terça-feira, 8 de setembro de 2026

Homem corta orelha da companheira após perguntar para quem ela estava se arrumando no PR

 


Um homem foi preso em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no parana, após esfaquear a companheira por ciúmes. 

A vítima, que convivia com o agressor há mais de 23 anos, relatou que foi atacada enquanto se arrumava para o aniversário de um amigo, momento em que o marido questionou para quem ela estava se produzindo e se haveria interesse em outro homem.

De acordo com o relato feito à Guarda Municipal, a discussão ocorreu no quarto do casal. O homem pegou uma faca que estava sobre o guarda-roupas e tentou golpear o pescoço da mulher. Ela conseguiu desviar, mas a lâmina atingiu e cortou a sua orelha. A vítima buscou socorro em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, onde recebeu cuidados médicos, teve alta e aproveitou a presença de uma equipe da Guarda Municipal para denunciar a violência doméstica.

Após deixar a unidade de saúde, a mulher foi alertada pela filha de que o agressor havia retornado para a residência da família. Segundo a vítima, o homem enviou um recado em tom de ameaça, afirmando que, se ela acionasse a polícia e ele fosse preso, a mataria assim que deixasse a cadeia.

Diante da denúncia e do risco iminente, os agentes se deslocaram até o endereço e abordaram o suspeito em frente ao imóvel. Durante a revista, a equipe encontrou um canivete com o homem. 
Ao ser questionado, ele admitiu a discussão e confessou ter cortado a orelha da companheira, mas se recusou a informar o paradeiro da faca utilizada no ataque. O agressor recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, onde o caso foi registrado.

Pai e filho são mortos a tiros após beberem e jogarem sinuca com o suspeito no PR

 



Pai e filho foram mortos a tiros em frente a um posto de combustíveis em Cruzeiro do Iguacu, no Sudoeste do Parana. As vítimas, identificadas como Valdelino de Carvalho Goiz, de 63 anos, e Alessandro Cristian Cappelletti, de 37, haviam bebido cerveja e jogado sinuca com o suspeito do crime antes do duplo homicídio.

De acordo com relatos de testemunhas à Polícia Militar, o atirador chegou ao local em um carro branco, estacionou próximo às vítimas e iniciou os disparos contra uma delas. A outra vítima ainda tentou fugir correndo, mas foi perseguida e também baleada pelo agressor. Após a execução, o autor do crime fugiu.

A Polícia Civil assumiu o caso e trabalha para esclarecer a motivação exata do ataque. Segundo a Polícia Civil, os primeiros levantamentos indicam que as mortes foram resultado de um desentendimento momentâneo, uma vez que as partes mantinham uma relação de amizade.

A corporação destacou que não havia registro de inimizade ou brigas anteriores que pudessem justificar o crime e que, momentos antes dos disparos, todos confraternizavam no mesmo estabelecimento comercial na companhia de outros amigos e familiares.

Governo federal projeta receita total de R$ 3,24 trilhões em 2026; número recorde equivale a 23,7% do PIB


 













As receitas totais do governo federal devem chegar a R$ 3,24 trilhões em 2026, o equivalente a 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativa da equipe econômica. Se confirmado, será o maior nível da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 1997.

Até então, o recorde era de 23,6% do PIB, registrado em 2010, último ano do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para 2027, a proposta de Orçamento prevê uma receita de R$ 3,46 trilhões, equivalente a 23,4% do PIB. Embora o valor nominal seja maior, a participação na economia deve recuar.

A receita total inclui a arrecadação de tributos federais e outras receitas, como royalties, concessões e dividendos. Entre 1997 e 2025, a média foi de 21,4% do PIB.

Um dos fatores que impulsionam a arrecadação em 2026 é o aumento das receitas com exploração de petróleo. A previsão é de R$ 172,1 bilhões, contra R$ 139,3 bilhões em 2025.

Aumentos de impostos

Nos últimos anos, o governo federeal adotou uma série de medidas para elevar ou recompor a arrecadação, entre elas:

  • aumento da tributação de fundos exclusivos e das offshores;
  • mudanças na tributação de incentivos fiscais concedidos pelos estados;
  • aumento de impostos sobre combustíveis, feito em 2023 e mantido desde então;
  • reoneração gradual da folha de pagamentos;
  • fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);
  • taxação das bets;
  • aumento do IOF sobre crédito e câmbio;
  • aumento da tributação dos juros sobre capital próprio;
  • aumento da tributação de fintechs;
  • redução de benefícios fiscais;
  • elevação do imposto de importação de mais de mil produtos;
  • imposto de exportação sobre petróleo.

Em contrapartida, o governo ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, medida que terá efeito na declaração de 2027. Também foi criado um desconto progressivo para rendimentos de até R$ 7.350 mensais. Para compensar a perda de arrecadação, a nova regra prevê uma tributação mínima, de até 10%, para contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil.

