quinta-feira, 19 de março de 2026

Procon notifica postos de combustíveis do Paraná por aumento abusivo nos preços

 


Os postos de combustível do Paraná, suspeitos de praticarem aumento abusivo de preços começaram a ser notificados pelo Procon-PR a partir desta quinta-feira (19). As Equipes da Coordenação Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor visitaram alguns endereços de Curitiba e também já enviaram as notificações para os postos sediados em outros municípios do Paraná. A ação faz parte de movimento liderado pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e ocorre em todo o País.

No documento entregue a donos de postos, o Procon-PR cita a Constituição Federal de 1988 e o Código de Defesa do Consumidor, que tratam de livre concorrência e proteção dos interesses econômicos dos consumidores, com “a coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados (art. 4º da Lei nº 8.078/90)”.

A notificação traz considerações sobre os conflitos que ocorrem entre os Estados Unidos e o Irã, que impactam na política internacional e no preço do petróleo.

“O Procon-PR tem o dever de proteger os diretos dos consumidores paranaenses. E se empresas estão aproveitando o atual cenário para cobrar preços abusivos na venda de combustíveis, serão notificadas e responderão por seus atos”, comenta o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Valdemar Jorge.

A coordenadora do Procon-PR, Claudia Silvano, explica que a Senacon recomendou que os órgãos de defesa do consumidor de todo o País intensifiquem as ações de fiscalização para coibir elevações abusivas nos preços. “Por isso estamos fazendo essas notificações, e nossa orientação é para que os consumidores também fiquem atentos, não aceitem essa prática, pesquisem preços e busquem postos que cobrem valores adequados”, diz.

Os postos que forem notificados terão 20 dias corridos para apresentar esclarecimentos ao Procon-PR. Também terão de apresentar os custos de compras de distribuidoras a partir do dia 20 de fevereiro até a data da notificação, junto com notas fiscais, e informar os preços de venda à vista ao público consumidor com documentos fiscais que comprovem os valores. 

Outra informação demandada pelo Procon-PR é a data que ocorreu o repasse da isenção de impostos federais quando da aquisição de combustíveis perante a distribuidora.

Polícia do Paraguai descobre falsa delegacia brasileira em Cidade do Leste

 


Uma operação do Departamento de Inteligência da Polícia Nacional do Paraguai desarticulou, nesta quinta-feira (19), uma falsa delegacia brasileira que funcionava em Cidade do Leste, a poucos quilômetros da fronteira com Foz do Iguaçu. No local, os agentes encontraram uma estrutura montada para simular uma unidade da Polícia Civil de São Paulo, incluindo uniformes, distintivos e brasões oficiais. Segundo as autoridades paraguaias, o imóvel era utilizado para intimidar vítimas em esquemas de extorsão e pode estar vinculado a um plano de assalto contra transportadoras de valores na região.

Durante a invasão ao imóvel, 14 pessoas foram detidas, sendo seis brasileiros, cinco taiwaneses sem documentação e três paraguaios. Parte dos suspeitos alegou ter sido contratada para atuar em um suposto cassino online, mas a polícia apreendeu cerca de 40 dispositivos eletrônicos, como tablets e celulares, conectados a uma rede de internet via satélite de alta performance. O Comando Tripartite, que integra forças de segurança do Brasil, Paraguai e Argentina, foi acionado para colaborar na identificação dos envolvidos e rastrear o alcance das atividades ilícitas.

Investigações preliminares indicam que o grupo operava de forma faseada: primeiro, integrantes se passavam por funcionários de telemarketing para capturar dados pessoais e, em seguida, outros comparsas assumiam o papel de policiais brasileiros para exigir dinheiro sob ameaça. 

O caso assemelha-se a episódios registrados em 2022 na fronteira, quando redes internacionais compostas por brasileiros e asiáticos foram desarticuladas sob a acusação de manter falsas delegacias para extorquir cidadãos em diversos países. Todo o material eletrônico recolhido passará por perícia para identificar novas conexões do esquema criminoso.

Funcionária é suspeita de vender motos e não entregar em Ivaiporã

 


Um caso de estelionato foi registrado pela Polícia Militar na tarde de quarta-feira (18), na Avenida Brasil, no Centro de Ivaiporã.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que comprou cinco motocicletas de uma funcionária de uma empresa do ramo. O pagamento, conforme o registro, foi feito por meio de transferências via PIX e boletos.

