quinta-feira, 5 de março de 2026

Taxa de feminicídio cai no Paraná, mas oito mulheres são vítimas de violência a cada hora


 















Embora o Paraná tenha ampliado a infraestrutura de segurança contra a violência doméstica, ainda morrem mulheres no Estado vítimas de feminicídio. Os dados oficiais de 2025, aponta que 87 mulheres foram mortas pelos companheiros ou ex-companheiros. O número representa um recuo de 20,2% no Estado, em relação aos feminicídios ocorridos em 2024, quando 109 mulheres morreram. O Paraná registrou taxa de 0,73/100 mil habitantes em 2025, uma das menores do Brasil.

Nesta quarta, 4 de março, o Governo do Paraná fez a entrega de 54 novas viaturas destinadas à Patrulha Maria da Penha, da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp). Essa infraestrutura será usada no combate a violência doméstica no Estado. Um levantamento da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid) do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) revela que somente no mês de janeiro foram registrados 5.783 casos de violência doméstica no Paraná, ou seja, 186 casos por dia, quase oito por hora.

“Os números crescem dia a dia quando falamos de violência de gênero, mas a Câmara, com todo o empenho dos magistrados e equipes envolvidas, está comprometida com uma prestação jurisdicional técnica e acolhedora”, destaca a coordenadora da Cevid, desembargadora Cristiane Tereza Willy Ferrari.

Os automóveis entregues à Patrulha Maria da Penha nesta quarta serão utilizados na ampliação da capacidade de deslocamento das equipes pelos municípios, trarão mais agilidade no atendimento às vítimas, além de reforçar a fiscalização das medidas protetivas emitidas pelo Poder Judiciário. O investimento foi de R$ 9,2 milhões.

PIB: Brasil deixa grupo das 10 maiores economias do mundo em 2025; veja ranking.

 


Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025. No quarto trimestre, a alta foi de 0,1% sobre o trimestre anterior — o 39º melhor desempenho entre 50 países, segundo a Austin Rating.

Com isso, o Brasil encerrou 2025 como a 11ª maior economia do mundo, deixando o grupo das dez maiores. De acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional, o país deve manter essa posição em 2026. A Austin estima o PIB brasileiro em US$ 2,268 trilhões no ano passado.

Segundo a consultoria, a queda no ranking se explica principalmente pela valorização média da moeda russa em 2025, que impulsionou a Rússia. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 1,7%, com menor peso do agro e recuperação de indústria e serviços.

Ranking do PIB mundial em 2025 (em dólares)

  1. Estados Unidos – 26,1% do PIB mundial

  2. China – 16,6%

  3. Alemanha – 4,3%

  4. Japão – 3,6%

  5. Índia – 3,5%

  6. Reino Unido – 3,4%

  7. França – 2,9%

  8. Itália – 2,2%

  9. Rússia – 2,2%

  10. Canadá – 1,9% (2.278 bilhões de dólares)

  11. Brasil – 1,9% (2.268 bilhões de dólares)

No quarto trimestre, o Brasil superou economias como Canadá (-0,2%), Coreia do Sul (-0,3%), Noruega (-0,3%) e Irlanda (-0,6%), mas cresceu menos que Estados Unidos (1,4%), China (1,2%), Arábia Saudita (1,1%) e México (0,9%).


Calendário eleitoral: Janela partidária abre nesta quinta e deve mexer no quadro político do Paraná.

 


TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou o calendário eleitoral deste ano. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, a janela partidária – aquele período em que os políticos podem trocar de partido sem perder o mandato – vai começar nesta quinta-feira (5) e se estende até o dia 3 de abril, uma sexta-feira. Com vários impasses nas legendas no estado, o quadro eleitoral no Paraná deve ter trocas importantes a partir dos próximos dias.

Pode haver um troca-troca partidário no estado inclusive entre postulantes ao governo do estado. Caso dos pré-candidatos Alexandre Curi e Rafael Greca, ainda no PSD, mas com articulações avançadas para mudar de legenda neste período. Curi, presidente da Assembleia Legislativa, quer ser candidato com apoio do governador Ratinho Junior, mas já sabe que o preferido do governador é o secretário das Cidades, Guto Silva. Curi tem vaga garantida no Republicanos. Greca, que também deve deixar o PSD, ainda não tem uma legenda certa, mas tem conversas para compor com Curi na vaga de vice, caso a candidatura do presidente da Assembleia se confirme.

