segunda-feira, 6 de abril de 2026

Dorival Júnior não resiste à nova derrota e é demitido do Corinthians

 


Dorival Júnior não é mais técnico do Corinthians. O time do Parque São Jorge emitiu uma nota oficial na noite deste domingo, logo após a derrota para o Internacional, por 1 a 0, em plena Neo Química Arena, pela 10ª rodada do Brasileirão.

O clube alvinegro está há nove jogos sem ganhar. São quatro derrotas e cinco empates nos últimos compromissos. A última vitória foi no dia 19 de fevereiro, no placar de 1 a 0 sobre o Athletico-PR.

Ao todo, Dorival comandou o Corinthians por 63 jogos, com 25 vitórias, 19 empates e 19 derrotas. Foram 67 gols marcados com 56 sofridos.

Guerra no Oriente Médio ameaça fertilizantes e pode alavancar preço de feijão, arroz e ovo


 












A escalada do conflito no Oriente Médio voltou a acender um alerta importante para o agronegócio brasileiro e para o consumidor. Com forte dependência externa, o país pode sentir nos próximos meses os efeitos da instabilidade internacional no custo de produção agrícola — o que tende a impactar diretamente os preços de itens essenciais como feijão, arroz e ovos.

Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados nas lavouras. Em 2025, foram mais de 45 milhões de toneladas adquiridas no exterior, enquanto a produção interna não chegou a 8 milhões. Esse desequilíbrio torna o país vulnerável a crises globais, especialmente quando há interrupções no fornecimento de insumos vindos de regiões estratégicas.

Especialistas apontam que o impacto não é imediato, mas ocorre em cadeia. Primeiro, há aumento nos custos de energia e transporte, seguido pela alta nos insumos agrícolas. Só depois esse efeito chega ao consumidor final. Produtos com ciclo mais curto, como o feijão, tendem a sentir os primeiros reflexos, possivelmente já nos próximos meses.

Já alimentos com cadeias produtivas mais longas, como arroz, milho e soja, devem apresentar aumentos mais à frente. Isso também pode afetar proteínas como ovos, frango e carne suína, já que a ração animal depende diretamente desses grãos, ampliando o impacto no custo de vida.

Apesar de o mercado ter apresentado alguma estabilidade após crises recentes, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, o cenário ainda é considerado frágil. A combinação de dependência externa, variação cambial e custos logísticos elevados mantém o Brasil exposto a novos choques, reforçando a preocupação com a inflação dos alimentos nos próximos ciclos agrícolas.

Com informações do R7

4 em cada 10 cidades do Brasil dependem em 90% ou mais de verba do estado ou da União


 












Quatro em cada dez municípios brasileiros dependem em 90% ou mais de recursos da União e dos estados para manter suas contas, segundo dados do Tesouro Nacional compilados pelo Ministério da Fazenda.

Em 2024, 2.190 cidades estavam nessa situação, o equivalente a cerca de 40% dos municípios do país. Em 2019, eram 2.950, indicando uma leve redução na dependência.

Apesar da melhora, a dependência ainda é elevada. Em 80% das cidades, a arrecadação própria representa no máximo 20% da receita total.

Especialistas apontam que a queda recente está ligada ao aumento da arrecadação de tributos municipais, como o ISS, além de maior controle fiscal. Ainda assim, a maioria das cidades segue dependente de repasses.

O cenário tem origem na expansão do número de municípios após a Constituição de 1988, que ampliou a autonomia local e facilitou a criação de novas cidades. Desde então, cerca de 1.400 municípios foram criados, muitas vezes sem viabilidade econômica.

Hoje, a principal fonte de recursos das prefeituras é o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), formado por impostos federais. Como os repasses são previsíveis, especialistas apontam que isso reduz o incentivo para ampliar a arrecadação própria.

Além disso, despesas obrigatórias com saúde, educação e folha de pagamento consomem grande parte das receitas, limitando investimentos e a capacidade de planejamento.

Para analistas, os repasses são essenciais para manter as prefeituras funcionando, mas também evidenciam a baixa autonomia financeira e os desafios de gestão no nível municipal.

Irã autoriza passagem de navios com bens essenciais pelo Estreito de Ormuz

 

Irã anunciou que permitirá a passagem de navios com “bens essenciais” pelo Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado. A medida foi divulgada pela agência estatal Tasnim.