Após a negociação, ele tentou retirar os veículos, mas, segundo o relato, a funcionária passou a adiar a entrega, alegando que a loja não conseguia emitir notas fiscais naquele momento. Ainda de acordo com a vítima, ele chegou a confirmar que as motos estavam no estabelecimento.

Conforme o boletim da PM, nesta semana, ao retornar ao local, ele descobriu que a funcionária não trabalha mais na empresa. O proprietário da loja teria dito que não se responsabiliza pelas ações da ex-funcionária.

A vítima também informou que tenta contato com a mulher há mais de 30 dias, sem resposta. Um advogado da empresa esteve no local, informou o CNPJ e disse que o cliente não compareceria à delegacia naquele momento.

O caso foi encaminhado à 54ª Delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã, que deve investigar a situação.

Lulinha abre ‘empresa de gaveta’ na Espanha em meio a investigações do INSS

 


O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), abriu uma “empresa de gaveta” na Espanha após o início das investigações sobre a fraude do INSS, que apuram se ele foi um dos beneficiários do esquema.

Batizada de Synapta, a empresa teve início de operação registrado em 13 de janeiro de 2026 e foi inscrita em 6 de fevereiro no Registro Mercantil de Madri.

A Folha visitou nesta segunda-feira (16) o endereço de registro da empresa, localizada no distrito de Chamartín, região de alto padrão na zona norte de Madri.

A companhia declara atividades genéricas na área de tecnologia, como consultoria técnica e informática, implementação de soluções digitais e suporte a usuários. Também cita atuação no setor de intermediação comercial, como “identificação de oportunidades de compra ou venda”.

O escritório fica no quinto andar de um típico complexo de edifícios modernos que abriga companhias internacionais, consultórios e sedes da administração pública madrilenha.

Lulinha consta como administrador único da empresa, que não teve nenhuma movimentação registrada oficialmente desde sua abertura, exceto a nomeação do escritório de advocacia espanhol Monereo Meyer Abogados e cinco de seus funcionários como procuradores legais.

O endereço registrado pela Synapta é o mesmo desse escritório, especializado na assessoria a empresas estrangeiras com negócios na Espanha e em Portugal.

O capital informado da empresa é o mínimo exigido pela legislação espanhola: 3.000 euros, o equivalente a cerca de R$ 18 mil.

Tanto o recepcionista do prédio quanto a recepcionista da firma de advocacia disseram à reportagem desconhecer a Synapta. A segunda funcionária, porém, confirmou ser possível que a companhia tivesse domicílio registrado naquele mesmo endereço.

A legislação espanhola —assim como a brasileira— permite que empresas mantenham um endereço fiscal que não seja o local de operação dos negócios, prática comum e prevista em lei.

Stefan Meyer, um dos fundadores do escritório, mostrou surpresa ao ouvir que a reportagem procurava a empresa do filho do presidente brasileiro. “O que nós temos a ver com isso? Mande um email e investigaremos, ok?”, disse. Mais tarde, a assessoria respondeu que, por dever de confidencialidade profissional, não poderia comentar além das informações públicas.

A defesa de Lulinha diz que a empresa cumpre as exigências legais e ainda não exerce atividades, tendo sido formalizada visando projetos futuros do filho do presidente da República. Por já estar constituída na prática, mas sem atividades efetivas relevantes, é considerada por ora como “de gaveta”.

Os advogados dizem que o empresário atualmente trabalha e recebe renda como pessoa física no exterior, sem detalhar os contratos ou clientes, sob o argumento de preservação de privacidade.

Lulinha teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido da Polícia Federal, e pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS em fevereiro. A decisão da comissão foi suspensa pelo ministro Flávio Dino e será julgada em plenário físico da corte.

Trechos dos dados sigilosos, repassados pela PF à CPI, apontam que, em quatro anos, Lulinha recebeu pouco mais de R$ 9,7 milhões em suas contas e repassou valor equivalente, somando R$ 19,5 milhões em transações.

A PF afirmou em um relatório, divulgado nesta terça-feira (17) pelo jornal O Estado de S. Paulo, que a saída do Brasil poderia ser uma “evasão do país”. “Do ponto de vista investigativo, asseveramos que Lulinha viajou para o exterior, sem previsão de volta, o que denota possível evasão do país, considerando estar associado aos fatos associados ao principal operador das fraudes bilionárias a milhões de aposentados do Brasil”, diz o documento.

