sábado, 28 de fevereiro de 2026

Unidade da Emater é arrombada e tem veículos furtados em Borrazópolis


 













A unidade da Emater de Borrazópolis, no Vale do Ivaí, foi alvo de criminosos durante a madrugada deste sábado (28). O prédio foi arrombado e dois veículos pertencentes ao órgão foram furtados.

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), a equipe foi acionada por volta das 2h35 para atender a ocorrência na Rua José Nalini, na área central de Borrazopolis. No local, os policiais constataram sinais de invasão, com o portão aberto e a porta dos fundos danificada.

Durante a vistoria no interior do imóvel, os policiais encontraram salas reviradas e confirmaram o furto de um notebook, uma impressora e um botijão de gás de 13 quilos. Também foram levados dois veículos utilizados pelo escritório local da instituição: um Volkswagen Polo Sense, placa UBC-0G36, e um Fiat Palio Essence 1.6, placa AXB-7595.

Segundo levantamento inicial, o prédio não possui sistema de monitoramento por câmeras. A PM também recebeu informação de que três pessoas foram vistas circulando nas proximidades antes do crime, o que pode ajudar na identificação dos suspeitos.

Após o registro da ocorrência, equipes policiais realizaram patrulhamento em Borrazópolis e repassaram alerta às cidades da região. Até o momento, os veículos e os demais objetos furtados não foram recuperados.

WhatsApp aperta regras para menores no Brasil e bloqueia exposição pública de perfis


 














WhatsApp começou a liberar no Brasil novas configurações de privacidade voltadas a usuários com menos de 18 anos. A mudança endurece o controle sobre quem pode visualizar informações do perfil, como “Última vez visto”, “Sobre” e links adicionados à conta.

Com a atualização, adolescentes não poderão mais deixar essas opções configuradas como “Todos”. Agora, ficam disponíveis apenas “Ninguém”, “Meus contatos” ou “Meus contatos, exceto…”. Na prática, isso impede que desconhecidos tenham acesso a dados que indicam presença online, descrição pessoal ou links para outras redes sociais.

Se a conta já estava configurada como “Todos”, o próprio aplicativo realiza a alteração automática para “Meus contatos”. O usuário recebe um aviso informando que a mudança foi aplicada em conformidade com a legislação brasileira, reforçando a necessidade de proteção adicional para esse público.

A iniciativa segue diretrizes do chamado ECA Digital, que estabelece que plataformas online devem adotar, por padrão, níveis elevados de segurança para crianças e adolescentes. A lógica é reduzir a exposição e minimizar riscos como assédio, golpes e coleta indevida de informações pessoais.

A novidade foi identificada inicialmente na versão beta 2.26.8.7 para Android e está sendo liberada gradualmente. Ainda não há data oficial para a chegada à versão estável, mas a expectativa é que a implementação para todos os usuários no país ocorra nas próximas semanas.

Com informações da CNN

Sócio oculto do Careca do INSS deve multa de R$ 7,7 milhões por corrupção

 


Apontado pela Polícia Federal (PF) como sócio oculto de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, o empresário Tiago Schettini Batista acumula mais de R$ 13,5 milhões inscritos em dívida ativa da União. Desse total, R$ 7,7 milhões são referentes a multa aplicada pela Controladoria-Geral da União (CGU) por envolvimento em um caso de corrupção no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A informação é do colunista Tácio Lorran, do Metrópoles. A penalidade foi imposta após a conclusão, em 2023, de um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) que apontou irregularidades em contratos de tecnologia. A empresa de Schettini, a B2T Consultoria, também foi declarada inidônea para contratar com a administração pública federal por cinco anos. As investigações identificaram indícios de superfaturamento e direcionamento em licitações.

O empresário já havia sido alvo da PF em 2020, na Operação Circuito Fechado, que investigou fraudes em contratos com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Agora, volta ao centro das apurações na chamada “Farra do INSS”, que apura descontos indevidos aplicados a aposentados.

Segundo a PF, Schettini mantinha sociedade oculta com o Careca do INSS e teria participação direta na Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca (CBPA), entidade investigada por operar os descontos irregulares. Os investigadores afirmam que ele exercia função operacional no esquema e dividia lucros, mas evitava exposição formal para dificultar rastreamento.

Alvo de mandado de prisão preventiva na Operação Sem Desconto, Schettini está nos Estados Unidos e tenta reverter a decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). Para a PF, mensagens e áudios indicam tentativa deliberada de blindagem por parte do grupo, com uso de empresas para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras investigadas.


