segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Paraná tem semana de frio intenso, calor no Norte e volta da chuva.

 


Uma mudança significativa no tempo deve atingir o Paraná a partir da madrugada de quarta-feira (21). Um sistema de baixa pressão em formação na região do Paraguai trará instabilidades de volta ao estado, provocando chuvas volumosas e aumentando o risco de tempestades até o fim da semana. O alerta é do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

De acordo com a meteorologista do Simepar, Raissa Pimentel, os maiores acumulados de chuva devem se concentrar no decorrer dos dias. "A partir da madrugada de quarta-feira, o tempo muda no estado. Um sistema de baixa pressão em formação na região do Paraguai traz chuva de volta ao Paraná. Na quarta, as instabilidades se concentram na metade oeste e no centro-sul. Nos dias seguintes, a chuva se espalha e, até sexta-feira, atinge todo o estado, com aumento do risco de tempestades. Os acumulados podem se aproximar dos 100 mm, principalmente no oeste, no sudoeste e no centro-sul", explicou.

Antes da chegada da instabilidade, o início da semana é marcado por tempo firme e temperaturas baixas ao amanhecer. Nesta segunda-feira, as menores temperaturas foram registradas no centro-sul e nos Campos Gerais, com termômetros abaixo dos 5 °C. Na Região Metropolitana de Curitiba, a mínima ficou próxima dos 9 °C, enquanto nas faixas oeste e norte variou entre 9 °C e 12 °C.

Durante as tardes de segunda e terça-feira, o sol predomina em grande parte dos municípios, promovendo aquecimento gradual, em especial na metade norte. "O amanhecer desta segunda-feira foi gelado, principalmente no centro-sul, onde várias cidades registraram mínimas abaixo dos 5 °C. Hoje e amanhã, o tempo ainda segue estável na maior parte do Paraná, com sol e sem previsão de chuva significativa. À tarde, o sol aquece mais o oeste, o norte e o norte pioneiro, com máximas em torno dos 25 °C. Amanhã, as temperaturas sobem um pouco, com destaque para a metade norte, onde as máximas ficam próximas dos 27 °C", destacou a especialista.

Após 12 anos de prisão e tortura, Estado repara ex-policial vítima de condenação injusta no Paraná


 













O Estado do Paraná reconheceu formalmente a responsabilidade por um grave erro judicial e pediu desculpas ao ex-policial militar Gerson Milusk de Carvalho, que passou 12 anos preso injustamente. A retratação ocorreu na última quinta-feira (15), durante uma cerimônia no Fórum de Pitanga, onde representantes de instituições públicas assinaram um acordo de reparação pelos danos decorrentes das violações de direitos humanos e das torturas físicas e psicológicas sofridas pela vítima.

Gerson foi preso em 1995 sob a acusação de participação em um duplo assassinato. Segundo os autos do processo de revisão, a detenção ocorreu sem ordem judicial e o ex-policial foi submetido a sessões de tortura para confessar um crime que não cometeu. Durante todo o trâmite na Justiça, ele teve seus direitos fundamentais violados, enfrentando o uso de provas ilegais e a total falta de assistência jurídica adequada para a sua defesa.

A assinatura do acordo de reparação atende a uma recomendação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que analisou detalhadamente as violações sofridas por Gerson e seus familiares. A elaboração do documento contou, pela primeira vez, com a participação ativa da Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR).

O órgão estadual assumiu o compromisso de garantir o cumprimento das medidas de reparação e de acompanhar todos os desdobramentos nas esferas criminal e cível para evitar que injustiças semelhantes se repitam.

Durante o evento de retratação oficial, o defensor público e coordenador do Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos (NUCIDH), Antonio Vitor Barbosa de Almeida, lembrou que na época da prisão o Paraná ainda não possuía uma Defensoria estruturada, visto que os primeiros profissionais concursados só tomaram posse em 2013. 

Em seu discurso, o ex-policial militar endossou a necessidade de ampliação do órgão pelos municípios paranaenses, destacando que sua própria trajetória evidencia o tempo e a vida que se perdem quando um cidadão não tem quem o escute, investigue os fatos e o defenda de forma justa perante a lei.

