terça-feira, 2 de junho de 2026

Acidente entre caminhões mata dois jovens na PR-323 no município de Sertanópolis


 













Um grave acidente na PR-323, em Sertanópolis, resultou na morte de dois jovens e deixou outras três pessoas feridas na tarde desta terça-feira (2). A colisão frontal entre dois caminhões aconteceu a cerca de 70 quilômetros de Londrina e mobilizou diversas equipes de resgate, a PRE (Polícia Rodoviária Estadual) e a perícia técnica. Um dos detalhes que chamou a atenção das autoridades foi o velocímetro de um dos veículos, que travou em 100 km/h com a força do impacto.

As vítimas fatais foram identificadas como Carlos Canedo, de 28 anos, e Jonatan Henrique, de 26 anos. De acordo com testemunhas, um dos caminhões invadiu a pista contrária, tornando a batida inevitável. Entre os feridos, Marcelo Emiliano da Silva foi resgatado em estado grave e encaminhado ao Hospital Cristo Rei, em Ibiporã. Outros dois ocupantes foram arremessados da cabine devido à violência da colisão, enquanto o motorista que seguia no sentido São Paulo precisou ser desencarcerado das ferragens pelos bombeiros.

O tráfego na rodovia ficou completamente interrompido por cerca de quatro horas, gerando um congestionamento que ultrapassou os 10 quilômetros de extensão. Antes da liberação total, as equipes realizaram a limpeza da pista, que ficou coberta de óleo e destroços. O IML (Instituto Médico-Legal) realizou a remoção dos corpos, e a Polícia Civil agora investiga as causas que levaram à perda de controle do veículo e à invasão de pista.

Informações: Portal Tarobá

Paraná terá inverno mais rigoroso que a média e nova onda de frio já tem data para chegar














O mês que marca o início oficial do inverno trará um clima mais rigoroso do que o habitual para o Paraná. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), junho de 2026 será caracterizado por temperaturas abaixo da média histórica e pela atuação persistente de massas de ar frio. Uma nova onda de frio já tem data para atingir o Estado a partir da segunda semana do mês, antecipando as características típicas da estação, que começa no dia 21, às 5h24.

O resfriamento mais severo está previsto para ocorrer após o dia 10 de junho, quando os termômetros devem despencar em diversas regiões. Municípios como General Carneiro, Rio Negro, Palmas e Guarapuava têm potencial para registrar temperaturas mínimas entre 0°C e 3°C. A queda será mais expressiva na metade Oeste do Paraná, com índices até 2°C inferiores aos padrões climatológicos do mês. Já na metade Leste, a diferença deve ficar em torno de 1°C abaixo da média histórica,.

Apesar de o início do mês apresentar tempo seco, o cenário mudará com o avanço de novas frentes frias. A previsão indica o retorno das chuvas a partir da segunda semana, mantendo os volumes dentro da média na maior parte do Estado e ligeiramente acima do normal nas regiões Norte e Leste. Historicamente, junho é um mês de poucas precipitações no Paraná, com acumulados que variam de 50 mm a 75 mm em cidades como Jacarezinho, até marcas de 175 mm no Sudoeste paranaense.

A variação térmica também costuma ser ampla entre as diferentes regiões do Estado durante este período. Enquanto o Noroeste e o extremo Norte registram manhãs mais amenas, com mínimas entre 12°C e 16°C e máximas que não ultrapassam os 26°C, o Centro-Sul, o Sul e a Região Metropolitana de Curitiba enfrentam um frio mais intenso. Nessas áreas mais geladas, as mínimas históricas costumam variar entre 8°C e 10°C, mas o cenário traçado para 2026 aponta que o frio será ainda mais incisivo e duradouro ao longo de todo o mês.

As informações são do GMC Online.

Infiltração do PCC em empresas legais já causa rombo de R$ 39 bilhões na indústria


 












A infiltração do crime organizado na economia formal brasileira já provoca perdas bilionárias para a indústria nacional. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula um impacto anual de R$ 39 bilhões, valor equivalente a 0,6% do faturamento do setor industrial e extrativo do país.

Segundo investigações e especialistas, facções criminosas ampliaram presença em áreas da economia legal como combustíveis, construção civil, transporte, hotelaria, mercado imobiliário, apostas, sistema financeiro e serviços públicos.

