quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Paraná registra primeiro caso do vírus mpox do ano, diz Secretaria de Saúde

 


A Secretaria de Saúde (Sesa) do Paraná confirmou nesta quarta-feira (25) o primeiro caso de mpox no estado em 2026. Segundo a Sesa, o paciente é um homem paraguaio, que procurou atendimento em Foz do Iguaçu.

Nos últimos dois anos o Paraná registrou 93 casos da doença: foram 44 casos em 2025 e 49 em 2024. Dentre os pacientes, 88 são homens.

A doença é causada por um vírus da mesma família da varíola. A transmissão acontece principalmente pelo contato próximo com pessoas ou objetos
contaminados.

Na maioria dos casos a doença evolui com sintomas leves, mas pessoas com imunidade comprometida têm maior risco de complicações.

O Brasil já registrou 88 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde. Outros dois casos estão em investigação.

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, afirma que os órgãos estaduais estão monitorando os casos da doença e que a população deve ficar atenta aos sintomas. "Os quadros clínicos iniciais de dor e febre são inespecíficos, porém quando começam a aparecer as erupções na pele, é necessário rapidamente que o paciente procure um serviço de saúde para ser orientado", diz o secretário.

Não há tratamento específico para a doença, mas os sintomas podem ser tratados para evitar que o quadro se torne mais grave. "É remédio para febre, remédio para dor, medicamentos que são considerados sintomáticos [...] Com as erupções de pele aumentando, pode existir também infecção da pele e aí é necessário a entrada de medicamentos antibióticos também para esses pacientes", explica Beto Preto.

Geral Arrecadação federal bate recorde histórico e soma R$ 325,8 bilhões em janeiro, maior valor em 32 anos

 


O governo federal registrou em janeiro uma arrecadação recorde de R$ 325,751 bilhões, maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O montante representa crescimento real de 3,56% em relação a janeiro de 2025, já descontada a inflação, segundo a Receita Federal.

O resultado também foi o maior desempenho mensal desde 2011, mesmo na comparação com outros meses, em termos reais.

Entre os principais destaques está o IRRF sobre Rendimentos do Capital, que cresceu 32,56%, com arrecadação de R$ 14,683 bilhões. A Receita Previdenciária somou R$ 63,459 bilhões, com alta real de 5,48%.

Segundo a Receita, o desempenho foi impulsionado ainda pelo crescimento real de 3,89% da massa salarial, pelo aumento de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional e pela alta de 17,02% nas compensações tributárias.

O IOF também contribuiu de forma relevante: arrecadou R$ 8,009 bilhões, com crescimento real de 49,05%, puxado principalmente por operações de câmbio, crédito e títulos, após mudanças na legislação.

No fim de 2025, o Congresso aprovou medidas que ampliaram a arrecadação, como o aumento de alíquotas sobre fintechs, bets e Juros sobre Capital Próprio (JCP), além da redução de 10% nos benefícios fiscais. A CSLL sobre fintechs passará de 9% para 12% até 2027 e chegará a 15% a partir de 2028. Hoje, bancos pagam 20% de CSLL.


PF faz operação contra desvio de emendas parlamentares

 


A PF (Polícia Federal) fez uma operação com 42 mandados de busca e apreensão contra desvio no envio de emendas parlamentares.

Os alvos são em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.

A PF aponta que uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados desviou dinheiro oriundo de emendas parlamentares por meio de direcionamento de licitações para uma empresa vinculada ao grupo.

CNN


Justiça reabre ação contra Seu Jorge por suposta apropriação de músicas


 













A 18ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça determinou o prosseguimento da ação movida por dois músicos de Brasília contra o cantor Seu Jorge. A decisão anula sentença anterior que havia extinguido o processo e manda o caso retornar à fase de instrução, com produção de provas e audiência.

Ricardo Garcia e Kiko Freitas acusam o artista de ter se apropriado indevidamente da autoria das músicas “Carolina”, “Tive Razão”, “Gafieira S. A.”, “Chega no Suingue”, “She Will” e “Não Tem”. Segundo a dupla, parte das composições teria sido criada em contextos pessoais, incluindo homenagens e experiências vividas no exterior.

