quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Homem é preso no PR com 147 kg de carne saqueada de caminhão na BR-376

 


A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu um homem em flagrante na última terça-feira (27), em Guaratuba, no Litoral do estado, pelo crime de receptação. O suspeito mantinha em sua residência 147 quilos de carne bovina provenientes de um saque de carga ocorrido após o incêndio de um caminhão na BR 376, no dia anterior.

De acordo com as autoridades, a descoberta do local foi possível graças ao uso de drones, que identificaram uma movimentação suspeita no imóvel. Durante a diligência, os agentes abordaram um veículo que deixava a residência. O condutor confessou que armazenava produtos ilícitos na casa.

Ao revistar o local, os policiais encontraram dois freezers lotados com a carne. A delegada Eli Santos de Freitas Cavalcanti confirmou que o material foi subtraído ilegalmente do acidente registrado na segunda-feira (26).

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Guaratuba para os procedimentos de polícia judiciária e, posteriormente, transferido para a Polícia Penal do Paraná, onde permanece à disposição da Justiça.

O crime de receptação, tipificado no artigo 180 do Código Penal, prevê pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa.

Homem é morto com vários tiros dentro de casa em Marilândia do Sul

 


Um homem foi morto a tiros na noite desta terça-feira (27) na Avenida Brasil, na região central de Marilandia do Sul (PR).

De acordo com informações preliminares, a vítima foi atingida por vários disparos de arma de fogo e morreu no local. Testemunhas relataram que o homem estava no interior de uma residência quando foi baleado.

Equipes da Polícia Militar (PM) isolaram a área para o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Científica. O Instituto Médico-Legal (IML) de Apucarana foi acionado para o recolhimento do corpo.

Até o momento, não há informações sobre o autor dos disparos nem sobre a motivação do crime. A identidade e a idade da vítima ainda não foram oficialmente divulgadas.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

Novo medicamento para prevenir VRS em bebês chega ao Paraná

 


As primeiras doses de Nirsevimabe foram recebidas nesta terça-feira (27) pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa). O anticorpo é indicado para a prevenção de infecções decorrentes ao Vírus Sincicial Respiratório (VRS) e será ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de fevereiro de 2026. A Sesa destina o medicamento a bebês prematuros e crianças com comorbidades, seguindo diretrizes nacionais estabelecidas pelos critérios técnicos idealizados pelo Ministério da Saúde. Todas as maternidades para o alto risco receberão o medicamento.

O Nirsevimabe não é uma vacina, mas um imunobiológico de imunização passiva, fornecendo anticorpos prontos para a proteção contra o VSR. O medicamento é administrado em dose única.

Aprovado pelo Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), a oferta pelo SUS terá início em fevereiro, com orientações específicas sobre fluxos, registro das doses e unidades dispensadoras. Ao Paraná foram destinadas 1.366 doses.

O vírus sincicial é uma das principais causas de infecção do trato respiratório inferior em bebês e crianças pequenas, podendo evoluir para bronquiolite e pneumonia, especialmente nos primeiros meses de vida. A incorporação do Nirsevimabe não implica a substituição imediata do Palivizumabe no SUS, explicou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Paraná nunca apreendeu tanta droga quanto em 2025, diz a Sesp

 


Ao longo de 2025, as polícias no Paraná apreenderam 557,809 toneladas de drogas em todo o Estado. É o maior volume de apreensões de drogas registrado desde o início do monitoramento nacional, em 2017.

Neste período, o crescimento é espetacular. A quantidade apreendida é mais de quatro vezes superior do que em 2018 (444% de aumento), saltando de 102,542 toneladas para o patamar atual.

A droga mais apreendida no Estado é a maconha. Só desse entorpecente, foram apreendidas no Paraná 546,6 toneladas em 2025, o que equivale a um prejuízo de mais de R$ 2,2 bilhões ao narcotráfico.

Em comparação com 2024, com 483,2 toneladas, o aumento nas apreensões foi de 13%. Em sete anos, a quantidade apreendida quadruplicou. O crescimento chega a 447%, já que em 2018 foram apreendidas 99,8 toneladas.

