terça-feira, 11 de agosto de 2026

Operação mira esquema de tráfico e venda ilegal de armas em cinco cidades do PR


 













A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta terça-feira (11), uma operação para desarticular um esquema de tráfico de drogas e comércio ilegal de armas no Noroeste do estado. Cerca de 50 policiais estão nas ruas para cumprir oito mandados de busca e apreensão simultaneamente nos municípios de Alto Paraná, Paranavaí, Porto Rico, Mercedes e Maringa. A pedido da polícia, a Justiça também determinou o bloqueio de duas contas bancárias ligadas aos investigados.

Com o apoio de cães farejadores, as equipes têm o objetivo de apreender entorpecentes, armamentos, munições, celulares e documentos. Todo o material recolhido será utilizado para aprofundar as investigações e ajudar na identificação de outros possíveis integrantes da rede criminosa.

O trabalho de inteligência começou no início de 2024, logo após a PCPR prender um homem suspeito de envolvimento com o tráfico em Alto Paraná. A partir da análise dos dados coletados durante essa prisão, os investigadores conseguiram mapear uma extensa rede de contatos ligada a criminosos que atuavam em diferentes cidades.

De acordo com o delegado da PCPR, Leandro Munin, o homem capturado na ocasião continua preso e tinha como principal atividade a distribuição de drogas em Alto Paraná, além de fornecer entorpecentes para outras localidades. O delegado explicou ainda que a atuação do suspeito não se restringia às drogas, pois ele mantinha contato direto com diversos fornecedores para a aquisição e comercialização de armas de fogo e munições.

O avanço das apurações revelou que o esquema criminoso ultrapassava as fronteiras do estado. Os policiais identificaram ligações frequentes entre os investigados e possíveis fornecedores de armamentos localizados em São Paulo e Mato Grosso do Sul, além das conexões internas em municípios paranaenses como Maringá e Porto Rico.

Com informações da Banda B

Temporais voltam ao Paraná nesta semana e previsão indica máximas de 30°C

 



O Paraná deve enfrentar uma nova sequência de mudanças no tempo nesta semana, poucos dias depois da passagem de uma frente fria associada à atuação de um ciclone-bomba no Sul do Brasil. A previsão aponta para o retorno das chuvas e possibilidade de temporais em diferentes regiões do Estado, com maior atenção para o Sudoeste a partir de quinta-feira (13).

Segundo a previsão do Meteored, as instabilidades começam a aparecer já nesta terça-feira (11) e devem ganhar força ao longo dos próximos dias. Na quarta-feira (12), as pancadas de chuva avançam por outras áreas do Paraná, enquanto a formação de um cavado atmosférico deve aumentar o potencial para chuva forte a partir de quinta.

A previsão indica que as primeiras pancadas de chuva desta nova mudança no tempo devem atingir o Sudoeste do Paraná. Na tarde de terça-feira, a instabilidade tende a se espalhar e alcançar também o Sul do estado e a Região Metropolitana de Curitiba.

Na quarta-feira, a chuva ainda aparece na previsão para diferentes áreas, mas a intensidade e a distribuição das instabilidades podem variar ao longo do dia. O cenário começa a mudar de forma mais significativa na quinta-feira, quando a atuação de um cavado deve favorecer a formação de áreas de chuva mais intensa.

A previsão indica acumulados superiores a 60 milímetros no Sudoeste do Paraná ao longo do período.

As regiões Sul e Leste do Estado também não estão livres de volumes elevados. Nessas regiões, os modelos apontam acumulados que podem variar entre 22 e 60 milímetros.

A previsão do Simepar também mostra uma semana marcada pela alternância entre períodos de instabilidade e aumento das temperaturas. Na quarta-feira (12), a tendência é de redução da instabilidade, com o sol aparecendo entre nuvens em boa parte do Paraná.

