sexta-feira, 15 de maio de 2026

Gaeco investiga empresário do Paraná por movimentar milhões sem origem identificada


 












O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Enigma para investigar um empresário de Goioerê suspeito de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal.

Segundo o Ministério Público do Paraná, o investigado atualmente ocupa um cargo comissionado no governo estadual. A apuração é conduzida pelo núcleo do Gaeco de Umuarama, com apoio de equipes de Santa Catarina.

As investigações apontam que empresas ligadas ao empresário teriam sido usadas para movimentações financeiras suspeitas. Conforme o Gaeco, foram identificados cerca de R$ 5,7 milhões recebidos de origens não esclarecidas.

Os investigadores também localizaram aproximadamente R$ 934 mil em operações realizadas em dinheiro vivo, além de saques e movimentações por meio de cheques que somam quase R$ 12 milhões sem identificação dos beneficiários.

Outro ponto levantado pela investigação foi a evolução patrimonial considerada incompatível com a renda oficialmente declarada pelo empresário.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Goioerê e Balneário Camboriú. As diligências incluíram dois escritórios de contabilidade ligados à apuração.

Documentos, celulares e anotações foram apreendidos e serão analisados pelos investigadores.

A Justiça também autorizou o bloqueio de mais de R$ 21,5 milhões em bens e ativos financeiros. Entre as medidas estão bloqueio de contas bancárias, imóveis e apreensão de veículos de luxo ligados ao investigado.

Corpo é encontrado em estrada rural de Ivaiporã; Polícia Civil investiga caso


 















A Polícia Civil de Ivaiporã investiga a morte de um homem encontrado na tarde desta quinta-feira (14), em uma estrada rural próxima à Estrada Ouro Verde, ao lado de uma plantação de milho, no município de Ivaiporã.

De acordo com a corporação, equipes policiais foram acionadas por volta das 13h após a localização do corpo. No local, agentes da Polícia Civil, da Polícia Científica e do Corpo de Bombeiros realizaram os trabalhos de preservação da área, perícia e coleta de vestígios.

A vítima foi identificada como José Batista da Silva, de 66 anos. Conforme as primeiras informações apuradas, o homem apresentava ferimentos na face e na parte de trás da cabeça.

Segundo a Polícia Civil, diante das circunstâncias encontradas no local, o caso está sendo tratado inicialmente como morte a apurar com indícios de crime.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames periciais. A Polícia Civil instaurou inquérito e segue com as investigações para esclarecer os fatos e identificar possível autoria.

créditos. Jornal repórter do vale.

Virada no tempo: chuvas atingem todo o Paraná e temperaturas caem


 













O tempo tem uma virada a partir desta sexta-feira (15) no Paraná. Um sistema começou a atuar ainda na quinta-feira no Oeste e Sudoeste do Estado e deverá evoluir para todas as regiões.

A circulação atmosférica em médios e altos níveis, associada ao transporte de umidade, mantém o ambiente instável até a noite.

O destaque, porém, é o declínio das temperaturas máximas em todo o estado, que ficam mais baixas em comparação aos dias anteriores.

Em Curitiba, o tempo fica frio neste fim de semana, com máximas que não chegam aos 20ºC de tarde e chuva todos os dias.


PF resgata 11 estrangeiros em situação análoga à escravidão em fazenda no PR


 













Uma operação conjunta entre a Polícia Federal, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho resgatou,11estrangeiros mantidos em condições análogas à escravidão em uma fazenda de hortaliças em Céu Azul no Oeste do Paraná.

O grupo, composto por três famílias de origem argentina e paraguaia, incluía cinco crianças. Os proprietários da área foram presos em flagrante e responderão pelo crime de redução à condição análoga à de escravo.

As investigações revelaram que as vítimas eram submetidas ao sistema de servidão por dívida. Ao chegarem ao local com a promessa de emprego garantido, os trabalhadores eram informados de que já possuíam débitos referentes aos custos da viagem e do transporte. Para manter o controle sobre os estrangeiros, os patrões realizavam a compra de alimentos e remédios e os revendiam por preços superfaturados, descontando os valores de salários que nunca chegavam a ser pagos integralmente.

