sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Motos são 16% da frota, mas condutores representam mais de 60% das mortes no trânsito

 


A cada dia, 19 acidentes envolvendo motociclistas são registrados em Curitiba, em média. E embora as motos não sejam maioria dentro da frota de veículos da Capital, os motociclistas são maioria esmagadora entre as vítimas do trânsito. É o que revela um levantamento exclusivo feito pelo Bem Paraná com base em informações do Departamento de Trânsito (Detran-PR) e do Ministério da Saúde.

De acordo com as informações do Detran, ao final de 2025 a frota curitibana somava 1.796.438 veículos. A maior parte desses veículos – o equivalente a 60% do total – são automóveis, que somam 1.077.854 unidades. As motocicletas, por sua vez, são 284.051, o equivalente a 15,8% de toda a frota. Na sequência aparecem ainda caminhonetes (130.319 ou 7,25%), camionetas (104.852 ou 5,84%), utilitários (45.027 ou 2,51%) e caminhões (41.609 ou 2,32%).

O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), por sua vez, aponta que entre 2020 e 2024 um total de 837 pessoas faleceram na cidade em acidentes de trânsito enquanto ocupavam algum veículo motorizado. Não estão inclusos na estatística, portanto, pedestres e ciclistas, mas apenas motociclistas, motoristas, caminhoneiros e passageiros que estavam em algum veículo quando faleceram nalguma ocorrência.

E aí vem o dado alarmante: das 837 mortes em cinco anos, 513 tiveram como vítimas motociclistas que sofreram trauma em algum acidente de transporte.

Ou seja, as motos respondem por menos de 16% da frota de veículos em Curitiba. Mas os motociclistas são 61,3% dos mortos no trânsito, quando excluídos da conta pedestres e ciclistas.


Os ocupantes de automóvel, por outro lado, são 60% da frota. Contudo, responderam por apenas 267 das 837 mortes no período analisado – o equivalente a 31,9% do total.

Judiciário Em parecer, OAB diz que Banco Central deve liberar registros do Master.


 












A OAB do Paraná avisou: o Banco Central errou ao barrar totalmente o acesso a informações sobre o Banco Master. Pelo parecer, sigilo absoluto viola a Lei de Acesso à Informação (LAI) e não pode ser usado como desculpa para esconder dados básicos sobre o caso do empresário Daniel Vorcaro.

O BC negou fornecer qualquer registro da liquidação do Master e das conversas com o ministro Alexandre de Moraes, alegando sigilo bancário e empresarial. Para a OAB-PR, a regra é clara: sigilo é exceção, não regra. Informações institucionais e procedimentais devem ser liberadas, mesmo que partes sensíveis precisem ser tarjas ou anonimização.

Segundo o parecer, assinado pelo presidente da OAB-PR, Luiz Fernando Casagrande Pereira, e pela advogada Giulia de Rossi Andrade, negar acesso integral “mostra fragilidade jurídica” e fere princípios de proporcionalidade, publicidade e motivação administrativa. Ou seja: o BC tratou tudo como se fosse segredo absoluto, sem explicar o porquê.

Em resumo, a OAB deixa claro: pedir informação é um direito; a LGPD não derruba a LAI; sigilo total é ilegal; e órgãos públicos devem liberar o que for possível, tarjar o que é sensível e justificar qualquer restrição.

Irã fecha céus e regime entra em alerta máximo após protestos e pressão dos EUA


 














O regime iraniano fechou o espaço aéreo do país para voos internacionais, liberando apenas operações com origem ou destino à capital, Teerã. A decisão ocorre em meio à escalada dos protestos contra o aiatolá Ali Khamenei e ao aumento da tensão com os Estados Unidos, acendendo mais um sinal de instabilidade no país.

Segundo autoridades iranianas, a medida foi comunicada às companhias aéreas e já tem efeito prático: dados do site Flightradar24 mostram pouquíssimas aeronaves sobrevoando o Irã.

O fechamento dos céus é visto como estratégia de controle interno diante do agravamento da crise política e do risco de novas mobilizações populares.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou ter sido informado de que a repressão violenta do regime estaria diminuindo.

“Os assassinatos estão parando”, disse no Salão Oval, após estimativas apontarem que cerca de 20 mil manifestantes teriam sido mortos pela máquina repressiva iraniana nos últimos dias.

Enquanto Trump cancelou reuniões com o regime e incentivou os iranianos a ocuparem instituições, prometendo que “a ajuda está a caminho”, Teerã tenta passar normalidade.

O chanceler Abbas Araghchi afirmou que o governo mantém “controle total” da situação — discurso que contrasta com o fechamento do espaço aéreo e o isolamento crescente do país no cenário internacional.

