segunda-feira, 20 de abril de 2026

Avô morre ao entrar no mar para salvar neto de afogamento no litoral do Paraná


 












Um homem de 63 anos morreu afogado na manhã deste domingo (19) na Praia Brava, localizada em Matinhos, no litoral do Paraná, após entrar no mar para tentar salvar o neto. O nome da vítima não foi divulgado pelas autoridades.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o homem foi retirado da água em estado grave e recebeu os primeiros socorros das equipes de resgate ainda na faixa de areia. Na sequência, ele foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Praia Grande, mas não resistiu às complicações do afogamento e faleceu no local.

O neto, alvo da tentativa de salvamento, foi resgatado com segurança pelos guarda-vidas. Segundo a corporação, o garoto sofreu um afogamento classificado como grau zero, situação em que a vítima enfrenta dificuldades na água, mas é retirada antes de aspirar quantidade suficiente de líquido para comprometer a respiração.

Agricultor de Marilândia do Sul morre após cair com colheitadeira em ribanceira

 


Um acidente registrado no final da tarde de domingo (19), na zona rural de Reserva, nos Campos Gerais do Paraná, resultou na morte de um agricultor de Marilândia do Sul, identificado como Edvaldo Freitas.

Ele se envolveu em um acidente na região da Barra Bonita, quando se deslocava até aquela região para auxiliar o irmão nos trabalhos de colheita de milho. Segundo o Reserva News, Edvaldo estava operando uma colheitadeira quando o maquinário tombou em uma ribanceira, uma queda de cerca de 120 metros.

O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros para realizar o resgate. Durante a operação, uma viatura da corporação também acabou caindo na ribanceira, porém, nenhum dos socorristas se feriu.

Também estiveram no local equipes do Samu e Defesa Civil. O corpo de Edvaldo foi resgatado e levado ao Instituto Médico Legal (IML). Ainda não há informações de horários sobre velório e sepultamento, que ocorrerão em Marilândia do Sul.

Economia Justiça libera cobrança de imposto de 12% sobre exportação de petróleo.

 


A Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu a decisão que havia proibido a cobrança de 12% de imposto sobre a exportação de petróleo. A medida foi tomada pelo presidente do TRF2, desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, após análise de pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Segundo a AGU, a suspensão da cobrança poderia causar impacto na economia.

A cobrança do imposto havia sido questionada na Justiça por cinco empresas multinacionais do setor de petróleo: Total Energies, Repsol Sinopec, Petrogal, Shell e Equinor, conforme informações da Agência Brasil.

Na decisão, o magistrado destacou que as empresas possuem capacidade econômica para arcar com o tributo e que podem solicitar devolução caso a exigência seja considerada indevida ao final do processo.

O imposto de exportação de 12% foi instituído pela Medida Provisória 1.340/2026, publicada em março, como parte de uma estratégia do governo federal para conter a alta dos combustíveis, em meio a impactos na cadeia global do petróleo.


Confiança da indústria cai pelo 3º mês seguido e atinge menor nível desde 2020


 













A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu, em abril, o menor nível desde junho de 2020. O Índice de Confiança do Empresário Industrial recuou 1,4 ponto, chegando a 45,2 pontos, segundo a Confederação Nacional da Indústria.

O indicador permanece abaixo dos 50 pontos — linha que separa confiança de falta de confiança — há 16 meses seguidos, indicando um cenário prolongado de pessimismo desde o início de 2025.

De acordo com a CNI, a queda está ligada a fatores como juros elevados, desaceleração da demanda por bens industriais, piora do cenário externo e alta nos preços do petróleo, que pressiona os custos das empresas.

Os dois principais componentes do índice também recuaram em abril:

  • Condições atuais: queda de 1,6 ponto, para 40,5 pontos;
  • Expectativas: recuo de 1,2 ponto, para 47,6 pontos, refletindo projeções negativas para os próximos 6 meses.

A pesquisa ouviu 1.070 empresas entre 1º e 8 de abril de 2026, incluindo indústrias de pequeno, médio e grande porte.

Forte terremoto de magnitude 7,5 atinge Japão, provoca tsunami e coloca costa norte em alerta


 













Um forte terremoto de magnitude 7,5 atingiu o Japão nesta segunda-feira (20) e provocou um tsunami na costa norte do país, levando autoridades a emitir alertas e orientar a população a buscar áreas seguras.

Uma onda de cerca de 80 centímetros foi registrada às 17h34 (horário local) no porto da cidade de Kuji, na província de Iwate, segundo a Agência Meteorológica do Japão. Há previsão de que novas ondas possam chegar a até 3 metros em regiões das ilhas de Honshu e Hokkaido.

O tremor teve epicentro no Oceano Pacífico e ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros. De acordo com as autoridades, a intensidade foi suficiente para dificultar a locomoção de pessoas e provocar danos em estruturas mais vulneráveis.

Diante da situação, o governo japonês criou uma força-tarefa de emergência. A primeira-ministra Sanae Takaichi pediu que moradores das áreas afetadas se desloquem para locais seguros.

Imagens exibidas pela emissora NHK mostraram embarcações deixando o porto de Hachinohe, enquanto alertas de evacuação eram transmitidos.

Os serviços de trem-bala na província de Aomori foram suspensos após o tremor, segundo a agência Kyodo.

O Japão está localizado no chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”, região com intensa atividade sísmica e responsável por grande parte dos terremotos registrados no mundo.

