domingo, 9 de agosto de 2026

Tornado atinge município do Paraná; Simepar analisa outro possível em Candói


 












O município de Piraí do Sul, nos Campos Gerais do Paraná, foi atingido por um tornado no final da tarde deste sábado, 8 de agosto de 2026. A informação foi confirmada ainda na noite deste sábado. Conforme o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os vídeos recebidos pelo centro operacional apresentam características visuais compatíveis com a ocorrência do fenômeno.

Um segundo, que teria causado estragos em Candói, segue ainda em análise, segundo a assessoria do Simepar.  O município vizinho a Guarapuava fica a 320 quilômetros de Curitiba. Por volta das 16h05, registrou ventos fortes, que teriam destruído oito casas, além de barracões de uma comunidade rural.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a região atingida em Candoi fica na comunidade de Santa Clara. Conforme a corporação, as rajadas de vento que os moradores chamaram de tornado, atingiram cerca de 8 casas e barracões. Árvores foram arrancadas pela raíz.

Pedestres ficam gravemente feridos ao serem atropelados na BR-116 no PR

 


Três pedestres ficaram gravemente feridos após serem atropelados por um veículo na tarde deste sábado (08), no km 141 da BR-116, em Mandiritiba, na Região Metropolitana de Curitiba. As vítimas caminhavam pelo acostamento quando foram atingidas.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo seguia pela pista no sentido decrescente quando o motorista perdeu o controle da direção, atravessou o canteiro central e invadiu a pista no sentido oposto. Na sequência, o carro atingiu os três pedestres que estavam no acostamento.

As vítimas foram socorridas e encaminhadas a um hospital em estado grave. Equipes da Unidade Operacional da PRF de Mandirituba e a aeronave da corporação participaram do atendimento da ocorrência.

As circunstâncias que levaram o motorista a perder o controle da direção ainda serão apuradas.

Conta de luz no Brasil supera 77 países; reforma no Congresso pode baratear boleto em até 32%


 











O Brasil figura entre as nações com a tarifa de energia elétrica mais pesada do mundo em relação à renda da população, superando 77 países. O dado vem de um estudo do economista Daniel Duque, do Centro de Liderança Pública (CLP), que analisou o custo da eletricidade residencial em 138 nações.

A alta taxa decorre do acúmulo de impostos, custos de transmissão e subsídios embutidos na fatura mensal. Para mudar esse cenário, propostas de modernização do setor elétrico e a reforma tributária preveem cortar encargos da tarifa e apontam para uma redução de até 32% no valor pago pelos consumidores.

Segundo o estudo do CLP, o custo real da geração de eletricidade representa apenas 30,4% do valor total da fatura. O restante do boleto é dividido entre:

  • Distribuição: 26,1%
  • Tributos: 18,1%
  • Encargos setoriais e subsídios: 15,2%
  • Transmissão: 10,1%

Com essa soma de taxas, o preço do quilowatt-hora (kWh) no Brasil consome uma parcela do salário médio superior à registrada em países como China e Canadá.

O que muda com a reforma e o Mercado Livre de Energia

A proposta de reforma do setor elétrico prevê a eliminação gradual dos subsídios bancados pela conta de luz e a liberação do Mercado Livre de Energia para o consumidor comum.

Atualmente, o consumidor é obrigado a comprar energia exclusivamente de concessionária regional. Com a mudança, residências e pequenos comércios poderão escolher livremente de qual empresa querem comprar eletricidade.

A entrada de novos concorrentes no mercado, somada ao enxugamento de encargos como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), é o fator apontado pelas projeções do setor para garantir o desconto de até 32% no valor final da conta.

Correio 24h

Governo Lula culpa Trump por crise com Milei na Argentina


 













O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está culpando o chefe do executivo americano, Donald Trump por crise diplomática com o governo Milei na Argentina. A informação é de interlocutores do petista que avaliam que a tensão com o país vizinho faz parte da retórica adotada pelos Estados Unidos contra o Brasil.

