Um acidente de trânsito deixou um motorista ferido no início da tarde desta quinta-feira (17) na rodovia PRC-272, no município de Cruzmaltina, no Vale do Ivaí. A batida foi registrada por volta das 13h, na altura do quilômetro 248, trecho correspondente ao trevo de acesso ao distrito de Dinizópolis.
Segundo relatos preliminares de testemunhas que presenciaram a cena, a colisão envolveu um automóvel de passeio e um caminhão de pequeno porte. Com a força do impacto, o carro perdeu o controle e foi arremessado para fora da pista. O Corpo de Bombeiros de Apucarana foi acionado logo após a batida para prestar apoio no atendimento e no resgate da vítima.
O condutor do automóvel sofreu ferimentos e recebeu os primeiros socorros ainda na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Dinizópolis. Na sequência, para uma avaliação médica mais detalhada, ele precisou ser transferido para o Hospital Bom Jesus, localizado na cidade de Ivaiporã. De acordo com as informações apuradas pela reportagem, o estado de saúde do homem é estável e ele não corre risco de morrer. O motorista do caminhão não teve o estado de saúde divulgado.
Até o fechamento desta reportagem, as autoridades de trânsito que atenderam a ocorrência não haviam divulgado as circunstâncias exatas que provocaram a colisão, tampouco a identificação oficial dos veículos e dos envolvidos. As causas do acidente deverão ser apuradas pelos órgãos competentes.
O corpo de um jovem de 27 anos, que estava desaparecido há cerca de duas semanas, foi encontrado dentro da chaminé de uma churrasqueira na segunda-feira (14), em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná. A vítima foi identificada por familiares como Paulo Rogério Lopes, que trabalhava como vigilante em um condomínio do município e não era visto desde o dia 1º de setembro.
A descoberta do cadáver ocorreu após uma funcionária de uma residência, localizada no bairro Vila Brasília, sentir um cheiro forte vindo da área de lazer do imóvel. Intrigada com a situação, ela comunicou o fato a um segurança do local, que confirmou o odor e chamou o Corpo de Bombeiros. Durante a inspeção na churrasqueira, um dos socorristas conseguiu visualizar os pés de uma pessoa presos ao mecanismo corta-vento da saída de fumaça.
Para realizar a remoção do corpo, os militares precisaram quebrar a parede e desmontar metade da chaminé da churrasqueira. Após o resgate, as polícias Civil e Científica do Paraná foram imediatamente acionadas para dar início aos levantamentos iniciais. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da região para os procedimentos formais de identificação e para a realização de exames complementares.
Segundo as autoridades policiais, o cadáver estava preso no local há pelo menos dez dias e apresentava marcas no pescoço. A Polícia Civil do Paraná informou que há indícios preliminares de que a morte tenha ocorrido por asfixia. No entanto, a corporação ressaltou que a causa exata do óbito e a dinâmica de como o jovem foi parar dentro da estrutura só poderão ser esclarecidas de forma conclusiva após a emissão dos laudos da perícia técnica. O caso segue sob investigação.
A rodovia PR 444, que percorre os municípios de Arapongas, Apucarana e Mandaguari, e a BR 376, na região de Mauá da Serra, estão entre os trechos que receberão o novo sistema de radar de velocidade média autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O equipamento, que começa a ser testado a partir de setembro em oito estados, calcula a velocidade do veículo ao longo de um trecho, e não em um único ponto, impedindo a prática de frear apenas ao passar pelo radar.
Além da PR-444 e da BR-376, o Paraná terá a maior quantidade de trechos incluídos no projeto-piloto, com testes nas rodovias PR-862, PR-151, BR-163, BR-277.
A escolha faz parte da avaliação que a ANTT pretende realizar antes de uma eventual adoção definitiva da tecnologia em rodovias federais concedidas.
A trégua das chuvas no Parana será breve. Após uma quarta-feira (16) de tempo firme em grande parte do estado, a instabilidade climática retorna a partir desta sexta-feira (18), trazendo consigo o risco de tempestades, queda de granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar os 60 km/h no fim de semana. Diante da mudança brusca, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas amarelos de perigo potencial para chuvas intensas no território paranaense. A instabilidade é impulsionada pela formação de um novo ciclone extratropical no Oceano Atlântico.