Maduro pede arquivamento de processo nos EUA e acusa governo americano de interferência

 


O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que está detido nos Estados Unidos desde 3 de janeiro, pediu à Justiça americana que arquive o processo criminal que enfrenta por narcotráfico e conspiração relacionados ao tráfico de drogas. A defesa do líder deposto argumenta que o governo dos EUA estaria interferindo indevidamente no processo ao impedir que autoridades venezuelanas paguem seus honorários advocatícios, o que, segundo Maduro, compromete seu direito constitucional a uma defesa justa.

O ditador e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças especiais americanas em Caracas e levados para Nova York, onde se declararam inocentes das acusações durante audiência no início de janeiro. Eles continuam presos sem direito a fiança enquanto aguardam os próximos passos legais.

Na petição apresentada a um tribunal federal em Manhattan, o advogado de Maduro afirma que o Departamento do Tesouro dos EUA revogou sem explicação uma autorização que permitiria ao governo venezuelano pagar pelos custos da defesa legal, violando os direitos de seu cliente sob a Constituição americana. A alegação é de que isso prejudica a contratação de advogados de sua escolha.

O processo nos EUA acusa Maduro de ter usado seu poder enquanto governante para beneficiar organizações de tráfico de drogas e narcoterrorismo ao longo de seus anos no poder, com potencial de prisão perpétua se for condenado. Mesmo assim, a defesa sustenta que ele teria direito, como chefe de Estado, a financiamento público de sua defesa.

A próxima audiência sobre o caso ainda não tem data definida, e o movimento de Maduro para tentar derrubar a acusação representa mais uma reviravolta no embate jurídico e diplomático entre Washington e Caracas — um capítulo que pode ter impactos mais amplos na relação entre os dois países.


Ex-dirigentes do INSS delataram ex-ministro da Previdência de Lula


 














O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) foi citado em delações premiadas de ex-integrantes da cúpula do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no âmbito das investigações sobre descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas. Os relatos apontam que anexos da colaboração mencionam a atuação do então ministro durante o período em que o esquema teria se expandido dentro da estrutura da autarquia.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Lupi assumiu o cargo no início do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023, e foi demitido em maio de 2025, dias após a Polícia Federal deflagrar a Operação Sem Desconto. A investigação revelou um sistema que autorizava cobranças associativas diretamente nos benefícios previdenciários, muitas vezes sem consentimento dos segurados.

Durante sua gestão, o ministro defendeu publicamente dirigentes do INSS que mais tarde se tornaram alvo da PF. Segundo as apurações, os valores descontados indevidamente saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões em cerca de um ano, enquanto acordos com entidades eram firmados em ritmo acelerado.

As delações também citam Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que nega qualquer envolvimento. O relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, autorizou a quebra de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. A decisão elevou a tensão política e provocou confronto entre parlamentares na CPMI que investiga o caso.

As investigações seguem em andamento e devem aprofundar o papel de agentes públicos e privados no que já é considerado um dos maiores escândalos recentes envolvendo benefícios previdenciários no país. Se quiser, posso montar também versões alternativas de título mais agressivas ou mais institucionais.

Menções e passagens com mesmo localizador levaram PF a investigar Lulinha

 


Polícia Federal (PF) investiga Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após encontrar referências ao seu nome em conversas, documentos e depoimentos ligados a apurações sobre possíveis irregularidades. A investigação avançou após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para quebra de sigilo bancário e fiscal.

Segundo informações divulgadas pela analista de política da CNN Brasil, Jussara Soares, no programa CNN Prime Time, a apuração começou no fim do ano passado. A PF comunicou ao STF que havia identificado menções a Lulinha em conteúdos extraídos de celulares, além de registros em depoimentos e documentos reunidos na investigação.

Um dos pontos que motivaram o aprofundamento das diligências foi uma conversa envolvendo o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger. De acordo com os investigadores, ela seria apontada como possível intermediária entre Antunes e o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relatório não indica, até o momento, comprovação de sociedade entre Lulinha e Antunes.

Outro elemento considerado relevante foi o depoimento do empresário Edson Claro, que teria citado Lulinha como possível parceiro do investigado. Além disso, a PF identificou passagens aéreas adquiridas com o mesmo localizador para Lulinha e Luchsinger, sugerindo que as compras teriam sido realizadas de forma conjunta.

A autorização para a quebra de sigilo foi concedida em janeiro deste ano, mas permaneceu sob sigilo. A informação veio a público após discussão na CPMI do INSS nesta quinta-feira (26), inicialmente divulgada pelo site Poder 360 e posteriormente confirmada pela CNN Brasil. As investigações seguem em andamento.