Mensagens citam encontro de apresentador da Band no Master

 


Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) indicam que Ana Matos, ex-executiva de comunicação e marketing do Banco Master, organizava um encontro com Eduardo Oinegue, apresentador do Jornal da Band . As conversas foram divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) e são datadas de 1º de setembro de 2025.

Nos diálogos com Daniel Vorcaro, então controlador do banco, Ana afirma que aguardava a chegada do jornalista à recepção. Em seguida, informa que ele estava acompanhado de Marcos Carvalho, ligado às redes sociais da instituição, e que havia reservado uma sala para a reunião.

No entanto, o conteúdo não esclarece qual seria o assunto do encontro nem confirma que ele tenha efetivamente ocorrido. As mensagens não permitem concluir o que teria sido discutido ou atribuir qualquer irregularidade ao apresentador.

A reportagem foi publicada pelo DCM, em texto assinado por Kiko Nogueira.
O que dizem as mensagens sobre Eduardo Oinegue

Em uma das conversas, Ana Matos escreveu a Vorcaro: “Estou na recepção aguardando o Oinegue que chega em 10min”. Na sequência, acrescentou que o apresentador estava com Marcos Carvalho e informou ter reservado a sala 1101.

Os registros apontam que a então executiva tratava da organização do encontro diretamente com o banqueiro. Entretanto, o trecho divulgado não apresenta informações sobre a pauta ou o objetivo da conversa.

O DCM também relata que, no mesmo dia, Ana comentou com Vorcaro que havia pesquisado informações sobre Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo. Na mensagem, ela afirma: “Vamos com o Ferri mesmo, Daniel. Já pesquisei a Monica, não”.

O diálogo não permite identificar com segurança quem seria a pessoa mencionada como “Ferri” nem esclarecer o contexto completo da conversa.

As mensagens divulgadas também abordam a relação comercial entre o banco e o portal Metrópoles. Segundo o DCM, a instituição financeira firmou um contrato publicitário de R$ 20 milhões com o veículo.

Conversas analisadas pela Polícia Federal indicariam que Vorcaro recebia informações antecipadas sobre reportagens, solicitava alterações e discutia conteúdos. Em uma das mensagens citadas pela reportagem, Ana questionou o custo do contrato. O banqueiro, por sua vez, teria afirmado que a relação com o portal era muito importante para o grupo.

Esses registros fazem parte de um conjunto mais amplo de mensagens que vêm sendo examinadas no contexto das investigações envolvendo o ex-controlador do Banco Master.

Deborah Secco repudia comentários de Vorcaro e ex-executivo da Globo: “machistas, desrespeitosos e irresponsáveis”

 


A atriz Deborah Secco repudiou comentários de teor sexual feitos sobre ela pelo banqueiro Daniel Vorcaro e pelo ex-executivo da Globo Fred Kachar em conversas obtidas pela Polícia Federal (PF). A assessoria classificou as mensagens como “machistas, desrespeitosas e irresponsáveis”.

As conversas ocorreram após o Baile da Vogue de 2024, no Rio de Janeiro. Em uma delas, Kachar afirmou que Deborah “estava pra jogo”. Vorcaro respondeu que ela estava “muito feia”, enquanto o ex-executivo declarou que só olhava para o corpo da atriz.

A assessoria esclareceu que Deborah nunca conheceu Vorcaro e que sua relação com Kachar sempre foi estritamente profissional, sem vínculo pessoal. Também negou que a atriz e Sabrina Sato, igualmente citada nas mensagens, estivessem em uma festa com os dois. Segundo a equipe, elas trabalhavam no evento.

A nota criticou ainda o uso da imagem da artista para alimentar especulações e afirmou que comentários desrespeitosos sobre mulheres não devem ser tratados com naturalidade.

O Grupo Globo anunciou a demissão de Fred Kachar do cargo de diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, após a repercussão das conversas.

coluna de Lucas Pasin, do Metrópoles,


ESCALADA DA GUERRA: Rússia atinge maior siderúrgica ucraniana após Trump suspender sanções

 


O Ministério da Defesa da Rússia informou que realizou um ataque de grande escala contra a maior siderúrgica da Ucrânia, situada em Kryvyi Rih, na madrugada deste sábado (17). De acordo com Moscou, a planta industrial era utilizada para fornecer produtos de aço ao complexo militar-industrial ucraniano.

