segunda-feira, 1 de junho de 2026

Após fim de semana de sol, ciclone traz frente fria e alerta de baixas temperaturas no PR


 













Após o excesso de chuvas que marcou o final de maio, o mês de junho começa com tempo mais estável no Paraná mas a trégua será curta. Uma nova frente fria, impulsionada por um ciclone formado ao sul do continente, avança pelo Oceano Atlântico e promete derrubar as temperaturas não apenas no Sul, mas também em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil já na primeira semana do mês.

No domingo, o sol volta a aparecer e garante uma tarde agradável, com máximas alcançando os 20ºC em Curitiba, Rio Negro, União da Vitória e nas cidades dos Campos Gerais, como Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa. A segunda-feira ainda mantém o clima ameno, permitindo que os termômetros cheguem aos 25ºC nas regiões Noroeste, Oeste e Norte do Paraná. Contudo, a partir de terça-feira, o cenário muda drasticamente. De acordo com os prognósticos do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o avanço da massa de ar frio fará com que as temperaturas não ultrapassem os 20ºC no Leste e Centro-Sul do estado pelo menos até o dia 15 de junho.

A onda de ar gelado ganha força na região Sul logo nos primeiros dias da semana, provocando madrugadas com mínimas abaixo dos 10°C no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, condição que também se estende ao Centro-Sul e Leste paranaense. Até quarta-feira, os efeitos desse sistema frontal já serão sentidos nos estados do Sudeste, em Mato Grosso do Sul, em parte de Goiás e até mesmo em áreas da Bahia. No Paraná, o pico do frio nesta primeira etapa do mês deve ocorrer na quinta-feira, especialmente na capital. Em Curitiba, a variação térmica será pequena, com mínima de 11ºC e máxima de apenas 15ºC, cenário que apresenta leve aquecimento na sexta-feira. Enquanto isso, o Norte e o Oeste paranaense, em cidades como Londrina e Maringá, seguirão com tardes um pouco mais quentes, na casa dos 24ºC.

Embora a previsão inicial indique que o frio de junho possa ser menos constante do que o registrado em maio, a Climatempo aponta que uma segunda onda polar, prevista para o final do mês, deve ser a mais intensa do período. Esse sistema trará temperaturas inferiores a 10ºC para o Sul, Sudoeste e Centro-Oeste brasileiro, além de risco de geada generalizada para os três estados da região Sul. No panorama nacional, junho consolida suas características típicas de outono-inverno, marcadas por um clima seco e índices de umidade do ar abaixo dos 30% no interior do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Em contrapartida, o Sul mantém o regime de chuvas mais regulares, enquanto o extremo Norte do país segue com precipitações intensas, podendo acumular volumes entre 300 e 400 milímetros.

Anvisa define que caneta de semaglutida brasileira terá teto de preço igual ao do Ozempic e do Wegovy


 


















A primeira caneta de semaglutida brasileira, o Ozivy, da EMS, deu o passo decisivo para chegar às farmácias: a Anvisa definiu o preço máximo que pode ser cobrado pelo medicamento. O teto fixado é o mesmo do Ozempic — R$ 803,44 sem o imposto. O valor permite que a EMS pratique preços próximos aos da concorrente estrangeira, mas a empresa afirmou que pretende cobrar 30% a menos.

A caneta foi anunciada nesta semana, após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A definição do preço máximo é uma etapa obrigatória para que qualquer medicamento possa ser comercializado no Brasil. É a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, quem estabelece esse teto e nenhuma farmácia pode cobrar acima dele.

Na decisão, a CMED enquadrou o Ozivy na chamada “categoria 4”, destinada a novas apresentações de medicamentos que já existem no mercado. Ou seja, o produto foi comparado ao Ozempic e ao Wegovy, e, por isso, pode praticar o mesmo preço máximo.

O preço máximo ao consumidor para as canetas de 1,5 ml — dosagem que a EMS também lançará — é de R$ R$ 803,44 sem ICMS.

O imposto varia entre os estados, o valor final muda conforme a região: em São Paulo, com alíquota de 18%, o teto chega a R$ 1.314,37; em Alagoas, onde a alíquota é de 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60. Para as versões de 3 ml, que a EMS também vai trazer ao mercado, o preço máximo sem imposto é de R$ 1.399,72.

