terça-feira, 29 de setembro de 2026

Ciclone extratropical chega e traz temporais ao Paraná


 














Um ciclone extratropical deverá se configurar efetivamente nesta terça-feira (29), avançando sobre o Paraná. Mas, desde a noite de domingo, áreas no Sul, Sudoeste e Oeste do Estado já sofriam com chuva mais forte e formação de granizo.

A combinação entre a massa de ar quente e a aproximação da frente fria favorece a formação de tempestades de forte intensidade em todas as regiões do Paraná, com início a partir do fim da manhã desta terça, persistindo ao longo da tarde e da noite, e avançando ao longo da madrugada de quarta-feira (30).

Após a passagem da frente fria, ao longo da tarde de quarta-feira, a chuva perde intensidade e ocorre de forma dispersa, com menor severidade. Pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas ainda podem ser observadas, porém de maneira mais pontual. Depois da chuva, as temperaturas máximas apresentam uma leve redução e não devem ultrapassar os 30°C em nenhuma cidade paranaense.

Mas, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), outra frente fria já está prevista para o fim de semana de primeiro turno das eleições 2026, trazendo chuva forte novamente para várias regiões paranaenses.

Paraná Pesquisas: no PR, Moro tem 46,2%; Requião Filho 23,6% e Sandro 21,5%

 


O levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado nesta segunda-feira (28), mostra Sergio Moro (PL) com 46,2% das intenções de voto para o governo do Paraná no primeiro turno.

Na sequência, aparecem Requião Filho (PDT), com 23,6%, e Sandro Alex (PSD), com 21,5%.

Os demais candidatos aparecem com percentuais abaixo de 1%. Luiz França (Missão) tem 0,5%, enquanto Tayná Miessa (UP) registra 0,2%. Adriano Funileiro (PCO), Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza) e Samuel de Mattos (PSTU) têm 0,1% cada.

A parcela de eleitores que não soube ou não opinou é de 3,7%. Já nenhum, branco ou nulo soma 4,1%.
Metodologia

A Paraná Pesquisas ouviu 1.280 eleitores de 60 municípios, entre os dias 25 e 27 de setembro. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo PR-02701/2026.

WhatsApp é utilizado em 37% dos processos por assédio eleitoral no trabalho

 


O uso de ambientes digitais e aplicativos de mensagens tornou-se uma das principais vias para a prática de assédio eleitoral nas relações de trabalho no Brasil. Dados de uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (28) pelo Centro de Pesquisas Judiciárias (CPJ) do TST e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) revelam que o WhatsApp é citado como instrumento de coerção política em 37% das ações judiciais analisadas.

Redes sociais aparecem em 14,5% dos casos, além de registros em plataformas corporativas e e-mails institucionais, o que estende a pressão psicológica e eleitoral para além das dependências físicas das empresas e fora do horário de expediente dos funcionários.

O estudo qualitativo mapeou uma amostra de 138 processos trabalhistas ajuizados até dezembro de 2025 e identificou que a prática do assédio ocorre principalmente por meio de manifestações verbais, comunicados oficiais, intimidações psicológicas, convocação obrigatória para atos políticos e ofertas de vantagens econômicas ou ameaças de demissão associadas ao voto.

Para comprovar as ilegalidades, os magistrados têm acolhido um conjunto variado de provas, que inclui prints de conversas virtuais, gravações telefônicas, depoimentos de testemunhas, atas notariais e relatórios produzidos por órgãos de fiscalização. Nos casos em que os pedidos foram julgados improcedentes, a falta ou a fragilidade de provas materiais figurou como o principal obstáculo, sobretudo quando as pressões ocorreram de forma velada ou sem registros formais.

Em uma análise quantitativa ampliada, fundamentada em 688 ações ajuizadas até junho de 2026, os pesquisadores constataram que 32,1% dos processos possuem dois ou mais réus. Essa pluralidade no polo passivo é frequente em contratos de terceirização, nos quais contratante e prestadora de serviços são acionados conjuntamente, e em ações em que gestores, diretores e sócios são incluídos nominalmente ao lado da pessoa jurídica. A estratégia reflete o caráter pessoal do assédio, que envolve o abuso do poder hierárquico direto sobre o trabalhador.

A maioria esmagadora das ações trabalhistas sobre o tema, correspondente a 88%, é movida pelos próprios empregados atingidos, sendo 57% homens e 43% mulheres. O Ministério Público do Trabalho (MPT) responde pelos 12% restantes das ações, atuando prioritariamente em denúncias de grande impacto coletivo.

BETS VÃO AO STF: Associações pedem a Fux suspensão da proibição e apontam prejuízo bilionário


 













A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para tentar suspender a medida provisória eleitoreira do governo Lula (PT) que proibiu as bets no Brasil.

