quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Novo El Niño pode encarecer alimentos e pressionar ainda mais a inflação no Brasil


 














Um novo El Niño pode pressionar a inflação brasileira e encarecer alimentos nos próximos meses. Segundo estudo do Rabobank, grupo que financia o agronegócio ao redor do mundo, os efeitos dos choques climáticos sobre os preços podem aparecer gradualmente e atingir o pico em até seis meses.

O impacto de um El Niño forte poderia acrescentar cerca de 0,83 ponto percentual ao IPCA. Apenas os alimentos in natura responderiam por aproximadamente 0,53 ponto percentual dessa pressão.

Produtos como carnes e hortaliças, seriam os mais afetados. Em um cenário de El Niño forte, os preços dessa categoria poderiam subir 19,9%, enquanto a alimentação no domicílio teria alta de 6,32%. Em um evento moderado, as estimativas são de aumentos de 13,4% e 2%, respectivamente.

As hortaliças tendem a sentir os efeitos primeiro por terem ciclos de produção mais curtos e maior sensibilidade às condições climáticas. Produtos como milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz também podem sofrer alta, dependendo da intensidade do fenômeno. O leite pode ser afetado pelas condições de chuva no Sul.

O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, alterando os padrões de chuva e temperatura. No Brasil, o fenômeno pode provocar secas em regiões produtoras e chuvas acima da média em outras áreas. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há cerca de 80% de probabilidade de ocorrência de um El Niño forte até o fim do ano.

Os efeitos, porém, não devem ser iguais em todo o país. A redução das chuvas pode prejudicar a pecuária no Centro-Oeste e no Norte, enquanto algumas culturas do Nordeste, como o feijão, podem ser beneficiadas. No Sul, o aumento das chuvas pode favorecer as culturas de inverno.

LITO SOUSA: Instituto dos EUA avalia caso do influenciador potiguar diagnosticado com doença rara


 











O Broad Institute anunciou que está em contato com a equipe do influenciador digital e criador de conteúdo potiguar Lito Sousa para avaliar opções de atendimento. A manifestação do centro de pesquisa norte-americano ocorre após uma intensa mobilização de fãs nas redes sociais em busca de acesso a tratamentos experimentais para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

Após um vídeo de apelo publicado por Lito no último domingo, seguidores lotaram as redes sociais de instituições de referência — como Broad Institute, Harvard, Mayo Clinic e Ionis Pharmaceuticals — com hashtags como #HelpLito e #SaveLito. Apenas uma das publicações da Ionis acumulou mais de 25 mil comentários.

O Broad Institute e parceiros desenvolvem pesquisas avançadas sobre a doença priônica, incluindo o estudo de fase um PRiSM, que testa uma terapia baseada em RNA de interferência (siRNA) para reduzir a produção da proteína príon no cérebro. A instituição ressaltou, contudo, que as pesquisas estão em estágios iniciais, focando primariamente na segurança e tolerabilidade.

Até o momento, a família ainda não garantiu vaga em tratamentos experimentais. A Ionis informou que os estudos estão fechados para novos participantes e negou o uso compassivo do medicamento ION717 por ora. Já o Broad ofereceu inicialmente uma avaliação apenas para o grupo de controle (que não recebe o fármaco), mantendo a família à espera de novas alternativas para a enfermidade neurodegenerativa, que é rara e de rápida evolução.

A doença de Lito é rara e de evolução rápida. A DCJ é uma doença neurodegenerativa associada ao acúmulo de proteínas anormais chamadas príons. Atualmente, não há tratamento comprovado capaz de interromper sua progressão.

Com informações do UOL

TikTok é multado em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de crianças e adolescentes


 













A Agência Nacional de Proteção de Dados multou a ByteDance, dona do TikTok, em R$ 153,7 milhões por falhas no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

Segundo a agência, o TikTok cometeu cinco violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Entre os problemas apontados estão o tratamento de dados de menores sem respaldo legal e a falta de mecanismos eficazes para impedir o cadastro e a coleta irregular de informações desse público.

Além da multa, a ByteDance terá de eliminar dados coletados irregularmente e adotar novas medidas de proteção. Contas de menores de 16 anos terão configurações de privacidade mais restritas, e a plataforma deverá ampliar o controle parental e os filtros para conteúdos inadequados.

As mudanças também atingem quem utiliza o TikTok sem criar uma conta. Nesse tipo de acesso, serão suspensos anúncios no Brasil e bloqueados recursos como mensagens diretas, transmissões ao vivo, comentários e outras interações sociais. A recomendação de conteúdo também será menos personalizada.

A ByteDance poderá recorrer da multa ao Conselho Diretor da Agência Nacional de Proteção de Dados no prazo de dez dias úteis.

