quarta-feira, 25 de março de 2026

Homem é suspeito de se unir a amigo e parente para espancar e tentar afogar ex-companheira no PR


 












Um homem de 47 anos e dois comparsas foram presos em Antonio Olinto, no sul do Paraná, suspeitos de tentativa de feminicídio contra uma mulher de 38 anos. Inconformado com o fim do relacionamento, que havia terminado cerca de 20 dias antes, o ex-companheiro contou com a ajuda de um parente de 26 anos e de um amigo de 32 para perseguir, espancar e jogar a vítima em um rio. O crime ocorreu no dia 17 de fevereiro, mas os detalhes do caso e a prisão do último suspeito foram divulgados pela Polícia Civil apenas nesta terça-feira (24).

Segundo as investigações, o trio perseguiu a mulher na rua, a forçou a entrar em um carro e a agrediu violentamente. Em seguida, os homens a levaram até um rio da região e a colocaram em um bote. No local, a vítima voltou a ser espancada, desta vez com o uso de um remo de madeira, antes de ser atirada na água. De acordo com a Polícia Civil, os agressores sabiam que a mulher não sabia nadar e acreditavam que ela não sobreviveria. Apesar dos ferimentos, a vítima conseguiu alcançar a margem do rio e pedir socorro.

A resposta policial resultou na prisão dos três envolvidos. O ex-companheiro e um dos ajudantes foram detidos em flagrante logo após o crime. O terceiro suspeito, no entanto, foi capturado apenas na última sexta-feira (20), após a Justiça expedir um mandado de prisão preventiva solicitado pela Polícia Civil. O trio, que não teve as identidades reveladas, permanece detido e foi indiciado por tentativa de feminicídio, com as qualificadoras de uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de meio cruel.

Durante os depoimentos, os suspeitos tentaram se eximir da culpa, mas as versões foram derrubadas pelas autoridades. O ex-companheiro e o suspeito preso em flagrante negaram qualquer participação ou conhecimento do ataque. Já o terceiro homem admitiu ter presenciado o crime, mas alegou ter sido coagido a acompanhar a ação, afirmando que sua única função foi iluminar o local com uma lanterna quando chegaram ao rio. A Polícia Civil informou que a narrativa foi totalmente desmentida tanto pelo avanço das investigações quanto pelo relato detalhado da vítima sobrevivente.

As informações são do G1.

Diesel dispara, ameaça safra e crise no combustível já pressiona preço dos alimentos

 


A disparada no preço do diesel e as restrições de oferta já começam a afetar diretamente o agronegócio brasileiro, justamente no período crítico entre a colheita e o plantio da segunda safra. O cenário é reflexo da alta internacional do petróleo, impulsionada pela escalada do conflito envolvendo Estados UnidosIsrael e Irã.

Produtores de diversas regiões, do Sul ao Centro-Oeste, relatam dificuldades para abastecer máquinas e garantir o transporte da produção. O impacto atinge desde o arroz do Rio Grande do Sul até a soja e o milho do Centro-Oeste, além das usinas de açúcar e etanol de São Paulo.

O problema já chegou às bombas. Dados da Agência Nacional do Petróleo apontam que o diesel ficou cerca de 19,4% mais caro desde o início do conflito, pressionando o custo do frete, que subiu entre 10% e 12%. Esse efeito em cadeia preocupa o governo, que vê risco direto de alta nos preços dos alimentos, especialmente carnes, já que o milho — base da ração animal — também pode encarecer.

Além do campo, serviços públicos também sentem o impacto. Levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul indica que quase metade das prefeituras consultadas enfrenta dificuldades para manter veículos e máquinas em operação por falta de combustível.

Diante da crise, o governo federal tenta reagir com medidas emergenciais, como redução de tributos, reforço na fiscalização de preços e discussão sobre linhas de crédito para produtores. Ainda assim, o temor é de que o diesel caro se transforme em mais um fator de pressão no bolso do consumidor nos próximos meses.


RECORDE: Arrecadação federal soma R$ 222 bilhões em fevereiro de 2026, impulsionada pelo IOF e IRRF















 A arrecadação federal somou R$ 222,1 bilhões em fevereiro, recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1995, segundo informou a Receita Federal nesta terça-feira (24). O valor representa alta real de 5,68% em relação a fevereiro de 2025.

No acumulado do ano, a arrecadação chegou a R$ 550,1 bilhões no primeiro bimestre, outro recorde, com alta de 4,4% sobre 2025.

As receitas administradas pelo Fisco somaram R$ 215,2 bilhões (+6,17%), enquanto as de outros órgãos totalizaram R$ 7,19 bilhões (-7,46%).

