quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Igreja destruída por temporal em Apucarana (PR) terá missa de despedida antes de demolição

 


A capela Nossa Senhora do Rocio, localizada no Parque Bela Vista, em Apucarana PR, precisará ter parte de sua estrutura demolida após os graves estragos causados pelo temporal que atingiu a cidade na noite de segunda-feira (21). Metade da estrutura do teto do templo cedeu com a força da tempestade, o que acabou comprometendo severamente as paredes dos dois lados da edificação.

De acordo com o pároco Edivaldo Ferreira dos Reis, responsável pela Paróquia São Francisco Xavier, responsável pela capela, a área afetada precisará ser derrubada por questões de segurança. “A nossa comunidade partilha da mesma dor de maneira muito pessoal. Da parte do meio para trás, toda a estrutura do teto veio abaixo em suas vigas de concreto, trazendo como consequência a queda do forro. Toda essa parte está condenada para que seja destruída”, detalha o padre.

O religioso explica que os cabos de aço que conectam e sustentam as estruturas foram pressionados para o centro, o que condenou cerca de 600 metros quadrados do corpo da igreja. Apesar do susto provocado pela violência dos ventos, a torre frontal e a área dos fundos não foram afetadas diretamente. Felizmente, não havia ninguém no local. “Graças a Deus, não tivemos nenhum dano no sentido humano. Ali na segunda-feira, pelas 19 horas, é um horário em que ela está normalmente vazia”, tranquiliza.

Para definir os próximos passos, a liderança da paróquia agendou avaliações técnicas com engenheiros. O templo foi inaugurado para celebrações em 2012 e, até que um laudo libere a área, o espaço segue estritamente interditado. “Colocamos fita de isolamento e cartazes para que sirva de alerta e as pessoas não se aproximem. As portas estão fechadas para que ninguém adentre o templo. O que nós não queremos, de forma alguma, é que este lugar ofereça risco a qualquer pessoa”, ressalta o pároco.

Em meio aos escombros, o padre relata que o mobiliário interior resistiu. “Da parte de móveis, nada foi atingido. Apenas um crucifixo, que ganhamos de doação há duas semanas, veio abaixo e quebrou os braços. Conseguimos salvar tudo. Inclusive os bancos, onde caiu a estrutura, aparentemente nenhum foi quebrado.”

Com o espaço comprometido, as missas regulares foram transferidas para a Paróquia São Francisco Xavier. No entanto, um ato especial de união está marcado para o próximo domingo, às 9 horas da manhã. A comunidade realizará uma única missa na porta de entrada da Nossa Senhora do Rocio, em uma área segura.

Paraguaio é preso após cerco policial ao ser flagrado com moto clonada na BR-376

 


Um homem de nacionalidade paraguaia foi preso na quarta-feira (23) conduzindo uma motoneta adulterada e com placa falsa. A prisão ocorreu no município de Cambira (PR), após uma operação conjunta iniciada pela equipe da Rocam do 10º Batalhão de Polícia Militar (10º BPM) de Apucarana e dos policiais do destacamento da PM de Cambira.

A Polícia Militar (PM) já tinha informações sobre uma Honda PCX azul clonada na região. Durante um patrulhamento de rotina, os agentes da Rocam localizaram a motoneta suspeita. Ao verificarem a placa, constataram a ausência do QR Code obrigatório no padrão Mercosul e descobriram que a numeração correspondia a um veículo registrado na capital paulista.

Os policiais tentaram a abordagem na rodovia BR-376, que liga Apucarana a Cambira, mas perderam contato visual. O cerco foi repassado à equipe policial de Cambira, que interceptou o condutor na entrada da cidade. O suspeito não portava documentos e apresentava dificuldades para se comunicar em português.

Durante a vistoria, foram constatadas fraudes veiculares graves. O chassi da moto estava parcialmente suprimido, fora dos padrões do Departamento de Trânsito (Detran), e o motor, embora legível, apresentava sinais visíveis de remarcação para coincidir com a placa falsa.

"Nós então demos voz de prisão a esse masculino e conduzimos ele até a 17ª SDP pela adulteração do sinal identificador de veículo automotor", explicou o cabo Pacheco da Rocam. O suspeito deve responder por esse crime e também por receptação, caso a perícia confirme que a moto original foi furtada ou roubada.

"Posteriormente ficamos sabendo que, dentro de pouco tempo, já é a terceira motoneta que é apreendida com esta placa no veículo. Ou seja, a placa está sendo replicada, uma placa de um veículo quente no estado de São Paulo está sendo replicada para esquentar veículos que são produtos de ilícito", concluiu o cabo Pacheco.

