terça-feira, 24 de março de 2026

Casos e mortes por tuberculose voltam a crescer no Paraná e no Brasil


 















A tuberculose é ainda hoje um grave problema de saúde pública. E no Brasil e no Paraná, o número de casos e até mesmo de mortes causadas pela doença estão em alta. É o que revelam dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, os quais apontam que nos últimos 10 anos foram registrados 954.595 casos da doença em todo o país, com 50.705 mortes. O Paraná, por sua vez, foi responsável por 26.645 casos da doença, com 1.579 óbitos.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a tuberculose é uma doença transmitida por uma bactéria (bacilo) chamada Mycobacterium tuberculosis. Embora afete principalmente os pulmões, ela também pode atingir outros órgãos e sistemas do nosso corpo, sendo transmitida pelo ar, quando as pessoas infectadas tossem, espirram ou cospem.

Os sintomas mais comuns da doença envolvem tosse com ou sem secreção (catarro) por mais de quatro semanas; cansaço; febre baixa, geralmente à tarde; suor noturno; falta de apetite; palidez; perda de peso; e fraqueza; Muitas vezes, porém, esses sintomas são levas e duram por meses, o que acarreta numa demora na busca por atendimento médico. Contudo, é fundamental buscar auxílio o quanto antes, para que o tratamento funcione e também para evitar infectar outras pessoas.

No Brasil, o número de ocorrências de tuberculose deu um verdadeiro salto ao longo da última década. Em 2015, registrou-se 85.462 diagnósticos da doença. Em 2025 (último ano com dados disponíveis), já se chegou a 112.988 – um aumento de 32,2%. Da mesma forma, as mortes causadas pela enfermidade também cresceram expressivamente, passando de 4.610 registros para 6.376 em 10 anos – um avanço de 38,3%.

Dentro desse contexto, o Paraná também viu a doença ganhar “novo fôlego” no estado. Em 2015, diagnosticou-se 2.466 casos de tuberculose no estado. Em 2024, já houve 3.067 ocorrências – um avanço de 24,4%. O número de óbitos, por outro lado, cresceu de forma mais expressiva: +54,4%, passando de 125 registros para 193. O ano com mais mortes no estado, no entanto, foi 2023, com 210 casos.

O tratamento é feito da forma indicada pelo médico, com esquema preconizado pelo Ministério da Saúde com 4 medicamentos (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol), por um período de seis meses a um ano. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito, mas o paciente precisa segui-lo à risca. Caso contrário, a doença pode se tornar resistente aos remédios e se espalhar para outros órgãos e sistemas do corpo.

Famílias brasileiras comprometem quase 30% da renda com dívidas, maior patamar em 20 anos

 


Dados do Banco Central do Brasil mostram que as famílias destinam 29% da renda para dívidas desde outubro, o maior nível em 20 anos — sendo 10,38% para juros e 18,81% para o principal.

A inadimplência chegou a 6,9% entre o fim do ano passado e janeiro, acima dos 5,6% de um ano antes e no maior patamar desde 2012. Entre os mais pobres, o índice atinge 7,5% para atrasos acima de 90 dias.

O problema é puxado por linhas de crédito mais caras: rotativo do cartão (63,5% de inadimplência), cheque especial (16,5%) e cartão parcelado (13%). O crédito rotativo cresceu 31,2% em um ano, o parcelado 18,3% e o cheque especial 13,8%, enquanto o crédito livre subiu 12,4%. As taxas mensais chegam a 14,81% no rotativo, 9,43% no parcelado e 7,52% no cheque especial. A Selic está em 14,75% ao ano.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos, a inadimplência aumentou em todas as faixas de renda, com maior impacto em quem ganha até 3 salários mínimos.

Entre agosto de 2024 e julho de 2025, os gastos com crédito e juros pressionaram o consumo, refletindo no varejo. As vendas em shoppings cresceram apenas 1,2% em 2025, somando R$ 200,9 bilhões, abaixo da inflação.

A expectativa é de melhora a partir de agosto, com renegociação de dívidas e novas linhas como o consignado privado.

Mesmo com renda em alta, o peso das dívidas tem afetado a percepção econômica: pesquisa Datafolha mostra que 46% avaliam piora na economia (ante 41%), e 33% dizem que sua situação financeira piorou (ante 26%).


