sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Ciclone não atinge o Paraná, mas traz chuva no fim de semana

 


O afastamento de uma massa de ar mais frio e seco que estava sobre a região Leste do Paraná e deixou as temperaturas mais amenas ao longo desta semana, e a mudança na direção dos ventos, que agora transportam ar quente da região de São Paulo e do Centro-Oeste do país para o Paraná, fazem com que as temperaturas voltem a subir no Estado. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o calor e a umidade, impulsionados por outros sistemas que ocorrem fora do território paranaense, trarão pancadas de chuva e alguns temporais ao longo deste fim de semana.

“Uma frente fria vai se formar no fim de semana ao sul do continente, entre o Rio Grande do Sul, o Uruguai e o Oceano Atlântico. Associado à frente fria, também teremos a formação de um ciclone extratropical. Nenhum destes fenômenos passará sobre o Paraná, mas impactam o tempo já a partir desta quinta-feira”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Nesta quinta-feira (08), as chuvas retornarão com um pouco mais de força ao Paraná, começando no Litoral e no Oeste. Já entre sexta, sábado e domingo (11), temporais poderão atingir todas as regiões paranaenses. Na sexta (09), o impacto será maior no Oeste, Sudoeste, Centro-Sul e Leste do Paraná, principalmente no período da tarde.

“Essa combinação de calor e umidade favorece as chuvas de verão, aquelas chuvas rápidas no período da tarde. Algumas vezes elas vêm associadas com queda de granizo, rajadas de vento moderados e ocasionalmente fortes, e bastante incidência de raios”, detalha Reinaldo.

No sábado (10), a frente fria chega um pouco mais perto do Paraná. Mesmo sem passar sobre o Estado ela intensifica os temporais. “Há previsão de mais chuva em vários momentos do dia, sendo que as regiões que devem registrar maior volume de precipitação ou temporais um pouco mais severos são Oeste, Sudoeste, Centro-Sul e a Região Metropolitana de Curitiba. O Litoral também pode ser atingido por temporais no final do sábado”, ressalta.

No domingo (11), o tempo segue instável. A chuva perde força no Oeste e Sudoeste, mas nas outras regiões do Paraná ainda há previsão de chuva um pouco mais forte, com a tendência de maior severidade no período da tarde, estendendo às vezes pelo período da noite.

As temperaturas podem ultrapassar os 30°C em todas as regiões paranaenses na sexta-feira e no sábado (10), passando dos 33°C no Litoral, no Oeste e no Norte. O calor começa a dar uma trégua no domingo, e na segunda-feira (12) haverá maior nebulosidade, ocasionando a redução das temperaturas máximas.

O boletim de gestão de riscos, elaborado pelo Simepar em parceria com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, aponta risco moderado para tempestades localizadas com chuva forte em curto espaço de tempo entre a tarde e a noite de sexta-feira em todo o Paraná, podendo ocasionar de forma pontual enxurradas, destelhamentos e queda de galhos. Já no sábado, o risco é alto nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul, e segue moderado no resto do Estado.

Shows do Verão Maior Paraná no Litoral terão policiais à paisana na areia

 


Durante os shows do Verão Maior Paraná no Litoral do Estado, as forças de segurança do Estado vão reforçar o policiamento com a atuação de agentes à paisana da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Polícia Civil do Paraná (PCPR).

A medida tem como objetivo ampliar a segurança do público e coibir a prática de crimes em locais com grandes aglomerações.

A estratégia faz parte do planejamento operacional da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) para a alta temporada e atua de forma complementar ao policiamento ostensivo e fardado já presente nos eventos. Com essa abordagem, as forças de segurança garantem vigilância em todas as fases das apresentações, desde a chegada do público até a dispersão final.

A presença de policiais à paisana permite uma observação mais discreta do ambiente, facilitando a identificação de comportamentos suspeitos que poderiam passar despercebidos pelo policiamento tradicional. O foco principal é a repressão imediata a crimes como furtos, tráfico e uso de drogas, ocorrências comuns em locais com grande circulação de pessoas.

A estratégia de segurança combina visibilidade e atuação silenciosa para ampliar a capacidade de prevenção e resposta. “O policiamento à paisana se soma ao efetivo fardado para aumentar a presença e a vigilância no meio do público, identificar situações suspeitas com mais rapidez e agir imediatamente quando necessário”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.

A operação é executada de forma integrada entre as polícias Militar e Civil, com alinhamento constante com os organizadores dos shows e demais órgãos públicos. Essa coordenação garante respostas rápidas e estruturadas a qualquer ocorrência, reduzindo riscos aos moradores e turistas.

Além do efetivo empregado, as forças de segurança utilizam tecnologias de monitoramento e sistemas de comunicação integrada para reforçar a vigilância durante toda a programação do Verão Maior Paraná.