Nesta semana, o Brasil rebaixou as relações diplomáticas com a Argentina ao determinar que o embaixador brasileiro no país, Julio Bitelli, não tem prazo para retornar a Buenos Aires. Desta forma, a representação brasileira fica sob os cuidados de um encarregado de negócios.

A medida foi adotada após declarações de Milei. Nos últimos dias, o presidente argentino fez críticas ao Brasil e autoridades brasileiras em ao menos quatro oportunidades. Tal escalada não era observada desde a campanha eleitoral na Argentina, em 2022, quando Milei disputava com Sergio Massa, candidato de esquerda que havia recebido acenos de Lula no pleito.

É este contexto que acende um alerta no governo brasileiro sobre os interesses por trás do discurso adotado por Javier Milei nos últimos dias. A avaliação é que o argentino possa ter sido “contaminado” com a política norte-americana, sobretudo do Departamento de Estado, contra o Brasil.

Com informações do Metrópoles

Na mira da PF, irmão e suplente de Ciro declara quase R$ 20 milhões ao TSE


 













Estreante na política, o empresário Raimundo Nogueira, candidato a primeiro suplente na chapa do irmão Ciro Nogueira (PP-PI) ao Senado Federal, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral patrimônio de R$ 19.206.729,59.

Raimundo é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.

Segundo investigadores, ele administra a CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que teria sido utilizada para receber suposta mesada do banqueiro Daniel Vorcaro.

A declaração de bens apresentada ao TSE inclui participações societárias, aplicações financeiras, imóveis rurais e urbanos, veículos, dinheiro em espécie e ações.

Entre os principais ativos informados estão ações avaliadas em R$ 5 milhões, uma participação societária de R$ 3,9 milhões, quotas empresariais que somam mais de R$ 3,3 milhões e aplicações de renda fixa superiores a R$ 3 milhões.

O patrimônio também reúne dezenas de terrenos, parte deles recebidos por herança , uma propriedade rural, dois veículos, valores em reais, dólares e euros, depósitos bancários, consórcio de automóvel e outros investimentos financeiros.

O que diz a PF

Segundo a PF, a CNLF adquiriu 30% de participação societária na Green Investimentos S.A., empresa que os investigadores apontam como controlada por Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.

Metrópoles

Dino manda investigar vice de Flávio Bolsonaro mesmo após PGR arquivar o caso

 


O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), mesmo após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter arquivado o caso.

A denúncia havia sido apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Em maio, a PGR recomendou o arquivamento por considerar que não havia elementos suficientes para investigar Gaspar, citando a “ausência de indícios concretos da participação do representado nas possíveis irregularidades”.

A apuração envolve uma emenda Pix de R$ 6,28 milhões destinada por Gaspar ao município de São José da Laje (AL). Dino encaminhou à PF informações de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre emendas Pix de 2020 a 2024, que incluiu a transferência.


“Ninguém no PT comprou a história de que é um empréstimo”, diz colunista da Veja sobre negócios de Luchsinger com Marcola

 


“Ninguém no PT comprou essa história de que é um empréstimo.” Foi assim que a colunista de VEJA, Laryssa Borges, analisou o caso dos empréstimos feitos pela advogada Roberta Luchsinger ao então chefe de gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Laryssa avaliou que o caso também ajuda a explicar o peso eleitoral de Alfredo Gaspar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Segundo ela, Gaspar teve acesso, durante os trabalhos da comissão parlamentar sobre o INSS, a informações relacionadas tanto a Roberta quanto a Lulinha e chegou a colher depoimentos que poderiam ser explorados politicamente contra o filho do presidente.

“Ele é um arquivo vivo e uma bomba-relógio que a campanha do Flávio Bolsonaro pretende utilizar”, afirmou Laryssa. Na avaliação da colunista, as suspeitas envolvendo pessoas próximas a Lula e seu filho tendem a ocupar um espaço central na campanha eleitoral.

