sábado, 13 de junho de 2026

Ex-aluno é preso após fazer ameaças de massacre em escolas no PR


 













A Polícia Civil do Paraná realizou, na manhã desta sexta-feira (12), uma operação para cumprir um mandado de busca e apreensão na residência de um jovem de 19 anos investigado por publicar ameaças de ataques contra duas escolas estaduais de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

A ação foi conduzida pela Delegacia do Adolescente após a identificação do suspeito durante uma investigação iniciada a partir de publicações feitas em redes sociais. As mensagens, divulgadas por meio de um perfil falso, citavam diretamente duas instituições de ensino da cidade e causaram preocupação entre estudantes, familiares, professores e demais integrantes da comunidade escolar.

Segundo a Polícia Civil, as apurações revelaram que uma das escolas mencionadas nas postagens havia sido frequentada anteriormente pelo investigado. Já a segunda instituição possui ligação familiar com o suspeito, uma vez que uma parente dele estuda no local.

Outro fator que chamou a atenção dos investigadores foi o nome utilizado no perfil responsável pelas ameaças. Conforme a polícia, a identificação fazia referência ao sobrenome de um dos autores do ataque ocorrido em uma escola de Suzano (SP), em 2019, circunstância que reforçou a necessidade de aprofundamento das investigações.

Após a adoção de medidas investigativas, incluindo análises telemáticas, os policiais conseguiram identificar o possível responsável pelas publicações. Com base nos elementos reunidos, a autoridade policial solicitou à Justiça a expedição de mandado de busca e apreensão, que foi autorizado e cumprido nesta sexta-feira.

Durante a operação, os agentes encontraram uma porção de cocaína na residência do investigado. De acordo com a polícia, o jovem assumiu a posse da substância.

Além disso, durante as diligências, os policiais verificaram que a mãe do suspeito possuía um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas. Ela foi presa e encaminhada à Cadeia Pública Hildebrando de Souza para o cumprimento da determinação judicial.

Apesar da gravidade das ameaças, a Polícia Civil informou que, até o momento, não foram encontrados indícios de que houvesse planejamento efetivo ou preparação concreta para a realização de um ataque nas instituições de ensino citadas. Também não foi identificado risco atual às escolas do município.

O jovem deverá responder pelo crime de ameaça por meio de Termo Circunstanciado. As investigações, entretanto, continuam para verificar a existência de outros possíveis delitos e aprofundar a análise do material apreendido.

Em nota, o delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira destacou que qualquer ameaça envolvendo escolas é tratada com rigor pelas forças de segurança. Segundo ele, a apuração minuciosa dos fatos é fundamental para garantir a segurança da comunidade escolar e evitar que situações semelhantes gerem pânico entre alunos, professores e familiares.

Licitação de R$ 31 mi para clínica de câncer em Arapongas é barrada pelo TCE-PR


 













O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) suspendeu cautelarmente uma licitação de R$ 31,3 milhões para a construção de uma clínica de quimioterapia em Arapongas (PR). A decisão foi tomada após a constatação de diversas irregularidades no edital, incluindo o agendamento da sessão pública presencial de lances para o feriado nacional de Corpus Christi. O certame havia sido lançado pela Associação Norte Paranaense de Combate ao Câncer (Honpar) e seria financiado, em sua maior parte, com recursos estaduais.

A medida cautelar foi concedida pelo conselheiro relator Durval Amaral e homologada por unanimidade pelo Pleno do TCE-PR nesta semana. A intervenção ocorreu a partir de uma representação formulada por uma empresa interessada na concorrência, que denunciou falhas no andamento do processo licitatório. Segundo o relator, a marcação da disputa para um feriado nacional tem o potencial de restringir a participação de empresas interessadas, o que compromete diretamente o caráter competitivo da licitação.

Além da data inadequada, o TCE-PR confirmou a ausência de documentos técnicos essenciais nos meios eletrônicos da Honpar. Projetos, memoriais descritivos e planilhas de orçamento não foram disponibilizados no site da entidade, o que, de acordo com o tribunal, impede o conhecimento adequado da obra e prejudica a formulação das propostas comerciais.