Embora o ciclone, que deve se formar entre a costa do Rio Grande do Sul e o Uruguai, não avance diretamente sobre o Paraná, o sistema atmosférico terá papel fundamental na mudança do tempo. De acordo com institutos como a Climatempo e o Simepar, o fenômeno contribuirá para o transporte de calor e umidade em direção a toda a Região Sul. Essa dinâmica serve como combustível para o desenvolvimento de fortes áreas de instabilidade, que tendem a provocar acumulados expressivos de água.
Antes que o cenário piore, a quinta-feira (17) ainda garante um dia de tempo predominantemente estável. A massa de ar polar começa a perder força, o que permite a elevação das temperaturas durante a tarde, embora o amanhecer continue frio, com mínimas que podem chegar a 8°C no Sul, Centro-Sul e na região de Curitiba. A virada no tempo tem início na sexta-feira, quando as áreas de instabilidade se aproximam e trazem as primeiras chuvas, inicialmente concentradas nas regiões Oeste e Sudoeste.
O quadro se agrava significativamente entre o sábado (19) e o domingo (20). A evolução de um sistema de baixa pressão atmosférica eleva os volumes de precipitação, com maior impacto sobre o Centro-Sul e o Sudoeste paranaense. Os alertas do Inmet preveem pancadas que podem somar até 50 milímetros diários em várias regiões. A previsão indica que esse cenário de instabilidade deve permanecer sobre o estado pelo menos até a próxima terça-feira (22), motivo pelo qual as autoridades recomendam que a população acompanhe as atualizações contínuas do monitoramento meteorológico.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (16) a taxa básica de juros de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e marcou o quinto corte consecutivo de 0,25 ponto percentual.
A redução ocorreu após a inflação oficial registrar queda de 0,32% em agosto. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,22%. Mesmo com o novo corte, os juros brasileiros continuam entre os mais altos do mundo.
A Selic elevada encarece empréstimos, financiamentos e compras parceladas, além de frear o consumo e os investimentos. Esta foi a última reunião do Copom antes das eleições. O próximo encontro para definir os juros está previsto para novembro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, poderá ter o voto decisivo se houver empate no julgamento que analisa a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes. A possibilidade ganhou força depois que Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli deixaram a votação.
Pelo regimento do STF, quando o empate ocorre por causa da ausência de ministros impedidos ou suspeitos, o presidente tem o chamado “voto de qualidade” e pode desempatar o julgamento.
A aplicação da regra, porém, não é consenso. Quatro juristas consultados pelo UOL afirmaram que existe margem para interpretação por causa do caráter inédito do caso. A principal dúvida é se as questões discutidas devem ser tratadas como matéria penal — situação em que o empate favorece o investigado — ou administrativa.
O julgamento desta terça-feira (15) não tinha como objetivo decidir se Moraes é culpado ou inocente, mas sim se existem elementos suficientes para abrir uma investigação sobre a relação do ministro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A sessão terminou terminou com o placar de 4 a 3 para manter separada a análise dos casos de Alexandre Moraes e André Mendonça envolvendo o caso Master, mas com o pedido de vistas do ministro Flávio Dino não houve uma definição não de o rito que será seguido pelo STF.
Dino havia votado para unir os processos, empatando o placar em 4 a 4, mas com a solicitação de mais prazo para examinar o remar, o voto foi desconsiderado pelo presidente Edson Fachin.
O suposto encontro de Kássio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), com uma garota de programa paga por Daniel Vorcaro ocorreu em um apartamento em São Paulo que pertenceu a uma empresa ligada a Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, de acordo com levantamento feito em cartório pelos núcleos investigativos dos portais Alma Preta e ICL Notícias.
Na época do suposto encontro, o imóvel pertencia à Super Empreendimentos e Participações S.A, que teve como diretor Fabiano Zettel, ex-pastor da Igreja Lagoinha e casado com Natália Vorcaro. Preso também em março, ele é apontado pelas investigações da Polícia Federal como o operador financeiro dos esquemas de lavagem de dinheiro do Master. A empresa teve suas atividades suspensas por decisão judicial, no âmbito das investigações sobre as fraudes no Banco Master.
Reportagens dos sites UOL e Metrópoles divulgaram nesta quarta-feira (15) novas mensagens extraídas do celular do ex-dono do Banco Master e que foram enviadas aos gabinetes dos dez ministros da mais alta corte do país. O STF vive a mais grave crise da sua história por causa das relações reveladas entre alguns de seus integrantes e o pivô do maior escândalo financeiro do país.
