segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Inmet emite alerta de granizo para Paraná e nova onda de frio prevê 3ºC

 



A frente fria que atua sobre o Paraná pode provocar chuvas localizadas no Paraná a partir desta segunda-feira, 3 de agosto. As instabilidades começam pelo Oeste e Sudoeste do Paraná, que está sob alerta amarelo de tempestade com perigo potencial de chuva com granizo. Após uma semana que deve terminar com chuva, uma nova onda de frio derruba os termômetros e Curitiba pode ter 3ºC de mínima.

O alerta é do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e válido até as 23h59 desta segunda. A previsão é de chuvas de até 50 mm/dia, ventos intensos entre 40 e 60 km/h e queda de granizo, com baixo risco de corte de energia elétrica, alagamentos, queda de galhos e estragos em plantações.

Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), nesta segunda, as áreas de instabilidade se desenvolvem ao longo do dia entre as regiões Noroeste, Oeste, Sudoeste e Centro-Sul paranaense.

Esse sistema também está associado a um cavado meteorológico em altos níveis da atmosfera (acima de 7 km de altura) que intensifica as chuvas em algumas cidades.

As temperaturas na faixa Oeste do Paraná ficam entre 24°C e 28°C, e na faixa leste ao redor dos 24°C, com nebulosidade variável. No Norte do Estado, nos municípios mais próximos à divisa com São Paulo, as temperaturas podem chegar aos 30°C. O ar quente e úmido, com possibilidade de chuva na faixa oeste, segue na terça-feira (04).

Na quarta-feira (05), uma frente fria avança pelo oceano e aumenta a instabilidade no Paraná. A chuva segue atuando de forma irregular, mas ficará mais intensa, com possibilidade de ocorrência de tempestades de forma bem localizada, no Oeste e Sudoeste do Paraná. As temperaturas máximas se mantêm na faixa dos 24°C na Região Metropolitana de Curitiba, e próximas dos 28°C na região de Londrina.

O tempo muda entre a noite de quinta (06) e a sexta-feira (07). A frente fria avança pelo Sul do Brasil e chega até o Paraná, aumentando o risco de tempestades.

Há previsão de chuva forte, com raios, rajadas de vento intensas, e possibilidade de ocorrência de granizo. Em decorrência da chuva, as temperaturas máximas diminuem bastante, e não passam dos 23°C no Norte.

Acidente entre dois carros deixa um morto e cinco feridos na PR-444 em Mandaguari

 



Um homem de 28 anos morreu e outras cinco pessoas ficaram feridas em um grave acidente envolvendo dois carros, com placas de Apucarana e Arapongas, no final da noite de domingo (2), na altura do quilômetro 32 da PR-444, em Mandaguari, na região norte do Paraná. A colisão ocorreu por volta das 23h20.

A vítima fatal, que ainda não foi identificada, conduzia um VW Gol, com placas de Arapongas. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, sendo o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o motorista estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida há mais de 30 dias.

No mesmo veículo, havia dois passageiros. Eles sofreram ferimentos e foram socorridos por ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levados a um hospital em Maringá.

O segundo veículo envolvido no acidente é uma BMW X1, com placas de Apucarana. A condutora, de 48 anos, e outras duas passageiras, ambas de 37 anos, também ficaram feridas. O resgate foi realizado por equipes conjuntas do Siate e do Samu. A motorista e uma das passageiras foram encaminhadas ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Mandaguari, enquanto a terceira ocupante da BMW foi levada ao Hospital Bom Samaritano, em Maringá.

As autoridades confirmaram que o tempo estava bom no momento da batida, mas o trecho onde ocorreu a colisão tem ultrapassagem proibida. Com o impacto, os dois carros ficaram destruídos. Como nenhum responsável pôde assumir a liberação no local, ambos os veículos foram recolhidos pelo guincho da concessionária EPR Vias e levados ao pátio da Polícia Rodoviária em Rolândia.

Bandeira amarela é mantida em agosto e conta de luz seguirá com cobrança extra pelo 4º mês seguido


 













A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de agosto. Com isso, os consumidores continuarão pagando um adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A cobrança extra está em vigor desde abril e será aplicada pelo quarto mês consecutivo.

Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira ocorre devido à redução das chuvas durante o período seco, o que diminui o nível dos reservatórios das hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.

Na prática, uma residência que consumir 200 kWh no mês terá um acréscimo de R$ 3,77 na conta de luz. Para um consumo de 300 kWh, o adicional será de aproximadamente R$ 5,66.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente o custo da geração de energia. Atualmente, a bandeira verde não tem cobrança extra, enquanto as bandeiras amarela e vermelha aplicam valores adicionais conforme as condições de geração elétrica no país.

Disputa pelo Governo do Ceará: Aliados de Elmano veem vantagem de Ciro no debate sobre segurança


 













O entorno do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), avalia que o ex-ministro e adversário Ciro Gomes tem ao menos uma vantagem clara sobre o petista: o debate sobre segurança pública e combate ao crime organizado.

Na avaliação de aliados de Elmano, Ciro projeta imagem de linha-dura ao tratar do tema. Outra característica apontada é a capacidade do ex-governador de comunicar de forma mais clara suas propostas para enfrentar o crime organizado no estado.

Como exemplo, pessoas próximas a Elmano citam o evento em que Ciro confundiu um gesto feito por um apoiador com um símbolo associado à facção criminosa Comando Vermelho e pediu que ele fosse preso. “Meu irmão, você tá querendo ser preso? Vai começar aqui. O cara tá fazendo o símbolo do Comando Vermelho ali. Prende ele”, disse Ciro.

O episódio ocorreu durante o lançamento de sua pré-candidatura ao governo do Ceará no dia 16 de maio. Na ocasião, Ciro foi imediatamente corrigido por pessoas da plateia e por sua esposa, Giselle Bezerra, e pediu desculpa ao apoiador.

À época, o próprio Ciro publicou vídeo nas redes sociais dizendo que, entre os apoiadores, a reação foi interpretada como sinal de sua “obsessão de combater a criminalidade”, já entre a oposição, um indicativo de que a “impulsividade” o domina.

Metrópoles 

Ação contra Lula no TSE por ‘pedidos explícitos de voto’ em convenção do PT na Bahia é distribuída a Mendonça


 










O partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), além do Partido dos Trabalhadores, alegando propaganda eleitoral antecipada durante a convenção estadual do PT, realizada em Salvador.

A ação foi distribuída ao ministro André Mendonça e pede, em caráter liminar, a retirada dos vídeos do evento das plataformas digitais.

Segundo o partido, Lula fez pedidos explícitos de voto para si e para aliados antes do início oficial da campanha eleitoral, o que, segundo a legenda, descaracteriza o caráter intrapartidário do evento.

Não há qualquer margem para dúvida, o presidente da República fez repetidos pedidos explícitos de voto, mesmo reconhecendo publicamente que ainda não poderia ser candidato. A legislação eleitoral é rigorosa demais, mas ela precisa valer para todos. Não faz sentido todos os outros candidatos se esforçarem para seguir a lei, enquanto o Lula faz o que bem entende como se fosse intocável. O Novo vai reagir sempre que houver tentativa de transformar a máquina e a visibilidade do poder em vantagem eleitoral indevida“, declarou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.

Durante a convenção, Lula afirmou: “Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança“.

Na ação, o Novo também cita a condenação recente de Lula por propaganda eleitoral antecipada em outro processo e pede que o TSE reconheça a irregularidade, aplique a multa máxima prevista na legislação e determine a remoção dos vídeos do evento.

Com informações de CNN Brasil

Milei volta a chamar Lula de ‘ladrão’ e ‘corrupto’


 















O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo, 2, uma semana depois de declarações do argentino provocarem uma crise diplomática entre os dois países. Em entrevista ao canal LN+, Milei chamou Lula de “ladrão”, “corrupto” e “presidiário”.

“É um ladrão, é um corrupto, foi condenado por ser ladrão e corrupto, ficou preso, por isso também é verdade o que disse sobre ser presidiário”, afirmou. Milei alegou ainda que Lula teria sido libertado por uma “falha administrativa do processo” e não por ser inocente.