O colegiado acompanhou, por unanimidade, o voto da relatora, desembargadora Maria Regina Nova, que entendeu ser necessário aprofundar a apuração dos fatos. Com isso, o processo volta à primeira instância para análise detalhada das alegações e apresentação de provas pelas partes.

A decisão não reconhece culpa nem inocência do cantor neste momento, mas mantém viva a disputa judicial sobre a autoria das canções. O caso deve ganhar novos capítulos com a reabertura da fase probatória.

Bastidores pegando fogo: Delação no caso INSS cita Lulinha e políticos


 















Dois ex-integrantes do alto escalão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estariam em fase avançada de negociação de delação premiada e teriam citado o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de políticos, no âmbito das investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias. A apuração aponta que os relatos fazem parte do desdobramento da chamada “Farra do INSS”.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Os delatores seriam o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis, presos desde 13 de novembro. Segundo as investigações da Polícia Federal, Virgílio é acusado de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades responsáveis pelos descontos indevidos, sendo R$ 7,5 milhões provenientes de firmas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Parte dos valores teria sido destinada a empresas e contas vinculadas à esposa do ex-procurador.

André Fidelis, por sua vez, teria recebido R$ 3,4 milhões entre 2023 e 2024, de acordo com investigadores. Ele ocupou a Diretoria de Benefícios do INSS e, segundo relatório citado na CPMI do caso, foi responsável por firmar 14 acordos de cooperação técnica com entidades que, juntas, descontaram R$ 1,6 bilhão de aposentados.

Entre os nomes mencionados pelos delatores estaria a ex-ministra Flávia Arruda, que chefiou a Secretaria de Relações Institucionais no governo de Jair Bolsonaro. Ela é casada com o economista Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master e ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro. Até o momento, as defesas negam irregularidades. A advogada de Virgílio afirma que não há delação formalizada, enquanto a defesa de André Fidelis ainda não se manifestou.

O caso ganhou novos contornos após a 4ª fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de descontos automáticos em benefícios previdenciários. A expectativa agora gira em torno da eventual homologação das delações e dos possíveis desdobramentos políticos em Brasília.

Desembargador que absolveu homem de 35 anos por estupro de menina de 12 anos volta atrás e decide por condenação

 


O desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, restabeleceu a condenação de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, em Indianópolis.

A decisão acolheu recurso do Ministério Público de Minas Gerais e restaurou a sentença de primeira instância, que havia condenado o réu em novembro de 2025. O homem foi preso em flagrante em abril de 2024 e admitiu manter relações sexuais com a vítima, que havia abandonado a escola e morava com ele.

Na nova decisão, tomada de forma monocrática, o magistrado determinou a expedição imediata de mandado de prisão contra o acusado e também contra a mãe da menina, apontada como responsável por autorizar o relacionamento.

A retomada da condenação ocorre após forte repercussão negativa da decisão anterior, na qual o desembargador havia absolvido o réu sob o argumento de existir “vínculo afetivo consensual” entre ele e a menor.

Acusações de abuso sexual contra o desembargador

Paralelamente, Magid Nauef Láuar passou a ser investigado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça após denúncias de abuso sexual. Duas pessoas foram ouvidas pelo CNJ, incluindo um servidor público que afirma ter sido vítima do magistrado na adolescência. Outra mulher também relatou abuso e prestou depoimento.

O TJMG informou que instaurou procedimento administrativo para apurar eventual falta funcional do desembargador.


The Economist dispara contra STF e fala em “enorme escândalo” envolvendo ministros

 


A revista britânica The Economist publicou reportagem afirmando que o Supremo Tribunal Federal (STF) está envolvido em um “enorme escândalo”, citando suspeitas e questionamentos que vêm se acumulando nos últimos meses em torno de ministros da Corte e do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O texto aponta que alguns dos juízes “mais poderosos do mundo” manteriam relação excessivamente próxima com a elite empresarial e política.

