segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Ambulâncias com pacientes formam filas à espera de vagas em hospitais no Parana.

 


Os hospitais de Curitiba e Região Metropolitana estão sem vagas. No Hospital do Trabalhador, no bairro Portão, em Curitiba, por exemplo, há uma fila de dez ambulâncias com pacientes à espera de vagas. O Centro de Regulação de Leitos declarou que não havia vagas nos hospitais, nem mesmo no Hospital da XV, que recentemente fechou convênio com a Prefeitura de Curitiba para receber pacientes de trauma.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba informou em nota encaminhada ao Bem Paraná que é uma situação pontual o fato de haver ambulâncias aguardando nos prontos-socorros dos hospitais da cidade. “A sobrecarga ocorre quando aumentam os casos de urgência, principalmente em relação a acidentes e violência interpessoal, que precisam ser atendidos antes das transferências de pacientes regulados. Em situações como essas, os chamados pacientes “vaga zero”, ou seja, aqueles que, de acordo com critérios médicos, não podem esperar, são admitidos, independentemente de haver restrição no pronto-socorro naquele momento, e os casos menos graves têm que esperar”, afirma a nota da SMS. “O cenário é dinâmico e as equipes da Saúde administram a situação para acolher todos os pacientes de acordo com a necessidade. A Secretaria Municipal da Saúde está em contato permanente como os hospitais para ampliar o número de leitos de internação e atender os pacientes no menor tempo possível”.

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informa houve um aumento significativo no número de atendimentos por traumas na capital, resultando em um fluxo intenso nos hospitais da região que possuem pronto-socorro. Em alguns momentos, essa demanda elevada ocasionou maior tempo de espera, mas não houve paralisação no atendimento do Hospital do Trabalhador. Todos os pacientes seguem sendo atendidos.

“A Sesa reforça que esse cenário faz parte da dinâmica das unidades especializadas em trauma e que, apesar da alta demanda, não há qualquer desassistência hospitalar na rede. O Hospital do Trabalhador é uma referência no atendimento de urgência e emergência para Curitiba e Região Metropolitana. A unidade atende tanto demandas espontâneas quanto casos encaminhados pelo Samu e Siate”, diz a nota da Sesa.


Três irmãos morrem juntos em batida entre carro e caminhão no Paraná

 


Três irmãos morreram em uma colisão entre um carro e um caminhão na BR-373, em Chopinzinho (PR). A batida transversal foi confirmada pela PRF.

As vítimas são duas irmãs gêmeas, Sandra Isabela Fernandes e Maria Letícia Fernandes, de 27 anos, e seu irmão Paulinho Fernandes, de 37, todos de Coronel Vivida.

O condutor do caminhão teve ferimentos leves, recebeu atendimento no local e não precisou ser hospitalizado. Seu nome não foi divulgado.

Ibama pune Petrobras após vazamento no mar e aplica multa milionária na Margem Equatorial

 


O Ibama autuou a Petrobras e aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões após um vazamento registrado no início de janeiro durante operação de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial. O incidente ocorreu a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e envolveu a descarga de fluido de perfuração com base oleosa no oceano.

De acordo com o órgão ambiental, aproximadamente 18,44 m³ do material foram lançados no mar a partir do Navio Sonda 42 (NS-42). A substância é utilizada nas atividades de exploração de petróleo e gás e possui componentes classificados como de risco médio ao ecossistema aquático e à saúde humana, conforme normas ambientais vigentes.

A autuação foi realizada pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas, ligado à Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama. A estatal tem prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da penalidade ou apresentar defesa administrativa.

Em nota, a Petrobras afirmou que o produto derramado é biodegradável, que o vazamento foi rapidamente controlado e que não houve danos ambientais relevantes. A empresa informou ainda que as estruturas passaram por análise e reparos e que a atividade na região foi liberada novamente pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) nesta semana.


Investigações sobre o Banco Master já resultaram na abertura de sete inquéritos pela Polícia Federal

 


As investigações sobre o Banco Master avançaram e já resultaram na abertura de sete inquéritos pela Polícia Federal, espalhados por São Paulo, Rio de Janeiro e Amapá, além de procedimentos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram divulgadas pelo Valor Econômico.

Segundo as apurações, a tendência é de ampliação das frentes investigativas, especialmente após a inclusão de uma nova linha que analisa aportes realizados por fundos de Estados e municípios. Um dos focos recentes envolve investimentos da Amapá Previdência (Amprev), que teria aplicado R$ 400 milhões em papéis do banco.

Os casos centrais no STF e a chance de desmembramento

No STF, dois inquéritos são considerados centrais. Um deles apura a emissão de títulos sem lastro que teriam sido repassados pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). O outro investiga a cessão de direitos creditórios milionários por empresas com capital social considerado reduzido a fundos ligados ao Master.

