terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Mega da Virada: dois ganhadores ainda não sacaram prêmio de quase R$ 200 milhões

 



Dois vencedores da Mega da Virada 2025 ainda não procuraram a Caixa Econômica Federal para retirar os prêmios que somam quase R$ 200 milhões. Uma aposta simples realizada em João Pessoa, na Paraíba, ganhou R$ 181.892.881,09. O bilhete custou R$ 6,00 e foi o único com a compra mínima (de seis números) a ganhar o sorteio.

Já o vencedor (que também pode ser um grupo) de uma das 18 cotas do bolão registrado em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, também não procurou a Caixa para receber a premiação de R$ 10 milhões.

O prazo para receber os prêmios termina no dia 1º de abril de 2026. Após o período, os valores são enviados ao tesouro nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudando do Ensino Superior (FIES).

Os outros três ganhadores das cidades de Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) já receberam os prêmios de mais de R$ 181 milhões. Já em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, todos os 10 apostadores também retiraram a premiação de cerca de R$ 18 milhões para cada.

O concurso entrou para a história pelo maior valor da premiação: R$ 1.091.357.286,52. A Caixa contabilizou 120 mil transações por segundo no canal digital e 4.745 transações por segundo nas unidades lotéricas de todo o país.

'Pensei que era o fim', diz jovem resgatado após 5 dias perdido no Pico Paraná

 


Após cinco dias desaparecido na região do Pico Paraná — o ponto mais alto do Sul do Brasil —, o jovem Roberto Farias de 19 anos foi localizado. O estudante, que sumiu no dia 1º de janeiro durante a descida da trilha, caminhou cerca de 20 quilômetros pela mata fechada até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina.

Ao encontrar os moradores do local, Roberto pediu um celular emprestado e comunicou à irmã que estava vivo. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para transportá-lo ao hospital de Antonina. Segundo a equipe médica, o jovem passa por procedimentos de reidratação, mas está lúcido, comunicativo e sem lesões graves, apresentando apenas escoriações pelo corpo.

Ainda internado, Roberto detalhou a experiência traumática em entrevista a RPC TV. Ele revelou que, diante do isolamento, chegou a perder as esperanças.

"Eu pensei que era o fim, que eu já tinha talvez morrido. Alucinei em um momento assim. Mas eu pedi forças para Deus. Pedi forças para minha mãe, pensei em toda a minha família", desabafou à reportagem da RPC.

Roberto contou que ouviu o barulho de um helicóptero no primeiro dia e soube que estava sendo procurado. No entanto, com o passar do tempo e sem novos sinais de resgate próximo, decidiu seguir caminhando. "No terceiro dia eu falei: 'Pô, eles podem ter cancelado as buscas, mas Deus está comigo e eu vou seguir esse destino aqui'", afirmou o jovem.

A operação de busca envolveu uma força-tarefa com mais de 100 bombeiros e 300 voluntários, que utilizaram recursos avançados como drones, câmeras térmicas e rapel. Roberto agradeceu o empenho das equipes e as orações de quem acompanhou o caso.

Agora em recuperação, o jovem já faz planos simples para quando receber alta médica. Com bom humor, ele citou um meme para descrever seu primeiro desejo: "Eu quero comer alguma coisa. Uma picanha com vinho... Depois eu quero uma coxinha com coca", brincou.

Jovem é morto a facadas dentro de academia em Londrina; autor foi preso

 



Um homem morreu após ser esfaqueado dentro de uma academia na Rua Prefeito Faria Lima, na zona oeste de Londrina (PR), no final da tarde desta segunda-feira (05). De acordo com testemunhas, a discussão começou no estacionamento do estabelecimento e culminou com o agressor desferindo golpes de faca contra a vítima.

Segundo relatos, o suspeito perseguiu a vítima até o interior da academia. Um policial militar de folga que estava no local conseguiu imobilizar o agressor até a chegada das viaturas da Polícia Militar (PM).