O resultado foi impulsionado principalmente pelo Imposto sobre Operações Financeiras, que arrecadou R$ 8,7 bilhões, alta de 35,7%. Já o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital somou R$ 11,6 bilhões (+19,4%), com destaque para títulos de renda fixa.

O Imposto sobre Produtos Industrializados também cresceu, passando de R$ 4,1 bilhões para R$ 4,5 bilhões (+10%). PIS e Cofins, impulsionados pelo setor de serviços, somaram R$ 47,7 bilhões (+8,45%). A meta fiscal de 2026 prevê superávit primário de R$ 34 bilhões (0,25% do PIB).

O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Relembre alguns aumentos de impostos:

  • alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das “offshores” (exterior);
  • mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
  • aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então;
  • imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);
  • reoneração gradual da folha de pagamentos;
  • fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);
  • início da taxação das bets;
  • aumento do IOF sobre crédito e câmbio;
  • alta na tributação dos juros sobre capital próprio.

Com informações de g1 e Poder 360

CV incendeia empresa de internet por recusa em pagar “taxa” e escancara avanço do “pedágio digital” do crime


 











Um ataque criminoso contra uma provedora de internet em Japeri-RJ expôs o avanço de facções sobre serviços básicos nas periferias. A empresa teve a estrutura incendiada após se recusar a pagar uma “taxa” imposta por integrantes do Comando Vermelho.

A ação, tratada como retaliação direta, evidencia uma nova frente de atuação do crime organizado: a exploração de serviços essenciais. Em diversas regiões do país, grupos criminosos já impõem cobranças ilegais para permitir a operação de internet, gás, transporte e até segurança privada.

Moradores acabam sendo diretamente afetados. Sem acesso à internet após o ataque, comunidades ficam ainda mais isoladas, enquanto empresas enfrentam um dilema: pagar para operar ou correr o risco de perder tudo. A prática tem sido chamada, informalmente, de “pedágio digital”.

O fenômeno não se restringe ao Rio de Janeiro e já é observado em outros estados, como Ceará, Bahia e Pará. Especialistas apontam que a extorsão recorrente tem se tornado uma fonte de renda significativa para facções, muitas vezes superando atividades tradicionais como o tráfico de drogas.

O caso reforça o alerta sobre a expansão do poder paralelo em áreas onde o Estado tem presença limitada, ampliando o controle do crime sobre a economia local e o cotidiano da população.

Viagem de luxo de Lulinha, de R$ 300 mil por família, tem elo com fraude no INSS

 


O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), realizou em janeiro de 2025 uma viagem de alto padrão à Noruega e à Finlândia para observar a aurora boreal ao lado da família, com todas as despesas da viagem pagas pela lobista Roberta Luchsinger. O custo estimado do roteiro foi de cerca de R$300 mil por família.

Luchsinger custeava despesas pessoais de Lulinha e de seus familiares e era financiada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, lobista enrolado e preso no âmbito das investigações sobre o esquema da gatunagem contra aposentados e pensionistas do INSS.

A viagem foi organizada pela influenciadora de turismo de luxo Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Em suas redes sociais, Marina se apresenta como especialista em viagens de alto padrão, oferecendo experiências exclusivas com hospedagens de luxo, transporte premium e roteiros personalizados.

O grupo embarcou rumo à Europa em voo da Swiss Airlines. Em valores atuais, passagens de primeira classe entre o Brasil e a Europa podem chegar a cerca de R$ 60 mil ida e volta por pessoa. Já os deslocamentos internos foram realizados por uma companhia aérea regional escandinava.

O ponto alto da viagem ocorreu na Lapônia finlandesa, onde o grupo se hospedou no Octola, um hotel de ultra luxo localizado em Rovaniemi. A propriedade ocupa uma área isolada de floresta boreal e funciona em regime de exclusividade, recebendo apenas um grupo por vez.

As diárias no local podem chegar a R$ 37 mil por pessoa, e o hotel é conhecido por oferecer experiências privadas voltadas à observação da aurora boreal, além de serviços personalizados em meio à paisagem ártica.

A viagem reuniu hospedagem exclusiva, transporte de alto padrão e programação voltada ao turismo de luxo na região escandinava.

Diário do Poder


Reunião secreta escancara crise e aprofunda divisão interna no STF

 


Uma reunião reservada no Supremo Tribunal Federal, realizada no último dia 12 de março, expôs o clima de tensão entre ministros e aprofundou o racha interno em meio às repercussões do caso envolvendo o Banco Master.