A publicação destaca os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. No caso de Toffoli, a revista menciona investigações que levantaram dúvidas sobre a conduta de integrantes do Supremo, citando alegações da Polícia Federal de que Vorcaro teria investido em um resort ligado à família do ministro. Toffoli nega qualquer irregularidade.

Em relação a Moraes, a reportagem cita contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, que previa pagamento de R$ 3,6 milhões por mês durante três anos. Após surgirem informações sobre o acordo, Moraes determinou investigação sobre suposto vazamento de dados fiscais envolvendo ministros da Corte e familiares.

O texto também amplia o foco e menciona o ministro Gilmar Mendes, apontando que ele organiza anualmente, em Lisboa, encontros que reúnem políticos, magistrados e empresários — alguns com processos no STF. A revista ainda afirma que há indícios de nepotismo no Judiciário, citando casos em que parentes de ministros atuariam como advogados nos tribunais superiores.

Por fim, a reportagem menciona a iniciativa do presidente do STF, Edson Fachin, que defende a criação de um código de ética para os ministros. Segundo a publicação, Toffoli e Moraes consideraram a medida desnecessária. A revista conclui afirmando que, independentemente da posição dos magistrados, adversários no Congresso acompanham o cenário de perto, especialmente diante da possibilidade de avanço de candidatos de direita ao Senado com discurso favorável a pedidos de impeachment contra integrantes da Corte.


Trump faz discurso histórico de 1h48, ataca Suprema Corte, endurece fronteiras e mira Irã

 


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu, o mais longo discurso da história do Estado da União ao Congresso, com 1 hora e 48 minutos de duração — superando todos os registros anteriores no Capitólio, em Washington, D.C.

No balanço de seu primeiro ano de governo, Trump criticou duramente a Suprema Corte dos Estados Unidos após a corte derrubar suas tarifas comerciais, descrevendo a decisão como “lamentável” e reafirmando que seguirá defendendo suas medidas econômicas apesar das limitações legais.

Uma parte significativa de sua fala foi dedicada à política de imigração, que o presidente defendeu com veemência, exaltando medidas de repressão a imigrantes ilegais enquanto propõe restrições mais rígidas, como o fim de cidades-santuário e limitações ao acesso a carteiras de motorista para estrangeiros sem documentação.

No campo internacional, Trump lançou um alerta ao Irã, acusando o país de perseguir ambições nucleares e reiterando que jamais permitirá que a nação do Oriente Médio desenvolva uma arma nuclear — ainda que enfatize preferência por soluções diplomáticas.

Além de sua defesa de políticas duras, o presidente tentou traçar um quadro otimista da economia americana, falando em uma suposta “era de ouro” de crescimento e fortalecimento, enquanto enfrenta opiniões públicas e reações divergentes no Congresso.

O discurso ocorre em um momento crítico nos EUA, com as eleições de meio de mandato se aproximando, e tem servido tanto como plataforma para as posições de Trump quanto como munição para opositores que criticam seu tom e prioridades.


CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilo de empresa de Toffoli

 


A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações, empresa da qual o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli é sócio.

O requerimento, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), solicita ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras o envio do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) da empresa e a transferência integral dos sigilos no período de janeiro de 2022 a 8 de fevereiro de 2026.

A Maridt recebeu recursos de fundo ligado ao Banco Master após a venda do resort Tayayá, no Paraná — operação que passou a integrar o foco da comissão.

Além da quebra de sigilo, a CPI aprovou a convocação de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro e sócios da empresa. Também foi aprovado convite para que Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, preste esclarecimentos sobre contratos firmados entre seu escritório de advocacia e o Banco Master, que somam R$ 129 milhões.

Na justificativa, Alessandro Vieira afirmou que a medida é essencial para esclarecer uma suposta rede de influência e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e agentes públicos de alta cúpula. Segundo o senador, não há condenação prévia, mas a necessidade de garantir que “ninguém esteja acima da lei”.

O parlamentar sustenta ainda que há indícios de que a Maridt Participações funcione como empresa de fachada para ocultar o real beneficiário de transações financeiras de grande vulto — tese que será apurada ao longo das investigações da CPI.