quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Temporal com granizo gera transtornos e causa estragos em Arapongas

 



Uma forte chuva de granizo atingiu Arapongas, no norte do Paraná, por volta das 8h desta quinta-feira (22). Vídeos registrados por moradores mostram uma grande quantidade de pedras de gelo e pontos de alagamento em diferentes locais da cidade.

As regiões mais afetadas foram a área central e a zona sul. O gelo ficou acumulado em grande quantidade nas ruas e calçadas do entorno da Prefeitura, assustando motoristas e pedestres que precisaram buscar abrigo nos prédios próximos.

De acordo com os primeiros levantamentos da Defesa Civil, o acúmulo de gelo entupiu as calhas das residências e estabelecimentos comerciais, o que resultou em transbordamentos e alagamentos. Além disso, a queda de energia provocada pelo temporal desligou diversos semáforos, gerando lentidão e complicações no trânsito.

Pelo menos três famílias já solicitaram lonas ao órgão para cobrir imóveis atingidos pelos destelhamentos. As equipes de emergência seguem monitorando a situação e devem divulgar um balanço atualizado com a dimensão dos estragos no período da tarde.

Dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indicavam precipitação acumulada de mais de 20 milímetros em Apucarana nesta quinta-feira (22) - Arapongas não conta com uma estação do Simepar.

Mãe ouve disparos e corpos de três filhos são encontrados carbonizados em SC

 


Três irmãos, com idades entre 23 e 26 anos, foram encontrados mortos e com os corpos carbonizados em uma área de mata no bairro Garganta, em Sangão, no Sul de Santa Catarina.

As vítimas, identificadas como Lucas Gabriel da Silva Araújo, Matheus da Silva Araújo e Anderson Bruno da Silva Araújo, apresentavam também ferimentos na região da cabeça, aparentemente causados por disparos de arma de fogo. O delegado Alex Etevaldo de Souza, responsável pelo caso, confirmou que a ocorrência é investigada como triplo homicídio pela Polícia Civil do estado.

A descoberta dos corpos ocorreu após uma suspeita da própria mãe das vítimas. De acordo com o relatório da Polícia Militar, ela ouviu barulhos semelhantes a tiros por volta da 1h da madrugada.

Durante a tarde, por volta das 14h30, ela orientou um quarto filho, que havia acabado de retornar do trabalho, a subir um morro em frente à residência onde os irmãos costumavam ficar. Ao chegar ao local, o jovem encontrou os corpos queimados e acionou imediatamente as autoridades. A área foi isolada para o trabalho das equipes de segurança.

A Polícia Científica e o Instituto Geral de Perícias (IGP) foram mobilizados para realizar os exames periciais necessários para a identificação oficial das vítimas e a confirmação das causas das mortes. A Polícia Civil de Santa Catarina instaurou um inquérito no mesmo dia e já iniciou a oitiva de testemunhas para entender a dinâmica do crime.

Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre possíveis suspeitos ou qual seria a motivação para os assassinatos, mantendo o sigilo das diligências em andamento para não comprometer a investigação.

Angélica declara voto em Lula: ‘Coragem pra não deixar essa angústia me paralisar’

 


A apresentadora Angélica anunciou, nesta quarta-feira, que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, contra Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que, apesar de não se identificar com a esquerda nem com o PT, decidiu apoiar a reeleição do presidente em defesa da democracia, do respeito e do diálogo.

Angélica contou que tinha receio de expor suas opiniões políticas por medo de ataques e julgamentos. Segundo ela, a mobilização de jovens nas ruas e nas redes sociais foi fundamental para que decidisse tornar público seu posicionamento.

“Me emociona muito ver tantos jovens ocupando as ruas, as redes sociais, levantando suas vozes, defendendo suas causas e participando ativamente das discussões sobre o nosso país”, afirmou.

A apresentadora destacou que, como mãe, vê esperança na participação política das novas gerações. “É também olhando para esse movimento que eu encontro coragem pra não deixar essa angústia me paralisar e me impedir de falar sobre aquilo que eu acredito”, acrescentou.

Ao justificar sua escolha, Angélica ressaltou que sempre defendeu a alternância de poder, mas que considera fundamental eleger representantes comprometidos com o respeito às diferenças.

