sexta-feira, 19 de junho de 2026

STF anula absolvição do acusado de estuprar Mariana Ferrer e caso é reaberto


 













O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (18) determinar a anulação do processo que absolveu o empresário André de Camargo Aranha da acusação de estupro da influenciadora digital Mariana Ferrer. O crime teria ocorrido em 2018, na boate Café de La Musique, em Florianópolis.

Com a decisão, o processo deverá ser julgado novamente pela Justiça de Santa Catarina, e o juiz e o promotor que atuaram no caso não poderão participar do processo.

O plenário julgou um recurso protocolado pela defesa de Mariana. Ela alegou que as humilhações sofridas durante audiência de instrução do processo, que viralizou nas redes sociais, devem levar à anulação da absolvição.

Durante o depoimento, realizado em 2020, o advogado do acusado questionou as roupas usadas pela influenciadora, sua vida sexual e afirmou que ela posava para fotos em "posições ginecológicas".O voto condutor do julgamento foi proferido pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.

O ministro disse que Mariana foi humilhada pelo advogado do acusado e alvo de comentários machistas.

"Não há nenhuma dúvida de que houve total desrespeito aos direitos fundamentais da vítima. Houve revitimização, tratamento cruel e desumano. É vergonhoso a forma como a vítima foi tratada durante a audiência", afirmou.

Segundo Moraes, o depoimento de Mariana foi cerceado pela postura do advogado e a conduta do juiz e do promotor do caso, que não tomaram providências.

"Não houve o depoimento lícito da vítima. Se uma das provas mais importantes em crimes sexuais é o depoimento da vítima, nós temos um problema. Não tenho nenhuma dúvida de que a audiência é nula", completou.

Em seguida, Luiz Fux criticou o juiz do caso e disse que ele "não nasceu para a magistratura".

"Vi uma cena que nunca imaginei na minha vida. Um magistrado assistir passivamente a agressão de uma pessoa que foi vítima", comentou.

O entendimento do relator também foi seguido pelos ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin.

A ministra Cármen Lúcia, única mulher na Corte, disse que o caso chama atenção pela "conduta imoral e inconstitucional" do juiz do caso.

"Onde o preconceito fala, a Justiça cala. Não tenho dúvida de que, em numerosíssimas situações, nós mulheres somos culpadas e condenadas porque somos o que somos e gostamos de ser", afirmou.

A ministra também acrescentou que as vítimas de estupro são desencorajadas a denunciar os casos por vergonha.

"O número [alto] de mulheres que sofrem estupro e não denunciam é porque a gente tem vergonha, fica sem saber que comportamento adotar. Para falar com o parceiro, a gente tem medo da reação do outro", completou.

Jovem é preso por abuso infantil em Londrina após investigação da Interpol

 


Uma operação da Polícia Federal (PF) resultou na investigação de um jovem de 23 anos suspeito de armazenar e compartilhar vídeos de abuso sexual infantil. A ação foi realizada em Londrina e Cambe e foi desencadeada após a PF receber relatório detalhado de inteligência da Interpol. Nos vídeos em questão, a vítima tinha apenas dois anos de idade.

O rastreamento e análise do caso foram viabilizados pelas diretrizes do ECA Digital, legislação de 2025 que criou o Centro de Triagem e Proteção à Criança e Adolescente. Esse órgão centraliza dados internacionais, realiza cruzamentos profundos de informações e redistribui os alvos para as delegacias da PF nos estados.

De acordo com a PF, os vídeos são considerados contundentes e esclarecedores. Os detalhes colhidos no relatório de inteligência dão suporte à investigação e o material será formalmente submetido à Justiça e ao Ministério Público Federal.


Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nos endereços de Londrina e Cambé, os agentes federais recolheram celulares, computadores e diversos equipamentos eletrônicos. Todo o material apreendido será submetido a perícia técnica minuciosa.

A análise dos dispositivos tem como objetivo não apenas confirmar as práticas ilícitas do investigado, mas também identificar se há envolvimento de outras pessoas e existência de novas vítimas associadas à rede de compartilhamento.

Paraguai atribui mega-assalto à facção brasileira PCC, diz ministro

 


Criminosos atacaram bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita, no Alto Paraná, durante a madrugada de terça-feira, 16. O ministro dos Interiores do Paraguai, Enrique Riera, afirmou à rádio Monumental 1080 AM que a ação seguiu um padrão associado ao PCC, ao destacar o uso de explosivos, logística sofisticada e operações coordenadas como indícios da possível participação da facção brasileira.

Ainda segundo Riera, embora a Polícia Nacional do Paraguai apure o envolvimento de brasileiros, a confirmação oficial sobre o grupo criminoso por trás do ataque não foi divulgada até o momento. Relatos de testemunhas revelaram que parte dos aproximadamente 20 assaltantes encapuzados se comunicava em português, o que reforçou as suspeitas das autoridades locais.

De acordo com a imprensa do Paraguai, os criminosos explodiram agências, tentaram invadir outros estabelecimentos e incendiaram veículos para dificultar a resposta policial.

