domingo, 25 de janeiro de 2026

Homem morre ao tentar segurar trator que desceu sozinho em sítio de São João do Ivaí

 


Um acidente com máquina agrícola terminou em morte na noite de sábado (24) em uma propriedade rural de São Joao do Ivaí, no norte do Paraná. O caso foi registrado por volta das 23h20.

Conforme informações da Polícia Militar, um homem perdeu a vida após ser atingido pelo próprio trator em uma estrada do sítio onde morava.

No local, os policiais constataram que a vítima já havia recebido atendimento do Samu, que confirmou a morte. A esposa relatou aos socorristas que o casal havia acabado de chegar à residência e descido de um trator da marca Ford.

Logo em seguida, o veículo teria apresentado falha no sistema de freio e começou a se deslocar sozinho em direção a uma área inclinada da propriedade. Ao tentar conter o trator, o homem acabou sofrendo ferimentos graves.

A mulher não conseguiu prestar mais detalhes aos policiais, pois estava bastante abalada. A Polícia Civil e a Polícia Científica de Campo Mourão foram acionadas para realizar a perícia.

Após os procedimentos no local, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Ivaiporã.

Brasil utilizou menos de quatro de cada 10 doses de vacina contra a Covid distribuídas em 2025

 


Há cinco anos começou a vacinação contra a Covid-19 no Brasil, um capítulo que foi fundamental na luta contra o coronavírus e que levou ao fim da pandemia, mais tarde. Entretanto, o que muitos não se atentaram ainda é que a doença, mesmo que em patamares menores, ainda persiste. E a prova disso é que em 2025 pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes.

Os dados são da plataforma Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG). E eles mostram as consequências da baixa cobertura vacinal no país, que está longe do ideal.

Prova disso é que, no ano passado, de cada 10 doses distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, menos de 4 foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas 8 milhões aplicadas.

O coordenador do Infogripe Leonardo Bastos reforça que o coronavírus continua sendo um dos vírus respiratórios mais ameaçadores para a saúde.

“A covid não foi embora. De tempos em tempos a gente tem surtos e avalia constantemente se esses surtos crescem, se eles podem se transformar em uma epidemia. O que a gente vê hoje de número de casos e mortes ainda é algo absurdo. Mas, como a gente passou por um período surreal na pandemia, o que seria considerado alto, acaba sendo normalizado”, diz.

A pesquisadora da plataforma,Tatiana Portella complementa que o vírus ainda não demonstrou ter uma sazonalidade, como a influenza, por exemplo, que costuma apresentar aumento de casos no inverno.

“A gente pode ter uma nova onda a qualquer momento com o surgimento de uma nova variante, que pode ser mais transmissível, infecciosa, e não tem como prever quando que vai surgir essa nova variante. Por isso que é importante que a população sempre esteja em dia com a vacinação”, recomenda.

Paraná embarca 40 estudantes da rede estadual para intercâmbio na Nova Zelândia

 


Governo do Parana embarcou neste sábado (24) 40 estudantes da rede estadual de ensino para intercâmbio internacional para a Nova Zelândia por meio do programa Ganhando o Mundo, onde permanecerão por um semestre letivo.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), oferece a estudantes do Ensino Médio a oportunidade de vivenciar uma experiência educacional e cultural no exterior, com todas as despesas custeadas pelo Estado.

Segundo Roni Miranda, secretário da Educação, a iniciativa vai além do intercâmbio, ao promover inclusão, protagonismo juvenil e novas perspectivas de futuro para os participantes.“O Ganhando o Mundo é uma política pública que transforma vidas e amplia horizontes. 

Cada estudante que embarca carrega consigo o esforço pessoal, o apoio da família e o investimento do Paraná em uma educação pública de qualidade e inclusiva”, disse.

Governo Lula gasta R$ 7 bilhões com viagens oficiais em apenas três anos

 


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já desembolsou cerca de R$ 7 bilhões com viagens a serviço nos três primeiros anos do terceiro mandato, segundo dados do Portal da Transparência analisados pelo Metrópoles. O valor engloba despesas de ministérios e órgãos federais, mas não inclui as viagens feitas diretamente pelo presidente, o que eleva ainda mais o custo total da máquina pública.

Somente em 2025, os gastos chegaram a R$ 2,35 bilhões, uma leve queda de 1% em relação a 2024, quando foram registrados R$ 2,37 bilhões. Ainda assim, a média anual do Lula 3 supera a dos governos anteriores e já é maior que a soma de todos os gastos com viagens entre 2017 e 2022, período que inclui os anos da pandemia, quando deslocamentos foram drasticamente reduzidos.

A maior parte das despesas em 2025 foi com viagens nacionais, que somaram R$ 2,079 bilhões, enquanto os deslocamentos internacionais consumiram R$ 276 milhões. São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Pará — sede da COP30 — lideraram o ranking de destinos, enquanto estados como Sergipe, Amapá, Acre, Alagoas e Espírito Santo ficaram entre os menos visitados.

