sábado, 24 de outubro de 2026
Paraná reforça segurança nos 399 municípios para o segundo turno
As forcas de segurança do Parana realizarão uma operação especial nos 399 municípios do Estado durante o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25). O trabalho começa no sábado (24) e prevê policiamento nos locais de votação, acompanhamento do transporte das urnas e ações para prevenir crimes eleitorais e confrontos entre grupos políticos.
A operação será coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), com participação das polícias Militar, Civil, Penal e Científica, além do Corpo de Bombeiros Militar. O esquema seguirá o modelo utilizado no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, e contará com apoio de órgãos municipais e federais.
Entre as prioridades estão a proteção dos eleitores, dos profissionais da Justiça Eleitoral e das estruturas utilizadas na votação. A Polícia Militar manterá equipes de prontidão na véspera, durante a eleição e após o encerramento das urnas. O planejamento inclui medidas preventivas contra vandalismo, episódios de violência e conflitos relacionados à disputa eleitoral.
A Polícia Civil também atuará no atendimento de denúncias e ocorrências, incluindo crimes eleitorais. Delegacias e unidades policiais permanecerão disponíveis conforme a organização operacional. A Polícia Penal, a Polícia Científica e os bombeiros integrarão o esquema, com equipes mobilizadas para atender eventuais necessidades.
O acompanhamento das atividades será centralizado no Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR), em Curitiba, que reunirá informações das forças envolvidas na operação. A estrutura permitirá o monitoramento das ocorrências e a articulação de respostas em diferentes regiões do Paraná.
Durante o domingo, a Sesp divulgará boletins sobre o andamento da operação, incluindo registros de crimes eleitorais, prisões e apreensões. Os dados também estarão disponíveis em uma plataforma desenvolvida pelo Centro de Análise, Pesquisa e Estatística (Cape), com informações por município sobre efetivo policial, viaturas e ocorrências registradas.
Em Curitiba, a secretaria disponibilizará uma estrutura de apoio para profissionais da imprensa acompanharem a votação. O atendimento será coordenado pelo Conselho de Operações Integradas de Segurança Pública (Coisp), responsável por reunir informações encaminhadas pelas cinco forças de segurança estaduais.
Segundo a Sesp, o efetivo permanecerá mobilizado pelo período considerado necessário, de acordo com a avaliação das condições de segurança durante o processo eleitoral.
Eduardo Bolsonaro fala em enviar tropas dos EUA ao Brasil se Flávio perder eleição
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu o envio de fuzileiros navais dos Estados Unidos ao Brasil caso seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), perca a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita durante uma entrevista ao vivo ao programa americano Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista conservador Steven Crowder.
A dois dias do segundo turno, Eduardo também defendeu que Flávio deixe o país em caso de derrota e voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas, sem apresentar provas de fraude.
A referência aos militares americanos surgiu depois que um espectador perguntou, pelo chat do programa transmitido no YouTube, se a família Bolsonaro tinha algum plano para ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro caso Flávio não vencesse a disputa.
“Send the Marines” (“Mandem os fuzileiros navais”), respondeu Eduardo, rindo.
Embora a resposta tenha sido dada em tom de brincadeira, Crowder prosseguiu com comentários sobre uma eventual intervenção americana no Brasil. O apresentador afirmou que uma operação desse tipo provocaria protestos da esquerda e mencionou até uma ação de helicóptero para retirar Jair Bolsonaro da prisão.
“Haveria gente na esquerda furiosa com isso. Gente nas ruas dizendo que isso é construção de nação, que somos um império do mal”, afirmou o comentarista, antes de acrescentar que alguma coisa precisaria ser feita.
Eduardo participou presencialmente do programa nos Estados Unidos, país onde passou a viver em 2025. O ex-deputado perdeu o mandato parlamentar por excesso de faltas às sessões da Câmara e mantém relações políticas com setores conservadores americanos próximos ao presidente Donald Trump.
Não há indicação de que o governo dos Estados Unidos tenha considerado ou anunciado qualquer operação militar relacionada à eleição brasileira.