Os três poderes / Veja 


Embate entre PF e STF gera ambiente hostil, mas delegados não veem risco para investigações

 


Delegados da Polícia Federal (PF) avaliam que o embate entre o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem provocado ruídos na investigação das fraudes do INSS, mas não a ponto de gerar uma interferência na apuração.

A avaliação na categoria é que tudo não passa de um desentendimento na seara institucional, que não afeta a investigação em si, mas admitem que prejudica a relação dos delegados do caso com o relator na Suprema Corte.

As desavenças entre Andrei e Mendonça começaram quando o ministro do STF determinou que o diretor-geral da corporação ficasse de fora do caso e sem acesso às informações da investigação.

A tensão escalou quando a PF trocou o delegado que comandava a investigação sobre as fraudes do INSS. A partir daí, Mendonça passou a questionar o ritmo mais lento das apurações.

Delegados, no entanto, não veem uma intervenção no trabalho da PF, mas admitem que estão pagando o preço da desconfiança entre as instituições. O clima, avaliam, é hostil e não há harmonia absoluta no processo.

A abertura de inquéritos para investigar o filho de Lula, o Lulinha, agravou ainda mais os ânimos, o que provocou uma reunião institucional entre André Mendonça e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

Folha de São Paulo


Cúpula do PL sustenta Gaspar na vice de Flávio e quer superar críticas


 













A cúpula do PL não trabalha, ao menos neste momento, com a possibilidade de retirar Alfredo Gaspar (PL-AL) da chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O deputado foi anunciado como candidato a vice-presidente, mas a escolha provocou contrariedade entre aliados que esperavam uma mulher para ocupar a vaga.

A reação foi mais forte entre integrantes da ala feminina do partido. Durante a pré-campanha, o próprio Flávio havia sinalizado preferência por uma mulher. A ideia era que a escolha ajudasse a ampliar a candidatura e aproximasse o senador de eleitoras que ainda demonstram resistência ao bolsonarismo.

A definição de Gaspar também trouxe para o centro da campanha dois assuntos que envolvem o deputado: uma acusação de estupro de vulnerável, que ele nega, e questionamentos sobre uma emenda Pix de aproximadamente R$ 6,2 milhões destinada ao município de São José da Laje (AL).

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), têm descartado uma mudança na composição da chapa. Segundo um dirigente da legenda, ouvido sob reserva, uma substituição só ocorreria se o próprio Gaspar desistisse da candidatura.

A campanha agora tenta aparar as arestas que surgiram em torno do vice antes do início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto. A preocupação é que os episódios sejam usados pelos adversários para atingir Flávio e acabem ocupando espaço maior do que a própria apresentação da chapa.

A acusação de estupro é a principal preocupação. O caso foi levado à Polícia Federal em março pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), durante a fase final da CPMI do INSS, que tinha Gaspar como relator.

Os dois parlamentares pediram que fosse investigada a suspeita de que o deputado tivesse mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos, que posteriormente teria engravidado. A PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abrir um inquérito.

O procedimento tramita sob sigilo e está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Até agora, o Supremo não autorizou a abertura da investigação.

Gaspar contesta a acusação. Segundo ele, os fatos apresentados pelos parlamentares dizem respeito a seu primo, e não a ele. O deputado afirma que o parente, quando menor de idade, teve uma relação consensual com outra menor, que engravidou.

Na quinta-feira (6/8), Alfredo Gaspar recorreu ao STF para tentar acelerar a realização de um exame genético. A defesa pediu a coleta de material para um teste de DNA, com o objetivo de verificar se o deputado é o pai da criança citada na acusação. A equipe jurídica da campanha do PL, segundo interlocutores, também passou a monitorar o caso.

A segunda questão envolve recursos públicos. O TCU analisou uma “emenda Pix” de cerca de R$ 6,2 milhões indicada por Gaspar para São José da Laje. Segundo a auditoria, houve problemas que dificultaram o acompanhamento da execução da verba.

Metrópoles