domingo, 10 de maio de 2026

Polícia Militar atende briga entre ex-casal e encaminha envolvidos à delegacia

 


Um ex-casal foi levado à Central de Flagrantes após uma confusão em Ivaipora, no Vale do Ivaí, na tarde de sábado (9), depois que a Polícia Militar foi acionada para atender uma denúncia de agressão em uma casa da cidade. As duas partes ficaram feridas, receberam atendimento médico e apresentaram versões diferentes sobre o caso.

Segundo o boletim da PM, o homem relatou que a ex-companheira entrou no imóvel pela lateral e iniciou uma discussão. Conforme a versão dele, durante a confusão, ela o ofendeu, rasgou sua camiseta, causou arranhões, quebrou uma cadeira em sua cabeça, danificou seu celular e tentou atacá-lo com uma faca, que foi retirada durante o confronto.

Já a mulher afirmou aos policiais que foi até o local apenas para conversar e acusou o ex-companheiro de agressão com tapas no rosto. Ela também informou à equipe médica uma denúncia de abuso sexual, mas, segundo o registro, não formalizou essa acusação diretamente à Polícia Militar durante o atendimento da ocorrência.

Ainda conforme o boletim, a mulher disse que quebrou a porta de vidro ao tentar fugir das agressões, enquanto o homem afirmou que os danos ocorreram durante a invasão. Ambos foram levados à UPA, passaram por exames de lesão corporal e precisaram de sutura.

Após o atendimento médico, homem e mulher foram encaminhados sem algemas à Central de Flagrantes. Agora, a Polícia Civil deve apurar as circunstâncias da confusão e investigar as versões apresentadas pelas duas partes.

Renda média do brasileiro atinge valor recorde, mas desigualdade cresce no país.


 












A renda média mensal dos brasileiros chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta sexta-feira.

O rendimento médio cresceu 5,4% em relação a 2024 e ficou 8,6% acima do registrado antes da pandemia, em 2019.

Apesar do recorde, o país registrou aumento da desigualdade social.

Crescimento da renda

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a renda média dos brasileiros vinha crescendo até 2019, mas caiu durante a pandemia de Covid-19:

  • queda de 3,5% em 2020;
  • queda de 5,2% em 2021.

Desde então, os rendimentos voltaram a subir e atingiram o maior patamar da série histórica em 2025.

Regiões com maior e menor renda

As maiores rendas médias do país foram registradas nas regiões:

  • Centro-Oeste: R$ 4.052;
  • Sul: R$ 3.859;
  • Sudeste: R$ 3.855.

O Nordeste apresentou a menor média nacional, com R$ 2.282.

Renda do trabalho

O rendimento médio do trabalho também bateu recorde e chegou a R$ 3.560 em 2025, com alta de 5,7%.

Já os rendimentos vindos de outras fontes, como aposentadorias e pensões, ficaram em R$ 2.697.

Desigualdade aumentou

O índice de Gini, usado para medir desigualdade de renda, subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025.

Quanto mais próximo de zero, maior a igualdade na distribuição de renda. Quanto mais perto de um, maior a concentração de renda.

Origem da renda dos brasileiros

Segundo o IBGE:

  • 47,8% da população recebeu renda por meio do trabalho em 2025, o equivalente a 101,6 milhões de pessoas;
  • 27,1% dos brasileiros receberam aposentadorias, pensões ou outros benefícios, cerca de 57,6 milhões de pessoas.

A renda do trabalho segue como a principal fonte de rendimento da população brasileira.

Saúde Quatro mulheres são mortas por dia em casos de feminicídio no Brasil em 2026.


 

















O Brasil registrou aumento de 7,55% nos casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre janeiro e março, foram contabilizadas 399 vítimas em todo o país.

Os números representam o maior índice já registrado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), em 2015.

O levantamento mostra que o total saltou de 125 casos em 2015 para 399 em 2026, um aumento acumulado de aproximadamente 219% no período analisado, conforme informações da Folha.

