terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Caneta emagrecedora ilegal do Paraguai deixa mulher em estado grave

 


Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave em Belo Horizonte desde dezembro, após sofrer complicações de saúde associadas ao uso de uma "caneta emagrecedora" adquirida no mercado ilegal. A auxiliar administrativa Kellen Oliveira Bretas Antunes utilizou um medicamento proveniente do Paraguai sem qualquer prescrição ou acompanhamento médico.

Kellen deu entrada na unidade de saúde inicialmente com fortes dores abdominais, mas o quadro clínico evoluiu rapidamente para problemas neurológicos. A equipe médica trabalha com a suspeita de que ela tenha desenvolvido uma síndrome que compromete a musculatura, afetando a fala, os movimentos corporais e o funcionamento de órgãos vitais.

A filha da paciente, Giulia Antunes, confirmou que o diagnóstico inicial apontou para intoxicação medicamentosa. A família tentou auxiliar no tratamento levando o produto usado para exames, mas houve dificuldades técnicas. "Meu pai pegou a ampola aqui em casa e levou para o hospital para fazer a análise, mas lá eles não conseguiram analisar porque era um medicamento do Paraguai", relatou Giulia.

Riscos e procedência duvidosa


O caso reforça o alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre os perigos de medicamentos não regulamentados. Segundo a agência, produtos sem registro não possuem garantia de eficácia ou segurança, expondo o paciente ao risco de utilizar substâncias diferentes das informadas no rótulo ou em condições sanitárias precárias.

O endocrinologista Márcio Lauria destaca que o uso de canetas emagrecedoras pode ser eficaz no tratamento da obesidade quando há indicação médica e compra em locais certificados, como farmácias. Ele adverte contra a aquisição via revendedores não autorizados ou clínicas de manipulação duvidosas. "Toda vez que você ingere um medicamento que não sabe a procedência, pode conter qualquer coisa ali dentro. Às vezes, você compra um produto que não teve o cuidado necessário para a segurança e a eficácia", explicou o especialista.Fiscalização

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a fiscalização desse tipo de comércio é responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal. O órgão atua verificando a procedência, autenticidade (rótulos), condições de armazenamento e a habilitação dos estabelecimentos.

Em casos de irregularidades, os produtos são apreendidos e o local pode ser interditado e multado. A administração municipal reforça que denúncias sobre vendas suspeitas devem ser feitas pelos canais oficiais, como o telefone 156 ou o portal de serviços da prefeitura

Homem é morto a tiros em São Pedro do Ivaí; suspeito é preso horas depois

 


Um homem de 43 anos foi assassinado a tiros na manhã desta terça-feira (20), por volta das 8 horas no Conjunto Boa Vista, em São Pedro do Ivaí, no norte do Paraná.

Moradores relataram ter ouvido disparos de arma de fogo e acionaram a Polícia Militar (PM). Equipes de socorro foram enviadas ao endereço, mas o homem já estava sem vida quando os profissionais chegaram ao local. A área do crime foi isolada para os trabalhos de perícia, realizados pela Polícia Científica.

Ainda na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil, de Jandaia do Sul, localizou e prendeu o suspeito. Segundo o delegado Conrado Rodrigues Guedes, o autor do crime, de 31 anos, fugiu do local do crime em uma motocicleta e foi localizado em Bom Sucesso. O suspeito foi ouvido na delegacia e responderá pelo homicídio.

O delegado informou que a motivação do crime "envolve problemas pretéritos entre autor e vítima, relacionados à dívida de tráfico de drogas, com diversos episódios de ameaças e agressões recíprocas".

Temporal deixa cerca de 130 mil casas sem energia na Grande SP

 


As fortes chuvas que atingem a capital paulista e Grande São Paulo, nesta segunda-feira (19), provocaram falta de energia elétrica para cerca de 130 mil residências.

Por volta das 21h30, eram 128,7 mil, conforme balanço da Enel, empresa responsável pela distribuição do serviço em 23 cidades da região. Trinta minutos antes, esse número superou 132 mil.

Foi mais uma tarde de chuva forte, conforme já havia alertado a Defesa Civil Estadual.