A ida do filho de Lula para a Espanha já era de conhecimento de aliados do presidente desde meados de 2025. Àquela altura, a primeira operação para apuração das fraudes do INSS já havia ocorrido, mas não havia notícia de ligações dele com o caso.

Na época, Lulinha disse a interlocutores que não tinha intenção de falar sobre seu novo emprego e que pretendia atuar no setor privado, conforme informou a Folha então.

A mudança para o exterior pode trazer dificuldades para as investigações. “Há complicações [para realizar] busca e apreensão e até [entregar] intimações”, avalia o jurista Wálter Maierovitch.

A defesa de Lulinha diz que a mudança para a Espanha não tem relação com as investigações sobre a fraude no INSS. Ela afirma que, caso seja solicitado pelo STF, o filho do presidente retornará ao Brasil para prestar esclarecimentos.

As investigações da fraude do INSS apuram informações, relatadas por uma testemunha, de que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de realizar pagamentos para manter o esquema de fraudes na Previdência, teria repassado valores a Lulinha por meio da empresária Roberta Luchsinger, amiga de sua mulher, Renata de Abreu Moreira.

Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal. Em 16 de dezembro, o ministro do STF André Mendonça, relator no Supremo do inquérito sobre a fraude, emitiu mandados de busca e apreensão na sede de sua empresa, em Higienópolis, região central da capital paulista.

Luchsinger recebeu R$ 300 mil do Careca do INSS, valores que são alvo de apuração da PF. Uma testemunha do caso afirmou que a transferência faria parte de um pagamento maior, que somaria R$ 1,5 milhão e teria como destino final “o filho do rapaz”, em referência a Lulinha.

A defesa da empresária afirmou que o pagamento não teria relação com os ilícitos apurados no esquema do INSS e seria decorrente de um negócio de canabidiol desenvolvido entre ela e Careca. A defesa de Lulinha admitiu que ele viajou a Portugal, com despesas pagas pelo lobista, para conhecer o projeto.

Uma semana antes da operação contra Luchsinger, em dezembro, Lulinha fez uma série de movimentações na gestão de suas empresas no Brasil: a LLF Tech Participações, a G4 Entretenimento e Tecnologia e a BR4 Participações.

No caso das duas primeiras empresas, as movimentações, registradas na Junta Comercial de São Paulo, transferiram a administração dos negócios para Renata. No caso da BR4, ele deixou a sociedade.

As três empresas estão registradas, em São Paulo, em um prédio comercial em Pinheiros, na zona oeste, mas não funcionam lá.

Folha de S. Paulo


Irã promete vingança após morte de chefe do Conselho de Segurança

 


A tensão no Oriente Médio disparou após o governo do Irã confirmar a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança. Ele foi morto em um ataque atribuído a Israel na madrugada desencadeando ameaças imediatas de retaliação.

A informação é do portal Metrópoles. Autoridades iranianas prometeram uma resposta rápida e dura. O comandante Sardar Mousavi afirmou que o inimigo “verá o céu se tornar mais espetacular”, enquanto o chefe do Exército, Amir Hatami, declarou que tanto Israel quanto os Estados Unidos sofrerão uma reação “decisiva”.

Como resposta inicial, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica lançou ataques contra Israel. Em Tel Aviv, ao menos duas pessoas morreram após um prédio ser atingido por estilhaços durante os bombardeios.

A escalada do conflito também mobilizou outros países da região. A Arábia Saudita informou ter interceptado um drone próximo à área de embaixadas, enquanto os Emirados Árabes Unidos ativaram sistemas de defesa aérea diante de ameaças de mísseis.

Considerado uma das figuras mais influentes do regime iraniano, Larijani comandava desde 2025 o principal órgão de segurança do país. Sua morte eleva o risco de um confronto direto de maiores proporções na região.


INSS: Alvo da PF, Natjo de Lima movimentou R$ 1,1 bilhão desde 2023.

 


Alvo da Polícia Federal na Operação Sem Desconto, o empresário Natjo Pinheiro Lima movimentou ao menos R$ 1,11 bilhão entre 2023 e 2025, segundo dados da Receita Federal do Brasil enviados à CPMI do INSS.

Apontado como líder do “núcleo cearense” do esquema, ele teve seu maior volume financeiro em 2024, com R$ 537 milhões. Em 2025, o valor caiu para R$ 268,8 milhões.

