segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Dallagnol critica ‘decisão monocrática’ que suspendeu sua campanha e avisa que vai recorrer

 


Em longa nota distribuída aos jornalistas na madrugada deste domingo, a assessoria de comunicação de Deltan Dallagnol (Novo), que teve sua campanha suspensa pelo(Tribunal Superior Eleitoral) informou que a equipe jurídica do candidato vai recorrer da decisão. A liminar foi concedida em tutela cautelar requerida pela coligação Paraná para Todos e pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB).

Segundo a nota, a cautelar tramitava sob sigilo, e o candidato não havia sido previamente intimado para se manifestar antes de a decisão ser tomada. A decisão impede Deltan de praticar atos de campanha, como pedir votos, utilizar recursos públicos, participar de debates e veicular propaganda eleitoral no rádio e na televisão, até a apreciação do caso pelo TSE. A medida, frisa a manifestação da assessoria do candidato, “ocorreu apesar de o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná já ter deferido o registro da candidatura de Deltan.”

A seguir, a nota aponta “contradições” na decisão. A primeira envolve uma decisão assinada pelo próprio ministro Floriano 22 dias antes. Em 28 de agosto, ao analisar o caso de Anthony Garotinho, o ministro enfrentou uma situação em que o TRE-RJ havia restringido o acesso do candidato a recursos públicos e ao horário eleitoral enquanto seu registro permanecia sub judice. Floriano derrubou essas restrições. Naquela decisão, o ministro reconheceu que impedir recursos e propaganda durante uma campanha produz um prejuízo que posteriormente não pode ser recuperado.

Segundo Floriano, o tempo eleitoral perdido é irreversível. A diferença de fundamentos vai além do tempo de campanha. Para preservar a campanha de Garotinho, Floriano considerou que os recursos poderiam ser examinados na prestação de contas e que o eleitor teria condições de conhecer a situação sub judice da candidatura. O ministro também reproduziu o artigo 16-A da Lei das Eleições, segundo o qual o candidato cujo registro esteja sub judice pode realizar todos os atos de campanha, inclusive utilizar rádio e televisão. E registrou de maneira expressa que “apenas a partir da decisão colegiada do Tribunal Superior Eleitoral” se pode falar em cessação da condição sub judice, com seus efeitos legais. Ao final, Floriano restabeleceu a Garotinho o acesso aos fundos públicos e ao horário eleitoral gratuito até que o caso fosse julgado pelo TSE.

A nota reforça que no caso analisado há 22 dias, o TRE-RJ havia adotado uma decisão desfavorável ao candidato, restringindo direitos de campanha e, mesmo assim, o ministro Floriano considerou que a candidatura permanecia sub judice, reconheceu o risco de dano irreversível e restabeleceu os direitos previstos no artigo 16-A. No caso de Deltan, a situação na origem era mais favorável: o TRE-PR deferiu seu registro, que está ativo. Ainda assim, antes de qualquer decisão colegiada do TSE sobre esse deferimento, o mesmo ministro adotou monocraticamente a medida oposta e suspendeu a campanha.


A divergência apontada, segue a nota, não se limita ao artigo 16-A. Em outro julgamento, relativo às eleições de 2024, o próprio ministro Floriano estabeleceu um critério sobre como a Justiça Eleitoral deve agir quando existe dúvida objetiva sobre uma causa de inelegibilidade. No caso de Jaime Barbosa da Silva: o TRE-PA havia indeferido sua candidatura por 5 votos a 1. Floriano, porém, reformou individualmente a decisão e deferiu o registro. O fundamento adotado foi o de que, persistindo dúvida razoável sobre os elementos necessários à inelegibilidade, devem prevalecer o direito fundamental à elegibilidade e o in dubio pro sufragio.

A assessoria de Deltan Dallagnol afirma que o ministro reproduziu jurisprudência, diante de potencial restrição ao direito de ser votado, de que o magistrado deve privilegiar a interpretação que “potencialize a liberdade fundamental política de ser votado, e não o inverso”. “O contraste é claro: quando um TRE havia negado o registro por 5 votos a 1, Floriano invocou a dúvida razoável para preservar a elegibilidade; quando o TRE-PR deferiu o registro de Deltan, a controvérsia reconhecida pelo colegiado regional não levou à preservação da candidatura até o julgamento do TSE, mas à suspensão imediata da campanha. Ou seja, em precedentes anteriores, dúvida razoável, preservação do direito de ser votado e irreversibilidade do tempo eleitoral foram fundamentos para manter candidaturas e campanhas; agora, foram considerados insuficientes para impedir a interrupção imediata”, diz a nota.