O ataque ocorre poucos meses depois de o governo do Paraguai, sob comando do presidente Santiago Peña, ter emitido em 31 de outubro de 2025 um decreto que classifica o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida amplia a atuação das forças de segurança contra membros e colaboradores dos grupos.

O ministro da Defesa, Óscar González, explicou na ocasião que a nova legislação permite o uso das Forças Armadas para combater essas facções, inclusive em áreas de fronteira com o Brasil. O governo paraguaio destaca que os grupos representam ameaça à segurança e à soberania, ao atuar no tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

Revista Oeste

Fim da escala 6×1 pode acabar com 18 milhões de empregos no Brasil, aponta estudo


 












O debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 voltou a ganhar força no Congresso Nacional, enquanto especialistas e entidades do setor produtivo discutem os possíveis impactos da medida sobre a economia e o mercado de trabalho.

Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estima que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá provocar, ao longo de dez anos, uma queda de até 16% no Produto Interno Bruto (PIB) e a eliminação de 18 milhões de postos de trabalho.

A proposta é discutida por meio de projetos que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado.

Em entrevista à CNN Money, a gerente trabalhista da Fiemg, Fernanda Ribas, afirmou que empresas intensivas em mão de obra teriam de ampliar suas equipes para manter o mesmo nível de operação.

Segundo ela, o aumento dos custos poderia ser repassado aos consumidores por meio de reajustes de preços. Ribas também argumenta que os efeitos alcançariam serviços públicos que dependem de escalas contínuas de trabalho.

Na mesma linha, o pesquisador associado do FGV Ibre, Daniel Duque, avaliou que o aumento dos custos trabalhistas e a menor flexibilidade na distribuição das jornadas podem pressionar o mercado formal de trabalho.

Entre as alternativas que poderiam ser adotadas pelas empresas, ele cita redução de quadros, investimentos em automação e a ampliação de modalidades mais flexíveis de contratação.

A proposta de redução da jornada tem sido defendida por seus apoiadores sob o argumento de que pode ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores e incentivar ganhos de produtividade.

Já críticos da medida alertam para possíveis efeitos sobre custos, emprego e competitividade.

Enquanto o debate segue em andamento, o governo federal retirou o pedido de urgência para a tramitação da proposta, atendendo a uma solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Com isso, a pauta da Casa foi destravada e o tema passará a seguir o rito normal de discussão no Congresso Nacional.

Política Após Lula negar rótulo de esquerda, Haddad afirma que presidente tem postura “pragmática”


 













O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que o presidente Lula (PT) tem uma postura “pragmática”, ao comentar a declaração do chefe do Executivo de que nunca se definiu como “esquerdista”.

A fala de Haddad ocorreu durante evento na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em reação às declarações feitas por Lula durante reunião do G7.

Segundo Haddad, o presidente evita rótulos ideológicos e prioriza resultados práticos. Ele citou como exemplo uma fala atribuída a Lula em que o presidente se define como “torneiro mecânico”, destacando que ele teria uma postura voltada a resultados.

Mais cedo, durante conversa informal no G7, Lula afirmou que nunca se considerou “esquerdista” e relembrou sua trajetória como dirigente sindical antes de chegar à Presidência da República.

O presidente também mencionou episódios da década de 1980, quando disse ter sido visto como “anticomunista” após viagens e articulações políticas na Europa durante o período em que foi convidado a participar de eventos internacionais.

CENSURA ILEGAL: Rumble e Trump Media pedem julgamento de Moraes à revelia nos EUA


 














As empresas Rumble e Trump Media, esta última ligada ao presidente americano Donald Trump, pediram à Justiça Federal da Flórida que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), seja julgado à revelia no processo movido contra ele nos Estados Unidos.

Em petição apresentada nesta quinta-feira (18), as empresas afirmam que Moraes foi citado por meio de um procedimento autorizado pela própria Justiça americana e tinha até o dia 15 de junho para se manifestar. Segundo os autores da ação, o ministro não apresentou resposta, não pediu prorrogação do prazo e tampouco constituiu defesa no processo.

A Rumble e a Trump Media sustentam que tentaram notificar Moraes por meses pelos canais previstos na Convenção da Haia e não obtiveram sucesso.

Diante disso, a Justiça da Flórida autorizou a citação de Moraes por e-mail.

De acordo com a petição, os documentos foram enviados a dois endereços eletrônicos vinculados ao STF, e houve confirmação de entrega em um deles.

Caso a Justiça dos EUA acolha o requerimento, o processo seguirá para uma nova etapa, em que a Rumble e a Trump Media poderão tentar obter uma decisão favorável mesmo sem uma manifestação de Moraes sobre o mérito das acusações.

Em publicação nas redes sociais, o advogado das empresas, Martin De Luca, declarou que a ação poderá definir até que ponto decisões de autoridades estrangeiras podem produzir efeitos sobre plataformas, conteúdos e usuários localizados nos Estados Unidos.

Entenda o caso

Em maio, Moraes foi notificado judicialmente, por e-mail, para responder ao processo movido pela rede social Rumble e pela Trump Media & Technology Group, nos Estados Unidos.

