quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Pedágio sem cancela inédito na região será instalado em Mauá da Serra e Tamarana

 


Uma tecnologia inédita no Norte do Parana mudará a rotina dos motoristas que trafegam pela BR-376 e PR-445 a partir deste primeiro trimestre de 2026. A concessionária PRVias, do grupo Motiva, iniciou a implantação do sistema Free Flow (fluxo livre), que elimina as praças de pedágio convencionais e permite a cobrança da tarifa sem que o veículo precise parar ou reduzir a velocidade.

Os pórticos eletrônicos, equipados com câmeras e sensores, estão sendo instalados no Km 295 da BR-376, em Maua da Serra (antes da rotatória de acesso à PR-445), e no trecho da PR-445 em Tamarana. A previsão é que a operação comece ainda nos primeiros meses do ano.

A principal mudança para o usuário está na forma de quitar a tarifa, já que não haverá cabines físicas ou cobradores no local. Para os veículos equipados com etiquetas eletrônicas (tags de operadoras como Sem Parar e Veloe), a cobrança será lançada automaticamente na fatura, com a vantagem de um desconto de 5% na tarifa básica.

Já para os motoristas que não possuem a tag instalada, o sistema realiza a leitura da placa do veículo. Nesse caso, o condutor terá um prazo legal de até 30 dias para realizar o pagamento. A quitação do débito poderá ser feita digitalmente, por meio do aplicativo da Motiva Rodovias e do site pedagiodigital.com, ou presencialmente nas bases operacionais da concessionária, que aceitarão PIX e cartão bancário.

Temporada aquece comércio em Pontal do Paraná e Guaratuba; movimento já supera o anterior

 


A temporada de verão começou movimentada no Litoral do Paraná, enchendo as areias de guarda-sóis e dando fôlego à economia local. Pontal do Paraná e Guaratuba, por exemplo, registraram desempenho comercial e de ocupação de leitos maior do que no ano passado. A expectativa do setor é de que o bom desempenho nesta primeira fase do veraneio, especialmente nas semanas entre o Natal e o Ano-Novo, se confirme até a chegada do próximo momento de pico para a região: o Carnaval – neste ano, entre 16 e 17 de fevereiro.

“A temporada em Pontal do Paraná começou com o aniversário do município, no dia 20 de dezembro, e se estendeu pelo Natal com um percentual de turistas e visitantes maior do que o do ano anterior. Na parte de pousadas, hotelaria e locações feitas por imobiliárias ou Airbnb, chegamos a ter um aumento de até 30% comparado com o mesmo período do ano passado. É um número bem interessante”, disse Roberto Stelmacki Junior, vice-presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Pontal do Paraná (Aciapar) e diretor de Turismo da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap).

A chegada de mais turistas ao município ajudou a impulsionar outros segmentos econômicos. O setor de supermercados teve incremento de vendas na casa dos 20% na comparação com a temporada passada. Cenário semelhante ao vivenciado por bares e restaurantes, cujo crescimento mínimo partiu de 20%. Para o comércio em geral, a evolução das vendas foi de aproximadamente 10%. Apenas as lojas de vestuário registraram volume de negócios similar ao da abertura da temporada 2024/2025.

“As temporadas mais curtas tendem a ser boas porque as pessoas ainda estão com o entusiasmo do 13º e das férias. Nossa expectativa para o Carnaval é muito positiva”, comentou Roberto. Ele diz, no entanto, que o calendário mais apertado para frequentar a orla paranaense não é o único fator que promove a elevação do setor econômico na região litorânea.

“O que tem nos favorecido são os investimentos que o Governo do Estado trouxe para o Litoral. A reforma da orla de Matinhos trouxe grande valorização e agora isso vai se estender para Pontal do Paraná. O Litoral nunca teve uma valorização como essa nas últimas três décadas”, afirmou o vice-presidente da Aciapar. “Os municípios estão revisando seus planos diretores. Temos gestores com visão empreendedora, além do Estado, promovendo crescimento planejado”, acrescentou.

Com o início dos shows do Verão Maior Paraná, previstos para começar neste fim de semana, o fluxo de turistas tende a aumentar, especialmente em Pontal do Paraná e Matinhos, onde ficam os grandes palcos. “Nesses dias, mesmo que não tenhamos tanto reflexo em pousadas, hotéis e grandes restaurantes, percebemos uma melhora significativa para ambulantes, distribuidoras e lanchonetes”, acrescentou Roberto.

BEBÊS EM PERIGO: Anvisa veta leite da Nestlé por bactéria que causa vômito e diarreia – saiba quais lotes evitar

 


A Anvisa proibiu a venda, distribuição e uso de lotes de fórmulas infantis da Nestlé, incluindo Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A medida preventiva surgiu após a detecção da toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus, capaz de provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia em bebês.

