A jovem Ana Carolyne Camilo, que sobreviveu a um grave acidente no complexo turístico Salto das Orquídeas, em Sapopema, recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (30). A liberação médica ocorreu no mesmo dia em que as equipes de resgate localizaram o corpo de sua amiga, a fotógrafa Ana Paula Cardoso, de 29 anos, encerrando cinco dias de intensas buscas na região turística.
Ana Carolyne estava internada no Hospital Evangélico, onde foi tratada por uma fratura em uma vértebra da região lombar, causada pelo impacto contra as pedras ao ser levada pela água. Com o quadro de saúde considerado estável, a jovem dará continuidade ao tratamento em casa. Ela utilizará um colete ortopédico indicado para a imobilização da coluna e passará por sessões de fisioterapia com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. A família da sobrevivente emitiu um comunicado pedindo respeito à privacidade durante o período de recuperação.
O desfecho trágico para Ana Paula foi confirmado pelo secretário de Estado da Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Teixeira. O corpo da fotógrafa foi encontrado no trecho conhecido como Poço Preto, situado na base de uma queda d’água de aproximadamente 45 metros de altura. A operação de busca e resgate foi extensa e exigiu um esforço conjunto que envolveu o trabalho de bombeiros, policiais, voluntários, além do uso de cães farejadores e aeronaves. Após o resgate, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina para passar por exames de necropsia antes de ser liberado para os atos fúnebres.
O acidente que vitimou a fotógrafa e feriu a amiga ocorreu no último sábado (25), enquanto as duas realizavam uma trilha em direção ao mirante do Salto das Orquídeas. Segundo o relato de Ana Carolyne, Ana Paula escorregou enquanto tentava atravessar uma corredeira. Ao tentar socorrer a amiga, a sobrevivente também perdeu o equilíbrio e ambas acabaram arrastadas pela força da correnteza.
Para sobreviver, Ana Carolyne conseguiu se segurar em uma pedra, onde permaneceu abrigada durante toda a madrugada. Na manhã seguinte, ela utilizou técnicas de natação para atravessar trechos mais calmos do rio, escalou a margem e conseguiu alcançar o topo do mirante, onde finalmente pediu socorro. Após ser resgatada, a jovem fez um alerta sobre a infraestrutura do local, afirmando não ter recebido qualquer orientação prévia sobre a necessidade de contratar guias para realizar a trilha, e cobrou das autoridades uma apuração sobre as condições de segurança e a sinalização do atrativo turístico.








