quinta-feira, 9 de julho de 2026

Homem termina namoro após ganhar R$ 2,5 milhões na Mega-Sena e Justiça manda dividir prêmio com ex


 












Ganhar mais de R$ 2,5 milhões na Mega-Sena não impediu um homem de enfrentar uma longa disputa judicial com a ex-namorada. Após o fim do relacionamento, ele acabou condenado a repassar R$ 1,2 milhão à antiga companheira depois que a Justiça reconheceu que ambos tinham um acordo verbal para dividir qualquer prêmio conquistado em apostas feitas durante o namoro, segundo informações do g1.

A decisão foi tomada por unanimidade pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que determinou o pagamento de R$ 1.294.491,32 à mulher. Ainda cabe recurso. O caso envolve o concurso 2.486 da Mega-Sena, sorteado em 31 de maio de 2022. O casal participava de um bolão realizado em Blumenau, no Vale do Itajaí, e possuía uma das 32 cotas da aposta vencedora, que rendeu mais de R$ 2,5 milhões.

Na ação, a mulher sustentou que os dois tinham o costume de apostar juntos e haviam combinado, mesmo sem contrato formal, que qualquer prêmio seria dividido igualmente entre eles. Em primeira instância, ela recebeu apenas valores referentes a pagamentos parciais feitos pelo ex-companheiro, montante bem inferior ao que reivindicava.

As duas partes recorreram da decisão. O homem alegou que nunca existiu qualquer pacto para compartilhar o prêmio e afirmou que as apostas eram realizadas exclusivamente por ele. Já a ex insistiu que havia um compromisso firmado entre os dois e pediu o reconhecimento do direito à metade da premiação.

Ao analisar o recurso, o desembargador relator concluiu que o conjunto de provas apresentado no processo era suficiente para comprovar o acordo verbal. Mensagens trocadas pelo casal, boletim de ocorrência, depoimentos de testemunhas e os pagamentos efetuados pelo próprio ganhador após o sorteio reforçaram a versão da autora da ação.

Com esse entendimento, o tribunal reformou parcialmente a decisão de primeira instância e reconheceu o direito da mulher à metade do valor correspondente à cota premiada do bolão, determinando que o ex-companheiro faça o pagamento de R$ 1,294 milhão.

FBI investiga AFA por suspeita de fraude e lavagem de dinheiro durante a Copa do Mundo


 











Enquanto a seleção da Argentina segue na disputa da Copa do Mundo de 2026, a Associação do Futebol Argentino (AFA) enfrenta uma investigação conduzida pelo FBI e por procuradores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As autoridades apuram movimentações superiores a US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,55 bilhão, que podem configurar crimes como lavagem de dinheiro e fraude bancária.

Segundo informações publicadas pelo jornal argentino La Nación, a investigação analisa transações realizadas por meio do sistema bancário norte-americano envolvendo contratos comerciais internacionais da AFA.

No centro da apuração está a TourProdEnter LLC, empresa administrada pelo produtor teatral argentino Javier Faroni. De acordo com a reportagem, a companhia atuou como intermediária na cobrança de contratos comerciais da AFA, incluindo acordos firmados com empresas como Adidas e Warner.

Registros bancários analisados pelo jornal apontam que a empresa administrou pelo menos US$ 260 milhões em receitas da entidade. Parte desse montante estaria relacionada a despesas operacionais da federação, mas cerca de US$ 57 milhões teriam sido distribuídos a empresas e beneficiários sem justificativa econômica identificada na documentação obtida pela publicação.

Ainda segundo o La Nación, entre os destinatários dos recursos aparecem pessoas que, conforme registros oficiais argentinos, recebiam benefícios sociais do governo e residiam nas cidades de Bariloche e Buenos Aires.

Correio 24h

Governo Lula adia decisão sobre gasolina com 32% de etanol


 












O governo federal adiou, mais uma vez, a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que decidiria sobre o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. O encontro estava previsto para esta quarta-feira (8), no Ministério de Minas e Energia, em Brasília, mas foi cancelado sem nova data definida.

Segundo informações apuradas pela reportagem da CNN Brasil, o adiamento ocorreu devido à falta de consenso sobre outros temas da pauta, como a política de comercialização do gás natural da União e a repactuação das dívidas da usina nuclear Angra 3. O Ministério de Minas e Energia ainda não informou oficialmente os motivos do cancelamento.

