quinta-feira, 23 de julho de 2026

Carro da saúde de Lunardelli cai em barranco na BR-376 e motorista fica em estado grave

 


O motorista de um veículo da Prefeitura de Lunardelli (PR) ficou gravemente ferido após uma saída de pista registrada na tarde desta quarta-feira (22), na rodovia BR-376, em Tibagi (PR). O automóvel transportava pacientes do município.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 16h55, no quilômetro 431 da rodovia, e envolveu um Volkswagen Gol pertencente à frota municipal. O veículo caiu em uma ribanceira às margens da rodovia após sair da pista.

O condutor sofreu ferimentos graves e foi socorrido para um hospital em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Os passageiros que estavam no veículo tiveram apenas ferimentos leves e não precisaram ser hospitalizados.

As circunstâncias que provocaram a saída de pista não foram informadas pela PRF e serão apuradas.

Interpol descobre delegacia falsa da Polícia Federal brasileira na África


 






Uma operação global antifraude envolvendo 97 países descobriu uma delegacia falsa simulando a Polícia Federal brasileira em Essuatíni, na África. O país faz fronteira com a África do Sul e Moçambique.

No local, a ação coordenada pela Interpol prendeu 82 pessoas que fingiam ser policiais federais e desmantelou uma rede que operava jogos de azar online ilegais, lavagem de dinheiro e golpes sofisticados de falsa identidade.

Os policiais – verdadeiros – apreenderam 240 dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, além de moeda estrangeira e réplicas de uniformes da Polícia Federal do Brasil.

Segundo informações da Interpol, os golpistas fingiam ser integrantes da PF em videochamadas, convenciam as vítimas de que elas haviam sofrido um crime, levando-as a transferir fundos para “guarda segura” — valores que acabavam sendo roubados.

Com o alto volume de apreensões, uma equipe de apoio operacional da Interpol foi enviada ao país africano, a pedido das autoridades do país, para realizar a perícia forense dos dispositivos apreendidos.

Essa descoberta fez parte da operação First Light 2026, que focou no combate a golpes de engenharia social e atividades de lavagem de dinheiro associadas. Ao todo, 5.811 pessoas foram presas e houve interceptação de US$ 293 milhões em ativos ilícitos (cerca de R$ 1,5 bilhão).

Engenharia social é um termo que se refere a técnicas que exploram a confiança de uma pessoa para obter dinheiro ou informações confidenciais.

“Os golpes de engenharia social continuam a representar uma ameaça significativa para a nossa sociedade. A Interpol se dedica a apoiar os países-membros na construção de uma estratégia abrangente e coordenada para enfrentar crimes financeiros facilitados pela tecnologia, redes criminosas organizadas e a lavagem de dinheiro que as sustenta”, destaca Tomonobu Kaya, diretor do Centro de Combate a Crimes Financeiros e Corrupção.

CNN Brasil



Geral TÁCIO LORRAN: Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro


 













O escritório de advocacia do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.

As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse. O que se sabia é que o presidenciável conseguiu dinheiro com o dono do Master para financiar o filme do pai.

As duas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria.

Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório de Flávio faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa. Nesse caso, não há registro de cancelamento.

As duas firmas guardam um forte elo entre si: o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece na Receita Federal como o único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual diz ser dono. Também consta como o único sócio da Contábil Correa. Rogério ainda figura como membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa da teia de Vorcaro.

As duas notas emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro e depois canceladas indicavam a prestação de serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, uma empresa que não tem sede própria nem site. Na Receita Federal, está registrada no endereço da Contábil Correa, um prédio comercial em São Caetano do Sul.

Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela Polícia Federal por supostamente operar um esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre 2013 e 2015. A fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões.

Empresa está entre as que mais receberam do Master

Criada em novembro de 2024 e com capital de apenas R$ 40, a Copenhagen se tornou uma das 10 empresas que mais receberam dinheiro do Master.

Daniel Vorcaro depositou R$ 58 milhões na Copenhagen. Os primeiros aportes, no total de R$ 11,2 milhões, ocorreram logo após a abertura da empresa.

No papel, a Copenhagen pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro.

O que diz Flávio Bolsonaro

A assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:

“Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue:

Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo.

Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa.

Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.

Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores.”

“A empresa é minha”

Ao Metrópoles, Rogério Lourenço Novo admite que é o dono da Copenhagen desde setembro de 2025. Ele afirma ter contratado o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços “aos clientes do seu escritório de contabilidade”, no que chamou de “quarteirização”.

Perguntado para quais dos seus clientes Flávio Bolsonaro prestou serviço, Rogério Lourenço Novo diz que tem mais de 200 e não se lembra nem para quem nem o que foi feito. O contador pediu um tempo para buscar as informações, mas não retornou a ligação.

A Trustee DTVM sustenta que não tinha ingerência sobre as relações comerciais da Copenhagen nem sobre a definição de qualquer pagamento ou negociação entre a companhia e o Banco Master para ocultar patrimônio de quem quer que seja.

Por Tácio Lorran, Metrópoles

Trump ameaça destruir uma ponte ou usina para cada navio atacado em Ormuz


 













O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA irão “bombardear e destruir UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA” sempre que o Irã atacar um navio que esteja transitando pelo Estreito de Ormuz.

“Daqui para a frente, sempre que a República Islâmica do Irã disparar contra um navio no Estreito de Ormuz — seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma —, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA, incluindo aquelas localizadas próximas à capital, Teerã, ou dentro dela”, escreveu Trump na Truth Social.

Trump já havia ameaçado atacar a infraestrutura civil iraniana — o que poderia ser considerado crime de guerra —, inclusive em uma entrevista à Fox News na semana passada, quando disse que os EUA “destruiriam todas as pontes (do Irã), a menos que eles venham à mesa de negociações”.