A MP 1.394/2026 extingue em 30 dias as licenças das operadoras e proíbe publicidade e patrocínios do setor. As entidades alegam que a decisão é inconstitucional, foi tomada sem estudos prévios de impacto e quebra a segurança jurídica de empresas autorizadas pelo próprio governo.

De acordo com as associações, as operadoras pagaram R$ 2,55 bilhões por licenças válidas por cinco anos. A medida provisória, no entanto, descarta o reembolso das outorgas. “Esse arrependimento legislativo, sem prova de urgência, é oportunista e gravíssimo. Não há dúvida de que gera prejuízos irreparáveis para o próprio país”, diz a ação.

As entidades também afirmam que o fechamento do mercado regulado empurrará apostadores para sites clandestinos, que já movimentariam até R$ 40 bilhões por ano. O pedido de liminar foi enviado a Fux porque o ministro já relata no STF três ações que discutem os impactos sociais e econômicos das apostas on-line.

Funcionário do Planalto repostou ao menos 10 mensagens com informação falsa sobre Flávio Bolsonaro

 


George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom da Presidência da República, repostou ao menos 10 mensagens que atribuíam falsamente a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. As publicações foram feitas na sexta-feira (25), segundo levantamento do Poder360.

A campanha de Flávio protocolou uma notícia-crime no Ministério Público Eleitoral, em Brasília, pedindo a prisão preventiva do funcionário do Planalto. Segundo documento apresentado pela defesa, foram identificadas 2.086 publicações relacionadas ao boato, envolvendo 1.674 contas e mais de 21 milhões de visualizações em diferentes redes sociais.

A informação falsa resgatava um projeto de lei de 2007, de autoria do então deputado Professor Victório Galli, que pretendia restringir aos católicos apostólicos romanos a referência a Nossa Senhora Aparecida como padroeira. A proposta foi rejeitada e arquivada em 2008, antes de Flávio ingressar no Congresso. A GloboNews, que também veiculou a informação, posteriormente corrigiu o conteúdo e pediu desculpas.

O ministro André Mendonça, do TSE, classificou a narrativa como “notoriamente inverídica” e determinou a remoção do conteúdo das plataformas digitais.

Ao Poder360, George Marques afirmou não se lembrar de ter republicado o conteúdo e disse que, caso isso tenha ocorrido, teria sido um “erro involuntário”. Também afirmou que republicar uma postagem não significa concordar com ela.

A Secom informou que as manifestações ocorreram em perfil pessoal e não representam a posição institucional da secretaria. O órgão, porém, classificou como “inadequado” o uso de perfis pessoais de integrantes de forma que possa gerar confusão com manifestações institucionais.


Intervenções do STF em decisões eleitorais aumentam racha com o TSE

 


As eleições de 2026 registram um cenário de atrito institucional sem precedentes entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pelo menos quatro episódios recentes evidenciaram a atuação direta de ministros do Supremo, especificamente Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, em processos com impacto direto na corrida presidencial, antecipando-se ou revertendo medidas adotadas pela Corte Eleitoral.

O movimento tem intensificado o clima de polarização interna e escancarado divergências entre as duas cortes. Atualmente, o TSE é presidido pelo ministro Nunes Marques, tendo André Mendonça como vice (ambos indicados pelo ex-presidento Jair Bolsonaro). Em contrapartida, Dino, Gilmar e Moraes foram nomeados por Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, respectivamente. O desgaste institucional ainda é agravado por ruídos paralelos, como denúncias envolvendo o caso do Banco Master.

O episódio mais recente ocorreu nesse domingo (27) quando o ministro Flávio Dino cassou uma decisão do TSE que determinava a remoção de 1.125 publicações nas redes sociais. Os posts associavam falsamente o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um suposto projeto de lei para retirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de padroeira do Brasil.

A narrativa falsa, impulsionada por perfis de esquerda desde a noite alcançou quase 1 milhão de publicações em menos de três dias, tornando-se o terceiro maior tema político nas redes em 2026. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça (TSE) havia ordenado a retirada do conteúdo por considerá-lo “notoriamente inverídico”. Contudo, Dino derrubou a ordem a pedido do humorista Antonio Tabet, cujo post havia sido censurado, estendendo o efeito a outras postagens com o mesmo fundamento.

Com informações do Estadão


Gilmar quer suspender julgamento de Moraes no caso Master até identificação de todos os ministros envolvidos

 


O ministro do STF Gilmar Mendes propôs suspender a análise sobre a eventual abertura de investigação contra Alexandre de Moraes até que sejam identificados todos os magistrados mencionados nas apurações do caso Banco Master.