No fim de semana passado, em Foz do Iguaçu, Alexandre Curi chegou a falar abertamente em “nova composição política”, mas sem oposição a Ratinho. A ideia seria ter dois candidatos dando palanque e apoio ao governador Ratinho caso vingue sua candidatura à presidência da República. Da parte do governo, porém, há um esforço para que Curi fique no PSD e seja candidato ao Senado em uma das vagas na chapa a ser encabeçada por Guto Silva.

Outra pendência que pode render troca de partido diz respeito à candidatura do líder de todas as pesquisas ao governo estadual, o senador Sergio Moro (União). Como seu partido faz parte da Federação União Progressista, junto com o PP, é preciso que os dois partidos aprovem o nome a ser registrado. Até agora, a decisão do PP estadual é não endossar a candidatura de Moro, que pode ser obrigado a procurar outro partido para concorrer. Se o impasse se mantiver, Moro, que está na metade do seu mandato como senador e não risco de perda desse mandato, é possível que esse seja o caminho.

Moro ainda espera que as direções nacionais dos partidos da federação garantam a sua candidatura. Mas da parte do PP estadual,l que tem restrição ao seu nome, nada mudou em relação ao decidido em dezembro passado em Curitiba com a presença do presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira. Em reunião, a executiva estadual do PP anunciou que, por unanimidade, não assinaria o pedido de registro da candidatura de Moro. Ciro Nogueira disse então que respeitaria integralmente a decisão regional. Ainda assim, Moro deve se encontrar ainda esta semana em Brasília com o deputado federal Ricardo Barros, principal liderança do PP no estado, em mais uma tentativa de obter o apoio dos progressistas.

Os partidos também se mobilizam para atrair nomes bons de voto que concorram às demais vagas das eleições gerais, sobretudo para formar bancadas expressivas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Nas próximas semanas devem ser anunciadas novas filiações e trocas em praticamente todas as legendas.


STF, Congresso e governo discutem aumento do teto salarial como moeda de troca por fim de ‘penduricalhos’.

 


O Supremo Tribunal Federal, o governo federal e o Congresso Nacional discutem a possibilidade de reajustar o teto constitucional como forma de compensar o fim dos chamados “penduricalhos” nos salários do funcionalismo. A proposta integra uma regra de transição após decisões do STF que barraram supersalários e antes da edição de uma lei nacional para disciplinar o tema.

A hipótese enfrenta resistência no governo Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente na equipe econômica, que considera a medida inviável. No Congresso e no Judiciário, porém, o tema não é descartado, diante da pressão da magistratura. Em ano eleitoral, líderes admitem que um aumento seria impopular e, por isso, não valeria para 2026.

Elevar o teto significa reajustar o salário dos ministros do STF — hoje em R$ 46,3 mil — o que geraria efeito cascata em todo o serviço público. O último aumento foi aprovado em 2022. Paralelamente, ministros como Flávio Dino e Gilmar Mendes suspenderam verbas que ultrapassavam o teto.

Uma comissão criada pelo ministro Edson Fachin busca construir uma solução “coordenada e fiscalmente responsável”, que pode incluir lei nacional e regras mais rígidas para evitar pagamentos acima do limite constitucional.


Política Amiga de Lulinha vai ao STF contra quebra de sigilo aprovada pela CPMI do INSS


 












A empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acionou o STF para tentar derrubar a decisão da CPMI do INSS que determinou a quebra de seus sigilos. O pedido foi apresentado por meio de mandado de segurança e encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Roberta é investigada no inquérito que apura a chamada “Farra do INSS”. Na ação, a defesa afirma que a quebra de sigilo foi aprovada em votação “em globo” — ou seja, vários requerimentos analisados de uma só vez — sem debate individualizado. Segundo os advogados, 87 requerimentos teriam sido aprovados em conjunto na sessão de 26 de fevereiro de 2026, sem discussão específica sobre cada medida.

A quebra de sigilo da empresária foi aprovada na quinta-feira (26), na mesma votação em que a CPMI também aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula. Após a decisão, governistas acionaram o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar anular a deliberação.

Alcolumbre decidiu nesta terça-feira (3) manter a quebra de sigilo de Lulinha e dos demais alvos aprovados pela comissão. Agora, caberá ao STF analisar o pedido apresentado pela empresária.