“Sempre fui a favor da alternância de poder, não sou petista, não me vejo como de direita nem de esquerda, mas eu quero viver num país onde as pessoas se escutem, se respeitem e cuidem umas das outras. Onde quem governa olhe pras pessoas com carinho, sem preconceito, sem debochar da dor e da luta de ninguém”, declarou.

“E é por tudo isso que eu decidi votar no Lula”, concluiu.

O presidente agradeceu publicamente o apoio nos comentários da publicação. “Minha querida Angélica, receber seu apoio neste momento tão importante para o Brasil me enche de alegria e esperança!”, escreveu Lula, que também elogiou a coragem e o compromisso da apresentadora com a democracia.

A manifestação ocorreu menos de 24 horas depois de Marta Dora Grostein, mãe de Luciano Huck e sogra de Angélica, também anunciar voto no presidente.

Em vídeo publicado nas redes sociais, a arquiteta relatou as ameaças homofóbicas sofridas por seu filho Fernando Grostein, que deixou o Brasil há sete anos após receber ameaças de morte.

“Ter medo de morrer por simplesmente ser quem você é foi uma das razões que fez meu filho Fernando sair do Brasil”, afirmou.

Marta também criticou a candidatura de Flávio Bolsonaro, classificando uma eventual vitória do senador como um retrocesso nas políticas sociais e culturais do país.

“Diante do momento atual, eu voto Lula. A gestão do filho do Bolsonaro significa um retrocesso nas políticas que avançaram tanto, principalmente, as políticas sociais e culturais”, declarou.


Em apoio a Lula e em defesa da democracia, multidões vão às ruas em todo o país

 


Apoiadores do presidente Lula voltaram às ruas em uma mobilização nacional pela democracia e pela reeleição do petista. A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, manifestações em diferentes regiões do país reúnem estudantes, artistas, movimentos sociais e lideranças políticas em uma demonstração de apoio ao presidente.

Com bandeiras do Brasil, camisetas vermelhas, cartazes e apresentações musicais, os participantes ocupam ruas, praças e avenidas de capitais como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis e Maceió. Os atos também buscam ampliar o diálogo com eleitores indecisos e incentivar a participação daqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Parte das mobilizações integra a iniciativa “Bora Virar”, que pretende fortalecer a candidatura de Lula na reta final da disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O movimento ganhou força após o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando o candidato da extrema direita terminou à frente do atual presidente.

A mobilização deste domingo dá continuidade a uma série de manifestações organizadas principalmente por estudantes e movimentos sociais desde o início do segundo turno. No último dia 11, uma grande manifestação ocupou a Avenida Paulista, em São Paulo, com a presença do próprio Lula.

Rio de Janeiro: artistas se reúnem em Copacabana em grande ato pela democracia e reeleição de Lula

A Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi palco de uma grande mobilização artística e política em apoio à reeleição do presidenten Lula neste domingo (18). Convocado pelo cantor Caetano Veloso e pelo movimento 342 Artes, o Ato Musical pela Democracia reuniu artistas de diferentes gerações e estilos musicais, além de apoiadores do petista.

A concentração começou por volta das 14h, na altura do Posto 5, e as apresentações musicais tiveram início às 16h15, com a abertura do cantor e compositor Edu Krieger. Entre os artistas presentes no evento estão Caetano Veloso, Djavan, Simone, Marina Sena, Chico César, João Bosco, Frejat, Fernanda Abreu, Ivan Lins, Rubel, Duda Beat e Xamã.

A mobilização transformou a orla carioca em um espaço de manifestação política e cultural, unindo música e defesa da democracia na reta final da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

A realização do evento musical em Copacabana também foi alvo de uma tentativa de impedimento judicial. O Partido Novo pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrasse a manifestação, sob a alegação de que apresentações de artistas poderiam configurar comícios disfarçados. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, no entanto, negou o pedido e permitiu a realização do ato. Os organizadores esclareceram que a iniciativa não integra a agenda oficial da campanha de Lula e que parte das despesas seria custeada com recursos próprios.

