terça-feira, 12 de maio de 2026

Rodovia é interditada para resgate de vítima após caminhão despencar de viaduto no PR


 













A rodovia BR-277 foi bloqueada a partir das 8h30 desta terça-feira (12), no quilômetro 41,9, na Serra do Mar, em Morretes, para a retirada do corpo de uma mulher e a remoção de um caminhão que despencou de um viaduto. A operação, conduzida de forma conjunta pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Corpo de Bombeiros, exigirá a interdição total da via no sentido Curitiba e o bloqueio de uma das faixas no sentido litoral. Os trabalhos seguirão por tempo indeterminado até a limpeza completa e a liberação do trecho.

O acidente que vitimou a passageira ocorreu na tarde de segunda-feira (11), no local conhecido como Viaduto dos Padres, na pista sentido Paranaguá. De acordo com informações preliminares da PRF, o caminhão despencou de uma altura de cerca de 80 metros após ter sido fechado por uma carreta durante uma curva. A vítima fatal foi ejetada do veículo em movimento durante a queda e o corpo acabou ficando preso sob o caminhão, que parou tombado debaixo do viaduto.

O motorista do caminhão, que utilizava o cinto de segurança no momento da queda, sobreviveu. Ele sofreu ferimentos moderados e foi socorrido ao Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá.

Ainda na tarde de segunda-feira, as equipes de resgate chegaram a iniciar uma operação utilizando técnicas de rapel para tentar acessar as vítimas. No entanto, o capitão Lucas, do Corpo de Bombeiros, explicou que a complexidade da ocorrência e o fato de o veículo estar lateralizado sob a estrutura da ponte forçaram a suspensão dos trabalhos durante a noite por questões de segurança, transferindo o resgate do corpo da passageira para a manhã de terça-feira.

Governo muda regra e libera entrada de chineses sem visto no Brasil por até 30 dias


 










O governo federal anunciou a retirada da exigência de visto para turistas chineses que desejam entrar no Brasil por até 30 dias. A medida foi divulgada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A decisão foi anunciada durante o 10º Salão de Turismo, em Fortaleza (CE), com foco no estímulo ao turismo e às relações comerciais entre Brasil e China.

A nova regra passa a valer a partir de 11 de maio de 2026 e segue o princípio da reciprocidade, já que a China também retirou a exigência de visto para brasileiros em 2025. A dispensa contempla viagens de curta duração para atividades turísticas, culturais, esportivas e visitas familiares, com validade até dezembro de 2026.

Segundo o Ministério do Turismo, a medida é estratégica para ampliar a presença do Brasil no mercado asiático. O fluxo de turistas chineses no país já apresentou crescimento superior a 30% no último ano, reforçando o potencial econômico da decisão.

Apreensão de criptomoedas pela PF dispara, mas uso criminoso já alcança valores bilionários


 











A Polícia Federal apreendeu R$ 71 milhões em criptomoedas ligadas a crimes em 2025, maior valor da série histórica e mais de seis vezes acima do registrado em 2024.

Os criptoativos foram encontrados em investigações sobre tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, ataques hackers, crimes cibernéticos e organizações criminosas.

Em um dos casos, hackers desviaram R$ 1,5 bilhão em ataques contra a estrutura do Pix. Em outra investigação, um esquema de lavagem movimentou R$ 12,2 bilhões entre 2017 e 2020.

Segundo a empresa Chainalysis, carteiras digitais ligadas a atividades ilegais receberam US$ 154 bilhões (R$ 755 bilhões) em 2025 no mundo. No Brasil, as operações com criptomoedas declaradas à Receita Federal somaram mais de R$ 505 bilhões no ano passado.

Especialistas afirmam que criminosos usam criptomoedas para ocultar dinheiro e enviar recursos ao exterior com rapidez e menos rastreamento. A stablecoin USDT, atrelada ao dólar, já representa cerca de dois terços das operações no país.

A PF afirma que o aumento das apreensões também reflete a maior especialização das polícias em investigações digitais e rastreamento de criptoativos.