Eduardo defende que Flávio deixe o Brasil
Na sequência da conversa, Eduardo afirmou que o irmão deveria deixar o país caso fosse derrotado nas urnas. A justificativa apresentada foi o receio de que Flávio passe a enfrentar investigações após perder o mandato de senador e a imunidade parlamentar.
O ex-deputado alegou que Lula teria ameaçado o irmão durante o debate presidencial promovido pela Band e pelo Estadão, ao mencionar a possibilidade de investigações depois da eleição.
“Ele disse isso abertamente, no meio do debate. Ele estava ameaçando meu irmão”, afirmou Eduardo, ao apresentar sua interpretação da fala do presidente.
Em seguida, declarou: “Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”.
A declaração ocorre em um momento decisivo da disputa presidencial. Lula e Flávio se enfrentam no segundo turno neste domingo (25), após o senador receber 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, contra 45,16% do presidente.
Sem provas, Eduardo volta a questionar as urnas
Durante a entrevista, Eduardo também lançou suspeitas sobre a apuração eleitoral brasileira. O ex-deputado criticou a ausência de cédulas impressas e afirmou que o sistema obrigaria os eleitores a confiar exclusivamente nas máquinas.
“O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina”, declarou.
Em outro momento, afirmou que o Brasil utiliza um sistema eletrônico centralizado e alegou que a definição do vencedor dependeria de um pequeno grupo de funcionários em Brasília.
A descrição não corresponde ao funcionamento da apuração eleitoral brasileira. Os votos são registrados nas urnas eletrônicas, que emitem boletins com os resultados de cada seção eleitoral. Esses documentos podem ser conferidos e comparados com os dados divulgados pela Justiça Eleitoral.
O (TSE) também realiza testes públicos de segurança e procedimentos de auditoria. Nunca foi comprovada fraude capaz de comprometer os resultados das eleições realizadas com urnas eletrônicas no Brasil.
As declarações de Eduardo retomam questionamentos utilizados pelo bolsonarismo em eleições anteriores, especialmente na disputa presidencial de 2022, quando Jair Bolsonaro contestou repetidamente a confiabilidade do sistema de votação.
Desta vez, porém, os ataques ocorrem acompanhados de uma sugestão de intervenção militar estrangeira, ainda que em tom jocoso, e da defesa de que o próprio candidato presidencial deixe o Brasil caso seja derrotado.
A entrevista também expõe a tentativa de levar a disputa política brasileira ao público conservador americano, em um momento em que os eleitores estão prestes a decidir quem governará o país pelos próximos quatro anos.
Coordenadora de Flávio admite discutir cortes na aposentadoria e no salário mínimo
A coordenadora econômica da campanha de Flavio Bolsonaro, Daniella Marques, admitiu, ao lado do candidato à Presidência, a possibilidade de discutir ajustes na Previdência e no salário mínimo em um eventual governo. Durante entrevista ao podcast Market Makers, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal também afirmou que a equipe econômica trabalha com um conjunto de 300 alternativas de cortes de despesas e pretende apresentar medidas para reorganizar as contas públicas ainda durante a transição de governo.
A declaração foi feita durante uma entrevista conjunta com Flávio. Daniella afirmou que a equipe pretende aproveitar o início de um eventual mandato para promover mudanças na estrutura de gastos do governo federal.
“Você não tem moral como governo para debater ajuste de previdência, de salário mínimo e tal, se você não for cortar na carne”, declarou.
A fala ocorreu enquanto Daniella explicava as medidas que considera necessárias para reorganizar as contas públicas. Segundo ela, a campanha prepara um pacote que envolve revisão das regras fiscais, redução de despesas, mudanças na administração pública e negociações com o Congresso Nacional.
“Quais são os cortes que vão fazer? A gente vai entregar um cardápio na mão dele, né? Tem 300”, afirmou a coordenadora.
Daniella citou Paulo Guedes, ex-ministro da Economia de Jair Bolsonaro, e os economistas Roberto Campos Neto e Mansueto Almeida ao comentar as discussões econômicas. Também mencionou um grupo de aproximadamente 30 economistas que debate alternativas para a contenção de gastos.
