quarta-feira, 11 de março de 2026

Alerta máximo: mortes no trânsito crescem quase 20% no Paraná em 2026

 


O ano de 2026 começou com um aumento expressivo nas mortes no trânsito do Paraná. É o que revelam dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), os quais apontam que nos dois primeiros meses do ano os óbitos em estradas e vias públicas teve um aumento de quase 20%. Além disso, um acidente foi registrado a cada quatro minutos e meio, em média, no período analisado.

A situação, de tão preocupante, fez com que a PRF divulgasse ontem (10 de março) um alerta. Só nas rodovias federais, as mortes tiveram elevação de 14,7% no começo de 2026 em relação ao início de 2025. Isso segundo a corporação, evidencia a necessidade de maior atenção dos motoristas e adoção de comportamentos mais seguros ao dirigir nas rodovias federais do estado.

“Diante desse cenário, a PRF reforça a importância de comportamentos seguros por parte dos motoristas. Respeitar os limites de velocidade, evitar ultrapassagens em locais proibidos, não dirigir sob efeito de álcool e manter atenção constante ao trânsito são atitudes fundamentais para reduzir acidentes e preservar vidas nas rodovias”, alertou a PRF.

Polícia faz buscas em SP para prender suspeitos de matar cobradores de dívida no PR


 













A Polícia Civil do Parana (PCPR) realizou buscas no interior paulista para tentar prender Antonio Buscariollo, de 66 anos, e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22. Eles são os principais suspeitos do assassinato de quatro homens em Icaraima, no noroeste paranaense. 

A operação verificou uma denúncia de que a dupla estaria escondida em um pesqueiro na cidade de Morro Agudo, mas os suspeitos não foram encontrados e seguem foragidos desde o dia 9 de agosto. A defesa dos investigados afirma acreditar na inocência de seus clientes.

Além da tentativa de captura, a força-tarefa cumpriu mandados de busca e apreensão no município de Santa Bárbara d’Oeste, também no interior de São Paulo. O objetivo da medida foi recolher celulares, dispositivos eletrônicos e outros objetos que possam fornecer novos elementos para a elucidação do crime.

A Polícia Civil não detalhou qual é a relação dos alvos destas buscas com os foragidos e informou que o inquérito segue sob sigilo para preservar a integridade das provas e o andamento das investigações.

DATAFOLHA: Índice de brasileiros que veem piora da economia sobe a 46%


 














A percepção dos brasileiros em relação à situação econômica do país piorou nos últimos meses, revertendo parcialmente a melhora captada no levantamento feito no final de 2025, mostra pesquisa Datafolha.

Também há mais entrevistados pessimistas sobre o futuro, inclusive sobre sua própria condição financeira, e prevendo elevação do desemprego, indicador que está nas mínimas históricas, e da inflação.

O percentual daqueles que avaliam que a situação econômica do país piorou nos últimos meses subiu de 41% para 46% na comparação entre as pesquisas realizadas em dezembro do ano passado e em março deste ano.

Os números mostram que a percepção negativa fica próxima dos 46% em todas as faixas de renda, exceto entre aqueles no grupo acima de dez salários mínimos, no qual está em 69%.

O percentual dos que avaliam que a situação econômica do país melhorou caiu de 29% para 24%, na comparação entre as duas últimas pesquisas.

A pesquisa mostra ainda que, para 39% dos brasileiros, o poder de compra dos salários vai cair. Eram 36% no levantamento anterior. Para 32%, vai aumentar. Em junho, estava em 30%.

Os números da pesquisa apontam uma deterioração na percepção do brasileiro em relação à economia que supera as variações verificadas na avaliação do governo, que ficou praticamente estável nos últimos meses —indicação de que a piora está mesmo ligada a fatores econômicos.

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 municípios pelo Brasil, de 3 a 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-03715/2026.

Com informações de Folha de S. Paulo

Brasil fica fora de coalizão internacional contra o narcotráfico e decisão gera críticas


 













A decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não integrar a coalizão internacional “Escudo das Américas”, formada por 13 países para combater o narcotráfico e organizações criminosas, gerou críticas de analistas e opositores. A iniciativa tem como objetivo ampliar a cooperação entre nações no enfrentamento a cartéis por meio de troca de inteligência, operações policiais e rastreamento financeiro de redes criminosas.

