terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Inmet emite alerta para forte onda de calor no PR, SC e RS nesta terça (03)

 


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para uma onda de calor que deve atingir diversos municípios dos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Parana a partir de terça-feira (03). O alerta vermelho é o de maior gravidade na escalada utilizada pelo Inmet e indica situação de grande perigo.

Onda de calor é um evento climático caracterizado por temperaturas extremamente altas, que superam os níveis esperados para uma determinada região e época do ano e que perduram por alguns dias consecutivos. Neste caso específico, as temperaturas podem ficar 5°C acima da média para a região e por um período acima de cinco dias, informou o Inmet.

O alerta vermelho vale até a próxima sexta-feira (06) e abrange mais de 500 municípios do Sul do país. As principais áreas atingidas serão as regiões oeste e norte de Santa Catarina; sudoeste, noroeste, nordeste e centro do Rio Grande do Sul; e as regiões sudoeste, centro e sudeste do Paraná.

A previsão do Inmet indica ainda que o mês de fevereiro trará chuvas acima da média para as regiões Norte e Sudeste do país e abaixo da média no Sul e Centro-Oeste.

As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, por exemplo, são esperadas temperaturas até 1°C acima da média.

Auditores fiscas da Receita Federal veem “ciúme institucional” da PF em veto a gravação da série ‘Área Restrita’ em aeroportos

 


A Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) se manifestou após a Polícia Federal proibir as filmagens da série Aeroporto: Área Restrita.

Em entrevista ao Metrópoles, o presidente da entidade, Kleber Cabral, classificou a decisão como fruto de “ciúme institucional”, já que o programa passou a dar mais destaque ao trabalho da Receita Federal.

“É ridículo, chega a parecer infantil. É muito grave que um órgão da importância da Polícia esteja a serviço desse tipo de sentimento. Não consegue conviver institucionalmente com a exposição positiva de outro órgão, que é um parceiro”, afirmou o auditor.

O presidente da Unafisco também destacou que Aeroporto: Área Restrita é gravada há quase dez anos em diferentes países, sem que jamais tenha sido alvo de proibição. Para ele, a mudança de postura da Polícia Federal precisa ser esclarecida.

“A norma não mudou e os fatos não mudaram: são as mesmas filmagens e a mesma produtora. Ou a Polícia antes estava sendo leniente, colocando em risco a aviação civil brasileira, ou agora está cometendo abuso de autoridade. É preciso responder qual das duas situações ocorreu”, concluiu.

O que diz a PF

Em nota, a Polícia Federal negou que exista “qualquer disputa institucional no episódio”. “As competências da Receita Federal do Brasil, enquanto autoridade aduaneira, são plenamente reconhecidas e respeitadas. Contudo, tais atribuições não se confundem com a responsabilidade constitucional da Polícia Federal pela supervisão da segurança aeroportuária, que prevalece em Áreas Restritas de Segurança, inclusive em recintos alfandegados, conforme previsto no ordenamento jurídico”, diz o texto.

Entenda o caso

As gravações da oitava temporada de Aeroporto: Área Restrita foram suspensas em vários terminais por decisão da Polícia Federal. Em nota, a corporação informou que a medida decorre do cumprimento de normas constitucionais, legais e regulamentares relacionadas à segurança da aviação civil no Brasil.

A Moonshot, produtora responsável por Aeroporto: Área Restrita, afirmou que a produção da oitava temporada teve início em dezembro de 2025 e que a Polícia Federal havia concedido autorização para as filmagens nos aeroportos de Viracopos (VCP), Galeão (GIG) e Pinto Martins (FOR).

No entanto, em janeiro de 2026, a corporação voltou atrás, negou o credenciamento da equipe para acessar áreas restritas do Aeroporto de Guarulhos e também revogou as autorizações concedidas para gravações nos demais terminais.

Metrópoles


Conservadora, Laura Fernández é eleita presidente da Costa Rica com discurso duro contra o crime

 


A conservadora Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, foi eleita presidente da Costa Rica neste domingo (1º), no 1º turno, com ampla vantagem sobre o segundo colocado, Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional (PLN). Com 94% das urnas apuradas, Fernández conquistou 48,3% dos votos contra 33,3% de Ramos. Ela assumirá o cargo em 8 de maio e será a segunda mulher a governar o país.