A equipe do candidato diz também que “a suspensão acontece em um momento concreto da disputa eleitoral. A pesquisa Neokemp divulgada em 17 de setembro, dois dias antes da decisão, mostrou Deltan na liderança para o Senado, com 48,8% na soma das duas escolhas permitidas ao eleitor. Filipe Barros aparecia em segundo, com 31,4%, diferença de 17,4 pontos percentuais. Gleisi Hoffmann aparecia em terceiro, com 28,5%.”

Carga de 15 mil maços de cigarros é apreendida no Paraná após motorista escapar a pé por lavoura


 












Uma carga de 15 mil maços de cigarros contrabandeados foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal e pela Polícia Militar na noite deste sábado (19), na PR-239, em Toledo, na região oeste do Paraná. A mercadoria ilícita, de origem estrangeira, estava no interior de um veículo com placas falsas e foi abandonada pelo motorista após uma perseguição policial.

A ocorrência teve início quando as equipes flagraram o condutor invadindo a pista contrária em uma curva da rodovia, manobra que quase resultou em colisões com outros automóveis que seguiam no sentido oposto. Diante do risco iminente, os agentes deram ordem de parada, que foi prontamente ignorada pelo suspeito. O motorista acelerou o veículo para tentar escapar da viatura, prolongando a fuga até acessar uma área de lavoura às margens da pista. Neste ponto, ele abandonou o carro e fugiu a pé em meio à vegetação, não sendo mais localizado pelas autoridades.

Durante a vistoria, os policiais constataram que o automóvel estava totalmente carregado, transportando 30 caixas do produto contrabandeado. Além da carga ilegal, a fiscalização revelou que o carro utilizava placas clonadas pertencentes a um motorista da cidade de Palhoça, localizada na Grande Florianópolis, em Santa Catarina. Após os registros no local, o veículo e toda a mercadoria apreendida foram encaminhados à delegacia da Receita Federal no município de Cascavel, também no oeste paranaense, onde serão realizados os procedimentos legais cabíveis.

Poder Judiciário registra gasto recorde de R$ 164,6 bilhões em 2025, aponta CNJ

 


O Poder Judiciário gastou R$ 164,6 bilhões em 2025, segundo o relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O valor é o maior desde o início da série histórica, em 2009. Do total, R$ 148,5 bilhões foram destinados a salários, benefícios e outras despesas relacionadas a pessoal, o equivalente a 90,2% dos gastos da Justiça.

As chamadas verbas indenizatórias somaram R$ 9,8 bilhões no ano passado. O valor inclui diárias, passagens, auxílio-moradia e outros benefícios, alguns dos quais podem elevar os pagamentos de magistrados acima do teto constitucional.

Os tribunais também gastaram R$ 4,4 bilhões com tecnologia, incluindo equipamentos, sistemas e ferramentas de inteligência artificial.

A arrecadação do Judiciário foi de R$ 68,2 bilhões em 2025, equivalente a 41% das despesas. O valor representa queda de 8,9% em relação ao ano anterior e inclui custas, taxas, emolumentos, execuções fiscais e impostos relacionados a inventários.

O custo total da Justiça correspondeu a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e a 2,7% das despesas da União, estados, Distrito Federal e municípios.

Em nota, o CNJ afirmou que os gastos com pessoal refletem a necessidade de manter a estrutura responsável pela prestação jurisdicional e ressaltou que as despesas seguem a legislação fiscal. Sobre a arrecadação, o órgão destacou que o Judiciário não funciona com objetivo de gerar receita, mas de garantir direitos.


CRISE NO STF: Congresso retoma avanço de PECs sobre mandatos e decisões monocráticas

 


A crise recente que expôs divergências públicas entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a colocar na mira do Congresso Nacional uma série de propostas que visam alterar o funcionamento da mais alta Corte do país.

Atualmente, parlamentares discutem diversas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e Projetos de Lei (PLs) que preveem desde restrições a decisões individuais de ministros até a implementação de mandatos fixos e a alteração nos critérios de escolha para os assentos no tribunal.