O recall é global: a contaminação veio de um ingrediente fornecido por parceiro internacional da Nestlé, usada em uma fábrica na Holanda. No Brasil, a proibição atinge apenas alguns lotes, que já começaram a ser recolhidos voluntariamente pela empresa. A Nestlé garante reembolso integral e troca gratuita dos produtos afetados.

Pais e responsáveis devem checar o número do lote no rótulo, suspender imediatamente o uso e procurar o SAC da Nestlé. Caso a criança apresente sintomas como sonolência excessiva, vômitos ou diarreia, é essencial buscar atendimento médico imediato, levando a embalagem do produto para identificação.

Foto: Divulgação/Anvisa


Virginia tenta esconder processo, mas juiz expõe: “Não quer preservar intimidade”

 


Virginia Fonseca e o ex-marido, Zé Felipe, tentaram colocar em sigilo um processo trabalhista sobre a construção da mansão do casal em Goiânia. O juiz Celismar Coelho, do TRT-18, negou o pedido, afirmando que a influenciadora já expõe sua vida publicamente nas redes sociais e, portanto, não se preocupa em preservar a intimidade.

O magistrado citou, como exemplo, um ultrassom ao vivo no programa de TV aberto apresentado por Virginia. Para o juiz, se ela mesma compartilha detalhes sensíveis com milhões de seguidores, não há motivo para tentar esconder informações nos autos.

O processo foi movido por um servente de pedreiro que trabalhou na mansão do casal e alegou exercer funções que não correspondiam ao cargo, pedindo diferença salarial. No mérito, o juiz negou o pedido do trabalhador, concedendo apenas a gratuidade de Justiça, e manteve o processo público.

A mansão de luxo, construída quando o casal ainda era casado, segue no centro das atenções, mostrando que, no mundo digital, tentar esconder informações não impede que a realidade apareça para todos.


Geral EFEITO TARIFAÇO: exportações do Brasil para os EUA caem 6,6% em 2025

 


As exportações do Brasil para os Estados Unidos diminuíram em 6,6% em 2025, de acordo com os dados da Balança Comercial divulgada nesta terça-feira (6/1) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC). No ano, foram exportados US$ 37,7 bilhões ante US$ 40,3 bilhões em 2024.

O dado tem influência da política protecionista do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% contra alguns produtos brasileiros, fazendo com que os custos de exportação cresçam, afetando tanto empresários brasileiros quanto consumidores americanos.

Balança Comercial

As exportações brasileiras tiveram recorde em 2025 e alcançaram US$ 349 bilhões, atingindo o melhor resultado da série histórica desde 1989.

O valor superou em US$ 9 bilhões o recorde anterior, atingido em 2023. Com relação a 2024, o aumento foi de 3,5%.

Em dezembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit (quando exportações superam importações) de US$ 9,6 bilhões.

Destaques das exportações em dezembro:

Agropecuária: US$ 5,7 bilhões; Indústria Extrativa : US$ 7,8 bilhões;

Indústria de transformação: US$ 17,4 bilhões.

Metrópoles


Economia Petróleo venezuelano no radar pressiona Petrobras e acende alerta no Brasil.

 


A possível retomada em larga escala da produção de petróleo na Venezuela, caso se confirme a promessa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve gerar impactos relevantes para o Brasil e para a Petrobras. Dono das maiores reservas de petróleo do mundo, o país vizinho pode voltar a ampliar sua produção após décadas de queda, cenário que tende a aumentar a oferta global e elevar a competição por investimentos no setor de óleo e gás.

Especialistas avaliam que, no médio e longo prazos, uma Venezuela mais ativa no mercado pode pressionar a estatal brasileira, forçando a antecipação de projetos estratégicos, como a exploração da Margem Equatorial. Além disso, o avanço simultâneo de projetos na Guiana e no Suriname cria um ambiente ainda mais competitivo, com mais petróleo disponível e risco de queda nos preços internacionais.

No curto prazo, o reflexo mais imediato é o aumento dos custos logísticos. A instabilidade política e militar na região do Caribe já eleva despesas com frete e seguros, encarecendo o transporte de petróleo e derivados. Esse fator pesa diretamente sobre a Petrobras, que utiliza rotas que passam próximas à Venezuela para exportações e importações.

Para analistas do setor, o novo cenário exige do Brasil mais agilidade regulatória, redução de custos e maior eficiência operacional. A leitura é de que, com a Venezuela se tornando novamente atraente ao capital internacional, a Petrobras precisará reforçar sua competitividade para não perder espaço em um mercado cada vez mais disputado.