Segundo críticos da medida, o Brasil optou por não aderir ao grupo e preferiu manter alinhamento diplomático com países como Colômbia e México em temas ligados à segurança regional. O posicionamento também ocorre em meio ao debate internacional sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

O governo brasileiro também tem defendido cautela em relação à proposta dos Estados Unidos de incluir facções como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho em listas internacionais de terrorismo. Para especialistas, essa classificação poderia ampliar instrumentos jurídicos de cooperação internacional contra esses grupos.

Críticos afirmam que a postura brasileira estaria ligada a afinidades políticas com o presidente colombiano Gustavo Petro, que defende estratégias de negociação e diálogo em algumas frentes do combate ao narcotráfico. O tema tem provocado debate sobre qual modelo de enfrentamento ao crime organizado deve prevalecer na região.

Enquanto isso, pesquisas recentes sobre percepção pública indicam que a segurança continua entre as maiores preocupações da população brasileira. O debate sobre cooperação internacional no combate ao crime organizado tende a ganhar força diante do avanço das facções e da pressão por respostas mais duras no enfrentamento ao narcotráfico.

Com informações do Diário do Poder

Gilmar parte para cima da PF, defende Vorcaro e gera crise institucional no STF

 


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, entrou no centro de uma nova controvérsia após fazer críticas públicas à Polícia Federal e comentar investigações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação ocorreu nas redes sociais e elevou o clima de tensão entre integrantes do Judiciário e investigadores responsáveis pelo caso ligado ao Banco Master.

Na publicação, Gilmar afirmou que é necessário restabelecer limites na atuação da PF e criticou o que chamou de “espetacularização” de operações policiais. O ministro também insinuou que alguns delegados estariam agindo com motivações políticas, o que, segundo ele, comprometeria a credibilidade das investigações conduzidas pela corporação.

A reação ocorreu após a divulgação de mensagens privadas atribuídas a Vorcaro no âmbito da apuração sobre o banco. Para setores do meio jurídico e político, o posicionamento do ministro pode abrir espaço para questionamentos sobre a legalidade das provas obtidas, tese que poderia ser utilizada futuramente para pedir a anulação do processo.

A postagem do magistrado também acabou gerando repercussão dentro da própria rede social. Usuários acrescentaram uma chamada “nota da comunidade” lembrando o conteúdo do artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que estabelece restrições a manifestações públicas de juízes sobre processos ainda em andamento.

O episódio expôs o clima de tensão que envolve o caso e ampliou o debate sobre os limites de atuação entre Judiciário e órgãos de investigação. Nos bastidores de Brasília, a avaliação é de que o embate pode aprofundar o desgaste institucional entre ministros da Corte e setores da Polícia Federal.


PF reage com desconfiança à possível delação de Daniel Vorcaro no caso Banco Master


 












A possibilidade de um acordo de delação premiada envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro tem sido recebida com forte ceticismo por investigadores da Polícia Federal. Internamente, a corporação discute se uma eventual colaboração do empresário teria utilidade real para o avanço das investigações.

Segundo apurações, o principal questionamento entre os investigadores é se Vorcaro teria nomes relevantes para entregar. A avaliação de integrantes da PF é de que uma delação só faria sentido caso revelasse personagens do chamado “andar de cima” do esquema investigado.

Nas palavras de um investigador ligado ao caso, o banqueiro “teria que delatar para cima e não para baixo”. A discussão, porém, é considerada complexa e até subjetiva entre os policiais, já que existe debate sobre quem poderia ser enquadrado como parte do nível mais alto da suposta organização.

Vorcaro é apontado pelos investigadores como possível líder de um esquema que teria movimentado bilhões de reais por meio de operações ligadas ao Banco Master. A Polícia Federal tenta entender a extensão da rede de relações políticas e institucionais envolvidas no caso.

Nos bastidores da investigação, surgiram indícios que mencionam possíveis conexões com autoridades de alto escalão, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal, parlamentares e dirigentes de autarquias. Mesmo assim, a PF afirma que qualquer eventual acordo dependerá da relevância e da consistência das informações que possam ser apresentadas pelo banqueiro.