Com informações da CNN


Gilmar manda inutilizar dados da CPI sobre empresa da família de Toffoli

 


O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou nesta a inutilização de eventuais dados já enviados à CPI do Crime Organizado envolvendo empresas ligadas ao ministro Dias Toffoli. As quebras de sigilo haviam sido aprovadas pela comissão.

A decisão atinge informações bancárias, fiscais e telemáticas — ou seja, dados financeiros, tributários e de comunicações — da empresa Maridt, ligada à família de Toffoli. No despacho, Gilmar ordena a “imediata inutilização/destruição do conteúdo” ou, de forma alternativa, que o material fique sob sigilo, com acesso restrito e proibição de compartilhamento, sob pena de sanções penais, administrativas e cíveis.

A medida foi tomada após recurso apresentado pela empresa ao STF. Para Gilmar Mendes, a CPI extrapolou o escopo da investigação definido no ato de criação do colegiado, ou seja, teria ido além do que estava autorizado a apurar.

A Maridt aparece como intermediária na negociação entre familiares de Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, investigado por suspeita de fraude financeira.

Segundo investigações, a empresa negociou a venda de participações no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR), para fundos associados ao banco. Toffoli deixou a relatoria do caso no STF após a divulgação de que relatórios da Polícia Federal citavam seu nome em dados extraídos do celular de Vorcaro.

O ministro afirmou que as menções são “ilações”, negou relação com o empresário e com Fabiano Zettel, informou que a Maridt saiu do negócio em fevereiro de 2025 e declarou não ter recebido valores nem ocupado cargo de direção na empresa.


O que tem no celular de Vorcaro? PF filtra conteúdo antes de liberar à CPMI


 














Polícia Federal ainda não encaminhou à CPMI do INSS o conteúdo extraído do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material está passando por uma triagem para separar exclusivamente informações relacionadas a operações de crédito consignado — foco da investigação parlamentar. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a limitação foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o compartilhamento parcial das provas no último dia 20.

A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A expectativa é que os documentos cheguem ao colegiado dentro de uma semana. Considerado peça central no suposto esquema bilionário envolvendo consignados, Vorcaro tem o conteúdo do aparelho cercado de tensão política. Parlamentares e integrantes do Judiciário acompanham o caso com apreensão diante do potencial impacto das revelações.

A decisão de Mendonça marcou uma reviravolta no caso. O compartilhamento das provas havia sido barrado anteriormente pelo ministro Dias Toffoli, que determinou que o material ficasse sob guarda da presidência do Senado. Ao autorizar o envio à CPMI, Mendonça argumentou que a Constituição prevê cooperação entre instituições na apuração de ilícitos e na defesa do interesse público.

O caso ganhou novos contornos após Toffoli deixar a relatoria das investigações, depois que a PF enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório apontando possíveis conexões entre o ministro e Vorcaro. Entre os pontos citados está a negociação envolvendo o resort Tayaya, do qual Toffoli admitiu ser sócio.

A demora no envio dos dados tem provocado irritação na comissão, especialmente entre parlamentares da oposição. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou o tempo de espera e afirmou que o colegiado “luta contra o tempo” para analisar o material antes que o calendário eleitoral intensifique ainda mais a disputa política em torno do caso.

Do “VAR” de Alcolumbre ao STF: o que pode acontecer com decisão da CPI do INSS sobre sigilos de filho de Lula

 


A decisão da CPI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, abriu um novo capítulo de tensão entre governo e oposição. Agora, o desfecho pode passar tanto pelo crivo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, quanto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A base governista questiona a validade da votação que aprovou 87 requerimentos em bloco, incluindo o que atinge o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parlamentares aliados alegam erro na contagem durante a votação simbólica conduzida pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Já a oposição sustenta que o quórum válido era o registrado na votação nominal anterior, quando 31 parlamentares estavam computados no painel.

Diante do impasse, aliados do governo se reuniram com Alcolumbre e pediram a anulação da deliberação. O presidente do Senado solicitou que as supostas evidências — como imagens e vídeos da sessão — sejam protocoladas formalmente para análise técnica da Advocacia da Casa, da Polícia Legislativa e da Secretaria-Geral da Mesa. Nos bastidores, o movimento é tratado como uma espécie de “VAR” institucional para revisar o procedimento.

Caso a via política não prospere, uma das alternativas em estudo é recorrer ao STF para contestar a legitimidade da votação. No entanto, governistas afirmam que a estratégia judicial só será adotada após esgotadas as tentativas de acordo no Congresso.

O clima esquentou ainda mais após troca de agressões entre parlamentares durante a sessão, evidenciando o nível de polarização em torno da investigação. Com versões divergentes sobre o quórum e a validade do rito adotado, o episódio promete novos desdobramentos tanto no campo jurídico quanto no político.

Com informações do O Globo