Nesta sexta-feira (2), ainda há condições favoráveis à ocorrência de pancadas de chuva isoladas em todo o estado. No entanto, a partir do período da tarde, a entrada de uma massa de ar mais seco pelo sul do Paraná tende a reduzir a instabilidade nessa porção do estado.
Com isso, a maior propensão para tempestades localizadas concentra-se em municípios das faixas norte e leste, onde o maior conteúdo de umidade permanece disponível. Essas tempestades poderão ocasionar um grande volume de chuva em um curto intervalo de tempo, alta incidência de raios e fortes rajadas de vento localizadas, inclusive em Curitiba. As temperaturas máximas devem ficar próximas dos 30 °C em todas as regiões do estado.
No sábado (3), o calor ainda será bastante significativo sobre as regiões paranaenses, com máximas superiores aos 30 °C. Apesar de menos frequente a formação de áreas de instabilidade no interior do estado, ainda não se descarta completamente a possibilidade de eventuais formações de pancadas de chuva rápidas, principalmente no período do tarde.
Entre a Serra do Mar e o Litoral, as condições meteorológicas ainda serão mais favoráveis a ocorrência de chuva, devido a passagem de um sistema frontal sobre o Oceano Atlântico, na altura do Paraná.
O verão é a estação que apresenta, historicamente, maiores acumulados de chuva no Paraná. A estação também se caracteriza por dias mais longos e aquecidos, além de períodos eventuais de muito calor. Ao contrário da primavera, caracterizada por muitas tempestades, o verão tem dias consecutivos com chuva entre a tarde e a noite, geralmente de curta duração, e que eventualmente podem ocasionar raios, rajadas de vento fortes e granizo. A chuva é mais volumosa do que na primavera, e a severidade das tempestades é menor.
“Nessa estação, temos uma maior frequência de atuação dos sistemas convectivos de mesoescala no Estado, com linhas de instabilidade, aglomerados de nuvens convectivas e tempestades localizadas. Normalmente estas instabilidades são potencializadas por uma atmosfera mais aquecida e com taxas de umidade elevadas”, afirma Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar.
Com o fenômeno La Niña com probabilidade pouco acima de 50% de permanecer até fevereiro, e na faixa dos 20% entre fevereiro e março, os impactos no tempo serão pequenos.