Entre as conversas, há um diálogo de uma mulher de nome Rayanna com Daniel Vorcaro. Ela seria uma agenciadora de garotas de programa, de acordo com nossa apuração.
No dia 28 de fevereiro de 2025, Rayanna informa ao dono do Banco Master que “as meninas estão prontas”. O banqueiro manda em resposta o seguinte endereço: “Leopoldo 1377 andar 23 itaim”. A data foi uma sexta-feira, primeiro dia do carnaval de 2025.
Trata-se do apartamento tríplex que ocupa todo o 23º andar do edifício Pateo Leopoldo, localizado na Rua Leopoldo Couto Magalhães Júnior, 1377, no bairro do Itaim Bibi, bairro de classe média alta de São Paulo.
Matrícula do imóvel do suposto encontro entre Nunes Marques e garota de programa. Imagem: reprodução/4º cartório de imóveis de SP
Uma semana depois, em 7 de março de 2025, Rayanna envia novas mensagens por WhatsApp ao banqueiro sobre o que havia ocorrido naquele dia, de acordo com a reportagem do Metrópoles. Ela manda a seguinte sequência de mensagens: “A minha amiga lá aquele dia! Deu certo né?”, “Ela disse que ficou com o kassio” e “Ela tá me cobrando aqui”.
Vorcaro pede “dados e valor” e Rayanna responde “10 né” e volta a afirmar “Ela ficou com ele”. Kassio seria uma referência ao ministro do STF Kassio Nunes Marques e do contexto da conversa infere-se que se trata de uma negociação sobre pagamentos de serviços sexuais.
Procurado pela reportagem, o ministro Kassio Nunes Marques não respondeu aos questionamentos. Ao Metrópoles, ele negou o encontro.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que usará o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) como argumento para pedir uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
“Tudo registrado e pronto para expor em Washington DC onde, Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”, publicou Eduardo no X (ex-Twitter). A publicação se referia a trechos da sessão envolvendo os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
A declaração veio após Dino criticar, durante o julgamento, a possibilidade de novas punições americanas contra autoridades brasileiras. O ministro classificou esse tipo de medida como uma tentativa de pressão externa sobre decisões da Justiça brasileira.
Eduardo rebateu e afirmou que pretende direcionar a articulação contra ministros do STF. “A punição internacional de criminosos não ofende a soberania nacional, muito menos nossa Constituição”, publicou.
Em 2025, Moraes foi alvo de sanções dos Estados Unidos pela Lei Magnitsky, enquanto Dino e Gilmar tiveram os vistos americanos suspensos. As medidas foram posteriormente revogadas.
O julgamento desta terça analisou questões relacionadas às mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão terminou sem decisão definitiva após pedido de vista de Flávio Dino.
Em defesa entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, o ministro Alexandre de Moraes classificou como “ilegal” e uma tentativa de “vingança” o relatório da Polícia Federal apresentado pelo ministro André Mendonça sobre o chamado caso Master.
O documento, que embasa o pedido de investigação contra Moraes, foi duramente contestado pelo magistrado em uma manifestação de 44 páginas e 121 tópicos, protocolada na véspera da sessão do STF que decidirá se ele será investigado.
Moraes afirma que “não há indício de infração penal” e que a ofensiva tem clara motivação político-eleitoral articulada por aliados de condenados pelos atos de 8 de janeiro. “Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras”, declarou o magistrado.
O ministro aponta que a instauração da investigação é irregular por não ter partido da Procuradoria-Geral da República (PGR) nem sido aprovada em plenário. Analisando os metadados do relatório da PF, a defesa argumenta que o documento não foi produzido integralmente pela corporação, contando com o auxílio de órgãos externos, possivelmente estrangeiros. Para Moraes, isso configura uma “clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026”.
O juiz comparou a investida atual aos desdobramentos do 8 de Janeiro, avaliando que a tentativa de golpe mudou de modus operandi, mas que o STF “saberá resistir e sairá fortalecido”. O caso aguarda a deliberação do plenário da Corte nesta terça-feira (15), após prazos concedidos por Edson Fachin a Moraes, Mendonça, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao PGR, Paulo Gonet.