As condenações de Lula na Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, após a Corte concluir que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos. Com isso, o petista recuperou os direitos políticos. O STF também reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no processo do tríplex do Guarujá.

Ao ser questionado sobre as declarações feitas anteriormente contra Lula, Milei voltou a sustentar as acusações. “A pergunta é: eu menti?”, disse.

Os primeiros ataques ocorreram durante a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil, em evento realizado em São Paulo. O senador enfrentará Lula nas eleições de outubro.

As falas levaram o governo brasileiro a chamar para consultas o embaixador do País em Buenos Aires. O Itamaraty também convocou o representante argentino em Brasília para manifestar “repúdio” e cobrar explicações pelas declarações contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Durante a semana, o governo argentino tentou reduzir a tensão. O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, afirmou que não havia possibilidade de rompimento das relações com o Brasil, principal parceiro comercial da Argentina.

Neste domingo, porém, Milei retomou os ataques e acusou Lula, sem apresentar provas, de promover “interferência política” na Argentina e em outros países da região.

O argentino também reclamou das reações às suas declarações e afirmou que críticas feitas a ele pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, não provocaram repúdio semelhante.

“Quando me insultam, está tudo bem. Agora, se eu respondo, está errado. O pior é que eles acusam com mentiras, e eu respondo com verdades”, declarou.

Lula, de 80 anos, oficializou neste domingo sua candidatura a um quarto e último mandato. Milei ainda não lançou formalmente sua candidatura à reeleição, mas tem intensificado o discurso de confronto antes da disputa presidencial argentina, marcada para outubro de 2027.

Estadão

André Mendonça apura se diretor-geral da PF obstruiu justiça em caso do INSS


 












Uma das principais investigações em curso no país abriu uma grave crise institucional entre dirigentes dos órgãos que comandam o processo.

Há mais de um mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pelo caso, determinou que a Polícia Federal submetesse a ele todos os documentos brutos referentes às apurações da Farra do INSS, revelada pelo Metrópoles.

André Mendonça também ordenou que qualquer alteração na equipe que investiga o caso fosse previamente autorizada por ele.

Um dos escândalos mais rumorosos da atualidade, as fraudes no INSS impactaram o país pelo alcance de vítimas, amplo envolvimento de personagens poderosos e volume de dinheiro desviado de aposentados. Entre os investigados, está Lulinha, o filho do presidente da República.

A determinação do ministro André Mendonça, no entanto, foi mal recebida na PF. Por lei, o delegado de polícia tem autonomia para conduzir a investigação.

A PF alega que o procedimento habitual seria analisar documentos apreendidos, dados extraídos de celulares, elaborar um relatório e encaminhá-lo ao gabinete do ministro. A PF também dispõe de uma cadeia de custódia das provas.

A decisão do ministro se ampara em dois objetivos. O primeiro é preservar a autonomia da polícia federal e evitar que haja interferência política ou seletividade no curso das investigações. Além disso, garantir o acesso à defesa dos elementos já produzidos e das diligências já encerradas, nos termos da Súmula Vinculante 14 do Tribunal.

O ministro foi informado de que depoimentos já colhidos não estariam sendo juntados aos autos, assim como não estariam sendo apresentados os relatórios periódicos sobre o andamento das investigações, conforme determinado pelo relator.

A PF tem resistido em cumprir a ordem de Mendonça. A coluna apurou que o ministro reagiu e determinou o esclarecimento da questão, que pode ensejar desobediência processual e obstrução de justiça.

As providências de Mendonça chegaram ao conhecimento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que manteve sua posição de não compartilhar os dados e remeteu a contenda para a Advocacia-Geral da União (AGU). A interlocutores, o diretor-geral da PF diz que só falta chegar a ordem de prisão.

O caso transformou-se em uma batata quente. O chefe da AGU, ministro Jorge Messias, é próximo de André Mendonça e contou com o apoio dele em sua indicação ao Supremo, posteriormente rejeitada pelo Senado.

