segunda-feira, 13 de abril de 2026

Semana abre com temperaturas altas e alerta de chuvas no Brasil


 












A previsão do tempo para esta segunda-feira (13) é marcada pela instabilidade, com altas temperaturas no centro-sul, com exceção de parte do Sudeste e Nordeste, mas também chuvas intensas em várias regiões do Brasil após a passagem de uma frente fria nos últimos dias.

Segundo estimativa da MetSul Meteorologia, na região Sul, a semana deve ser marcada por temperaturas máximas de 27ºC a 30ºC na maior parte das cidades, podendo ultrapassar os 30ºC. No entanto, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) traz a lertas de chuvas, com risco de tempestade em grande parte do Norte, Nordeste, partes do Centro-Oeste e Sul, onde há possibilidade de queda de granizo.

Para este início de semana, o Inmet emitiu alertas de pancadas de chuvas intensas de até 100 mm/dia. Em parte do Norte e litoral nordestino, há possibilidade de ventos intensos entre 60 e 100 km/h. Enquanto no sul da Bahia há alerta de acumulados severos, com prazo até a manhã desta segunda-feira (13).

O órgão não prevê chuvas em grande parte do Sudeste, que deve apresentar sol com algumas nuvens e temperaturas amenas a quentes. No entanto, há risco de pancadas isoladas em parte de Minas Gerais e São Paulo.

Já no Centro-Oeste, a segunda é de muitas nuvens e pancadas isoladas. Na capital federal, a temperatura mínima pode bater os 18 ºC, com máxima de 34 ºC em Curitiba.

Em várias r egiões de Pernambuco, conforme a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a chuva deve continuar em várias regiões do estado. As pancadas, segundo a agência, são causadas pela Zona de convergência intertropical e o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), que é um sistema meteorológico de baixa pressão na alta atmosfera.

Caminhoneiro embriagado é preso após bater em carro estacionado em São Pedro do Ivaí


 












Um motorista de caminhão foi preso por embriaguez ao volante, após colidir contra um carro que estava estacionado no centro de São Pedro do Ivaí, na região norte do Paraná. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência por volta das 20h50, depois de receber denúncias de que o causador do acidente estaria dirigindo sob efeito de álcool.

De acordo com o boletim policial, o proprietário do veículo de passeio, um modelo VW Gol, relatou que havia deixado o carro parado na Avenida Prefeito José Bernardes. O acidente aconteceu quando o condutor do caminhão, um modelo Ford Cargo, tentou realizar uma conversão à direita para acessar a Rua Isaías Alves de Oliveira e acabou atingindo o automóvel. A batida causou danos materiais no para-lama, no farol, no retrovisor e na porta do lado esquerdo do Gol.

Ao chegarem ao local, os policiais constataram que o caminhoneiro apresentava sinais visíveis de embriaguez. Segundo a equipe, o homem estava desorientado, com hálito etílico e fala arrastada e desconexa. Diante da suspeita, ele foi convidado a realizar o teste do bafômetro, que registrou a marca de 0,85 miligramas de álcool por litro de ar alveolar, índice muito acima do limite tolerado e que configura crime de trânsito. 

O motorista recebeu voz de prisão no local e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Jandaia do Sul para a realização dos procedimentos legais cabíveis

Negociações entre EUA e Irã avançam para 3ª fase com cenário indefinido; Estreito de Ormuz ainda é impasse














 A segunda rodada de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã terminou em Islamabad, com expectativa de continuidade no domingo (12). O processo é mediado pelo Paquistão.

Apesar de relatos positivos sobre o andamento das conversas, o principal impasse segue sendo o controle do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás. O tema é descrito como ponto de “séria discórdia” entre as partes.

As negociações já ultrapassaram cinco horas e entraram na fase técnica, com comitês especializados discutindo questões econômicas, militares, jurídicas e nucleares. Há divergências sobre exigências dos EUA e a insistência iraniana em manter ganhos militares.

Os encontros incluem conversas diretas e indiretas e marcam o diálogo mais avançado entre os países desde a Revolução Islâmica de 1979, além de serem as primeiras negociações presenciais desde o acordo nuclear de 2015.

As delegações são lideradas pelo vice-presidente americano JD Vance e pelo chanceler iraniano Abbas Araghchi, com participação de autoridades de alto escalão dos dois países.

As tratativas ocorrem após um cessar-fogo de duas semanas iniciado na terça-feira (7). O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, classificou o momento como decisivo e uma oportunidade de “tudo ou nada” para avançar rumo a uma solução do conflito.