A proposta de elevar a mistura de etanol vem sendo adiada desde maio e conta com apoio do governo e do setor sucroenergético. A medida foi anunciada previamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é defendida como forma de reduzir a dependência da gasolina importada, fortalecer a produção nacional de biocombustíveis e ampliar a segurança energética do país.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção do chamado E32 poderá reduzir a importação de cerca de 450 milhões de litros de gasolina por ano e evitar a emissão de aproximadamente 552 mil toneladas de CO₂ equivalente, além de contribuir para diminuir a exposição do país às oscilações do mercado internacional de petróleo.

Brasil tem 63,9 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não concluíram a educação básica, mostra estudo


 













O Brasil tem 63,9 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não concluíram a educação básica, o equivalente a 37,3% da população nessa faixa etária. Os dados são de um estudo inédito do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ), apresentado durante o lançamento da Rede EJA e Inclusão Produtiva.

Demanda diminui por mortalidade

O levantamento mostra que a redução da demanda por Educação de Jovens e Adultos (EJA) não ocorreu principalmente por mais pessoas voltarem à escola.

  • 51% da queda desde 2012 ocorreu por mortalidade;
  • Apenas 8% foi resultado da EJA.

Segundo o estudo, para cada pessoa que concluiu a educação básica pela EJA, mais de seis morreram sem terminar os estudos.

EJA atende apenas 1,5% da demanda

A principal política pública voltada ao público tem baixa cobertura.

  • A EJA atende 1,5% da demanda potencial;
  • Anos iniciais do Ensino Fundamental: 1,4%;
  • Anos finais: 1,1%;
  • Ensino Médio: 2,3%.

Alagoas registra a maior cobertura (4,1%) e Mato Grosso do Sul a menor (0,7%).

Oferta de turmas diminuiu

Entre 2008 e 2024, os municípios sem nenhuma turma de EJA passaram de 493 para 1.092.

Hoje, apenas 24,6% das escolas de educação básica oferecem a modalidade. Na prática, três em cada quatro escolas não possuem turmas de EJA.

Prejuízo econômico

O estudo estima que a baixa escolaridade gera uma perda anual de R$ 66 bilhões em renda.

  • Renda média de quem não concluiu a educação básica: R$ 1.427;
  • Quem concluiu recebe, em média, R$ 2.777;
  • A taxa de pobreza desse grupo é 1,8 vez maior.

Se metade desse público concluísse os estudos, o impacto positivo seria equivalente a 0,6% do PIB.

Motivos do abandono escolar

Entre os homens:

  • 53,9% deixaram a escola por causa do trabalho;
  • 61,7% apontam o emprego como principal obstáculo para voltar a estudar.

Entre as mulheres:

  • 34,9% não retornam por responsabilidades familiares;
  • 22,9% interromperam os estudos por gravidez.

Perfil de quem não concluiu os estudos

O levantamento mostra que:

  • 63,9% são pessoas pretas e pardas;
  • As maiores concentrações estão nas regiões Norte e Nordeste.

O grupo é dividido em:

  • 19 milhões não concluíram os anos iniciais do Ensino Fundamental;
  • 25,6 milhões abandonaram o Ensino Fundamental;
  • 19,3 milhões deixaram a escola durante o Ensino Médio.

Propostas para reverter o cenário

O estudo recomenda:

  • estabelecer metas de concluintes em números absolutos;
  • concentrar investimentos nas regiões com maior déficit educacional;
  • ampliar a oferta de creches;
  • criar horários flexíveis;
  • integrar estudo, trabalho e responsabilidades familiares.

Segundo os pesquisadores, o novo Plano Nacional de Educação representa uma das últimas oportunidades para ampliar a escolarização das gerações que ainda permanecem fora da escola.

Empresa sem um único funcionário, ligada a brasileiro sancionado pelos EUA, movimentou R$ 29 bilhões, diz PF


 











Uma empresa sem funcionários movimentou R$ 29,3 bilhões entre janeiro de 2021 e agosto de 2024 e passou a ser investigada pela Polícia Federal por suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Segundo a PF, a Hi Quality Importação, Comércio e Distribuição recebeu 645 comunicações do Coaf por movimentações consideradas suspeitas. A investigação aponta que a empresa teria sido usada para ocultar recursos provenientes, principalmente, do tráfico internacional de haxixe.

De acordo com a investigação, a empresa é ligada a Victor Henrique de Oliveira Shimada, brasileiro sancionado pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC.

