A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) prendeu nesta quinta-feira (9) o homem flGRdo por câmeras de segurança dando um chute na própria filha, de apenas três anos, no município de Francisco Beltrão, na região sudoeste do Paraná. O agressor, que não teve a identidade divulgada oficialmente, deve responder pelo crime de lesão corporal. A prisão ocorreu após a repercussão das imagens, que geraram grande comoção e mobilizaram as autoridades locais, culminando na decretação da medida judicial.
Segundo informações da assessoria da PC-PR repassadas, o homem foi preso nesta tarde após um pedido de prisão preventiva concedido pelo Poder Judiciário. Na quarta-feira, ele foi ouvido e liberado pela PC-PR.
A prisão foi confirmada em coletiva de imprensa conduzida pelos delegados Ricardo Moraes e Anderson Andrei, de Francisco Beltrão. "Um caso de realmente imagens impactantes. Um pai que teria desferido um chute na região da face e do peito da sua filha de três anos de idade. Essa informação chegou para a polícia formalmente apenas na terça-feira”, detalhou o delegado Ricardo Moraes.
Desde que o vídeo chegou ao conhecimento das forças de segurança, as diligências das polícias Civil e Militar ocorreram de forma ininterrupta, segundo os delegados. Foram ouvidas testemunhas, familiares e o vizinho que interveio para impedir que a agressão continuasse. Moraes aproveitou a coletiva para desmentir os boatos que circulavam na internet de que o agressor teria fugido.
O aprofundamento das investigações revelou que as agressões no seio familiar podem ser frequentes e não se restringem à menina de três anos. “Há indícios que aquela agressão não foi a única. E também não só contra a menina, há indícios que o outro menino, de cinco anos, que seria o enteado dele, também já teria sofrido algumas agressões pretéritas”, revelou Moraes.
Diante da gravidade da situação, a Polícia Civil solicitou imediatamente medidas protetivas em favor da menina, que já foram deferidas pela Justiça. A mãe das crianças deixou a residência familiar para garantir que não houvesse mais contato com o agressor.
"Esse inquérito policial vai apurar essas outras notícias de agressão e se outros elementos forem trazidos durante a investigação", acrescentou Anderson Andrei.


.webp)