Oposição fala em resgatar ‘PEC da Anistia’ no Congresso, após Moraes suspender Lei da Dosimetria


 











A decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de suspender a aplicação imediata da Lei da Dosimetria provocou reação de parlamentares da oposição, que passaram a defender novamente uma PEC de anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmam que a medida de Moraes representa uma afronta ao Congresso e acusam o ministro de agir contra a vontade do Legislativo.

Ao suspender a aplicação da norma, Moraes argumentou que existem ações no STF questionando a validade da lei e que, por segurança jurídica, é necessário aguardar decisão do plenário da Corte.

O STF ainda não definiu quando o plenário irá julgar as ações que questionam a Lei da Dosimetria.

Aprovação da Dosimetria e derrubada do veto de Lula no Congresso

A Lei da Dosimetria reduz penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito e teve vetos derrubados pelo Congresso. Na Câmara, o texto recebeu 291 votos favoráveis e, no Senado, 48. Na análise do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a derrubada contou com apoio de 318 deputados e 49 senadores.

PEC de anistia como resposta ao STF

Nos bastidores, líderes da oposição passaram a discutir uma PEC de anistia como resposta política ao STF. Um parlamentar ouvido reservadamente afirmou que o Congresso teria condições de aprovar a proposta “em uma semana”, caso haja apoio das lideranças da Câmara e do Senado.

O senador Rogério Marinho criticou a decisão e afirmou que Moraes suspendeu “a vontade popular”. Ele também defendeu a aprovação de uma PEC para limitar decisões monocráticas que suspendam leis aprovadas pelo Congresso.

O deputado Sóstenes Cavalcante também atacou a decisão e pediu aplicação imediata da lei, defendendo respeito à soberania do Parlamento.

Do lado governista, a deputada Sâmia Bomfim, do PSOL, classificou a medida como positiva e disse esperar que o STF declare a lei inconstitucional. O deputado Lindbergh Farias afirmou que a decisão representa “um banho de água fria no bolsonarismo”.

Moraes rejeita aplicar Lei da Dosimetria para “Débora do Batom” e outros 23 presos pelos atos de 8 de janeiro

 


O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a análise de 24 pedidos de aplicação da chamada Lei da Dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Entre os casos está o de Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão após escrever com batom a frase “perdeu, mané” em uma estátua em frente ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo Moraes, é necessário aguardar o julgamento das ações que questionam a constitucionalidade da nova lei. O ministro deu prazo de cinco dias úteis para o Congresso responder à ação apresentada pela federação PSOL-Rede, que aponta supostas irregularidades na derrubada do veto presidencial ao projeto.

Na decisão, Moraes afirmou que os pareceres do Congresso, da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República podem influenciar tanto na execução quanto na definição das penas.

Os pedidos de revisão começaram a ser apresentados após a promulgação da lei pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A defesa de Débora Rodrigues afirmou que a decisão do ministro contraria a vontade do Congresso e argumentou que a nova legislação já está em vigor e deve ser aplicada imediatamente.

A federação PT/PCdoB/PV também acionou o STF para pedir a suspensão da lei, alegando incompatibilidade com a Constituição e com decisões anteriores da Corte.

Em nota, o presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, classificou a proposta como um “retrocesso contra a democracia”.


Mafioso italiano diz em delação que PCC financiava 50% da cocaína enviada à Europa

 


O mafioso italiano Vincenzo Pasquino afirmou em delação que o PCC firmou uma parceria com a máfia italiana para financiar 50% da cocaína enviada do Brasil para a Itália. Os detalhes do depoimento foram revelados pelo jornalista Marcelo Godoy.

Pasquino foi preso em 2021, em João Pessoa, e começou a colaborar com a Justiça em novembro de 2023, após deixar a Penitenciária Federal de Brasília. Segundo ele, decidiu delatar porque foi abandonado por pessoas em quem confiava. Em março de 2024, acabou extraditado para a Itália.