Os procedimentos tiveram início em São Paulo e no Distrito Federal. O relator, ministro Dias Toffoli, avalia a possibilidade de manter no Supremo apenas os casos que envolvam autoridades com foro privilegiado, com eventual envio do restante à primeira instância.

Influenciadores, “fake news” e a decisão pendente no Supremo

Outra investigação em análise apura a possível contratação de influenciadores digitais para atacar autoridades e instituições envolvidas na liquidação do Banco Master. Toffoli solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir se o caso permanece no STF ou será remetido à Justiça comum.

Essa apuração é conduzida pela Dicor, em Brasília. Caso haja o deslocamento de competência, o processo deve tramitar na Justiça do Distrito Federal.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou qualquer envolvimento com campanhas digitais ou disseminação de fake news contra autoridades públicas.

Operação “Zona Cinzenta”

Na última sexta-feira, a PF deflagrou a Operação Zona Cinzenta, voltada a apurar os aportes da Amprev no Banco Master. O caso integra o aprofundamento das investigações sobre a atuação de regimes próprios de previdência social (RPPS) em investimentos ligados ao banco.

As apurações avaliam suspeitas relacionadas à origem, estrutura e lastro de determinados títulos, em um contexto que mobiliza órgãos de controle e áreas especializadas da PF, tanto nos estados quanto em Brasília.

Rioprevidência, BRB e Grupo Fictor

No Rio de Janeiro, a Operação Barco de Papel investiga quase R$ 1 bilhão em investimentos realizados pela Rioprevidência no Banco Master. Paralelamente, a PF instaurou outros dois inquéritos.

Um deles, conduzido pela Dicor, apura suspeitas de gestão fraudulenta no BRB. O outro investiga o Grupo Fictor, por indícios de gestão fraudulenta, apropriação indébita, emissão de títulos sem lastro e operação irregular de instituição financeira. Esse procedimento tramita na Superintendência da PF em São Paulo.


Portugal elege socialista António José Seguro como novo presidente

 


Portugal elegeu António José Seguro como novo presidente da República. Com 95% das urnas apuradas, o candidato do Partido Socialista obteve 66% dos votos válidos, derrotando o candidato de direita André Ventura, do partido Chega, que ficou com 34%, segundo a agência Reuters.

Aos 63 anos, Seguro chega à Presidência após uma campanha marcada pelo discurso moderado e pela defesa da cooperação com o governo minoritário de centro-direita. Após a vitória, afirmou que o resultado representa um compromisso do país com a democracia e o futuro.

Mesmo derrotado, Ventura, de 43 anos, mantém trajetória de crescimento político. Seu partido, o Chega, tornou-se em 2025 a segunda maior força no Parlamento português, refletindo o avanço da direita em Portugal e em outros países da Europa.


Aliada de Trump, premiê japonesa Sanae Takaichi sai vencedora nas eleições parlamentares

 


A coalizão governista liderada pela primeira-ministra Sanae Takaichi conquistou ao menos dois terços das cadeiras do Parlamento japonês, consolidando uma vitória expressiva nas eleições deste domingo (8). Segundo a emissora pública NHK e a agência Reuters, o Partido Liberal Democrata (PLD) deve alcançar 328 das 465 vagas na Câmara dos Representantes, com apoio do Nippon Ishin no Kai.

A margem é considerada estratégica e garante força política para a premiê avançar em pautas econômicas, de segurança e reformas estruturais. Poucas horas após o fechamento das urnas, o PLD já havia ultrapassado o número mínimo necessário para maioria simples.

A vitória confirmou as projeções das pesquisas de boca de urna divulgadas logo após o encerramento da votação. Com a coalizão, o bloco governista deve somar entre 302 e 366 assentos, ampliando a base de apoio no Legislativo.

Takaichi também contou com apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a classificou como uma líder “forte e sábia” e confirmou um encontro na Casa Branca em março. Após a vitória, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, elogiou a premiê e destacou a aliança entre Japão e Estados Unidos.

Primeira mulher a governar o Japão, Takaichi, de 64 anos, assumiu o cargo em outubro e dissolveu o Parlamento em janeiro para convocar eleições antecipadas. O processo eleitoral foi o mais curto desde a Segunda Guerra Mundial, com apenas 16 dias de campanha.

Apesar do perfil conservador — com posições rígidas sobre imigração, política de gênero e sucessão monárquica —, a premiê ganhou forte popularidade entre os jovens e virou fenômeno nas redes sociais, impulsionando a chamada “sanakatsu”, uma espécie de mania por sua imagem.


Viviane Barci, mulher de Moraes, assume novo caso no STF em defesa de Lucas Kallas, sócio de Vorcaro

 


Um novo processo no STF passou a ter como advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Ela atua na defesa do empresário Lucas Kallas, acionista da farmacêutica Biomm ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O caso foi protocolado na segunda-feira (2) e Viviane aparece como única advogada no processo, representando Kallas por meio do escritório Barci de Moraes Advogados, da família Moraes. Também assinam a petição os filhos do ministro, Alexandre e Giuliana Barci de Moraes.

