segunda-feira, 15 de junho de 2026

Alerta de Síndrome Respiratória: casos graves de três vírus disparam no Paraná


 













O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz sinaliza que o Paraná é um dos 11 estados com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com indícios de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas). Por aqui, os casos de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) continuam aumentando. As hospitalizações por influenza A também estão em alta no Estado e, segundo o boletim da Fiocruz, os casos graves por influenza B também estão se espalhando pelo Paraná. A análise é referente à Semana Epidemiológica 22, período de 31 de maio a 6 de junho.

“É importante que a população tome alguns cuidados, como lavar sempre as mãos, usar máscaras dentro unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar. Também é importante fazer isolamento em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado para evitar transmitir o vírus para outras pessoas. 

Se não for possível fazer o isolamento, recomendamos que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara como a N95 ou PFF2. E o mais importante, é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e o VSR, para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus”, orienta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.

A atualização da Fiocruz mostra que 10 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo até a Semana 22: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC) e Salvador (BA).

Reforma do Código de Trânsito prevê CNH para jovens de 16 anos e novas regras para radares


 














A possibilidade de jovens de 16 anos dirigirem sob supervisão está entre as principais mudanças previstas no relatório da reforma do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) protocolado pelo deputado federal Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). O parecer, que reúne mais de 270 projetos de lei em tramitação no Congresso, deverá ser apresentado na próxima quarta-feira (17) à Comissão Especial criada na Câmara dos Deputados para discutir alterações na legislação de trânsito.

Adolescentes podem ter licença especial para dirigir sob supervisão

Pela proposta, adolescentes entre 16 e 18 anos poderão obter uma Permissão para Dirigir (PPD) especial, válida para condução de veículos das categorias A e B sob supervisão e em horários determinados, entre 5h e meia-noite. Segundo o relator, a medida busca permitir uma formação prática mais precoce dos futuros motoristas.

O texto integra uma ampla reformulação do CTB e foi elaborado após 15 audiências públicas e seminários realizados em oito estados. A comissão também analisou 16 emendas apresentadas ao projeto, cuja tramitação teve início no Senado. Se aprovado pelo colegiado, o relatório seguirá para votação no plenário da Câmara.

Proibição de radares ocultos

Entre as mudanças propostas está a proibição do uso de radares ocultos ou sem sinalização visível. O parecer também determina que alterações nos limites de velocidade de vias públicas só possam ocorrer após estudos técnicos que justifiquem a mudança.

Outra medida prevista é a transformação dos atuais Centros de Formação de Condutores (CFCs), conhecidos como autoescolas, em Escolas de Trânsito. O relatório aumenta de duas para cinco horas a carga mínima de aulas práticas de direção.

O parecer ainda regulamenta a chamada CNH Social, permitindo o uso de parte dos recursos arrecadados com multas para custear a primeira habilitação de pessoas de baixa renda.

Na área de inovação, o texto cria regras para circulação de bicicletas elétricas e patinetes, estabelece um marco legal para veículos autônomos e semiautônomos e prevê a implantação do sistema de pedágio eletrônico sem cancelas, conhecido como free flow. Outra novidade é a proposta de vincular a placa ao proprietário do veículo, e não ao automóvel.

Ao apresentar o relatório, Aureo Ribeiro afirmou que o objetivo é atualizar a legislação para acompanhar as transformações tecnológicas e tornar os processos menos burocráticos.

— Nosso objetivo é um trânsito mais humano e menos burocrático. Estamos trazendo o Código para a realidade de 2026, respeitando a tecnologia e focando na educação do condutor, e não apenas na punição — afirmou o deputado.

Segundo o relator, a proposta também busca ampliar a transparência da fiscalização de trânsito e reduzir custos relacionados à obtenção da carteira de habilitação.

O Globo

Fim da escala 6×1 pode elevar inflação e reduzir poder de compra, alerta FIEMG


 












Representantes do setor produtivo do Brasil temem que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6×1 pode prejudicar financeiramente as empresas.

Em entrevista à CNN Brasil, Fernanda Ribas, gerente trabalhista da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), projeta que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução proporcional do salário aumentará o custo ao empregador, que terminará em repasses ao consumidor.

“O aumento do custo da hora trabalhada fatalmente será repassado ao preço dos produtos. Ao final, quem vai pagar essa conta seremos nós, toda a sociedade”, afirmou.

Ribas completou dizendo que proposta, se aprovada, pode elevar a inflação e ainda reduzir o poder de compra dos salários.

Ela também teme que empresários não consigam absorver o crescimento das despesas e desliguem funcionários contratados via CLT. “Fatalmente haverá aumento na informalidade”, destacou Ribas.

A gerente trabalhista da Fiemg explica que a redução da jornada de trabalho já é uma realidade de diversos setores e que a maioria dos instrumentos coletivos hoje tratam do tema. Ela discorda, porém, da forma como o debate tem sido pautado através de uma emenda à Constituição.