A Hi Quality está registrada em nome de Ygor Fokin Saviolli, preso pelo FBI em janeiro deste ano, na Flórida, e apontado pela PF como um dos líderes do esquema, conforme informações do Metrópoles.

Os investigadores afirmam que a empresa não possui empregados registrados, mas movimentou mais de R$ 29 bilhões no período analisado. A PF diz que o esquema foi descoberto após a apreensão do celular de Ygor, onde foram encontradas mensagens criptografadas, fotos e vídeos de grandes quantias em dinheiro.

Apesar das sanções aplicadas pelos Estados Unidos mencionarem uma suposta ligação com o PCC, a investigação da Polícia Federal faz apenas uma referência à facção em todo o relatório.

Segundo a corporação, o documento cita uma conversa sobre um suposto ex-integrante da organização criminosa, sem atribuir, até esse ponto da investigação, vínculo direto dos investigados com a facção.

Vereador preso por contrabando de canetas emagrecedoras é presidente de Câmara e policial


 











Policial e vereador. É assim que Werley Glicério Furbino de Araújo, conhecido como Ley do Trânsito (PL), se identifica nas redes sociais. Ele foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na tarde dessa terça-feira (7/7), após o carro onde o político estava ser abordado na BR-262, na altura de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No veículo, os agentes localizaram medicamentos irregulares oriundos do Paraguai, entre eles canetas emagrecedoras e produtos à base de maconha, além de um simulacro de arma de fogo.

Ley do Trânsito é presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, no Vale do Aço, pela terceira vez. Ele também é vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), mas, na manhã desta quarta-feira (8/7), não aparecia entre os membros da direção no site do sindicato. Procurado, o presidente do sindicato, Wemerson de Oliveira, disse que Ley ainda não aparece no site porque a eleição foi recente e ainda está sendo feita a transição de novos membros. “Sobre a prisão dele, o Sindpol está dando todo apoio jurídico necessário para a sua defesa técnica”, afirmou.

Conforme apurado por O TEMPO, o transporte dos materiais acontecia em um veículo oficial da Câmara Municipal. No veículo, o político de 50 anos estava com familiares e o motorista da presidência da Câmara. A PRF foi questionada sobre esses detalhes, mas a corporação não se manifestou.

Procurada, a Câmara Municipal informou que, na manhã desta quarta, ainda levantava “as informações necessárias antes de se manifestar oficialmente”. “Assim que houver informações confirmadas, será emitido um posicionamento oficial”, projetou o Legislativo. Já a Polícia Civil afirmou que “não coaduna com qualquer desvio de conduta por parte de seus servidores” e que a Corregedoria-Geral acompanha o caso para adotar as medidas administrativas cabíveis.

Mesmo exercendo o cargo de vereador, Ley do Trânsito também exerce a função de policial civil. Referente ao mês de maio, ele recebeu quase R$ 10 mil de salário bruto pela corporação.

A prisão

De acordo com a PRF, o veículo foi abordado e, durante a fiscalização, um dos agentes localizou um simulacro de arma de fogo no interior do carro. Já em uma sacola que estava dentro de um cobertor, a PRF identificou canetas emagrecedoras, medicamentos à base de canabidiol, produtos de uso terapêutico e estético, “além de outros medicamentos introduzidos irregularmente no país, todos provenientes do Paraguai”.

O vereador então teria assumido aos policiais que era o proprietário de todo o material apreendido. Ainda segundo a corporação, a ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal (PF), em Belo Horizonte, para as providências cabíveis.

O Tempo

PCC e CV: EUA rebatem Itamaraty e chamam de “absurdo” uso da força contra o Brasil


 













O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou como “absurdo” o temor manifestado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, de que Washington possa utilizar força militar em território brasileiro após a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em resposta exclusiva ao Metrópoles, a diplomacia norte-americana criticou a hipótese e afirmou que as medidas adotadas têm como objetivo combater grupos criminosos que atuam em território norte-americano.

“Esse comentário é absurdo. Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no âmbito de suas próprias competências soberanas, para combater os narcoterroristas. Essas gangues brasileiras agora atuam nos Estados Unidos, e vamos defender nosso povo contra elas”, afirmaram.

Em resposta ao Metrópoles, o Departamento de Estado afastou qualquer possibilidade de que a designação tenha como objetivo justificar uma intervenção no Brasil.