Há uma promessa de Lula de que, se reeleito, repetirá a indicação. Nesse cenário, criar um atrito com um amigo e possível futuro colega de tribunal não é algo que Messias deseje. O ministro da AGU, inclusive, está de férias.

O episódio também gerou desapontamento no Palácio do Planalto com a postura do ministro da Justiça, Wellington César Lima, que se manteve neutro diante do embate. Para delegados da PF, na qualidade de chefe da Polícia, o ministro deveria ter saído em defesa da autonomia da PF para conduzir as investigações.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também evitou se envolver na crise. De um lado, avisou que não pretende questionar a ordem do ministro André Mendonça. De outro, sinalizou que não concorda com pressão sobre o diretor-geral da PF.

O choque decorre de uma divergência de entendimento. Por um lado, Andrei Rodrigues questiona a determinação de Mendonça, porque o ministro não teria indicado no despacho fatos que comprovassem a atuação irregular da PF para justificar uma medida que soa para os delegados como intervenção. Por outro lado, o ministro André Mendonça tem afirmado publicamente que vai garantir a qualquer custo uma investigação republicana sobre o escândalo, sem vazamentos ou interferências políticas.

Por Andreza Matais, Metrópoles

Geral Senador americano divulga informações sobre possível origem da Covid-19


 











O senador republicano Rand Paul divulgou milhares de páginas do diário pessoal do médico Anthony Fauci, que atuou como um dos principais conselheiros do presidente Donald Trump e do ex-presidente Joe Biden na resposta à Covid-19. As revelações detalham a disputa política no período da pandemia, entre 2019 a 2022, e as possíveis origens da doença.

A divulgação ocorreu antes do cientista participar de uma audiência no Senado sobre suas ações durante esse perído. Informações divulgadas pela emissora CNN apontam que Fauci invocou seu direito à Quinta Emenda da Constituição americana, que protege contra a autoincriminação.

O senador republicano Rand Paul, que atua como presidente do Comitê de Segurança Interna do Senado, intimou o ex-conselheiro de saúde a comparecer na audiência como parte da investigação do painel sobre as origens do vírus que provocou a pandemia.

O congressista defende a teoria de que a doença surgiu de um vazamento no Instituto de Virologia de Wuhan, na China, em vez de ter sido transmitido naturalmente de animais para humanos. Ao lado de aliados, ele acusa Fauci e outros funcionários do governo democrata de enganarem o público e o Congresso sobre a origem do surto ao não darem espaço para a hipótese.

Relação tensa com Trump e obsessão com a imprensa

Entre os trechos do diário extraídos estão críticas ao presidente Donald Trump. A pandemia teve início ainda durante seu primeiro mandato, o que permitiu a Fauci trabalhar ao lado de Trump durante o primeiro ano do surto.

O cientista do Instituto Nacional de Saúde reclamou em particular das “conversas desconexas” que teve com o líder republicano, além de ter ficado com uma certa obsessão pela cobertura midiática sobre seu papel nesse período.

No primeiro contato que tiveram, na Sala de Situação, em 29 de janeiro de 2020, o cientista relata que o presidente Trump o tratou respeitosamente, com elogios.

Ele escreveu: “O Presidente entrou e a primeira coisa que disse ao me olhar foi: ‘Anthony, você é realmente uma pessoa famosa. Meu bom amigo Lou Dobbs… me disse que você é uma das pessoas mais inteligentes, experientes e excepcionais que ele conhece.’ Ele então ficou por 20 minutos e me fez a maioria das perguntas. Fiquei surpreso e muito satisfeito, e os assessores ficaram claramente impressionados e admirados.”

Em fevereiro, no entanto, a situação começou a mudar. Ele escreveu que Trump o havia telefonado para falar sobre a situação da covid, e Fauci disse que o “encorajou a não minimizar a gravidade da situação, pois, se piorasse, pareceria que ele estava acobertando algo. … Achei que ele tivesse entendido o que eu disse, mas, no dia seguinte, ele minimizou a situação novamente.”