Mesmo com a alta das receitas, as contas públicas continuam registrando déficits. Analistas avaliam que a trajetória fiscal pressiona os juros e aumenta o endividamento público. A avaliação é de que, além de medidas para elevar a arrecadação, o governo precisa reduzir despesas para melhorar o equilíbrio das contas.

Na proposta de Orçamento de 2027, o governo reconhece que a recuperação da base de arrecadação federal continua sendo um desafio e afirma que parte das medidas adotadas busca corrigir distorções, reduzir gastos tributários considerados ineficazes e aumentar a progressividade do sistema.

Com informações de g1

Alcolumbre é alvo de três novas representações no Conselho de Ética do Senado por ‘engavetar’ pedidos de impeachment de ministros do STF

 


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passou a enfrentar novas pressões no Conselho de Ética da Casa após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Desde a revelação dos diálogos, na última terça-feira (1º), três novas representações foram protocoladas contra Alcolumbre. Os pedidos questionam, principalmente, a falta de andamento de processos de impeachment contra ministros do STF.

Com as novas iniciativas, já são sete as petições apresentadas contra Alcolumbre desde 2020 pelo suposto “engavetamento” de pedidos de impeachment. Seis foram protocoladas desde que ele reassumiu a Presidência do Senado, em 2025.

Uma das representações mais recentes foi apresentada pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), que pede o afastamento provisório de Alcolumbre da presidência do Senado e a apuração de possíveis atos e omissões no exercício do cargo.

Viana argumenta que cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade e afirma que Alcolumbre não pode impedir que a Casa analise os pedidos apresentados.

O Conselho de Ética, porém, está sem realizar reuniões desde 9 de julho de 2024. Além disso, Alcolumbre tem maioria no colegiado, o que lhe dá condições de barrar o avanço das representações.

As novas denúncias também citam a atuação do presidente do Senado em relação aos pedidos de criação de comissões parlamentares de inquérito sobre o Banco Master.

Na quarta-feira (2), Alcolumbre saiu em defesa de Moraes após a divulgação das mensagens e mencionou conversas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também candidato à Presidência, com Vorcaro.

“Todo mundo esqueceu que pediram R$ 130 milhões para a mesma pessoa para fazer um filme. Agora o culpado é só o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou. As declarações fazem referência ao pedido de Flávio para que Vorcaro destinasse recursos à produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.

Com informações de Estadão


Agentes da Abin criticam relatório da PF usado por Moraes contra Mendonça e diz que documento foge de padrões de inteligência

 


A União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) criticouo conteúdo de um relatório de inteligência atribuído à Polícia Federal e citado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em decisão sobre a atuação do ministro André Mendonça.

Em nota, a entidade afirmou que o documento “não apresenta características compatíveis” com os parâmetros da Doutrina da Atividade de Inteligência e ressaltou que esse tipo de trabalho não se confunde com investigação criminal.

Segundo a Intelis, relatórios de inteligência devem seguir critérios de coleta, avaliação, análise e validação, com objetividade e impessoalidade. A entidade também destacou que esses documentos não devem ser usados para substituir investigações ou formar elementos de autoria e materialidade penal.

A associação não citou nominalmente Moraes ou Mendonça e afirmou que o episódio demonstra a necessidade de estabelecer limites mais claros entre inteligência, atividade policial e persecução penal.

A Intelis defendeu ainda que o Congresso analise o PL 6.423/2025, que propõe um marco legal para a atividade de inteligência no país.


Considerada fiel da balança em disputa entre Moraes e Mendonça no STF, Cármen Lúcia diz ver erros de ambos e que não cederá a pressões

 


A ministra do STF Cármen Lúcia é considerada o possível voto decisivo na disputa entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, em meio à crise envolvendo as investigações sobre o Banco Master e a atuação dos próprios ministros.

Segundo relatos de interlocutores, Cármen vê erros na conduta de ambos e ainda não decidiu qual posição adotará. A ministra tem afirmado que não pertence a nenhuma das alas do STF e que seus votos serão baseados exclusivamente nos autos e que não vai se submeter a pressões dos colegas.

Cármen chegou a telefonar para Moraes antes do contra-ataque ao colega e demonstrou solidariedade diante da exposição pública. Depois, segundo relatos, mostrou perplexidade com o agravamento da crise interna da Corte.

A ministra também mantém posições que atravessam os dois grupos. Ela defende a criação de um código de conduta para os ministros do STF e o encerramento do inquérito das fake news, mas acompanhou Moraes nos julgamentos da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado.

A possível divisão atual coloca Moraes ao lado de Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, enquanto Mendonça calcula ter o apoio de Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin. Dias Toffoli deve continuar impedido de participar de processos relacionados ao Banco Master.

Nesse cenário, Cármen Lúcia pode ser a responsável por definir a maioria do plenário em decisões sobre a abertura de investigações contra Moraes e sobre a conduta de Mendonça na condução das apurações do Master e do INSS.