Número de venezuelanos no Bolsa Família salta de 1.062 em 2017 para mais de 200 mil em 2025

 


A crise humanitária na Venezuela fez disparar o número de venezuelanos atendidos pelo Bolsa Família no Brasil. O total passou de 1.062 beneficiários em 2017 para 205 mil em setembro de 2025.

Eles representam 61% dos 331 mil estrangeiros que recebem o benefício, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Desde 2019, a Venezuela lidera o ranking de estrangeiros atendidos pelo programa. Antes, o Haiti ocupava essa posição.

Estrangeiros beneficiados pelo Bolsa família (setembro de 2025):

Venezuela – 205.526
Bolívia – 25.227
Angola – 14.031
Paraguai – 12.731
Cuba – 12.465
Haiti – 11.751
Argentina – 6.604
Colômbia – 6.137
Peru – 4.412
Portugal – 3.562

Considerando que há cerca de 582 mil venezuelanos vivendo no Brasil, aproximadamente um em cada três recebe o Bolsa Família.

Em setembro de 2025, o número de beneficiários venezuelanos caiu 6% em relação a dezembro de 2024, acompanhando a redução geral do programa, que passou de 20,5 milhões para 19 milhões de famílias atendidas.

A maioria entrou no país por Roraima, por meio da Operação Acolhida, criada em 2018 para receber imigrantes e refugiados.

O MDS afirma que estrangeiros podem receber o benefício desde a criação do programa, desde que estejam inscritos no CadÚnico e tenham renda mensal por pessoa de até R$ 218. Para isso, é necessário apresentar CPF ou título de eleitor, além de documentos de identificação dos familiares.

Com informações de UOL


ESTUDO: Quem parar de usar canetas emagrecedoras, vai engorda 4X mais rápido

 


Um estudo publicado no BMJ apontou que os resultados de perda de peso obtidos com o uso das chamadas canetas emagrecedoras podem desaparecer muito mais rápido do que se imaginava. Os remédios agonistas de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, têm ganhado cada vez mais popularidade como uma promessa de emagrecimento rápido.

A pesquisa indica que pessoas que usaram os medicamentos engordaram, em média, quatro vezes mais rápido do que quem perdeu peso fazendo dietas. O retorno ao peso anterior aconteceu apenas dois anos após a interrupção do uso.

Mesmo os benefícios cardiometabólicos, como diminuição da diabetes tipo 2 e controle de colesterol, foram se esvaecendo com o tempo. Após o tratamento, os pacientes recuperaram em média 400 gramas do peso ao mês a mais do que quem fez dieta.

A conclusão é fruto da análise de resultados de 37 estudos que avaliaram a saúde de 9,3 mil participantes. Eles foram acompanhados, em média, por 39 semanas enquanto faziam o tratamento e nas 32 semanas seguintes após a interrupção.

Metrópoles


Sob pressão política e institucional, relator do TCU suspende inspeção no Banco Central e leva decisão ao plenário


 













Sob pressão política e institucional, o ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso Master no Tribunal de Contas da União (TCU), decidiu suspender a inspeção determinada no Banco Central sobre a liquidação do banco e levar o tema ao Plenário da Corte. O despacho foi publicado nesta quinta-feira (8).

A decisão representa uma vitória parcial do BC, que havia recorrido contra a ordem monocrática do relator, alegando que uma medida desse impacto deveria ser analisada pelo colegiado.

No despacho, Jhonatan afirma que tem competência regimental para determinar inspeções, rejeita a tese de omissão do Banco Central e diz que os embargos não são o instrumento adequado para rediscutir o controle externo sobre a autoridade monetária.

Mesmo assim, optou por suspender a medida diante da repercussão pública e da escalada institucional do caso. Na prática, a inspeção fica congelada enquanto o TCU tenta administrar o conflito e evitar um embate direto com o Banco Central.

Em carta de demissão, Lewandowski diz que deixa o governo Lula por razões pessoais e familiar


 















O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (8) sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, ele afirma que a saída ocorre por razões pessoais e familiares, a partir de sexta-feira (9).

Lula ainda não definiu o substituto. Entre os nomes cotados estão o advogado-geral da Petrobras, Wellington Cesar Lima e Silva, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Lewandowski se reuniu com o presidente no Palácio do Planalto antes do ato do 8 de Janeiro e acertou os detalhes da saída.

Na carta, o ministro diz que exerceu o cargo com “zelo e dignidade” e agradeceu a confiança de Lula, destacando o privilégio de continuar servindo ao país após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal.

Ministro do TCU sinaliza possível reversão da liquidação do Banco Master.

