segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro e Lula estão no 2º turno na disputa pela Presidência da República

 


A disputa pela Presidência da República será definida em segundo turno. Neste domingo (4 de outubro), Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) ficaram como os dois candidatos mais votados na eleição presidencial. Como nenhum deles somou mais da metade dos votos válidos, será necessário um novo pleito para definir o novo presidente do Brasil. O 2º turno acontece no dia 25, o último domingo de outubro.

Às 21 horas, com o resultado de 98,36% das seções eleitorais apuradas, Flavio Bolsonaro era quem aparecia em primeiro lugar, com 47,31% dos votos válidos (55,5 milhões de votos). Lula, por sua vez, tinha 44,83% (52,6 milhões de votos).

Se a disputa é acirrada a nível nacional, no Paraná o candidato do PL levou grande vantagem em relação ao adversário. Por aqui, com 99,98% das urnas apuradas, Flavio Bolsonaro somava 59,91% dos votos válidos (3,94 milhões de votos), contra 31,2% de Lula (2,05 milhões de votos).
Augusto Cury fica em terceiro

Entre os outros candidatos a presidente, Augusto Cury (Avante) foi quem mais conseguiu votos no Brasil: 3,4 milhões, ou 2,9% do total. Renan Santos (do Missão, com 2,26%, ou 2,65 milhões de votos) apareceu na sequência, seguido por Ronaldo Caiado (2,2%).

No Paraná, um em cada cinco eleitores não apareceu para votar neste domingo


 
















Mesmo estando aptos para votar, um em cada cinco eleitores do Paraná decidiu se abster e não participou da eleição realizada neste domingo. É o que revelam dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os quais apontam que 20,6% dos paranaenses decidiram não participar do pleito.

Sempre de acordo com o TSE, o Paraná tinha 8,6 milhões de eleitores aptos a votar. Contudo, só 6,83 milhões compareceram, de fato, às urnas – o equivalente a 79,41%.

Ou seja, 1,77 milhão de eleitores paranaenses não foram votar neste domingo, mais de um quinto do eleitorado apto a participar do pleito.
Abstenção em alta

Nos últimos anos, a abstenção tem estado em alta entre o eleitorado paranaense, inclusive.

Em 2012, por exemplo, só 14,08% dos eleitores paranaenses não foram votar para prefeiro e vereador. Já no pleito seguinte, para presidente, governador, senador e deputados, a abstenção subiu para 16,85%. Mas voltou a recuar dois anos depois (para 14,47%), quando novamente teve uma eleição municipal. Só que cresceu novamente em 2018 (16,96%), quando mais uma vez ocorreram eleições gerais.

A exceção à regra foi o ano de 2020. Naquela ocasião, só 6,26 milhões dos 8,15 milhões de eleitores no Paraná compareceram ao pleito. Ou seja, 1,89 milhão de pessoas (o equivalente a 23,23% dos paranaenses aptos a votar na ocasião) simplesmente não apareceram.

Até hoje, esse é o recorde de abstenção num pleito. Só que as eleições de 2020 foram fortemente impactadas pela pandemia de Covid-19, tanto que a votação chegou a ser adiada de outubro para novembro por causa da crise sanitária.

Em 2022, quando teve uma nova eleição, o Brasil já tinha iniciado há quase dois anos a vacinação contra a doença pandêmica, e aí o índice de abstenção recuou para 19,48% no primeiro turno daquele pleito.

Contudo, em 2024, mesmo com a crise sanitária provocada pela Covid-19 já no passado, quase 23% dos 8,65 milhões de eleitores no Paraná não compareceram para votar em primeiro turno.

PF conduz 129 pessoas e apreende quase R$ 790 mil em ações contra crimes eleitorais

 


A Polícia Federal informou que, até as 15h10 deste domingo (4), 129 pessoas foram conduzidas e R$ 789.828,50 em bens e valores foram apreendidos em ações de prevenção e repressão a crimes eleitorais durante o primeiro turno.

Entre as principais irregularidades investigadas estão propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos. Até o momento, foram instaurados seis inquéritos policiais e lavrados 18 termos circunstanciados de ocorrência.

As ocorrências foram registradas em 21 estados e no Distrito Federal, incluindo Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba.

Considerando todo o ano de 2026, a PF já instaurou 1.300 inquéritos relacionados a crimes eleitorais. O total de bens apreendidos em operações dessa natureza ultrapassa R$ 46,5 milhões, sendo cerca de R$ 30,6 milhões em dinheiro em espécie.

