sábado, 31 de outubro de 2026

Dossiê expõe denúncias de violência política e assédio eleitoral no Paraná

 


Um dossiê que reúne denúncias de violência política, agressões, ameaças, atropelamentos e pressão contra trabalhadores por motivação política foi protocolado junto a cinco órgãos do poder judiciário paranaense. Os fatos teriam ocorrido no Paraná após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições para presidente.

O documento foi protocolado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) no Paraná e é assinado pelo presidente estadual da Federação, Arilson Chiorato, Nele, há episódios de agressões físicas, ameaças, atropelamentos, disparos de arma de fogo, depredação de patrimônio e manifestações públicas de incitação à violência contra eleitores e apoiadores do PT.

Os dossiês foram protocolados junto ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), Ministério Público do Trabalho (MPT-PR), Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná (PRE-PR) e Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). A iniciativa relata ocorrências em diversos municípios paranaenses e solicita a abertura de procedimentos para investigar os fatos, identificar os responsáveis e adotar medidas de proteção às vítimas e testemunhas.

“Há registros de agressões físicas, atropelamentos que até, infelizmente, levaram a morte de uma pessoa, disparo de armas de fogo, ameaças e incitação a violência. O dossiê aponta um crescimento do assédio eleitoral nas relações de trabalho, além de boicote a comerciantes e possíveis abusos de autoridade policial”, disse Chiorato. “Não são fatos isolados. Por isso, exigimos uma atuação coordenada das autoridades. Queremos a apuração de cada caso e a responsabilização de seus autores. Nosso dossiê aponta a discriminação por motivo políticos e queremos respostas”.

Entre os casos relatados estão a morte de Eliseu Pedrozo dos Santos, atropelado durante uma comemoração em Mangueirinha; o atropelamento de uma mulher que sofreu lesões graves em Castro; agressões durante comemorações eleitorais em municípios como Matinhos e São Miguel do Iguaçu; e denúncias envolvendo a atuação de agentes de segurança em Guarapuava e Apucarana.


O documento também registra ameaças divulgadas em grupos de mensagens e redes sociais, além de declarações que incentivam a violência contra pessoas identificadas por sua posição política. Os fatos foram reunidos a partir de reportagens, registros policiais, vídeos, publicações em redes sociais e relatos recebidos pela Federação, e dependem de apuração pelas autoridades.

Além das agressões e ameaças, o dossiê denuncia o crescimento do assédio eleitoral nas relações de trabalho. O apresentou publicações de agentes políticos que orientam empresários a demitir trabalhadores por sua posição política ou pelo voto nas eleições. Entre os exemplos citados estão manifestações atribuídas ao vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) e à vereadora de Londrina Jessicão (PL). Ambos foram acionados individualmente na justiça

Segundo dados do Ministério Público do Trabalho no Paraná reproduzidos no documento, as denúncias de assédio eleitoral no estado passaram de 75 ao final do primeiro turno, em 4 de outubro, para 142 na noite do segundo turno, em 25 de outubro, e chegaram a 198 em 27 de outubro. A Federação solicita que essas condutas sejam examinadas nas esferas eleitoral, penal e trabalhista, incluindo medidas para interromper as práticas denunciadas e remover conteúdos considerados irregulares.

O PT ainda pede ao poder judiciário a proteção de vítimas e testemunhas e a apuração de possíveis excessos cometidos por agentes públicos, inclusive com a avaliação da necessidade de responsabilização disciplinar. Caso algum órgão não tenha competência para determinado caso, a Federação solicita o encaminhamento dos documentos à autoridade responsável e a comunicação das providências adotadas.

Jovem é espancado por grupo e fica em estado grave em Apucarana

 


Um homem de 26 anos foi violentamente agredido por um grupo de pessoas na noite desta sexta-feira (30), no loteamento Santos Dumont, em Apucarana. Ele precisou ser socorrido às pressas após desmaiar na rua e permanece internado em estado grave.

De acordo com as informações da Polícia Militar (PM), o episódio começou com uma briga isolada entre a vítima e um conhecido do bairro. Logo em seguida, a situação se agravou. Dois veículos, incluindo um Ford Fiesta de cor preta, cercaram o rapaz na Rua João Maria de Oliveira.

Conforme relatos colhidos pela PM, vários homens desceram dos carros e passaram a bater na vítima com extrema violência, deixando-a inconsciente em via pública. Após o espancamento, os agressores fugiram e, até o momento, não foram localizados.

Equipes de socorro do Corpo de Bombeiros foram acionadas e prestaram os primeiros atendimentos ainda no local do crime. Devido à gravidade dos ferimentos, o rapaz foi encaminhado rapidamente para o Hospital da Providência.

A PM registrou o caso e já repassou os detalhes da ocorrência para a Polícia Civil, que assumirá a investigação para identificar os envolvidos e esclarecer a motivação do espancamento.

Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e chega a 50,1%


 













O endividamento das famílias brasileiras atingiu um novo recorde em agosto, chegando a 50,1% da renda acumulada em 12 meses. O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas também alcançou o maior nível da série histórica, com 29%, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira.