Após 16 anos no poder, Viktor Orbán reconhece derrota para a oposição de centro-direita na Hungria


 












O líder nacionalista veterano da Hungria, Viktor Orbán, admitiu a derrota após uma vitória eleitoral esmagadora do partido de oposição Tisza.

Resultados baseados em 46% dos votos apurados mostraram o partido Tisza, de centro-direita e pró-União Europeia, liderado por Peter Magyar, conquistando 135 assentos — ou uma crucial maioria de dois terços — no parlamento de 199 membros, à frente do partido Fidesz, de Orbán.

“Os resultados eleitorais ainda não são finais, mas a situação é compreensível e clara”, disse Orbán na sede de campanha do Fidesz. “O resultado da eleição é doloroso para nós, mas claro.”

A derrota de Orbán também poderá significar a eventual liberação de fundos da UE para a Hungria, que o bloco havia suspendido devido ao que Bruxelas chamou de erosão dos padrões democráticos por parte de Orbán. Além disso, deve privar o presidente russo, Vladimir Putin, de seu principal aliado na UE, assim como impactar outros círculos de direita ocidentais, incluindo a Casa Branca.

Quem é Peter Magyar

Magyar, cujo sobrenome significa literalmente “húngaro”, ganhou notoriedade há dois anos, depois que sua ex-esposa, Judit Varga, ex-ministra da Justiça de Orbán, renunciou a todos os cargos políticos após um indulto em um caso de abuso sexual que causou indignação pública.

Magyar rapidamente se distanciou do partido governista e o acusou de corrupção e de disseminar propaganda, dizendo que estava desiludido com o Fidesz.

Nascido em 1981 em uma família de advogados, Magyar também estudou direito. Casou-se com Varga em 2006 e, quando a carreira dela a levou para Bruxelas, Magyar ingressou no corpo diplomático da Hungria e trabalhou com legislação da UE. Após retornar à Hungria, trabalhou em um banco estatal e depois chefiou uma agência de empréstimos estudantis.

Magyar e Varga, que se divorciaram em 2023, têm três filhos. Magyar se descreve como religioso e diz que gosta de cozinhar e jogar futebol com seus amigos e filhos.

Com informações de Valor e g1

Moraes, Dino, Gilmar e Zanin formam aliança contra condução de Fachin no STF


 











Ministros do Supremo Tribunal Federal — Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin — passaram a atuar de forma alinhada diante da condução do presidente da Corte, Edson Fachin, em meio à crise envolvendo o Banco Master.

O grupo cobra uma defesa pública mais enfática dos ministros e busca influenciar pautas de maior impacto, além de se contrapor a iniciativas de Fachin, como a criação de um código de conduta.

As críticas internas variam: Moraes aponta falta de apoio, Gilmar avalia que declarações de Fachin ampliam a exposição do tribunal, e Dino defende foco em problemas estruturais do Judiciário. Zanin, embora mais discreto, também demonstra insatisfação com a condução do tema.

A crise reconfigurou os blocos dentro do STF. De um lado, o grupo dos quatro; de outro, Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Kassio Nunes Marques atua como intermediário, enquanto Dias Toffoli aparece isolado.

O pano de fundo é o avanço das investigações envolvendo o Banco Master e a possibilidade de delações que atinjam ministros. Parte da Corte avalia que a postura de Fachin tem gerado desgaste e falta de unidade interna.

Fachin, por sua vez, afirma que mantém a defesa institucional do tribunal e diálogo com os colegas, além de reforçar a necessidade de regras éticas e transparência para preservar a credibilidade do Judiciário.

Master repassa R$ 1,4 milhão a empresa de investigado conhecido como “Rei do Lixo”

 


O Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, realizou um pagamento de R$ 1,4 milhão à empresa MM Limpeza Urbana, associada a Marcos de Moura, segundo dados de relatório da Receita Federal encaminhado à CPI do Crime Organizado. O valor aparece como “rendimentos de capital” na declaração do Imposto de Renda da instituição referente a 2024.

Apontado pela Polícia Federal como figura central em um esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos superfaturados, Moura ficou conhecido como “Rei do Lixo” na Bahia. As investigações indicam atuação em fraudes envolvendo emendas parlamentares e obras em municípios baianos.

Além do empresário, o relatório também menciona repasses feitos a figuras políticas ligadas ao União Brasil. O ex-prefeito ACM Neto teria recebido R$ 5,4 milhões por meio de consultoria, enquanto o presidente da sigla, Antônio Rueda, aparece com R$ 6,4 milhões em transferências. Ambos negam qualquer irregularidade.

As apurações fazem parte da Operação Overclean, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União, que investiga um suposto esquema bilionário de desvio de recursos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal por envolver autoridades com foro privilegiado.