Em dois escritos posteriores, Fauci escreveu sobre estar cada vez mais cansado dos “discursos desconexos” de Trump. Além de alternar entre elogios e críticas ao presidente, o médico demonstrou uma certa obsessão com a mídia. O médico fez anotações sobre as inúmeras entrevistas e aparições que concedeu durante a pandemia. Ele chegou a usar o temo “Fauci 5”, uma referência a quando apareceu em todos os cinco principais telejornais matinais de domingo.

Gazeta do Povo

Paraguai envia “nota de repúdio” ao Brasil após fala de Lula sobre Guerra da Tríplice Aliança


 













O governo do Paraguai entregou uma nota de repúdio às declarações do presidente Lula (PT) acerca dos comentários do petista sobre a Guerra da Tríplice Aliança. O documento foi entregue ao embaixador do Brasil no país, Marcondes de Carvalho, após ele ter sido convocado pelo presidente paraguaio para prestar esclarecimentos sobre as falas do chefe do executivo brasileiro.

A formalização do repúdio endereçado ao governo brasileiro, conforme informou a chancelaria paraguaia, foi entregue a Marcondes após o diplomata comparecer ao ato convocatório promovido pelo governo local. De acordo com o governo do país, a nota encaminhada ao Brasil expressa “desagrado e rejeição absoluta às recentes declarações do presidente brasileiro”.

Em reação às declarações de Lula, o governo de Santiago Peña convocou o embaixador brasileiro no país para prestar esclarecimentos. Na diplomacia, a convocação de um embaixador é considerado um ato de reprimenda, com o objetivo de transmitir insatisfação ao outro país.

“A dignidade do Paraguai não é negociável. Quero que saibam que, sob a liderança do Presidente Santiago Peña, abordamos esta questão ao mais alto nível desde o início. A diplomacia tem seu próprio tempo e procedimentos, e acreditem, a serenidade do Presidente tem sido fundamental para gerir esses tempos e procedimentos”, afirmou Rubén Ramírez Lezcano, chanceler do Paraguai.

O que foi a Guerra da Tríplice Aliança

  • A Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como Guerra do Paraguai, foi o maior conflito armado da história da América do Sul.
  • Seu estopim foi a intervenção militar do Império do Brasil na guerra civil uruguaia, movimento interpretado pelo governo de Francisco Solano López como uma ameaça ao equilíbrio de poder na Bacia do Prata.
  • Em resposta, o Paraguai declarou guerra ao Brasil e, posteriormente, entrou em conflito também com Argentina e Uruguai, que formaram a Tríplice Aliança.
  • O conflito terminou em 1870, após cinco anos de combates, deixando o Paraguai devastado territorial, econômica e demograficamente.
  • Estimativas paraguaias apontam que cerca de 70% da população do país morreu durante a guerra, tornando o episódio um dos maiores traumas da identidade nacional.

Fala de Lula

O presidente Lula provocou uma crise diplomática com o Paraguai ao afirmar que o país vizinho “resolveu invadir o Brasil” durante a Guerra do Paraguai. A declaração do mandatário brasileiro ocorreu na última sexta-feira (24/7) durante agenda em São Paulo. Na ocasião, Lula afirmou que o Paraguai deu início a um dos maiores conflitos da América do Sul após invadir o Brasil e o Uruguai.

“A gente gosta de paz, mas a gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina. E aquela guerra que parecia que era nada durou cinco anos”, afirmou o presidente na última sexta.

A declaração não foi bem vista pelo país vizinho que reagiu diplomaticamente e convocou o embaixador brasileiro no país para prestar esclarecimentos. O Congresso do Paraguai também se manifestou em repúdio a declaração do petista ao afirmar que as declarações “destorcem” a história“.

Além da convocação ao embaixador, o chanceler paraguaio também contatou seu homólogo no Brasil, o ministro Mauro Vieira, para tratar sobre o episódio. Lula e o presidente Santigo Peña, que têm uma boa relação, também conversaram sobre as declarações do petista.

Ainda segundo o Paraguai, “a distorção dos fatos históricos não contribui para consolidar o futuro comum de ambos os povos, mas sim reabre antigas feridas”.

Com informações do Metrópoles