De acordo com a gerência, os criminosos exigiram envelopes que continham cerca de R$ 6.500,00 em dinheiro. Um dos suspeitos usava boné vermelho e jaqueta preta, enquanto o outro vestia camiseta preta e correntes prateadas. Após a ação, a dupla fugiu a pé.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Assaltantes armados invadem loja e levam R$ 6,5 mil em Apucarana
De acordo com a gerência, os criminosos exigiram envelopes que continham cerca de R$ 6.500,00 em dinheiro. Um dos suspeitos usava boné vermelho e jaqueta preta, enquanto o outro vestia camiseta preta e correntes prateadas. Após a ação, a dupla fugiu a pé.
Helicóptero com Beto Preto, Darci Piana e Guto Silva faz pouso forçado no PR
Estavam na aeronave o governador em exercício Darci PIana (PSD), o secretário de Saúde e deputado federal Beto Preto (PSD) e o secretário das Cidades Guto Silva. O grupo seguia para o lançamento oficial das obras do Hospital de Imbituva, no Centro-Sul do estado.
A aeronave decolou de Ponta Grossa e, durante o trajeto, os ocupantes perceberam um forte odor de queimado na cabine. Diante da situação, o piloto optou por um pouso preventivo em uma plantação de soja.
Segundo a Casa Militar, houve uma sinalização de possível problema no painel da aeronave, o que motivou a adoção do procedimento de segurança. Após a aterrissagem e a verificação técnica, nenhum problema mecânico foi constatado. Com a situação controlada, o helicóptero retomou o voo e seguiu até Imbituva, onde as autoridades participaram normalmente do evento.
O episódio foi mencionado pelo próprio Guto Silva durante a cerimônia, ao relatar o susto vivido no trajeto até o município.
Correios reconhecem “ciclo vicioso de prejuízos” e rombo pode passar de R$ 9 bi em 2026
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos admitiu, em documento interno da Diretoria Econômico-Financeira (Diefi), que a estatal entrou em um “ciclo vicioso de prejuízos”, marcado por perda de clientes, queda de receitas e deterioração operacional. O relatório aponta que a piora no desempenho foi determinante para os resultados negativos acumulados nos últimos trimestres.
A matéria é do g1. Segundo a diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo, a baixa qualidade operacional reduziu a geração de caixa e comprometeu a regularização de obrigações. O documento destaca que grandes clientes — responsáveis por mais de 50% da receita — passaram a negociar contratos de forma mais rígida, frustrando expectativas de recuperação financeira.
Até setembro de 2025, os Correios acumularam R$ 3,7 bilhões em débitos com fornecedores, empregados e tributos. O caixa também encolheu: entre janeiro e setembro, as entradas somaram R$ 16,94 bilhões, contra R$ 18,37 bilhões no mesmo período de 2024 — queda de 17,6%. A redução nas entradas de recursos chegou a R$ 3,23 bilhões. No mesmo intervalo, as saídas totalizaram R$ 16,68 bilhões.
Para tentar conter a crise, a estatal contratou R$ 13,8 bilhões em empréstimos ao longo de 2025, embora a maior parte dos recursos tenha sido incorporada ao caixa apenas no fim de dezembro. A projeção revisada indica prejuízo de R$ 5,8 bilhões em 2025. Para 2026, a estimativa é ainda mais preocupante: déficit de R$ 9,1 bilhões, sinalizando que o cenário de instabilidade financeira pode se aprofundar.
BC intervém e decreta liquidação do conglomerado do Banco Pleno.
O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado prudencial do Banco Pleno S.A.. A instituição é controlada por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master.
Em nota, a autarquia informou que a medida foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira do grupo, com deterioração da liquidez, além de infrações às normas que regem a atividade bancária e descumprimento de determinações do próprio BC. Segundo o órgão, o conglomerado é de pequeno porte, representando 0,04% dos ativos totais e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional.
