domingo, 31 de maio de 2026

Reajuste da Petrobras praticamente anula benefício da subvenção


 











A Petrobras anunciou reajuste de R$ 0,48/litro na gasolina, acompanhado de desconto de R$ 0,44/litro referente à subvenção federal anunciada em 13 de maio — deixando impacto residual de apenas R$ 0,04 nas distribuidoras e R$ 0,03 ao consumidor final. Sem a subvenção, o reajuste seria de 17,12%.

No diesel, a subvenção de R$ 1,20/litro incide apenas sobre o produto importado — que representa pouco mais de 20% do mercado do Rio Grande do Norte. Mais de três quartos do diesel consumido no estado não é diretamente alcançado pela medida.

Além disso, quando qualquer combustível sobe, toda a cadeia recalibra suas referências de custo: frete, distribuição e margens varejistas absorvem pressão mesmo quando a subvenção cobre apenas parte do mercado.

Os dados do ciclo 2026 já revelam esse fenômeno: as nove ondas de reajuste da Refinaria Clara Camarão (Brava Energia) acumularam +R$ 1,71/litro na gasolina A (+68,12%) entre fevereiro e maio, enquanto a bomba em Natal registrou alta de apenas R$ 0,45 a R$ 0,50/litro segundo a ANP. Os postos absorveram cerca de R$ 0,75/litro ao longo do ciclo, operando com margem comprimida ou negativa — foram eles, não a subvenção, que seguraram os preços ao consumidor.

A subvenção da gasolina tem prazo: a Portaria MF nº 1.496, de 25 de maio de 2026, prevê vigência de dois meses, com vencimento projetado para o final de julho. Com o reajuste de hoje consumindo praticamente toda a folga criada pela medida, sua renovação torna-se condição para evitar repasse abrupto ao consumidor.

A CONTA CHEGOU: Rombo do governo bate recorde histórico e ultrapassa R$ 1,2 trilhão


 














O endividamento do governo federal continua cobrando o seu preço e a dívida pública do Brasil voltou a disparar, acendendo um sinal de alerta vermelho na economia do país.

Segundo dados oficiais divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (29), a dívida bruta do governo saltou para 80,4% do PIB no mês de abril, atingindo o patamar mais alto registrado desde junho de 2021.

No total, o estoque do endividamento brasileiro já alcançou a marca assustadora de R$ 10,4 trilhões, impulsionado principalmente pelo crescimento contínuo dos juros nominais que pressionam as contas públicas.

A situação é ainda mais grave na chamada dívida líquida, que bateu um novo recorde histórico ao atingir 67,4% do PIB, mesmo com o governo registrando saldo positivo no mês.

O chamado “romb acumulado em apenas 12 meses já soma R$ 1,22 trilhão, o que equivale a mais de 9% de toda a riqueza produzida pelo país, conforme informações do Poder360.

Se for levada em conta a metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), o cenário é ainda pior: por esse critério, a dívida real brasileira já chega a 93,1% do PIB.

Anvisa libera produção em fábrica da Ypê, mas mantém lote suspenso


 











A Anvisa autorizou nesta sexta-feira (29) a retomada das atividades da fábrica da Química Amparo, responsável pelos produtos Ypê, após uma nova inspeção conjunta com órgãos de vigilância sanitária de São Paulo. A liberação, no entanto, não atinge todos os produtos da empresa.

Os lotes com numeração final 1, fabricados antes da interdição determinada em 7 de maio, seguem com comercialização, distribuição e uso suspensos, segundo o Poder360.

Segundo a agência, a decisão foi tomada após uma reinspeção que avaliou as medidas corretivas adotadas pela empresa, que apresentou um plano para cumprir 76 exigências sanitárias apontadas em auditoria anterior.

Na inspeção de abril, fiscais identificaram problemas como corrosão em equipamentos utilizados na produção de detergentes e lava-roupas, o que levou à suspensão de duas linhas de fabricação.

A Anvisa também reconheceu um erro em comunicado inicial divulgado sobre o caso.

O texto havia informado de forma incorreta que produtos fabricados após 1º de abril poderiam ser usados normalmente. A agência corrigiu a informação e reforçou que os itens dos lotes anteriores à interdição permanecem suspensos.

Em nota, a própria Anvisa confirmou a falha na comunicação: “Nossa primeira nota saiu errada. Os produtos fabricados antes da interdição seguem interditados”, disse o órgão.

O caso ganhou repercussão após dúvidas sobre a liberação dos produtos circularem no Google e nas redes sociais. A agência reforça que a restrição continua válida para os lotes atingidos pela interdição inicial, enquanto a fábrica já pode retomar suas atividades após adequações exigidas pela fiscalização.