Com informações da CNN

Bolsonaro pede autorização a Moraes para receber visita de conselheiro de Trump


 












O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para receber a visita de Darren Beattie, recentemente nomeado como assessor sênior para política em relação ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Bolsonaro está preso na Papudinha, em Brasília. Como Bolsonaro não fala inglês, também foi pedida a presença de um intérprete.

O visitante cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período. A defesa pede que a visita possa ocorrer no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17.

Na semana passada, o Supremo decidiu, por unanimidade, manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso na Papudinha, em Brasília.

Na ocasião, Primeira Turma julgou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de negar a transferência do ex-presidente para prisão domiciliar. Acompanharam o voto do relator os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

R7

CPMI do INSS anuncia recurso contra anulação de quebra de sigilo de Lulinha


 














O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que a comissão apresentará um recurso contra a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu entendo as decisões do ministro Flávio Dino como uma interferência no trabalho do parlamento, mas nós temos que primeiramente seguir o que determina a Constituição”, declarou Viana na segunda-feira (9).

Segundo o senador, a decisão, da forma como foi publicada, gera “mais dúvidas do que certezas”.

A decisão de Dino foi tomada de forma monocrática, ou seja, individual. Para que continue valendo, ela precisa ser referendada pelos demais ministros da Corte. O julgamento para manter ou derrubar a determinação está marcado entre 13 e 20 de março, no plenário virtual do Supremo.

Quanto ao julgamento, Viana afirmou que espera que os ministros “devolvam as prerrogativas do Congresso” durante a análise.

CNN

Lulinha enfrenta nova ofensiva na CPMI do INSS

 


O surgimento de indícios contra Fábio Luís da Silva, o “Lulinha”, levou o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a se tornar um dos focos das investigações da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, no Congresso Nacional.

No fim do mês passado, numa reunião tumultuada, os parlamentares conseguiram aprovar a quebra do sigilo fiscal, bancário e telemático de Lulinha.

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou a decisão. A comissão de inquérito deve apresentar um recurso e também mira um convite para ouvir esclarecimentos do magistrado.

A cúpula da CPMI se reuniu nesta segunda-feira (9) com a Advocacia do Senado para tratar do recurso. O pleno do STF analisará a decisão de Dino em julgamento virtual a partir do dia 13 de março.

A quebra de sigilo de Lulinha identificou que ele movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026. Os dados foram obtidos pela CPMI. A defesa do filho do presidente criticou os vazamentos das informações.

Lulinha não é investigado pela Polícia Federal, mas foi mencionado ao longo das apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizada em meados de dezembro do ano passado.

A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta por meio de Roberta com Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A empresária também teve a quebra de sigilo aprovada pela CPMI e, depois, suspensa por Dino na quarta-feira (4).

Com as anulações determinadas por Dino, os acessos às informações sigilosas foram suspensos. Se o pleno do STF referendar o despacho do ministro, os pedidos de quebras de sigilo devem precisar ser votados novamente, de forma individual e não em bloco, pela CPMI.

Mendonça quebra sigilo

O ministro André Mendonça autorizou o pedido da PF para quebrar o sigilo do Lulinha antes mesmo da decisão da CPMI do INSS.

Segundo a apuração, a solicitação da PF foi motivada por suspeitas de “mesadas” a Lulinha. No pedido encaminhado ao Supremo, a corporação listou transferências que teriam como destinatário Fábio Luís e requereu o acesso aos dados bancários. A medida, então, foi autorizada por Mendonça.

No relatório sob sigilo, a PF aponta supostos pagamentos de mesadas de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, a Lulinha, por meio da amiga dele. De acordo com a Polícia Federal, ele seria um sócio oculto.

Os pagamentos de R$ 300 mil mensais seriam, segundo apuração preliminar, pagamentos para Lulinha facilitar acesso de Antunes a locais específicos em Brasília — algo que é negado pela defesa de ambos.

Ao STF, a defesa de Lulinha disse que a quebra de sigilo não era necessária. Em petição endereçada a Mendonça, o filho do presidente se colocou à disposição da Justiça para esclarecimentos. “Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”, escreveu o advogado Guilherme Suguimori.

Com informações da CNN