domingo, 11 de outubro de 2026

Paraná entra em alerta para tempestades a partir deste domingo (11)

 


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas amarelos e laranjas de tempestade para praticamente todo o Paraná durante o feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida. A previsão aponta chuvas volumosas, ventos intensos e possibilidade de queda de granizo em diversas regiões do Estado a partir deste domingo (11), com instabilidades que devem se prolongar até a próxima quarta-feira (14). Quem pretende pegar a estrada nos próximos dias precisa dobrar a atenção às condições do tempo.

Para o domingo e para a segunda-feira (12), dia do feriado, o alerta laranja de perigo abrange áreas do Centro-Ocidental, Noroeste, Sudoeste, Oeste, Norte Central, Sudeste, Centro-Sul e Centro-Oriental. Nessas localidades, há risco de chuva forte com volume de até 100 milímetros por dia, acompanhada por rajadas de vento variando entre 60 km/h e 100 km/h, além de granizo pontual. Paralelamente, o alerta amarelo de perigo potencial vigora na Região Metropolitana de Curitiba e no Norte Pioneiro, com previsão de chuvas de até 50 milímetros diários e ventos de até 60 km/h.

O cenário de instabilidade atmosférica permanecerá ativo ao longo do início da semana. Na terça-feira (13), os avisos meteorológicos amarelo e laranja continuam em vigor em grande parte do território paranaense, cobrindo desde a Capital e o Litoral até as regiões Norte, Noroeste, Oeste e Sul.

A partir de quarta-feira (14), o nível de severidade deve diminuir gradativamente, permanecendo ativo apenas o alerta amarelo para a Região Metropolitana de Curitiba, Norte Pioneiro, Centro-Oriental, Noroeste, Norte Central, Oeste, Centro-Sul e Sudeste. O Inmet orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores durante as rajadas de vento e não estacione veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda.

Casal é preso com veículo lotado de maconha em rodovia de Ponta Grossa

 


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu quase 210 quilos de maconha neste sábado (10), durante uma fiscalização no quilômetro 465 da rodovia BR-376, em Ponta Grossa, no Paraná.

A operação resultou na prisão em flagrante de um homem e uma mulher, ambos de 38 anos, pelo crime de tráfico de drogas.

A apreensão ocorreu após os agentes rodoviários darem ordem de parada ao veículo conduzido pelo suspeito. Durante a vistoria minuciosa no automóvel, os policiais constataram que a carga ilícita, pesando exatamente 209,8 quilos, ocupava grande parte do espaço interno do carro. 

Os tabletes de maconha estavam distribuídos pelo porta-malas, no banco traseiro e espalhados pelo assoalho, chegando a ficar sob os pés do motorista e da passageira.

Diante do flagrante e da quantidade expressiva de entorpecentes, o casal recebeu voz de prisão imediata no local da abordagem. Os dois detidos, juntamente com o veículo e toda a droga apreendida, foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil de Ponta Grossa, responsável por dar prosseguimento ao inquérito e aos trâmites legais do caso.

Davi Alcolumbre desafia avanço da direita e mantém PEC 6×1 na pauta do Senado

 


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve o início das discussões da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de trabalho 6×1. A abertura do debate ocorre em meio a uma forte articulação da base governista para blindar a medida contra os reflexos políticos do primeiro turno das eleições.

A redução da jornada é tratada pelo Palácio do Planalto como uma bandeira crucial para impulsionar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), faltando três semanas para a decisão eleitoral. Contudo, o cenário no Congresso mudou drasticamente. As sessões começam sob a pressão da vantagem de 2,3 milhões de votos conquistada por Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, somada ao desempenho expressivo do PL, que elegeu 19 senadores e formará a maior bancada da Casa em 2027, com 28 parlamentares.

Negociações e estratégia de votação

Alcolumbre agendou inicialmente três sessões plenárias de discussão para esta semana, período que servirá como termômetro para medir forças entre o governo e a oposição. Para ser aprovada no plenário, a PEC precisa do voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos.

O ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, declarou nesta segunda-feira (5) que o governo mantém o plano de votar e aprovar a proposta ainda esta semana. Segundo ele, o clima político “não mudou nada” e a eleição permanece em aberto. Guimarães deve se reunir com líderes partidários para tentar um acordo de abreviação dos prazos regimentais. Sem consenso, a proposta precisará cumprir o rito padrão de cinco sessões de debate antes da primeira votação.

Resistência empresarial e cálculo político

Do lado oposto, entidades empresariais dos setores de comércio, serviços e indústria iniciaram uma ofensiva junto aos parlamentares para esvaziar o quórum mínimo necessário. Para o empresariado, o bônus político de Lula com a aprovação da PEC perdeu força diante do resultado apertado nas urnas.