Governo Lula inicia estudos para aumentar mistura de etanol na gasolina de 30% para 35%


 











O Ministério de Minas e Energia do governo Lula iniciou estudos para avaliar o aumento da mistura de biocombustíveis nos combustíveis no Brasil, com gasolina contendo até 35% de etanol e diesel com até 25% de biodiesel.

Serão investidos R$ 30 milhões ao longo de três anos em testes laboratoriais e análises em veículos e motores.

O objetivo é verificar a viabilidade técnica da medida, prevista na Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), sem comprometer a qualidade e o desempenho dos combustíveis.

A pesquisa será conduzida por uma rede de instituições, coordenada pela ANP, com participação de universidades e centros tecnológicos de todo o país, como UFMG, IPT, UFRJ e UFRN.

Sancionada em 2024, a lei autoriza o aumento das misturas, desde que comprovada a viabilidade.

Em 2025, a gasolina passou de 27% para 30% de etanol, e o diesel de 14% para 15% de biodiesel.

Segundo o governo, a iniciativa busca fortalecer o uso de energias renováveis, reduzir emissões e diminuir a dependência de petróleo importado.

Com informações de Qu4tro Rodas

CGU abre processo que pode resultar na expulsão de servidores do BC suspeitos de favorecer Master

 


A Controladoria-Geral da União (CGU) deu continuidade à investigação contra os dois servidores do Banco Central suspeitos de favorecer o Banco Master e abriu o processo que pode resultar na expulsão dos funcionários de alta graduação do órgão.

O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi aberto na última sexta-feira e tem prazo de 60 dias para ser concluído.

Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana foram afastados do BC por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Eles são suspeitos de atuarem como “consultores informais” do ex-dono do banco, Daniel Vorcaro, em troca de vantagens indevidas, segundo investigação da Polícia Federal. Antes, eles já haviam deixado o cargo devido decisão administrativa do BC no âmbito da sindicância aberta no órgão.

Os achados da autarquia foram encaminhados à PF, o que resultou na terceira fase da Operação Compliance Zero. Depois de deflagrada a operação, o BC também enviou o processo à CGU, responsável por dar continuidade no âmbito administrativo à investigação sobre os servidores da cúpula do BC.

Parte das irregularidades de Souza teriam sido cometidas durante sua gestão como diretor de Fiscalização do órgão (2017 a 2023). Na época que foi afastado, ele era chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, sendo responsável pelo acompanhamento do Master. Santana era chefe da área.

Os processos na CGU serão de responsabilidade de Derlan Araújo, Karin Webster, Guilherme de Sena, todos auditores federais de finanças e controle, sobre presidência do primeiro.

O Globo


TCU abre três processos para apurar possíveis pagamentos irregulares a ministra Margareth Menezes por empresa beneficiada pela Lei Rouanet

 


Tribunal de Contas da União abriu três processos para apurar possíveis irregularidades envolvendo a ministra da Cultura, Margareth Menezes, em apresentações remuneradas por empresa beneficiada pela Lei Rouanet.

A informação consta em resposta enviada pela área técnica da corte à senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que havia solicitado esclarecimentos sobre eventual investigação em curso no tribunal.

Segundo o tribunal, os processos estão sob relatoria do ministro Benjamin Zymler e ainda estão em fase inicial, sem conclusão sobre irregularidades ou conflito de interesses.

As investigações tiveram origem em três frentes: uma representação do deputado Ubiratan Sanderson, uma ação do Ministério Público junto ao TCU e uma denúncia de cidadão.

O foco é apurar possível conflito de interesses, já que a ministra teria recebido cachê de empresa autorizada a captar recursos via Lei Rouanet. Até o momento, o TCU afirma que não há comprovação de irregularidades.

O tribunal também informou que ainda não analisou se incentivos fiscais da Lei Rouanet podem ser equiparados a recursos públicos diretos para fins de controle.


Bolsonaro continua estável, sem febre, mas prossegue sem previsão de alta, diz boletim médico

 


O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta quadro clínico estável, segundo boletim divulgado neste domingo pelo Hospital DF Star. Ele está afebril e sem intercorrências, mas segue sem previsão de alta.

Bolsonaro permanece internado há mais de uma semana na UTI, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração. Recebe antibióticos por via intravenosa, além de suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora.

Leia o boletim médico na íntegra:

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração. Nas últimas 24 horas, manteve-se estável clinicamente, afebril e sem intercorrências. Segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. No momento, sem previsão de alta hospitalar.”