Com informações do O Globo

Após críticas, Planalto manda Lula silenciar sobre Venezuela e recuar de Maduro

 


Pesquisas internas do Palácio do Planalto acenderam o alerta: a verborragia de Lula voltou a causar desgaste político e reacendeu a associação do petista à ditadura de Nicolás Maduro. A avaliação é que o presidente errou ao tratar do tema e que sua fala reforçou a imagem de avalista do regime venezuelano. Diante disso, a ordem no governo passou a ser clara: nada de defender Maduro e, de preferência, evitar qualquer comentário sobre a Venezuela.

Nos bastidores, auxiliares correram para tentar estancar o estrago, reforçando que o governo brasileiro não reconheceu a eleição venezuelana e que Maduro é, sim, um ditador. Lula foi aconselhado a se distanciar publicamente do regime e a reduzir drasticamente o tom, numa tentativa de conter a exploração política do tema pela oposição.

A fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caiu como uma bomba no Planalto. Ao criticar a omissão de Lula e associá-lo à perpetuação da ditadura venezuelana, Tarcísio acertou em cheio um ponto sensível do governo, ampliando o desconforto interno e o receio de novos desgastes.

Com o fim do recesso e o retorno de Lula a Brasília, cresceu o temor de novos “excessos” verbais. O histórico do presidente pesa: improvisos que já renderam crises diplomáticas, declarações polêmicas e defesas controversas. Agora, a estratégia é falar menos — e, sobre Maduro, não falar nada.

Com informações do Diário do Poder


Governo Trump recua de acusação sobre Maduro chefiar Cartel de Los Soles; ditador ainda é acusado de conspiração sobre tráfico de drogas

 


O governo dos Estados Unidos recuou da acusação de que Nicolás Maduro chefiava o chamado Cartel de los Soles. A mudança ocorreu após a captura do líder venezuelano por militares americanos em Caracas, no último fim de semana.

A informação foi divulgada pelo The New York Times e confirmada pela CNN Brasil.

Após a prisão, o Departamento de Justiça atualizou a denúncia: Maduro segue acusado de conspiração para o tráfico de drogas, mas os EUA deixaram de tratar o Cartel de los Soles como uma organização criminosa formal comandada por ele.

Na nova versão, os promotores descrevem um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” sustentados pelo dinheiro do narcotráfico, envolvendo elites civis e militares venezuelanas.

A acusação anterior, apresentada em 2020, apontava Maduro como líder direto do cartel e afirmava que instituições do Estado — incluindo Forças Armadas, inteligência, Legislativo e Judiciário — teriam sido corrompidas para facilitar o envio de cocaína aos EUA.

No documento atualizado, divulgado em 3 de dezembro, o Departamento de Justiça afirma que Maduro e o ex-presidente Hugo Chávez participaram e protegeram uma estrutura de corrupção na qual agentes públicos se beneficiavam do tráfico. O termo Cartel de los Soles passa a ser usado para definir esse sistema, e não uma organização criminosa estruturada.


PF apura se filho de Lula atuou como “sócio oculto” de empresário preso no escândalo do INSS

 


A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apura menções ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na investigação sobre o esquema milionário de descontos fraudulentos em aposentadorias do INSS. Segundo a PF, há indícios levantados a partir de conversas de terceiros de que o filho do presidente poderia ter atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, atualmente preso.

De acordo com a representação enviada ao ministro André Mendonça, os investigadores destacam que, até o momento, não há provas de participação direta de Lulinha no esquema. As suspeitas surgem a partir de depoimentos, diálogos extraídos de celulares e movimentações financeiras que indicariam um possível vínculo indireto, intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga pessoal de Fábio Luís e alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto.

Entre os elementos analisados estão relatos de um ex-sócio do Careca do INSS, que afirmou ter ouvido que Lulinha seria sócio em projetos ligados à cannabis medicinal, além de viagens realizadas em conjunto por Fábio Luís e Roberta, inclusive para Brasília e Lisboa. A PF também identificou mensagens em que pagamentos mensais de R$ 300 mil à empresa da empresária seriam associados, de forma indireta, ao “filho do rapaz”, referência interpretada pelos investigadores como possível menção a Lulinha.

Em nota, a defesa de Fábio Luís negou qualquer vínculo com o INSS ou com Antônio Camilo e classificou as citações como “ilações”. A Polícia Federal reforçou que seguirá apurando os fatos com cautela e sem interferência política. O caso reacende a pressão no Congresso, onde um novo pedido de convocação de Lulinha para depor na CPI do INSS deve ser analisado após o recesso parlamentar.

Com informações do Estadão