domingo, 18 de janeiro de 2026

Frente fria põe fim ao calorão e derruba temperaturas no Paraná nesta semana

 


Para quem estava com saudade do frio, a espera chegou ao fim: o Paraná começa a sentir nesta semana uma virada no tempo após dias de calor acima do normal para janeiro. A mudança ocorre com a chegada de uma frente fria associada a uma massa de ar seco de origem polar, que avança pelo Sul do Brasil a partir de domingo (18), segundo Sistema de Meteorologia do Paraná (Simepar).

Neste domingo, Curitiba ainda registra tempo abafado, com máxima de 26°C e mínima de 18°C. A partir de segunda-feira (19), o ar frio começa a ganhar força, com aumento de nebulosidade, ventos e queda gradual das temperaturas em todo o estado. É na terça-feira (20) que o friozinho chega.

Em Curitiba, os termômetros devem marcar apenas 20°C de máxima e 13°C de mínima. Situação semelhante ocorre nos Campos Gerais, onde Ponta Grossa terá entre 14°C e 23°C, e Jaguariaíva varia de 14°C a 21°C.

No Centro-Sul, Guarapuava terá uma terça-feira com temperaturas entre 12°C e 24°C, enquanto União da Vitória deve registrar mínima de 12°C e máxima de 24°C. No Sudoeste, Pato Branco e Laranjeiras do Sul ficam com máximas próximas de 26°C, mas com manhãs mais frias, na casa dos 14°C.

No Norte e Noroeste do Paraná, o calor perde força, mas ainda aparecem máximas um pouco mais elevadas. Maringá e Paranavaí chegam a 30°C, Londrina a 27°C e Umuarama a 30°C, todas com madrugadas mais amenas entre 16°C e 21°C.

O litoral também sente a mudança: Paranaguá terá variação entre 18°C e 24°C, com maior presença de nuvens e sensação de frio associada ao vento marítimo.

A massa de ar frio deve manter as temperaturas mais baixas no Paraná pelo menos até quinta-feira. Segundo a previsão, o calorzinho deve começar a voltar a partir de sexta-feira.

Nuvem funil é registrada na região já é a terceira em menos de 1 mês no PR

 


Uma nuvem funil foi registrada na área rural de Arapongas, no norte do Paraná. Este é o terceiro registro do fenômeno no estado em menos de um mês – outros foram observados em Ponta Grossa (Campos Gerais) e em Paulo Frontin (sul do estado).

O empresário Fernando Gama registrou a nuvem enquanto viajava com a família de Apucarana para Londrina. "Essa nuvem chegou até Londrina", afirmou.

Segundo o meteorologista Samuel Braun, do Simepar, a formação recebe esse nome por sua aparência afunilada, que se estende da base de uma nuvem pesada (como Cumulonimbus ou Cumulus) e consiste em uma coluna de ar giratória. Trata-se do estágio inicial de um tornado, que só se caracteriza como tal se tocar o solo e pro“Elas tendem a ocorrer quando a atmosfera se encontra muito instável, e são formações mais comuns em células de tempestade. Contudo, ocorrem com certa frequência no estado, principalmente nesta época de primavera e verão”, explicou Braun.

A Defesa Civil de Arapongas informou que não houve registro de danos causados pelo fenômeno.vocar ventos destrutivos.

Ganhando o Mundo: 25 estudantes do Paraná embarcam para intercâmbio no Reino Unido

 


Um grupo de 25 estudantes da rede pública do Paraná embarcou, na manhã deste sábado (17), rumo ao Reino Unido para cursar um semestre letivo de ensino médio. A partida ocorreu no Aeroporto Internacional Afonso Pena, na Grande Curitiba, e marca a primeira etapa de viagens para o país europeu dentro da edição 2026 do programa Ganhando o Mundo.

Esta é a maior edição do programa de intercâmbio financiado pelo Governo do Estado. Ao todo, cerca de 2 mil estudantes serão enviados ao exterior ao longo deste ano para cinco destinos: Irlanda, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Canadá. Especificamente para o Reino Unido, outros 175 alunos têm embarque programado para o segundo semestre.

De acordo com Marlon de Campos Mateus, coordenador do programa na Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), os alunos recebem acompanhamento integral, desde a fase preparatória até o retorno ao Brasil. "É uma vivência que vai muito além da sala de aula, com impactos diretos na formação acadêmica, cultural e linguística", avalia.

Os estudantes selecionados representam diversas regiões do estado e passaram por um processo de preparação que incluiu aulas de idioma e suporte psicológico. Isaac Rafael, 16 anos, aluno do 2º Colégio da Polícia Militar em Londrina, viverá em Dover, uma cidade portuária histórica. "As aulas de inglês e as reuniões ajudaram muito, principalmente no lado emocional", relata o jovem.

Médico mata dois colegas a tiros após briga em restaurante de luxo.