Já no caso da cocaína, 8,3 toneladas foram retiradas de circulação em 2025, volume 43% superior ao registrado no ano anterior (5,8 toneladas). Foi a maior quantidade retirada de circulação da série histórica.

A eficiência na atuação coloca o Paraná na liderança nacional em apreensão de maconha e na quinta posição entre os estados que mais retiraram cocaína de circulação.

Em Curitiba, o combate ao tráfico também vem sendo intensificado. Na região Central, por exemplo, operações contra o tráfico são constantes. Ontem, mais uma vez, Guardas Municipais faziam operação.

A Guarda atendeu 165 ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas e prendeu 76 pessoas suspeitas na região central, nas ações da Operação Centro Seguro, em um ano.

Lula diz confiar em Delcy Rodríguez e defende que solução da crise na Venezuela venha do próprio povo

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (27), durante viagem ao Panamá, que espera que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, “dê conta do recado” diante do atual cenário político no país. Segundo Lula, a situação ainda é recente e exige cautela, reforçando que cabe exclusivamente aos venezuelanos encontrarem uma saída para a crise.

Lula relatou que já conversou duas vezes com Delcy Rodríguez, mas evitou detalhar o conteúdo das conversas. De acordo com o presidente, a líder venezuelana demonstrou preocupação com os acontecimentos recentes. Para o petista, não cabe ao Brasil nem aos Estados Unidos interferirem diretamente no processo político interno da Venezuela.

O presidente brasileiro também defendeu que os Estados Unidos respeitem a soberania venezuelana. Segundo Lula, é fundamental que o país possa cuidar de seus próprios interesses democráticos sem pressões externas, destacando que a autodeterminação é um princípio essencial nas relações internacionais.

As declarações foram dadas durante a chegada de Lula ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe. Esta é a primeira agenda internacional do presidente em 2026, que inclui reuniões bilaterais e debates sobre os rumos políticos e econômicos da região.

Com informações da CNN

DÉFICIT RECORDE: Brasil perde US$ 68,8 bilhões e afunda contas externas em 11 anos

 


O Brasil encerrou 2025 com o maior déficit em contas externas dos últimos 11 anos: US$ 68,8 bilhões, ou 3,02% do PIB, segundo o Banco Central.

O resultado superou os US$ 66,2 bilhões de 2024 e mostra que o país continua enviando mais dinheiro para o exterior do que recebe, alimentando um cenário econômico preocupante.

O balanço do ano passado reflete o desempenho da balança comercial e das transações financeiras internacionais.

Apesar de as exportações terem crescido 3,2%, somando US$ 350,9 bilhões, as importações avançaram 6,2% e chegaram a US$ 290,9 bilhões, reduzindo o superávit comercial para US$ 60 bilhões, quase 9% abaixo de 2024.

Investimentos estrangeiros diretos cresceram 4,8%, atingindo US$ 77,7 bilhões, mas ainda houve saídas líquidas de US$ 5,2 bilhões só em dezembro.

Já as reservas internacionais do país fecharam 2025 em US$ 358,2 bilhões, alta de US$ 28,5 bilhões, garantindo algum colchão contra crises externas, mas sem alterar a vulnerabilidade econômica gerada pelo déficit histórico.

O alerta do BC é claro: o país continua gastando mais do que arrecada do exterior. Em linguagem simples, isso significa que cada vez mais recursos saem do Brasil para financiar outros países.


Escritório de Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do Master enquanto ele já era ministro da Justiça

 


O escritório de Ricardo Lewandowski continuou recebendo do Banco Master quase dois anos depois de o ex-ministro assumir o Ministério da Justiça. O contrato de consultoria jurídica, de R$ 250 mil por mês, começou em agosto de 2023 e se estendeu até setembro de 2025, gerando cerca de R$ 6,5 milhões ao escritório, sendo R$ 5,25 milhões já com Lewandowski no cargo público, conforme informações do Metrópoles.

Embora tenha se desligado formalmente da sociedade em janeiro de 2024, deixando o escritório nas mãos dos filhos Enrique e Yara Lewandowski, os pagamentos continuaram mesmo sem entregas significativas ao banco. Durante o período do contrato, Ricardo participou de apenas duas reuniões do Comitê Estratégico do Master, segundo apurou a coluna de Andreza Matais.