Equipes do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.

Agentes da Polícia Científica estiveram no local para realizar a perícia. O caso agora será investigado pela Polícia Civil.

Colisão frontal entre carro e caminhão mata motorista em Arapongas

 


Uma mulher de 51 anos morreu em um grave acidente de trânsito na noite desta segunda-feira (5), na rodovia PR-444, em Arapongas, no norte do Paraná. A colisão envolveu um carro e um caminhão de carga.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o acidente aconteceu por volta das 22h, na altura do quilômetro 7 da rodovia. A motorista conduzia um VW Gol, com placas de Arapongas, no sentido Mandaguari, quando bateu de frente com um caminhão Mercedes Benz que trafegava na pista contrária.

Devido à violência do impacto, a condutora do automóvel não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local. O corpo foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana.

O motorista do caminhão, de 58 anos, saiu ileso. Ele foi submetido ao teste do bafômetro pela equipe policial, que confirmou que ele não havia ingerido bebida alcoólica. O veículo de carga tinha placas de Itajaí (SC).

Ainda segundo a PRE, o trecho onde a batida foi registrada é uma reta e o tempo estava bom no momento da ocorrência. As causas da colisão serão investigadas.

Coreia do Norte dispara mísseis hipersônicos e treina para “guerra real”


 












A Coreia do Norte realizou seu primeiro lançamento de mísseis balísticos de 2026, incluindo hipersônicos, capazes de manobrar em voo e viajar cinco vezes a velocidade do som. O líder Kim Jong-un afirmou que os testes preparam suas forças nucleares para “uma guerra real” e reforçam a dissuasão do país.

Segundo a agência oficial KCNA, os mísseis atingiram alvos a 1.000 quilômetros no mar do Japão. Pyongyang diz que a operação é resposta à “crise geopolítica e eventos internacionais complexos”, citando indiretamente a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano classificou a ação dos EUA na Venezuela como “criminoso” e “brutal” e reafirmou que seus programas nucleares são necessários para proteger a soberania. Analistas afirmam que os lançamentos enviam uma mensagem clara: Pyongyang possui poder nuclear real — diferente da Venezuela.

Nos últimos anos, a Coreia do Norte intensificou seus testes militares, apesar de tentativas de aproximação com a Coreia do Sul. Kim também estreitou laços com a Rússia, chegando a apoiar Moscou na guerra contra a Ucrânia. Enquanto isso, a tensão internacional aumenta e os mísseis norte-coreanos reforçam o alerta sobre a instabilidade global.

Ação dos EUA na Venezuela ameaça paz da América do Sul, diz embaixador


 













O embaixador brasileiro na ONU, Sérgio França Danese, declarou que a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos coloca em risco a paz na América do Sul. Segundo ele, intervenções armadas anteriores no continente já resultaram em mortes, prisões políticas e regimes autoritários.

Danese reforçou que o futuro da Venezuela deve ser decidido apenas pelo povo venezuelano, sem interferência externa, e que a operação norte-americana viola normas do direito internacional. “O recurso à força em nossa região evoca capítulos da história que acreditávamos ter deixado para trás”, disse o diplomata.

Outros países sul-americanos reagiram: Colômbia e Cuba repudiaram a ação, apontando ameaça à soberania venezuelana e impactos humanitários. A Argentina, em contrapartida, apoiou a operação, chamando o sequestro de Maduro de “passo decisivo contra o narcoterrorismo”.

O alerta brasileiro deixa claro que a região está dividida, com tensões geopolíticas em alta, e evidencia que ações militares externas podem desestabilizar toda a América do Sul.

Sobrinho de Dilma sobre Nikolas: “Esse chupeta precisa ser cassado”

 


O vereador Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, partiu para o ataque contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após declarações do parlamentar sobre uma possível intervenção estrangeira no Brasil. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (5), o petista classificou a postura de Nikolas como gravíssima e defendeu abertamente a cassação e prisão do deputado.