Os relatos colhidos pela Polícia Federal apontam para uma rotina de jornadas exaustivas, sem folgas e sob condições climáticas adversas. Uma das vítimas afirmou que era obrigada a trabalhar até as 21h apenas para garantir a alimentação básica da família, sob ameaças constantes de privação de comida caso o trabalho fosse interrompido. Além do isolamento geográfico, a liberdade dos trabalhadores era restrita por um sistema de câmeras de segurança instalado na propriedade para monitorar seus movimentos.

No local, os agentes encontraram as famílias alojadas em estruturas de madeira precárias e sem higiene. Algumas vítimas relataram que estavam proibidas de sair da fazenda há oito meses, período em que apenas as crianças deixavam a propriedade diariamente para frequentar a escola. Foi justamente por meio de denúncias da rede municipal de proteção que as autoridades tomaram conhecimento das possíveis violações de direitos humanos na área rural.

Após o resgate, as famílias receberam acolhimento e assistência das autoridades consulares de seus respectivos países. O caso segue sob investigação para identificar a extensão das irregularidades trabalhistas e garantir o pagamento das indenizações devidas às vítimas.

Estoque de leite humano no Paraná atende só 60% da demanda; saiba como doar


 














Os estoques de leite humano no Paraná estão baixos. Atualmente, a quantidade é suficiente apenas para atender a 60% da demanda pelo Estado. Com uma estrutura presente em todas as regiões do Estado, a Secretaria da Saúde (Sesa) ressalta a importância da solidariedade das mães lactantes para garantir alimento e proteção a milhares de recém-nascidos internados em unidades neonatais.

O próximo dia 19 de maio será celebrado o dia Mundial da Doação de Leite Humano. Atualmente, a Rede Estadual de Bancos de Leite Humano conta 34 unidades, destes 15 bancos e 19 postos de coleta, que são responsáveis pela coleta que atendeu quase 19 mil bebês em 2025.

De acordo com dados da Secretaria da Saúde, neste ano, entre janeiro a março, foram coletados 6.725 litros de leite humano de 4.133 doadoras, que beneficiaram 4.939 recém-nascidos. Os números representam um leve aumento em relação ao mesmo período de 2025, quando foram coletados 5.806 litros de 3.976 doadoras e 4.155 bebês receptores.

“O leite materno é a primeira vacina do bebê. É um alimento completo, capaz de fortalecer a imunidade, reduzir riscos de doenças e aumentar as chances de recuperação de crianças internadas. Nossa estrutura em todo o Estado está disponível para quem pode doar, porque isso salva vidas”, destacou o secretário de estado da Saúde, César Neves.

Mesmo com a estrutura e o aumento das doações em 2026, o número de doadoras ainda é menor do que a demanda existente nas unidades hospitalares do Paraná.

Segundo estimativa da coordenação dos bancos de leite humano do Paraná, os estoques no estado trabalham com 60% do que seria necessário todo o mês. Na cidade de Londrina (Norte), por exemplo, a coleta média é de 160 litros mensais, mas a demanda é de 250 litros. No Hospital do Trabalhador, em Curitiba, o banco de leite precisa de 40 litros mensais, mas trabalhava com 22 litros no início do mês de maio.

O leite humano doado é destinado, principalmente, aos bebês prematuros internados nas Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal (UTINs), que muitas vezes não conseguem ser amamentados diretamente pelas mães.

Um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostra que o problema é mundial e mais de 77 milhões de recém-nascidos não recebem amamentação na primeira hora de vida, deixando de receber nutrientes e anticorpos essenciais. O levantamento também estima que mais de 800 mil vidas poderiam ser salvas todos os anos se todas as crianças fossem amamentadas ainda nas primeiras horas após o nascimento.

SOLIDARIEDADE

A prática do aleitamento materno é considerada fundamental para a saúde infantil. O leite materno contém todos os nutrientes necessários para o bebê até os seis meses de vida, além de anticorpos que ajudam na prevenção de doenças e infecções.

Além da capacidade técnica instalada, o Paraná possui uma rede estruturada para facilitar o processo de doação às mães lactantes. Toda mulher saudável que esteja amamentando pode se tornar doadora, desde que não utilize medicamentos que interfiram na amamentação e não tenha doenças infectocontagiosas.

Unilever, dona da Cif e Omo, denunciou presença de bactéria em produtos Ypê à Anvisa

 


A multinacional Unilever fez denúncias à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos Ypê, em outubro do ano passado e em março deste ano. Os documentos com as denúncias foram obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo.