O Estopim da Nova Tensão

O debate no Legislativo ganhou novo fôlego após a tensa sessão do STF realizada na última terça-feira (15), que foi marcada por bate-bocas entre os magistrados durante a análise de questões ligadas ao caso Banco Master.

Durante os trabalhos, o ministro Flávio Dino classificou o episódio como “desastrosa” e apresentou um pedido de vista, interrompendo o julgamento que avaliava a possibilidade de reunir os procedimentos conduzidos pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Como o plenário não entrou no mérito dos processos, a questão permaneceu suspensa.

O episódio serviu para intensificar discussões que já tramitavam nos corredores do Congresso, levantando questionamentos cruciais sobre: os limites do poder individual exercido pelos ministros da Corte, a necessidade de novas regras para a composição do tribunal e o estabelecimento de critérios fixos para a permanência dos integrantes no cargo.

Com informações do Metrópoles


Perícia da PF encontra cerca de 5 mil arquivos de nudez e sexo explícito em celulares de Vorcaro


 














A perícia da Polícia Federal nos celulares de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, identificou cerca de 5 mil itens classificados como “Score nudez”. As informações foram divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo, e se referem ao material bruto extraído dos aparelhos.

Segundo a publicação, a classificação reúne conteúdos que vão de imagens de nudez a cenas de sexo explícito. O material faz parte de um conjunto de aproximadamente 500 GB de dados retirados dos celulares do banqueiro.

A íntegra dos dados foi disponibilizada pela PF a ministros do Supremo Tribunal Federal que solicitaram acesso ao conteúdo. Segundo o Poder360, entre os ministros que receberam cópias estão Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, André Mendonça e Luiz Fux.

Com informações de Lauro Jardim, O Globo e Poder 360

Gilmar Mendes aponta risco de ‘politização da Justiça Eleitoral’ e sugere que integrantes do TSE devam ser afastados















 O ministro do STF Gilmar Mendes que o principal risco à Justiça Eleitoral “vem de dentro” e defendeu que magistrados do Tribunal Superior Eleitoral que atuem de forma politizada avaliem se devem permanecer nos cargos. O pronunciamento do decano da Corte se dá no dia seguinte da decisão proferida na qual o ministro considerou que o reajuste do Bolsa Família feito por Lula não fere regras eleitorais.

Em publicação no X, afirmou neste sábado (19), Gilmar disse que, além de uma possível interferência estrangeira, há o risco de “politização da Justiça Eleitoral”. Segundo ele, quem tentar envolver o tribunal em “proselitismo partidário” deve avaliar se reúne condições para permanecer na função.

“Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral. Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer”, escreveu.

Gilmar também afirmou que partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar a atuação dos magistrados e pedir suspeição quando houver motivo. O ministro declarou ainda que o STF continuará como “instância de supervisão” do processo eleitoral, “intervindo sempre que necessário à preservação de seus próprios precedentes e da Constituição”.

Na sessão do STF que não concluiu sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, Gilmar protagonizou um confronto público entre Gilmar e André Mendonça, vice-presidente do TSE. Gilmar chamou Mendonça de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” após o ministro retirar o sigilo de um procedimento envolvendo conversas de Alexandre de Moraes e Paulo Gonet com Daniel Vorcaro.

Moraes viajou em jatinho ligado a Vorcaro após escritório de advocacia da esposa do ministro firmar contrato de R$ 50 milhões com empresa do banqueiro

 


O ministro do STF Alexandre de Moraes viajou em um jatinho que pertencia oficialmente a uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, apesar de o Supremo Tribunal Federal ter afirmado em nota oficial divulgada em abril deste ano que o ministro “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”. 

De acordo com a publicação de Jardim, um dos voos ocorreu em 22 de agosto de 2025 e foi registrado em vídeo. Nas imagens, Moraes e sua mulher, Viviane Barci, aparecem desembarcando de um Legacy 650, prefixo PP-NLR, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com o colunista, o jato pertencia a uma empresa de Vorcaro. Três meses antes da viagem, em 12 de maio, o escritório de Viviane havia firmado um contrato de R$ 50 milhões com uma empresa do banqueiro. Segundo investigações da Polícia Federal, parte do valor seria paga com cotas de um jato e de um helicóptero.

