sábado, 24 de janeiro de 2026

Projeto pode reduzir em 55% o custo dos exames da CNH no Paraná

 


O Paraná pode reduzir em 55% o custo dos exames médicos e psicológicos no processo para tirar Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Atualmente, os valores somam R$ 404,74. Um projeto prevê a redução para um teto de R$ 180. Essa seria uma das mudanças nas regras para obter o documento.

Nesta sexta-feira (23), o governador Ratinho Junior anunciou que vai encaminhar o projeto de lei à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para atualizar as regras. O projeto deve ser apresentado no início de fevereiro, quando os parlamentares retomam os trabalhos na Casa.

A iniciativa adapta a legislação estadual às novas normativas em vigor e garante segurança jurídica, equilíbrio orçamentário e a continuidade dos serviços prestados pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR).

“Mais uma grande notícia para os paranaenses. O Paraná, que já aprovou a menor alíquota de IPVA do Brasil, com descontos que chegam a 51% para quem paga à vista, além da CNH Social, que garante carteira de habilitação gratuita para quem mais precisa, agora vai reduzir o custo dos exames da CNH”, disse ele. “Hoje, os exames obrigatórios somam R$ 404 e vão baixar para R$ 180. É o nosso compromisso de respeitar a legislação, diminuir taxas e reduzir o custo no bolso dos paranaenses”, anunciou o governador.

Motorista de app aplica ‘roubo digital’ de R$ 1,4 mil em corrida que custava R$ 13

 


Uma passageira em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, teve R$ 1.411 retirados de sua conta por um motorista da 99, depois de uma corrida que custava apenas R$ 13,45. O caso, ocorrido no dia 15 de janeiro, praticamente zerou as economias da mulher. A empresa bloqueou o condutor do aplicativo.

O motorista, dono de um Volkswagen Voyage prata registrado em Belo Horizonte, disse à polícia que tudo não passou de um “mal entendido”. Ele alegou que a passageira teria feito o pagamento errado ao escanear um QR Code no carro e que não percebeu o valor cobrado.

A Polícia Civil do Rio informou que o dinheiro foi devolvido via Pix e, como a vítima se deu por satisfeita, o caso foi encerrado sem representação. A família da passageira contou que só percebeu a falta do valor ao chegar em casa e que todas as tentativas de contato com o motorista foram frustradas.

Em nota, a 99 disse que bloqueou o motorista e reforçou que comportamentos assim violam os termos de uso do aplicativo. A empresa ainda alertou passageiros a sempre conferirem o valor e a confirmação do pagamento antes de sair do carro.


Economia Governo federal arrecadou R$ 86,5 bilhões com IOF em 2025

 


O governo federal arrecadou R$ 86,5 bilhões com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em 2025, um salto de 20,5% em relação aos R$ 71 bilhões de 2024. Só em dezembro, o caixa do Planalto engordou R$ 8,6 bilhões, alta de 26,7% na comparação anual, impulsionada pelo aumento das alíquotas.

O mês de maio foi um verdadeiro turbilhão. Lula tentou subir o IOF e travou uma guerra com Congresso e mercado. Houve recuos, negociação com líderes parlamentares, mediação no STF e até ameaça de judicialização, mas no fim, o governo garantiu parte do aumento e engordou a arrecadação.

No total, todas as receitas federais bateram R$ 2,89 trilhões em 2025, o melhor desempenho desde 1995. De janeiro a dezembro, a arrecadação mensal variou de R$ 202,4 bilhões (fevereiro) a R$ 292,7 bilhões (dezembro), mostrando que mesmo em meio à crise e à instabilidade política, Lula manteve o caixa cheio, segundo informações do Metrópoles.

Confira a arrecadação em cada mês do ano:

Janeiro: R$ 301,2 bilhões
Fevereiro: R$ 202,4 bilhões
Março: R$ 209,7 bilhões
Abril: R$ 247,7 bilhões
Maio: R$ 230 bilhões
Junho: R$ 234,6 bilhões
Julho: R$ 254,2 bilhões
Agosto: R$ 208,7 bilhões
Setembro: R$ 216,7 bilhões
Outubro: R$ 261,9 bilhões
Novembro: R$ 226,7 bilhões
Dezembro: R$ 292,7 bilhões


Saída da FedEx expõe gargalos históricos e encarece logística no Brasil

 


A decisão da americana FedEx de encerrar as entregas domésticas no Brasil escancara uma crise estrutural enfrentada pelo setor de transporte no país. Pressionadas por custos elevados, infraestrutura deficiente e insegurança, grandes transportadoras vêm reduzindo ou abandonando operações locais. O cenário ajuda a explicar por que o Brasil aparece apenas com nota 3,2 no Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial, em uma escala que vai até 5.

