De acordo com os especialistas, a classificação na categoria F2 da Escala Fujita indica que os ventos no interior do tornado alcançaram velocidades estimadas entre 180 km/h e 253 km/h. O Simepar chegou a essa conclusão por meio de levantamentos em campo, imagens de radar e satélite, e mapeamentos com drones. A avaliação técnica considerou o padrão de destruição, a resistência das estruturas afetadas e a rotação dos ventos, uma vez que as medições pontuais das estações meteorológicas locais haviam registrado rajadas menores, entre 81 km/h e 96,8 km/h.
A força do fenômeno causou estragos significativos em diversas áreas do município. Apenas no balanço oficial da prefeitura, foram contabilizadas 363 quedas de árvores sobre vias, veículos e postes. Entre as estruturas públicas e privadas mais afetadas estão o quartel do Corpo de Bombeiros, que teve parte da cobertura destruída, e as empresas instaladas no Parque das Indústrias, onde barracões perderam telhados e partes de suas armações metálicas foram arrancadas.
O impacto na rede de distribuição elétrica também figurou entre as principais consequências da tempestade. Com a queda de postes e o rompimento de cabos de energia pelos ventos e destroços, mais de 80 mil pessoas ficaram sem fornecimento. Para reverter o cenário e restabelecer o serviço, a Copel precisou mobilizar equipes de várias regiões do estado para atuarem ininterruptamente na substituição de estruturas e no reparo da fiação em Maringá.