Segundo o Corpo de Bombeiros, foram 31 chamados para quedas de árvores e 15 para desabamento entre 14h e 18h, em São Paulo e Região Metropolitana.

A Defesa Civil também atendeu 15 ocorrências de queda árvore, sendo três na Zona Leste, dois na Zona Norte, seis na Zona Sul e quatro na região Centro-Oeste, das 7h às 19h, além de 1 desabamentos (dois na Zona Leste, quatro na Zona Norte e cinco na Zona Sul), e sete chamados para deslizamento (três na Zona Leste e quatro na Zona Sul).

Alto custo faz Ministério da Saúde descartar vacina contra herpes-zóster no SUS


 














O Ministério da Saúde decidiu não incluir no Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra o herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e envolve o imunizante recombinante adjuvado, avaliado para idosos a partir de 80 anos e pessoas imunocomprometidas com mais de 18 anos.

A negativa foi baseada em análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que considerou critérios como evidências científicas, impacto financeiro e custo-efetividade. Segundo o órgão, o alto custo do imunizante inviabiliza, neste momento, a incorporação à rede pública de saúde.

A vacina foi desenvolvida para evitar a reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus permanece adormecido no organismo e pode voltar a se manifestar anos depois, principalmente em idosos ou pessoas com baixa imunidade.

Embora reconheça a eficácia da vacina, o Ministério da Saúde afirmou que seguirá monitorando novas evidências e condições econômicas que possam permitir a inclusão futura do imunizante no calendário do SUS.

Com informações do G1

Polícia apura denúncia de importunação sexual no BBB 26 após desistência de Pedro

 


A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá investiga uma denúncia de importunação sexual envolvendo o ex-participante do BBB 26, Pedro Henrique Espindola.

Segundo a polícia, o caso chegou ao conhecimento da corporação após a exibição das imagens no programa. O material será analisado, o ex-brother será ouvido e diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.

Pedro deixou o reality, após acionar o botão de desistência, pouco depois de a participante Jordana relatar um episódio ocorrido na despensa da casa.

De acordo com ela, Pedro entrou no local, colocou a mão em seu pescoço e tentou beijá-la sem consentimento. Ao ser questionado, ele teria dito que agiu por vontade própria.

Minutos após o relato, o ex-participante confirmou a saída do programa e se dirigiu ao confessionário, sem se despedir dos demais.

A produção do BBB ainda não se manifestou sobre o caso. A investigação segue em andamento.


Médico que matou colegas já foi citado em investigação de propina da PF


 












A PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo) investiga se o assassinato de dois médicos em Alphaville, na Grande São Paulo, está ligado a disputas comerciais e a contratos na área da saúde pública envolvendo o autor dos disparos, o médico Carlos Alberto Azevedo Filho. Ele foi preso em flagrante, na noite de sexta-feira (16), após matar a tiros Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos, em frente a um restaurante em Barueri.

O caso ganhou novos contornos após a confirmação de que a empresa do atirador mantém contratos com uma organização social investigada por suspeita de esquema de propina.

Segundo os contratos aos quais a CNN Brasil teve acesso, Carlos Alberto e Luís Roberto eram proprietários de empresas que atuam na gestão e intermediação de serviços médicos. Ambos tinham atuação em contratos firmados com organizações sociais e secretarias de saúde.

As investigações indicam que as desavenças entre eles vinham se acumulando havia meses, motivadas por concorrência direta e disputas por contratos na área hospitalar. Vinicius, a segunda vítima, trabalhava como médico vinculado a organizações sociais que mantinham relação profissional com a empresa de Luís Roberto.

A empresa de Carlos Alberto, a Cirmed Serviços Médicos, possui contratos milionários firmados com a Fundação ABC, entidade responsável pela administração de hospitais e unidades de saúde em municípios da Grande São Paulo.

A Fundação ABC foi alvo da Operação Estafeta, realizada pela PF (Polícia Federal) em julho de 2025, que investiga um suposto esquema de pagamento de propina a partir de contratos de gestão financiados com recursos públicos. Embora a empresa do atirador não tenha sido formalmente citada na operação, os contratos assinados previam repasses de milhões de reais por ano para a prestação de serviços médicos.