CNN

AGU e Comissão de Ética Pública endurecem regras sobre viagens oficiais em aeronaves da FAB durante campanhas eleitorais

 


A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência reforçaram as regras que proíbem autoridades, políticos e servidores de utilizarem viagens oficiais, custeadas com recursos públicos ou em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), para participar de comícios e outros eventos de campanha.

A atualização da Resolução nº 7/2002 da CEP manteve a vedação à participação em atos político-eleitorais durante viagens de trabalho e retirou um trecho que previa apenas o registro dessas atividades na agenda oficial, eliminando uma interpretação que poderia abrir margem para justificativas.

Cartilha “Condutas Vedadas”

A cartilha “Condutas Vedadas”, publicada pela AGU em abril, também orienta que autoridades não misturem compromissos oficiais com atividades eleitorais. O documento afirma que quem desejar atuar em campanhas deverá se licenciar do cargo, sem remuneração.

As normas também mantêm a proibição de servidores coordenarem financeiramente campanhas eleitorais enquanto ocuparem cargos públicos.

Além disso, a Comissão de Ética preservou a exigência de divulgação das agendas oficiais, que devem informar data, horário, local, assunto, participantes e demais dados previstos pelo sistema de transparência da Controladoria-Geral da União (CGU).


EUA anunciarão novas tarifas para 60 países, incluindo o Brasil, ‘nos próximos dias’, diz representante do Comércio do país


 














Os Estados Unidos devem anunciar nos próximos dias novas tarifas comerciais para cerca de 60 países, incluindo o Brasil, informou o representante comercial americano, Jamieson Greer.

As medidas serão baseadas em investigações do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), iniciadas em março para apurar práticas comerciais, especialmente relacionadas ao uso de trabalho forçado. Segundo Greer, os resultados devem ser divulgados ainda nesta semana.

A proposta prevê tarifas de 12,5% para cerca de 45 países que, segundo Washington, não proíbem a importação de produtos feitos com trabalho forçado. Já países que possuem restrições, mas são considerados pouco rigorosos na fiscalização, poderão receber tarifa de 10%.

Na semana passada, os EUA já anunciaram uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros, alegando barreiras comerciais impostas pelo Brasil. Também foi anunciada uma sobretaxa adicional de 50% sobre produtos do Canadá, com início previsto para daqui a um mês.

Gonet mira senador que pediu indiciamento de Gilmar Mendes e envia caso à Justiça Eleitoral


 













A PGR concluiu que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) ultrapassou as atribuições da CPI do Crime Organizado ao propor o indiciamento do ministro do STF, Gilmar Mendes, por crime de responsabilidade. A decisão é assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo a PGR, a atuação do senador pode caracterizar desvio de finalidade, abuso de poder político e eventual infração eleitoral. Por isso, Gonet determinou o envio do caso à Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe, que avaliará as medidas cabíveis.

Entre estas, está uma eventual ação eleitoral, que poderá resultar em inelegibilidade caso a Justiça Eleitoral reconheça a existência de irregularidades.

O procedimento teve início após uma representação apresentada por Gilmar Mendes. O ministro alegou que Vieira usou a CPI para apresentar um pedido de indiciamento que, segundo ele, não teria respaldo jurídico e estaria fora do objeto da comissão, criada para investigar organizações criminosas, facções e milícias.

Na decisão, Gonet afirma que o relatório do senador “destoou sobremaneira do escopo investigativo” da CPI. O procurador destaca que a proposta de indiciamento de Mendes não foi aprovada pelos integrantes da comissão e afirma que o parlamentar direcionou parte dos trabalhos para discutir um suposto crime de responsabilidade atribuído a um ministro do STF.

Para a PGR, Alessandro Vieira utilizou a estrutura da CPI para questionar decisões judiciais de Gilmar Mendes, o que, segundo o órgão, representaria interferência em atribuições do Judiciário e violação ao princípio da separação dos Poderes.

Gonet sustenta ainda que CPIs não podem revisar atos jurisdicionais nem transformar decisões judiciais em instrumento de responsabilização política.

“Ajuda” do Governo Lula contra tarifaço pode virar mais dívida para empresas, aponta colunista


 













O pacote do governo Lula para reduzir os impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode ficar restrito a linhas de financiamento e acabar elevando o endividamento de empresas afetadas, segundo análise do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Batizado de Brasil Soberano, o plano ainda está em elaboração pelo Ministério da Fazenda e deve ser apresentado como resposta aos efeitos das tarifas sobre as exportações brasileiras.

Segundo o colunista, a expectativa do setor produtivo era por medidas mais amplas, como desonerações e mecanismos capazes de reduzir a pressão financeira sobre as empresas.

A análise também cita a atuação da ApexBrasil na busca por novos mercados. Segundo Cláudio Humberto, o órgão teria reservado R$ 130 milhões para ações de diversificação das exportações.

Na avaliação do colunista, o valor seria insuficiente diante do impacto estimado das tarifas, que poderiam atingir cerca de US$ 7,2 bilhões em produtos exportados. Os detalhes do pacote e das medidas envolvendo a ApexBrasil e o BNDES devem ser divulgados em agosto.

Moraes arquiva investigação contra Jair Bolsonaro no caso da “Abin Paralela”


 











O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou a investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito da chamada “Abin Paralela”.

A decisão segue parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) acatado por Moraes, ficou entendido que os fatos envolvendo Bolsonaro já foram analisados no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Pelo mesmo motivo, Moraes também arquivou a investigação contra o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem.

O ministro ainda determinou o envio das investigações remanescentes, incluindo a que envolve o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Na decisão, Moraes afirmou que a estrutura investigada atuava como uma “célula clandestina” para monitorar ilegalmente autoridades e jornalistas.