No ranking dos órgãos que mais gastaram, o Ministério da Justiça e Segurança Pública aparece em primeiro lugar, com R$ 396 milhões, seguido por Defesa (R$ 311 milhões), Educação (R$ 304 milhões) e Meio Ambiente (R$ 126 milhões). Procurado, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que os gastos estão ligados a ações operacionais, fiscalização ambiental, combate a incêndios e atividades em áreas remotas, especialmente por Ibama e ICMBio.

Com informações do Metrópoles


Crise, encontros políticos e falta de dinheiro: o que Vorcaro contou à PF sobre a queda do Banco Master


 












Em depoimento à Polícia Federal no fim de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro atribuiu a liquidação do Banco Master à falta de liquidez e a mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), além de confirmar encontros com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), durante o período em que tentava vender a instituição ao Banco de Brasília (BRB). O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro, apontando justamente a incapacidade de honrar compromissos financeiros e indícios de fraude em operações que somam R$ 12,2 bilhões. As informações são da colunista Andréia Sadi, do g1, que teve acesso à transcrição do depoimento.

Segundo Vorcaro, o modelo de negócios do Master era “100% baseado” no FGC, mecanismo criado para proteger correntistas em casos de quebra bancária. O banqueiro afirmou que a instituição atravessava uma crise de liquidez, mas que teria cumprido todos os compromissos até 17 de novembro, um dia antes da intervenção. O BC, no entanto, destacou graves violações às normas do sistema financeiro, e o pagamento aos investidores do Master — estimado em R$ 41 bilhões — deve ser o maior da história do FGC.

No depoimento, Vorcaro confirmou encontros com Ibaneis entre 2024 e 2025, tanto em sua residência quanto na casa do governador, e afirmou que conversou sobre a venda do banco ao BRB, controlado pelo governo do DF. Ibaneis negou a versão e disse que “entrou mudo e saiu calado” nas reuniões. O negócio acabou barrado pelo Banco Central, apesar de o BRB ter injetado R$ 16,7 bilhões no Master, operação que hoje é investigada pelo Ministério Público por suspeita de gestão fraudulenta.

O banqueiro também falou sobre a prisão no Aeroporto de Guarulhos, em 17 de novembro, dizendo ter sido pego de surpresa e negando tentativa de fuga. Atualmente em prisão domiciliar, Vorcaro alegou não ter influência política e afirmou que, se tivesse o poder que lhe atribuem, não estaria usando tornozeleira eletrônica. Em acareação com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Bezerra, admitiu que não houve desembolso real em uma operação de R$ 6 bilhões envolvendo carteiras de crédito, reforçando os indícios de que os recursos simplesmente “não existiam” no caixa do banco.

Com informações do G1

Com eleição no radar, Lula injeta R$ 178 bilhões no Minha Casa Minha Vida em 2026

 


De olho na reeleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu turbinar os recursos do programa Minha Casa Minha Vida em 2026, ano de eleição presidencial. A previsão é de investimentos da ordem de R$ 178 bilhões, consolidando o programa como principal vitrine social da gestão. Do total, R$ 8,56 bilhões virão do Orçamento Geral da União, R$ 24,76 bilhões do Fundo Social e R$ 144,5 bilhões do FGTS.

Desde que foi retomado em 2023, o Minha Casa Minha Vida passou a receber aportes crescentes. No primeiro ano do atual mandato, o volume chegou a R$ 111,1 bilhões; em 2024, subiu para R$ 145,6 bilhões; e, em 2025, ultrapassou a marca de R$ 180 bilhões. A escalada de recursos reforça o papel estratégico do programa para o governo, tanto no enfrentamento do déficit habitacional quanto na movimentação da construção civil e geração de empregos.

Nos quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PL), quando o MCMV foi substituído pelo Casa Verde e Amarela, os investimentos somaram cerca de R$ 186 bilhões — praticamente o mesmo volume que o governo Lula projeta aplicar em apenas um ano. Na prática, o programa enfrentou restrições orçamentárias severas e chegou a sofrer cortes de até 95% no fim do mandato anterior, reduzindo drasticamente novas contratações.

Além do reforço no MCMV, o governo lançou o programa Reforma Casa Brasil, com R$ 30 bilhões do Fundo Social para financiar melhorias em imóveis já existentes, e criou uma nova faixa voltada à classe média, com financiamento de até R$ 2,25 milhões e juros abaixo da Selic. O pacote amplia o alcance social e eleitoral da política habitacional, recolocando o Minha Casa Minha Vida como um dos principais trunfos de Lula na disputa de 2026.