Com informações do g1

Leilão de imóveis ligados ao PCC arrecada R$ 1,7 milhão após operação do MPRN

 


O primeiro leilão da operação Plata, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em fevereiro de 2023, vendeu imóveis localizados no Estado de São Paulo e arrecadou R$ 1.765.500,00. A venda dos bens foi realizada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

A investigação do MPRN combateu a atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no RN. A operação Plata cumpriu sete mandados de prisão e outros 43 de busca e apreensão nos Estados do Rio Grande do Norte, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Bahia, Ceará e Paraíba, e ainda no Distrito Federal.

Os valores arrecadados no leilão são objeto de investimento do MPRN em recuperação de ativos e investigação patrimonial. O montante arrecadado será revertido para a União porque os bens são originários de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e deve ser utilizado na execução de medidas de prevenção e repressão ao tráfico de drogas.

Operação Plata

As investigações que culminaram na deflagração da operação Plata foram iniciadas em 2019, com o objetivo de apurar o tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas, além do crime de lavagem de dinheiro. O esquema era liderado por Valdeci Alves dos Santos, também conhecido por Colorido. Valdeci é originário da região do Seridó potiguar e é apontado como sendo o segundo maior chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que surgiu nos presídios paulistas e que tem atuação em todo o Brasil e em países vizinhos.

No RN, os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Natal, Jardim de Piranhas, Parnamirim, Caicó, Assu e Messias Targino. Houve ainda cumprimento de mandados nas cidades paulistas de São Paulo, Araçatuba, Itu, Sorocaba, Tremembé, Votorantim e Araçoiaba da Serra; em Brasília/DF, Fortaleza/CE, Balneário Camboriú/SC, Picuí/PB, Espinosa/MG e em Serra do Ramalho e Urandi, ambas na Bahia.

O processo resultou na condenação de réus ligados ao esquema criminoso pela Justiça. Entre os punidos estão Geraldo dos Santos Filho e Valdeci Alves dos Santos. Outros envolvidos também receberam penas de prisão.


AGU trava ação contra Mendonça, mas PF mantém pressão e amplia crise


 













A Polícia Federal mantém o pedido à AGU (Advocacia-Geral da União) para que seja apresentado um recurso contra a decisão do ministro André Mendonça de determinar o compartilhamento dos dados brutos do caso INSS, que tem, entre outras provas, a íntegra das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e da lobista Roberta Luchsinger.

A ordem judicial também proíbe que sejam realizadas mudanças na equipe de investigação sem informar ao relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

A polícia afirma que a decisão é uma violação à autonomia investigativa da corporação e procurou, há mais de um mês, o advogado-geral da União, Jorge Messias, para tentar derrubar a determinação do magistrado.

O chefe da AGU, no entanto, tem defendido no governo que o ideal seria estreitar o diálogo nos bastidores para chegar a um acordo entre PF e Mendonça.

A cúpula da polícia, porém, insiste na necessidade de recorrer da decisão, o que tem feito a crise entre o magistrado e a polícia se ampliar a cada dia.

Os atritos entre o ministro e a corporação tiveram início devido ao caso do INSS. Um dos motivos, como mostrou a CNN, foi o fato de a PF ter levado mais de sete meses para enviar ao magistrado os dados das quebras de sigilo de Lulinha.

O magistrado determinou a derrubada dos sigilos fiscal, bancário e telemático do primogênito do chefe do Executivo em dezembro do ano passado, mas a demora em compartilhar as informações irritou o magistrado, que determinou o compartilhamento dos dados brutos do caso.

Além disso, a troca da coordenação da PF responsável pela apuração do INSS foi outro motivo que desencadeou a crise.

Com informações da CNN

DELAÇÃO PREMIADA: Ex-dono da Reag, Mansur negocia acordo para pagar R$ 40 milhões e detalhar esquemas de Vorcaro

 


João Carlos Mansur, ex-proprietário da Reag Investimentos, apresentou uma proposta de acordo de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR), documento atualmente está em fase de ajustes finais antes da assinatura formal.

O executivo deverá arcar com o pagamento de R$ 40 milhões em multas, montante equivalente ao que recebeu da Reag durante o período de operação. A proposta entregue contém 17 anexos com detalhes sobre crimes financeiros.

Para a PGR, o foco da delação de Mansur é confirmar os caminhos para recuperar os desvios bilionários do Banco Master. O executivo conseguiu apontar novos nomes de entidades empresariais e fundos usados no esquema.

Alvo principal das revelações é Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Inicialmente, Mansur tentou realizar uma delação conjunta com Vorcaro quando ambos eram defendidos pelo criminalista José Luís de Oliveira, tentativa que fracassou após as informações de Vorcaro serem consideradas insuficientes pela PGR e pela Polícia Federal. Com a saída do advogado, a defesa de Mansur passou a ser conduzida por Aloísio Medeiros.