Outro agravante apontado foi a concessão de benefícios a micro e pequenas empresas no edital, uma prática proibida pela Lei de Licitações para contratos de grande vulto, cujos valores ultrapassem a receita bruta anual de R$ 4,8 milhões.

Após a decisão, a Associação Norte Paranaense de Combate ao Câncer e seus representantes legais foram notificados para o cumprimento imediato da suspensão. A entidade tem um prazo de 15 dias para apresentar sua defesa ao tribunal. Caso a medida cautelar não seja revogada, a licitação permanecerá paralisada até que o colegiado julgue o mérito definitivo do processo.

Conta de luz deve subir 8,6% em 2026, acima da inflação, diz Aneel


 











A conta de luz deverá ficar mais cara em 2026. Segundo projeção divulgada nesta sexta-feira (12) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o reajuste médio das tarifas deve ser de 8,6% no próximo ano.

A estimativa supera as previsões de inflação consideradas pela agência, de 5,8% para o IGP-M e 4,9% para o IPCA.

Apesar da alta prevista, a Aneel informou que recursos de Uso do Bem Público serão utilizados para reduzir o impacto dos reajustes em áreas atendidas pelas superintendências de desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene).

De acordo com a agência, consumidores de 22 distribuidoras poderão receber descontos nas faturas em razão da destinação desses recursos.

As projeções constam na segunda edição de 2026 do boletim InfoTarifas, publicação trimestral da Aneel que apresenta estimativas de variação tarifária e os principais fatores que influenciam os reajustes das contas de energia elétrica.


STF forma maioria para fixar prazo de 60 dias para big techs se adequarem


 













O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria, para fixar o prazo de 60 dias para implementar as medidas determinadas pelo tribunal que aumentaram a responsabilidade das big techs pelo conteúdo que publicam.

A Corte iniciou a análise dos recursos das plataformas na quarta-feira (10). O prazo foi sugerido pelo relator de um dos recursos, o ministro Dias Toffoli. O entendimento foi seguido pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes.

Até o momento, os ministros que votaram concordaram com a concessão de prazo de 60 dias para adaptação às novas regras. As divergências concentram-se no alcance das obrigações e nos critérios para definir quais plataformas serão submetidas a elas. Ainda não há um consenso sobre elas.

Julgamento do Marco Civil

Em junho de 2025, o Plenário do STF julgou os Temas 987 e 533 da Repercussão Geral e, por maioria de votos (8 a 3), declarou a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet.

Até então, o dispositivo previa que as plataformas só poderiam ser punidas ou obrigadas a indenizar se descumprissem ordem judicial específica para a remoção de conteúdo. O Supremo alterou essa lógica ao entender que o modelo gerava “proteção insuficiente” à democracia e aos direitos fundamentais.

Os embargos foram apresentados por empresas de tecnologia e entidades da sociedade civil para questionar trechos da tese fixada pelo Supremo.

Entre os pontos contestados estavam a ausência de prazo para adaptação às novas regras, a abrangência das obrigações impostas às plataformas e a redação dos dispositivos relacionados à responsabilização civil das empresas.

CNN

Proposta de delação de Vorcaro cita suposto pagamento de R$ 155 milhões a Alcolumbre, diz revista VEJA

 


A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, voltou a repercutir após novas informações publicadas pela revista VEJA.

ALERTA NUCLEAR: Ucrânia acusa Rússia de atacar instalação ligada a Chernobyl.


 












O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de atacar neste domingo uma instalação de armazenamento de combustível nuclear usado localizada nas proximidades da usina de Chernobyl, cenário do maior desastre nuclear da história.

Segundo autoridades ucranianas, a estrutura sofreu danos após o impacto, mas não houve aumento nos níveis de radiação registrados na região.

A instalação atingida fica a cerca de 15 quilômetros da antiga usina nuclear. De acordo com a agência estatal de energia atômica da Ucrânia, não havia combustível armazenado no prédio no momento do ataque.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que foi notificada sobre o incidente e confirmou danos em um edifício destinado ao recebimento de combustível nuclear usado. A onda de choque também teria afetado construções próximas.