O ator Paulo Vieira, apresentador do evento, criticou uma tentativa feita na Justiça de barrar o ato. “Tentaram impedir que esse evento acontecesse, mas não conseguiram. A democracia é justamente isso, poder fazer arte, cantar, se manifestar”, disse Vieira. “Não é comício, não é showmício e não é ato de campanha.”

O público presente carrega camisetas e adesivos de Lula e bandeiras do presidente. Políticos, como o deputado eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) e o deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) estão no evento.

Rio de Janeiro: estudantes ocupam a Candelária e Chico Buarque defende a democracia

Também no Rio de Janeiro, estudantes, movimentos sociais e apoiadores do presidente se reuniram na região da Candelária, no Centro, durante a manhã deste domingo. Convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), com apoio de partidos como PT e PDT, a manifestação destacou a defesa da educação pública, da juventude e da democracia. O público ocupou um trecho da Avenida Presidente Vargas, levando bandeiras, cartazes e palavras de ordem em apoio à reeleição de Lula.

Um dos momentos de maior destaque foi a participação do cantor e compositor Chico Buarque, recebido com entusiasmo pelos manifestantes. Diante do público, o artista fez uma defesa da democracia e ressaltou o protagonismo dos estudantes na mobilização política.

“Estamos aqui contra a truculência e contra a subserviência. Viva os estudantes, viva a democracia e viva o presidente Lula”, declarou Chico Buarque, sendo saudado pelos participantes.


Guerra na Ucrânia chega ao Mar Negro e acende alerta de segurança na Otan


 













No quinto ano do conflito na Ucrânia, incidentes militares cada vez mais próximos do território de países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) elevam a pressão sobre a segurança no continente europeu. Na última semana, ataques com drones contra embarcações no Mar Negro, nas imediações das costas de Romênia e Bulgária, deixaram marinheiros desaparecidos e levaram o governo búlgaro a solicitar formalmente o reforço de sistemas antiaéreos e de tecnologias antidrone.

Os episódios acentuaram o receio de governos europeus de que o confronto transborde as fronteiras ucranianas devido a incursões aéreas, violações de espaço territorial e operações atribuídas a Moscou. Embora os episódios recentes não configurem um ataque direto contra a aliança, a proximidade com áreas sob responsabilidade de países aliados tem exigido ampliação das medidas de proteção.

Diante do cenário, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reuniu-se na quinta-feira (15) com lideranças da Romênia e da Bulgária para discutir ajustes na postura defensiva da organização. A aliança mantém grupos táticos multinacionais no flanco oriental, abrangendo países como Bulgária, Estônia, Finlândia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Romênia e Eslováquia.

O comandante supremo aliado na Europa, Alexus Grynkewich, destacou que qualquer agressão ao território de um Estado-membro terá resposta imediata. A declaração reforça o princípio de defesa coletiva do bloco, sem sinalizar, contudo, a intenção de provocar um confronto direto com a Rússia.

Europa reforça planos de defesa

A combinação de ataques à Ucrânia, incidentes no Mar Negro e suspeitas de operações híbridas têm levado governos europeus a tratar a segurança como uma questão que vai além do campo de batalha.

A discussão inclui a proteção de instalações estratégicas, a capacidade de resposta a drones, a mobilização militar e a preparação da população para possíveis emergências.

A Alemanha, por exemplo, desenvolveu um plano operacional voltado à coordenação de autoridades civis e militares em situações de crise.

Outros governos também discutem estoques de emergência e orientações para a população diante de interrupções no fornecimento de energia, falhas de comunicação ou ameaças à infraestrutura.

Com informações do Metrópoles

Novo pede cassação da chapa de Lula por abuso de poder político em ano eleitoral


 











O partido Novo acionou o TSE para pedir a cassação da chapa do presidente Lula (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB), além da inelegibilidade de ambos por oito anos. A ação, protocolada na segunda-feira, acusa o governo federal de abuso de poder político pela adoção de medidas de benefício econômico e apelo popular em ano eleitoral.

Segundo o partido, foram identificadas 35 medidas entre janeiro e outubro de 2026, sendo 12 durante a campanha eleitoral. Entre as iniciativas questionadas estão o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, a ampliação dos subsídios aos combustíveis, o programa Desenrola 3.0 e o fim da chamada taxa das blusinhas.