Na questão de ordem, Gilmar defende que sejam levantados os nomes de integrantes do STF, STJ, TST e de outros tribunais citados nas investigações, além da verificação de eventuais indícios de recebimento indevido de valores.

Para Gilmar, essa identificação é necessária para definir quais magistrados podem participar dos julgamentos relacionados ao caso. “Enquanto não se souber quais integrantes desta Corte foram mencionados e em que condição, não se saberá quem pode votar e quem se acha impedido nos feitos correlatos”, afirmou.

Gilmar também propõe reunir os processos relacionados a Alexandre de Moraes e André Mendonça e redistribuí-los por sorteio.

O ministro Flávio Dino pediu vista do caso em 15 de setembro, interrompendo a análise da questão de ordem.

A proposta ainda será analisada pelo plenário do STF quando o julgamento for retomado.


Campanha de Flávio acusa Dino de usurpar competência do TSE para liberar “mentira”


 















A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de usurpar a competência da Justiça Eleitoral ao derrubar uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e determinar o restabelecimento de publicações relacionadas à falsa informação sobre Nossa Senhora Aparecida.

Em nota divulgada neste domingo (27), o jurídico da campanha classificou o STF como um “órgão estranho à Justiça Eleitoral” e criticou a decisão de Dino. A equipe de Flávio afirmou que o ministro teria determinado a “devolução da mentira ao ambiente informacional” ao suspender a ordem de remoção do conteúdo.

A remoção dos conteúdos havia sido tomada na sexta-feira (25) pelo ministro André Mendonça, do TSE, após ação apresentada por Flávio. Mendonça determinou a retirada de uma publicação do humorista Antonio Tabet e proibiu a divulgação de conteúdos semelhantes, sob multa diária de R$ 30 mil.

Tabet recorreu ao STF, alegando que a publicação tinha caráter satírico e político e não citava nominalmente Flávio. Ao analisar o recurso, Dino considerou que intervenções estatais sobre opiniões e informações devem ser excepcionais, especialmente durante o período eleitoral, e determinou o restabelecimento do conteúdo.

A campanha de Flávio afirmou ainda que a decisão de Dino causa “perplexidade” por ter partido, segundo a equipe jurídica, de uma autoridade sem competência para interferir no processo eleitoral. A nota também questiona o fato de o recurso ter sido direcionado ao STF em vez de seguir a tramitação na Justiça Eleitoral.

A falsa informação de que Flávio pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil começou a circular nas redes sociais em 23 de setembro. O candidato negou a existência de qualquer proposta nesse sentido e ratificando que a informação é falsa.

BTG/Nexus: Com 42%, Lula aumenta distância de Flávio Bolsonaro no primeiro turno

 


A seis dias do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 42% das intenções de voto para a Presidência, contra 37% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo nova rodada da pesquisa BTG/Nexus. A vantagem de Lula, que era de três pontos percentuais no levantamento anterior, passou para cinco. Com margem de erro de dois pontos, o resultado deixa de configurar empate técnico no primeiro turno.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro,  Lula tem 46% e Flávio, 44%, com margem de erro de dois pontos percentuais. Em relação ao levantamento anterior, de 21 de setembro, Flávio caiu um ponto percentual. Nos demais cenários testados, Lula registra 46% contra 42% de Caiado, 46% contra 41% de Cury e 48% contra 39% de Zema.

Na comparação com a pesquisa anterior, Lula avançou de 40% para 42% no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro manteve os 37%. Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 5% cada, seguidos por Renan Santos (Missão), com 4%. Romeu Zema (Novo) e Samara (UP) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 3%, enquanto 2% dos entrevistados estão indecisos.

Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Lula registra 44%, ante 39% de Flávio. No cenário espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o presidente tem 41%, enquanto o senador chega a 35%. Segundo a pesquisa, 87% dos eleitores afirmam que a decisão de voto já é definitiva, e 12% dizem que ainda podem mudar de escolha até 4 de outubro.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem em empate técnico: Lula tem 46% e Flávio, 44%, com margem de erro de dois pontos percentuais. Nos demais cenários testados, Lula registra 46% contra 42% de Caiado, 46% contra 41% de Cury e 48% contra 39% de Zema.

O levantamento também aponta rejeição de 51% a Flávio Bolsonaro e de 48% a Lula. Na avaliação do governo federal, 36% consideram a gestão ótima ou boa, 19% a classificam como regular e 45% como ruim ou péssima. A aprovação do governo é de 46%, enquanto 49% dizem desaprová-lo.

A Nexus entrevistou 2.000 eleitores entre 25 e 27 de setembro, por telefone, utilizando a metodologia CATI. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Contratada pelo Banco BTG Pactual, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07557/2026.