domingo, 15 de fevereiro de 2026

Motociclista morre em colisão com carro em Ariranha do Ivaí

 


Um motociclista de 29 anos perdeu a vida na tarde deste sábado (14) em um acidente na PR-848, nas proximidades da ponte do Rio Azul, em Ariranha do Ivai.

O veículo envolvido foi um Hyundai HB20 branco, com placas de Lidianópolis (2015), que colidiu com a moto Honda CG 150 com placas de Ivaiporã.

Equipes de saúde de Ariranha chegaram rapidamente e acionaram o Samu, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária Estadual. A Polícia Civil e a Criminalística também estiveram no local para apurar as causas do acidente.

O corpo da vítima, identificada como William Yuri Neves, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Homem é assassinado a facadas na frente da namorada em Faxinal

 


Um homem de 36 anos foi morto a facadas na madrugada deste domingo (15), na Rua Santos Dumont, em Faxinal, no norte do Paraná. O crime ocorreu por volta da meia-noite no bairro Vila Nova, após uma discussão em via pública.

De acordo com informações da Polícia Militar (PM), uma equipe foi acionada e encontrou a vítima caída com ferimentos de arma branca nas costas. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu) e da Brigada Municipal de Faxinal compareceram ao local, mas o homem não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado ainda no endereço.

A namorada da vítima, que presenciou o fato, relatou que o autor desferiu os golpes contra o homem após um desentendimento e tentou atingi-la em seguida, sem sucesso. Ainda segundo a PM, familiares do suspeito informaram que ele teria passado pela residência do pai para informar que havia cometido o crime antes de fugir para rumo ignorado.

A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas para realizar a perícia e os procedimentos legais. Equipes policiais de cidades vizinhas prestaram apoio nas buscas pelo bairro, porém, até o momento, o autor não foi localizado. O caso segue sob investigação.

‘Brasilização’ ameaça economias ricas, diz The Economist; saiba por quê

 


A revista britânica The Economist acendeu o sinal de alerta para economias desenvolvidas. O motivo? O risco de sofrer a chamada “brasilificação” — cenário de juros altos, crescimento lento e rigidez fiscal, que hoje já marca o Brasil.

Segundo a publicação, mesmo com instituições fortes e Banco Central independente, o país convive com juros persistentes que engolem parte do orçamento e dificultam controlar a dívida pública. A revista projeta que, sem uma queda brusca dos juros, o problema só tende a aumentar.

O alerta não é só para o Brasil. A revista aponta que países ricos, como os Estados Unidos, podem seguir caminho parecido. Fatores como envelhecimento da população, aumento de gastos sociais e polarização política dificultam reformas fiscais. As críticas incluem as investidas de Donald Trump contra o Federal Reserve, mostrando como pressão política sobre a economia pode agravar o quadro.

No fim das contas, a mensagem é direta: ignorar o efeito dos juros sobre a dívida pode transformar economias avançadas em versões sofisticadas de um problema antes limitado a mercados emergentes. Um recado que, para quem acompanha a política e economia global, não pode ser ignorado.


Geral 67% dos brasileiros dizem que não se beneficiaram pela nova isenção do Imposto de Renda, diz pesquisa Quaest

 


Mesmo após a entrada em vigor da nova isenção do Imposto de Renda, a maioria dos brasileiros afirma não ter sentido efeito no bolso. Pesquisa da Quaest mostra que 67% dizem não ter sido beneficiados, nem pessoalmente nem na renda familiar, pela medida que isenta salários de até R$ 5.000 mensais.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre 5 e 9 de fevereiro. Apenas 30% afirmaram ter recebido algum benefício, enquanto 3% não souberam responder.

Entre os que disseram ter sido beneficiados, 50% afirmam não ter percebido mudança na renda. Outros 32% relataram impacto pequeno e só 15% disseram ter notado aumento relevante. O restante não soube avaliar.

O recorte político mostra diferenças claras. Entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42% afirmaram ter sido beneficiados. O índice é semelhante entre eleitores da esquerda não lulista (43%). Já entre os apoiadores de Jair Bolsonaro, apenas 12% relataram algum ganho. Na direita não bolsonarista, o percentual foi de 26%, e entre independentes, 29%.

A nova regra isenta do IR quem recebe até R$ 5.000 por mês (R$ 60 mil ao ano) e prevê descontos graduais para rendas de até R$ 7.350. Antes da mudança, a expectativa do governo era de um acréscimo mensal de até R$ 312,89 para quem estava no teto da isenção.

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

CASO MASTER: Polícia Federal prepara relatório sobre menções a Alexandre de Moraes em celular de Vorcaro

 


A Polícia Federal prepara um novo relatório para o Supremo Tribunal Federal sobre mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro que fazem menção ao ministro Alexandre de Moraes. O documento será encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin. A existência do novo relatório foi revelada por Malu Gaspar, em O Globo, e confirmada por fontes ligadas à investigação.

O material segue o mesmo formato do relatório entregue no início da semana com referências ao ministro Dias Toffoli. Classificado como “informação de Polícia Judiciária”, o texto apenas descreve os achados da PF, sem pedir afastamento ou declaração de suspeição.

As mensagens analisadas citam ao menos duas visitas de Moraes à residência de Vorcaro, no Lago Sul, em Brasília. Em uma delas, o ministro teria conversado rapidamente com Paulo Henrique Costa, então presidente do Banco de Brasília. À época, Moraes negou ter participado de reunião com o dirigente.

O episódio ocorreu no período em que Vorcaro buscava viabilizar a venda do Banco Master ao BRB. Paralelamente, a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, mantinha contrato de consultoria com o Banco Master no valor de R$ 129 milhões.

