Os hospitais de Curitiba e Região Metropolitana estão sem vagas. No Hospital do Trabalhador, no bairro Portão, em Curitiba, por exemplo, há uma fila de dez ambulâncias com pacientes à espera de vagas. O Centro de Regulação de Leitos declarou que não havia vagas nos hospitais, nem mesmo no Hospital da XV, que recentemente fechou convênio com a Prefeitura de Curitiba para receber pacientes de trauma.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba informou em nota encaminhada ao Bem Paraná que é uma situação pontual o fato de haver ambulâncias aguardando nos prontos-socorros dos hospitais da cidade. “A sobrecarga ocorre quando aumentam os casos de urgência, principalmente em relação a acidentes e violência interpessoal, que precisam ser atendidos antes das transferências de pacientes regulados. Em situações como essas, os chamados pacientes “vaga zero”, ou seja, aqueles que, de acordo com critérios médicos, não podem esperar, são admitidos, independentemente de haver restrição no pronto-socorro naquele momento, e os casos menos graves têm que esperar”, afirma a nota da SMS. “O cenário é dinâmico e as equipes da Saúde administram a situação para acolher todos os pacientes de acordo com a necessidade. A Secretaria Municipal da Saúde está em contato permanente como os hospitais para ampliar o número de leitos de internação e atender os pacientes no menor tempo possível”.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informa houve um aumento significativo no número de atendimentos por traumas na capital, resultando em um fluxo intenso nos hospitais da região que possuem pronto-socorro. Em alguns momentos, essa demanda elevada ocasionou maior tempo de espera, mas não houve paralisação no atendimento do Hospital do Trabalhador. Todos os pacientes seguem sendo atendidos.
“A Sesa reforça que esse cenário faz parte da dinâmica das unidades especializadas em trauma e que, apesar da alta demanda, não há qualquer desassistência hospitalar na rede. O Hospital do Trabalhador é uma referência no atendimento de urgência e emergência para Curitiba e Região Metropolitana. A unidade atende tanto demandas espontâneas quanto casos encaminhados pelo Samu e Siate”, diz a nota da Sesa.