A conjuntura também altera o comportamento dos senadores. Com a maioria já reeleita, derrotada ou focada em eventuais segundos turnos para governos estaduais, a vulnerabilidade à pressão pública diminuiu. Na avaliação do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o governo está fragilizado e terá dificuldades para mobilizar quórum.

O fator Alcolumbre e a sucessão na Casa

A disputa em torno da jornada 6×1 também esbarra nos planos de sobrevivência política de Davi Alcolumbre, que busca a reeleição para a presidência do Senado em fevereiro. A nova mesa diretora será instalada já sob a correlação de forças de 2027, com um PL fortalecido cuja preferência para o comando da Casa é o senador Rogério Marinho (RN). Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, é um crítico declarado da PEC e defende um modelo de jornada flexível por acordo individual. Além disso, Alcolumbre sofreu um revés local ao não conseguir reeleger o governador do Amapá, Clécio Luiz, de seu grupo político.

Com informações da Folha de São Paulo


Lula muda equipe de campanha, traz caciques do PT e tenta virada na reta final

 


A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisou passar por uma profunda reformulação logo após o revés no primeiro turno, que colocou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da disputa eleitoral. A reestruturação interna foi impulsionada pela necessidade de conter atritos, abafar críticas públicas entre aliados e tentar reverter o cenário desfavorável para a reta final.

O próprio petista admitiu publicamente que esta tem sido a campanha “menos organizada” de sua trajetória desde 1989, quando disputou a Presidência pela primeira vez. Diante do resultado adverso, Lula passou a semana em reuniões com lideranças partidárias e candidatos eleitos para tentar salvar o projeto de reeleição.

A apenas 15 dias do segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, a estratégia da equipe mudou de foco: tentar capturar os votos de eleitores que optaram por branco ou nulo e combater os altos índices de abstenção.

Nova ofensiva nas ruas e nos redutos eleitorais

Tentando conter o desgaste, Lula retomou as viagens de campanha neste sábado (10). Na sexta-feira (9), ele participou de uma passeata em Ceilândia (DF) ao lado do candidato local Leandro Grass (PT), e seguiu para Natal (RN), onde cumpre agenda com o aliado Cadu de Lula (PT) hoje.

A nova estratégia aposta em palanques estaduais fortes e em uma guinada de comunicação nas redes sociais, mirando os maiores colégios eleitorais do país como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de tentar estancar a perda de votos no Nordeste, principal reduto histórico do partido.

Dança das cadeiras no núcleo duro

Para tentar injetar fôlego na disputa, o núcleo de coordenação da campanha sofreu uma intervenção drástica: o senador e ex-ministro Camilo Santana assumiu a articulação política, enquanto o também senador eleito Rui Costa ficou encarregado da gestão da agenda presidencial. Rafael Fonteles, governador eleito do Piauí assumiu o comando da estratégia de comunicação, enquanto a coordenação geral permaneceu com Edinho Silva, presidente nacional do PT.

A área de comunicação também foi alvo de mudanças drásticas, com a chegada de marqueteiros baianos e pernambucanos que atuaram nas campanhas de Jerônimo Rodrigues (BA) e João Campos (PE). A alteração ocorre após fortes cobranças internas por uma presença mais agressiva e eficiente do presidente nas redes sociais, apontada por aliados como uma das maiores falhas da primeira fase da eleição.

Com informações do Metrópoles


Executivo da Veja é alvo de Fake News após reportagens da revista sobre repasse de R$ 30 milhões de Vorcaro para documentário sobre Lula

 


O executivo Fábio Carvalho, chairman e publisher da Editora Abril, responsável pela revista VEJA, passou a ser alvo de Fake News após a publicação de reportagens sobre repasse de R$ 30 milhões de Daniel Vorcaro para um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as informações falsas divulgadas está a de que Carvalho teria participado de um jantar de empresários em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado em São Paulo, em 27 de agosto. Segundo a VEJA, o executivo estava fora da capital paulista na data do encontro, tendo viajado naquela manhã e retornado apenas em 30 de agosto.

A revista atribui a origem da informação falsa a um artigo publicado pela revista Piauí, assinado por João Moreira Salles, que incluiu Carvalho na lista de participantes do jantar. A publicação critica a ausência de correção do texto. A VEJA também nega a informação de que Carvalho teria comprado um triplex ligado a Vorcaro por meio da empresa Enforce. Segundo a revista, o executivo nunca teve participação societária na companhia.


Mensagens revelam que Vorcaro acionou Edinho Silva para evitar obstrução do PT em votação de compra do Banco Master


 













Novas mensagens divulgadas pelo site Fatos On-line indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ter acionado o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, com o objetivo de impedir que parlamentares da legenda obstruíssem uma votação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) referente à compra do Banco Master pelo BRB.

