quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Calorão de 34ºC volta ao Paraná; ciclone no oceano pode trazer temporais

 


Após um refresco com temperaturas mais amenas, o calor volta com tudo ao Paraná. No litoral ele deve marcar presença já no fim de semana. Pancadas de chuva entre o fim da tarde e o início da noite poderão ser registradas. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), nesta quinta, 8, as instabilidades ganham força especialmente na faixa leste do Paraná.

Há potencial para chuvas localmente intensas e temporais com raios e rajadas de vento. Curitiba deve registrar máxima próximo dos 30ºC e também chuvas intensas, mas rápidas. Esse cenário decorre do avanço de um cavado meteorológico pelo oceano, o qual ajuda na formação de nuvens de chuva na região, somado com a oferta de calor e umidade.

No interior, variação de nuvens e forte elevação das temperaturas, com máximas ultrapassando os 30 °C. Em função do calor, pancadas de chuva com trovoadas não estão descartadas, mas de forma irregular e passageira.

Calor no Litoral pode bater os 34ºC


A previsão do Simepar aponta temperaturas acima dos 30°C no Litoral a partir desta sexta-feira (09), depois de uma semana inteira com temperaturas abaixo disso. As mais altas serão registradas entre Guaratuba e Matinhos onde, na sexta-feira, os termômetros podem chegar aos 32°C, e no domingo podem alcançar até os 34°C. A sensação será de tempo abafado.

“O transporte de ar quente da região de São Paulo e do Centro-Oeste do País se intensifica entre a sexta e o final de semana, com isso as temperaturas voltam a subir no Litoral”, diz Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

“Essa combinação de retorno do calor com a umidade elevada e o relevo da Serra do Mar, que acaba favorecendo para que as parcelas de ar subam na atmosfera, causa as famosas pancadas de chuvas do período da tarde, as chuvas de verão”, detalha.

Na sexta-feira (09) há previsão de chuva rápida entre o meio e o final da tarde, tanto em Matinhos quanto em Guaratuba. No sábado (10) e domingo (11) o sol predomina na maior parte do dia, porém entre a tarde e o início da noite podem ocorrer pancadas de chuva um pouco mais fortes: a previsão é de temporal rápido nesses dois municípios, ou seja, chuva forte com incidência de raios e rajada de vento ocasionalmente mais forte.

Ainda segundo o Simepar, uma frente fria vai se formar no fim de semana ao sul do continente, entre o Rio Grande do Sul, o Uruguai e o Oceano Atlântico. “Associado à frente fria, também teremos a formação de um ciclone extratropical. Nenhum destes fenômenos passará sobre o Paraná, mas impactam o tempo já a partir desta quinta-feira”, complementa Kneib.

Pedágio sem cancela inédito na região será instalado em Mauá da Serra e Tamarana

 


Uma tecnologia inédita no Norte do Parana mudará a rotina dos motoristas que trafegam pela BR-376 e PR-445 a partir deste primeiro trimestre de 2026. A concessionária PRVias, do grupo Motiva, iniciou a implantação do sistema Free Flow (fluxo livre), que elimina as praças de pedágio convencionais e permite a cobrança da tarifa sem que o veículo precise parar ou reduzir a velocidade.

Os pórticos eletrônicos, equipados com câmeras e sensores, estão sendo instalados no Km 295 da BR-376, em Maua da Serra (antes da rotatória de acesso à PR-445), e no trecho da PR-445 em Tamarana. A previsão é que a operação comece ainda nos primeiros meses do ano.

A principal mudança para o usuário está na forma de quitar a tarifa, já que não haverá cabines físicas ou cobradores no local. Para os veículos equipados com etiquetas eletrônicas (tags de operadoras como Sem Parar e Veloe), a cobrança será lançada automaticamente na fatura, com a vantagem de um desconto de 5% na tarifa básica.

Já para os motoristas que não possuem a tag instalada, o sistema realiza a leitura da placa do veículo. Nesse caso, o condutor terá um prazo legal de até 30 dias para realizar o pagamento. A quitação do débito poderá ser feita digitalmente, por meio do aplicativo da Motiva Rodovias e do site pedagiodigital.com, ou presencialmente nas bases operacionais da concessionária, que aceitarão PIX e cartão bancário.

Temporada aquece comércio em Pontal do Paraná e Guaratuba; movimento já supera o anterior

 


A temporada de verão começou movimentada no Litoral do Paraná, enchendo as areias de guarda-sóis e dando fôlego à economia local. Pontal do Paraná e Guaratuba, por exemplo, registraram desempenho comercial e de ocupação de leitos maior do que no ano passado. A expectativa do setor é de que o bom desempenho nesta primeira fase do veraneio, especialmente nas semanas entre o Natal e o Ano-Novo, se confirme até a chegada do próximo momento de pico para a região: o Carnaval – neste ano, entre 16 e 17 de fevereiro.