Entre despedidas e inaugurações, Paraná reúne mais de 27 mil mercados

 



Um dos principais segmentos do comércio varejista, o setor supermercadista vive um momento de despedidas e inaugurações. Ao longo dos últimos anos, o número de mercados no Paraná tem oscilado. Além disso, novos investimentos foram anunciados foram anunciados, mas também um tradicional negócio encerrou operação em Curitiba.

De acordo com dados do painel Mapa de Empresas, do governo federal, o Paraná é atualmente o sétimo estado com mais mercados no país: 27.313, o equivalente a 5,5% das 501 mil hipermercados, supermercados, minimercados, mercearias e armazéns em todo o país. Fica atrás de São Paulo (92.080), Bahia (47.499), Minas Gerais (48.282), Rio Grande do Sul (31.905), Ceará (30.938) e Rio de Janeiro (27.506).

Das mais de 27 mil empresas mercadistas no Paraná, a maioria (22.688 ou 83,1% do total) são minimercados, mercearias e armazéns. Há ainda 3.964 supermercados no estado (14,5%) e 661 hipermercados (2,4%).

Curitiba, como seria de se esperar, é o município com mais empresas ativas no setor: 3.130, o equivalente a 11,5% dos mercados em todo o estado. Na Capital, há 171 mercados para cada 100 mil habitantes. No Estado, são 230 estabelecimentos para cada 100 mil paranaenses.

Mas a exemplo do que ocorre a nível estadual, o segmento possui predominância dos minimercados, mercearias e armazéns (2.734 ou 87,4% do total na cidade). Supermercados (281 ou 8,9%) e hipermercados (115 ou 3,7%) aparecem na sequência.

Além de Curitiba, as outras cidades com mais mercados no estado são Ponta Grossa (876), Londrina (873), Maringá (783), Foz do Iguaçu (747), São José dos Pinhais (590), Cascavel (585), Guarapuava (475), Colombo (371) e Paranaguá (363).

Em Curitiba, novos investimentos foram anunciados pelo setor nos últimos tempos. O Festval, por exemplo, vai abrir no segundo semestre deste ano uma nova unidade no bairro Pilarzinho, que está sendo construída do zero na Rua Amauri Lange Silvério, próximo do Corpo de Bombeiros. Já no Centro, uma nova loja será aberta em 2027, na Rua Marechal Deodoro, 474, endereço que já abrigou agências bancárias do Banespa e Santander, além de lojas de eletrodomésticos.


Prazo para pagamento do licenciamento começa na sexta-feira (14)


 












O calendário de vencimento da taxa do Certificado de Licenciamento Anual inicia nesta sexta-feira (14) no Paraná, conforme o número final da placa do veículo. O licenciamento é um documento obrigatório que comprova que o veículo atende aos critérios de segurança e ambientais exigidos por lei e, portanto, está apto a circular. O pagamento é no valor único de R$ 94,61.

De acordo com o Departamento de Trânsito do Estado (Detran-PR), somente após a quitação do licenciamento, do IPVA, eventuais multas e débitos é que pode ser emitido o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), documento de porte obrigatório que reconhece a total obediência à legislação.

Os primeiros vencimentos são para veículos com numeração final da placa. A partir do dia 28 começa o prazo para placas com final 2 e a sequência vai até 27 de novembro, para finais iguais a zero. Confira a tabela completa ao final da matéria.

A guia para pagamento pode ser acessada através dos sites do Detran-PR e PIÁ, no aplicativo Detran Inteligente e nas unidades de atendimento, com prazo de dois dias. O pagamento pode ser feito via pix e o certificado fica pronto em até 15 minutos.

O licenciamento anual é uma exigência legal prevista nos artigos 130 e 131 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) com o objetivo de garantir que o veículo atenda a todas as exigências de segurança do Conselho Nacional do Trânsito (Contran).

A emissão do documento pode ser feita em formato físico ou digital, conforme a escolha do proprietário. O motorista que for flagrado circulando com um veículo que não esteja licenciado estará cometendo uma infração de trânsito gravíssima, sujeito a aplicação de multa, pontuação na carteira de habilitação e remoção do veículo.

