A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Curitiba recebeu, o pedido de saída do vereador Lorens Nogueira (PP) do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. O pedido já foi despachado pela Mesa para seguimento aos trâmites regimentais e, na sequência, deverá ser realizada a eleição do novo presidente do Conselho de Ética. Ele é suspeito de rachadinha.
O verador Lorens Nogueira (PP) foi alvo da Operação Déjà-vu do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP do Parana. O objetivo da ação é apurar a possível prática dos crimes de “rachadinha” e peculato (respectivamente, artigos 316 e 312 do Código Penal Brasileiro). Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento das medidas, houve a apreensão de duas malas contendo grandes quantias em dinheiro (cerca de R$ 118 mil), além de equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados e poderão auxiliar na continuidade das investigações.
No curso da investigação, que contou com autorização judicial para a realização de ação controlada, foi possível identificar repasses de valores ao vereador investigado compatíveis com a prática conhecida como “rachadinha”. Um vídeo, inclusive, mostra o vereador recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo no Instituto Grupo Solidário, entidade voltada à assistência social na região do bairro Xaxim, na capital.
Nota da Câmara
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) informa que, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), cumpriu um mandado de busca e apreensão no gabinete do vereador Lorens Nogueira (PP). Em atendimento à solicitação da autoridade competente, a CMC autorizou o acesso às dependências do Legislativo para o cumprimento da medida judicial. A CMC permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e prestar os esclarecimentos necessários.