Aneel mantém bandeira amarela e conta de luz segue mais cara em junho


 













A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de junho. Com isso, os consumidores continuarão pagando um adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz.

Segundo a Aneel, a decisão foi motivada pela redução das chuvas em todo o país, o que diminui a geração de energia pelas hidrelétricas e aumenta a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado.

Apesar da piora nas condições de geração, a agência evitou a adoção da bandeira vermelha patamar 1, que elevaria a cobrança extra para R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.

Entre janeiro e abril, vigorou a bandeira verde, sem cobrança adicional. No entanto, a expectativa de um possível fenômeno El Niño no segundo semestre, com menos chuvas e temperaturas mais altas, pode pressionar os custos da energia nos próximos meses.

PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA, afirma porta-voz do governo Trump


 












O governo dos Estados Unidos afirmou ter identificado a atuação do PCC e do Comando Vermelho em 12 estados americanos. A informação foi confirmada neste sábado (30) pelo Departamento de Estado, após as duas facções serem classificadas como organizações terroristas.

Segundo a porta-voz Amanda Roberson, PCC e CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e expandiram suas atividades para além das fronteiras brasileiras. Os estados onde elas atuariam não foram divulgados.

A medida anunciada pelo governo Trump inclui duas classificações: Organização Terrorista Estrangeira (FTO) e Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT).

Na prática, a decisão criminaliza o fornecimento de apoio financeiro, material ou logístico às facções em território americano, além de permitir punições a pessoas e empresas que mantenham relações com os grupos.

A designação também prevê o bloqueio de bens e ativos ligados ao PCC e ao Comando Vermelho nos Estados Unidos, além da possibilidade de sanções contra instituições financeiras que facilitem operações envolvendo as organizações.

Trump devolve texto de acordo com Irã com exigências mais duras e estende negociações por fim da guerra


 














O presidente americano Donald Trump devolveu com alterações um acordo proposto com o Irã após uma reunião com conselheiros, disseram autoridades à CNN, estendendo as negociações para mais uma semana.

As mudanças exatas solicitadas por Trump ainda não estão claras, mas autoridades disseram que o presidente insistiu em uma linguagem mais dura em relação aos compromissos nucleares do Irã e à sua promessa de reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump também expressou preocupação com o tipo de alívio financeiro que poderia ser fornecido ao Irã como parte do acordo, receoso de comparações com o acordo nuclear da era Obama, que ele considera fraco.

A mais recente leva de mudanças propostas surge uma semana depois de Trump ter declarado que o acordo estava “praticamente finalizado” e sinalizado que o fim da guerra era iminente.

Desde então, autoridades americanas têm sinalizado progresso em direção a um acordo que encerre as hostilidades, reabra Ormuz e inicie negociações mais detalhadas sobre o programa nuclear iraniano.

Mesmo depois de Trump ter anunciado que tomaria uma “decisão final” durante a reunião de sexta-feira e ter detalhado algumas das condições do acordo nas redes sociais, o encontro de duas horas terminou sem uma decisão conclusiva.

Embora Trump tenha afirmado em sua mensagem que os EUA confiscariam o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã e o destruiriam, o Irã tem reiteradamente declarado que não está discutindo detalhes de seu programa nuclear nas negociações em curso.

Trump também afirmou que não houve qualquer discussão sobre troca de dinheiro como parte do acordo, uma condição que o Irã considera obrigatória em qualquer pacto.

A forma como essas discrepâncias seriam resolvidas permanece incerta, visto que as negociações sobre a linguagem do acordo continuam. O site Axios e o jornal The New York Times noticiaram anteriormente o pedido de mudanças feito por Trump.

CNN Brasil

Fim da escala 6×1 entra em disputa com 3 PECs e pressão por mudança rápida


 












O fim da escala 6×1 ainda não está definido e agora depende do Senado. Três propostas diferentes estão em disputa e podem mudar tanto o prazo quanto as regras da nova jornada de trabalho.

Além do texto aprovado pela Câmara, senadores analisam uma proposta da oposição e outra mais antiga, apresentada pelo senador Paulo Paim, segundo informações da CNN.

A palavra final sobre qual PEC vai andar primeiro deve passar pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A proposta aprovada pela Câmara reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. Pelo texto, o fim da escala 6×1 e os dois dias de folga por semana passariam a valer 60 dias após a aprovação final. A redução da carga horária seria feita de forma gradual, em até 14 meses.