Vorcaro “ocultou” R$ 2,2 bilhões de vítimas do Master em conta do pai

 


A decisão do minstro do STF André Mendonça de prender o dono do Banco Master, Daniel Vorcado, apontou que R$ 2,245 bilhões foram ocultados em nome do pai do empresário, Henrique Moura Vorcaro. O valor estava depositado junto à empresa CBSF DTVM, conhecida como REAG, e foi bloqueado por ordem judicial.

Vorcaro foi detido em São Paulo, nesta quarta-feira (4). As empresas envolvidas são investigadas no esquema de fraudes do Banco Master.

Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura a emissão de títulos de crédito falsos por instituições do Sistema Financeiro Nacional. Ele foi solto dias depois, com tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.

Segundo Mendonça, mesmo após a soltura, a organização criminosa continuou a ocultar recursos bilionários em nome de terceiros. A nova prisão foi motivada pela suspeita de tentativa de interferência nas investigações, com suposta ofensiva contra envolvidos e testemunhas do caso.

O que diz a defesa de Daniel Vorcaro?

Os advogados do empresário negam que seu cliente tenha obstruído investigações do caso Master. Veja a nota na íntegra:

A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.


Dino suspende quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

 


O ministro do STF Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de outros alvos aprovada pela CPMI do INSS em votação na quinta-feira (26/2).

A decisão foi proferida após a empresária Roberta Luchsinger, também alvo de quebra de sigilo, ingressar com um mandado de segurança no Supremo pedindo a suspensão da medida.

“Ante o exposto, concedo em parte a medida liminar para suspender os efeitos do ato impugnado e o cumprimento dos ofícios respectivos ou, subsidiariamente, caso já tenham sido encaminhadas informações, determino o sobrestamento e a preservação sob sigilo pela Presidência do Senado Federal. Não há obstáculo a eventual novo procedimento no âmbito da CPMI, desta feita com análise, debate, motivação e deliberação de modo fundamentado e individualizado. A adoção desses passos e ritos deve ser devidamente registrada em ata, como atendimento do dever constitucional de motivação”, escreveu Dino.

Metrópoles


Líder do governo no Congresso recua e desiste de ir ao STF tentar barrar quebra de sigilo de Lulinha

 


O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que não pretende acionar o STF para tentar anular a decisão da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ele, o assunto está “encerrado”.

A declaração foi dada após o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir manter a decisão da comissão. Alcolumbre se baseou em parecer da Advocacia do Senado que rejeitou recurso apresentado pela base do presidente Lula para anular as quebras contra o filho do petista.

“Está encerrada a questão. Nós não vamos depredar o Congresso Nacional por conta disso, nem o Supremo, nem o Palácio do Planalto como outros já fizeram num certo 8 de janeiro”, afirmou Randolfe. Ao ser questionado sobre possíveis novas medidas da base governista, ele reforçou que o tema “está resolvido”.

CLIMA TENSO: Lula evita encontro com Trump em meio a suspeitas sobre suposta base militar da China

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria atuado para adiar uma reunião prevista com o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, marcada para o dia 22, em meio a um ambiente de tensão diplomática. Nos bastidores, a avaliação é que o encontro poderia abrir espaço para questionamentos delicados sobre a política externa brasileira.

Entre os temas que circulam no debate político está a menção a um documento apresentado ao Congresso americano, chamado “Tucano Ground Station”, que faria referência a entendimentos estratégicos envolvendo a China. A existência de um eventual acordo para instalação de base militar estrangeira em território brasileiro, no entanto, não foi confirmada oficialmente pelo governo.

O Palácio do Planalto sustenta que as parcerias com a China estão concentradas em áreas como comércio, tecnologia e cooperação espacial, dentro de acordos institucionais já conhecidos. Ainda assim, o tema ganhou força na oposição, que cobra mais transparência sobre tratativas internacionais.

O ministro da Defesa foi convocado a prestar esclarecimentos na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, onde parlamentares prometem questionar possíveis acordos estratégicos e investimentos bilionários previstos para a área militar nos próximos anos.

Até o momento, não houve detalhamento oficial sobre o motivo do adiamento do encontro. Enquanto críticos falam em desconforto diplomático, aliados do governo afirmam que o Brasil mantém uma política externa soberana e que decisões estratégicas seguem critérios institucionais.

Com informações do Diário do Poder