segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Casal de venezuelanos morre atropelado por motorista que tentava fazer 'cavalinho de pau' no PR


 












Um casal de venezuelanos morreu atropelado em Francisco Alves, no Noroeste do Paraná, após um motorista perder o controle do veículo ao tentar realizar uma manobra conhecida como "cavalinho de pau". As vítimas, identificadas como Mirialbis Aleisber Obdulio Yanes, de 39 anos, e Deibis Francisco Guzman Salazar, de 43, estavam sentadas em cadeiras na calçada no momento do impacto. Uma mulher de 23 anos e um bebê de um ano também foram atingidos e encaminhados para atendimento por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

De acordo com a Polícia Militar, o condutor de 31 anos trafegava em alta velocidade quando tentou girar o veículo bruscamente, derrapando a traseira. Ao perder o controle da direção, ele colidiu contra dois carros estacionados antes de invadir a calçada e atingir as quatro pessoas. O homem foi preso em flagrante enquanto ainda estava dentro do automóvel, apresentando sinais visíveis de embriaguez, como sonolência, olhos avermelhados e fala desconexa.

Após passar por avaliação médica, o motorista foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Iporã. No local, ele se recusou a realizar o teste do bafômetro, o que levou os policiais a lavrarem um Termo de Constatação de Sinais de Alteração da Capacidade Psicomotora, amparados pelo estado aparente do condutor. 

O caso foi registrado inicialmente em boletim de ocorrência como lesão corporal de natureza gravíssima e segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as responsabilidades pela morte das vítimas.

Imagens mostram estragos e granizo após temporal provocado por supercélula no PR


 












Imagens e vídeos publicados nas redes sociais mostram fortes rajadas de vento e chuva de granizo causadas por um temporal que atingiu cidades do Centro-Sul do 
Paraná na tarde deste domingo (1º). A tempestade, provocada pela passagem de uma supercélula, deixou um rastro de destruição em municípios como Marquinho, Laranjal, Laranjeiras do Sul, Nova Laranjeiras, Pitanga e, segundo a Defesa Civil, agora se desloca em direção a Guarapuava.

Os estragos foram significativos nas áreas afetadas. Em Marquinho, árvores caíram sobre as vias, bloqueando o trânsito, enquanto postes e fios de alta tensão foram derrubados nas ruas, exigindo a atuação do Corpo de Bombeiros para a desobstrução das pistas. No município de Laranjal, a força dos ventos destelhou barracões e causou a queda de árvores, gerando prejuízos também na área rural.

O fenômeno meteorológico no estado foi desencadeado por um sistema de baixa pressão localizado entre o Paraguai e o norte da Argentina, combinado com o calor e instabilidades na atmosfera. O cenário levou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a emitir alertas amarelo e laranja para o Paraná, válidos inclusive para o feriado de Finados, nesta segunda-feira (2). O alerta amarelo abrange todos os municípios, indicando chuvas intensas, enquanto o laranja, vigente para a maior parte do estado, adverte para tempestades severas, com precipitações volumosas, rajadas de vento de até 100 km/h e possibilidade de granizo.

De acordo com o Inmet, as áreas de baixa pressão no interior da América do Sul estão intensificando as instabilidades na porção Centro-Sul do Brasil. Somado a isso, um canal de umidade que conecta as regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste até o norte da Região Sul tem favorecido a ocorrência de pancadas de chuva com trovoadas isoladas, além de aumentar a sensação de tempo abafado.

Dívida pública atinge R$ 11,1 trilhões e alcança o pior patamar desde 2021

 


A dívida bruta do setor público consolidado do Brasil manteve a tendência de alta e fechou o mês de setembro atingindo o montante de R$ 11,1 trilhões, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto, segundo dados do Banco Central. O indicador, que serve como o principal termômetro da capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros, atingiu o seu pior patamar desde março de 2021 e acumula uma alta expressiva de 11,2 pontos percentuais desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o índice marcava 71,7% do PIB ao final da gestão anterior.

O avanço contínuo do endividamento reflete o descompasso das contas públicas, puxado pelo aumento das despesas do governo e pelos déficits acumulados no setor público. Apenas no acumulado do ano, a dívida bruta subiu mais de 6 pontos percentuais em relação ao PIB, enquanto a dívida líquida do setor público saltou para 70% da riqueza produzida no país. O resultado fiscal de setembro reforçou a pressão sobre as finanças do Estado ao registrar um déficit primário de R$ 5,5 bilhões, evidenciando o desafio permanente do país para equilibrar arrecadação e gastos estruturais.

Com informações da Revista Oeste 


ROMBO: Estatais federais acumulam déficit de R$ 8,5 bilhões em 2026, aponta Banco Central

 


As empresas estatais federais acumularam déficit primário de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, o maior resultado negativo para o período na série histórica do Banco Central. Somente em setembro, o rombo chegou a R$ 2 bilhões, também um recorde para o mês desde o início da série, em 2001.

Os dados foram divulgados pelo Banco Central. No mesmo período de 2025, o déficit acumulado das estatais federais era de R$ 6,3 bilhões. Já em setembro do ano passado, o resultado negativo havia sido de R$ 751 milhões.

A situação dos Correios contribui para o cenário. A empresa registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre deste ano e enfrenta dificuldades financeiras. Em setembro, o Ministério da Fazenda autorizou a concessão de garantia do Tesouro Nacional para um novo empréstimo de R$ 7 bilhões solicitado pela estatal.

O levantamento do Banco Central não inclui a Petrobras nem instituições financeiras federais, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Integrantes do governo Lula argumentam que o déficit primário não significa, necessariamente, prejuízo financeiro ou comprometimento da saúde das empresas, já que os valores também podem refletir investimentos.