OPERAÇÃO DISCO DE OURO: PF mira esquema de R$ 246 milhões em nova fase de investigação que teve cantor Alexandre Pires como alvo


 


















A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disco de Ouro, investigação sobre lavagem de dinheiro ligada à comercialização e exportação de minérios. A apuração mira a movimentação e ocultação de mais de US$ 48 milhões, cerca de R$ 246 milhões.

São cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens de sequestro de bens e valores, autorizados pela Justiça Federal. Segundo a investigação, o grupo teria utilizado empresas no Brasil e no exterior, contas de terceiros, operações financeiras internacionais e dólar-cabo para movimentar e esconder os recursos.

A operação é um desdobramento da investigação que apura irregularidades na cadeia de comercialização e exportação de minérios. A PF também investiga o uso de documentos com informações falsas para dar aparência de legalidade às operações.

A primeira fase, realizada em dezembro de 2023, teve o cantor Alexandre Pires entre os alvos de busca e investigava um esquema suspeito de movimentar cerca de R$ 250 milhões com a exploração e comercialização ilegal de cassiterita retirada da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

Com informações do Metrópoles

GUERRA ÀS FACÇÕES: 14 países seguem Trump e incluem PCC e CV em ofensiva contra o narcoterrorismo

 


Quatorze países que integram o Escudo das Américas aceitaram classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A coalizão liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também colocou outros 22 grupos criminosos na mira.

A declaração conjunta prevê ações coordenadas, congelamento de bens, restrições de vistos e responsabilização criminal de quem fornecer apoio material ou logístico às organizações. A aplicação das medidas deverá respeitar a legislação de cada país.

Além dos Estados Unidos, fazem parte do bloco Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Os representantes se reuniram nesta terça-feira (22), em Nova York, paralelamente à Assembleia-Geral da ONU.

Brasil e México ficaram fora da coalizão. O governo Lula rejeita enquadrar PCC e CV como grupos terroristas e argumenta que a legislação brasileira possui critérios específicos para essa classificação. De acordo com o procurador da República Vladimir Aras, seria necessário mudar a lei para incluir facções ligadas ao narcotráfico.

Com informações do UOL


Messias acusa PF de monitoramento e bate boca com Andrei Rodrigues no Planalto diante de Lula: “Está me espionando?”

 


A crise envolvendo as investigações do Banco Master provocou um confronto direto entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

O episódio ocorreu no dia 4, no gabinete presidencial, quando Messias questionou Andrei se a PF estaria monitorando seu telefone. Segundo relatos de pessoas que tiveram conhecimento da conversa, o encontro foi tenso, com troca de acusações e xingamentos.

Andrei Rodrigues negou qualquer tipo de monitoramento contra o chefe da AGU. A pessoas próximas, porém, afirmou que considerou a postura de Messias um “chilique” e disse que ele deveria “dar sermão na igreja, e não no Planalto”.

O episódio ocorreu um dia depois de Alexandre de Moraes retirar o sigilo de um relatório de inteligência da PF que questionava decisões do ministro André Mendonça nas investigações do Banco Master. O documento também mencionava uma possível omissão de Messias e trazia a expressão “autoriza monitoramento e coleta dirigida”, o que aumentou a desconfiança do advogado-geral.

Quatro dias depois do encontro, Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF, alegando que a inteligência da corporação havia realizado um “monitoramento sistemático” e “ilícito” contra ele e Messias.

A crise ganhou outro capítulo quando Messias recorreu da decisão. Andrei telefonou ao ministro e afirmou: “Você está proibido de recorrer em meu nome”. Messias respondeu que recorreria “em nome do presidente da República”.

O diretor da PF então recusou a assistência da AGU, contratou uma advogada particular e conseguiu uma decisão favorável do ministro Flávio Dino para retornar ao cargo. Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, derrubou as decisões de Dino e de Mendonça e determinou novas manifestações dos envolvidos.

As divergências entre Messias e Andrei já vinham se acumulando desde julho, quando a PF pediu que a AGU contestasse decisões de Mendonça. A Advocacia-Geral recusou, alegando falta de competência para atuar na esfera criminal e riscos para as investigações.

O caso aprofundou as fissuras dentro do governo em torno da investigação do Banco Master e passou a envolver também ministros do STF e integrantes do Palácio do Planalto.

A informação é da coluna da jornaista Marcela Mattos, do UOL.

TSE abre investigação contra Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias sobre suposta rede de perfis

 


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu investigação envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), e o deputado Mario Frias (PL-SP). A apuração é sobre uma rede de perfis no Instagram supostamente usada para compartilhar publicações eleitorais.