CNN

Médica de concessionária salva mulher dada como morta pelo Samu em SP

 


Uma mulher de 29 anos foi socorrida em estado grave na noite deste domingo (18) após ter o óbito constatado erroneamente por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O caso ocorreu na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru, no interior de São Paulo.

A vítima havia sido atropelada e, após a avaliação inicial do Samu, foi dada como morta. O corpo chegou a ser posicionado no acostamento e coberto com uma manta térmica, procedimento padrão para vítimas fatais. Minutos depois, no entanto, um médico da concessionária que administra a rodovia percebeu sinais vitais na mulher e iniciou imediatamente as manobras de reanimação.

Após ser estabilizada, ela foi encaminhada às pressas ao Pronto-Socorro Central de Bauru e, na sequência, transferida para o Hospital de Base da cidade.

De acordo com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o atropelamento aconteceu por volta das 18h30. O motorista de um SUV relatou à Polícia Rodoviária que trafegava pela via quando a pedestre atravessou a pista repentinamente, não havendo tempo hábil para frear ou desviar.

Em um dia, 369 mil clientes já pediram ao Fundo Garantidor de Créditos reembolso de valores investidos no Banco Master

 


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que 369 mil dos 800 mil investidores do Banco Master já solicitaram o reembolso de seus valores. Os pagamentos começam nesta segunda-feira (19).

Ao todo, R$ 40,6 bilhões serão repassados aos investidores. O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, com limite de R$ 1 milhão a cada quatro anos. O pedido pode ser feito pelo aplicativo ou site do fundo.

Segundo o FGC, cerca de 150 mil credores já concluíram o processo e devem receber o dinheiro em até dois dias úteis. O sistema registra cerca de 9 mil pedidos por hora, apesar de eventuais lentidões por excesso de acessos.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, após graves irregularidades e problemas de liquidez, em meio a uma investigação sobre fraude estimada em R$ 12 bilhões.


Geral Escritório da mulher de Moraes perde única ação na qual defendeu Banco Master

 


Uma disputa judicial que envolve o Banco Master e seu CEO, Daniel Vorcaro, resultou em derrota para ambos no Tribunal de Justiça de São Paulo, depois de apresentarem uma queixa-crime contra Vladimir Joelsas Timerman, fundador da Esh Capital, em outubro de 2024. Esse processo foi o único conhecido no qual a instituição financeira e o empresário foram defendidos pelo escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seus filhos, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes.

O litígio teve origem em conflitos entre Timerman e investidores da Gafisa, da qual ele também é acionista. Em meio a denúncias do gestor à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), um inquérito apurou alegações de operações fraudulentas que envolvem fundos ligados a Nelson Tanure e o Banco Master.

Segundo Timerman, essas ações tinham o objetivo de permitir que Tanure ampliasse o controle sobre a construtora, mascarando conflitos de interesse e manipulando o mercado.

Depois de perderem em todas as instâncias, Vorcaro e o Banco Master tiveram de pagar R$ 5,5 mil em honorários à defesa de Timerman. A 2ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP rejeitou, em outubro de 2025, o recurso da instituição, com base em parecer da Procuradoria-Geral de Justiça que apontou falta de “provas suficientes de dolo específico de ofender”. O processo acabou definitivamente em dezembro, depois do julgamento dos embargos.

Paralelamente, Timerman apresentou notícia-crime contra Vorcaro no Ministério Público de São Paulo, sob a alegação de que o CEO do Master teria cometido denunciação caluniosa mesmo ciente das irregularidades na Gafisa.

Ele destacou que as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, além de pareceres da Procuradoria-Geral de Justiça, confirmam a veracidade de suas denúncias sobre a Gafisa, o Master e Tanure.

Na representação apresentada, Timerman afirmou que a escolha do escritório “da esposa de um ministro do STF”, entre “dezenas de escritórios que defendem a instituição”, teve “evidente propósito intimidatório”, segundo palavras do gestor registradas na notícia-crime.

O contrato entre o Banco Master e o Barci de Moraes, apreendido durante a primeira etapa da Operação Compliance Zero, previa honorários de até R$ 130 milhões, embora não tenha sido integralmente executado em razão da liquidação do banco pelo Banco Central, em novembro do ano passado.

Revista Oeste