quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Jovem desaparecida após ir a casa noturna é encontrada morta e enterrada no PR

 


A Polícia Civil do Parana (PCPR) encontrou nesta terça-feira (6) o corpo de Bianca Vieira do Prado, de 19 anos, que estava desaparecida desde o mês passado. A jovem foi localizada morta e enterrada na rua Lindaura M. Trindade Santos, no bairro Guarituba, localizado em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

Após a descoberta, a área foi isolada e o cadáver encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para a realização dos exames de identificação formal e posterior liberação aos familiares.

Moradora do bairro Campo Comprido, na capital paranaense, Bianca havia sido vista pela última vez na noite de 16 de setembro, quando saiu de casa em direção a uma casa noturna no Capão Raso. No dia seguinte, ela ainda chegou a fazer contato com a mãe, mas depois não deu mais notícias, o que levou a família a registrar o boletim de ocorrência pelo desaparecimento.

A partir do registro, as autoridades começaram a refazer os últimos passos da vítima até chegar à localização na Grande Curitiba. Com o encontro do corpo, a Polícia Civil passa a concentrar as investigações no esclarecimento das circunstâncias da morte e na identificação de todos os envolvidos no crime e na ocultação do cadáver.

Estudantes de todo Brasil iniciam maratona de atos contra pautas de Flávio Bolsonaro

 


Estudantes universitários e secundaristas de vários estados estão organizando manifestações contra Flávio Bolsonaro e suas propostas de desmonte da Educação. O primeiro ato ocorreu na noite desta segunda-feira, em Niterói (RJ), quando centenas de alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) saíram às ruas.

A quantidade de participantes foi surpreendente, já que a mobilização ocorreu no dia seguinte ao primeiro turno da eleição, com pouco tempo para organização. Uma das palavras de ordem foi: “A esquerda vai se unir e a soberania vai continuar”.

Estudante de universidades de pelo menos 12 estados já confirmaram que vão às ruas para se manifestar contra o candidato do PL à Presidência da República. A agenda de manifestações será fechada na noite desta terça-feira (6), em reunião da União Nacional dos Estudantes (UNE).

A mobilização desta segunda-feira, em Niterói, foi organizada por alunos da universidade e pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), da Faculdade de Direito da UFF. Segundo a entidade, a iniciativa surgiu após a divulgação do resultado das urnas no domingo.

Na convocação, o CAEV afirmou: “O abalo e o espanto com o resultado de domingo precisam se transformar em movimento”.

Durante a caminhada, os manifestantes percorreram trechos dos bairros Gragoatá, Ingá e Icaraí carregando cartazes e faixas. Na entrada da Faculdade de Direito, uma bandeira com a frase “UFF Antifascista” foi exibida pelos estudantes.

Em determinado momento do protesto, o grupo entoou palavras de ordem direcionadas ao cenário eleitoral. “Os estudantes de Niterói dão um recado ao bolsonarismo. Nós não vamos recuar. É Lula. Bolsonaro, não. Ele não. Ele nunca. É Lula.” Os participantes também repetiram o coro “Não tem anistia”.

Os alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) farão ato contra Flávio Bolsonaro na Candelária, Centro da cidade, a partir de 12h desta quarta-feira (7).

Também amanhã estão previstas manifestações dos alunos da UFRGS, UFBA, UFPA, UTFPR Curitiba,
UNICENTRO e UFPR. Outras universidades terão atos até o fim da semana.

Dólar tem maior queda diária em 8 anos e Ibovespa bate recorde após resultado do 1º turno


 











O mercado financeiro reagiu com forte otimismo ao resultado das urnas que colocou Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da corrida presidencial. O dólar à vista fechou em queda expressiva de 4,12%, cotado a R$ 5,0022 — o menor patamar de encerramento desde 21 de maio e o maior recuo diário registrado desde 8 de junho de 2018.

Para analistas de mercado, a reação expressiva reflete a avaliação de que um eventual governo de Flávio Bolsonaro traz perspectivas mais sólidas para o ajuste das contas públicas e o controle fiscal, pautas tratadas com ceticismo pelo mercado em relação à gestão petista. Diante do novo cenário, o banco global JPMorgan elevou sua recomendação para ações brasileiras para overweight (acima da média do mercado).

Na Bolsa de Valores, o movimento foi histórico. O Ibovespa disparou 7,7%, alcançando o recorde histórico de fechamento de 206.911,89 pontos, após bater uma máxima intradiária de 209.605,70 pontos, com um volume financeiro robusto de R$ 102,7 bilhões. As taxas dos contratos de DI de longo prazo despencaram mais de 135 pontos-base.

Com informações da Forbes – Money

BETS: R$ 1,33 bilhão ficam sem resgate; veja como apostadores receberão o dinheiro

 


Cerca de R$ 1,33 bilhão ainda estavam depositados nas plataformas de apostas poucas horas antes do fim do prazo para saque voluntário. Com os sites e aplicativos obrigados a sair do ar nesta terça-feira, os valores que não foram retirados serão devolvidos aos apostadores por meio das instituições financeiras.

Segundo dados do Ministério da Fazenda, desde 26 de setembro os usuários retiraram R$ 775,6 milhões das plataformas. No mesmo período, o número de CPFs com saldo positivo caiu de 28,9 milhões para 26,54 milhões.

O encerramento do prazo para saque voluntário não significa perda do dinheiro. Nesta terça e quarta-feira, as bets deverão informar aos bancos os valores restantes vinculados a cada CPF e a conta bancária utilizada pelo apostador para fazer os depósitos.