A ação, apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aponta suspeitas de uso indevido dos meios de comunicação e abuso dos poderes econômico e político. Segundo a acusação, o recurso de “collab”, que permite a mesma publicação aparecer nos perfis de diferentes contas, estaria sendo utilizado de forma coordenada para ampliar a divulgação de conteúdo eleitoral.

O ministro do TSE Ricardo Villas Bôas Cueva apontou indícios de articulação entre os perfis e destacou o crescimento da rede às vésperas da eleição. O primeiro levantamento identificou 492 publicações em colaboração e 324 perfis até 7 de setembro. Entre 8 e 17 de setembro, foram acrescentadas outras 1.334 publicações e 168 contas, chegando a 1.826 collabs e 492 perfis.

Cueva determinou que a Meta preserve os registros e dados das contas investigadas e suspenda, em 48 horas, links comerciais indicados no processo. Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias terão cinco dias para apresentar defesa. Depois, o processo será encaminhado à Procuradoria-Geral Eleitoral. A ação pede a cassação dos registros e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.


PF apreende contrato de imóvel de R$ 4,35 milhões comprado por Ciro Nogueira e companheira em SP


 














A Polícia Federal apreendeu um contrato de compra de um imóvel de R$ 4,35 milhões em São Paulo no qual o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e sua companheira, Flávia Roberta Rosalen, aparecem como compradores. Os documentos foram encontrados em 7 de maio, durante uma busca da Operação Compliance Zero na sede da CN Motos, em Teresina.

O contrato é referente a uma unidade no condomínio VN Millennium Faria Lima. Além do preço do imóvel, a negociação previa R$ 269,8 mil em comissão de intermediação e corretagem. A reportagem do Metrópoles não informa quanto já havia sido pago.

A PF também encontrou uma folha de agenda com anotações sobre despesas, receitas, investidores e uma suposta compra de aeronave com pagamento em espécie.

Com informações do Metrópoles

TRE-DF revoga suspensão e autoriza Michelle a usar imagem de Jair Bolsonaro na propaganda eleitoral


 













O juiz auxiliar Rafael Moreira Mota, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), revogou  a decisão liminar que havia suspendido a propaganda eleitoral da candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL). A peça publicitária continha referências e imagens de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com a nova determinação, o magistrado julgou improcedente a representação ajuizada pela também candidata ao Senado Erika Kokay (PT). Na avaliação do juiz, as falas contidas no material foram proferidas pela própria candidata, sem indícios de que ela estaria atuando como pessoa interposta de Jair Bolsonaro.

A defesa de Michelle recorreu da medida inicial argumentando que restrições penais impostas ao ex-presidente não podem ser estendidas de forma automática a terceiros, sob pena de violação à liberdade de expressão.

Na decisão, o magistrado destacou que o trecho citado na propaganda possui caráter político, mas não apresenta conotação eleitoral indisfarçável ou elementos temporais precisos em relação às medidas cautelares do Supremo Tribunal Federal (STF).

A representação apresentada por Erika Kokay sustentava que a propaganda buscava realizar transferência de votos e apelo eleitoral irregular, violando restrições impostas pelo STF a manifestações políticas de Bolsonaro.

Em resposta à polêmica e à suspensão anterior, Michelle divulgou um vídeo na segunda-feira (21) segurando uma foto do marido junto ao peito com o rosto oculto. “Hoje, ele está preso, isolado e com a voz silenciada. Como esposa, dói esconder o rosto do meu marido. Mas uma sentença não mudará o que vivemos juntos nem o que ele fez pelo país. Por mais que tentem apagar a nossa história, jamais conseguirão”, declarou a candidata ao Senado em postagem nas redes sociais.

Com informações do Metrópoles

STF NA MIRA: A maioria dos brasileiros defende o impeachment imediato dos ministros Toffoli e Moraes, segundo pesquisa Atlas

 


Os brasileiros defendem o impeachment imediato dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal), por suspeitas de ligação com o caso do Banco Master. É o que aponta a pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada. Para 60,5% dos entrevistados, deve sair de imediato o impeachment do ministro Toffoli e 49,8%  dizem o mesmo sobre o seu colega de Corte Moraes.

Os entrevistados também foram questionados sobre a possibilidade de impeachment somente após a comprovação de eventual envolvimento dos ministros no caso Banco Master. Nesse cenário, 26,1% escolheram essa opção para Toffoli e 31,9% para Moraes.

Entre os que não defendem o impeachment, 6,5% disseram que Toffoli não deveria sofrer a medida, enquanto o percentual foi de 15,1% para Moraes.

O levantamento AtlasIntel/Estadão foi realizado entre os dias 17 e 21 de setembro, por meio de recrutamento digital, com 1.852 brasileiros, segundo a metodologia divulgada pela pesquisa. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.