Até o momento, a defesa de Marcos de Moura não se manifestou sobre os pagamentos identificados.

Com informações da CNN


“Elon Musk brasileiro” é suspeito de comandar esquema de pirâmide com carros elétricos


 












O empresário Flávio Figueiredo Assis, conhecido como “Elon Musk brasileiro”, virou alvo de investigação após o Ministério da Fazenda identificar indícios de esquema de pirâmide financeira envolvendo a venda antecipada de veículos elétricos pela Lecar.

A informação é do colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles. Segundo nota técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas, o modelo de negócio apresenta sinais de fraude, com promessas consideradas incompatíveis com práticas de mercado. A empresa comercializa planos de “compra programada”, nos quais clientes pagam parcelas por anos com a expectativa de receber o carro antes da quitação total — mesmo sem fábrica em operação.

O documento aponta que a Lecar não tem autorização para operar esse tipo de modalidade e lista indícios típicos de pirâmide: cobrança para atuação como revendedor, promessa de entrega futura sem produto validado, uso de gatilhos de urgência e dependência da entrada de novos clientes para manter o fluxo financeiro.

A análise foi motivada por um pedido do Ministério Público Federal, que abriu investigação para apurar possíveis crimes, incluindo publicidade enganosa e estrutura financeira irregular. O relatório ainda indica violação de normas do Código de Defesa do Consumidor.

Em resposta, Flávio Assis negou irregularidades e afirmou que o projeto está em desenvolvimento. O empresário admite que ainda não há fábrica nem veículos homologados, mas sustenta que tudo é comunicado com transparência e que o crescimento depende da adesão de novos clientes ao projeto.

Pressionado no STF, Vorcaro acelera delação e mobiliza força-tarefa para fechar acordo

 


A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro intensificou os trabalhos e montou uma força-tarefa para apresentar, nos próximos dias, a proposta de delação premiada. A corrida contra o tempo ocorre em meio ao avanço de uma ação no Supremo Tribunal Federal que pode impor novas restrições a esse tipo de acordo.

O alerta foi aceso após o ministro Alexandre de Moraes liberar para julgamento uma ação que discute limites das delações. Entre os pontos sensíveis está a possibilidade de impedir medidas como buscas e apreensões baseadas apenas em declarações de delatores, o que pode enfraquecer a estratégia da defesa.

Outro fator de preocupação envolve as chamadas delações cruzadas, como a que estaria sendo articulada entre Vorcaro e o empresário Fabiano Zettel. A proposta em análise no STF prevê que esse tipo de colaboração não tenha valor isolado, exigindo provas adicionais para validação.

Vorcaro já está na segunda etapa do processo, após assinar termo de confidencialidade com investigadores. O acordo, conduzido de forma conjunta pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, ainda depende da apresentação de anexos com provas robustas para avançar.

Apesar da pressa da defesa, investigadores avaliam que a negociação não será rápida. Eles exigem novos elementos, além do material já coletado — incluindo dados de celulares apreendidos —, e indicam que o empresário precisará apontar possíveis superiores no esquema para que a delação tenha peso na Justiça


TCU abre investigação sobre emenda de R$ 4 milhões de Janones para cidade governada por ex

 


Tribunal de Contas da União abriu auditoria para apurar o repasse de R$ 4 milhões em emendas parlamentares enviadas pelo deputado André Janones ao município de Ituiutaba, administrado pela prefeita Leandra Guedes, ex-companheira do parlamentar.

A informação é do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles. A investigação mira a aplicação dos recursos, especialmente em contratos de locação de ônibus para transporte público, pagos com verbas transferidas em 2023. O tribunal determinou prazo de 12 dias para que a prefeitura comprove a regularidade dos gastos.

Os valores foram enviados por meio da chamada “emenda Pix”, modalidade que permite transferências diretas da União para estados e municípios, com menos exigências formais em comparação aos convênios tradicionais. O TCU solicitou uma série de documentos, como estudos técnicos, notas fiscais, contratos, comprovantes de pagamento e relatórios de execução dos serviços.

Em meio à apuração, Janones afirmou que suspeitou de irregularidades na gestão municipal e declarou que a cidade foi “tomada por uma quadrilha”, alegando desvio de recursos públicos. Segundo o deputado, ele já havia encaminhado informações e áudios à Polícia Federal e ao próprio tribunal.

O caso também ocorre em paralelo a disputas pessoais entre os dois. Em 2025, Leandra Guedes acionou a Justiça contra o parlamentar, acusando-o de ameaças envolvendo conteúdos íntimos, o que ampliou a tensão política e judicial em torno do episódio.