 


Em despacho publicado, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, indicou que pode determinar a reversão da liquidação extrajudicial do Banco Master. A sinalização consta em decisão que determina a realização de uma inspeção in loco no Banco Central (BC) para aprofundar a análise sobre o processo que levou ao encerramento das atividades da instituição financeira.

A informação é do colunista Tácio Lorran, do Metrópoles. No documento, o ministro ordena que a área técnica do TCU avalie o perfil dos investidores institucionais envolvidos e verifique se os ativos remanescentes do Master podem ser desagregados. Segundo ele, o fracionamento ou a oneração desses ativos durante o regime de liquidação pode gerar destruição de valor e reduzir a possibilidade de reversão da medida adotada pelo Banco Central.

Jhonatan de Jesus ressalta que o TCU não tem competência para substituir o BC na análise prudencial do sistema financeiro, mas defende que cabe ao tribunal fiscalizar as providências tomadas, especialmente para evitar efeitos de difícil reversão antes de uma avaliação mais aprofundada. O ministro afirma que eventuais medidas cautelares podem ser adotadas, sem antecipar um juízo definitivo sobre o mérito da decisão do regulador.

A decisão ocorre após o Banco Central encaminhar ao TCU uma nota técnica detalhando os motivos da liquidação do Master, incluindo supostas irregularidades e a existência de investigações enviadas ao Ministério Público Federal. Para o ministro, porém, o material apresentado carece de provas documentais, o que motivou a determinação da inspeção direta nos arquivos do BC.

Para ter acesso aos documentos sigilosos, os servidores do TCU passarão por um rigoroso sistema de controle imposto pelo Banco Central, com rastreamento de consultas, acesso restrito a ambientes seguros e assinatura de termos de confidencialidade. Segundo o BC, as medidas visam preservar os sigilos bancário e empresarial durante a análise do caso.

Com informações do Metrópoles.


Presidente do TCU admite limites e diz que inspeção no BC precisa respeitar sigilo bancário


 













O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, afirmou que a fiscalização do Banco Central no caso da liquidação do Banco Master deve observar os limites constitucionais, especialmente o sigilo bancário. A declaração foi dada à CNN Brasil em meio às críticas e à pressão do mercado financeiro sobre a atuação da Corte.

Segundo Vital, o TCU tem o dever de fiscalizar, mas precisa definir um “modus operandi” técnico que evite extrapolações. Ele disse que, ao retornar a Brasília na próxima segunda-feira (12), pretende se dedicar à organização da forma como o órgão atuará no caso, conciliando o poder de fiscalização com as restrições legais.

A fala ocorre em um momento de possível recuo do relator do processo, ministro Jhonatan de Jesus, que avalia suspender a inspeção nos documentos do Banco Central. O movimento é atribuído ao isolamento do relator dentro do TCU e ao desconforto de outros ministros, além da reação negativa do mercado à possibilidade de reversão da liquidação do banco.

Vital do Rêgo também ressaltou que não cabe ao TCU decidir sobre eventual reversão da liquidação extrajudicial do Banco Master, atribuição que, segundo ele, é do Supremo Tribunal Federal. O papel da Corte de Contas, afirmou, é apenas verificar se os procedimentos adotados pelo Banco Central seguiram a legalidade.

Com informações da CNN

Geral PF apura entrega feita pelo Careca do INSS em apartamento alugado por Lulinha


 














Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, determinou a entrega de uma encomenda em um apartamento alugado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em São Paulo. O endereço fica em Moema, bairro nobre da capital paulista, e a entrega teria ocorrido em outubro de 2024.

A informação é do colunista Tácio Lorran, do Metrópoles. De acordo com os investigadores, o Careca do INSS encaminhou a um funcionário o endereço do imóvel e orientou que a encomenda — descrita como “medicamento” — fosse entregue em nome de Renata Moreira, esposa de Lulinha. O apartamento pertence formalmente ao empresário Jonas Suassuna, ex-sócio do filho do presidente, segundo registros cartoriais.

Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que ele desconhece completamente a entrega e negou qualquer vínculo com o lobista investigado. O advogado Marco Aurélio de Carvalho classificou as tentativas de associar o empresário ao esquema como “esforço pirotécnico” e reiterou que não há relação direta ou indireta entre Lulinha e o INSS.

A Polícia Federal investiga se Lulinha teria atuado como sócio oculto do Careca do INSS, apontado como um dos principais operadores do esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias. Segundo a PF, referências ao filho do presidente surgiram após a quebra de sigilo de investigados ligados ao lobista, preso desde setembro.

O presidente Lula afirmou, em dezembro, que todos os envolvidos na fraude devem ser investigados. “Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado”, declarou à época, ao comentar o avanço das apurações.

Com informações do Metrópoles