O encontro foi articulado por Gilmar Mendes junto ao presidente da Corte, Edson Fachin. Inicialmente restrita aos dois, a reunião ganhou novos participantes poucos minutos depois, com a entrada de Alexandre de MoraesFlávio Dino e Cristiano Zanin.

Nos bastidores, parte dos ministros cobra de Fachin uma postura mais firme na defesa da imagem do tribunal, especialmente diante de suspeitas que envolvem colegas como Moraes e Dias Toffoli. O presidente, porém, tem adotado um discurso de autocontenção, o que vem sendo interpretado como indireta e gerando incômodo dentro da Corte.

As divergências também passam pela condução institucional da crise. Ministros pressionam para que Fachin assuma protagonismo e lidere uma resposta conjunta, enquanto criticam a aposta do presidente em pautas individuais, como a proposta de criação de um código de ética para magistrados.

Após o encontro, decisões de integrantes do STF foram vistas como reveses a investigações em curso sobre o Banco Master. Ao mesmo tempo, Fachin articulou internamente para acelerar o julgamento que manteve a prisão de Daniel Vorcaro, numa tentativa de conter o desgaste público.

O episódio evidencia um tribunal dividido sobre como reagir à crise e reforça o clima de desconfiança entre ministros em um dos momentos mais delicados recentes do Judiciário brasileiro.

Com informações da CNN


Alarme dispara no STF e prédio é evacuado às pressas; suspeita é de vazamento de gás


 








Uma suspeita de vazamento de gás no terceiro andar do STF obrigou servidores a deixarem o prédio às pressas, segundo nota oficial da Corte. Conforme informações da coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, o alarme foi acionado na copa do 3º andar, onde funciona a Presidência do STF, orientando a saída imediata de todos os ocupantes do edifício.

Brigadistas percorreram cada sala para garantir a evacuação completa, de acordo com informações do próprio tribunal. Todos os anexos do Supremo também precisaram ser esvaziados.

Ainda não há confirmação sobre o motivo exato do acionamento do alarme, mas, segundo o STF, a suspeita inicial é de um possível vazamento de gás. A situação foi monitorada até que os servidores pudessem retornar com segurança.

O Tribunal informou que procedimentos de segurança seguem sendo avaliados e que novas informações serão divulgadas assim que forem apuradas.

Moraes restringe visitas a Bolsonaro na domiciliar e aponta risco de sepse













O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta terça-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não receba visitas durante o período em que estiver em prisão domiciliar, com exceção de familiares diretos, advogados e médicos. Segundo a decisão, a medida busca evitar risco de sepse e outras infecções durante o tratamento de saúde.

O ministro decidiu que Bolsonaro poderá cumprir a domiciliar pelo prazo de 90 dias após receber alta médica, período em que deverá usar tornozeleira eletrônica. A autorização foi concedida para que ele conclua o tratamento da broncopneumonia que motivou a internação hospitalar.

No despacho, Moraes afirmou que a suspensão de visitas por 90 dias tem o objetivo de garantir um ambiente controlado durante a recuperação e que a restrição é necessária para evitar o risco de sepse e controlar possíveis infecções.

A decisão autoriza visitas apenas dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro, além da enteada, e estabelece que o acesso deve seguir as mesmas regras aplicadas no presídio da Papuda, onde o ex-presidente cumpria pena.

Conforme a determinação judicial, essas visitas poderão ocorrer apenas às quartas-feiras e aos sábados, nos horários de 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h. Qualquer outra visita, inclusive de aliados políticos ou a outros moradores da residência, dependerá de autorização judicial específica.

CPMI recua e descarta condução de ex de Vorcaro antes de notificação oficial

 


O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, afirmou que não pretende pedir a condução coercitiva da empresária Martha Graeff enquanto ela não for formalmente notificada para depor.

Segundo o parlamentar, a medida só pode ser adotada caso a testemunha seja devidamente citada e, ainda assim, deixe de comparecer na data marcada pela comissão. Até o momento, Graeff não foi localizada para receber a notificação oficial.

Apesar disso, Viana reforçou a importância do depoimento da ex-noiva de Daniel Vorcaro. De acordo com ele, a empresária pode esclarecer possíveis conexões do investigado com integrantes do meio político e do Judiciário.

A dificuldade em localizar Graeff tem atrasado os trabalhos da CPMI. A empresária reside atualmente nos Estados Unidos e manteve um relacionamento de cerca de dois anos com Vorcaro, alvo central das investigações.

Nos bastidores, a expectativa é que a comissão intensifique as tentativas de notificação para viabilizar o depoimento, considerado peça-chave para o avanço das apurações.