Especialistas apontam que o problema vai além de uma decisão empresarial isolada. O economista Cláudio Frischtak destaca o baixo investimento em infraestrutura de transportes, que representa cerca de um terço do necessário para atender à demanda nacional. Rodovias precárias, portos saturados e aeroportos limitados encarecem operações e reduzem a competitividade, especialmente na chamada “última milha”, etapa considerada de alto risco e baixa margem.

O peso do custo logístico no Brasil também chama atenção. Enquanto nos Estados Unidos ele representa cerca de 8,8% do PIB, no Brasil chega a quase 14%, sem considerar despesas com estoques. Soma-se a isso a forte dependência do transporte rodoviário, a escassez de motoristas e o avanço da insegurança, com milhares de roubos de carga por ano, elevando gastos com seguros e sistemas de proteção.

Paralelamente, o crescimento acelerado do e-commerce redesenhou o setor. Grandes plataformas passaram a internalizar a logística e terceirizar apenas etapas pontuais, comprimindo ainda mais as margens das transportadoras tradicionais. O resultado é um mercado mais concentrado, com menos grandes players internacionais e uma proliferação de operações regionais e informais, evidenciando um modelo logístico cada vez mais pressionado e desequilibrado no país.

Com informações do O Globo


COMPLIANCE ZERO TRAVADA: STF bloqueia perícia de R$ 5,7 bilhões do Banco Master.

 


Uma semana após a 2ª fase da Operação Compliance Zero, que mirou o Banco Master, a perícia dos dados apreendidos ainda não começou. Celulares, computadores e outros dispositivos seguem sem análise porque ainda não chegaram à PGR em Brasília.

O atraso é resultado de um embate entre Polícia Federal e STF. Inicialmente, o ministro Dias Toffoli queria que todo o material fosse entregue lacrado em seu gabinete, mas a PF alertou que isso poderia destruir informações cruciais, como dados de celulares que podem ser apagados remotamente.

Após pressão, Toffoli recuou parcialmente e determinou que a PGR faça a perícia com quatro peritos da PF.

Na 2ª fase da operação, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados — São Paulo, Bahia, Minas Gerais, RS e Rio de Janeiro —, com bloqueios e sequestros que somam R$ 5,7 bilhões. Parte do material já está fisicamente em Brasília, mas a análise ainda não começou, atrasando toda a investigação.

A decisão de nomear investigadores diretamente, sem passar pelo diretor-geral da PF, deixou o clima ainda mais tenso dentro da corporação e reforça a disputa de poder entre STF e Polícia Federal, enquanto milhões de reais permanecem congelados sem perícia.


Saúde MEC ameaça fechar faculdades de medicina que formam médicos despreparados

 


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não poupou palavras: faculdades de medicina com baixo desempenho podem ser proibidas de abrir vestibulares ou até fechar, se não melhorarem. O alerta se baseia nos resultados do Enamed, exame nacional de avaliação da formação médica feito pelo MEC.

Dos 304 cursos avaliados, 99 ficaram com notas baixíssimas — 1 ou 2 — com menos de 60% dos alunos atingindo nível adequado. No RN, a Universidade Federal RN (UFRN) lidera com nota máxima, seguida de Universidade Estadual (UERN), Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa) e Universidade Potiguar (UnP), todas com conceito 4. A Facene, de Mossoró, amarga nota 2 e aparece na lista de alerta do MEC.

Padilha disse que o governo está dando um “choque de realidade” no ensino médico. “Se essas instituições não melhorarem, não vão poder mais fazer vestibular, ampliar e talvez nem funcionar”, afirmou. O objetivo é pressionar pela melhora da qualidade da formação médica no país.

CFM de olho

Conselho Federal de Medicina (CFM) também está de olho: mais de 13 mil estudantes podem ter registro profissional negado mesmo com diploma em mãos.

Especialistas alertam que a expansão acelerada e mal fiscalizada de cursos, principalmente privados, está formando médicos despreparados — e quem paga o preço é a população.