Reportagem de O Globo mostrou que uma operação policial identificou uma rede de 60 motéis no interior de São Paulo ligada a negócios atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre os bens localizados nas investigações estavam um iate de 23 metros, helicóptero, Lamborghini e mais de R$ 20 milhões em terrenos.

As apurações também identificaram empresas associadas ao grupo com atuação em um terminal do Porto de Paranaguá, no Paraná, estrutura voltada à armazenagem de granéis líquidos.

Especialistas avaliam que facções como PCC e Comando Vermelho (CV) vêm ampliando atuação em atividades econômicas formais, aproveitando falhas regulatórias e brechas de fiscalização, sem abandonar negócios ligados ao tráfico.

A classificação recente das duas organizações como grupos terroristas pelos Estados Unidos também elevou o alerta no setor produtivo.

O ex-secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que a medida pode aumentar exigências para empresas brasileiras em operações financeiras, investimentos e relações comerciais ligadas ao mercado americano.

Já o pesquisador Roberto Uchôa avalia que setores como o financeiro e o de combustíveis podem enfrentar controles mais rígidos de conformidade para reduzir riscos de sanções.

A dimensão financeira do problema aparece ainda em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Somente nos últimos três meses, o órgão registrou R$ 44,1 bilhões em movimentações suspeitas ligadas a organizações criminosas no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, estimativa do Ministério Público aponta que receitas anuais atribuídas ao PCC em atividades da economia formal podem chegar a R$ 12 bilhões.

Autoridades e especialistas afirmam que a diversificação dos negócios das facções tornou o combate ao crime organizado mais complexo, ampliando a necessidade de fiscalização financeira, monitoramento permanente e mecanismos mais rígidos de compliance empresarial.

Diesel terá subsídio de R$ 1,12 por litro para produtores e importadores até dezembro, decide governo federal


 











O governo federal publicou uma medida provisória que cria um subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel entre 1º de junho e 31 de dezembro de 2026. A iniciativa busca reduzir os impactos da alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio e garantir o abastecimento do combustível no país. A medida ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional.

A nova regra substitui os programas de auxílio em vigor desde março e unifica o benefício para produtores e importadores autorizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Para receber o subsídio, as empresas deverão aderir ao programa e comprovar que o desconto foi repassado ao preço final do combustível. Os pagamentos serão realizados pela ANP em até 30 dias após a solicitação.

A medida também permite que o Ministério da Fazenda revise ou suspenda o benefício a cada dois meses, conforme a evolução do cenário econômico e do mercado internacional.

Além do diesel, o governo adiou para 4 de dezembro de 2026 o vencimento de tarifas de navegação aérea que seriam pagas por companhias aéreas nacionais entre setembro e novembro, com o objetivo de aliviar o caixa das empresas afetadas pelo cenário internacional.

Pesquisa mostra que 62,2% dos usuários de canetas emagrecedoras mudaram a prioridade de gastos


 











Uma pesquisa da consultoria NielsenIQ revelou que 62,2% dos usuários de canetas emagrecedoras precisaram mudar a prioridade de gastos para incluir o medicamento no orçamento.

O estudo, realizado com 8.240 domicílios brasileiros, mostra que apenas 4,6% das famílias utilizam atualmente as canetas, mas outros 26,1% demonstram interesse no tratamento e não aderem principalmente por causa do preço elevado.

Entre os usuários, 84% afirmam sentir impacto moderado ou alto no orçamento doméstico. Para 62,7%, o gasto mensal com o medicamento ultrapassa R$ 800.

Os setores mais afetados pela reorganização financeira são bares (62,3%), serviços em geral (56,6%), restaurantes (54,9%), lazer (50%) e supermercados (16,4%).

Segundo a NielsenIQ, a tendência é que a quebra de patentes e a redução dos preços ampliem o acesso às canetas emagrecedoras, aumentando seu impacto sobre o consumo das famílias brasileiras.

Atualmente, 70% dos compradores pertencem às classes de maior renda e estão concentrados nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Com preços mais baixos, a expectativa é que o uso avance também entre consumidores de renda média, exigindo uma nova redistribuição dos gastos domésticos.

Correios registram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026; rombo é 83% maior que o registrado no mesmo período do ano passado


 












Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 3,158 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 83% maior que a perda de R$ 1,725 bilhão registrada no mesmo período do ano passado.

Apesar do resultado negativo, a estatal apresentou lucro bruto de R$ 153,4 milhões, revertendo o prejuízo operacional registrado no início de 2025.