COFRE NO VERMELHO: Rombo das estatais encosta em R$ 6 bilhões e já passa todo 2025


 












As empresas estatais federais acumularam um déficit de R$ 5,94 bilhões entre janeiro e abril deste ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (29).

O resultado negativo já supera o registrado em todo o ano de 2025, quando o déficit ficou em cerca de R$ 5,1 bilhões, e representa o pior desempenho da série histórica iniciada em 2022, de acordo com os números oficiais.

Os dados do BC mostram que a maior pressão nas contas ocorreu logo no início do ano. Apenas em janeiro, o grupo das estatais registrou déficit de R$ 4,9 bilhões.

Em abril, o saldo negativo somado das empresas públicas foi de R$ 1,78 bilhão, dividido da seguinte forma:

— Empresas federais: R$ 1,53 bilhão negativos;
— Empresas estaduais: R$ 326 milhões negativos;
— Empresas municipais: superávit de R$ 76 milhões.

Nos meses anteriores, também houve resultado negativo entre as estatais: R$ 568 milhões em fevereiro e R$ 469 milhões em março.

Para comparação, o déficit acumulado entre janeiro e abril havia sido de R$ 2,73 bilhões em 2025 e de R$ 1,68 bilhão no mesmo período de 2024.

Correios pressionam contas

Entre os casos de maior pressão sobre os resultados aparecem os Correios, que informaram ter encerrado 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões.

No ano passado, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com um grupo de bancos, com garantia da União.

Alerta do TCU

Na quinta-feira (27), o TCU determinou que o Tesouro Nacional aprimore os critérios de análise para concessão de crédito a empresas estatais.

A decisão foi tomada durante julgamento que analisou irregularidades apontadas pelo tribunal na atuação do órgão em operação de empréstimo envolvendo os Correios.

Planalto afirma que medida dos EUA sobre PCC e CV coloca PIX em risco


 













O governo federal afirmou que a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pode gerar impactos no sistema financeiro brasileiro, incluindo possíveis efeitos sobre o PIX.

Em nota oficial, o Palácio do Planalto declarou que o Brasil mantém combate permanente às facções criminosas e disse que cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado é bem-vinda.

Apesar disso, o governo afirmou considerar “inadmissível” o uso de medidas externas que, segundo a nota, possam servir de pretexto para atingir a soberania nacional e a economia brasileira.

“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos, reduzir o compartilhamento de informações entre as polícias e afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”, afirmou o Planalto.

O governo também declarou que a medida adotada pelos EUA pode representar, na avaliação brasileira, um retrocesso no combate ao crime, além de trazer riscos à população e possíveis prejuízos econômicos.

“A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”, disse a nota oficial.

Brasileiro trabalhou de janeiro até 30 de maio só para pagar impostos ao governo


 













Termina os 150 dias de trabalho que o esfolado brasileiro tem que trabalhar exclusivamente para pagar tributos. Os números são do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). A última vez que o percentual de dias trabalhados no ano ficou abaixo de 40% foi em 2006.

Desde que Lula assumiu e Fernando Haddad, que até ficou conhecido como “Taxxad”, controlava a Fazenda, a quantidade de dias trabalhados para bancar o obeso estado brasileiro só aumentou. As informações são da coluna do jornalista Cláudio Humberto, no Diário do Poder.

Em 2023, o brasileiro passava 40,27% do ano ralando para bancar impostos. Passou para 40,71% (2024), 40,82%, aos atuais 41,10%.

O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, diz que a carga é alta, mas a população não percebe um retorno proporcional em serviços públicos.

Em 1986, início da série histórica, eram 82 dias trabalhados, número que chegou a cair para 74 (1987) e até 73 (1988). Hoje, são 150 dias.

O instituto destaca alguns dos vilões que turbinaram a arrecadação, como aumento de tributação sobre fintechs e a taxa das blusinhas.

Coluna do jornalista Cláudio Humberto, no Diário do Poder.

Geral Aliado de Trump ironiza Lula após fala sobre PCC e CV: “Chora mais”

 


Jason Miller, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais neste sábado (30) para rebater declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a decisão do governo americano de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

O ex-conselheiro de Trump também escreveu “womp womp” na legenda, expressão usada na internet para debochar de reclamações ou demonstrar indiferença diante da frustração de alguém. O termo remete ao som de um “trombone triste”.

