quinta-feira, 20 de agosto de 2026

“Campeão” em mortes no trânsito, Paraná registra duas grandes tragédias em 24 horas

 


Um dos estados com mais mortes no trânsito em todo o Brasil, o Paraná registrou em menos de 24 horas duas grandes tragédias nas estradas. Na manhã de terça-feira, um engavetamento gigantesco causado por uma carreta na BR-277, na Serra do Mar, deixou duas pessoas mortas e outras 18 feridas. Já na madrugada de quarta, uma ocorrência ainda mais grave: uma colisão frontal envolvendo um caminhão e um micro-ônibus na BR-373, nos campos Gerais do Paraná, deixou 23 pessoas mortas – entre elas duas crianças -, além de cinco feridos.

O primeiro caso ocorreu na altura de Morretes, no Litoral do Paraná. Uma carreta que transportava madeira e descia a Serra bateu contra dois caminhões e sete carros. Um casal, de 71 e 73 anos de idade, identificados como Itainá Tadeu Scorsin e Walkiria Sass Scorsin, faleceu por conta do acidente. Já o motorista da carreta foi detido pela Polícia Rodoviária Federal e entregue à Polícia Civil. Segundo a PRF, o veículo que ele conduzia estava com alterações no sistema de freios: pelo menos duas mangueiras estavam “isoladas”, o que faz com que as rodas ligadas a essas mangueiras fiquem sem freio, sobrecarregando ainda as demais rodas do veículo.

Já a tragédia mais recente ocorreu entre os municípios de Imbituva e Ipiranga. As evidências preliminares apontam que um caminhão SCANIA/P320 B8X2 com placas de Erechim, no Rio Grande do Sul, invadiu a faixa contrário e bateu de frente contra um ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva, que levava pacientes do interior para hospitais da Grande Curitiba. 23 pessoas morreram, sendo duas crianças e 21 adultos (13 mulheres e oito homens). Entre os mortos está o motorista do caminhão, Alex Rivail Machado da Silva, que era morador de Castro, outra cidade dos Campos Gerais.

Justiça suspende demissões da Casas Bahia e restringe novos cortes

 


O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região suspendeu provisoriamente, as demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas Bahia na semana passada e restringiu novos cortes sem intermediação de entidades sindicais. Procurado, o Grupo ainda não se manifestou sobre a decisão.

A companhia protocolou, um pedido de recuperação judicial por dívidas de R$ 17,3 bilhões.

Em fato relevante enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa afirmou que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

No processo, a CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) afirmou que a empresa fechou 298 lojas e demitiu cerca de 1,9 mil funcionários entre 13 e 14 de agosto, sem intervenção sindical prévia.

A decisão, assinada pela juíza Katarina Mousinho de Matos, determinou que a empresa tem cinco dias a partir da intimação para restabelecer provisoriamente os vínculos jurídicos e econômicos dos trabalhadores atingidos.

Segundo o documento, a medida não implica reabertura das lojas encerradas nem retorno físico automático aos antigos postos de trabalho.

Caso não cumpra a decisão, a Casas Bahia poderá ser multada em R$ 500 por dia por trabalhador atingido.

Com informações da CNN


Violar sigilo de fonte ameaça a democracia, afirma Associação de Jornalismo Investigativo após ação contra jornalista no Maranhão

 


A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) manifesta profunda preocupação e condena a quebra de sigilo de fonte de um jornalista no Maranhão, que publicou uma reportagem sobre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, e resultou em uma ação de busca e apreensão nesta terça-feira.

A Abraji reforça que o sigilo da fonte é uma garantia constitucional. Qualquer pessoa, incluindo autoridades, pode recorrer a meios legais para questionar um conteúdo jornalístico que entenda estar incorreto. Apreender equipamento jornalístico e quebrar a fonte do profissional colocam em risco o exercício da profissão no país. Se existe necessidade de apurar algum crime, que isso seja feito sem violar ou relativizar uma garantia constitucional dos jornalistas mas que também é crucial para a própria solidez da democracia.