Papel no esquema

De acordo com o ministro do STF André Mendonça, Natjo era um dos líderes da organização criminosa, responsável pela coordenação financeira, divisão de recursos e estratégias do grupo.

Mensagens analisadas pela PF indicam disputa por valores com a deputada Gorete Pereira (MDB-CE).

Relações e padrão de vida

Natjo entrou no radar por ligação com a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-servidora do INSS. Os dois trocaram pagamentos e viajaram juntos ao exterior ao menos 15 vezes.

Apesar de renda declarada de cerca de R$ 7 mil, Cecília adquiriu dois carros de luxo em 2025, somando mais de R$ 900 mil.

Imóveis e bloqueios

O empresário comprou 19 imóveis à vista entre 2024 e 2025, totalizando R$ 31,5 milhões, a maioria em Fortaleza.

O principal bem é uma mansão de R$ 27,3 milhões, posteriormente bloqueada pela Justiça. O imóvel foi adquirido junto ao empresário Jorge Fontoura Pinheiro Koren de Lima, CEO da Hapvida.

A investigação apura desvios de recursos de aposentados e pensionistas do INSS por meio de entidades e empresas de fachada.

Com informações de Andreza Matais – Metrópoles


Bolsonaro tem melhora importante dos marcadores inflamatórios, diz boletim médico desta quarta-feira (18)

 


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou “boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios”, segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star. Apesar do progresso no tratamento, os médicos destacam que ainda não há previsão de alta.

O ex-presidente foi hospitalizado na última sexta-feira, 13, com broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo o boletim médico, Bolsonaro “tem programação de manter o tratamento com antibioticoterapia e segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”.

Após deixar o hospital na manhã desta quarta, o médico Brasil Caiado explicou a jornalistas que um novo exame apontou uma melhora parcial do pulmão direito, sendo que o lado esquerdo do órgão ainda apresenta comprometimento moderado e difuso.

O cardiologista destacou ainda que apesar de não haver previsão de alta da UTI, existe uma expectativa de que, com as reações positivas ao tratamento, Bolsonaro possa ser transferido para o quarto neste final de semana.

Na última sexta, o médico afirmou que essa foi a “maior pneumonia que Bolsonaro já teve”. O ex-presidente chegou à UTI com água nos pulmões, causadas pela aspiração de líquido do estômago, em decorrência dos soluços frequentes que ele apresenta.

UOL


Ré no STF após confusão com Dino em avião, servidora quebra silêncio e diz: “É invenção”.

 


A servidora pública Maria Shirlei Piontkievicz, que virou ré no STF após um episódio em um voo com o ministro Flávio Dino, quebrou o silêncio e negou ter feito ofensas. Em manifestação nas redes sociais, ela afirmou que não chamou o ministro de “lixo” e disse que a versão divulgada sobre o caso é uma “invenção”.

O episódio aconteceu em setembro de 2025, em um voo de São Luís (MA) para Brasília (DF). Segundo o processo, a passageira teria feito declarações contra o ministro e chamado a atenção de outros passageiros. Ela foi detida ao desembarcar e indiciada pela Polícia Federal.

Maria Shirlei afirma que apenas quis falar com Dino sobre um assunto que considera grave e que desistiu ao ser abordada por seguranças. Ela também nega ter tentado agredir o ministro e diz que possui problemas na coluna. O caso tramita em sigilo no STF, e ela responde em liberdade.


Moraes autoriza nova data para visita de advogados a Bolsonaro internado

 


O ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorizou a remarcação da visita dos advogados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado no Hospital DF Star, em Brasília. A nova data ficou para quarta-feira (18), após pedido da defesa.

Mais cedo, segundo os advogados, a visita havia sido autorizada para o mesmo dia, mas não pôde ser realizada. De acordo com a defesa, os advogados Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser alegaram impossibilidade de deslocamento imediato, já que residem em São Paulo e enfrentariam restrições de horário e acesso ao hospital.

Jair Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13), após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, causada por aspiração de conteúdo gástrico, conforme informações médicas apresentadas pela defesa.

Ainda nesta terça-feira, os advogados protocolaram no STF um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. Segundo a defesa, esta é a sexta solicitação desde o início do cumprimento da pena, em novembro de 2025.

De acordo com os advogados, o quadro clínico do ex-presidente teria se agravado após a internação, com sintomas como febre, queda na oxigenação e episódios de hipotensão, o que motivou o novo pedido à Corte.