A pasta sustentou que a política estadunidense está voltada ao combate de organizações criminosas que passaram a atuar em território dos Estados Unidos e afirmou que “alegações vagas” de intervenções militares podem “ajudar e incentivar” grupos terroristas.

“Alegações vagas de intervenção costumam servir de pretexto para ajudar e incentivar alguns dos grupos mais violentos do mundo”, disseram.

Documento do Itamaraty

A manifestação responde às declarações contidas em um documento assinado por Mauro Vieira e encaminhado pelo Ministério das Relações Exteriores à Câmara dos Deputados.

No texto, o chanceler afirma que a decisão unilateral dos Estados Unidos de enquadrar o PCC e o CV como organizações terroristas poderia abrir margem para ações extraterritoriais contra instituições brasileiras, inclusive com o “risco de uso da força militar dos EUA contra o território nacional”.

Metrópoles

EUA afirmam atacar mais de 80 alvos no Irã e elevam tensão no Oriente Médio


 











Os Estados Unidos afirmaram ter bombardeado mais de 80 alvos no Irã, em uma nova ofensiva militar que marca o rompimento da trégua firmada entre os dois países no mês passado, conforme informações do Metrópoles.

Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação foi uma resposta a supostos ataques iranianos contra três embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do transporte mundial de petróleo.

De acordo com os EUA, foram atingidos sistemas de defesa aérea, radares, centros de comando, estruturas de mísseis antinavio e mais de 60 embarcações do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. O objetivo, segundo o Centcom, foi reduzir a capacidade do Irã de realizar novos ataques contra o comércio marítimo internacional.

Em comunicado, os EUA afirmam que embarcações de bandeiras das Ilhas Marshall, Arábia Saudita e Libéria foram alvo de ações iranianas, classificadas como uma violação do cessar-fogo. O comando militar também declarou que as forças americanas permanecem na região e estão prontas para reagir caso o acordo continue sendo desrespeitado.

O governo do Irã, por sua vez, negou ter atacado os navios citados pelos Estados Unidos e afirmou que as acusações são “perplexas”. Até o momento, não há confirmação independente sobre os episódios que motivaram a nova ofensiva militar.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Paraná entra em alerta para temporais e queda de temperatura com avanço de frente fria


 












A chegada de uma nova frente fria, seguida pelo avanço de uma massa de ar polar, provocará uma mudança drástica nas condições do tempo no Paraná a partir desta sexta-feira (10). O estado entra em alerta para um fim de semana de chuvas intensas, risco de temporais e uma acentuada queda nas temperaturas. De acordo com os dados da Meteored Meteorologia, a instabilidade pode gerar volumes expressivos de precipitação, com os acumulados alcançando até 100 milímetros na faixa entre Santa Catarina e a região Oeste paranaense.

O impacto do sistema frontal, que se aproxima pelo Rio Grande do Sul, começa a ser sentido ainda na manhã de sexta-feira. As primeiras áreas atingidas no Paraná serão as regiões Oeste e Sul, que devem registrar pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas. No sábado (11), a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) aponta que a frente fria avançará e espalhará a chuva por praticamente todo o território estadual. A combinação de umidade elevada com a passagem do sistema favorece a ocorrência de temporais isolados, ventos fortes e descargas elétricas, com os maiores volumes de água concentrados no Oeste, Sudoeste e Noroeste.

Já no domingo (12), o cenário meteorológico começa a se dividir. Enquanto a chuva perde força na maior parte do Paraná, as regiões Norte e Noroeste ainda mantêm o risco de tempestades e pancadas intensas ao longo do dia. Nas demais localidades, o avanço de uma massa de ar frio e seco afasta a nebulosidade e permite o retorno gradual do sol. No entanto, é justamente a entrada desse ar polar que provocará a derrubada dos termômetros em diversas cidades.

Em Curitiba, a variação térmica será significativa ao longo do fim de semana. A capital, que tem máxima prevista de 22°C para a sexta-feira, sentirá o esfriamento já no sábado, quando os termômetros não devem ultrapassar a marca dos 15°C. No domingo, o clima segue gelado com máxima de 16°C. A tendência aponta para uma elevação apenas gradual nas temperaturas a partir de segunda-feira, quando a máxima deve se aproximar dos 19°C. Especialistas recomendam que a população acompanhe as atualizações meteorológicas e fique atenta aos eventuais alertas de segurança emitidos pelas autoridades.