Aos 39 anos, Laura é cientista política e especialista em políticas públicas e governança democrática e já ocupou cargos de ministra da Previdência e do Planejamento no governo do atual presidente Rodrigo Chaves. Após a vitória, ela reafirmou que dará continuidade às políticas do governo atual.

Segurança pública e combate ao narcotráfico foram os pilares da campanha de Laura Fernández, que também acenou com a construção de megaprisões, nos moldes das de El Salvador.

A vitória de Laura reforça a presença de líderes de direita na América Central, em um contexto de governos mais firmes contra a criminalidade. Com sua eleição, a Costa Rica entra na história como o segundo país a ter uma mulher na Presidência, depois de Laura Chinchilla, do PLN, que governou entre 2010 e 2014.


Críticas a “telegramas” sobre Venezuela geram debate sobre atuação do Itamaraty

 


Documentos produzidos pela Embaixada do Brasil em Caracas e enviados ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) têm sido alvo de críticas na imprensa e no meio político por reproduzirem informações favoráveis ao governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, sem um contexto crítico ou questionador. Trechos desses telegramas, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, foram publicados na Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder, e apontados como vexatórios por críticos da atuação diplomática brasileira.

Entre os exemplos citados está uma comunicação de 29 de julho de 2025 que faz referência a projeções de crescimento econômico na Venezuela — mencionando um suposto “crescimento por 17 trimestres consecutivos” e expansão de 9% do PIB — mesmo diante de relatos amplamente divulgados de dificuldades econômicas e sociais no país vizinho.

Os críticos afirmam que as mensagens se limitam a copiar e retransmitir relatos sobre eventos considerados favoráveis ao regime chavista, como atividades de turismo ou celebrações, e que isso teria pouco valor analítico. Um dos telegramas chegou a ser comparado a um press-release por reproduzir, sem análise, notícias produzidas pelo próprio governo venezuelano.

Especialistas em relações internacionais e diplomacia ouvidos nos bastidores afirmam que a divulgação desses documentos intensifica o debate sobre o papel do Itamaraty e a forma como o Brasil acompanha desenvolvimentos em Caracas, sobretudo em meio a tensões regionais e negociações multilaterais envolvendo Caracas e Brasília. O governo brasileiro tem buscado manter canais de diálogo com a Venezuela, inclusive em fóruns regionais, mas também tem enfrentado desafios diplomáticos mais amplos na relação bilateral.

Com informações do Diário do Poder

Presidente da CPMI do INSS pede a Toffoli que Vorcaro seja obrigado a depor

 


O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pediu ao ministro do STF Dias Toffoli que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, compareça nesta semana à comissão para depor.

Viana enviou ofício a Toffoli no último dia 29, solicitando a “compulsoriedade do comparecimento” de Vorcaro. O banqueiro foi convocado a depor à CPMI, na condição de testemunha, em oitiva marcada para a próxima quinta-feira. Para o mesmo dia, é esperado também o depoimento de Luiz Félix Cardamone Neto, diretor-presidente do Banco BMG.

Senador pediu também que Toffoli autorize o deslocamento de Vorcaro até Brasília. O banqueiro cumpre atualmente prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, como investigado no caso das supostas irregularidades envolvendo a venda do Master para o BRB, o banco público de Brasília.

Convocação de Vorcaro não tem a ver com investigação do caso Master, da qual Toffoli é o relator no STF. A CPMI investiga possíveis irregularidades na concessão de empréstimos consignados pelo Master. A comissão também aprovou a quebra dos sigilos telefônico e financeiro do banqueiro. No pedido a Toffoli, Viana disse que serão garantidos a Vorcaro “direitos constitucionais de não autoincriminação, acompanhamento por advogado, e tratamento urbano e digno”.

UOL


Trump diz ver chances de acordos com Cuba e Irã que impeçam ação militar dos EUA

 


Os Estados Unidos avaliam a possibilidade de acordos diplomáticos com Cuba e o Irã para evitar uma escalada militar, segundo declarou o presidente Donald Trump neste domingo (1º). Ao mesmo tempo, Washington mantém pressão econômica intensa, sobretudo sobre Havana, com novas ameaças tarifárias ligadas ao fornecimento de petróleo.

“Cuba é uma nação falida há muito tempo. Acho que faremos um acordo”, declarou.