No depoimento, o mafioso contou que atuava como intermediário entre o PCC e famílias da máfia italiana ‘Ndrangheta. Segundo ele, representantes de vários grupos italianos vieram ao Brasil em 2018 para fechar acordos diretamente com integrantes da facção criminosa paulista.

Entre as famílias envolvidas estavam os Nirtas, da região da Calábria. O esquema utilizava o porto de Gioia Tauro como principal entrada da cocaína na Itália. A droga era distribuída principalmente no norte do país e na Sicília.

Pasquino afirmou que o PCC vendia a cocaína por cerca de 5 mil euros o quilo, valor que subia para 7,5 mil euros após custos logísticos. Já a revenda na Itália chegava a valores entre 23 mil e 25 mil euros por quilo.

O mafioso também revelou detalhes das rotas usadas para transportar a droga. Segundo ele, em 2017 organizou o primeiro carregamento saindo de Santos para a Itália. Ele afirmou ter sido pioneiro no método de esconder cocaína sob a quilha de navios com ajuda de mergulhadores colombianos.

Pasquino disse ainda que entrou para a ‘Ndrangheta em 2011 e foi enviado ao Brasil para estruturar rotas marítimas de tráfico internacional. Ele acabou condenado a 10 anos de prisão.


PESQUISA FUTURA/APEX: 57% dos brasileiros são favoráveis a impeachment de ministro do STF


 














Pesquisa Futura/Apex  mostra que 57% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Por outro lado, 27,2% da população é contra essa medida. São 15,9% os que não sabem ou não responderam.

No último levantamento, divulgado em abril, eram 55,4% os que se diziam a favor do tema, enquanto 32,1% se consideravam contra e 12,5% não sabiam ou não responderam.

O número de pedidos tem aumentado nos últimos anos. Alexandre de Moraes é o magistrado que acumula mais pedidos de afastamento. São 45 no total.

A Futura/Apex entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 4 e 8 de maio, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03678/2026.

CNN Brasil

Após decisão de Moraes sobre Dosimetria, oposição protocola nova PEC da Anistia

 


O líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante, protocolou nesta segunda-feira uma nova PEC da Anistia. A proposta é uma reação à decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria no último fim de semana.

O texto prevê anistia ampla para todos os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela chamada trama golpista investigada pela Justiça.

Na justificativa da PEC, Sóstenes afirma que a decisão de Moraes representa uma “afronta à soberania do Congresso Nacional” e acusa o Supremo de impedir a aplicação de uma lei aprovada pela maioria dos parlamentares.

A Lei da Dosimetria havia sido restabelecida pelo Congresso após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma reduz penas e flexibiliza regras de progressão de regime para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Após a promulgação da lei pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao STF um pedido de revisão criminal relacionado ao caso.

No sábado, Moraes suspendeu a aplicação imediata da norma até que o Supremo conclua o julgamento das ações que questionam sua constitucionalidade.

Política Ciro Nogueira é aconselhado a desistir do Senado e tentar vaga na Câmara


 













Após a operação da Polícia Federal que o vinculou a uma suposta “mesada” paga pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, tem sido aconselhado a desistir da tentativa de renovar o mandato de senador pelo Piauí e disputar uma vaga para deputado federal nas eleições de outubro.

O entorno de Ciro tem avaliado o impacto eleitoral da operação deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.

A avaliação é de que, apesar de ainda faltarem cinco meses para o primeiro turno, o escândalo do Banco Master deve pautar as eleições deste ano.

E o senador deve ser mencionado nas propagandas à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um aliado do seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Por isso, aliados do senador dizem que uma campanha para a Câmara dos Deputados seria mais fácil ao experiente político, e sem tanta exposição negativa.

As pesquisas eleitorais recentes, promovidas antes da operação policial, mostravam o senador competitivo para uma reeleição, com chances de conquistar um novo mandato.

O entorno dele tem se queixado da postura de Flávio que, em declarações recentes, tentou se afastar do presidente do PP, que já foi cotado para compor sua chapa ao Palácio do Planalto como vice.

CNN