A atuação de órgãos de estado não pode deixar dúvidas, nem utilizar a lei para ameaçar direitos constitucionais, sob pena de prejudicar o Estado Democrático de Direito.


Eleitores veem medo e fraqueza em candidatos que fogem de debate, diz pesquisa

 


A assessoria de Lula tem vazado a pretensão de evitar debates no primeiro turno. É legítimo, mas também sugere um flerte com a arrogância.

Debate é importante para seis em cada dez eleitores, mostra outra pesquisa feita na semana passada (5 a 9/8) pela MDA/CNT. É relevante porque (para 39,5%) permite conhecer não somente os candidatos como, principalmente, as suas propostas.

Parcela expressiva (31,9%) acha que os debates eleitorais “são ruins” porque, frequentemente, acabam em embates pessoais. Alguns (11,7%) culpam o “formato desgastado” desses encontros pelo que consideram bloqueio da discussão de temas com alguma profundidade.

Minoria (25,1%) admite que deixa de votar num candidato já escolhido se ele refugar e não comparecer ao confronto eleitoral.

Mas a ausência deliberada deixa péssima impressão. Seis em cada dez eleitores desconfiam de quem foge do debate. Uma parcela (26,5%) supõe ser “estratégia de campanha”.

Demonstra fraqueza (para 24,1%), no sentido de que “não está preparado(a) para lidar com pressão”. Mostra (20,4%) que “tem medo e não sabe lidar com opiniões divergentes”. Ou ainda (17,8%) que “está com receio de ser exposto a polêmicas”.

Com informações de Veja/ Coluna José Casado


Começa julgamento que pode obrigar Meta a mudar Instagram e Facebook; entenda

 


A Meta começa a enfrentar em Oakland, na Califórnia, um julgamento que pode custar à empresa cerca de 200 bilhões de dólares (aproximadamente 1,04 trilhão de reais) e forçar mudanças profundas no funcionamento do Instagram e do Facebook. A ação, movida por vários estados americanos, acusa a companhia de ter transformado adolescentes em usuários dependentes de suas redes sociais. Depois da seleção do júri na semana passada, o Tribunal Federal da cidade passa agora a analisar o mérito do caso, em um processo que deve se estender por seis semanas de audiências.

O caso é o primeiro julgamento federal de uma onda maior de processos que também atinge TikTok, Snapchat e YouTube, todos acusados por famílias, escolas e autoridades estaduais de prejudicar a saúde mental de adolescentes. Desta vez, porém, a Meta responde sozinha. A empresa comandada por Mark Zuckerberg já perdeu duas ações semelhantes neste ano, em tribunais estaduais de Los Angeles e do Novo México, e recorreu das duas decisões.

Segundo um cálculo ainda provisório, os estados que movem a ação pedem cerca de 193 bilhões de dólares em sanções. Na semana passada, eles rejeitaram a alegação da própria Meta de que o valor pretendido chegaria a 1,4 trilhão de dólares, e acusaram a empresa de tentar criar alarde em torno do processo. Além do valor financeiro, os autores da ação também exigem que configurações de proteção mais rígidas — como limites de tempo de tela e controle de notificações — passem a vir ativadas por padrão para menores de idade, sem que eles possam desativá-las sozinhos.

Movida desde 2023 por um grupo de 29 estados, a ação tem como principais autores os procuradores-gerais da Califórnia, do Colorado, de Kentucky e de Nova Jersey. A acusação se apoia em três frentes principais: a Meta teria escondido do público o quanto seus aplicativos eram nocivos aos adolescentes; teria criado ferramentas — como filtros de aparência e limitadores de tempo de uso — projetadas para prender os jovens às plataformas, mesmo quando apresentadas como recursos de proteção; e teria coletado dados de crianças menores de 13 anos sem autorização dos pais, o que violaria uma lei federal americana.

O procurador-geral de Kentucky, Russell Coleman, resumiu a estratégia da acusação ao dizer que pretendem mostrar ao júri que a Meta escondeu o que sabia sobre os danos causados aos jovens. Ele comparou o caso às batalhas judiciais movidas contra a indústria do tabaco nos anos 1990 e contra as empresas responsáveis pela crise dos opioides nos Estados Unidos.