Farra do INSS: dirigente preso fez Pix a ex-assessor de deputado após receber R$ 250 mil

 


Um dos presos na investigação sobre fraudes no INSS fez uma transferência via Pix para um ex-assessor parlamentar após receber recursos de entidades investigadas no esquema. Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT), ligado à Conafer, repassou R$ 25 mil a Leandro de Almeida Lima Alves, ex-assessor do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), depois de ter recebido R$ 250 mil de pessoas e organizações sob suspeita, segundo relatório do Coaf enviado à CPMI do INSS.

Os depósitos que abasteceram Vinícius partiram da Fafer, entidade ligada à Conafer, de Ingrid Pikinskeni Morais Santos e de uma empresa associada à Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), todas citadas nas investigações. O Pix ocorreu cerca de seis meses após Pettersen destinar R$ 1 milhão em emendas parlamentares ao instituto presidido por Vinícius, em dezembro de 2023 — um ano antes, o parlamentar já havia enviado outros R$ 1,5 milhão à mesma entidade.

As emendas tinham como objetivo projetos de capacitação de agricultores e inseminação de bovinos em Minas Gerais, mas, de acordo com a Polícia Federal, os recursos foram desviados por meio de convênios com licitações supostamente fraudadas. Uma empresa ligada à própria Conafer, registrada em nome de Ingrid Pikinskeni, teria sido subcontratada e recebido mais de R$ 2,1 milhões, reforçando os indícios de irregularidades no uso do dinheiro público.

As investigações também apontam a compra e revenda de uma aeronave envolvendo Vinícius e o deputado mineiro, além da atuação de um “núcleo político” abastecido com pagamentos de propina, segundo a PF. O parlamentar nega irregularidades. Procurados, o deputado, entidades citadas e demais envolvidos ainda não se manifestaram oficialmente.

Com informações do Metrópoles


Com Bolsonaro na Papudinha, oposição pressionará por dosimetria

 


A transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a chamada Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília, reacendeu a mobilização da oposição no Congresso para tentar derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamado PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado. Aliados avaliam que o novo cenário fortalece a pressão política e acelera a articulação para recolocar o tema na pauta do Legislativo.

Parlamentares do PL e partidos aliados defendem que a retomada do projeto pode encurtar o tempo de Bolsonaro no regime fechado e abrir caminho para a progressão ao semiaberto ou até à prisão domiciliar. O texto, aprovado anteriormente por ampla maioria na Câmara e no Senado, foi vetado integralmente por Lula na última semana, mas a oposição afirma já ter votos suficientes para derrubar o veto e forçar uma nova votação.

Nos bastidores, líderes oposicionistas intensificaram a cobrança sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para acelerar a análise do veto. Além disso, deputados e senadores articulam iniciativas paralelas, incluindo pedidos formais de prisão domiciliar e denúncias a organismos internacionais, sob o argumento de preocupação com a segurança e a saúde do ex-presidente.

Aliados de Bolsonaro também avaliam que a transferência para a Papudinha pode fortalecer politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como o nome do ex-presidente para a disputa presidencial. Dirigentes do PL acreditam que qualquer medida vista como excesso contra Bolsonaro tende a impulsionar a candidatura do filho mais velho, consolidando-o como principal representante do bolsonarismo nas eleições deste ano.

Com informações do Metrópoles


Moraes libera leitura na prisão e Bolsonaro poderá reduzir pena com livros

 


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a participar do programa de remição de pena por leitura enquanto cumpre condenação no Complexo da Papuda, no Distrito Federal. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (15), no mesmo despacho que determinou a transferência do ex-mandatário para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecida como Papudinha.

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, Bolsonaro poderá abater até quatro dias da pena por cada livro lido e resenhado, com um limite anual de 48 dias. A autorização segue regras previstas na Lei de Execução Penal e regulamentadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No Distrito Federal, o programa é executado pelo sistema penitenciário local, responsável por definir os títulos disponíveis, acompanhar as leituras e avaliar as resenhas produzidas. Entre as obras que integram a lista autorizada está “Ainda estou aqui”, de Marcelo Rubens Paiva, que aborda o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar, além de clássicos como “Crime e Castigo”, de Dostoiévski, e “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell.

O pedido partiu da defesa do ex-presidente no início de janeiro e se soma a autorizações semelhantes concedidas a outros condenados pelos atos golpistas. Bolsonaro seguirá custodiado na Papuda enquanto aguarda a definição operacional do acesso ao acervo e o início formal das atividades de leitura.

Com informações do Poder360


Oposição entra com pedido de impeachment contra Toffoli por atuação no caso Banco Master


 















Senadores da oposição protocolaram um pedido de impeachment contra o ministro do STF Dias Toffoli, sob a acusação de crimes de responsabilidade relacionados à sua condução do caso que investiga fraudes no Banco Master. A iniciativa aponta supostas violações aos princípios da moralidade e da impessoalidade, além de decisões consideradas atípicas e alinhadas à estratégia da defesa dos investigados.