As autoridades locais afirmaram que um incêndio provocado pelo impacto foi controlado rapidamente e que não houve feridos.

Em publicação nas redes sociais, Zelensky afirmou que o ataque foi realizado por um drone do tipo Shahed e classificou a ação como um ataque deliberado contra uma infraestrutura considerada crítica.

“Hoje, os russos voltaram a atacar a área especial ao redor da Usina Nuclear de Chernobyl. Um Shahed atingiu um dos edifícios da Instalação Centralizada de Armazenamento de Combustível Nuclear Usado”, escreveu o presidente ucraniano.

Ele ainda chamou o episódio de “ataque extremamente vil” contra uma instalação sensível.

Apesar dos danos, o governo da Ucrânia informou que os níveis de radiação permanecem dentro da normalidade. A AIEA anunciou que enviará especialistas ao local para avaliar os impactos da ocorrência.

Até o momento, a Rússia não comentou oficialmente as acusações.

O episódio acontece pouco mais de um ano após outro incidente envolvendo um drone que atingiu a estrutura de contenção construída sobre o reator destruído no acidente nuclear de 1986. Na ocasião, Moscou também negou qualquer responsabilidade.

PENTE-FINO: CNJ identifica juízes que receberam mais de R$ 1 milhão em um único mês e mira “penduricalhos”


 













O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) identificou casos de magistrados que receberam mais de R$ 1 milhão em um único mês e fará um pente-fino nos pagamentos feitos pelo Judiciário em todo o país.

A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas para aumentar a transparência sobre os rendimentos da magistratura e revisar verbas que podem elevar os salários acima do teto do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

O presidente do STF, Edson Fachin, criou um grupo de trabalho para analisar os chamados “penduricalhos” e propor mudanças no sistema remuneratório dos magistrados.

A comissão vai examinar cada tipo de pagamento feito aos juízes, incluindo verbas remuneratórias e indenizatórias, além de avaliar o impacto desses valores sobre o teto constitucional.

Em março, o STF limitou critérios para o pagamento de verbas indenizatórias. Em maio, foi criado um contracheque nacional padronizado para detalhar os rendimentos dos juízes em todo o país.

Segundo Fachin, o objetivo é garantir mais clareza para a população sobre os valores pagos aos magistrados e construir uma solução permanente para a política salarial do Judiciário.

Formação

A comissão reunirá representantes da magistratura, do Ministério Público, das Defensorias, do Congresso Nacional e do TCU, ampliando o debate para além do próprio Judiciário.

O grupo terá até 180 dias para apresentar um relatório com propostas e possíveis mudanças no sistema de remuneração da magistratura brasileira.

PF recusa 2ª proposta de delação de Vorcaro por e-mail


 














A Polícia Federal rejeitou a nova versão da proposta de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os delegados responsáveis pelas tratativas do acordo comunicaram a decisão aos advogados do dono do Banco Master.

O dono do extinto Banco Master está preso desde 4 de março, no âmbito de uma das fases da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras.

As prisões e sucessivas fases da ação policial revelaram um dos maiores esquemas de corrupção financeira do país, envolvendo fraudes bilionárias e uma rede institucional de proteção.

Confira a cronologia do caso

Novembro de 2025: prisão no aeroporto

Daniel Vorcaro foi preso em flagrante pela Polícia Federal em 17 de novembro, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, enquanto tentava embarcar em um jatinho particular com destino a Dubai.

Na mesma época, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio por supostas fraudes na emissão de títulos de crédito.

Após 11 dias detido, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou a substituição da prisão por medidas cautelares, permitindo que ele deixasse a prisão sob monitoramento eletrônico.

Março de 2026: segunda prisão e a descoberta da Turma

Vorcaro voltou a ser preso preventivamente em 4 de março deste ano, por determinação do ministro do STF André Mendonça, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

Segundo a PF, o ex-banqueiro comandava um grupo de inteligência e coerção conhecido como “A Turma”, responsável por invasões de dispositivos eletrônicos e intimidação de desafetos e jornalistas.