Embora o júri tenha sido formado por oito integrantes na semana passada, seu papel neste julgamento é apenas consultivo — a decisão final cabe à juíza Yvonne Gonzalez Rogers, conhecida por já ter sancionado a Apple e por conduzir o recente litígio entre Elon Musk e a OpenAI.

Entre os depoimentos mais esperados está o do próprio Mark Zuckerberg, que voltará a depor seis meses após sua primeira aparição diante de um júri, em Los Angeles, processo que terminou em condenação histórica pelos danos sofridos por uma adolescente. Também deve depor Arturo Béjar, ex-engenheiro da Meta que se tornou uma das principais vozes críticas às grandes redes sociais. A juíza já negou um pedido da defesa para impedir seu testemunho, ao classificar a tentativa como uma manobra para afastar uma testemunha considerada sólida pela acusação.

A Meta afirma ter cerca de 3,6 bilhões de usuários somando todos os seus aplicativos e vem registrando lucros recordes, parte dos quais financia investimentos bilionários em inteligência artificial. Em nota à AFP, a empresa disse discordar profundamente das acusações e afirmou confiar que as provas vão demonstrar seu compromisso de longa data com o público jovem.

Para especialistas, o desfecho do julgamento é incerto, mas os riscos para a Meta vão além do valor financeiro em disputa. A professora de direito de Stanford Nora Freeman Engstrom avalia que o principal desafio do processo será provar a distância entre o que a empresa sabia internamente sobre os efeitos de seus produtos e o que informava publicamente. Já o jurista Vincent Joralemon, da Universidade de Berkeley, aponta que a maior ameaça à Meta não é apenas financeira: está no dano à reputação da empresa e na possibilidade de ser obrigada a redesenhar seus próprios produtos.

Com informações de Veja

Eleições 2026: total de candidatos despenca 30% e registra maior queda da história


 













O número de postulantes a cargos eletivos nas eleições gerais de 2026 sofreu um recuo histórico, marcando a maior queda de candidaturas já registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral desde 1994. Dados consolidados após o fim do prazo de registros indicam a presença de 20.524 candidatos no pleito deste ano, o que representa um encolhimento de aproximadamente 30% em relação a 2022 e significa cerca de 8.700 postulantes a menos na disputa.

O movimento interrompe um ciclo contínuo de expansão no país, visto que, desde o início das medições do tribunal, a única retração havia ocorrido em 2006, com um recuo pontual de 3%. Nas duas últimas disputas gerais, de 2018 e 2022, o volume de candidatos havia se mantido estável na casa dos 29 mil. A Justiça Eleitoral ressalta que o número final ainda pode sofrer pequenas alterações decorrentes de eventuais indeferimentos, desistências ou substituições.

O impacto mais severo desse encolhimento ocorreu na disputa pelos cargos legislativos. O contingente de candidatos a deputado federal caiu de 10.630 em 2022 para 7.632 em 2026, reduzindo a relação de concorrência de 21 para 15 postulantes por vaga. Já entre as vagas para deputado estadual e distrital, o total de concorrentes despencou de 17.347 para 11.521, reduzindo a disputa média de 16 para 11 nomes por cadeira. Segundo analistas políticos, a retração é o resultado direto das minirreformas eleitorais aprovadas em 2015 e 2017. As novas regras impuseram critérios mais rígidos de cláusula de barreira e restrição ao fundo partidário, estimulando fusões e a formação de federações que passam a atuar sob as mesmas cotas de candidaturas.