Paralelamente à ofensiva na siderúrgica, autoridades ucranianas relataram bombardeios em diversas regiões do país, incluindo Kharkiv, Zaporizhzhia e Rivne.

Na cidade de Kherson, a situação foi particularmente crítica: a Rússia lançou oito bombas aéreas guiadas contra um bairro residencial, danificando 10 edifícios. O Serviço de Emergência da Ucrânia informou que várias pessoas ficaram soterradas, das quais sete foram resgatadas com vida. O balanço oficial aponta uma morte e 21 feridos no local, entre eles duas crianças.

Os ataques também deixaram feridos em outras localidades: 15 pessoas em Kharkiv (incluindo três crianças), cinco em Zaporizhzhia (incluindo uma criança) e duas em Rivne.

Contexto diplomático

A nova onda de bombardeios ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender um pacote de sanções contra a Rússia que havia sido aprovado pelo Congresso norte-americano e sancionado por ele próprio no mês passado. A medida tinha como objetivo principal pressionar o governo russo a encerrar o conflito armado contra a Ucrânia.

Com informações do Metrópoles


Vorcaro editava textos de vídeos de Gabriela Prioli vendidos como opinião espontânea

 


Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indicam que a influenciadora Gabriela Prioli teria participado de uma estratégia de comunicação da instituição, com contrato de 12 meses e conteúdos discutidos previamente com a equipe do banco.

Segundo as conversas divulgadas, Ana Matos, então responsável pela comunicação e pelo marketing do banco, informou a Vorcaro que o contrato estava assinado e que ela e Prioli finalizavam o roteiro de uma publicação. Em outros diálogos, o banqueiro sugeriu alterações em conteúdos e discutiu o momento de publicação de vídeos.

Um dos conteúdos de Prioli defendia o Banco Master e abordava a segurança dos investimentos em CDBs. As mensagens também mencionam a preparação de roteiros para rebater críticas e questionamentos sobre a instituição.

Em resposta, Prioli afirmou que nunca conversou com Vorcaro ou funcionários do banco, não assinou contrato e não recebeu pagamentos para produzir conteúdos em defesa da instituição. Ela questionou a divulgação de provas do suposto acordo e disse que seu faturamento está documentado por notas fiscais, sem emissão para o Master ou empresas ligadas ao banqueiro.


Com informações do Estadão


Governo Trump diz apoiar eleição livre e justa no Brasil e volta a defender sanções a Moraes: “violou direitos humanos”

 


O governo de Donald Trump afirmou apoiar a realização de eleições livres e justas no Brasil e voltou a defender medidas adotadas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e as facções criminosas PCC e Comando Vermelho (CV).

A posição consta em uma carta enviada por Katherine Bowles, secretária-assistente do Departamento de Estado americano, em resposta a questionamentos de 30 deputados democratas e do senador independente Bernie Sanders sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.

“Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo”, escreveu Bowles. A representante também afirmou que o país mantém diálogo com governos e a sociedade civil sobre governança democrática, independência judicial e integridade eleitoral.

Sobre Moraes, o departamento justificou as sanções impostas em 2025, posteriormente retiradas em dezembro, alegando que o ministro cometeu “graves violações dos direitos humanos”. Segundo a carta, ele teria “abusado da sua posição ao autorizar prisões preventivas injustificadas e comprometer a liberdade de expressão”.

A pasta também acusou o magistrado de promover “uma iniciativa direcionada e politicamente motivada para silenciar críticos políticos”, por meio de ordens para que plataformas digitais removessem contas.

Em relação ao PCC e ao Comando Vermelho, o governo Trump defendeu a classificação dos grupos como organizações terroristas. Segundo o Departamento de Estado, a decisão “refletiu a avaliação do departamento de que ambas as organizações são altamente violentas, contam com milhares de membros, são responsáveis por ataques contra forças de segurança, autoridades e civis brasileiros e mantêm redes criminosas que se estendem até os Estados Unidos”.

A pasta afirmou que as medidas fazem parte do esforço americano para combater organizações criminosas na região. “As medidas do departamento reforçam o compromisso inabalável do governo Trump de desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano”, declarou.
O departamento também disse que pretende dialogar com o governo eleito no Brasil para promover segurança, comércio, investimentos e prosperidade entre os dois países.