Na sexta-feira (29), durante agenda em Sergipe, Lula criticou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), chamando-o de “traidor”. A declaração ocorreu após o parlamentar viajar a Washington para encontros com autoridades americanas.

Durante o anúncio de investimentos da Petrobras no estado, o presidente afirmou que Flávio “não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir para os Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”.

Em referência à Inconfidência Mineira, o petista afirmou que Joaquim Silvério dos Reis ficaria “envergonhado” com as atitudes de Flávio. Responsável por delatar os inconfidentes que queriam a independência de Minas Gerais em relação a Portugal, Silvério é conhecido como um dos principais traidores da história brasileira.

“Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficavam presos lá”, declarou Lula. A fala faz referência ao ex-assessor parlamentar de Flávio, Fabrício Queiroz, acusado de ter repassado mais de R$ 200 mil ao ex-policial militar Adriano da Nóbrega, acusado de integrar uma milícia no Rio de Janeiro.

O petista utilizou a ocasião para mencionar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública defendida pelo seu governo. “Não brinquem com a soberania desse país, não brinquem com a nossa democracia, não duvidem das coisas que nós fazemos nesse país. Se quiser combater o crime organizado, aprove a PEC da Segurança Pública que está no Senado”, destacou. O texto, no momento, está parado no Senado.

CNN Brasil


Lindbergh vai ao STF após EUA classificarem PCC e CV como terroristas


 











O deputado federal Lindbergh Farias acionou o STF para que a decisão dos Estados Unidos sobre o PCC e o Comando Vermelho seja considerada como “fato novo” em um processo que envolve o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). As informações são de O Antagonista.

Segundo o petista, a medida anunciada pelo governo de Donald Trump pode ter reflexos em investigações financeiras, cooperação internacional e apurações em andamento. O pedido foi apresentado dentro das investigações sobre uma suposta atuação internacional de Eduardo.

Na manifestação enviada ao STF, Lindbergh afirma que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pode ter impacto sobre a soberania brasileira e sobre mecanismos de cooperação penal entre países.

A decisão americana foi formalizada pelo secretário de Estado Marco Rubio.

Após o fato, o presidente Lula (PT) disse estar “triste e decepcionado” com a decisão americana e criticou o que classificou como possível interferência externa em assuntos internos do Brasil.

Oposição quer debate sobre transição para fim da escala 6×1 e insistirá em texto alternativo no Senado













 O fim da escala 6×1 no Senado deve ter novos capítulos nos debates que foram enfrentados na Câmara dos Deputados. O período de transição e os acordos de horas serão temas levantados pela oposição. O grupo deve usar a PEC (proposta de Emenda à Constituição) alternativa, apresentada nesta semana, como moeda de troca nas negociações.

O tema mais sensível é o período de transição para a redução da escala e da jornada de trabalho. Os partidos da direita têm feito coro à demanda dos empresários de ampliar o tempo até a implementação da medida. No argumento dos representantes de diferentes setores, isso “suavizaria os impactos econômicos”.

Da forma como veio da Câmara, o texto propõe a redução da jornada de 44 horas para 40 horas por semana, em até 14 meses após a promulgação da medida. O fim da escala 6×1 e os dois dias de descanso semanais para os trabalhadores passam a valer 60 dias depois que a PEC for aprovada nas duas Casas.

Esse tempo é visto como “impraticável” para adaptação dos empresários. Nesta semana, um grupo se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pressionar pelo retardamento da medida. 

Alcolumbre ainda precisa enviar a PEC aprovada pelos deputados à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado para dar andamento à tramitação. Lá, no entanto, está uma das ferramentas usadas pela oposição para tentar ganhar força nas negociações na disputa com o governo. O presidente da Casa despachou para o colegiado o texto apresentado pela oposição. 

A proposta alternativa é encabeçada por parlamentares ligados ao setor produtivo e conta com assinaturas de nomes do PL, entre eles o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo partido, Flávio Bolsonaro (RJ). 

O texto foca em um acordo de horas, mudando um artigo da Constituição Federal para permitir que definições sobre jornada e escala de trabalho sejam estabelecidas mediante acordo individual entre empregado e empregador, convenção coletiva ou “livre pactuação contratual direta”.

Uma das alternativas ventiladas pela oposição é juntar a PEC apresentada pelo grupo e a proposta aprovada pelos deputados em um mesmo projeto. Essa medida contraria a posição do governo de justamente reduzir o tempo de implementação da medida. Além disso, essa estratégia ampliaria a margem de negociação dos opositores para aumentar o tempo da transição e atender o interesse dos empresários.

CNN Brasil