Com informações da CNN


‘TSE paralelo’: Decisões de Gilmar Mendes sobre campanhas geram crise com a Justiça Eleitoral e o próprio STF

 


Na véspera do primeiro turno das Eleições 2026, uma série de decisões do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), acendeu um alerta no meio jurídico e provocou tensão institucional. Juristas ouvidos pelo Estadão avaliam que a atuação do magistrado ao decidir sobre demandas eleitorais em série esvazia a Justiça Eleitoral e personaliza o poder sobre as campanhas.

As decisões de Gilmar foram tomadas entre sexta-feira (2) e sábado (3), menos de 24 horas depois de o presidente do STF, ministro Edson Fachin, assinar uma resolução para impor regras mais rígidas na distribuição de petições na Corte e evitar o direcionamento de casos.

Intervenções em disputas estaduais e presidenciais

Nas decisões recentes, o decano derrubou direitos de resposta concedidos por Tribunais Regionais Eleitorais (TREs): No Paraná, Gilmar cassou decisões do TRE-PR favoráveis a Sergio Moro (PL) e liberou propagandas de Sandro Alex (PSD) sobre aborto. Na Bahia, o ministro afastou direitos de resposta concedidos pelo TRE-BA a Jerônimo Rodrigues (PT) contra publicações de ACM Neto (União Brasil) sobre o programa Pé-de-Meia e a Operação Overclean.

As medidas foram tomadas por meio de pedidos de extensão dentro de uma reclamação já em curso no STF, um processo aberto meses antes para discutir outro tema. Especialistas apontam que usar processos antigos como “atalhos” evita o sorteio de novos relatores, prática criticada por burlar a distribuição regular.

A mesma reclamação já havia sido utilizada na quinta-feira (1º) para obrigar a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate presidencial da TV Globo, revertendo decisão do presidente do TSE, Nunes Marques.

Repercussão e críticas de juristas

Para o advogado constitucionalista Marcelo Aith, Gilmar está convertendo seu gabinete em um “TSE paralelo”. Ele diz que “a defesa da liberdade de expressão não pode servir de salvo-conduto para submeter a jurisdição eleitoral à vontade de um único ministro”.

O professor e ex-desembargador Walter Fanganiello Maierovitch aponta que o cenário indica um avanço indevido do Supremo sobre a competência da Justiça Eleitoral, evidenciando uma relação de “morde e assopra” com a presidência de Fachin.

O jurista Marcelo Crespo (ESPM-SP) alerta  para o risco de criação de uma instância paralela, na qual derrotados nos TREs recorrem diretamente ao STF sem aguardar a tramitação natural pelo TSE. Já o advogado eleitoral Alberto Rollo critica a prática conhecida como “pescaria de relator” (manipulação de regras processuais para manter processos com um magistrado de preferência) e destaca que a resolução de Fachin tentou justamente coibir essa triagem paralela.

Apesar das críticas e da nova normativa interna do STF para endurecer a triagem de petições de terceiros, a prática de concentrar temas sensíveis em gabinetes específicos tem gerado debates recorrentes na Corte, envolvendo também outros ministros em episódios anteriores. Até o momento, o gabinete de Gilmar Mendes não se manifestou sobre as avaliações dos juristas.

Com informações do Estadão


ELEIÇÕES 2026 – Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) são eleitas senadoras pelo DF

 


Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) foram eleitas senadoras pelo Distrito Federal neste domingo (4). Com cerca de 90% das seções apuradas, elas tinham aproximadamente 870 mil votos (28%) e cerca de 820 mil votos (27%), respectivamente.

Para Michelle Bolsonaro, este será o primeiro mandato no Senado. Natural de Ceilândia, no DF, a ex-primeira-dama se casou com o então deputado Jair Bolsonaro em 2007. A candidata é uma das apostas do PL para aproximar a sigla do público feminino.

Bia Kicis também se elegeu pela primeira vez para o Senado. Nascida no Rio de Janeiro e graduada em direito pela Universidade de Brasília, é advogada e foi subprocuradora-Geral do DF, cargo em que se aposentou em 2016.

g1


ELEIÇÕES 2026: Luciano Zucco (PL) é eleito governador do Rio Grande do Sul

 


Luciano Zucco (PL) foi eleito governador do RS neste domingo (4). Às 19h15, com 90,25% das seções apuradas, o candidato tinha 57,86% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A vice-governadora eleita é Silvana Covatti (PP). Segunda colocada, Juliana Brizola (PDT) tinha 31,89%.