O processo foi aberto em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida sob a acusação de que o magistrado brasileiro teria promovido censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita brasileira, como o influenciador Allan dos Santos.

Segundo as empresas, decisões do ministro obrigando a Rumble a remover contas de figuras brasileiras violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.

Os autores da ação também afirmam que Moraes determinou que a plataforma mantivesse representação legal no Brasil para cumprimento de ordens judiciais.

Embora a Trump Media não tenha sido alvo direto das decisões do STF, a empresa argumenta que depende da infraestrutura tecnológica da Rumble para funcionamento da Truth Social.

Como mostrou a CNN Brasil, a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu, na segunda-feira (15), que a Justiça dos Estados Unidos suspenda a ação movida contra Moraes.

Para a AGU, as decisões questionadas pelas empresas foram proferidas pelo ministro no exercício de suas funções no Supremo Tribunal Federal e, por isso, estão protegidas pela imunidade de jurisdição, não podendo ser submetidas à análise de um tribunal estrangeiro.

CNN

Lindbergh pede retorno de Bolsonaro ao regime fechado na Papudinha


 












O vice-líder do governo na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias (PT), acionou o ministro do STF Alexandre de Moraes e pediu a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com retorno ao regime fechado.

O pedido foi motivado após a apreensão de uma pistola Glock 9mm ligada ao ex-presidente durante uma abordagem no Distrito Federal. O caso foi revelado na terça-feira (16), conforme o Metrópoles.

Na petição enviada ao STF, Lindbergh afirma que a presença de arma de fogo no imóvel onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar configuraria descumprimento das condições da medida.

Ele também cita que a defesa do ex-presidente teria reconhecido a existência da arma no local, além de um carregador.

Segundo o parlamentar, o armamento teria sido manuseado para verificação de falha e posteriormente entregue a um militar para avaliação técnica.

Ele sustenta ainda que a ausência de previsão expressa não autorizaria a permanência da arma no ambiente da custódia.

Além do pedido de revogação da prisão domiciliar, o deputado solicita que o caso seja considerado na análise de eventual renovação da medida ao fim do prazo de 90 dias.

URGENTE: Trump e presidente do Irã assinam acordo de paz, que já está em vigor

 


O presidente Donald Trump teve uma noite movimentada na França após participar do último dia da cúpula do G7. Ele visitou o Palácio de Versalhes com seus anfitriões — o presidente francês Emmanuel Macron e sua esposa Brigitte Macron — e, durante o jantar, assinou oficialmente uma cópia do acordo entre os EUA e o Irã, segundo dois funcionários norte-americanos.

Os EUA então enviaram uma fotografia do acordo assinado aos iranianos, disse um dos funcionários.

O memorando foi “oficialmente finalizado” após ser assinado em inglês e em farsi, a pedido do Irã, para fins de transparência, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, segundo a emissora estatal IRIB.

Mais cedo no dia, Trump afirmou que as forças dos EUA permaneceriam na região do Golfo Pérsico “por um tempo”, após o acordo.

Vários senadores democratas criticaram o acordo, dizendo que ele é vantajoso para o Irã, mas não para os EUA.

O senador republicano Bill Cassidy, que perdeu as primárias no mês passado após Trump apoiar um adversário, chamou o acordo de “o pior erro de política externa em décadas”.

No entanto, o senador republicano Lindsey Graham afirmou que teve uma longa conversa com o enviado para o Oriente Médio Steve Witkoff e acredita que o acordo “será benéfico para os Estados Unidos”.

Separadamente, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nas redes sociais que conversou tanto com Trump quanto com Macron sobre os resultados de suas discussões na cúpula do G7. 

CNN

Motta pediu para Vorcaro liberar ‘empréstimo’ de R$22 milhões para sua cunhada, diz PF


 













A Polícia Federal identificou mensagens que indicam que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro a concessão de um empréstimo para uma empresa ligada à sua cunhada.

As conversas foram encontradas durante investigações envolvendo o Banco Master e passaram a integrar os elementos analisados pela PF. Segundo os documentos apurados, o financiamento foi utilizado em um projeto imobiliário na Paraíba e beneficiou uma empresa controlada por Bianca Medeiros, irmã da esposa de Motta.

Registros empresariais mostram que a operação de crédito, no valor de pelo menos R$ 22 milhões, ocorreu em 2024 e teve como garantia as cotas da empresa utilizada para a aquisição de uma extensa área destinada ao desenvolvimento de um novo empreendimento imobiliário em João Pessoa.

Hugo Motta afirmou não possuir participação no negócio nem relação financeira com o Banco Master. Já Bianca Medeiros declarou que a operação foi realizada em condições normais de mercado e negou qualquer vínculo societário ou comercial do parlamentar com o empreendimento.

A informação é do jornal O Estado de São Paulo. O repórter questionou o presidente da Câmara, por cinco vezes, se ele confirmaria a intervenção, mas Motta se esquivou e não respondeu. Disse apenas que o empréstimo estava dentro da legalidade. 

Diário do Poder