A Unilever é dona de marcas como Cif, Comfort e Omo, concorrentes da Ypê na linha de sabões para roupa e desinfentantes, mas não possui marcas de detergente.

Segundo os documentos, a multinacional realizou testes nos produtos da Ypê que detectaram a presença da bactéria, o que seria um “iminente risco à saúde e segurança dos consumidores”.

Em nota, a Unilever disse que realiza rotineiramente testes técnicos em seus produtos e eventualmente nas demais marcas do mercado e que isso é uma prática comum entre as indústrias do setor. “A depender dos resultados destes testes, em respeito ao consumidor, as autoridades competentes são notificadas”, complementa.

“Quaisquer investigações são conduzidas exclusivamente pela autoridade, que avalia as diligências, fiscalizações e testes que entender necessários para a tomada de decisão. A companhia reafirma seu compromisso e prioridade absoluta e inegociável com a saúde e segurança dos consumidores”, finaliza a multinacional.

A Ypê não havia se pronunciado até a publicação desta matéria.

A primeira denúncia, de outubro de 2025, foi feita através do laboratório americano Charles River. O texto dizia que a “Pseudomonas aeruginosa pode se propagar através do contato direto com a pele, lesões, mucosas ou mesmo por meio de objetos contaminados, podendo causar infecções em diversas partes do corpo, como a pele, o trato urinário, olhos e ouvido (otite), sendo que seu tratamento não é simples devido à conhecida resistência aos antibióticos”.

A Unilever acusou ainda a Ypê de saber do problema e ter iniciado um recolhimento voluntário dos produtos dos supermercados.

Já a segunda denúncia, de março, foi feita através do laboratório Eurofins e detectou 14 lotes de produtos Ypê contaminados pela bactéria. Além disso, em sete deles, havia traços de materiais genéticos de outros gêneros de bactérias.

A Química Amparo, dona da marca Ypê, enviou um posicionamento, ainda em outubro, à Senacon sobre as denúncias. A empresa disse ter recebido com surpresa e indignação e que não havia qualquer regulamentação da Anvisa sobre limites para presença daquele microrganismo em produtos saneantes.

O texto da defesa da empresa dizia que a Anvisa proíbe a presença dessa bactéria apenas em cosméticos, mas não em saneantes. Para os advogados da Química Amparo, essa diferenciação é “óbvia, uma vez que os produtos cosméticos tendem a ser aplicados diretamente na pele, onde permanecem, muitas vezes, por diversas horas em contato direto”.

Os lotes analisados pela Unilever na primeira denúncia teriam sido fabricados entre abril e setembro de 2025, e os da segunda, entre julho e novembro de 2025.

O Terra também procurou a Anvisa para saber se as denúncias da Unilever podem ter levado aos testes que culminaram na suspensão dos produtos Ypê com final lote 1, e aguarda retorno. A marca conseguiu suspender a resolução da Agência, que ainda vai julgar, nesta sexta-feira, 15, se mantém ou não a decisão.

Até o momento, a Anvisa informou que continua com a recomendação para que os consumidores não utilizem os produtos Ypê com final lote 1, tendo detectado mais de 100 lotes comprometidos e 76 irregularidades na fábrica de Amparo, em São Paulo.

Terra


SELEÇÃO BRASILEIRA: Antes da Copa do Mundo 2026, CBF renova contrato com técnico Carlo Ancelotti até 2030


 













Antes mesmo do início da Copa do Mundo de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) renovou o contrato do técnico Carlo Ancelotti por mais quatro anos. O anúncio aconteceu nesta quinta-feira e o treinador italiano ficará no comando da seleção brasileira até o Mundial de 2030.

Há um ano cheguei ao Brasil. Desde o primeiro minuto, entendi o que o futebol significa para este país. Há um ano, estamos trabalhando para levar a Seleção Brasileira de volta ao topo do mundo. Mas a CBF e eu queremos mais. Mais vitórias, mais tempo, mais trabalho. Estamos muito felizes em anunciar que continuaremos juntos por mais quatro anos. Vamos juntos até a Copa do Mundo de 2030. Quero agradecer a CBF pela confiança. Obrigado, Brasil, pela calorosa recepção e por todo o carinho — disse Ancelotti.