“A questão de se impor por lei um modelo único para todo o setor produtivo está errado. A negociação coletiva é a ferramenta ideal para se conseguir esse equilíbrio”, pontuou.

Ribas conclui que cada setor deve ter a liberdade para discutir e atender suas próprias demandas específicas.

CNN Brasil

Ancelotti avalia mexidas no ataque do Brasil após empate com o Marrocos na Copa 2026

 


Após o empate em 1 a 1 com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira volta a campo na próxima sexta-feira (19), às 21h30, para enfrentar o Haiti pela segunda rodada do Grupo C, segundo a CNN.

Com dificuldades para criar chances claras de gol no primeiro jogo, o técnico Carlo Ancelotti pode promover mudanças no setor ofensivo em busca da primeira vitória no torneio.

Na estreia, o treinador escalou Vinícius Júnior e Raphinha pelas pontas, enquanto Igor Thiago atuou como centroavante. O meio-campo contou ainda com a presença de Lucas Paquetá em uma função mais ofensiva.

Uma das possibilidades para a próxima partida é a entrada de Endrick entre os titulares. O atacante marcou o gol da vitória brasileira sobre o Egito em amistoso preparatório e surge como alternativa para aumentar a velocidade e a movimentação no ataque.

Outra opção é Matheus Cunha, que já foi titular da equipe antes de perder espaço para Igor Thiago. Com características diferentes, ele costuma participar mais da construção das jogadas e ajudar na articulação ofensiva.

Pela ponta direita, Luiz Henrique aparece como candidato a ganhar uma oportunidade. O atacante pode surgir como alternativa caso Ancelotti decida fazer mudanças após a atuação discreta de Raphinha na estreia.

A expectativa agora é saber se o treinador manterá a base da equipe ou se fará ajustes para buscar um desempenho mais eficiente diante da seleção haitiana.


ALERTA DA PF: Facções infiltram economia, avançam sobre negócios legais e atuam como “empresários do crime”


 













As facções criminosas no Brasil já não vivem apenas do tráfico de drogas. Segundo a Polícia Federal, esses grupos passaram a atuar em vários tipos de negócios ilegais e até em setores da economia formal.

Em entrevista à coluna Mirelle Pinheiro, o delegado Alexandre Custódio Neto afirmou que organizações como PCC e Comando Vermelho cresceram muito nos últimos anos e ampliaram sua influência dentro e fora dos presídios.

De acordo com ele, as facções passaram a controlar áreas, impor regras e aumentar o poder financeiro por meio de diferentes atividades criminosas.

Por isso, a PF avalia que combater essas organizações exige mais do que prender criminosos ou apreender drogas.

Facções atuam em várias atividades criminosas

Segundo a Polícia Federal, integrantes das facções não atuam apenas no tráfico de drogas. As investigações apontam envolvimento com tráfico de armas, contrabando, roubo de cargas, golpes pela internet, fraudes bancárias e apostas ilegais.

De acordo com o delegado, muitos criminosos têm seus próprios esquemas, mas utilizam a estrutura e a proteção oferecidas pelas facções.

Isso faz com que as organizações continuem funcionando mesmo quando alguns integrantes são presos.

Economia legal entrou na mira das facções

A Polícia Federal afirma que criminosos ligados a facções também estão sendo encontrados em atividades legais da economia.

Segundo as investigações, há casos envolvendo setores como postos de combustíveis, mercado imobiliário, agronegócio e entretenimento.

A preocupação da PF é que grupos criminosos utilizem dinheiro obtido de forma ilegal para ampliar influência nesses mercados.

Para o delegado, a violência e a intimidação também podem ser usadas como ferramentas para eliminar concorrentes.

PF vê risco de influência política e reforça integração

Outro ponto de preocupação é a tentativa das facções de ganhar influência política em algumas cidades. Segundo a PF, o objetivo seria fortalecer o controle de territórios e proteger interesses dos grupos criminosos.

Para enfrentar esse cenário, forças federais e estaduais atuam juntas por meio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos).

A avaliação da Polícia Federal é que a troca de informações e as operações conjuntas aumentam a capacidade de combate às facções em todo o país.

EUA aprova venda de mísseis antiaéreos Stinger para o Brasil por R$ 1,6 billhão


 











O governo dos Estados Unidos autorizou a possível venda de até 100 mísseis antiaéreos FIM-92 Stinger ao Brasil, em um negócio estimado em US$ 330 milhões, cerca de R$ 1,6 bilhão. A informação foi divulgada  pelo Departamento de Estado norte-americano.

Além dos mísseis, o pacote poderá incluir suporte técnico, assistência de engenharia, integração de sistemas e serviços logísticos relacionados ao armamento.

Apesar da autorização, a compra ainda não foi concluída. O acordo depende de negociações entre os dois governos e da conclusão dos trâmites necessários.

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que a possível venda contribuirá para o fortalecimento da capacidade de defesa brasileira e para o combate a atividades ilícitas na região.

