sexta-feira, 20 de março de 2026

Em São Paulo, Greca se filia ao MDB e reafirma pré-candidatura ao governo e apoio a Ratinho presidente

 


O secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e pré-candidato ao governo do Paraná, Rafael Greca, filiou-se na manhã desta quinta-feira (19) ao MDB. O ato de filiação ocorreu hoje (19) em cerimônia discreta em São Paulo, na presença do presidente nacional do partido, Baleia Rossi, e do presidente do MDB no Paraná, deputado federal Sérgio Souza. Ao falar sobre a saída do PSD para o MOD, Greca garantiu que segue na base do governador Ratinho Junior e será apoiador da futura candidatura do governador ao Palácio do Planalto.

A discrição foi só no ato de filiação. No dia 24 de março, a entrada de Greca no MDB será anunciada oficialmente, em Brasília, na sessão solene comemorativa dos 60 anos do partido, a ser realizada no auditório Ulisses Guimarães, no Congresso Nacional. Greca deve fazer um longo discurso, como um dos oradores oficiais dos festejos.

“O que volta nunca se foi. Escolhi o MDB porque entendo que a manutenção da Democracia deve ser o maior propósito, sem polarização, sem entranhas de posse e com essência de dádiva / para não macular a prática política” afirmou Greca.

A filiação de Rafael Greca ocorre dois dias após a cerimônia de recebimento do título de Doutor Honoris Causa pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Greca é Engenheiro Urbanista, formado pela Universidade Federal do Paraná, Urbanista 1979, tendo conquistado os prêmios Mundial do Habitat, em 1996, e de Cidade Mais Inteligente do mundo para Curitiba, em 2023, durante o Workd Smart City, em Barcelona, e o Prêmio de prefeito líder do IFS – Fórum Internacional de Sustentabilidade. É ainda professor emérito da UTFPR.

Professores municipais de Califórnia protestam por reajuste salarial em frente à Prefeitura

 


Professores municipais de California realizaram um protesto em frente à sede da Prefeitura Municipal no fim da tarde desta quinta-feira (19). A mobilização, organizada logo após o encerramento do turno escolar, busca pressionar o Executivo a abrir uma mesa de negociação efetiva para tratar da defasagem salarial da categoria, estimada em mais de 15%. Segundo Isabel Cristina de Oliveira Azevedo, presidente da APP-Sindicato de Apucarana, que também representa os professores municipais da cidade, a classe se sente excluída das prioridades da gestão e este reajuste também seria uma promessa de campanha do prefeito Paulo Chileide (PSDB). Mais de 100 funcionários fazem parte da categoria.

De acordo com a liderança sindical, as tentativas de diálogo ocorrem desde o ano passado, mas a prefeitura tem adiado a apresentação de uma proposta oficial. A principal reivindicação é a correção da tabela salarial, que poderia ser aplicada de forma parcelada, respeitando o orçamento municipal existente. "Precisamos que o prefeito converse com a categoria. Há orçamento para corrigir essa defasagem, é claro que não tudo de uma vez, mas pelo menos para que ela seja corrigida em algumas parcelas", comentou.


Ainda segundo a presidente, o prefeito chegou a marcar uma reunião para a tarde desta quinta-feira, mas o encontro não ocorreu de forma oficial. Alguns representantes municipais da categoria compareceram ao local, porém não houve apresentação de propostas nem formalização de novos prazos. Há uma sinalização informal de uma reunião para esta sexta-feira, às 14h, mas o sindicato aguarda a confirmação documental para validar a agenda. "Eles não reconhecem a APP como sindicato da classe. Eles precisam oficializar estas reuniões para que a gente possa negociar", acrescentou Isabel Cristina.

O calendário de mobilização continua na próxima semana, com uma manifestação marcada para esta segunda-feira (23) na Câmara de Vereadores. Na terça-feira (24), os profissionais da educação realizam uma Assembleia Extraordinária para avaliar os resultados das conversas com o Executivo. Caso não ocorra avanço nas negociações até o início da próxima semana, a categoria não descarta a deflagração de uma greve na rede municipal de ensino.

Brasil mantém 2ª maior taxa de juros reais do mundo

 


Mesmo após o Banco Central ter anunciado, uma redução na taxa básica de juros, o movimento não foi suficiente para retirar o Brasil da segunda posição entre as maiores taxas de juros reais do mundo. Com um índice de 9,51%, o país permanece atrás apenas da Turquia, que lidera o levantamento global com 10,38%. Os dados constam no Ranking Mundial de Juros Reais.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) estabeleceu um corte de 0,25 ponto percentual, fixando a Selic em 14,75% ao ano. Trata-se do primeiro alívio monetário promovido pela instituição desde maio de 2024, quando a taxa havia sido alterada de 10,75% para 10,5%. A medida confirmou as projeções de analistas que previam uma postura mais conservadora do BC devido ao agravamento do cenário externo.

O atual cenário de guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, gerou uma onda de desconfiança na economia global. O bloqueio do tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária Iraniana é o principal ponto de pressão, já que a rota é responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo mundial. Esse fator pesou na revisão das expectativas do mercado nacional.