A referência a Guedes chama atenção porque, em outubro de 2022, durante a campanha pela reeleição de Jair Bolsonaro, sua equipe econômica estudava um plano para desvincular os reajustes do salário mínimo e das aposentadorias da inflação do ano anterior.
A proposta previa substituir a correção baseada na inflação já registrada por um cálculo que consideraria a inflação projetada, tendo como referência mínima a meta inflacionária. Na prática, a mudança poderia permitir reajustes inferiores ao aumento efetivo dos preços, reduzindo o poder de compra de trabalhadores e aposentados.
Após a divulgação do plano, Guedes confirmou que a desindexação estava em discussão. A iniciativa também fazia parte de sua proposta conhecida como 3D: desobrigar, desindexar e desvincular despesas do Orçamento.
Quatro anos depois, na entrevista concedida em 6 de agosto, a discussão sobre aposentadorias e salário mínimo reapareceu na fala de Daniella, agora na campanha de Flávio. A coordenadora, porém, não detalhou quais seriam as 300 opções de cortes, quanto cada uma permitiria economizar nem se alterações na Previdência e no salário mínimo integram esse conjunto.
Fala sobre oito anos volta a provocar discussão nas redes sociais
Outra declaração de Daniella na mesma entrevista voltou a repercutir nas redes sociais nesta semana. Ao defender que um eventual governo Flávio aproveite o capital político da eleição e a renovação de dois terços do Senado para aprovar mudanças econômicas, a coordenadora afirmou que o país só teria eleições novamente dali a oito anos.
“Tem capital político. Dois terços do Senado, que é onde a discussão aprofunda, é técnico. Só vai ter eleição daqui a oito anos para a gente botar o Brasil no lugar”, declarou.
Pelo contexto da entrevista, a referência aos oito anos está associada aos mandatos dos senadores eleitos em 2026. A repercussão da frase, porém, ocorre em meio às declarações do próprio Flávio Bolsonaro sobre a possibilidade de ampliar o tempo de permanência na Presidência.
Em maio, durante um discurso em Santa Catarina, Flávio mencionou três cenários para a duração de um eventual governo seu: “Seja daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos”. Questionado posteriormente, afirmou que havia sido mal interpretado, reiterou sua oposição à reeleição e disse considerar quatro anos um período muito curto para um único mandato.
O assunto voltou à campanha em outubro. Flávio defendeu aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição presidencial, mas deixou aberta a possibilidade de ampliar o mandato de quatro para cinco anos.
“Eu sou autor da PEC e vou usar o capital político que um presidente recém-eleito tem também para conseguir aprovar isso no Congresso para que sirva para mim já no meu mandato. E aí, se vai ser quatro ou cinco anos, se valer para governador, prefeito, o processo legislativo é que vai dizer”, afirmou em 8 de outubro.
A Constituição estabelece atualmente um mandato presidencial de quatro anos. Assim, quem vencer a eleição de 2026 receberá dos eleitores autorização para governar por esse período, e não por cinco ou seis anos.
A PEC apresentada por Flávio em março prevê o fim da reeleição presidencial, inclusive para o eleito em 2026, mas não altera a duração do mandato. Para ampliá-lo, seria necessário modificar o texto durante a tramitação no Congresso.
Há outras propostas em discussão que estabelecem mandatos de cinco ou seis anos. A possibilidade de aplicar uma ampliação ao presidente já eleito, entretanto, enfrenta questionamentos constitucionais.
Juristas apontam que prolongar um mandato depois da eleição pode violar a garantia constitucional do voto periódico, protegida pelas chamadas cláusulas pétreas. O argumento é que os eleitores não poderiam conceder quatro anos de poder nas urnas e, posteriormente, ter esse período ampliado por decisão do Congresso. Outros constitucionalistas consideram a questão juridicamente controversa, embora também defendam regras de transição.
Uma proposta já analisada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, por exemplo, preserva os mandatos presidenciais de quatro anos nas eleições de 2026 e 2030 e prevê a ampliação para cinco anos somente a partir de 2034.