O histórico recente envolve mudanças societárias relevantes. Em 2024, o Banco Central aprovou a aquisição do Banco Voiter (antigo Indusval) pelo Master. Já em julho de 2025, Augusto Lima foi autorizado a comprar o Voiter de Daniel Vorcaro, rebatizando a instituição como Banco Pleno S.A.
O Banco Central afirmou que seguirá apurando responsabilidades dentro de suas competências legais. O resultado das investigações poderá levar à aplicação de sanções administrativas e à comunicação às autoridades competentes. Conforme previsto em lei, os bens dos controladores e administradores da instituição ficam indisponíveis a partir da decretação da liquidação.
Com informações da CNN
Auditor da Receita admite acesso “acidental” a dados de familiar de ministro do STF e vira alvo da PF
A Polícia Federal investiga quatro servidores públicos por supostos acessos irregulares a dados fiscais de ministros do STF e de familiares. Um deles é o auditor fiscal da Receita Federal Ricardo Mansano de Moraes, que prestou depoimento preliminar e afirmou ter acessado, de forma “acidental”, informações ligadas a uma enteada do ministro Gilmar Mendes.
Segundo o próprio auditor, a consulta ocorreu por “infelicidade”, sem intenção de violar o sigilo fiscal. O caso é apurado em inquérito que investiga acessos sem autorização e fora de qualquer justificativa funcional, o que, em termos simples, significa entrar em dados protegidos sem que o trabalho exigisse isso.
Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Mansano foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele teve os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados, foi afastado das funções públicas, está proibido de sair da cidade onde mora e deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos fins de semana. O passaporte também foi apreendido.
Atualmente, o auditor está lotado na Delegacia da Receita Federal em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Entre os investigados, ele é o que recebe o maior salário. Conforme apurado, Mansano chegou a receber R$ 51 mil em dezembro de 2025. O salário atual é de R$ 38.261,86, valor que pode aumentar com indenizações e gratificações.
Mansano ingressou no serviço público em 27 de novembro de 1995. Ao longo da carreira, atuou no Ministério da Fazenda e no Ministério da Economia, com registros frequentes em atos administrativos publicados no Diário Oficial da União desde a década de 1990.
Além dele, também são investigados Luiz Antônio Martins Nunes, técnico do Serpro desde 1981, com salário de R$ 12.778,82; Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social lotado na Delegacia da Receita Federal em Salvador, que recebe R$ 11.517,49; e Ruth Machado dos Santos, técnica do Seguro Social na Delegacia da Receita Federal em Santos (SP), que ingressou no órgão em abril de 1994 e recebe R$ 11.128,16.
Mendonça promete “carta branca” à PF no caso Master e sinaliza mudança de rumo no STF
O ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, afirmou a interlocutores que a Polícia Federal terá “carta branca” para conduzir as investigações. Segundo relatos confirmados pelo gabinete do magistrado, Mendonça considera o processo o mais relevante de sua trajetória e pretende tratá-lo com “extrema correção”.
A declaração foi interpretada nos bastidores como um gesto de respaldo à PF após os embates com o ex-relator do caso, Dias Toffoli. Durante sua condução, Toffoli impôs restrições ao trabalho da corporação, determinando que materiais apreendidos permanecessem sob análise exclusiva de peritos indicados por seu gabinete.
O tema também expôs divergências internas na Corte. O ministro Alexandre de Moraes, segundo relatos, teria feito críticas à atuação da PF em reunião reservada que resultou no afastamento de Toffoli da relatoria. Moraes teria afirmado que, caso surgissem achados envolvendo autoridades com prerrogativa de foro, a investigação não poderia prosseguir nesses termos, sob risco de nulidade.
O caso envolve apurações relacionadas ao Banco Master, incluindo um contrato de R$ 129 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório da esposa de Moraes. A nova condução do processo por Mendonça é vista como um divisor de águas dentro do Supremo, tanto pela relevância jurídica quanto pelas tensões institucionais já expostas.