Os números evidenciam a pressão sobre o orçamento das famílias diante dos juros elevados e do avanço de modalidades de crédito mais caras, como cartão de crédito e empréstimos sem garantia.

Mesmo com programas de renegociação de dívidas lançados pelo governo federal, o indicador de endividamento continuou avançando. Sem considerar o crédito imobiliário, a proporção chegou a 31% da renda, enquanto o comprometimento com o serviço da dívida atingiu recorde de 26,7%.

Os dados do Banco Central também mostram que a inadimplência no crédito livre para famílias e empresas permaneceu em 6,6% em setembro, o maior patamar da série histórica para esse indicador.

Com informações da Reuters

Alta dos juros imobiliários para 15% ao ano no Bradesco irá frear vendas e inflar as prestações da casa própria

 


O Bradesco reajusotu a taxa mínima do financiamento imobiliário de 11,69% para 15% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). O aumento significa que o cliente deverá pagar mais para financiar a casa própria.

A medida acende um alerta sobre o rumo do crédito e da atividade econômica no país. O movimento reflete o ambiente de juros elevados e maior custo de captação de recursos no mercado financeiro, sinalizando que a pressão sobre a taxa básica de juros e a inflação continua a se desdobrar de forma direta sobre as linhas de financiamento de longo prazo.

A elevação do custo do crédito imobiliário afeta diretamente a dinâmica da economia, uma vez que o setor da construção civil e o mercado imobiliário são grandes geradores de emprego e renda. Na prática, o aumento das taxas de juros encarece o valor das prestações, reduz o poder de compra e o limite de crédito das famílias, o que tende a desestimular novas contratações e desacelerar um dos motores mais importantes do crescimento econômico do país.

Com informações do Poder 360


Trump ajuda Flávio a entrar nos EUA, mas não pretende reconhecê-lo como líder do Brasil, diz Reuters

 


O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende reconhecer Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como líder legítimo do Brasil, apesar de ter autorizado sua entrada no país após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. A informação foi divulgada pela agência Reuters nesta sexta-feira (30), com base em fontes do governo norte-americano.

Segundo uma autoridade dos EUA e outra pessoa a par das negociações, Trump não tem planos de apoiar as pretensões políticas do senador neste momento, embora possa mudar de posição. A decisão ocorre em meio à tentativa de evitar uma nova crise diplomática com o Brasil.

Flávio deixou o território brasileiro após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão de seus passaportes, atendendo a um pedido da Polícia Federal. O senador é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

De acordo com a Reuters, Flávio atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), acompanhado da mulher e das duas filhas. A família embarcou em um avião fretado com destino a Miami, fazendo escala no Equador.

A reportagem revela que Jason Miller, assessor de Trump próximo à família Bolsonaro, ajudou a organizar o voo. Durante a viagem, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, recomendou ao presidente que autorizasse a entrada do senador, o que foi aprovado.

Autoridades dos Estados Unidos concederam a Flávio e à família uma autorização temporária de entrada por razões humanitárias, conhecida como parole humanitária.

Após chegar aos EUA, Flávio publicou uma carta em que se declarou “presidente eleito” do Brasil. Posteriormente, apagou a publicação e divulgou uma nova versão, apresentando-se como “líder” legítimo do país, sem reconhecer a vitória de Lula.

Apesar de ter questionado a condução das eleições brasileiras, Trump evitou criticar diretamente o presidente reeleito. “Gosto do Lula, me dou muito bem com ele. Só acho que a eleição deixou uma péssima impressão”, afirmou.

Segundo a Reuters, autoridades norte-americanas avaliam que a saída de Flávio do Brasil reduziu seu capital político. Integrantes do governo brasileiro também consideram que o episódio pode enfraquecer a oposição no Congresso Nacional.


Em meio a tensões pós-eleitorais, chanceler do Brasil chega aos EUA para reunião do G20

 


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou nesta sexta-feira em Atlanta para participar da Reunião de Chanceleres do G20, sediada este ano pelos Estados Unidos. O evento marca o primeiro contato direto entre representantes do governo brasileiro e a administração norte-americana desde as eleições no Brasil, em um momento de esfriamento diplomático provocado pelo silêncio da Casa Branca sobre a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os trabalhos da cúpula são conduzidos pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chefe da diplomacia americana e apontado como a principal ponte entre a família Bolsonaro e o governo de Donald Trump.

Apesar de não haver previsão de uma reunião bilateral formal entre Vieira e Rubio, a expectativa é de que ambos mantenham contatos informais nos bastidores. Os chanceleres do grupo buscam avançar nas negociações do texto final que será submetido aos chefes de Estado na Cúpula de Líderes, agendada para dezembro.

Nos bastidores da diplomacia brasileira, contudo, o tom é de ceticismo. Integrantes do governo avaliam o cenário com pragmatismo e pouca margem para avanços expressivos na pauta comum diante das divergências políticas entre as duas gestões.