O que pode mudar para aposentados e trabalhadores
A discussão sobre o salário mínimo tem consequências que vão além da remuneração dos trabalhadores. Pela Constituição, aposentadorias e outros benefícios previdenciários que substituem a renda do segurado não podem ter valor inferior ao piso nacional.
Isso significa que mudanças na política de valorização do salário mínimo podem afetar também os reajustes de milhões de benefícios previdenciários vinculados a ele.
Atualmente, por conta do governo Lula, a política de valorização prevê correção pela inflação e aumento real condicionado ao crescimento da economia, dentro dos limites estabelecidos pela legislação.
A declaração de Daniella não esclarece se a campanha pretende modificar essa fórmula, alterar regras de aposentadoria ou apresentar uma nova reforma previdenciária.
Lula aposta no Sudeste e nas redes sociais para tentar virada histórica no 2º turno
A poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para este domingo (25), a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afina as últimas táticas para tentar reverter o cenário do primeiro turno e garantir uma vitória nas urnas. A estratégia do candidato à reeleição aposta no reforço das propostas para um eventual quarto mandato, além de uma forte mobilização nas redes sociais e em grandes atos de rua na Região Sudeste.
Sem agendas públicas na última quinta-feira (22), Lula dedicou o dia à preparação para o último debate presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que será transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23). O presidente embarca à tarde para o Rio de Janeiro, cidade que sediará o confronto.
A agenda do sábado (24), último dia permitido para atos de campanha, será concentrada nos dois maiores centros urbanos do país. Pela manhã, às 10h, o petista comanda uma caminhada na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ). Já no período da tarde, às 16h, o encerramento oficial da corrida eleitoral ocorrerá com uma mobilização na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).
A prioridade dada ao Sudeste na fase decisiva reflete o peso estratégico da região, que reúne 41,78% de todo o eleitorado nacional. Além disso, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ocupam os três primeiros lugares no ranking de maiores colégios eleitorais do Brasil, motivo pelo qual Lula também cumpriu agenda em Belo Horizonte na quarta-feira (21).
Com informações do Metrópoles
Gonet pede que STF rejeite pedido de acesso a visitas de Lulinha e mulher de Moraes no Senado
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se nesta quinta-feira contra uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que exige a divulgação dos registros de entrada e saída no Senado de pessoas ligadas à política e ao mercado financeiro. Entre os citados no pedido estão Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes; Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e José Ferreira da Silva, o Frei Chico, respectivamente filho e irmão do presidente Lula (PT), além do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, e outras quatro pessoas.
A manifestação da PGR foi encaminhada ao ministro Luiz Fux, relator do mandado de segurança impetrado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter. O parlamentar recorreu à Suprema Corte após o Senado negar o fornecimento do histórico de visitas cobrado via Lei de Acesso à Informação, referente ao período de fevereiro de 2019 a fevereiro de 2026. Enquanto o vereador sustenta que os dados são de interesse público e cruciais para a transparência, a Mesa do Senado indeferiu a solicitação argumentando que se trata de informações pessoais e protegidas por lei.
Em seu parecer, Gonet apontou obstáculos processuais para o prosseguimento do caso no STF. Segundo o procurador-geral, a Corte não possui competência para julgar a matéria, uma vez que o indeferimento do pedido foi assinado por órgãos administrativos do Senado, e não pela presidência da Casa. Além disso, o chefe da PGR destacou que o mandado de segurança exige a comprovação de violação de um direito individual direto, não podendo ser utilizado como instrumento para a defesa genérica do interesse coletivo.
Em manifestação prévia nos autos, o Senado defendeu o sigilo das entradas alegando que a exposição pública dos visitantes poderia expor fontes, interlocutores e contatos de congressistas, permitindo a reconstrução de agendas políticas e violando prerrogativas do mandato parlamentar. A instituição reforçou ainda que a coleta desses dados atende exclusivamente a fins de segurança institucional e que órgãos oficiais de investigação possuem caminhos próprios para acessá-los, se necessário.
Sem entrar no mérito sobre se os citados efetivamente estiveram nas dependências da Casa ou se os dados deveriam ser abertos, Gonet limitou-se às preliminares jurídicas e recomendou a rejeição sumária da ação. A decisão final caberá ao relator, ministro Luiz Fux.