A liberação vale principalmente para embarcações com alimentos básicos e insumos para criação de animais, destinadas a portos iranianos ou já em operação na região. Ainda não há definição clara sobre quais produtos serão considerados essenciais nem se países considerados hostis terão restrições.

O governo iraniano informou que uma lista de navios autorizados será coordenada pelas autoridades competentes. Além disso, o Iraque terá livre trânsito pela rota, indicando tratamento preferencial.

Ultimato de Trump

No mesmo dia, o presidente dos Estados UnidosDonald Trump, voltou a ameaçar o Irã, afirmando que poderá intensificar ações militares caso não haja acordo ou reabertura total do estreito.

A medida mantém o cenário de tensão na região, com abertura parcial da rota e risco de nova escalada no conflito.

Com informações de Reuters e CNN


Uso de jatinhos da FAB dispara em 2026 e já soma 279 voos no governo Lula

 


O uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades voltou ao centro do debate após um aumento significativo no número de viagens em 2026. Até agora, já foram registrados 279 voos em jatinhos oficiais, utilizados por ministros, integrantes do Judiciário e chefes dos Três Poderes.

Entre os nomes que mais recorreram ao transporte aéreo está o ministro da Educação, Camilo Santana, que lidera o ranking com 52 voos apenas neste ano. Só no mês de março, foram 29 deslocamentos, consolidando o ministro como o principal usuário das aeronaves da FAB no período.

Na sequência aparece o presidente da Câmara, Hugo Motta, com 33 viagens. Até o mês anterior, ele ocupava a liderança, mas acabou sendo ultrapassado com a intensificação das agendas ministeriais.

Outro ponto que chama atenção é a forma como são registrados os pedidos feitos por ministros do Supremo Tribunal Federal. Nesses casos, as solicitações são formalmente atribuídas ao ministro da Defesa, o que ajuda a explicar o volume de 32 voos vinculados à pasta, mesmo sem necessariamente representar deslocamentos próprios do titular.

Os dados também mostram uma escalada ao longo dos meses. Março foi o período com maior número de viagens, somando 111 voos, enquanto janeiro teve 87 e fevereiro, 81. Em contraste, o presidente do STF, Edson Fachin, não utilizou aeronaves da FAB até o momento, segundo os registros disponíveis.

Com informações do Diário do Poder


Geral Defesa de Lulinha ainda não formalizou pedido para depor sobre caso INSS

 


A defesa de Fábio Luís Lula da Silva ainda não formalizou no Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido para que ele preste depoimento no âmbito das investigações relacionadas ao caso do INSS. Apesar disso, advogados do empresário procuraram, no mês passado, o ministro André Mendonça, relator do processo, e indicaram que ele estaria disposto a colaborar voluntariamente com os esclarecimentos.

A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Até o momento, no entanto, não houve o envio de petição oficial solicitando a oitiva. A movimentação ficou restrita a uma sinalização informal ao gabinete do ministro, o que mantém indefinida a participação de Lulinha nas investigações conduzidas pela Corte.

O caso do INSS tem avançado no STF com foco em possíveis irregularidades envolvendo contratos e operações financeiras ligadas a entidades e empresas. O nome de Lulinha aparece em meio a apurações sobre suspeitas que ainda estão sob análise.

Nos bastidores, a avaliação é de que a estratégia da defesa busca demonstrar disposição para colaborar, ao mesmo tempo em que evita antecipar movimentos formais antes de um cenário mais claro sobre o andamento das investigações. A expectativa é de que, caso haja avanço nas apurações ou novos desdobramentos, o pedido de depoimento possa ser oficializado.

Enquanto isso, o processo segue sob relatoria de Mendonça no STF, com novas diligências sendo avaliadas. O caso também tem repercussão política, por envolver o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e é acompanhado de perto por aliados e opositores no cenário nacional.


STF amplia decisões sob sigilo e sem sorteio e entra no período eleitoral em meio à crise de confiança

 


O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou, desde 2022, um modelo de atuação baseado em decisões individuais, processos sob sigilo e distribuição por conexão — quando casos são direcionados a um mesmo ministro sem sorteio. Segundo especialistas, esse padrão se manteve e pode gerar questionamentos nas eleições de 2026.