A devolução deverá ocorrer entre os dias 9 e 14 de outubro. O dinheiro será transferido para uma conta ativa de titularidade do próprio apostador, preferencialmente aquela utilizada anteriormente para enviar recursos à plataforma.

Caso existam dificuldades operacionais para a restituição pelos bancos, os valores serão encaminhados à Caixa Econômica Federal. A partir de 14 de outubro, a instituição ficará responsável por intermediar a devolução aos usuários.

A medida provisória que determinou o encerramento das bets estabelece a restituição integral dos saldos e determina que o dinheiro pertencente aos apostadores permaneça separado do patrimônio das empresas.

Com informações da Veja


Globo faz auditoria interna para investigar relação e contratos de Luciano Huck e Daniel Vorcaro após mensagens reveladas citarem R$ 109 milhões

 


A Globo autorizou uma auditoria interna para apurar o histórico da relação de Luciano Huck com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O levantamento deve analisar contratos, contatos e possíveis negócios entre o apresentador e o banqueiro. A informação é da coluna Faria Lima News, da Veja Negócios.

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicaram encontros, jantares, uso de aeronaves e tratativas comerciais. Em uma das conversas, Huck cita R$ 83 milhões em investimentos de mídia do Will Bank na Globo e outros R$ 26 milhões em um “contrato pessoal”, somando R$ 109 milhões.

Huck nega ter sido sócio de Vorcaro e afirma que os negócios estavam relacionados à captação e gestão do patrocínio do Will Bank. Sua assessoria diz que os contratos foram formalizados, com notas fiscais emitidas, impostos pagos e serviços prestados. Até o momento, as mensagens divulgadas não indicam, por si só, prática ilegal do apresentador.


Abstenção cresce 21,6%, bate recorde e soma 33 milhões de brasileiros

 


A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 teve recorde com 33,4 milhões de pessoas que não compareceram às urnas, representando 21,08% do total de eleitores. Em 2022, a abstenção foi 20,9%, o que representou 32,7 milhões de pessoas. Os dados são do TSE.

A abstenção desse domingo (4) foi semelhante à das eleições municipais de 2024, que costumam registrar uma ausência maior que as eleições nacionais. Há dois anos, 33,7 milhões de pessoas não foram votar no 1º turno para prefeito e vereador, chegando a 21,68% do eleitorado total.

O 1º turno da eleição de 2026 contava com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Desses, 125,2 milhões compareceram aos colégios eleitorais. De cada dez eleitores, dois não foram às urnas.

Considerando o primeiro turno das eleições gerais, a abstenção desse domingo só foi menor que a de 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos colégios eleitorais.

Dos que compareceram às zonas eleitorais, 2,3 milhões votaram em branco para presidente, o que representou 1,84% do eleitorado, e 3,6 milhões anularam o voto presidencial, o que representou 2,93% do total de votos válidos.

Os eleitores que não votaram no 1º turno, ainda podem votar no 2º turno, desde que estejam com o título regularizado.


Maioria dos políticos citados no caso Master venceu a eleição

 


O resultado das urnas mostrou que as citações no chamado caso Master não foram barreiras definitivas para boa parte da classe política. Entre os investigados ou citados nas apurações da Polícia Federal, figuras de destaque conseguiram sucesso nas eleições.

Na lista dos vitoriosos estão nomes como Jaques Wagner (PT-BA), Hugo Motta (Republicanos-PB), Antonio Rueda (União Brasil-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Elmar Nascimento (União-BA) e Mario Frias (PL-SP). Por outro lado, o revés bateu à porta de Ciro Nogueira (PP-PI) e ACM Neto (União Brasil-BA), derrotados nas disputas para o Senado e o governo baiano, respectivamente.


PT aponta marketing de Sidônio como responsável pela derrota de Lula e cobra guinada

 


A vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno escancarou a guerra interna na base governista. Lideranças da cúpula do PT apontam o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, como o principal responsável pelo revés de Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas e cobram uma mudança drástica na condução da campanha para o segundo turno.

Nos bastidores, petistas de peso classificam a estratégia adotada até aqui como um verdadeiro “improviso”. A avaliação central é de que o marketing governamental passou longe da realidade das ruas, priorizando pautas abstratas — como discussões sobre soberania e terras raras — enquanto ignorou o debate central do eleitor: o custo de vida e o peso no bolso do trabalhador.

A fatura cobrada contra a equipe de comunicação também passa pelo fracasso em conter a rejeição ao governo, que empacou na faixa dos 50%. Para o partido, a aposta cega na máquina pública e em pacotes de bondades — como medidas voltadas ao Bolsa Família e renegociação de dívidas — falhou em blindar o presidente do desgaste econômico e da insatisfação popular.

Com informações do UOL


Rogério Marinho nega “clima de vingança” contra ministros do STF em eventual governo de Flávio Bolsonaro, mas diz que Senado não será omisso

 


O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira que um eventual governo do candidato não adotará um “clima de vingança” contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Não haverá vingança dos bolsonaristas contra os ministros, mas também não haverá omissão”, afirmou. “Deixamos claro que, na hora que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do STF, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, completou.

A declaração ocorreu após Marinho se reunir com o presidente da Corte, Edson Fachin. O senador também disse que a intenção é reconstruir o diálogo entre os Poderes, mas sem deixar de cobrar o que considerar abuso.

Aos jornalistas, Rogério Maarinho disse ter levado a Fachin a preocupação da campanha com uma suposta “interferência continuada” de ministros do STF no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citando Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. O senador defendeu ainda a separação entre os Poderes e disse que a relação entre Executivo e Judiciário precisa ser “normalizada”.