O contrato previa “consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico”, mas na prática a presença do ex-ministro foi quase simbólica. A assessoria de Lewandowski reforça que ele se retirou do escritório ao aceitar o convite de Lula e suspendeu seu registro na OAB, sem atuar mais nos casos do banco.

A proximidade histórica de Lewandowski com o PT contrasta com o discurso recente do próprio Lula contra o Master. Em Maceió, o presidente chamou de “falta de vergonha na cara” quem defende o banco, que teria dado um golpe de mais de R$ 40 bilhões, cobrando que a conta seja paga pelos bancos públicos.  financeiro.


Master comprou R$ 6,7 bilhões de carteiras podres, não pagou nada e vendeu por R$ 12,2 bilhões ao BRB


 














O depoimento de Daniel Vorcaro à Polícia Federal escancara as distorções da operação envolvendo o Banco Master, a empresa Tirreno e o BRB. Segundo o próprio banqueiro, o Master acertou a compra de carteiras de crédito avaliadas em R$ 6,7 bilhões, mas nunca efetuou qualquer pagamento. Ainda assim, os mesmos papéis foram revendidos quase imediatamente ao BRB por R$ 12,2 bilhões, valor que entrou integralmente nos cofres do Master.

Ao tentar justificar a negociação com a Tirreno — uma empresa recém-criada e sem histórico financeiro — Vorcaro afirmou que a confiança vinha, na verdade, de uma suposta ligação com a Cartos, empresa experiente no setor. A explicação, porém, foi desmontada durante a oitiva: a Cartos negou ter originado os créditos, a Tirreno nunca movimentou recursos e o Master admitiu que não repassou nenhum valor, mesmo após receber bilhões do BRB.

A situação se agravou quando Vorcaro reconheceu que o dinheiro pago pelo banco público “ficou dentro do Master” e que não sabe explicar a real origem das carteiras vendidas. Apesar da ausência de documentação, o banqueiro confirmou que seguiu negociando novos contratos com a Tirreno, elevando a operação para cifras ainda maiores, mesmo após alertas internos e questionamentos do Banco Central.

O depoimento também indica que o BRB tinha conhecimento das inconsistências nos papéis, mas continuou adquirindo ativos do Master, que posteriormente substituiu créditos de alta liquidez por outros de menor valor e retorno. Para investigadores, o conjunto das declarações reforça indícios de uma engenharia financeira caótica, sem lastro claro, e amplia o foco das apurações sobre a responsabilidade das instituições envolvidas.

Com informações do Metrópoles

Jaques Wagner confirma que indicou Ricardo Lewandowski para assessoria jurídica do Banco Master e nega indicação de Guido Mantega

 


O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, confirmou que indicou o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski para atuar como consultor jurídico do Banco Master. O contrato, fechado em agosto de 2023, rendeu cerca de R$ 6,5 milhões ao escritório da família Lewandowski, sendo R$ 5,25 milhões pagos após Lewandowski assumir o Ministério da Justiça em janeiro de 2024.

Segundo Wagner, ele “foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski”, mas não participou da indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que teria recebido contrato ainda mais polpudo de R$ 1 milhão por mês para ajudar na venda do banco para o BRB. No caso de Lewandowski, a direção do Master decidiu contratar após a sugestão de Wagner.

O vínculo com o Master se manteve por quase dois anos, mesmo após Lewandowski deixar a sociedade do escritório de advocacia — formalmente em janeiro de 2024 —, deixando os filhos Enrique e Yara à frente da firma. O contrato previa “consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico”, mas os pagamentos continuaram enquanto Lewandowski já ocupava cargo no governo federal.

O caso evidencia a conexão do PT com negócios privados na Bahia, onde Wagner mantém relações com o ex-CEO do Master, Augusto Ferreira Lima, criador do cartão Credcesta, voltado a servidores públicos. O negócio prosperou sob governos petistas, consolidando uma rede de influência que atravessa setor público e privado.