutenção da prisão. O único voto divergente foi do ministro Gilmar Mendes, que defendeu a substituição da medida por prisão domiciliar.

Gilmar afirmou que a investigação ganhou grande repercussão pública e apontou riscos de excessiva exposição midiática.

O ministro também observou que a Polícia Federal apresentou indícios de contato de Henrique Vorcaro com investigados, mas destacou que não identificou elementos concretos que demonstrassem solicitação direta para a prática de atos ilícitos.

Segundo Mendonça, a prisão é necessária para evitar a continuidade de supostas atividades ilícitas e preservar as investigações diante de indícios de ameaça a testemunhas, destruição de provas e risco de fuga.

Henrique Vorcaro está preso desde 14 de maio, após ser alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero.

De acordo com a Polícia Federal, ele e o filho, Daniel Vorcaro, são investigados por supostamente ocultar ao menos R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas de fraudes relacionadas ao Banco Master. A investigação segue em andamento.