Com informações da Jovem Pan
CASO MASTER: “No Estadão estamos em casa, temos crédito lá”, disse sócio a Vorcaro
Mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o empresário Flávio Carneiro, seu sócio em operações de mídia, revelam conversas sobre a relação do grupo com o jornal O Estado de S. Paulo. Em um dos diálogos, Carneiro afirmou: “No Estadão estamos em casa, temos crédito lá”.
Segundo o Metrópoles, em 15 de maio de 2024, Vorcaro disse ao sócio que precisava aumentar os patrocínios destinados ao Estadão e à Folha de S.Paulo. A conversa ocorreu após uma jornalista procurar um executivo do Banco Master.
Dias depois, Vorcaro questionou por que não havia participado de uma operação financeira do Estadão. Carneiro respondeu que o empresário Rubens Ometto, fundador da Cosan, estaria por trás do negócio. Ao lamentar a oportunidade perdida de obter influência no jornal, Vorcaro ouviu do sócio: “Você tá mais em casa do que você imagina ali”.
Entre março e maio de 2024, o Estadão realizou uma operação de emissão de R$ 142,5 milhões em debêntures para enfrentar dívidas que somavam R$ 159 milhões. Entre os investidores estavam Cosan, Hapvida, Votorantim e outras empresas, que passaram a ter representação no conselho de administração do grupo.
NA JUSTIÇA: Flávio Bolsonaro abre seis ações contra Janones por danos morais em dois dias
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou seis ações por danos morais contra o deputado federal André Janones (Rede-MG) em apenas dois dias. Os processos foram protocolados na Justiça do Distrito Federal em 14 e 15 de outubro.
Segundo a coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a maioria das ações envolve publicações feitas por Janones nas redes sociais. Em uma delas, Flávio questiona o uso das expressões “Flávio Surubinha” e “miliciano” para se referir a ele.
Em todos os processos, a defesa do senador solicitou liminares para a retirada dos conteúdos, mas os pedidos não foram atendidos. Flávio estabeleceu o valor de R$ 61 mil como reparação mínima nas ações por danos morais.
Campanha de Lula aciona TSE e pede cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por suposto favorecimento da Meta
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite de quarta-feira, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O processo pede a cassação da chapa do parlamentar e de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), além da análise do pedido em caráter de urgência.
Na petição, a coligação petista acusa a candidatura adversária de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. A defesa de Lula argumenta que o abuso midiático decorre da centralidade e do grande alcance das plataformas digitais na sociedade atual. Já o abuso de poder econômico estaria configurado no uso de “estruturas empresariais de produção e distribuição de conteúdo” de alto custo financeiro, sem prestação de contas e com recursos provenientes de fontes vedadas pela legislação eleitoral.
De acordo com a ação, a infraestrutura privada de empresas de tecnologia, incluindo mecanismos de recomendação algorítmica, ferramentas de inteligência artificial generativa e sistemas de revisão de anúncios de redes como Instagram, Facebook, WhatsApp e X passou a atuar de forma “reiterada e convergente” para beneficiar a chapa do PL em prejuízo da candidatura do PT.
O documento sustenta ainda que o caso envolve riscos à soberania nacional e à integridade do processo democrático. A petição pontua que as plataformas envolvidas estão sediadas nos Estados Unidos, cujo governo declarou apoio público a Flávio Bolsonaro e destaca manifestações recentes do controlador da Meta em oposição a decisões do Judiciário brasileiro.
Com informações do Metrópoles
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
PESQUISA VERITÁ: Flávio Bolsonaro tem 51,3% dos votos válidos contra 48,7% de Lula no 2º turno
Pesquisa eleitoral divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Veritá realizada com mais de 15 mil eleitores sobre as intenções de voto para a Presidência da República mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 51,3% no 2º turno, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48,7%. Os números são referentes ao cenário estimulado, quando uma lista de candidatos é apresentada aos entrevistados.
A pesquisa foi feita entre os dias 18 e 22 de outubro, com as entrevistas de 15.554 eleitores. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-06070/2026.


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