A tuberculose é ainda hoje um grave problema de saúde pública. E no Brasil e no Paraná, o número de casos e até mesmo de mortes causadas pela doença estão em alta. É o que revelam dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, os quais apontam que nos últimos 10 anos foram registrados 954.595 casos da doença em todo o país, com 50.705 mortes. O Paraná, por sua vez, foi responsável por 26.645 casos da doença, com 1.579 óbitos.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a tuberculose é uma doença transmitida por uma bactéria (bacilo) chamada Mycobacterium tuberculosis. Embora afete principalmente os pulmões, ela também pode atingir outros órgãos e sistemas do nosso corpo, sendo transmitida pelo ar, quando as pessoas infectadas tossem, espirram ou cospem.
Os sintomas mais comuns da doença envolvem tosse com ou sem secreção (catarro) por mais de quatro semanas; cansaço; febre baixa, geralmente à tarde; suor noturno; falta de apetite; palidez; perda de peso; e fraqueza; Muitas vezes, porém, esses sintomas são levas e duram por meses, o que acarreta numa demora na busca por atendimento médico. Contudo, é fundamental buscar auxílio o quanto antes, para que o tratamento funcione e também para evitar infectar outras pessoas.
No Brasil, o número de ocorrências de tuberculose deu um verdadeiro salto ao longo da última década. Em 2015, registrou-se 85.462 diagnósticos da doença. Em 2025 (último ano com dados disponíveis), já se chegou a 112.988 – um aumento de 32,2%. Da mesma forma, as mortes causadas pela enfermidade também cresceram expressivamente, passando de 4.610 registros para 6.376 em 10 anos – um avanço de 38,3%.
Dentro desse contexto, o Paraná também viu a doença ganhar “novo fôlego” no estado. Em 2015, diagnosticou-se 2.466 casos de tuberculose no estado. Em 2024, já houve 3.067 ocorrências – um avanço de 24,4%. O número de óbitos, por outro lado, cresceu de forma mais expressiva: +54,4%, passando de 125 registros para 193. O ano com mais mortes no estado, no entanto, foi 2023, com 210 casos.
O tratamento é feito da forma indicada pelo médico, com esquema preconizado pelo Ministério da Saúde com 4 medicamentos (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol), por um período de seis meses a um ano. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito, mas o paciente precisa segui-lo à risca. Caso contrário, a doença pode se tornar resistente aos remédios e se espalhar para outros órgãos e sistemas do corpo.