Kallas afirma, em nota, que foi citado indevidamente em investigação relacionada à Empabra, empresa de mineração da qual diz ter se afastado em 2017. Segundo ele, não há ação penal instaurada, e sua defesa é feita de forma conjunta pelos escritórios Grimaldi & Rodrigues e Barci de Moraes desde 2024.

O processo chegou ao STF por decisão do TRF-6, que apontou possível conexão com pessoas com foro privilegiado. Antes, o caso tramitava sob sigilo na Justiça Federal de Belo Horizonte.

Kallas é citado pela Polícia Federal em inquérito que apura extração ilegal de minério em área ambientalmente protegida. Apesar disso, integra desde 2023 o Conselhão do governo Lula e já recebeu elogios públicos do presidente.

A ação foi distribuída ao gabinete do presidente do STF, Edson Fachin, e ainda aguarda redistribuição. Dados revelados pelo Estadão mostram que o número de ações patrocinadas por Viviane Barci em tribunais superiores cresceu de forma significativa após a posse de Alexandre de Moraes no Supremo.


Freixo tem documento pronto com defesa de repasse de R$ 1 milhão à escola de samba que homenageia Lula na Sapucaí

 


A Embratur já deixou pronta a defesa sobre o repasse de R$ 1 milhão à Acadêmicos de Niterói, escola de samba que vai homenagear o presidente Lula no Carnaval do Rio. A documentação, elaborada pela equipe do presidente da agência, Marcelo Freixo, só deve ser apresentada ao Tribunal de Contas da União (TCU) após os desfiles na Sapucaí.

Na quarta-feira (4), o relator do caso no TCU, ministro Aroldo Cedraz, rejeitou uma representação técnica que apontava possível desvio de finalidade, mas concedeu 15 dias para que Embratur, Ministério da Cultura, Liesa e a escola de samba se manifestem sobre suspeitas de irregularidades. O prazo termina depois do desfile do Grupo Especial, marcado para 19 de fevereiro.

Oposição aponta propaganda eleitoral

A área técnica do TCU vê indícios de que o repasse possa violar princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, por envolver homenagem a um presidente em exercício e pré-candidato à reeleição em 2026, com uso de recursos públicos.

O tema também chegou ao Ministério Público Eleitoral (MPE). A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) acionou a Justiça Eleitoral, alegando propaganda antecipada. Para a oposição, o samba-enredo funciona como um jingle de campanha, com menções ao nome de Lula, ao número 13 do PT e a slogans associados ao partido.

Embratur diz que patrocínio segue padrão dos últimos anos

A linha de defesa da Embratur é sustentar que o patrocínio às 12 escolas do Grupo Especial em 2026 segue o mesmo modelo adotado em anos anteriores. Outro argumento é que o governo não pode interromper uma política pública de fomento à cultura com base no conteúdo do samba-enredo de uma agremiação.

A Acadêmicos de Niterói levará para a avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o que motivou questionamentos de adversários políticos do presidente sobre possível campanha antecipada.

Apesar das críticas, Lula não cogita faltar ao desfile. Segundo assessores, o presidente irá apenas assistir à apresentação, sem participar da avenida.


‘Lula precisa de uma frente mais ampla que o PT e tem de ocupar o centro’, diz ministro Renan Filho


 















O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa ampliar alianças para além do próprio partido e avançar em direção ao centro político visando a reeleição. Em entrevista ao jornal O Globo, ele avaliou que a participação do MDB na chapa majoritária, inclusive com a possibilidade de ocupar a vaga de vice, pode fortalecer o projeto eleitoral e ajudar a isolar a direita mais radical.

Segundo o ministro, o MDB deve decidir oficialmente seu posicionamento apenas em convenção, mas a ala governista da sigla vê espaço para apoiar Lula com base nos resultados econômicos e sociais atuais. Renan Filho destacou que a construção de uma frente ampla é essencial para consolidar a candidatura e reconheceu que a divisão de espaços no governo e na chapa fará parte das negociações políticas.

Pré-candidato ao governo de Alagoas, Renan Filho também afastou a possibilidade de dividir o mesmo palanque com o deputado Arthur Lira (PP-AL), apesar de já ter havido sinalizações nesse sentido por parte de Lula. Para ele, alianças locais precisam considerar a realidade política do estado, embora tenha afirmado que qualquer apoio ao presidente é bem-vindo.

Na entrevista, o ministro ainda comentou temas de gestão e campanha, defendendo mudanças no exame da CNH e afirmando que a segurança pública não é uma fragilidade do governo federal. Ele também citou a previsão de novos leilões de infraestrutura, que podem somar bilhões em investimentos, como vitrine administrativa para o período eleitoral.

Com informações do O Globo