A reação ocorreu após Nikolas comentar, em entrevista, sobre o cenário internacional envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela. Para Pedro Rousseff, o deputado do PL teria ido além do debate político ao sugerir ingerência externa no país. “Pedir intervenção militar estrangeira para tomar o poder é crime contra a soberania nacional”, escreveu o vereador, usando termos ofensivos para se referir ao parlamentar.

Desde a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, Nikolas intensificou publicações ligando o PT ao regime venezuelano. Uma das mais controversas foi uma montagem que simulava a prisão do presidente Lula por militares dos Estados Unidos, o que ampliou a repercussão negativa entre partidos de esquerda.

O episódio já chegou ao campo jurídico. O PSol acionou a Procuradoria-Geral da República contra Nikolas Ferreira, alegando que suas manifestações atentam contra a ordem democrática e a soberania nacional. O caso aprofunda a polarização política e adiciona um novo capítulo à disputa entre bolsonarismo e PT em pleno início de ano pré-eleitoral.

Com informações do Metrópoles


MST cogita levar militância à Venezuela e prepara atos em apoio a Maduro após ação dos EUA


 
















O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) avalia a possibilidade de enviar militantes à Venezuela em resposta à ofensiva militar dos Estados Unidos e à captura do ditador Nicolás Maduro, ocorrida no último sábado (3). A discussão ganhou força após reuniões virtuais que reuniram mais de 50 organizações da esquerda brasileira, que classificam a operação norte-americana como invasão e sequestro do presidente venezuelano.

Durante audiência em Nova York, Maduro e a esposa, Cilia Flores, negaram envolvimento em um suposto esquema de tráfico internacional de drogas e afirmaram ser inocentes das acusações. O venezuelano chegou a se declarar um “presidente sequestrado”. Para o MST, o processo ainda está em curso e exige mobilização política imediata, tanto no Brasil quanto, eventualmente, em território venezuelano.

Segundo a dirigente nacional do movimento, Ceres Hadich, o envio de militantes não está descartado, caso haja necessidade de atuação direta no país vizinho. Paralelamente, o MST articula manifestações em diversas capitais brasileiras, muitas delas em frente a embaixadas e consulados dos Estados Unidos, além de incluir o tema nos atos previstos para o dia 8 de janeiro. A prioridade, neste momento, seria denunciar as mortes, a intervenção estrangeira e a prisão de Maduro.

O tema também dividiu a esquerda em nova reunião realizada nesta segunda-feira (5), com a presença de dirigentes do PT, PSol, PCdoB, intelectuais e jornalistas. Enquanto setores como o PSol rejeitam defender Maduro, mas condenam a interferência externa, o PT e organizações como o MST mantêm apoio explícito ao líder venezuelano. Entre os participantes, houve divergências sobre a estratégia: atacar diretamente Donald Trump ou concentrar críticas na direita brasileira que apoia a ação dos EUA.

Com informações do Metrópoles

Lula prometeu ‘revogaço’ e transparência, mas governo já decretou mais de 3 mil sigilos


 












Durante a campanha de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu o que chamou de ‘revogaço’. Disse que iria rever decretos de sigilo do governo Jair Bolsonaro e que faria uma gestão transparente.

No entanto, entre 2023 e 2025, o governo Lula não só manteve como ampliou a aplicação de sigilos sobre informações públicas.

Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) e de relatórios independentes indicam a imposição de 3.287 sigilos no período, com restrições que incluem informações sobre viagens oficiais, gastos públicos e dados relacionados a empresários.

Em 2023, primeiro ano do atual mandato, foram registrados 1.339 pedidos de informação classificados com sigilo de até 100 anos. Em comparação, no último ano do governo Bolsonaro, em 2022, houve 1.332 registros do mesmo tipo.

Os levantamentos apontam ainda que 16% dos pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) foram negados na atual gestão.

Com informações da coluna de Cláudio Humberto, no Diário do Poder