De acordo com delator, a Reag prestava serviços ao Banco Master e a Vorcaro desde 2019, ano em que Vorcaro assumiu o controle da instituição financeira, estruturando fundos de investimento que, conforme a documentação entregue, foram utilizados para desvios de dinheiro por meio de laranjas e estruturas offshore. Mansur apontou que negociações diretas com Vorcaro evidenciaram que o ex-banqueiro tinha pleno conhecimento e comando dos desvios.

O acordo ainda aguarda assinatura para ser encaminhado ao gabinete do ministro do STF André Mendonça, a quem caberá analisar e decidir sobre a homologação da delação caso os requisitos legais sejam atendidos.

Com informações da coluna de Natália Portinari / UOL


Lula tem de avisar PF, PGR e STF que não é para proteger Lulinha, observa colunista

 


Indagado sobre Lulinha, que aparentemente deixou de ser o Ronaldinho dos negócios que fazia o orgulho do papai, o chefão petista disse o seguinte: “Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele.”

É preciso, então, avisar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que não é para proteger Lulinha.

Até hoje, por exemplo, a PF não subiu no processo relatado por André Mendonça a análise das quebras de sigilo telemático e bancário do filho de Lula.

Dado curioso, um dos peritos encarregados de fazer a análise pediu para não trabalhar mais no caso, alegando questões pessoais.

Também é recomendável que Lula dê um toque no procurador-geral da República, Paulo Gonet, para ele se segurar no seu afã de mostrar serviço.

Prestativo além da conta, o PGR quer transferir o caso de Lulinha para a primeira instância, contrariando fatos e jurisprudências.

Não menos vital, o chefão petista poderia aproveitar o próximo whisky com os políticos do STF para reafirmar que a justiça deve seguir o seu curso, sem que mãos peludas no tribunal tentem impedir o trabalho do ministro André Mendonça.

Com informações da coluna Mario Sabino/ Metrópoles


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

PM apreende cigarros contrabandeados avaliados em R$ 90 mil em Guarapuava PR.

 



A Polícia Militar apreendeu uma carga de cigarros contrabandeados do Paraguai na madrugada desta quarta-feira (26), em Guarapuava. A ocorrência foi registrada por volta das 2h39, na região de Alto Cascavel, às margens da BR-277.

Durante o deslocamento, os policiais suspeitaram da conduta do motorista de um veículo Peugeot. Ao perceber a presença da viatura, o condutor realizou uma mudança abrupta de faixa e uma manobra brusca sem sinalização, quase provocando uma colisão com outro veículo.

Diante da fundada suspeita, a equipe realizou a abordagem utilizando sinais sonoros e luminosos. Durante a vistoria no veículo e no porta-malas, foram encontradas bolsas e malas lacradas contendo cigarros da marca Gudang, de origem paraguaia.

Segundo os ocupantes, a mercadoria havia sido carregada em Foz do Iguaçu e seria transportada até Florianópolis (SC).

Após orientação da Polícia Federal, a carga foi apreendida e encaminhada ao 16º Batalhão da Polícia Militar para contabilização. Ao todo, foram contabilizados 300 maços, totalizando 3 mil carteiras de cigarros, avaliados em aproximadamente R$ 90 mil.

Os envolvidos foram qualificados, orientados e liberados juntamente com o veículo, conforme as medidas legais aplicadas ao caso. A carga permanece apreendida e ficará à disposição da Receita Federal para os procedimentos cabíveis.

Engenheiro, esposa médica e filho estudante são achados mortos em condomínio no PR

 



Uma família foi encontrada morta dentro de um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba (PR), na tarde desta terça-feira. Os corpos de um homem, uma mulher e um jovem foram localizados em um condomínio residencial na Rua Guilherme Pugsley.

Segundo informações iniciais apuradas, o homem, de 50 anos, teria matado a mulher, de 57, e o filho do casal, de 21, antes de tirar a própria vida. As circunstâncias do caso ainda serão investigadas.

A mulher era médica pediatra. O homem era formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). O filho era estudante de Engenharia Mecatrônica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

A morte da família pode ter sido motivada por problemas financeiros. De acordo com apuração, o homem passava por dificuldades financeiras. A empresa do engenheiro civil teria declarado falência, mas ele manteve a informação em sigilo para os familiares.

Por conta das dívidas, um imóvel da família chegou a ir a leilão. Na última sexta-feira (21), o homem decidiu contar para a mulher e o filho sobre a situação financeira. Desde então, os três não foram mais vistos.

A morte da família pode ter sido motivada por problemas financeiros. De acordo com apuração, o homem passava por dificuldades financeiras. A empresa do engenheiro civil teria declarado falência, mas ele manteve a informação em sigilo para os familiares.

Por conta das dívidas, um imóvel da família chegou a ir a leilão. Na última sexta-feira (21), o homem decidiu contar para a mulher e o filho sobre a situação financeira. Desde então, os três não foram mais vistos.