Segundo os dados, foram 142 vítimas em janeiro, 123 em fevereiro e 134 em março, mantendo média de quatro mortes por dia em contextos de violência doméstica, familiar ou de gênero.

Em 2025, o país já havia registrado o maior número anual da série histórica, com 1.470 feminicídios, superando os 1.464 casos de 2024.


Mounjaro se torna o medicamento mais vendido do mundo, superando remédio referência no tratamento contra o câncer


 












O medicamento para diabetes Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, se tornou o remédio mais vendido do mundo ao ultrapassar o Keytruda, da Merck & Co., referência no tratamento contra o câncer.

No primeiro trimestre de 2026, o Mounjaro, que utiliza o princípio ativo tirzepatida, faturou US$ 8,7 bilhões (cerca de R$ 43 bilhões), superando os US$ 7,9 bilhões (R$ 39 bilhões) registrados pelo Keytruda, medicamento que liderava o ranking desde 2023.

A liderança da Lilly fica ainda mais ampla quando somadas as vendas do Zepbound, medicamento para perda de peso que também usa tirzepatida. Juntos, os dois produtos geraram US$ 36,5 bilhões (R$ 180 bilhões) em 2025, acima dos US$ 31,6 bilhões (R$ 155 bilhões) obtidos pelo Keytruda no mesmo período.

Analistas apontam que o crescimento acelerado dos medicamentos à base de tirzepatida reflete a forte demanda global por tratamentos contra obesidade e diabetes. O Mounjaro chegou ao mercado depois do Ozempic e do Wegovy, da Novo Nordisk
, mas conseguiu ampliar rapidamente sua participação no mercado.

Enquanto isso, a Merck enfrenta a proximidade do vencimento da patente do Keytruda, previsto para 2028, e busca fortalecer seu portfólio em outras áreas terapêuticas.

EUA investigam JBS e Marfrig e oferecem recompensa por denúncias no setor da carne.














 O governo dos Estados Unidos anunciou nesta semana que vai oferecer recompensa a pessoas que fornecerem informações sobre supostas práticas comerciais abusivas no setor de carne bovina. A investigação envolve grandes empresas do setor, entre elas a brasileira JBS e a National Beef, subsidiária ligada à Marfrig, além de outras companhias do mercado norte-americano.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o objetivo da apuração é verificar possíveis práticas de elevação artificial de preços e concentração de mercado no setor de processamento de carne bovina.

As autoridades norte-americanas afirmam que o esquema investigado pode afetar tanto consumidores quanto produtores locais, em um mercado altamente concentrado.

A secretária de Agricultura dos EUA afirmou que grandes processadoras estrangeiras estariam prejudicando pecuaristas independentes, citando suspeitas de práticas anticoncorrenciais.

A recompensa anunciada pode variar entre 15% e 30% do valor de eventuais multas aplicadas, caso sejam comprovadas irregularidades superiores a US$ 1 milhão.

A investigação foi aberta após determinação do governo norte-americano e já envolve análise de milhões de documentos e depoimentos de produtores do setor. As empresas citadas ainda não apresentaram novas manifestações recentes sobre o caso até a última atualização.

BASTIDORES: Lula deve usar homenagem às vítimas da Covid para criticar Bolsonaro


 













O presidente Lula (PT) deve usar o ato no Palácio do Planalto, na segunda-feira (11), em homenagem às vítimas da Covid-19, como oportunidade para fazer críticas à condução da pandemia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são da coluna Milena Teixeira, do Metrópoles.

A cerimônia, em Brasília, também marca a sanção do projeto que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, proposta aprovada pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente.

Segundo a expectativa de integrantes do governo, o discurso de Lula deve fazer referências ao período da pandemia no Brasil, quando o país registrou mais de 700 mil mortes em decorrência da Covid-19.

Nesse contexto, aliados avaliam que o presidente pode direcionar críticas à forma como a crise sanitária foi conduzida durante a gestão do ex-presidente, tema que ainda gera forte repercussão política.

A iniciativa também ocorre em um momento em que a pandemia volta a ganhar espaço no debate público, especialmente no ambiente político e na pré-campanha para as eleições de 2026.