Também foram presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, apontado como administrador de empresas ligadas ao grupo; e Luiz Philip Mourão, conhecido como “Sicário” e descrito como braço operacional da organização, que atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado e morreu dois dias depois

Dois dias depois da segunda prisão, Vorcaro foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

Abril e maio de 2026: avanço sobre os núcleos político e familiar

  • 16 de abril: Na quarta fase da operação, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso sob suspeita de receber imóveis de luxo como propina para viabilizar operações financeiras sem lastro envolvendo o Banco Master.
  • 7 de maio: A quinta fase teve como alvo endereços ligados ao senador Ciro Nogueira. A PF sustenta que o parlamentar teria utilizado o mandato para favorecer o ex-banqueiro em troca de vantagens indevidas.
  • 13 de maio: Áudios de Flávio Bolsonaro são divulgados revelando pedidos de apoio financeiro ao Dark Horse, filme de Jair Bolsonaro. Na semana seguinte, o senador confirmou ter se reunido com Daniel Vorcaro em dezembro de 2025.
  • 14 de maio: Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, foi preso sob suspeita de atuar no grupo de intimidação física e cibernética, repassando ordens e pagamentos à Turma.
  • 19 de maio: Na sexta fase, agentes da própria Polícia Federal e peritos foram alvo de mandados de prisão e afastamento por suposta participação no esquema de espionagem. A investigação aponta vazamento de informações sigilosas e acesso irregular a bases de dados do Ministério Público Federal e da Interpol.

20 de maio de 2026: 1ª delação rejeitada

A Polícia Federal rejeitou formalmente a primeira proposta de delação premiada de Vorcaro. Segundo investigadores, o material era superficial e omitia informações sobre aliados políticos. Após a decisão, o ex-banqueiro reformulou sua equipe jurídica.

Nos bastidores, aliados de Vorcaro avaliavam que o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, havia tensionado a relação com o ministro André Mendonça e dificultado o avanço de um acordo de colaboração.

Análise entorno de Vorcaro era de que o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, tensionou a relação com Mendonça e inviabilizou uma delação. A saída levou a uma reorganização com o advogado criminal Sérgio Leonardo assumindo à frente do caso e a equipe que tinha 14 integrantes passou para cinco.

Junho de 2026: a nova proposta

Na nova proposta, protocolada na PGR entre os dias 1º e 2 de junho, Vorcaro ampliou o conteúdo da colaboração.

Segundo a apuração, o documento passa a detalhar sua relação com integrantes dos Três Poderes e inclui informações sobre o financiamento do filme solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro e sobre pagamentos periódicos destinados a Ciro Nogueira.

 

CNN

Tribunal dos EUA autoriza Trump a manter tarifa global de 10%


 











Um tribunal de apelação dos EUA prorrogou, a suspensão de uma decisão de primeira instância contra a tarifa global de 10% imposta pelo governo Trump com base na Seção 122 da Lei de Comércio.

A decisão manteve a cobrança da tarifa global de 10% para três importadores enquanto segue em análise o recurso apresentado pelo governo. A medida prolonga uma decisão temporária que havia restabelecido a tarifa após uma vitória dos importadores em primeira instância.

Em 7 de maio, o Tribunal de Comércio Internacional dos EUA decidiu contra a aplicação das novas tarifas. No entanto, a decisão não determinou a suspensão ampla da cobrança. Os autores da ação — duas pequenas empresas e o estado de Washington, que pagou tarifas sobre compras realizadas pela Universidade de Washington — obtiveram apenas um alívio restrito.

O governo Trump recorreu da decisão e, em 12 de maio, o Tribunal de Apelações do Circuito Federal autorizou temporariamente a retomada da cobrança das tarifas para esses três importadores. Agora, a corte decidiu prorrogar essa autorização até o julgamento definitivo do recurso.

A tarifa global de 10% foi implementada em fevereiro, após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar a maior parte das tarifas impostas por Donald Trump em 2025. A medida foi adotada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

Atualmente, a tarifa está prevista para expirar em julho, salvo se houver uma extensão aprovada pelo Congresso americano. 

CNN