O Novo estima que as medidas tenham impacto fiscal de aproximadamente R$ 73 bilhões. A legenda também questiona a abertura de R$ 99,7 bilhões em créditos extraordinários por medidas provisórias, mecanismo destinado a despesas urgentes e imprevisíveis.

“Benefícios eleitoreiros anunciados nas vésperas do pleito, contas empurradas para o futuro e gastos sem compensação, tudo isso exige responsabilização”, afirmou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.

Além da ação no TSE, o partido apresentou representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar os efeitos fiscais das medidas. O Novo pede que Lula e Alckmin sejam notificados para apresentar defesa e, ao final do processo, tenham os registros ou diplomas cassados e sejam declarados inelegíveis por oito anos. As acusações ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral.

Com informações do Metrópoles

85% defendem fim da indicação de ministros do STF pelo presidente, aponta pesquisa

 


Levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira aponta que 85% dos brasileiros são favoráveis à retirada da prerrogativa do presidente da República de indicar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas 7% são contrários à mudança e 8% não têm opinião formada.

O resultado surge em meio ao debate sobre mudanças na composição da Corte. Até 2030, o próximo presidente poderá indicar pelo menos três ministros, considerando as aposentadorias previstas de Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes.

O presidente Lula (PT) tem defendido uma reforma do Judiciário, incluindo a discussão sobre a forma de escolha dos ministros e a possibilidade de estabelecer mandatos para os integrantes do STF. Em setembro, afirmou que a sociedade precisa participar desse debate.

Já o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem declarado que pretende indicar cinco ministros ao Supremo caso seja eleito. A bancada bolsonarista no Congresso também defende o impeachment de integrantes da Corte, o que poderia abrir novas vagas.

Atualmente, a Constituição estabelece que os ministros do STF são indicados pelo presidente da República e precisam ser aprovados pelo Senado Federal.

Com informações da Crusoé


Exclusivo: ONU cobra Meta por manipulação na eleição brasileira

 


A atuação da Meta nas eleições brasileiras se transforma em um alerta mundial. Nesta quarta-feira, relatores da ONU denunciaram a atitude da empresa americana e cobraram a plataforma a não promover uma ingerência no processo democrático nacional. O email enviando ao governo brasileiro com a denúncia foi obtida pelo ICL Notícias com exclusividade.

Segundo um comunicado, “relatos de restrições à expressão política legítima nas plataformas da Meta durante as eleições no Brasil suscitam preocupações em relação à liberdade de expressão, de associação, à participação política e à igualdade de tratamento entre diferentes posições políticas”.

“Plataformas online são atores fundamentais no debate democrático. Impedir que as pessoas se expressem ou alcancem audiências sem explicação afeta quem é ouvido”, disseram os especialistas.

Na declaração, os relatores da ONU pediram a Meta a avaliar se seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial restringiram de forma desproporcional um dos lados do debate eleitoral brasileiro.

Também pediram que a empresa forneça explicações e mecanismos de reparação adequados, aplique as regras de forma consistente e sem discriminação, mantenha um diálogo transparente com a sociedade civil e garanta que reclamações possam ser tratadas durante o período eleitoral.

“As plataformas digitais não devem se tornar guardiãs sem prestação de contas do debate político, nem seus sistemas devem ser suscetíveis à influência indevida de atores políticos. A democracia e eleições livres e justas dependem de plataformas independentes e consistentes, bem como de um ambiente aberto e pluralista, onde as pessoas possam acessar informações, fiscalizar quem busca o poder, trocar opiniões e se organizar sem interferências arbitrárias”, concluíram os especialistas.

O documento foi assinado por Leopoldo Maldonado Gutiérrez, Relator Especial da ONU sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e de expressão, Margaret Satterthwaite, Relatora Especial da ONU sobre a independência dos juízes e dos advogados, Gina Romero, Relatora Especial da ONU sobre os direitos à liberdade de reunião pacífica e de associação, Andrea Bolaños Vargas, Relatora Especial da ONU sobre a situação dos defensores e defensoras dos direitos humanos, e pelos peritos Robert McCorquodale, Fernanda Hopenhaym, Lyra Jakulevičiené, Pichamon Yeophantong e Damilola Olawuyi, do Grupo de Trabalho da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos.