Luciano Zucco (Alegrete-RS, 1974) cresceu na Serra Gaúcha e depois morou e estudou em Porto Alegre. Militar de carreira formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), serviu na Brigada de Infantaria Paraquedista, onde se especializou como sniper e mestre de salto.

g1


ELEIÇÕES 2026: Jorginho Mello (PL) é reeleito governador de Santa Catarina no 1º turno

 


O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), foi reeleito neste domingo (4). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele recebeu 68,32 % dos votos válidos com 81,63 % das urnas apuradas, mais que os 50% necessários para a vitória em primeiro turno. O segundo colocado na disputa, Geloson Merísio (PSB) somou 15,91% dos votos.

Mello ficará mais quatro anos à frente do governo catarinense, atingindo o limite constitucional de dois mandatos consecutivos para cargos no Executivo.

O ex-senador esteve no palanque do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no estado. Já o atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoiou o ex-deputado estadual Gelson Merísio (PSB), que aparece em segundo lugar, bem atrás do governador reeleito.


ELEIÇÕES 2026: Marcos Rogério (PL) é eleito governador de Rondônia


 













O senador Marcos Rogério (PL) foi eleito neste domingo (4) governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 2026. Com 94,68% das urnas apuradas, ele somava 57,02% dos votos válidos, segundo dados da Justiça Eleitoral.

Marcos Rogério sucederá Marcos Rocha (PSD), que comandou o estado por dois mandatos e não poderia disputar uma nova reeleição.

Natural de Ji-Paraná, Marcos Rogério é jornalista e iniciou sua trajetória política em 2008, quando foi eleito vereador. Em 2011, chegou à Câmara dos Deputados, onde cumpriu dois mandatos, e em 2018 foi eleito senador por Rondônia.

O novo governador também disputou o Governo de Rondônia em 2022, quando chegou ao segundo turno contra Marcos Rocha, mas não foi eleito.

Veja os percentuais com 94,68% das urnas apuradas

Marcos Rogério (PL): 57,02%

Adaílton Fúria (PSD): 19,31%

Hildon Chaves (União): 14,66%

Pedro Abib (MDB): 0,72%

Expedito Netto (PT): 7,82%

Samuel Costa (PSB): 0,47%

Com informações do SBT News

domingo, 4 de outubro de 2026

Sergio Moro vence no primeiro turno e é eleito governador do Paraná

 


O ex-juiz e atual senador Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná em primeiro turno neste domingo (4). Com 99,87%% das seções eleitorais apuradas, Moro atingiu a maioria absoluta da votação e assegurou o comando do Executivo estadual para os próximos quatro anos. Ele somou 3.124.922 votos válidos, o equivalente a 50,11% do eleitorado, superando os concorrentes Sandro Alex (PSD), que registrou 25,24% (1.581.279 votos), e Requião Filho (PDT), que ficou em terceiro lugar com 23,48% (1.464.150 votos).

Natural de Maringá, onde nasceu em 1º de agosto de 1972, Sergio Fernando Moro é jurista, professor universitário e bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), além de mestre e doutor em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Casado com a deputada federal Rosângela Moro e pai de dois filhos, ele iniciou a trajetória na magistratura federal em 1996, atuando em cidades como Curitiba, Cascavel e Joinville. Antes de alcançar projeção global, conduziu processos de grande impacto, como o caso Banestado, a Operação Farol da Colina e a Operação Agro-Fantasma, além de ter prestado auxílio no julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).

A visibilidade internacional veio a partir de 2014, quando assumiu a condução dos processos da Operação Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba. À frente do caso, determinou prisões de grandes empresários e políticos, incluindo a condenação do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2017. Anos mais tarde, em 2021, o STF declarou a suspeição de Moro na atuação desses processos, anulando as condenações sob o entendimento de falta de imparcialidade na condução das investigações.

Moro deixou a magistratura ao final de 2018 para ingressar na política partidária. Entre janeiro de 2019 e abril de 2020, exerceu o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, deixando a pasta após acusar o então presidente de tentar interferir na Polícia Federal. Em 2022, elegeu-se senador pelo Paraná com mais de 1,9 milhão de votos, legenda pela qual permaneceu até migrar para o PL em março de 2026, partido pelo qual viabilizou sua vitoriosa candidatura ao governo do estado.