Com informações da CNN
Último ato de Toffoli no caso Master: jogada sigilosa que divide processos no STF
O último movimento de Dias Toffoli no caso Master ocorreu no fim da tarde do dia 11 de fevereiro. No dia seguinte (12), ele entregou a relatoria do processo ao presidente do STF, Edson Fachin. Em despacho sigiloso obtido pelo Metrópoles, Toffoli retirou dois documentos do processo principal e determinou que fossem transformados em novos processos autônomos. Por ser o relator do tema àquela altura, ele se apontou como responsável pelos novos casos “por prevenção”.
O caso Master segue se fragmentando. Assim como esses dois processos, outros desdobramentos do caso já tramitam de forma independente no STF. Ainda não se sabe se todos já passaram para a relatoria do ministro André Mendonça, escolhido como novo responsável pelo caso.
A movimentação de Toffoli mostra como decisões sigilosas podem alterar a dinâmica do Supremo. A fragmentação dos processos impacta prazos e estratégias, mantendo o caso Master sob acompanhamento político e jurídico intenso.
Trump alerta Irã para ‘coisas ruins’ se não houver acordo e sugere risco de ação militar se pacto não for alcançado em 10 dias
A tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a escalar após o presidente Donald Trump afirmar que um acordo nuclear precisa ser fechado rapidamente para evitar “coisas ruins”. Segundo ele, os próximos dez dias serão decisivos para definir se a via diplomática seguirá ou se haverá avanço militar.
Enquanto isso, as Forças Armadas americanas já estão posicionadas para um possível ataque ao Irã, com reforço naval e aéreo no Oriente Médio. Israel elevou seu nível de alerta e prepara defesas diante da possibilidade de um conflito iminente, embora Trump ainda não tenha tomado uma decisão final.
O impasse gira em torno do enriquecimento de urânio. EUA e Israel exigem o fim total da atividade nuclear iraniana, enquanto o Irã insiste no direito de manter o processo para fins civis. Autoridades iranianas alertaram que qualquer ataque será respondido, inclusive com a possível obstrução do estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial.
As negociações realizadas em Genebra terminaram sem avanços concretos. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que a janela diplomática está se fechando, apesar de ainda existirem propostas técnicas em discussão.
Nos bastidores, fontes americanas indicam que o Pentágono se prepara para uma ofensiva conjunta com Israel, caso Teerã não apresente concessões até o fim de fevereiro. Trump, que fez campanha prometendo evitar novas guerras, avalia agora um novo ataque ao Irã, que pode ser mais amplo e duradouro do que a ofensiva realizada no ano passado.
Dino proíbe criação de novas leis ou atos que visem garantir ‘penduricalhos’
Para conter os chamados “supersalários” no serviço público, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, proibiu a criação de novas leis ou atos normativos que autorizem pagamentos acima do teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.
A decisão vale tanto para salários quanto para verbas indenizatórias — os chamados “penduricalhos” — frequentemente usados para driblar o limite remuneratório. Dino também vedou o reconhecimento de novos pagamentos retroativos que não estivessem em vigor até 5 de fevereiro de 2026, data da liminar original.
A medida complementa determinação anterior que suspendeu verbas não previstas em lei em órgãos dos três Poderes e de todas as esferas da federação. O objetivo, segundo o ministro, é impedir manobras legais que esvaziem a decisão do Supremo.
Dino manteve o prazo de 60 dias para que órgãos públicos revisem a base legal das remunerações pagas a seus servidores e suspendam valores irregulares. Ele também cobrou do Congresso a edição de uma lei que defina, de forma clara, quais indenizações podem ficar fora do teto.
Na véspera, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou uma proposta que criava novos penduricalhos para servidores do Legislativo. Caso o Congresso não legisle sobre o tema, Dino afirmou que o STF poderá estabelecer um regime transitório para suspender os pagamentos.