Calendário para renovação do Licenciamento no exercício de 2026


Placa final 1 – 14 de agosto
Placa final 2 – 28 de agosto
Placa final 3 – 9 de setembro
Placa final 4 – 18 de setembro
Placa final 5 – 28 de setembro
Placa final 6 – 9 de outubro
Placa final 7 – 20 de outubro
Placa final 8 – 30 de outubro
Placa final 9 – 13 de novembro
Placa final 0 – 27 de novembro

Reforma muda tributação das bets no Brasil

 


A reforma tributária criou um regime específico para as bets. Também determinou que o Imposto Seletivo, tributo criado para incidir sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, faça parte da base de cálculo do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que serão cobrados a partir de 2027.

A nova tributação foi tema do Curso Reforma Tributária do Consumo, realizado pela Receita Federal em parceria com o CFC (Conselho Federal de Contabilidade), em um momento de expansão do mercado de apostas no país.

Estudo divulgado pelo Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda) aponta que as bets movimentaram R$ 350,97 bilhões em transferências via Pix em 2025, ano em que foram regulamentadas, enquanto as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões líquidos para as plataformas de apostas esportivas no mesmo período.

Com a cobrança efetiva dos novos tributos criados pela reforma (IBS e CBS) no próximo ano, as casas de apostas passarão a seguir o regime específico dos chamados concursos de prognósticos, categoria que inclui apostas de quota fixa —como as bets—, loterias, sorteios, corridas de cavalo, fantasy sports (jogos baseados na escalação de times virtuais com jogadores reais) e outras modalidades de aposta, realizadas tanto em meio físico quanto virtual.

A tributação sobre o consumo dessas empresas não terá como base todo o volume movimentado pelos apostadores, mas a chamada receita própria. Seu cálculo considera o total arrecadado nas apostas com a exclusão dos valores pagos em prêmios e das destinações legais obrigatórias (previstas para órgãos, fundos públicos e outros beneficiários), e acréscimo do Imposto Seletivo.

Na prática, portanto, a tributação segue esta ordem: primeiro são consideradas as receitas da operação; depois são aplicadas as deduções previstas; em seguida é calculado o Imposto Seletivo; por fim, IBS e CBS incidem sobre a base já acrescida desse tributo.

Segundo a Receita, o ponto principal a ser observado no regime é que o Imposto Seletivo, cuja alíquota ainda não foi definida, não será apenas um tributo adicional sobre as bets, mas um componente do cálculo dos novos tributos sobre consumo. Isso significa que IBS e CBS incidirão sobre um valor que já inclui o próprio Imposto Seletivo, aumentando o montante sobre o qual serão calculados.

Em uma situação hipotética, há R$ 100 mil de receita total da venda de apostas, R$ 40 mil de premiações pagas, R$ 10 mil de destinações legais e R$ 2 mil de PIS, Cofins e ISS. Após os descontos das premiações, das destinações legais e de PIS, Cofins e ISS, que são dedutíveis, a base de cálculo do Imposto Seletivo seria de R$ 48 mil (R$ 100 mil – R$ 62 mil).

Imaginando uma alíquota de 15%, o Imposto Seletivo seria de R$ 7,2 mil (15% de R$ 48 mil). Esse valor seria então incorporado à base do IBS e da CBS (R$ 48 mil), elevando-a para R$ 55,2 mil (R$ 48 mil + R$ 7,2 mil). Supondo a alíquota de referência de 28% para CBS e IBS, estimada pelo Comitê Gestor do IBS no fim de julho deste ano, a tributação total seria de R$ 15.456 (28% de R$ 55,2 mil).

Durante o curso, a Receita esclareceu que, no que se refere aos prêmios, a dedução somente é possível quando eles forem efetivamente pagos ao apostador. Um prêmio concedido, mas não retirado pelo ganhador, portanto, permanecerá na receita da empresa e não poderá ser utilizado como dedução para reduzir a tributação.