“A temporada em Pontal do Paraná começou com o aniversário do município, no dia 20 de dezembro, e se estendeu pelo Natal com um percentual de turistas e visitantes maior do que o do ano anterior. Na parte de pousadas, hotelaria e locações feitas por imobiliárias ou Airbnb, chegamos a ter um aumento de até 30% comparado com o mesmo período do ano passado. É um número bem interessante”, disse Roberto Stelmacki Junior, vice-presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Pontal do Paraná (Aciapar) e diretor de Turismo da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap).

A chegada de mais turistas ao município ajudou a impulsionar outros segmentos econômicos. O setor de supermercados teve incremento de vendas na casa dos 20% na comparação com a temporada passada. Cenário semelhante ao vivenciado por bares e restaurantes, cujo crescimento mínimo partiu de 20%. Para o comércio em geral, a evolução das vendas foi de aproximadamente 10%. Apenas as lojas de vestuário registraram volume de negócios similar ao da abertura da temporada 2024/2025.

“As temporadas mais curtas tendem a ser boas porque as pessoas ainda estão com o entusiasmo do 13º e das férias. Nossa expectativa para o Carnaval é muito positiva”, comentou Roberto. Ele diz, no entanto, que o calendário mais apertado para frequentar a orla paranaense não é o único fator que promove a elevação do setor econômico na região litorânea.

“O que tem nos favorecido são os investimentos que o Governo do Estado trouxe para o Litoral. A reforma da orla de Matinhos trouxe grande valorização e agora isso vai se estender para Pontal do Paraná. O Litoral nunca teve uma valorização como essa nas últimas três décadas”, afirmou o vice-presidente da Aciapar. “Os municípios estão revisando seus planos diretores. Temos gestores com visão empreendedora, além do Estado, promovendo crescimento planejado”, acrescentou.

Com o início dos shows do Verão Maior Paraná, previstos para começar neste fim de semana, o fluxo de turistas tende a aumentar, especialmente em Pontal do Paraná e Matinhos, onde ficam os grandes palcos. “Nesses dias, mesmo que não tenhamos tanto reflexo em pousadas, hotéis e grandes restaurantes, percebemos uma melhora significativa para ambulantes, distribuidoras e lanchonetes”, acrescentou Roberto.

BEBÊS EM PERIGO: Anvisa veta leite da Nestlé por bactéria que causa vômito e diarreia – saiba quais lotes evitar

 


A Anvisa proibiu a venda, distribuição e uso de lotes de fórmulas infantis da Nestlé, incluindo Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A medida preventiva surgiu após a detecção da toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus cereus, capaz de provocar vômitos persistentes, diarreia e letargia em bebês.

O recall é global: a contaminação veio de um ingrediente fornecido por parceiro internacional da Nestlé, usada em uma fábrica na Holanda. No Brasil, a proibição atinge apenas alguns lotes, que já começaram a ser recolhidos voluntariamente pela empresa. A Nestlé garante reembolso integral e troca gratuita dos produtos afetados.

Pais e responsáveis devem checar o número do lote no rótulo, suspender imediatamente o uso e procurar o SAC da Nestlé. Caso a criança apresente sintomas como sonolência excessiva, vômitos ou diarreia, é essencial buscar atendimento médico imediato, levando a embalagem do produto para identificação.

Foto: Divulgação/Anvisa


Virginia tenta esconder processo, mas juiz expõe: “Não quer preservar intimidade”

 


Virginia Fonseca e o ex-marido, Zé Felipe, tentaram colocar em sigilo um processo trabalhista sobre a construção da mansão do casal em Goiânia. O juiz Celismar Coelho, do TRT-18, negou o pedido, afirmando que a influenciadora já expõe sua vida publicamente nas redes sociais e, portanto, não se preocupa em preservar a intimidade.

O magistrado citou, como exemplo, um ultrassom ao vivo no programa de TV aberto apresentado por Virginia. Para o juiz, se ela mesma compartilha detalhes sensíveis com milhões de seguidores, não há motivo para tentar esconder informações nos autos.

O processo foi movido por um servente de pedreiro que trabalhou na mansão do casal e alegou exercer funções que não correspondiam ao cargo, pedindo diferença salarial. No mérito, o juiz negou o pedido do trabalhador, concedendo apenas a gratuidade de Justiça, e manteve o processo público.

A mansão de luxo, construída quando o casal ainda era casado, segue no centro das atenções, mostrando que, no mundo digital, tentar esconder informações não impede que a realidade apareça para todos.


Geral EFEITO TARIFAÇO: exportações do Brasil para os EUA caem 6,6% em 2025

 


As exportações do Brasil para os Estados Unidos diminuíram em 6,6% em 2025, de acordo com os dados da Balança Comercial divulgada nesta terça-feira (6/1) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC). No ano, foram exportados US$ 37,7 bilhões ante US$ 40,3 bilhões em 2024.

O dado tem influência da política protecionista do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% contra alguns produtos brasileiros, fazendo com que os custos de exportação cresçam, afetando tanto empresários brasileiros quanto consumidores americanos.

Balança Comercial

As exportações brasileiras tiveram recorde em 2025 e alcançaram US$ 349 bilhões, atingindo o melhor resultado da série histórica desde 1989.