Segundo o governo americano, a medida permitirá ao Brasil ampliar sua capacidade de proteger o espaço aéreo e assumir maior responsabilidade em ações de segurança e combate ao narcotráfico dentro de seu território e em sua área de influência regional.

A autorização foi realizada por meio do programa Foreign Military Sales (FMS), mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para a venda de equipamentos militares a governos estrangeiros.

Paulo Gonet anuncia vigilância da PGR contra deepfakes e facções criminosas na campanha eleitoral


 













O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuarão de forma rápida contra o uso de deepfakes e outras formas de desinformação nas eleições de 2026.

Em entrevista ao podcast EsferaCast, Gonet destacou a preocupação com conteúdos manipulados por inteligência artificial, como vídeos e áudios falsos, e reconheceu a dificuldade de distinguir materiais fraudulentos de produções legítimas. “O TSE está atento a isso e a Procuradoria Geral também”, afirmou.

O procurador também alertou para o risco de facções criminosas e milícias interferirem no processo eleitoral, impedindo candidatos de realizar campanhas em áreas sob seu domínio. Segundo ele, o Estado não pode permitir a existência de territórios controlados por organizações criminosas.

Ao comentar a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos, Gonet disse que a medida pode prejudicar a imagem do Brasil no exterior, mas também servir como estímulo para fortalecer o combate ao crime organizado.

Sobre possíveis pressões políticas em ano eleitoral, o procurador afirmou que a independência da PGR é preservada pela atuação baseada na legislação e não no ritmo das disputas políticas ou da repercussão na mídia.

Gonet ainda criticou o aumento da judicialização de conflitos no país e avaliou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido frequentemente acionado para resolver disputas que poderiam ser debatidas no âmbito político e legislativo.

Com informações de R7

STF questiona PGR sobre enviar Vorcaro para a Papuda, e Mendonça deve decidir na próxima semana


 













O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer sobre a possível transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Investigado por supostas fraudes financeiras bilionárias, o dono do Banco Master está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal. O pedido de transferência foi feito pela própria PF após rejeitar, pela segunda vez, uma proposta de delação apresentada por Vorcaro.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, Mendonça deve decidir sobre o caso apenas na próxima semana, após receber a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Vorcaro segue negociando um acordo de colaboração premiada, mas investigadores avaliam que as informações apresentadas até agora não trouxeram elementos relevantes além dos já obtidos pela investigação. A avaliação também é de que o empresário tentou justificar sua conduta, sem assumir plenamente a responsabilidade pelos crimes investigados.

Nos bastidores, o ministro tem demonstrado ceticismo quanto à viabilidade de uma eventual delação e considera indispensável o ressarcimento integral dos prejuízos causados.

Mendonça também destaca que a operação continua avançando com novas fases, o que reforçaria a avaliação de que as investigações não dependem da colaboração do ex-banqueiro.

Atualmente, Vorcaro está em cela especial na PF. A possibilidade de prisão domiciliar, cogitada no início das negociações, é considerada remota no momento.

domingo, 14 de junho de 2026

Ciclone traz frio de 3,4ºC e chuva; ‘gelo’ volta quarta e quinta ao Paraná. El Niño está próximo

 


A chuva que chegou a Curitiba em forma de garoa já neste inicio de domingo, 14 de junho, é resultado dos impactos do ciclone extratropical que traz uma nova frente fria, seguida de uma massa de ar polar para todo o Sul. O último domingo de outono chegou com 3,2ºC em General Carneiro, o único município do Paraná a registrar temperatura abaixo de 5ºC.

Essa última semana de outono no Paraná deve ser marcada por chuva e frio principalmente nas regiões mais ao Sul do Estado, na divisa com Santa Catarina. Já no Norte, as mínimas ficam entre 10ºC e 14ºC, entre a quarta (17) e quinta-feira (18), que prometem ser os dias mais gelados.

Ao longo desta madrugada, as chuvas já afetaram porções do Norte, Noroeste e Campos Gerais do território paranaense, ocorrendo de maneira irregular no geral e acompanhadas por raios e trovoadas. “Na faixa Central e no Oeste, a precipitação ocorreu com fraca intensidade. Até o momento, o maior acumulado foi registrado em Londrina, com 7,8 mm”, segundo o meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Leonardo Furlan.

Além de ser o último fim de semana de outono, essa também pode ser a última antes da influência do El Niño, ao menos no Sul. De acordo com a Metsul, as de áreas de instabilidade induzidas pela frente fria de um ciclone extratropical que se formou no Sul do Brasil, já seriam um prenuncio do fenômeno.

Como indicativo, a Metsul aponta o tempo chuvoso fora de época na região Centro-Oeste. “Segundo análise da MetSul Meteorologia, publicada em 24 de maio, este episódio não deverá repetir o comportamento observado no El Niño de 2023-2024. Os dados indicam que os impactos podem ser bastante diferentes em parte do território brasileiro, especialmente no Centro-Oeste e no Sudeste, onde a chuva tende a ser mais frequente do que normalmente ocorre durante a estação seca”, diz o texto.