O episódio ocorre 15 anos após o terremoto de magnitude 9,0 seguido de tsunami que atingiu o país em 2011, deixando milhares de mortos e desalojados.

Até o momento, não há informações oficiais sobre vítimas relacionadas ao tremor desta segunda-feira.

Mundo Atirador que matou 8 crianças nos EUA era pai de 7 delas, diz polícia

 


A polícia dos Estados Unidos revelou um novo detalhe sobre o ataque que deixou oito crianças mortas no estado da Louisiana: o autor dos disparos era pai de sete das vítimas.

O caso ocorreu neste domingo (19), na cidade de Shreveport, e é tratado pelas autoridades como um episódio extremo de violência doméstica.

De acordo com a polícia, ao todo, 10 pessoas foram baleadas em três locais diferentes. Após os crimes, o homem fugiu, roubou um carro e morreu ao final de uma perseguição policial.

As crianças tinham entre 1 e 14 anos de idade. Sete delas eram filhas do atirador.

Segundo o porta-voz da polícia local, Chris Bordelon, sete crianças foram encontradas mortas dentro de uma residência. Outra vítima foi localizada fora da casa.

Além dos filhos, o homem também atirou contra a esposa, mãe das crianças, e outra mulher. Ambas seguem internadas em estado crítico.

As autoridades informaram que o suspeito já tinha passagem pela polícia por porte ilegal de arma de fogo, em 2019. A investigação sobre o caso continua em andamento.


Alessandro Vieira reage a Gilmar Mendes e diz que “desequilíbrio não é hipótese, é fato”


 











O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) reagiu às declarações do ministro Gilmar Mendes, do STF, que levantou hipóteses envolvendo o parlamentar durante entrevista. Em publicação nas redes sociais, Vieira criticou o ministro.

“O ministro Gilmar Mendes reiterou suas ofensas e ameaças contra mim, usando desta vez o artifício tosco de a cada ataque alegar ser ‘uma hipótese’. O seu desequilíbrio vaidoso e agressivo e sua conduta incompatível com o cargo de ministro do Supremo não são hipóteses, são fatos”, afirmou.

Foto: Reprodução/X/Alessandro Vieira

As declarações de Gilmar ocorreram ao comentar a atuação da CPI do Crime Organizado, quando levantou hipóteses sobre o senador, incluindo possíveis pressões ou interesses. Entre as falas, o ministro citou cenários como eventual influência do crime organizado ou participação em milícias, ressaltando que se tratavam de “hipóteses”.

O episódio ocorre em meio a um embate entre os dois após o senador, na condição de relator da CPI, ter defendido o indiciamento do ministro, proposta que acabou rejeitada.

Gilmar também acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar a conduta de Vieira.

Toffoli pode se declarar impedido em julgamento sobre prisão de ex-presidente do BRB no STF


 












O ministro do STF Dias Toffoli pode se declarar impedido no julgamento que vai analisar a prisão do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, marcado para começar na próxima quarta-feira (22).

O caso será analisado no plenário virtual da Segunda Turma da Corte, com término previsto para o dia 24. Nessa modalidade, os ministros depositam seus votos no sistema eletrônico, sem debate presencial.

A Turma é composta pelo relator André Mendonça, responsável pela decisão que determinou a prisão, além dos ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e o próprio Toffoli.

Toffoli, no entanto, já se declarou impedido em processos anteriores relacionados ao Banco Master e pode adotar a mesma posição neste caso.

Antes de Mendonça assumir a relatoria, o ministro era responsável pelo processo, mas deixou a função após a Polícia Federal encaminhar ao STF relatório com dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Mensagens periciadas mencionam supostos pagamentos direcionados ao ministro, o que levou a questionamentos sobre eventual suspeição e aumentou a pressão sobre o tribunal.

Em março, Toffoli também se declarou suspeito para analisar uma ação que pedia a instalação de uma CPI na Câmara para investigar o banco, alegando “motivo de foro íntimo”.

Polícia Federal rebate EUA e descarta PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas no Brasil.


 













A Polícia Federal rebateu a tese do governo dos Estados Unidos e afirmou que as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) não podem ser classificadas como organizações terroristas no Brasil.

A manifestação foi enviada ao Ministério da Justiça após a sinalização norte-americana de enquadrar os grupos nessa categoria.

Segundo a PF, o conceito de terrorismo envolve ações violentas motivadas por razões políticas, ideológicas ou religiosas, com o objetivo de provocar terror social generalizado ou coagir governos. Já as facções brasileiras atuam, conforme o órgão, com foco principal no lucro.

O relatório destaca que PCC e CV operam em atividades como tráfico de drogas, armas e outros crimes, ainda que com estrutura organizada e alto nível de violência.

A corporação também afirma que a violência desses grupos não tem caráter indiscriminado, sendo geralmente direcionada a rivais ou forças de segurança.

Apesar da diferenciação jurídica, a PF classifica as facções como um “risco severo à ordem pública e à segurança institucional”, exigindo resposta contínua do Estado.

O documento alerta ainda que uma eventual reclassificação como terrorismo poderia gerar insegurança jurídica e afetar investigações em andamento, com risco de questionamento de provas.

Atualmente, o enquadramento legal das facções no Brasil segue a Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013), e qualquer mudança dependeria de alteração legislativa formal.

A PF também citou operações recentes de combate ao crime organizado e reforçou que mantém cooperação com agências dos Estados Unidos, apesar da divergência sobre o enquadramento jurídico.