O valor superou em US$ 9 bilhões o recorde anterior, atingido em 2023. Com relação a 2024, o aumento foi de 3,5%.

Em dezembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit (quando exportações superam importações) de US$ 9,6 bilhões.

Destaques das exportações em dezembro:

Agropecuária: US$ 5,7 bilhões; Indústria Extrativa : US$ 7,8 bilhões;

Indústria de transformação: US$ 17,4 bilhões.

Metrópoles


Economia Petróleo venezuelano no radar pressiona Petrobras e acende alerta no Brasil.

 


A possível retomada em larga escala da produção de petróleo na Venezuela, caso se confirme a promessa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve gerar impactos relevantes para o Brasil e para a Petrobras. Dono das maiores reservas de petróleo do mundo, o país vizinho pode voltar a ampliar sua produção após décadas de queda, cenário que tende a aumentar a oferta global e elevar a competição por investimentos no setor de óleo e gás.

Especialistas avaliam que, no médio e longo prazos, uma Venezuela mais ativa no mercado pode pressionar a estatal brasileira, forçando a antecipação de projetos estratégicos, como a exploração da Margem Equatorial. Além disso, o avanço simultâneo de projetos na Guiana e no Suriname cria um ambiente ainda mais competitivo, com mais petróleo disponível e risco de queda nos preços internacionais.

No curto prazo, o reflexo mais imediato é o aumento dos custos logísticos. A instabilidade política e militar na região do Caribe já eleva despesas com frete e seguros, encarecendo o transporte de petróleo e derivados. Esse fator pesa diretamente sobre a Petrobras, que utiliza rotas que passam próximas à Venezuela para exportações e importações.

Para analistas do setor, o novo cenário exige do Brasil mais agilidade regulatória, redução de custos e maior eficiência operacional. A leitura é de que, com a Venezuela se tornando novamente atraente ao capital internacional, a Petrobras precisará reforçar sua competitividade para não perder espaço em um mercado cada vez mais disputado.

Com informações do O Globo

Após críticas, Planalto manda Lula silenciar sobre Venezuela e recuar de Maduro

 


Pesquisas internas do Palácio do Planalto acenderam o alerta: a verborragia de Lula voltou a causar desgaste político e reacendeu a associação do petista à ditadura de Nicolás Maduro. A avaliação é que o presidente errou ao tratar do tema e que sua fala reforçou a imagem de avalista do regime venezuelano. Diante disso, a ordem no governo passou a ser clara: nada de defender Maduro e, de preferência, evitar qualquer comentário sobre a Venezuela.

Nos bastidores, auxiliares correram para tentar estancar o estrago, reforçando que o governo brasileiro não reconheceu a eleição venezuelana e que Maduro é, sim, um ditador. Lula foi aconselhado a se distanciar publicamente do regime e a reduzir drasticamente o tom, numa tentativa de conter a exploração política do tema pela oposição.

A fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caiu como uma bomba no Planalto. Ao criticar a omissão de Lula e associá-lo à perpetuação da ditadura venezuelana, Tarcísio acertou em cheio um ponto sensível do governo, ampliando o desconforto interno e o receio de novos desgastes.

Com o fim do recesso e o retorno de Lula a Brasília, cresceu o temor de novos “excessos” verbais. O histórico do presidente pesa: improvisos que já renderam crises diplomáticas, declarações polêmicas e defesas controversas. Agora, a estratégia é falar menos — e, sobre Maduro, não falar nada.

Com informações do Diário do Poder


Governo Trump recua de acusação sobre Maduro chefiar Cartel de Los Soles; ditador ainda é acusado de conspiração sobre tráfico de drogas

 


O governo dos Estados Unidos recuou da acusação de que Nicolás Maduro chefiava o chamado Cartel de los Soles. A mudança ocorreu após a captura do líder venezuelano por militares americanos em Caracas, no último fim de semana.

A informação foi divulgada pelo The New York Times e confirmada pela CNN Brasil.

Após a prisão, o Departamento de Justiça atualizou a denúncia: Maduro segue acusado de conspiração para o tráfico de drogas, mas os EUA deixaram de tratar o Cartel de los Soles como uma organização criminosa formal comandada por ele.

Na nova versão, os promotores descrevem um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” sustentados pelo dinheiro do narcotráfico, envolvendo elites civis e militares venezuelanas.

A acusação anterior, apresentada em 2020, apontava Maduro como líder direto do cartel e afirmava que instituições do Estado — incluindo Forças Armadas, inteligência, Legislativo e Judiciário — teriam sido corrompidas para facilitar o envio de cocaína aos EUA.

No documento atualizado, divulgado em 3 de dezembro, o Departamento de Justiça afirma que Maduro e o ex-presidente Hugo Chávez participaram e protegeram uma estrutura de corrupção na qual agentes públicos se beneficiavam do tráfico. O termo Cartel de los Soles passa a ser usado para definir esse sistema, e não uma organização criminosa estruturada.