O jato citado nas investigações seria justamente o Legacy 650 utilizado pelo casal na viagem ao Rio. Jardim também relata que, em julho de 2025, mensagens encontradas pela PF no celular de Vorcaro mostram o então banqueiro perguntando a Marcos Matta: “Eles não estão usando?”, em referência a Moraes e Viviane.

Matta, dono da PrimeYou, empresa que geria o uso do jatinho e do helicóptero, respondeu: “Liberado desde quando você me pediu, já a usar sim. Já usaram aviões e helicópteros. O variável não cobrei ainda, devido mudança de contrato de Barci para a outra empresa deles Lux” (aqui, Motta faz referência, na verdade, à Lex, outra empresa da família Moraes).

Ao que Vorcaro pede: “Fica em contato com eles pra eles poderem usar”.

A julgar pela reação de Motta, essa preocupação do banqueiro nem era necessária: “Já tinha deixado desde o primeiro dia, vou reforçar”.

Procurado na sexta-feira sobre o uso do jato, Moraes repetiu o que dissera em abril. Ou seja, que nunca viajou em aeronaves de Vorcaro.

As informações são do jornalista e colunista de O Globo, Lauro Jardim.

Campanha de Lula pede suspensão da “TV Celular” de Flávio Bolsonaro por falta de identificação eleitoral

 


A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a suspensão da “TV Celular”, plataforma de vídeos do adversário Flávio Bolsonaro (PL). O motivo da representação é a suposta ausência de identificação exigida pela legislação eleitoral para conteúdos de campanha.

De acordo com a coligação de Lula, a ferramenta transmite uma programação ao vivo e ininterrupta com políticos e apoiadores de Flávio, permitindo que os materiais sejam baixados e compartilhados nas redes sociais. Na prática, a acusação aponta que o canal funciona como uma “biblioteca de propaganda de campanha” sem a devida transparência.

Um levantamento anexado pela coligação petista indica que apenas 15 dos 883 conteúdos disponíveis na plataforma identificam o candidato, o vice e o partido de forma correta.

Na avaliação jurídica da campanha, a falta de dados claros induz o eleitor ao erro, fazendo parecer que se trata de uma manifestação de apoio espontâneo quando, na verdade, é material oficial produzido pela campanha. Os advogados ressaltam que as regras do TSE determinam que toda propaganda eleitoral exiba a legenda partidária e o nome do vice em proporção não inferior a 30% do titular.

A representação também aponta que a plataforma está registrada em nome da empresa F.A.R.O Propaganda e Publicidade, que já recebeu R$ 13,1 milhões da campanha de Flávio Bolsonaro, figurando como a maior despesa financeira registrada até o momento

A coligação exige a suspensão integral da “TV Celular” até que todo o acervo esteja adequado às normas. Caso o tribunal não atenda o pedido de paralisação total, os advogados requerem o bloqueio do recurso de download dos vídeos e a aplicação de multas.

Com informações do G1


domingo, 20 de setembro de 2026

Colisão na PR-317 termina com três mortes após um dos automóveis pegar fogo no PR

 


Três pessoas morreram em um grave acidente envolvendo dois carros na manhã deste domingo (20), na rodovia PR-317, no trecho entre os municípios de Santo Inácio e Nossa Senhora das Graças, na região de Maringa. Com a violência do impacto da colisão, um dos automóveis pegou fogo, não dando chance de sobrevivência aos ocupantes.

De acordo com as informações apuradas pelas equipes de resgate, duas das vítimas fatais viajavam no veículo que foi rapidamente consumido pelas chamas. A terceira pessoa que perdeu a vida ocupava o outro carro envolvido na batida. Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e agentes da Defesa Civil da região foram acionados para prestar socorro emergencial, mas, ao chegarem ao trecho, apenas constataram os óbitos, uma vez que as vítimas não resistiram à gravidade dos ferimentos.

Até o momento, as identidades das três pessoas mortas não foram divulgadas oficialmente. O local foi isolado para o trabalho das equipes de segurança, e não há detalhes confirmados sobre as circunstâncias que levaram à batida frontal. 

A dinâmica exata da tragédia deverá ser apurada pelas autoridades de trânsito e pela Polícia Científica nos próximos dias.