Com informações de Gazeta do Povo


Vorcaro encomendou vídeos apócrifos para atacar jornalistas Malu Gaspar e Lauro Jardim


 















O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, planejou ataques contra os jornalistas Lauro Jardim e Malu Gaspar, do jornal O Globo, em razão de reportagens sobre operações financeiras da instituição. Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram que ele discutiu a produção de vídeos anônimos para tentar descredibilizar os profissionais.

Em conversas de março de 2025, a então superintendente de Comunicação e Marketing do banco, Ana Lúcia Matos, apresentou roteiros de vídeos apócrifos contra os jornalistas. Vorcaro sugeriu alterações e aprovou trechos das propostas, mas criticou uma das versões produzidas.

As mensagens também mostram que o banqueiro pediu a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que Lauro Jardim fosse agredido em um assalto forjado. Em relação a Malu Gaspar, Vorcaro pediu ao publicitário Thiago Miranda que procurasse informações sobre a vida pessoal da jornalista.

Em nota, O Globo repudiou a campanha e afirmou que as ações representam uma tentativa de intimidar a imprensa e desacreditar o jornalismo profissional. O veículo declarou que continuará trabalhando com rigor e independência.

Na sexta-feira (16), a defesa de Vorcaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação sobre o vazamento das conversas. Os advogados afirmam que o banqueiro é alvo de um “processo de linchamento público”.

Ana Matos, que deixou o banco em dezembro de 2025, questionou a integridade dos trechos divulgados. Ela afirmou não ter acesso ao material original e disse não ter condições de verificar sua autenticidade, levantando a possibilidade de que as mensagens tenham sido selecionadas e editadas fora de contexto.

Richarlison pede que PF investigue Flávio Bolsonaro por posse de imóvel de luxo

 


O jogador Richarlison pediu que a Polícia Federal investigue o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela posse de uma propriedade de luxo em Angra dos Reis (RJ). Segundo o atleta, o imóvel foi tomado “na mão grande” por meio de manobras judiciais, em vídeo postado neste sábado (17) nas suas redes sociais.

Logo após Richarlison ter comprado o imóvel, surgiram pessoas interessas em comprá-lo. Entre eles estava Flávio Bolsonaro, segundo o jogador. “Como eu não quis vender, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça.”

O atacante, então dono do imóvel, entrou na Justiça após um amigo do parlamentar usar documentos do antigo dono do casarão para reivindicar a posse do local.

“A gente estava resolvendo a papelada na Justiça e falaram que demorava meses ou até anos. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse. A Justiça falhou”, declarou o atleta, afirmando ter investido cerca de R$ 10 milhões no local sem ter recebido nenhum ressarcimento.

De acordo com a Justiça do Rio de Janeiro, uma sentença extinguiu o processo em outubro de 2025, sem julgamento do mérito, por renúncia de uma das partes –A Yta Consultoria, a Sport 70 Intermediação de Negócios e Renato Rocha Velasco, ligados a Richarlison. Em janeiro de 2026, após o trânsito em julgado, o processo foi arquivado.

Richarlison afirmou ainda que planeja doar parte do valor a um hospital de sua cidade natal, Nova Venécia (ES), caso consiga reaver o montante investido.

A disputa pelo casarão –equipado com cachoeira particular e situado próximo ao aeroporto da região costeira do Rio de Janeiro– estende-se desde 2020. O atleta e seus sócios negociaram a compra do imóvel, mas foram surpreendidos em 2022 por um mandado de reintegração de posse movido pela empresa M Locadora, representada por um advogado associado a Willer Tomaz.

A firma alegou ter direitos históricos sobre a área desde a década de 1980. Em decisões recentes, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e instâncias superiores reconheceram a posse em favor dos representados por Tomaz, encerrando as ações e determinando o arquivamento dos processos.

Em manifestações anteriores sobre o caso, o senador Flávio Bolsonaro negou qualquer atuação irregular, afirmando manter apenas relação de amizade com Willer Tomaz. Já o empresário sustentou que adquiriu legalmente os direitos sobre o terreno e desembolsou R$ 5 milhões para regularizar pendências fiscais do imóvel, classificando os antigos ocupantes como invasores.

A reportagem procurou a equipe de Flávio, mas não obteve resposta.