Levantamento do pesquisador Ivar Hartmann aponta que o modelo se apoia nesses três mecanismos, que ganharam força durante a eleição de 2022, em meio à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

Dados indicam aumento do sigilo: 36% das decisões criminais foram sigilosas em 2022, índice que chegou a 46,2% em 2026. Especialistas afirmam que isso reduz a transparência e dificulta o controle público.

O uso da distribuição por conexão também cresceu, passando de cerca de 8% em 2010 para 19% em 2025. O mecanismo concentra processos em determinados ministros, como Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Além disso, decisões monocráticas seguem predominantes: em 2022, quase 95% dos julgamentos finais em investigações criminais foram individuais.

Criado em 2019, o inquérito das fake news ampliou esse modelo ao concentrar investigações sob relatoria de Moraes. A partir dele, outros casos foram abertos com base na conexão entre temas.

Para especialistas, medidas adotadas em um contexto de crise institucional foram mantidas mesmo após a normalização do cenário, o que pode afetar garantias processuais e a confiança no STF.

Com esse modelo consolidado, analistas avaliam que o papel da Corte nas eleições de 2026 deve voltar a ser alvo de questionamentos.


CPI tenta ampliar prazo e intensifica pressão sobre investigação do caso Banco Master


 











A reta final da CPI do Crime Organizado no Senado tem sido marcada por uma ofensiva para aprofundar as apurações envolvendo o Banco Master. Com prazo previsto para encerrar em 14 de abril, o relator, Alessandro Vieira, articula a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias junto ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

Diante do tempo curto, a comissão tem buscado acelerar decisões e se antecipar a possíveis interferências do Supremo Tribunal Federal. Na última reunião, os parlamentares voltaram a aprovar a convocação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que havia conseguido habeas corpus para não comparecer anteriormente. O objetivo é esclarecer a atuação da autoridade monetária na fiscalização do banco investigado.

Além disso, a CPI repetiu a aprovação de quebras de sigilo de empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao empresário Fabiano Zettel. Desta vez, os pedidos foram votados individualmente e com registro nominal, numa tentativa de evitar questionamentos judiciais, após decisões recentes do STF que anularam votações em bloco.

Apesar das estratégias, a comissão voltou a enfrentar obstáculos no Judiciário. O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi dispensado de depor após decisão do ministro André Mendonça, que garantiu a ele o direito de não comparecer e de permanecer em silêncio. Outros investigados também obtiveram decisões semelhantes.

A atuação de ministros do STF tem sido alvo de críticas por parte de integrantes da CPI, que alegam interferência nas investigações. Já o presidente da comissão, Fabiano Contarato, orientou que novos pedidos sejam mais detalhados para atender às exigências da Corte. Para a próxima semana, está prevista a oitiva de Campos Neto e do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que já sinalizou disposição para comparecer.

domingo, 5 de abril de 2026

Papa Leão XIV cita Francisco em 1ª missa de Páscoa sem o antecessor














O papa Leão XIV celebrou neste domingo (5) a primeira missa de Páscoa de seu pontificado e fez referência ao antecessor, Papa Francisco. A cerimônia, realizada no Vaticano, marca a primeira celebração pascal em mais de uma década sem a presença do líder argentino.

Diante de cerca de 60 mil fiéis na Praça de São Pedro, o novo pontífice citou trechos da exortação apostólica Evangelii Gaudium, destacando que a ressurreição de Cristo “não é um evento do passado”, mas uma força viva capaz de transformar o mundo, mesmo em meio a dores e injustiças.

A celebração ocorre às vésperas de um ano da morte de Francisco, que faleceu em abril de 2025, aos 88 anos. Entre 2013 e 2024, ele foi o responsável por conduzir as celebrações de Páscoa, consolidando sua imagem como uma das principais referências da data no calendário cristão.

Durante a homilia, Leão XIV ressaltou a importância da fé no cotidiano e fez reflexões sobre os desafios atuais da humanidade, como violência, desigualdade e sofrimento. Em sua mensagem, convidou os fiéis a levarem a esperança da ressurreição ao mundo, reforçando o papel dos cristãos diante das dificuldades contemporâneas.

A missa também simboliza a transição no comando da Igreja Católica. Ao citar Francisco, o novo papa sinaliza continuidade, mas também começa a imprimir seu próprio estilo, combinando um discurso social com a retomada de elementos mais tradicionais da liturgia.

Com informações do Metrópoles