Segundo os Correios, o desempenho foi afetado pela queda das receitas dos serviços postais tradicionais, pelo aumento da concorrência no setor de logística e pelos altos custos para manter a rede de atendimento em todo o país.

As despesas gerais e administrativas quase dobraram em um ano, passando de R$ 1,22 bilhão para R$ 2,27 bilhões. A estatal atribui a alta a reajustes salariais, inflação e ao aumento das provisões para processos trabalhistas, cíveis e fiscais.

O resultado financeiro também pesou no balanço, com impacto negativo de R$ 636,9 milhões, influenciado pelos custos de dívidas contratadas para garantir a liquidez da empresa.

Para tentar reverter o cenário, os Correios apostam em um plano de reestruturação focado em eficiência operacional, diversificação de receitas e reorganização financeira. Entre as medidas adotadas está a troca de empréstimos mais caros por uma nova operação de longo prazo com garantia da União.

Brasil perde mais de 6,2 mil voos em dois meses após disparada do querosene de aviação, segundo dados da Anac


 












A disparada do preço do querosene de aviação (QAV), provocada pelos conflitos no Oriente Médio, levou as companhias aéreas a cancelar mais de 6,2 mil voos no Brasil entre maio e junho, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Foram retirados da programação 3.596 voos em maio e outros 2.675 em junho, totalizando 6.271 operações canceladas. O combustível representa cerca de 45% dos custos das empresas aéreas e chegou a registrar alta de 98,4% entre fevereiro e maio, passando de R$ 3,35 para R$ 6,65 por litro.

A Gol foi a companhia que mais reduziu operações, com 3.041 voos cortados nos dois meses. A Azul aparece em seguida, com 2.216 cancelamentos. Juntas, as duas empresas respondem por mais de 86% da redução da malha aérea.

São Paulo lidera as perdas em números absolutos, com 844 voos cancelados em maio, seguido pelo Rio de Janeiro, com 514. Pernambuco registrou a maior queda proporcional, com redução de 12,8% na oferta de voos.

Além da redução de destinos, os passageiros também sentiram o impacto no bolso. Em março, o preço médio das passagens aéreas subiu 17,8% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Nesta segunda-feira (1º), a Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação, medida que pode aliviar parte da pressão sobre os custos das companhias e ajudar a conter novos reajustes nas tarifas.

STF decide que benefício destinado a vítimas de violência doméstica deverá ser pago pelos Estados e municípios


 














O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o benefício assistencial destinado a mulheres vítimas de violência doméstica sem vínculo com a Previdência Social deverá ser pago por Estados e municípios, e não pela União.

A decisão foi tomada após recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e esclarece julgamento realizado em dezembro de 2025, quando a Corte determinou que o poder público deve garantir assistência financeira às vítimas afastadas do trabalho por medida protetiva.

Pelas regras definidas pelo STF, mulheres que contribuem para o INSS terão acesso ao benefício nos moldes do auxílio-doença: o empregador paga os primeiros 15 dias de afastamento e o INSS assume o pagamento a partir daí.

Já nos casos de mulheres sem cobertura previdenciária e sem condições de garantir o próprio sustento, o auxílio será custeado pelos Estados e municípios, por meio da rede de assistência social.

O relator do caso, ministro Flávio Dino, destacou que a medida se enquadra como benefício assistencial eventual, cuja responsabilidade é dos entes subnacionais. Segundo estimativas citadas no processo, o custo da medida pode alcançar R$ 7,2 bilhões em três anos.

O STF também esclareceu que não haverá desconto de contribuição previdenciária sobre os valores pagos às beneficiárias seguradas do INSS.

Trump busca “eliminar grupos criminosos”, diz porta-voz dos EUA ao explicar decisão sobre CV e PCC

 


A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, disse que o presidente americano, Donald Trump, quer eliminar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho).

O presidente Trump deixou muito claro desde o início do seu mandato que ele vai utilizar todas as ferramentas a nossa disposição para combater esses grupos criminosos que estão atuando na nossa região e para proteger a segurança dos Estados Unidos”, disse a porta-voz. “O presidente Trump está atuando para eliminar estes grupos”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (28) que classificou o Comando Vermelho e o PCC como “Terroristas Globais Especialmente Designados”. A medida começa a valer no dia 5 de junho.

“O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, destaca o comunicado assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio.

CNN Brasil