Até o início desta semana, o Boletim Focus registrava 23 semanas consecutivas de apostas em um corte mais agressivo, de 0,5 ponto percentual. No entanto, o relatório publicado na segunda-feira (16) já indicava que os investidores “puxaram o freio”, passando a prever o ajuste mais moderado de 0,25 ponto que acabou se concretizando.

O Copom tem novo encontro agendado para os dias 28 e 29 de abril, quando deve reavaliar o patamar da Selic frente aos desdobramentos da crise internacional.

Abaixo, confira os dez países com as maiores taxas de juros reais no ranking global:

PosiçãoPaísJuro real (%)
1Turquia10,38%
2Brasil9,51%
3Rússia9,41%
4Argentina9,41%
5México5,39%
6África do Sul5,22%
7Indonésia3,31%
8Hungria3,02%
9Colômbia2,99%
10Filipinas2,81%


PF afirma que CPMI do INSS restaurou dados de Vorcaro apagados por ordem do STF


 











A Polícia Federal divulgou nesta que dados relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, excluídos por determinação do ministro André Mendonça, do STF, foram reintroduzidos nos sistemas do Senado a pedido da presidência da CPMI do INSS.

Segundo a corporação, a ação gerou um novo fluxo de download “fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente”. A PF afirmou que comunicou os fatos ao magistrado relator do caso.

Na terça-feira (17), a PF recolheu todo o material do ex-controlador do Banco Master, que foi lacrado e formatado conforme determinação do STF. A decisão também proibiu o acesso de parlamentares e assessores à sala-cofre do Senado.

Mendonça justificou a medida como forma de preservar o sigilo sobre a vida privada dos investigados pela Operação Compliance Zero. Entre os arquivos, há imagens pessoais e fotos com parlamentares em momentos privados, de acordo com nota oficial da PF.

O caso segue sob acompanhamento judicial, e a corporação afirmou que continuará tomando as medidas necessárias para manter a integridade dos dados sob custódia legal.

Fundo ligado à Reag teria recebido R$ 1 bilhão de empresas ligadas à lavagem de dinheiro do PCC.

 


Relatórios enviados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontam que o fundo Gold Style, administrado pela Reag Investimentos, recebeu cerca de R$ 1 bilhão de empresas investigadas por ligação com o Primeiro Comando da Capital. Os dados foram encaminhados à CPI do Crime Organizado no Senado e abrangem movimentações entre 2023 e 2025.

De acordo com as informações, os repasses incluem valores expressivos de companhias apontadas pela Polícia Federal do Brasil como parte de um esquema de lavagem de dinheiro no setor financeiro. Entre elas está a Aster Petróleo, que teria transferido mais de R$ 750 milhões ao fundo, além de fintechs como BK Bank e Inovanti, também citadas nas investigações.

O fundo, que possui cerca de R$ 2 bilhões em ativos segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários, também realizou movimentações relevantes. Um dos comunicados indica o envio de R$ 180 milhões para uma empresa ligada a familiares do banqueiro Daniel Vorcaro, preso em operação recente.

Reag Investimentos já foi alvo de operações como a Compliance Zero e a Carbono Oculto, que investigam esquemas bilionários de fraude e lavagem de dinheiro. A suspeita é que a estrutura de fundos da empresa tenha sido usada para ocultar a origem de recursos ilícitos e dificultar a identificação dos beneficiários finais.

As investigações seguem em andamento e devem aprofundar a análise sobre o uso de fundos de investimento em operações financeiras suspeitas, ampliando o cerco a organizações criminosas que atuam no sistema financeiro.

Com informações do G1


Economia R$ 3,5 BILHÕES PARADOS: Dinheiro da segurança pública encalha enquanto violência avança no país.

 


Mais de R$ 3,5 bilhões destinados à segurança pública seguem sem uso no Brasil, mesmo diante do avanço da criminalidade. Levantamento do Instituto Rui Barbosa aponta que R$ 3,57 bilhões do Fundo Nacional de Segurança Pública ainda não foram aplicados em ações de combate à violência.

A informação é da colunista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles. Entre 2019 e 2025, quase R$ 7 bilhões foram repassados a estados e ao Distrito Federal, mas quase metade desse valor permanece parada e pode até ser perdida. A situação acendeu o alerta de órgãos de controle, que veem falhas graves na execução dos recursos.

Diante do cenário, 23 Tribunais de Contas decidiram realizar uma auditoria nacional para investigar o destino dos valores. A ação será coordenada pelo comitê do IRB em parceria com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

Os recursos poderiam ser utilizados em áreas estratégicas, como inteligência policial, combate ao crime organizado, enfrentamento à violência contra a mulher, além da compra de equipamentos, viaturas e modernização de estruturas das forças de segurança.

Além do desperdício, há o risco de perda definitiva do dinheiro caso os prazos legais não sejam cumpridos. Estados precisam comprovar a execução mínima dos valores recebidos, sob pena de ver bilhões voltarem aos cofres da União sem qualquer impacto real na segurança da população.