 


Dois médicos foram assassinados a tiros em frente a um restaurante na Avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, em Barueri, em São Paulo. O autor do crime é colega de profissão das vítimas e foi preso em flagrante por homicídio.

As vítimas fatais são Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos. Segundo informações da polícia, o crime foi motivado por um desentendimento ocorrido momentos antes dentro do estabelecimento.

De acordo com relatos preliminares e o boletim de ocorrência, o suspeito se envolveu em uma confusão com Luís e Vinicius na área do banheiro do restaurante, onde teriam ocorrido agressões físicas. Após a briga, o autor dirigiu-se a uma bolsa, pegou uma arma de fogo e retornou atirando contra os dois colegas na saída do local.

Luís Roberto foi alvejado por oito disparos, que atingiram axila, braço, cintura, costas e abdômen. Vinicius foi ferido por dois tiros, no abdômen e nas costas. Ambos chegaram a ser socorridos pelo resgate municipal e encaminhados a unidades de saúde, mas não resistiram à gravidade dos ferimentos.

O restaurante El Uruguayo divulgou nota oficial lamentando profundamente o episódio. O estabelecimento esclareceu que a ação foi "desproporcional e inesperada" e ocorreu na presença de uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM), que já estava no local atendendo ao chamado da confusão inicial. O atirador foi detido imediatamente.

A empresa afirmou manter uma política de tolerância zero à violência, solidarizou-se com os familiares das vítimas e informou que está colaborando integralmente com as investigações policiais.

As informações são do Metrópoles.

Correios querem mais um empréstimo de R$ 8 bilhões até junho para evitar nova crise em ano eleitoral

 


Os Correios já articulam a captação de R$ 8 bilhões extras até junho para sustentar seu plano de reestruturação e evitar uma nova crise financeira em pleno ano eleitoral. O valor pode vir por meio de novo empréstimo ou aporte da União.

Os R$ 12 bilhões obtidos em 2025 com cinco bancos só serão suficientes sustentar a empresa apenas até meados deste ano.

Mesmo com medidas como o PDV, a avaliação interna é que será necessário reforçar o caixa para evitar problemas durante a campanha eleitoral.

O plano total de reestruturação prevê R$ 20 bilhões, usados para quitar dívidas, financiar ajustes e manter as operações. Do empréstimo atual, R$ 10 bilhões já entraram no caixa, e R$ 2 bilhões serão liberados até o fim de janeiro.

O contrato com os bancos prevê ainda um aporte de R$ 6 bilhões da União até 2027, confirmado pelo Tesouro Nacional. Esse repasse não depende de novos empréstimos e pode ocorrer de forma parcelada.

Agora, os Correios tentam antecipar parte desse valor para 2026, a fim de evitar uma crise semelhante à de 2025, quando houve risco até de atraso no 13º salário.

Bancos demonstram pouco apetite para uma nova operação de crédito, e especialistas alertam que mais endividamento pode comprometer ainda mais a recuperação da estatal.

Dívida atual começará a ser paga em 2029

Com parcelas acima de R$ 1 bilhão por ano, a dívida atual da empresa só começa a ser paga em 2029.

O governo também estuda outras formas de socorrer a empresa, como criar uma compensação financeira pelo serviço postal universal, hoje um dos principais custos da estatal.

Os Correios afirmam que a primeira etapa do plano de reestruturação está em andamento e que novas captações só serão feitas se estiverem alinhadas à estratégia da empresa.


Geral Rolex em uso derruba ação da Receita Federal e Justiça anula cobrança de R$ 45,7 mil em tributos

 


Um passageiro que retornava dos Estados Unidos pelo aeroporto de Fortaleza teve um Rolex Datejust de aproximadamente US$ 12 mil retido pela Receita Federal, que aplicou cerca de R$ 45,7 mil em tributos sob alegação de excesso de bagagem. A autuação se baseou no fato de que, além do relógio de pulso, o viajante trazia um Apple Watch na bagagem, o que levou o fiscal a considerar que havia dois “relógios” e que o Rolex ultrapassaria o limite de isenção.

Na ação judicial, a defesa sustentou que o Rolex era bem de uso pessoal, utilizado de forma contínua durante toda a viagem e que a legislação de bagagem acompanhada isenta bens de uso ou consumo pessoal independentemente de valor, desde que compatíveis com o perfil do viajante e sem indícios de destinação comercial. Também argumentou que a cota de US$ 1 mil não se aplica a bens de uso pessoal em trânsito e que a mera presença de outro dispositivo eletrônico na bagagem não descaracteriza o caráter pessoal do item em uso.

O juiz federal reconheceu que normas internas da Receita Federal não podem restringir direitos previstos em lei e que não há limite de quantidade por tipo de bem quando se trata de uso pessoal, desde que não haja intenção comercial. O magistrado ainda observou que, segundo entendimento técnico da própria Receita Federal, smartwatches como o Apple Watch são classificados como aparelhos de comunicação, não como relógios convencionais, reforçando que o Rolex deveria ser tratado como único relógio de uso pessoal do viajante.