Antes de ser preso, Vorcaro pesquisou juiz do caso e levanta suspeita de vazamento


 













O ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez uma busca no Google para identificar o juiz responsável por sua investigação um dia antes de ser preso, em novembro de 2025. A informação consta em dados extraídos do celular do empresário, apreendido pela Polícia Federal no momento da detenção.

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O registro da pesquisa, feito em 16 de novembro, reforçou entre investigadores a suspeita de que informações sigilosas teriam vazado antes da operação. Vorcaro foi preso no dia seguinte, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava embarcar em um jatinho com destino a Dubai.

Além da busca, o empresário também fez anotações com nomes de magistrados ligados à Justiça Federal e teria enviado mensagens a contatos questionando proximidade com juízes. A ordem de prisão foi assinada pelo magistrado responsável horas antes da detenção.

As investigações apontam ainda que Vorcaro teria acesso indevido a sistemas internos de órgãos como o Ministério Público e a própria Polícia Federal, o que pode ter permitido antecipar movimentos da operação. Há também indícios de tentativas de interferência e monitoramento de informações sigilosas.

O caso segue sob apuração e alimenta suspeitas de vazamento dentro das investigações, já que a decisão judicial deveria ser restrita a poucos envolvidos até o cumprimento do mandado.

Investigação sobre vazamento de dados de ministros ganha sigilo máximo no STF

 


Supremo Tribunal Federal colocou sob sigilo máximo (nível 4) o processo que investiga o vazamento ilegal de dados fiscais de ministros, autoridades e pessoas públicas. A medida se deve à presença de informações sensíveis da Receita Federal e do Coaf.

Nesse nível, até o nome do relator fica oculto no sistema — embora se saiba que o caso está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes.

A investigação apura acessos irregulares a dados fiscais de cerca de 100 pessoas. A apuração levou a operações contra suspeitos, incluindo um servidor do Serpro, técnicos e um vigilante da Receita. Ao menos seis pessoas foram alvo de busca e apreensão, e uma foi presa: o contador Washington Travassos de Azevedo.

A defesa do investigado afirma não ter acesso às decisões judiciais que motivaram medidas como busca, uso de tornozeleira e prisão preventiva. Segundo o advogado, os pedidos de acesso ainda não foram analisados.

Especialistas avaliam que o sigilo pode ser justificável, mas criticam a restrição à defesa, especialmente em decisões de prisão. Também questionam a condução do caso no STF e a atuação direta de Moraes, já que pessoas próximas ao ministro estariam entre as vítimas.

O STF não comentou as críticas. Pela regra interna, cabe ao relator autorizar o acesso de advogados a partes do processo.


segunda-feira, 23 de março de 2026

Ratinho Junior desiste de pré-candidatura à Presidência e concluirá mandato no PR

 


O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou nesta segunda-feira (23) a desistência de sua pré-candidatura à Presidência da República. Em comunicado oficial, o gestor confirmou que cumprirá o mandato no Executivo estadual até dezembro de 2026, honrando o compromisso firmado com o eleitorado paranaense. A decisão foi comunicada diretamente ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, após um período de reflexão com a família.

Ratinho Junior aparecia como o nome mais competitivo do partido nas pesquisas eleitorais. No levantamento Quaest de março, o governador registrava 7% das intenções de voto no primeiro turno, figurando à frente de outros correligionários cotados, como Ronaldo Caiado (4%), governador de Goiás, e Eduardo Leite (3%), governador do Rio Grande do Sul. Em simulações de segundo turno contra o presidente Lula, Ratinho somava 33% contra 42% do petista, apresentando a menor distância entre os nomes avaliados pela legenda.

De acordo com a nota divulgada por sua assessoria, o governador acredita que não deve interromper o ciclo de crescimento econômico e os projetos em curso no Paraná, citando indicadores positivos em educação, segurança pública e infraestrutura alcançados sob sua gestão, que detém 85% de aprovação. O texto reforça que ele permanecerá à disposição do PSD para colaborar com o debate nacional, defendendo pautas como a desburocratização do Estado, o endurecimento de leis penais e o fortalecimento do agronegócio.

Ao encerrar o mandato em dezembro de 2026, Ratinho Junior planeja se afastar da vida pública eletiva para retornar à iniciativa privada. O governador pretende assumir a presidência do grupo de comunicação fundado por seu pai, o apresentador Ratinho. Com a saída do paranaense da disputa, o PSD deve concentrar as discussões internas em torno das candidaturas de Caiado e Leite para a sucessão presidencial deste ano.