Ancelotti foi anunciado como técnico da seleção brasileira em maio de 2025. Em um ano de trabalho, ele dirigiu o time brasileiro em dez jogos, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. A equipe, sob seu comando, marcou 18 gols e sofreu oito.

Segundo apurou o blog do Diogo Dantas, Ancelotti terá o mesmo salário firmado em maio de 2025: 10 milhões de euros anuais (R$ 59,3 milhões). O que dá R$ 5 milhões por mês, maior da história pago a um técnico da seleção brasileira. Os auxiliares diretos Paul Clement e Francisco Mauri, o preparador físico Mino Fulco e o analista de desempenho Simone Montanaro terão uma valorização, também pedida por Ancelotti.

Depois de renovar o contrato, Ancelotti agora se concentra na convocação final para a Copa do Mundo, marcada para a próxima segunda-feira, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O Brasil está no grupo C do Mundial, junto de Marrocos, Haiti e Escócia.

O presidente da CBF, Samir Xaud, celebrou a renovação de contrato de Carlo Ancelotti e destacou o projeto esportivo da entidade para os próximos anos.

Hoje é um dia histórico para a CBF e para o futebol brasileiro. A renovação de Carlo Ancelotti representa mais um passo firme do nosso compromisso de oferecer à Seleção pentacampeã do mundo uma estrutura cada vez mais forte, moderna e competitiva. Trabalhamos diariamente para manter o Brasil no mais alto nível do futebol mundial, sem deixar de olhar com atenção para o desenvolvimento das demais seleções, das competições organizadas pela CBF e o fortalecimento de clubes e federações em todo o país — declarou Samir Xaud.

O Globo

Nova fase da Compliance Zero prende agente e mira delegada da PF

 


A sexta fase da operação Compliance Zero, deflagrada avançou sobre integrantes da Polícia Federal que teriam atuado para beneficiar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O ministro André Mendonça, responsável pela investigação no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento de uma delegada da PF, que foi alvo de busca e apreensão, e a prisão de um agente da ativa da corporação suspeitos de vazar informações ao grupo de Vorcaro.

Outros dois agentes aposentados da PF foram alvos de busca e apreensão nesta quinta-feira.

As investigações revelaram no início do ano que o grupo contratado pelo banqueiro para influenciar as apurações, realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de adversários acessava dados do MPF, da Polícia Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol.

Vorcaro teve acesso antecipado a diligências da investigação, de acordo com registros localizados pela própria PF. O empresário teria inclusive feito anotações sobre autoridades e procedimentos policiais em curso.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, apontado como o coordenador operacional do grupo denominado “A Turma”, realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.

O acesso, segundo a investigação, era feito por Mourão por meio da utilização de credenciais funcionais de outras pessoas, o que permitia obter informações protegidas por sigilo institucional.

“A partir dessa metodologia, de acordo com a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal, e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol”, escreveu o ministro André Mendonça ao autorizar a mais recente fase da operação sobre o caso.

CNN


URGENTE: Pai de Daniel Vorcaro é preso em operação contra fraudes de R$ 1 bilhão


 














Henrique Vorcaro, pai do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso em Belo Horizonte, durante uma nova fase da Operação Compliance Zero. A ação policial cumpre sete mandados de prisão e integra investigações que apuram supostas irregularidades financeiras envolvendo o grupo investigado.

A prisão de Henrique Vorcaro ocorreu em mais uma etapa da Operação Compliance Zero, que mira um esquema investigado por órgãos de controle financeiro e investigação, conforme informações de O Globo.

Segundo os investigadores, o grupo chamado de “A Turma” seria uma estrutura ligada ao ex-controlador do Banco Master, utilizada para suposta prática de intimidação e vigilância contra críticos, autoridades e jornalistas.

A investigação aponta ainda que outros nomes já haviam sido alvos de fases anteriores da operação, incluindo pessoas ligadas ao núcleo familiar e empresarial do grupo.

Henrique Vorcaro, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), teria sido citado em relatórios que indicam movimentações financeiras superiores a R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 por meio da empresa Multipar, com transações relacionadas ao entorno do Banco Master.

O Coaf aponta que essas movimentações poderiam indicar tentativa de ocultação de patrimônio, segundo relatórios encaminhados às autoridades.

Até o momento, não há informações adicionais sobre defesa ou posicionamento oficial dos investigados em relação às acusações citadas na operação.