No STF, Moraes e Flávio citam episódio na Papudinha e reforçam risco à saúde de Bolsonaro

 


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou com o ministro do STF Alexandre de Moraes no gabinete do magistrado em Brasília. O encontro, solicitado por Flávio, teve como pauta a situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, internado desde sexta-feira (13) com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração.

Segundo informações de aliados, a conversa durou cerca de 20 minutos e contou com a presença do advogado Paulo Cunha Bueno, defensor de Bolsonaro. O senador apresentou detalhes sobre o estado de saúde do pai e pediu a avaliação de uma prisão domiciliar humanitária.

O ex-presidente segue internado em Brasília e, conforme boletim médico, vem apresentando melhora clínica. A defesa já havia solicitado que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar devido ao risco à saúde, especialmente pela dificuldade de acompanhamento contínuo durante a noite.

Pessoas próximas relataram que Moraes ouviu Flávio atentamente e reconheceu a gravidade do quadro, destacando a relação entre pai e filho, sem discutir questões políticas. Após a reunião, o senador afirmou a jornalistas que o encontro foi “tranquilo” e “objetivo”, e que o ministro vai avaliar a solicitação.

O pedido de prisão domiciliar ainda não tem prazo para decisão. O encontro foi intermediado por um ministro de tribunal superior de Brasília, com bom relacionamento tanto com Flávio quanto com Moraes.


AGORA É NUNES MARQUES: Master e JBS repassam R$ 18 mi a consultoria que pagou filho do ministro

 


O Banco Master, de Daniel Vorcaro, e a JBS, dos irmãos Batista, repassaram R$ 18 milhões a uma empresa de consultoria que realizou pagamentos ao filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. A informação é do jornal O Estadão.

Segundo relatório do Coaf, obtidos pelo jornal, o Master enviou R$ 6,6 milhões à Consult Inteligência Tributária entre agosto de 2024 e julho de 2025. No mesmo período, a JBS repassou outros R$ 11,3 milhões.

Os valores correspondem à totalidade recebida pela empresa no intervalo analisado, apesar de a consultoria declarar faturamento de apenas R$ 25,5 mil.

A discrepância levou o Coaf a classificar as movimentações como “incompatíveis com a capacidade financeira” da empresa, “indicando que alguns dos valores podem ter origem não formal”.

Entre os pagamentos feitos pela consultoria, o órgão identificou 11 repasses que somam R$ 281.630 ao advogado Kevin de Carvalho Marques, de 25 anos, filho de Nunes Marques. Os pagamentos foram realizados por meio do escritório do próprio advogado, do qual ele é o único responsável, segundo registros da OAB.

Em seu site profissional, retirado do ar, Kevin se apresentava como advogado “com um ano de experiência na OAB”. “Tenho me dedicado a entender profundamente as complexidades do sistema tributário brasileiro, buscando soluções eficientes e personalizadas para cada cliente”, dizia o texto.

Kevin Marques também atua como um dos procuradores da Refit, antiga Refinaria Manguinhos, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Seu pai era desembargador do tribunal quando foi indicado ao Supremo, em 2020.

A Consult Inteligência Tributária foi aberta em 2022 por Francisco Craveiro de Carvalho Junior, contador de Teresina (PI), cidade natal de Nunes Marques. A empresa tem endereços em Barueri (SP) e Brasília (DF).

Ao Estadão, Kevin Marques afirmou que os pagamentos são lícitos, decorrentes do exercício regular da advocacia “voltada ao fisco administrativo”. O ministro Kassio Nunes Marques não comentou o caso.

Em nota, a JBS declarou ao jornal que contrata consultores “para apoiar sua atuação” na área tributária, incluindo a Consult. O Banco Master foi procurado, mas não se manifestou.

A Consult informou que presta serviços de auditoria e consultoria tributária, além de desenvolvimento de sistemas e migração de dados. Sobre os pagamentos ao advogado, disse apenas que se referem a “prestação de serviços técnicos e de assessoria jurídica para a Consult, entre 2024 e 2025”.

Em novembro de 2025, após os repasses, o fundador da empresa deixou a sociedade e negociou o recebimento de R$ 13 milhões em lucros até 2028. Ele retornou ao quadro societário em março deste ano. Segundo a empresa, a mudança fez parte de uma reorganização interna.


Gilmar anula quebra de sigilo de fundo comprador de resort ligado a Toffoli

 


O ministro do STF Gilmar Mendes anulou a aprovação de um requerimento da CPI do Crime Organizado que determinava a quebra de sigilos fiscal e bancário de um fundo com participação no Tayayá Resort.

O pedido, apresentado pelo senador Sergio Moro, mirava um fundo ligado à empresa Reag, investigada pela Polícia Federal no caso Banco Master.

Na decisão, Mendes apontou irregularidade na votação em bloco do requerimento, já questionada pelo ministro Flávio Dino.

O fundo investigado adquiriu participação no resort, anteriormente ligada a empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio. Toffoli afirma não ter relação com os envolvidos nem ter recebido valores ligados ao caso.