Com informações do Metrópoles


Moraes barra manifestações na “Papudinha” e ameaça prisão imediata

 


O ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou apertar o cerco em frente ao Complexo da Papuda, onde Jair Bolsonaro cumpre prisão. Segundo a decisão desta sexta-feira (23), qualquer manifestante no local deve ser retirado imediatamente, sob risco de prisão em flagrante. Acampamentos e faixas pedindo liberdade para o ex-presidente estão proibidos.

A medida veio após pedido da PGR,. A Procuradoria relatou que apoiadores de Bolsonaro montaram barracas e organizaram protestos, incluindo a “Caminhada da Paz”, convocada pelo deputado Nikolas Ferreira, que deve chegar a Brasília neste fim de semana. Moraes deixa claro: manifestação não é licença para abuso ou ameaça à ordem pública.

O ministro reforçou que o direito de reunião e de expressão não é absoluto. Acampamentos ilegais e iguais aos que antecederam os ataques de 8 de janeiro de 2023, não serão tolerados. A área é considerada de segurança máxima, próxima a escoltas de presos e autoridades, exigindo ação preventiva do Estado.

“Exercício de direitos não pode virar repetição de atos ilegais para subverter a democracia”, escreveu Moraes. A mensagem é direta: quem resistir a sair da frente da Papuda, paga a conta na hora.


“Deram 15 minutos ou morreríamos”, diz líder chavista sobre ameaças dos EUA após captura de Maduro


 














A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que ela e outros dirigentes do chavismo foram ameaçados de morte por autoridades americanas no dia em que Nicolás Maduro foi capturado. Segundo Delcy, ela, Diosdado Cabello e Jorge Rodríguez teriam recebido um ultimato de apenas 15 minutos para decidir entre colaborar ou serem mortos. A declaração veio à tona após o vazamento de um vídeo de uma reunião do governo com influenciadores simpáticos ao regime.

No áudio, divulgado inicialmente pelo site La Hora de Venezuela e repercutido pela imprensa internacional, Delcy diz que as ameaças começaram “no primeiro minuto” após o que classificou como o “sequestro” de Maduro. Ela relata ainda que autoridades americanas chegaram a informar que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, estariam mortos, versão que teria sido contestada pelos líderes chavistas.

A dirigente também afirmou que o governo venezuelano não esperava uma ofensiva da dimensão que ocorreu, citando bombardeios em Caracas e classificando a ação como “selvagem” e “criminal”. Em tom político, Delcy pediu confiança nas decisões da cúpula do regime e disse que a estratégia adotada exige “paciência e prudência”, mesmo diante de críticas internas e externas.

A reunião, realizada em janeiro, reforça a tentativa do governo venezuelano de controlar a narrativa interna em meio à crise. O encontro com influenciadores digitais e a troca no comando da comunicação oficial indicam preocupação do chavismo em conter rumores de colaboração com os EUA, ao mesmo tempo em que Delcy mantém negociações diplomáticas e econômicas com Washington, incluindo a retomada parcial da venda de petróleo venezuelano.

Com informações do O Globo

Nota de Fachin sobre caso Master decepciona ministros e racha STF

 


O Supremo Tribunal Federal se dividiu em torno da primeira manifestação pública do presidente da Corte, Edson Fachin, sobre o desgaste provocado por decisões do ministro Dias Toffoli no caso Banco Master.

Fachin interrompeu as férias, antecipou o retorno a Brasília e iniciou conversas com colegas para conter a crise. A avaliação do presidente do STF foi de que o “momento exige” sua presença, o que resultou na nota divulgada na noite de quinta-feira (22).

O texto foi discutido previamente com alguns ministros, entre eles o vice-presidente Alexandre de Moraes, que integra o grupo que defende a atuação de Toffoli no inquérito. O ministro Gilmar Mendes, o mais antigo em atividade na Corte, também faz parte dessa ala.

Outros ministros, porém, afirmaram à CNN que só tiveram conhecimento da nota no momento em que ela foi divulgada pela Secretaria de Comunicação do STF.

O posicionamento de Fachin dividiu o tribunal. Um grupo avaliou a manifestação como “equilibrada” e uma defesa institucional de Toffoli, relator do caso. Outra ala considerou que a nota “pouco esclarece” e que, ao fazer acenos ao Banco Central, à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e aos próprios ministros críticos da atuação de Toffoli, o presidente da Corte acabou adotando uma postura ambígua.

A manifestação ocorreu após ministros apontarem a necessidade de uma defesa institucional do Judiciário diante das reportagens críticas a Toffoli. Segundo relatos, o ministro se queixou internamente das críticas recebidas nos últimos dias, o que motivou a reação de Fachin.

A avaliação interna é que, mesmo sem agradar a todos, o momento exigia proteger a instituição, deixando eventuais correções de postura para depois.

Ainda assim, a nota decepcionou ministros e assessores que defendem maior rigor ético no STF. Para esse grupo, faltou autocrítica e reconhecimento da necessidade de mudanças de comportamento para dar exemplo à sociedade.