Para este pleito, 30 legendas disputam as urnas — duas a menos do que em 2022 —, fruto de fusões como a que gerou o PRD e da formação de novas federações, a exemplo de União com PP e PRD com Solidariedade. Na análise individual dos partidos, a maior queda foi registrada pelo PRTB, que despencou de 939 candidatos em 2022 para apenas 10 em 2026 por conta de disputas judiciais pelo comando da sigla. Em contrapartida, o Novo foi a legenda com maior expansão absoluta, somando 817 novos postulantes, seguido pela Unidade Popular. Regionalmente, a retração atingiu todas as unidades da Federação, com reduções acima de 40% em estados como Alagoas, Amapá, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Especialistas apontam que a redução no número de nomes traz impactos mistos para o sistema político brasileiro. Por um lado, a diminuição de legendas com representatividade tende a simplificar as negociações do presidencialismo de coalizão no Congresso e a dificultar a inserção de candidaturas ligadas ao crime organizado. Por outro lado, a concentração de recursos públicos e emendas parlamentares na mão de quem já detém mandato eleva a barreira de entrada para novos concorrentes, o que elitiza o processo eleitoral e impõe entraves à renovação política no país.

Com informações da Folha de São Paulo

BETS: Ministério da Fazenda suspende 14 sites de apostas por irregularidades; veja lista


 











O Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), determinou a suspensão imediata de 14 sites de apostas operados pelas empresas Pixbet, Zeroumbet, Enseada, Select, Nexus e RR Participações.

O motivo foi descumprimento de normas obrigatórias, como a ausência de mecanismos para identificar jogadores compulsivos e a falha no envio de dados para a fiscalização.

Com a decisão, as plataformas estão proibidas de ofertar novos jogos, devendo manter o acesso liberado apenas para que os apostadores resgatem os valores já depositados.

A punição permanece vigente até que as empresas comprovem a regularização das exigências e os processos sejam concluídos.

O governo já finalizou 39 processos administrativos contra bets desde o início da regulamentação do setor, em janeiro de 2025. A maioria terminou em advertências aos sites.

A Pixbet, uma das empresas que teve o site suspenso, também é alvo da “Operação Arena”, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas.

Veja a lista completa de sites suspensos:

  1. pix.bet.br
  2. ganhei.bet.br
  3. betdasorte.bet.br
  4. zeroum.bet.br
  5. sportvip.bet.br
  6. energia.bet.br
  7. kbet.bet.br
  8. mmabet.bet.br
  9. betvip.bet.br
  10. papigames.bet.br
  11. megaposta.bet.br
  12. multi.bet.br
  13. rico.bet.br
  14. brx.bet.br

USO DE PROVAS: Justiça em Londres ignora decisão do STF e segue com Lava Jato

 


Surgiu mais um caso relacionado à operação Lava Jato que segue sendo válido na Justiça de outro país, apesar de tudo ter sido anulado pelo Supremo Tribunal Federal no Brasil. Desta vez, um tribunal de Londres decidiu que a agência britânica SFO (Serious Fraud Office) pode continuar a usar provas obtidas no Brasil para defender o confisco de 7,3 milhões de libras esterlinas de um ex-engenheiro da Petrobras acusado de repassar propinas a ex-colegas.

O Serious Fraud Office é um órgão governamental independente do Reino Unido que investiga e processa crimes econômicos complexos de alto nível, incluindo fraudes corporativas em larga escala, suborno e corrupção. O juiz Mark Weekes, do Tribunal da Coroa Britânica em Southwark (na região central de Londres), escreveu assim num trecho de seu despacho:

“Vale observar que esta situação –na qual uma autoridade judiciária do Estado requerido [Brazil] revoga, posteriormente e de forma ostensiva, a base jurídica interna para o compartilhamento de material de assistência jurídica mútua (MLA) que, à época, havia sido legitimamente compartilhado com o órgão de acusação do Reino Unido– é, na experiência deste Tribunal, bem como na dos advogados que atuam no caso e daqueles que os instruem, no mínimo, altamente incomum”.

O despacho é de 20 de maio de 2026, mas ficou conhecido só agora depois de a organização não governamental Spotlight on Corruption ter obtido o documento, que foi compartilhado com a Global Investigations Review, que publicou uma reportagem (exclusiva para assinantes) a respeito do caso.

A decisão da Justiça britânica foi num processo em que Mario Ildeu de Miranda, ex-engenheiro da Petrobras, apresentou um recurso contra o confisco civil de suas contas bancárias, decretado em 2023 sob a acusação de lavagem de dinheiro.