Silêncio orientado: Ministro de Lula proíbe colegas de falar sobre crise do STF e caso Master

 


O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, orientou integrantes do governo Lula a evitarem qualquer declaração pública sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master. A ordem interna, segundo apuração, tem o objetivo de impedir que o Palácio do Planalto seja arrastado para o embate que, nos bastidores, já é visto como uma disputa direta entre a Polícia Federal e o STF.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. A orientação inclui também um freio em críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após o avanço das investigações que atingiram nomes ligados à previdência do Amapá. O ex-presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos — indicado por Alcolumbre — é investigado depois de o órgão ter investido cerca de R$ 400 milhões em títulos do Banco Master e foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal neste mês.

No governo, a avaliação é que a escalada da crise ganhou um grau elevado de sensibilidade institucional, principalmente depois da saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master e da redistribuição do processo para o ministro André Mendonça. A preocupação é evitar ruído político adicional em um momento de tensão entre os poderes e de forte exposição pública do Supremo.

O clima ficou ainda mais pesado após a divulgação de detalhes de uma reunião reservada entre ministros do STF, realizada na quinta-feira (12). Segundo relatos, parte dos magistrados passou a suspeitar que a conversa possa ter sido gravada, o que ampliou o mal-estar interno na Corte e reforçou a decisão do Planalto de manter seus ministros em silêncio sobre o assunto.

Careca do INSS prepara proposta de delação premiada; um dos pontos é expor negócios com Lulinha

 


Preso desde setembro, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, avalia apresentar uma proposta de delação premiada às autoridades. Segundo apurou a coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, a iniciativa ganhou força após o avanço das investigações sobre familiares, especialmente com a prisão do filho, Romeu Carvalho Antunes, apontado como operador do esquema.

O caso é investigado pela CPMI do INSS, que também pretende ouvir Tânia Carvalho dos Santos, esposa do acusado. A possibilidade de depoimento dela teria aumentado a disposição de Careca em colaborar.

Segundo apuração, o operador estaria disposto a relatar negócios envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, com supostas operações de lobby nas áreas de educação, saúde e no próprio esquema do INSS. O processo tem como relator no Supremo Tribunal Federal o ministro André Mendonça.

Apesar das tratativas, há dúvidas se uma eventual delação seria aceita pelo Ministério Público. A defesa de Careca nega oficialmente a intenção de firmar acordo.

Lulinha no exterior

Como já revelado, Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o filho vive atualmente em Madri, na Espanha, desde o avanço das apurações. O presidente afirmou que orientou o filho a se defender e declarou apoio à instalação da CPMI.

Negócios investigados

As investigações apontam que Lulinha teria atuado na articulação política da empresa World Cannabis, voltada à produção de medicamentos à base de cannabis medicinal, com possível interesse em fornecimento ao SUS. Segundo a apuração, ele teria recebido valores milionários, além de pagamentos mensais.

A Polícia Federal também apura o envolvimento de outras autoridades com foro privilegiado, incluindo o senador Weverton Rocha.


PT demonstra cautela com nova relatoria de André Mendonça no caso Master

 


Dirigentes do Partido dos Trabalhadores avaliam que o ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, tem adotado postura técnica e discreta no tribunal. Apesar disso, integrantes da sigla demonstram preocupação com o impacto político das investigações em ano eleitoral, especialmente pelo fato de Mendonça ter sido indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação é do colunista Paulo Cappeli, do Metrópoles. Nos bastidores, petistas afirmam temer que eventuais desdobramentos do inquérito possam atingir nomes relevantes do cenário político e que o novo relator adote uma linha mais cautelosa em relação a figuras ligadas à direita. A leitura dentro do partido é de que o caso pode envolver lideranças do Centrão, como Ciro Nogueira, além de outros dirigentes partidários com influência no Congresso.

A expectativa no PT é que o andamento das investigações avance nos próximos meses, principalmente após a troca de relatoria que tirou o ministro Dias Toffoli do caso. O processo é considerado sensível dentro do ambiente político, já que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões com agentes públicos.

Na sexta-feira (13), Mendonça e integrantes de seu gabinete se reuniram, de forma remota, com membros da Polícia Federal para discutir os próximos passos do inquérito. A reunião teve como objetivo alinhar procedimentos e atualizar o novo relator sobre o estágio atual das apurações, que seguem sob sigilo.


Lula critica crise no STF e comentário sobre Toffoli gera reação política

 


Nos bastidores de Brasília, aliados relatam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dito que o ministro Dias Toffoli deveria deixar o Supremo Tribunal Federal para evitar que a crise envolvendo o caso Banco Master contaminasse o governo. A declaração, segundo interlocutores, foi interpretada por opositores como sinal de desconforto do Planalto diante do desgaste institucional provocado pela investigação.

A fala gerou reação de críticos do governo, que passaram a apontar uma suposta interferência do Executivo sobre o Judiciário. Parlamentares da oposição alegam que o presidente trata o Supremo Tribunal Federal como um braço político do governo, citando encontros frequentes entre integrantes dos Poderes fora das agendas oficiais. O Planalto, porém, não confirmou o teor da frase nem comentou oficialmente o assunto.

Nos bastidores, aliados do presidente afirmam que o objetivo seria evitar que o episódio envolvendo o STF e o Banco Master ampliasse o desgaste político em um momento sensível do cenário pré-eleitoral. A avaliação é que qualquer crise institucional prolongada pode afetar a agenda do governo e gerar ruídos na articulação política.

Enquanto isso, o caso segue em análise no Supremo após a saída de Toffoli da relatoria, agora sob responsabilidade do ministro André Mendonça. O episódio reacendeu o debate sobre a relação entre os Poderes e aumentou a pressão política em torno da atuação da Corte em temas de grande repercussão nacional.

Com informações do Diário do Poder