Com isso, a cobrança de aproximadamente R$ 45,7 mil em tributos foi anulada, o Rolex foi liberado sem qualquer pagamento adicional, e a União informou que não recorreria da decisão, consolidando o precedente em favor do viajante de alto padrão que utiliza bens pessoais durante a viagem. A decisão reforça para o público de alta renda que, embora a legislação preveja isenção para bens pessoais em uso, a fiscalização continua atuando de forma rigorosa, o que torna a documentação adequada e o suporte jurídico especializado elementos relevantes no planejamento de viagens internacionais com itens de luxo.

Faria Lima News com informações da Receita Federal e Justiça Federal


Acordo Mercosul-União Europeia será assinado sem presença de Lula


 













O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será o único chefe de Estado do Mercosul a não participar da assinatura do acordo de livre comércio com a União Europeia, marcada para sábado, em Assunção, no Paraguai.

Estarão presentes os presidentes Santiago Peña (Paraguai), Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai) e Rodrigo Paz (Bolívia). O Brasil será representado pelo chanceler Mauro Vieira. Do lado europeu, participam Ursula von der Leyen e António Costa.

Lula optou por se reunir a sós com Ursula no Rio de Janeiro, na sexta-feira (16), priorizando o impacto político do encontro e da imagem conjunta, segundo auxiliares.

Durante a reunião, a presidente da Comissão Europeia elogiou o papel do Brasil nas negociações, que duraram 26 anos.
“O senhor é um líder comprometido com a democracia e a ordem internacional”, afirmou.

A decisão irritou líderes do Mercosul. A imprensa local relatou incômodo de Javier Milei e Santiago Peña com a ausência do presidente brasileiro.

A cerimônia em Assunção inclui discursos, a assinatura do acordo às 12h50 e uma foto oficial.

Para entrar em vigor, o tratado ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos da União Europeia e dos países do Mercosul.

Judicialização na Europa

O Parlamento Europeu votará, na quarta-feira (21), pedidos para levar o acordo ao Tribunal de Justiça da UE.
Se aprovado, o processo pode atrasar o tratado por até 18 meses. Caso a Corte rejeite os fundamentos jurídicos, o acordo precisará ser alterado.

Principais ganhos do acordo

O tratado criará a maior zona de livre comércio do mundo, com:

  • 720 milhões de habitantes

  • PIB de US$ 22 trilhões

O Mercosul eliminará tarifas sobre 91% das exportações europeias em até 15 anos.
A UE fará o mesmo com 92% das exportações do Mercosul em até 10 anos.

O acordo também protege cerca de 350 indicações geográficas, como o uso exclusivo do nome “Parmigiano Reggiano” para queijos italianos.

Número de mortos em protestos no Irã passa de 3 mil, diz organização

 


Os protestos no Irã já causaram mais de 3 mil mortes, segundo a ONG HRANA. Do total de 3.090 vítimas, ao menos 2.885 eram manifestantes.

As manifestações começaram em 28 de dezembro, por causa da crise econômica, e evoluíram para pedidos pela queda do regime clerical. O movimento se tornou o mais letal desde a Revolução de 1979.

Após oito dias de bloqueio quase total da internet, a conectividade subiu para apenas 2% do normal, de acordo com a NetBlocks. A repressão e as prisões em massa, que chegam a 19 mil, reduziram os protestos nas ruas.

Em Teerã, drones vigiam a cidade, e o clima é de tensão. Moradores relatam medo e presença constante das forças de segurança.

No cenário internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã cancelou centenas de execuções após pressão externa, embora o governo iraniano não tenha confirmado a informação.

Estrangeiros descrevem um país marcado por violência, confinamento e insegurança, enquanto governos tentam retirar seus cidadãos da região.


Filhos de bilionário são usados em esquema milionário no Master

 


O investidor João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, liquidada pelo Banco Central, está no olho do furacão. Segundo investigação do Ministério Público Federal (MPF), Mansur teria usado os próprios filhos – Lucas, Marina e Alex Falbo Mansur – para praticar crimes financeiros no caso Banco Master.

Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostram que o Master recebeu investimentos bilionários do Hans 95, maior fundo da Reag. A apuração aponta “participação coordenada” entre a gestora e o banco para inflar ativos, simular liquidez e desviar recursos para o dono do Master, Daniel Vorcaro.

Entre abril e maio de 2024, o Banco Master desembolsou R$ 1,45 bilhão, mas R$ 1,38 bilhão retornaram à própria instituição via compra de CDBs pelos fundos da Reag. Para o MPF, a manobra mostra o uso de fundos como fachada para desviar dinheiro do conglomerado para interesses alheios ao banco.

O Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Master em novembro de 2025, citando “grave crise de liquidez” e “violação de normas financeiras”. A decisão agora é questionada pelo Tribunal de Contas da União, que aponta indícios de precipitação no processo e determinou inspeção no caso.