O Tribunal da Coroa Britânica de Southwark começou a analisar o recurso de Miranda contra o confisco em setembro de 2025. O caso ficou parado até maio de 2026 para permitir que o Serious Fraud Office e o ex-engenheiro da Petrobras realizassem “diligências adicionais” junto às autoridades brasileiras.

A movimentação do processo em maio se deu depois de uma decisão, em março de 2026, do ministro Dias Toffoli, que anulou a decisão de enviar ao Reino Unido as provas contra o ex-funcionário da Petrobras.

As irregularidades imputadas a Mario Ildeu de Miranda foram reveladas durante a operação Lava Jato, que envolveu diversos funcionários públicos da estatal de energia Petrobras. Em um caso de grande repercussão decorrente da investigação, a empreiteira Odebrecht concordou, em 2016, em pagar mais de US$ 3 bilhões para encerrar investigações no Brasil, nos EUA e na Suíça relacionadas a propinas pagas a funcionários da Petrobras e de outras empresas e órgãos estatais.

Ao Poder360, o advogado Figueiredo Basto, que representa a defesa de Mário Ildeu de Miranda na Lava Jato, declarou que não pretende se manifestar neste momento sobre o caso que corre na Justiça inglesa.

Uma série de decisões do STF levou ao fim da Lava Jato e à anulação de provas e revogação de condenações. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi um dos beneficiados das interpretações do Supremo –que basicamente considerou que o então juiz federal que comandou a investigação, Sergio Moro, não poderia, no foro de Curitiba (PR), ter conduzido os processos. Em março de 2024, a operação completaria 10 anos, só que já estava enterrada. O ministro do STF Gilmar Mendes disse na ocasião que “a Lava Jato terminou como uma organização criminosa”.

A decisão da Justiça britânica sobre Mario Ildeu de Miranda analisou o despacho de Dias Toffoli de março de 2026 em petição sob segredo de justiça. Na ocasião, o ministro anulou uma decisão de 2021 do tribunal federal de Curitiba que autorizava a transferência de uma “cópia integral” do processo criminal local contra o ex-engenheiro da Petrobras para o SFO. Toffoli entendeu que o tribunal de Curitiba –que havia condenado Miranda por lavagem de dinheiro em 2019– não tinha competência jurisdicional para autorizar a transferência, conforme consta na decisão de Londres.

Para o juiz Weekes, a decisão de Toffoli de março de 2026 não vincula os tribunais ingleses. Dessa forma, o SFO poderá continuar utilizando as provas, que foram fornecidas “de boa-fé” e em conformidade com tratados internacionais de assistência jurídica mútua. Weekes diz que as “consequências diplomáticas” da decisão seriam uma questão a ser tratada pelos governos dos respectivos países, e não pelos seus juízes.

“Embora possa haver consequências diplomáticas para o governo do Reino Unido decorrentes da atitude do SFO, trata-se –ou provavelmente trata-se– de questões de política não sujeitas à apreciação judicial, envolvendo as altas partes contratantes, sobre as quais este tribunal não pode, nem deve tentar, deliberar”, escreveu o juiz Weekes.

Com informações do Poder 360


PF suspeita que Roberta Luchsinger tinha autorização para agir em nome de Lulinha

 


A Polícia Federal (PF) concluiu em relatório de novo inquérito que a lobista Roberta Luchsinger aparentava ter autorização para atuar em nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em negociações com a administração pública.

A avaliação da corporação baseia-se em mensagens interceptadas, nas quais a empresária declara a Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha: “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fábio”. Diante do teor dos diálogos, a PF abriu três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo a dupla em articulações junto ao Ministério da Saúde, à Dataprev e a outros setores do governo federal.

As investigações são desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes e retenções indevidas em aposentadorias do INSS. A PF suspeita que Gaspar tenha se aliado ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, para prospectar contratos públicos em parceria com a lobista. Procurada para comentar o teor do relatório e a abertura das investigações, a defesa de Lulinha não enviou resposta até a publicação desta reportagem.

Com informações do Metrópoles