Segundo eles, os observadores internacionais das eleições levantaram preocupações sobre as plataformas da Meta. Entre os incidentes relatados estão:

  • Interrupções temporárias da conta de campanha de um dos candidatos;
  • Diferenças no engajamento do público, nos feeds dos usuários, na contagem de visualizações e no alcance;
  • Restrições a publicações desta campanha no Instagram;
  • Diferenças entre os principais partidos políticos na geração de imagens por IA, nos resultados de busca de canais do WhatsApp, nos Stories dos candidatos e na distribuição de conteúdo político, potencialmente favorecendo a campanha do candidato oposto.

“Relatórios de monitoramento mostram que milhares de contas e publicações enfrentaram suspensões, redução de visibilidade e limitações de compartilhamento, incluindo jornalistas, defensores de direitos humanos, atores da sociedade civil e criadores de conteúdo”, disseram os especialistas.

“Informações, inclusive de funcionários da Meta, sugerem que contas vinculadas a um dos lados da disputa presidencial foram afetadas de forma desproporcional”, constatam.

O texto aponta como um juiz do Tribunal Superior Eleitoral determinou que a Meta aplicasse as mesmas regras a ambos os candidatos até o segundo turno, proibindo restrições desiguais quanto ao alcance das campanhas, recomendações e resultados de pesquisa.

“Perder alcance pode significar perder voz no debate público e a capacidade de mobilizar comunidades. Algoritmos, sistemas de IA e decisões de moderação de conteúdo não devem se tornar árbitros invisíveis da discussão política. Quando a expressão política parecer estar sendo restringida de maneira desproporcional, as plataformas devem explicar o motivo, corrigir impactos desiguais e garantir recursos efetivos”, afirmam.

Os especialistas alertaram que tais restrições podem afetar o acesso à informação, a liberdade de reunião pacífica e de associação, além de comprometer as eleições quando as liberdades fundamentais não são respeitadas durante todo o processo eleitoral.

“A responsabilidade de respeitar os direitos humanos exige que as empresas de tecnologia identifiquem, previnam e enfrentem impactos adversos, em conformidade com os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, inclusive na governança das plataformas e na moderação de conteúdo”, afirmaram.

Um dos pontos destacados pelos especialistas da ONU é a estratégia de causar o dano e, mesmo depois condenado, ter seu impacto já estabelecido.

“Durante as eleições, recursos tardios podem ter consequências irreversíveis. A liberdade de expressão e a integridade da informação devem, portanto, caminhar juntas. Medidas contra a desinformação não devem restringir arbitrariamente a expressão política legítima”, alertam.

A declaração da ONU também aponta para o papel do Poder Judiciário. Segundo eles, “um Judiciário independente e imparcial, incluindo os tribunais eleitorais, é um pilar fundamental da democracia”.

“Quaisquer restrições à expressão política, inclusive em plataformas privadas, devem estar sujeitas ao devido processo legal e a recursos efetivos. Os processos eleitorais dependem de um debate aberto e dinâmico, exigindo que os juízes exerçam cautela especial ao considerar tais medidas. Até mesmo a percepção de tratamento desigual pode corroer a confiança pública”, disseram.


QUAEST: Flávio tem 45% e Lula 44% no 2º turno

 


Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto no 2º turno da eleição presidencial, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 14 de outubro, Flávio oscilou um ponto percentual para baixo, passando de 46% para 45%. Lula manteve os 44% registrados na rodada anterior. A diferença entre os candidatos caiu de dois para um ponto percentual.

Os votos nulos somam 5%, enquanto os indecisos representam 2% dos entrevistados. Este é o primeiro levantamento da Quaest realizado após o debate entre os presidenciáveis na TV Band, no domingo (18).

Encomendada pelo Grupo Globo, a pesquisa ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de outubro, por meio de entrevistas presenciais domiciliares. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de dois pontos percentuais.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08535/2026.

Com informações do Metrópoles