Com informações de Folha de S. Paulo e CNN Brasil


Extrema direita vence pleito histórico na Alemanha, mas formação de governo segue indefinida

 


A Alternativa para a Alemanha (AfD) conquistou uma vitória histórica nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt, no leste do país, ao alcançar cerca de 44% dos votos nas apurações parciais. O resultado marca a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um partido de extrema-direita atinge um patamar tão expressivo na disputa pelo governo de um estado alemão.

Apesar da expressiva margem nas urnas, a posse de Ulrich Siegmund, líder da legenda no estado e equivalente a governador, ainda não está garantida e dependerá das articulações para a formação de maioria no Parlamento local.

O pleito deste domingo também representou um revés significativo para o chanceler Friedrich Merz, cuja coalizão conservadora (CDU) ficou muito atrás da AfD. Analistas apontam o resultado como um reflexo direto da insatisfação popular com o governo federal: levantamento da emissora ARD indicou que 87% dos eleitores da região desaprovam a gestão atual.

Com 2 milhões de habitantes e antiga integrante da Alemanha Oriental, a Saxônia-Anhalt consolida-se como o principal reduto da AfD, sigla fundada em 2013 que também avança no oeste e lidera pesquisas para o parlamento nacional. A plataforma da legenda baseia-se em controle migratório rígido com propostas de “remigração”, revisão de diretrizes educacionais e separação de alunos refugiados, retomada de combustíveis fósseis e energia nuclear, além de ceticismo em relação à União Europeia, redução do apoio à Ucrânia e reaproximação diplomática com a Rússia.

Com informações do G1 e Reuters


Mendonça apresenta faturas e rebate suspeita que ternos teriam sido pagos por advogado ligado a Vorcaro

 


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou extratos do cartão de crédito para comprovar que pagou pelas roupas feitas em uma alfaiataria de São Paulo após o advogado Ciro Soares, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, sugerir que ele teria custeado os ternos do ministro.

A suspeita surgiu após áudios enviados em 2025 pelo advogado a Vorcaro. Em uma das mensagens, ele afirmou: “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco [alfaiataria] agora, pra fazer um terno”.

No dia seguinte à divulgação do áudio, Mendonça apresentou duas notas fiscais da Alegrete Alfaiataria, no valor total de R$ 26,4 mil, emitidas em nome de sua mulher. Os documentos registravam um terno cinza, dois blazers, camisas sob medida e acessórios.

Para esclarecer quem havia feito o pagamento, Mendonça disponibilizou os extratos de seu cartão de crédito.

Na fatura com vencimento em 11 de março de 2025, consta uma compra de R$ 4 mil na Alegrete Alfaiataria, realizada em 8 de fevereiro, data em que o ministro esteve no estabelecimento, segundo o áudio.

O extrato de abril registra a segunda parcela de R$ 4 mil da mesma compra e outra cobrança, de R$ 3,3 mil, referente a uma compra realizada em 28 de fevereiro. Os registros apresentados pelo ministro indicam que os pagamentos foram feitos diretamente por ele.

Com informações do blog de Lauro Jardim – O Globo


Moraes se declara impedido de votar recurso que pede a liberdade de Bolsonaro


 











O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre Moraes se declarou impedido de votar um recurso em habeas corpus que busca libertar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moraes se declarou impedido na manhã desta segunda-feira porque é o relator do inquérito que prendeu o ex-presidente.

No sábado, Cristiano Zanin acompanhou o voto da ministra Cármen Lúcia, relatora do caso. Por enquanto, o julgamento está em 2 votos a 0 contra o recurso.

O caso está sob análise da Primeira Turma do STF. O ministro Flávio Dino ainda votará no plenário virtual, aberto até 14 de setembro.

Cármen Lúcia votou contra o recurso por entender que a própria defesa de Bolsonaro não reconheceu o habeas corpus. O pedido de liberdade foi protocolado por Claudio Leme Cavalheiro, que não faz parte da equipe jurídica que defende o ex-presidente.

O autor do pedido alega constrangimento ilegal no processo contra o ex-presidente. Diz que, independentemente da admissibilidade da ação constitucional proposta por terceiro, a corte deveria reconhecer “coação ilegal à liberdade” a que estaria submetido Bolsonaro.

No voto, Cármen Lúcia afirmou que Bolsonaro tem advogados regularmente constituídos e não autorizou a apresentação da ação. Segundo a relatora, “qualquer pessoa, mesmo sem autorização, detém legitimidade ativa para impetrar ação de habeas corpus, desde que, por óbvio, não o faça contra a vontade do paciente [a pessoa restrita de liberdade]”.

A ministra já havia negado o primeiro pedido em 24 de agosto. Cármen rejeitou o habeas corpus impetrado por Claudio Lemes, sob o argumento de que a proteção prevista nesse tipo de ação não pode substituir a vontade do paciente.

Cármen Lúcia também considerou inviável usar um habeas corpus contra decisão de ministro ou órgão colegiado do STF. “Não há sequer lastro probatório do alegado pelo impetrante”, justificou.

Bolsonaro está preso em regime domiciliar por questões de saúde. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

UOL