A oposição quer mudanças. Senadores ligados ao setor produtivo defendem uma transição mais longa e maior flexibilização das regras, com possibilidade de acordos entre patrões e empregados.

Nos bastidores, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressionam para acelerar a votação e tentar concluir a tramitação antes do recesso de julho.

Advogado anti-Petro lidera 1º turno na Colômbia e promete linha dura contra crime


 













O advogado Abelardo de la Espriella, de 47 anos, liderou o 1º turno das eleições presidenciais da Colômbia e vai disputar o 2º turno contra o senador governista Iván Cepeda, apoiado pelo presidente colombiano Gustavo Petro.

Com 99% das urnas apuradas, De la Espriella, do movimento Defensores da Pátria, apareceu com 43% dos votos, contra 40% de Cepeda, conforme informações do Metrópoles.

Conhecido pelo apelido de “O Tigre”, o candidato lançou sua campanha prometendo barrar a continuidade do projeto político de Petro. Entre as propostas, defende megaprisões, aumento de penas, endurecimento no combate ao crime e o fim da política de “paz total” do atual governo.

Sem passagem por cargos públicos, o advogado ganhou espaço como um dos principais nomes do voto anti-Petro. Na economia, defende redução do tamanho do Estado, simplificação administrativa e ampliação dos setores de petróleo e gás.

De la Espriella também declara admiração por medidas adotadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

O candidato, porém, também acumula polêmicas. Segundo relatos da imprensa colombiana, ele possui histórico de disputas judiciais com veículos de comunicação e recentemente acionou a Justiça contra a colunista Ana Bejarano após críticas sobre sua trajetória política.

Outro episódio controverso envolveu declarações feitas em um podcast, quando o candidato fez comentários considerados vulgares sobre sua imagem pessoal e o eleitorado feminino, gerando repercussão em um país onde as mulheres representam mais da metade dos votantes.

Governo Lula detalha bloqueio de R$ 22,1 bilhões no Orçamento; ministérios da Defesa, Cidades e Educação são os mais afetados


 












O governo federal publicou na o decreto que detalha o bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no orçamento deste ano.

Somando ao bloqueio anteriormente realizado, a limitação em 2026 totaliza R$ 23,7 bilhões.

O bloqueio acontece por conta do limite de gastos do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023.

Os ministérios mais afetados pela medida são os da Defesa, das Cidades e da Educação, que concentram maior parte dos cortes.

Um bloqueio no orçamento é como um “freio de emergência” temporário nas finanças do governo. Ele acontece quando os gastos obrigatórios, como pagamento de aposentadorias, sobem mais do que o esperado. Quando isso acontece, o governo precisa reter parte do dinheiro de gastos não essenciais, como obras, para não ultrapassar o limite de gastos permitido.

Veja os ministérios que mais sofreram com o bloqueio:

  1. Defesa (R$ 4,363 bilhões);
  2. Cidades (R$ 3,320 bilhões);
  3. Educação (R$ 1,605 bi);
  4. Transportes (R$ 1,500 bi);
  5. Fazenda (R$ 1,396 bi); e
  6. Saúde (R$ 1,002 bi).

Além dos ministérios, o bloqueio alcançou as emendas parlamentares em R$ 4,9 bilhões.

As despesas discricionárias do Poder Executivo, aquelas destinadas ao custeio da máquina pública e a investimentos, sofreram uma contenção de R$ 18,7 bilhões.

Por outro lado, os ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Justiça e Segurança Pública ficaram de fora da medida e não tiveram recursos bloqueados em seus orçamentos.

g1

Lula diz que esquerda terá de usar verde e amarelo na Copa ‘para não deixar cores do Brasil serem tomadas’


 














O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a esquerda terá que aprender a usar as cores verde e amarelo na Copa do Mundo para “não deixar cores do Brasil serem tomadas”.

A frase foi dita após Lula avistar o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, vestido com um casaco da seleção brasileira amarelo.

Nesse momento, o presidente mencionou: “[saudar] o nosso prefeito Cavalieri, que está aqui, vestido de verde e amarelo. Você precisa colocar o verde e amarelo e colocar: não bolsonarista”.

“Essa é uma coisa que a esquerda vai ter que aprender a fazer: a gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista”, prosseguiu.

g1