Embora o evento tenha caráter oficial e de homenagem, a avaliação nos bastidores é de que ele deve unir memória das vítimas e leitura política sobre a condução da crise sanitária no país.

Bolsonaro volta a ter crises intensas de soluços e alteração na pressão arterial















 O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a apresentar crises intensas de soluços e alterações na pressão arterial após passar por uma cirurgia no ombro direito, segundo boletim médico divulgado. De acordo com o relatório, os sintomas surgiram após a alta hospitalar recebida na última segunda.

Segundo a equipe médica, Bolsonaro apresentou melhora no quadro de dor, mas passou a ter “soluços intensos e prolongados”, atribuídos possivelmente a uma irritação no nervo frênico, responsável pelo controle da respiração e dos movimentos do diafragma.

O médico Brasil Caiado informou que foi necessário realizar ajustes terapêuticos e intensificar medicações específicas. O ex-presidente foi submetido no último dia 1º a uma cirurgia artroscópica para correção de lesões no manguito rotador do ombro direito.

O boletim médico integra os relatórios periódicos enviados ao STF em razão das determinações relacionadas à prisão domiciliar do ex-presidente. Conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por 90 dias após condenação por tentativa de golpe de Estado.

Moraes exige explicações de Lula e Alcolumbre sobre lei que reduz penas do 8 de Janeiro

 


O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se manifestem sobre a Lei da Dosimetria, em meio a duas ações que questionam a constitucionalidade da norma que pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro. A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também devem se manifestar sobre o caso.

A decisão ocorre após provocação do PSol e coloca o texto, já promulgado pelo Congresso, sob análise direta do STF. A Lei da Dosimetria foi aprovada pelo Congresso Nacional em novembro do ano passado, mas sofreu veto do presidente Lula em janeiro deste ano.

O veto, no entanto, foi derrubado pelo Congresso na última semana, o que levou à promulgação do texto por Alcolumbre após o prazo constitucional de 48 horas sem manifestação do Executivo.

A legislação abre brecha para revisão e possível redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e outros atos classificados como antidemocráticos. Entre os potenciais beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que já anunciou intenção de pedir revisão da pena de 27 anos e três meses.

A principal tese das ações em análise no Supremo é de que crimes contra a ordem constitucional, quando cometidos por grupos armados civis ou militares, são considerados inafiançáveis e imprescritíveis pela Constituição.

Os autores alegam que a Lei da Dosimetria pode contrariar esse entendimento ao permitir flexibilização das penas.


sábado, 9 de maio de 2026

Frio intenso avança e Brasil pode ter neve neste fim de semana; veja previsão para o Paraná

 


Uma nova frente fria associada a um intenso ciclone extratropical no Oceano Atlântico deve provocar uma mudança brusca no tempo no Sul do Brasil a partir desta sexta-feira (8). A previsão indica ventos fortes, chuva e queda acentuada nas temperaturas em vários estados da região.

De acordo com a previsão divulgada pela Climatempo, existe possibilidade de neve ou chuva congelada entre a noite de sábado (9) e a madrugada de domingo (10) em áreas mais elevadas da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense.

A chance de precipitação invernal é considerada pequena, mas pode ocorrer em locais acima de 1.500 metros de altitude em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O fenômeno depende da combinação entre frio intenso e umidade na atmosfera.

Frente fria derruba temperaturas no Sul do Brasil


Além da possibilidade de neve, o avanço da massa de ar polar deve provocar uma queda rápida e intensa nas temperaturas em grande parte do centro-sul do país. As noites e madrugadas devem ficar bastante frias durante o fim de semana e no início da próxima semana.

O sistema frontal chega acompanhado de rajadas de vento e chuva, principalmente nos estados do Sul. Depois da passagem da frente fria, o ar gelado avança com força e derruba as temperaturas de forma significativa.

Vai nevar no Paraná?

No Paraná, a previsão não indica neve. O destaque será o frio intenso nas primeiras horas do dia, principalmente na região Sul do estado, onde há previsão de geada e temperaturas mínimas próximas de 0°C.