Atualmente, sobre as bets autorizadas a operar no Brasil incidem os tributos corporativos tradicionais (IRPJ, CSLL), PIS, Cofins, ISS e a contribuição de 13% sobre GGR (Receita Bruta dos Jogos), destinada à seguridade Social, educação, segurança e outras finalidades.

Em 2027, à carga tributária atual das casas de apostas serão somados IBS e CBS (que substituirão PIS e Cofins), Imposto Seletivo e haverá majoração da contribuição sobre o GGR para 14% —a partir de 2028, o percentual será de 15%.

Segundo o estudo do Comsefaz, até meados de 2024, os pagamentos de pessoas físicas para empresas do setor de artes, cultura, esporte e recreação e os valores transferidos de volta por essas empresas permaneciam em níveis relativamente próximos. A partir de 2025, porém, os pagamentos destinados ao setor cresceram de forma expressiva, enquanto as transferências no sentido contrário aumentaram em ritmo muito mais moderado.

“Esse comportamento indica que o setor passou a absorver um volume substancial de recursos das famílias sem devolução proporcional, característica típica dos mercados de apostas, nos quais apenas uma parcela dos valores apostados retorna aos jogadores na forma de premiações”, diz o documento.

Folha de São Paulo


Guerra contra o Irã esgota estoques de armamento dos EUA e alarma autoridades


 













A guerra do presidente Donald Trump contra o Irã esgotou os estoques de armamentos dos EUA a níveis preocupantes, desviando suprimentos da Ásia e da Europa, segundo autoridades.

O suprimento em rápido declínio de mísseis de defesa aérea e outros armamentos na Europa e na Ásia não apenas deixa o Exército americano menos equipado, mas também poderia deixar Rússia e China mais confiantes caso considerem um potencial conflito com os Estados Unidos, disseram especialistas.

Bombardear o Irã consumiu milhares de mísseis que contêm peças de precisão vindas de uma rede global de fornecedores —e que podem levar anos para serem produzidos. Defender-se das barragens de retaliação do Irã desgastou os estoques americanos de mísseis de defesa aérea a um ponto que alarmou, em particular, autoridades de alto escalão do governo Trump, e levou os EUA a atrasar entregas a clientes europeus e asiáticos.

A campanha contra o Irã forçou o Pentágono a deslocar às pressas navios, aeronaves e unidades de defesa aérea de toda a Europa e Ásia para o Oriente Médio, um esforço com consequências em cascata para a manutenção de equipamentos e o moral das tropas, disseram autoridades americanas.

O resultado é uma erosão significativa do poder de fogo dos EUA nessas regiões, uma mudança com implicações de longo prazo que é uma preocupação crescente nas comunidades militar e de inteligência, disseram autoridades dos EUA e do Ocidente.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os EUA têm “poder de fogo mais do que suficiente para realizar qualquer operação que o presidente ordenar, a qualquer momento e lugar”. Mas especialistas dizem que é quase certo que a crise de munições —parte da qual Trump herdou do presidente Joe Biden — vai perdurar além de sua Presidência.

Tom Karako, membro sênior do Center for Strategic and International Studies, em Washington, disse que o esgotamento de munições representa uma “aniquilação geracional dos meios de dissuasão convencional”. O impacto sobre como as decisões são tomadas em Pequim e Moscou, segundo ele, pode ressoar por anos.

“É impossível que isso não tenha um efeito significativo no cálculo decisório da Rússia e da China”, disse Karako, que vem acompanhando os estoques de armamentos dos EUA. “Eles podem fazer algo bastante deliberado, no momento que escolherem, porque não se esqueçam, vamos levar anos para reconstituir os estoques.”