Na petição, assinada pelos senadores Magno Malta, Eduardo Girão e Damares Alves, os parlamentares afirmam que Toffoli teria mantido uma “associação extraprocessual” com integrante da defesa, o que, segundo eles, comprometeria a imparcialidade do magistrado. O documento também critica a retirada do processo da primeira instância, a imposição de sigilo, o bloqueio do compartilhamento de informações com a CPMI do INSS e a determinação de uma acareação entre um diretor do Banco Central e o ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro.

Os senadores sustentam que a acareação, determinada durante o recesso forense e posteriormente revogada pelo próprio ministro, evidencia um desvio funcional. Para a oposição, a revogação não corrige a irregularidade, mas reforça a tese de que o ato carecia de respaldo legal desde a origem, configurando um vício grave na condução do processo.

O pedido também cita a decisão de Toffoli de manter sob custódia do STF todo o material apreendido na operação da Polícia Federal realizada hoje, medida classificada como excepcional e fora do padrão do processo penal brasileiro. Segundo a petição, ao centralizar a condução da investigação e impor sigilo rigoroso, o ministro teria extrapolado suas atribuições, o que motivou a ofensiva da oposição no Senado.

Com informações da CNN

Lula veta quase R$ 400 milhões em emendas e mantém bloqueio bilionário no Orçamento de 2026

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que fixa os gastos da União em R$ 6,54 trilhões, mas vetou R$ 393,8 milhões em emendas parlamentares e manteve a trava de R$ 11,5 bilhões incluída pelo Congresso. O corte atingiu justamente o valor adicional incorporado por deputados e senadores ao montante original de emendas.

Inicialmente, o Orçamento previa R$ 49,9 bilhões para emendas, mas o Congresso elevou esse total para cerca de R$ 61 bilhões ao acrescentar despesas discricionárias. Segundo o Palácio do Planalto, a manobra violou a Lei Complementar 210 de 2024, ao direcionar recursos genéricos para destinos específicos, como hospitais e obras pontuais — prática vedada pela legislação.

Do total de R$ 11,5 bilhões, o governo pretende remanejar R$ 7,7 bilhões para programas sociais que haviam sido alterados pelo Congresso. Outros R$ 3,3 bilhões permanecerão bloqueados para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal. A LOA também autoriza o Executivo a congelar emendas para assegurar a meta fiscal e cobrir despesas obrigatórias, como Previdência, Bolsa Família e salários do funcionalismo.

Apesar disso, o Congresso garantiu uma blindagem parcial: o governo não pode cancelar emendas para reforçar outras áreas do Orçamento. Há exceções apenas com aval do parlamentar autor, por impedimento técnico ou após outubro, caso faltem recursos para gastos obrigatórios. Os vetos presidenciais ainda podem ser derrubados pelo Legislativo.

A lei mantém pontos centrais do Orçamento de 2026, como o salário mínimo em R$ 1.621, além de R$ 271,3 bilhões para a Saúde e R$ 233,7 bilhões para a Educação, reforçando a disputa política entre Planalto e Congresso pelo controle das verbas públicas.

Com informações do Poder360


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Avião de Rondônia com paciente a caminho de Arapongas é interceptado pela FAB

 


O paciente transportado em um avião do Corpo de Bombeiros de Rondonia, interceptado por uma aeronave da (FAB) seguia para Arapongas (PR), onde realizaria uma cirurgia de alta complexidade no (Honpar). A informação foi confirmada pela assessoria do hospital.

Segundo o Honpar, o atendimento a pacientes de outros estados, como Rondônia, para procedimentos de alta complexidade — principalmente na área cardíaca — faz parte da rotina da instituição. O paciente ainda não foi identificado.

A aeronave havia decolado de Porto Velho (RO) com destino ao Paraná quando foi interceptada por um caça da FAB. O momento foi registrado pelo bombeiro e piloto João Cordeiro, que comandava o voo aeromédico.

De acordo com o piloto, a aproximação entre as aeronaves segue protocolos padronizados e não representa risco. “Eles se aproximam, se identificam e solicitam informações como origem, destino, missão, tipo de voo, nome do comandante e código da Anac. É um procedimento normal”, explicou ao portal g1.

Cordeiro relatou que esse tipo de abordagem já ocorreu outras vezes durante missões semelhantes. Segundo ele, o caça se posiciona de forma visível para indicar a frequência de emergência, permitindo a troca de informações. O paciente, que estava deitado em uma maca, não percebeu a interceptação.

Em nota, a FAB informou que as interceptações fazem parte das ações de policiamento do espaço aéreo brasileiro e podem ocorrer com qualquer aeronave em voo. Conforme a corporação, o procedimento segue um protocolo que inclui tentativa de contato pelo controle de tráfego aéreo e, se necessário, identificação visual por caças interceptadores.

Ainda segundo a FAB, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) é responsável pelo planejamento, coordenação e execução das ações de controle do espaço aéreo nacional.