Lula consulta líderes estrangeiros antes de decidir adesão a conselho de paz proposto por Trump

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma rodada de conversas com chefes de Estado para avaliar se o Brasil deve integrar o Conselho de Paz idealizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A estratégia do Planalto é ouvir outros países convidados antes de tomar uma posição definitiva sobre a iniciativa, que ainda gera dúvidas políticas e jurídicas.

Lula falou por telefone com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Segundo o governo brasileiro, os dois líderes defenderam uma reforma ampla da ONU e do Conselho de Segurança e reafirmaram o compromisso com a paz em Gaza, além da defesa do multilateralismo e da democracia. No mesmo dia, Lula conversou com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, tratando do cessar-fogo, da reconstrução da Faixa de Gaza e da continuidade do diálogo sobre o plano de paz em curso.

O presidente brasileiro também manteve contato recente com o líder da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, com quem discutiu a situação humanitária em Gaza e os esforços internacionais para estabilizar a região. O plano de cessar-fogo patrocinado pelos Estados Unidos, aprovado por Israel e pelo Hamas em outubro de 2025, entrou em sua segunda fase, que prevê desmilitarização e reconstrução total do território palestino.

Apesar dos contatos diplomáticos, o governo brasileiro afirma que não há pressa para responder ao convite. Nos bastidores, diplomatas alertam para possíveis conflitos de atribuições com o Conselho de Segurança da ONU, além da concentração de poderes prevista no estatuto do novo órgão, que concede a Trump prerrogativas como veto e destituição de integrantes. Países como Argentina, Arábia Saudita, Catar, Egito e Israel já aceitaram participar, enquanto o Brasil segue fazendo seus cálculos antes de uma decisão final.

Com informações da CNN

Gilmar Mendes fecha o cerco e defende Toffoli no caso Master

 


O decano do STF, Gilmar Mendes, saiu em defesa de Dias Toffoli  após a PGR arquivar pedido para afastar o ministro da relatoria da investigação sobre fraudes financeiras no Banco Master. Para Mendes, a decisão “evidencia o funcionamento regular das instituições”.

Em postagem no X, o ministro afirmou que medidas baseadas em critérios jurídicos objetivos, sem ceder a pressões externas, fortalecem a segurança jurídica. “Preservar o devido processo legal e as garantias institucionais é essencial para a estabilidade democrática e a confiança da sociedade nas instituições”, escreveu.

pedido de afastamento havia sido protocolado pelos deputados Carlos Jordy e Adriana Ventura, que questionaram uma viagem de Toffoli a Lima, no Peru, na mesma aeronave do advogado Augusto Arruda Botelho, defensor do diretor de compliance do Banco Master, Luiz Antônio Bull.

O PGR Paulo Gonet, responsável pelo arquivamento, foi direto: “O caso já é objeto de apuração perante o STF, com atuação regular da Procuradoria. Não há qualquer providência a ser adotada no momento. Arquive-se o documento”.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Sanepar recebe sugestões para projeto de R$ 1,9 bilhão no Norte do PR em evento na B3

 


A (Sanepar) realizou, nesta quinta-feira (22), uma audiência pública na Bolsa de Valores B3, em São Paulo, para apresentar ao mercado financeiro e de infraestrutura a modelagem de negócios do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná (SAINP). O projeto total é orçado em R$1,924 bilhão e visa garantir segurança hídrica para a região até 2050. A iniciativa visa trazer água para Apucarana (PR) captada em Londrina. O prefeito Rodolfo Mota (União) participou do evento. O secretário de estado de estado da saúde e deputado federal licenciado Beto Preto também foi mencionado pelo diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

A grande inovação apresentada ao mercado é o formato, pois o SAINP operará sob um modelo de locação de ativos. Neste sistema, a empresa vencedora será responsável pela elaboração do projeto executivo, construção da infraestrutura e disponibilização dos ativos para a Sanepar operar por um prazo contratual de 20 anos. A primeira etapa do sistema está projetada para integrar e ampliar o abastecimento nas cidades de Apucarana, Rolândia e Arapongas.

Durante a audiência, o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, fez questão de lembrar que a Companhia está completando 63 anos nesta sexta-feira, 23 de janeiro, e que em todo esse tempo a empresa sempre esteve focada na sua missão de levar saúde aos paranaenses. “O SAINP é muito mais que um projeto de engenharia, é um passo decisivo para atender o crescimento da região norte do Paraná. Já atendemos 100% da população com água tratada e esse sistema integrado faz parte do planos de longo prazo da Sanepar para continuar atendendo com excelência nossa população”, afirmou.