De acordo com as conversas publicadas, o diálogo ocorreu em 19 de agosto de 2025, data em que o projeto de interesse da instituição financeira controlada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) tramitava no Legislativo local.

Nas mensagens enviadas a Vorcaro, um interlocutor identificado como Paulo Henrique (PH) alertou: “Tem uma orientação do PT Nacional de obstruir a votação”. Na sequência, o presidente do BRB questionou se o presidente Lula apoiava ou não a operação. Diante disso, Vorcaro afirmou que acionaria o grupo, ouvindo de PH que aquela era “a maior disputa aqui”. O banqueiro respondeu em seguida: “Edinho avisado, disse que vai atuar”.

Procurada para comentar o caso, a assessoria de imprensa de Edinho Silva emitiu uma nota na qual declarou que “esse diálogo é de total desconhecimento do presidente Edinho Silva, portanto uma ilação sem lastro com a realidade”.

Com informações do Metrópoles

STF aciona a Polícia Federal para investigar esquema de ameaças contra o ministro Flávio Dino

 


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, informou que acionou a Polícia Federal após o ministro Flávio Dino relatar ter sido alvo de ameaças.

Em nota oficial, Fachin declarou que uma avaliação técnica de segurança sobre as ameaças identificadas contra Dino foi encaminhada à Polícia Federal para que sejam adotadas as medidas cabíveis no âmbito de sua competência. O presidente da corte reforçou que o tribunal segue vigilante quanto à integridade de seus integrantes e mantém articulação constante com os órgãos competentes.

Relato de Dino

Flávio Dino utilizou suas redes sociais na última sexta-feira (9) para expor a situação. O magistrado afirmou ter recebido um relatório de segurança do STF que aponta a existência de “milhares” de ameaças de assassinato e diversos tipos de agressão direcionadas a ele.

Para Dino, o clima de ódio demonstrado nas mensagens é fruto da propagação contínua de inverdades com o intuito de estimular a violência. O ministro destacou que o descontentamento com decisões da Justiça deve ser combatido por meio de recursos aos órgãos colegiados competentes, e não com apelos para assassinar magistrados ou discursos de ódio que incitam perseguições.

“Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário”, pontuou o ministro.

Apesar da gravidade dos episódios, Dino garantiu que suas atividades profissionais não sofrerão nenhuma alteração, assegurando que sua postura, voz e convicções permanecem inabaladas diante das intimidações.

Com informações do UOL


Justiça condena Soraya Thronicke a pagar indenização a Alfredo Gaspar pela Fake News do estupro


 











A senadora Soraya Thronicke (PSB) foi condenada pela Justiça de Alagoas a pagar R$ 50 mil por danos morais a Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A decisão, proferida nesta sexta-feira (9), considerou que a parlamentar atribuiu publicamente ao deputado a prática de estupro sem apresentar provas.

O processo trata de declarações feitas por Soraya em entrevistas, coletivas de imprensa e publicações nas redes sociais. A defesa de Gaspar alegou que as acusações eram falsas e prejudicaram sua honra e reputação.

A 3ª Vara Cível de Maceió rejeitou o argumento de imunidade parlamentar apresentado pela defesa da senadora. Segundo o juiz Henrique Gomes de Barros Teixeira, a proteção não autoriza acusações graves sem fundamento objetivo e sem relação substancial com a atividade legislativa.

A decisão também menciona que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou, em 6 de outubro, uma representação para investigar as acusações contra Gaspar. As diligências realizadas não confirmaram os fatos relatados.

Procurada, a assessoria de Soraya afirmou que a senadora ainda não foi notificada e questionou o andamento do processo. A defesa também alegou que teve um pedido de produção de prova testemunhal negado e afirmou que a parlamentar apenas encaminhou às autoridades uma notícia-crime recebida em seu gabinete.

Fachin afirma que pretende arquivar inquérito das Fake News
















 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pretende arquivar definitivamente o inquérito das Fake News, aberto em 2019 para investigar ataques à Corte e a seus integrantes. A intenção foi comunicada ao ministro Luiz Fux em ofício enviado nesta sexta-feira (9).

Fachin informou que foram identificados 108 procedimentos investigatórios vinculados ao inquérito. Antes de determinar o arquivamento, a Presidência do STF vai analisar pendências e eventuais pedidos de diligências à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF).

“Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos e o acesso integral a que almeja o ministro Luiz Fux”, explicou Fachin.

A manifestação ocorreu após Fux solicitar acesso a processos sigilosos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo os inquéritos das Fake News e das milícias digitais, além da investigação sobre a trama golpista.

No mês passado, Fachin retirou do ministro Alexandre de Moraes a relatoria do caso, instaurado em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, que designou Moraes para conduzir a investigação.