Com informações do Metrópoles


Denúncias de assédio eleitoral no trabalho chegam a 3,3 mil e superam eleições de 2022

 


As denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho chegaram a 3.396 em 2026, até as 10h desta quinta-feira , superando o total registrado nas eleições de 2022, quando o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 3.373 relatos.

Somente em outubro, foram cerca de 2,6 mil denúncias, um aumento de aproximadamente 371% em relação a setembro, quando houve 552 registros. A média no mês chegou a 90 denúncias por dia.

São Paulo lidera o número de casos, com 620 registros, seguido por Minas Gerais, com 351, e Rio de Janeiro, com 252. Segundo o MPT, 991 denúncias foram feitas antes do primeiro turno, 946 entre os dois turnos e outras 1.459 após a votação de 25 de outubro.

O que é assédio eleitoral

A prática ocorre quando empregadores ou gestores tentam influenciar a escolha política dos trabalhadores por meio de ameaças, constrangimentos ou vantagens. Entre os exemplos estão ameaças de demissão, redução salarial, rebaixamento de cargo, exigência de participação em campanhas e pressão para votar em determinado candidato.

O assédio também pode ocorrer por mensagens e redes sociais. Uma pesquisa da Justiça do Trabalho identificou o WhatsApp em 37% dos processos analisados e outras redes sociais em 14,5%.

Como denunciar

Trabalhadores podem apresentar denúncias ao Ministério Público do Trabalho pelo portal assedioeleitoral.trabalho.gov.br. Mensagens, e-mails, áudios, vídeos, fotografias e testemunhos podem ajudar a comprovar as situações relatadas.

O registro de uma denúncia não significa que a prática tenha sido comprovada. Os casos são analisados pelas autoridades, e as consequências podem incluir indenizações, termos de ajustamento de conduta e ações judiciais, conforme a gravidade e as circunstâncias.

O Ministério do Trabalho e Emprego também passou a enviar alertas pela Carteira de Trabalho Digital para orientar trabalhadores sobre seus direitos e incentivar denúncias.


POR UNANIMIDADE: TSE decide que agressão contra a mulher pode tornar candidato inelegível

 


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade, nesta quinta-feira, que condenações por lesão corporal contra a mulher podem tornar o condenado inelegível, por se enquadrarem na categoria de crimes contra a vida. A Corte também cobrou do Congresso Nacional uma mudança na legislação para incluir expressamente essa restrição.

O entendimento foi firmado no julgamento do recurso de João Francisco de Assis Neto, conhecido como Dr. João Neto, que pretendia disputar uma vaga de deputado federal por Alagoas nas eleições de 2026. Os ministros negaram o recurso e mantiveram o indeferimento da candidatura.

Relator do caso, o ministro Dias Toffoli afirmou que a decisão não cria uma nova regra, mas interpreta a legislação já existente. Outros ministros destacaram a relação entre agressões físicas contra mulheres e o risco de feminicídio.

Durante o julgamento, Ricardo Villas Bôas Cueva propôs que o TSE encaminhe um apelo à Câmara e ao Senado para atualizar a Lei de Inelegibilidades. A proposta busca tornar explícita na legislação a proibição de candidaturas de pessoas condenadas por violência contra a mulher.

Um projeto com esse objetivo já tramita no Senado, mas está parado na Comissão de Constituição e Justiça desde maio de 2025. O ministro Kassio Nunes Marques ressaltou que a decisão representa um marco para a Justiça Eleitoral, ao aplicar a legislação vigente antes de uma eventual atualização pelo Congresso.


Juros altos e dívida de R$ 11 trilhões pressionam o Brasil e desafiam Lula no 4º mandato

 


O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de juros reais, com taxa de 8,45% ao ano, segundo levantamento da fintech MoneYou que analisou 40 países. Ao mesmo tempo, a dívida pública brasileira chegou a cerca de R$ 11 trilhões, ampliando os desafios econômicos do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75% ao ano. O patamar encarece empréstimos, dificulta investimentos e aumenta os custos de financiamento para consumidores, empresas e governo.

No levantamento divulgado em setembro, o Brasil aparece à frente de países como Rússia, que registra juros reais de 6,79% ao ano, e Argentina, com 2,69%. O indicador considera a taxa de juros descontada da inflação projetada para os próximos 12 meses.

O impacto também aparece nas contas públicas. Nos 12 meses encerrados em agosto, o governo brasileiro acumulou R$ 1,18 trilhão em despesas com juros da dívida, equivalente a 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

A dívida pública alcançou aproximadamente 82% do PIB, ante 71% no início do terceiro mandato de Lula. Economistas ouvidos pelo UOL apontam que a combinação de juros elevados, crescimento das despesas e necessidade de equilíbrio fiscal representa um dos principais desafios do próximo governo.

Entre os fatores de pressão sobre as contas públicas estão o envelhecimento da população e o aumento das despesas previdenciárias. Especialistas também discutem medidas de controle de gastos e mudanças na política fiscal para conter o avanço do endividamento.

Com informações do UOL