Em reuniões que antecederam a guerra contra o Irã, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, informou o presidente sobre os riscos de recorrer ainda mais aos estoques já reduzidos, segundo duas autoridades com conhecimento das conversas. Ainda assim, Trump decidiu seguir em frente, acreditando que a guerra terminaria rapidamente. Um porta-voz de Caine se recusou a comentar suas conversas privadas com o presidente.

Depois de atacar o Irã ao lado de Israel em 28 de fevereiro, Trump prometeu várias vezes a vitória em poucas semanas. Mais de cinco meses depois, ele continua incapaz de dobrar Teerã à sua vontade, ou de encontrar uma forma de encerrar a guerra.

Diz-se que a escassez de munições teve um papel em convencer Trump a adiar uma grande campanha de bombardeios no fim do mês passado. Mas isso também mostra como a decisão do presidente de atacar o Irã deixou os EUA e seus aliados mais vulneráveis a outras ameaças.

O governo Trump tem trabalhado com fornecedores militares para tentar acelerar e expandir a produção. Mas mesmo levando em conta esses esforços, pode levar mais de dois anos para os EUA reporem os mais de 1.500 mísseis interceptadores de defesa aérea Patriot usados na guerra contra o Irã. O estoque atual desses mísseis é de menos de 1.700, segundo duas pessoas informadas sobre o aasunto que falaram sob condição de anonimato para discutir detalhes militares sensíveis.

Trump ficou enfurecido com as reportagens sobre a escassez de munições. Ele ordenou uma ampla caçada a vazamentos em todo o governo e está exigindo processos criminais. Ele disse a assessores, em privado, que qualquer discussão sobre a crise de munições sinaliza fraqueza aos inimigos do país, e continua, em público, a minimizar o problema, negar que ele exista ou culpar seu antecessor.

“Nossas empresas de defesa estão fabricando mais munições do que nunca, ao mesmo tempo em que expandem rapidamente suas fábricas e equipamentos em níveis recordes”, escreveu Leavitt em comunicado. “Qualquer pessoa que tenha acesso a informações militares sigilosas e as vaze para a imprensa está traindo essa confiança e violando a lei federal, e deve ser processada com todo o rigor.”

Sean Parnell, principal porta-voz do Pentágono, disse que as reportagens sobre escassez de armamentos são falsas, acrescentando que os EUA têm “tudo o que é necessário para atacar no momento e no lugar escolhidos pelo presidente”.

Estadão

Código de ética para o Judiciário proposto por Fachin não prevê punições para descumprimento de regras, nem inclui ministros do STF


 













O presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, apresentou ao Conselho Nacional de Justiça uma minuta para criar uma política nacional de prevenção e gestão de conflitos de interesse no Judiciário. A proposta, porém, não prevê punições específicas para o descumprimento das regras e não se aplica aos ministros do Supremo.

Apresentado em 4 de agosto, o texto ainda será discutido e votado pelo CNJ. A proposta tem caráter “predominantemente preventivo e orientador” e busca estabelecer mecanismos para identificar situações que possam comprometer a imparcialidade de magistrados e servidores.

Entre as medidas estão consultas preventivas, gestão de riscos e uma declaração de interesses para identificar vínculos familiares, profissionais e econômicos que possam gerar conflitos. A minuta também trata de situações como participação em eventos patrocinados por empresas, recebimento de presentes e hospitalidades e atividades acadêmicas ou empresariais.

O texto não cria novas hipóteses de impedimento, suspeição ou infração disciplinar. Eventuais punições continuariam baseadas na Constituição, na Lei Orgânica da Magistratura e em normas já existentes.

Por que o STF fica de fora?

A exclusão dos ministros do STF decorre dos limites de atuação do CNJ, que não tem competência constitucional para regulamentar a conduta dos integrantes da própria Suprema Corte.

A ausência do STF, no entanto, é apontada por especialistas como uma fragilidade da iniciativa. O código de ética específico para os ministros do Supremo, também defendido por Fachin, ainda não avançou na Corte.

A minuta ainda deverá passar por análise dos integrantes do CNJ antes de uma eventual aprovação.