Trump afirmou que já há conversas em andamento com autoridades cubanas e disse acreditar em um entendimento. Segundo ele, as sanções podem levar o governo da ilha a negociar.

Na semana passada, o presidente assinou uma ordem executiva que autoriza tarifas contra países que vendem petróleo a Cuba, o que pode agravar a crise energética da ilha. A medida afeta diretamente o México, principal fornecedor após a suspensão do petróleo venezuelano pelos EUA. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, alertou para o risco de uma crise humanitária.

Trump minimizou a possibilidade e disse que as sanções podem acelerar um acordo: “Eles provavelmente viriam até nós para negociar”.

Irã

No caso do Irã, Trump também demonstrou otimismo com uma saída diplomática, embora tenha reiterado ameaças militares caso Teerã não aceite o acordo de não proliferação nuclear proposto por Washington. O impasse gira em torno da exigência americana de encerrar o enriquecimento de urânio, ponto rejeitado pelos iranianos.

O presidente confirmou o envio de uma força naval dos EUA à região, sem detalhar o objetivo. Paralelamente, segundo o site Axios, Catar, Turquia e Egito tentam mediar um encontro entre representantes dos dois governos. EUA e Irã já tiveram um acordo nuclear firmado no governo Barack Obama, abandonado pelo próprio Trump em 2018.


Impostos sobre consumo ganham espaço na arrecadação apesar do discurso de Lula de taxar os mais ricos

 


Apesar do discurso do governo Lula de ampliar a tributação sobre os mais ricos, os impostos incidentes sobre renda e patrimônio perderam participação na arrecadação federal nos primeiros anos da atual gestão. Dados da Receita Federal mostram que esses tributos representavam 42% do total arrecadado em 2022, último ano do governo anterior, e caíram para 40% em 2025, dentro de um montante de R$ 2,8 trilhões.

No mesmo período, quem ganhou peso foram os impostos sobre consumo, que afetam de forma mais direta a população de baixa renda. A participação dos tributos sobre bens e serviços subiu de 24,8% para 26,8% do total arrecadado, enquanto as cobranças sobre movimentações financeiras também avançaram, ainda que de forma mais tímida. Já os tributos sobre a folha de salários perderam espaço, encerrando 2025 com 28,4% do bolo.

Especialistas apontam que o movimento tem relação com fatores técnicos e conjunturais, como o fim de desonerações concedidas em 2022, mudanças após decisões do STF e a maior eficiência da máquina arrecadatória, especialmente na cobrança de PIS e Cofins. Além disso, a perda de dinamismo nos lucros de setores como o petrolífero reduziu a arrecadação de impostos sobre o lucro das empresas, que são mais voláteis.

Apesar disso, em valores nominais, todos os grupos de tributos cresceram acima da inflação, reflexo da estratégia do governo de priorizar o aumento de receitas em vez do corte de despesas. A expectativa do Planalto é que, a longo prazo, a reforma tributária do consumo e medidas como o imposto mínimo sobre altas rendas aumentem a progressividade do sistema, embora, por ora, o peso maior da arrecadação continue recaindo sobre o consumo.

Com informações do O Globo


Fachin diz que Código de Conduta no STF é prioridade e que Cármen Lúcia será relatora


 














O presidente do STF, Edson Fachin, anunciou a ministra Cármen Lúcia como relatora do novo código de ética da Corte, na sessão que marcou a retomada dos trabalhos após o recesso.

A indicação ocorre em meio à crise de imagem do Supremo, agravada por questionamentos sobre a atuação do tribunal na investigação do Banco Master.

Segundo Fachin, a escolha busca construir consenso interno. “É para o cidadão que todo o sistema de Justiça deve se orientar”, afirmou, ao reiterar o compromisso ético no exercício das funções públicas.

A aprovação do código é uma das prioridades da gestão Fachin, mas enfrenta resistência entre ministros. O presidente classificou o texto como um “compromisso” de sua administração à frente do STF.

Fachin e Cármen Lúcia são conhecidos por evitar eventos com empresários e não costumam participar de congressos e encontros privados, especialmente no exterior — prática que se intensificou nos últimos anos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda (2)

 


novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segundafeira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025.

O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina INPC (inflação) e crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os aposentados e pensionistas do INSS(Instituto Nacional do Seguro Social) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

CNN