Com informações de Gazeta do Povo

O assessor do Planalto que abriu o Ministério da Saúde para Luchsinger


 













Um episódio do começo de 2025 mostra como atuava no Ministério da Saúde a lobista Roberta Luchsinger, amiga do empresário e biólogo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Lula (PT). Segundo pessoas que conviveram com ela na pasta, Roberta se reunia com frequência com o então secretário-executivo do ministério, Swedenberger Barbosa, o Berge, e alegava ter influência sobre a liberação de recursos da saúde para Estados e municípios.

Berge foi o nº 2 na hierarquia do Ministério da Saúde de janeiro de 2023, no começo do terceiro mandato de Lula, até março de 2025, quando se tornou assessor da Presidência da República, despachando dentro do Palácio do Planalto.

Em março de 2025, pouco depois da posse de Alexandre Padilha como ministro da Saúde, um assessor dele foi procurado por um aliado do governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), a respeito de uma verba de R$ 40 milhões destinada ao Fundo Estadual de Saúde local.

O dinheiro estava retido porque a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) local não tinha emitido a resolução necessária à liberação. Esse tipo de resolução é um acordo entre gestores estaduais e municipais sobre como será usado o dinheiro.

A verba tinha sido pedida a Padilha ainda em 2024, quando ele estava na Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência. O dinheiro foi empenhado (isto é, reservado), mas não tinha sido pago por conta da pendência. O empenho estava prestes a ser cancelado, pondo a verba a perder.

Ainda em março, o problema na CIB foi resolvido. A verba — uma parcela única destinada a procedimentos de média e alta complexidade — foi salva. O pagamento caiu na conta do Fundo Estadual maranhense no dia 4 de agosto de 2025.

Swedenberger Barbosa entra na história pouco depois disso. Segundo duas fontes ouvidas pela coluna, ele ligou para o governador Carlos Brandão — de dentro do gabinete da Presidência da República, onde já atuava — para informar que foi ele quem “liberou” os R$ 40 milhões. Segundo ele, a verba só saiu por causa dele e de Roberta Luchsinger. Procurado pela coluna, Carlos Brandão foi evasivo. Disse não ter “conhecimento sobre esse assunto”.

Enquanto esteve no Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa atuou para favorecer cidades governadas por prefeitos do PT ou de partidos aliados na distribuição de verbas da saúde.

Além de Swedenberger Barbosa, outro ex-assessor próximo de Lula que atuou na liberação das verbas foi Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Ex-chefe de gabinete de Lula, Marcola teve despesas pessoais suas pagas por Roberta Luchsinger. Ele nega irregularidades e diz que o dinheiro era parte de um empréstimo pessoal da lobista.

Metrópoles

Com novo advogado, defesa de Vorcaro busca reaproximação com STF para negociar nova delação


 













A defesa de Daniel Vorcaro tenta reconstruir a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) para abrir caminho para uma terceira proposta de delação premiada no caso Master. 

Reforçada pelo criminalista Daniel Bialski, a equipe pediu uma audiência com o relator do caso, ministro André Mendonça, em um dos primeiros movimentos da nova estratégia.

Os advogados também solicitaram que o horário de visitas para despachos seja ampliado para até seis horas por dia, com o objetivo de revisar detalhadamente a estratégia e as informações que poderão ser apresentadas às autoridades.

A ideia é retomar as negociações do zero e apresentar uma colaboração mais ampla do que as duas tentativas anteriores, afastando a possibilidade de que Vorcaro esteja omitindo informações.

Segundo relatos à CNN Brasil, a relação entre Bialski e Mendonça também pesou na escolha do novo advogado. A primeira tentativa de delação teria fracassado em meio a atritos entre o ministro e o advogado José Luís de Oliveira Lima, o Juca. A segunda foi conduzida por Sergio Leonardo, que permanece na equipe.

A informação é do blog da jornalista Clarissa Oliveira, da CNN Brasil.