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que a instituição não dispõe de dados suficientemente detalhados para separar despesas correntes de investimentos na apuração do resultado.

Considerando também as estatais estaduais e municipais, o déficit chegou a R$ 3,4 bilhões em setembro e a R$ 11,4 bilhões no acumulado de janeiro a setembro.

Com informações da Folha de S.Paulo


Mercado clandestino de bets pode dobrar após proibição e movimentar cerca de R$ 56 bilhões

 


O mercado clandestino de apostas no Brasil pode crescer 101% após a proibição das bets, com receitas anuais estimadas em R$ 56 bilhões. A projeção é do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que calcula que 70% dos apostadores de plataformas regulamentadas migrem para operadores ilegais.

A receita anual do mercado clandestino passaria de R$ 27,9 bilhões para R$ 56 bilhões, um aumento de R$ 28,1 bilhões, de acordo com a estimativa do IBJR. O cálculo considera o Gross Gaming Revenue (GGR), que corresponde à diferença entre o valor apostado e os prêmios pagos, e não ao volume total de apostas.

O levantamento também identificou 60.477 endereços suspeitos de oferecer apostas clandestinas na internet. Desse total, 34.134 apresentavam características como cadastro de usuários, oferta de bônus e pagamentos por Pix. A ferramenta de monitoramento LegitBet também encontrou páginas que utilizam nomes e identidades visuais semelhantes aos de empresas conhecidas, como Betano, Bet365, Novibet e BetMGM.

O IBJR ressalta, porém, que a inclusão de um endereço na base de monitoramento não comprova que ele tenha sido criado após a proibição nem confirma, por si só, a ilegalidade da operação.

O instituto alerta que a migração para plataformas clandestinas pode deixar os apostadores sem mecanismos de proteção exigidos das empresas autorizadas, como verificação de identidade, fiscalização das transações e medidas para impedir o acesso de menores de idade.

A proibição foi estabelecida pelo presidente Lula através da Medida Provisória nº 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026. O texto tem validade inicial até 23 de novembro e depende de aprovação do Congresso Nacional para se tornar definitivo. Caso não seja votado no prazo, poderá ser prorrogado por mais 60 dias.


Senado vai ouvir Fazenda e TCU antes de definir alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)

 


A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado iniciará em 11 de novembro as discussões sobre a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo federal criado pela Reforma Tributária.

O presidente do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou que convidará o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, para participar das audiências públicas.

O TCU estabeleceu uma alíquota de referência de 11,3%, que servirá de base para a análise dos senadores. O percentual definirá quanto será cobrado para substituir o PIS e a Cofins, tributos federais atualmente aplicados sobre produtos e serviços.

A definição precisa ser votada ainda neste ano. O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da proposta, também deverá ouvir especialistas em tributação e representantes da sociedade.

A CBS começará a ser cobrada efetivamente em 2027, quando o governo federal estima arrecadar R$ 636 bilhões com o tributo. Ela integrará o novo modelo de impostos sobre o consumo, ao lado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá tributos estaduais e municipais. A transição para o sistema será concluída em 2033.


Defesa de Flávio Bolsonaro questiona decisão sobre passaportes e pede a Fachin que Mendonça assuma caso relatado por Moraes


 











O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou três petições ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar decisões do ministro Alexandre de Moraes. A defesa pede a devolução de seu passaporte, a suspensão da proibição de deixar o país e a transferência da investigação para o ministro André Mendonça.

Em uma das solicitações, encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, os advogados argumentam que Mendonça deve assumir o caso por já relatar investigações relacionadas à Operação Sem Desconto e à suposta estrutura de lavagem de dinheiro atribuída ao advogado Willer Thomaz, amigo de Flávio.

A defesa também pediu o impedimento e a declaração de suspeição de Moraes. Alega que a investigação envolve uma aeronave cujas cotas teriam sido destinadas ao escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Em outro pedido, dirigido diretamente a Moraes, os advogados solicitam a revisão da decisão que determinou a apreensão dos passaportes do senador e o proibiu de sair do Brasil.

Flávio afirma que está disposto a colaborar com as investigações. Sobre os elementos citados na decisão, a defesa atribui a relação com Willer Thomaz à amizade entre os dois e contesta a existência de uma conta bancária conjunta.

PGR endossa decisão de Moraes que quebrou sigilo de jornalista do Maranhão que publicou reportagens com denúncias contra Dino


 












A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a quebra do sigilo da fonte do jornalista maranhense Luís Pablo, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O profissional publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino, ministro da Corte, e seus familiares no Maranhão.

Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a divulgação de dados sobre os veículos poderia colocar em risco a segurança de Dino. Segundo ele, a quebra de sigilo também permitiria esclarecer como as informações foram obtidas e se houve pagamento pela publicação das reportagens.

O jornalista é acusado de cobrar R$ 100 mil para divulgar o material. Gonet afirmou que a investigação deve apurar uma possível relação financeira envolvendo informações reservadas. A defesa de Luís Pablo, porém, contesta a acusação e sustenta que não há fundamento para afastar a garantia constitucional do sigilo da fonte.

A medida de Moraes foi autorizada em março e incluiu buscas e apreensões de celulares e computadores na residência do jornalista. Após a decisão, a defesa recorreu ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo o encerramento da investigação, a proteção das comunicações com fontes e advogados e o envio do caso à primeira instância.

A defesa também argumenta que reportagens sobre o uso de patrimônio público não caracterizam perseguição política contra o ministro e que a quebra do sigilo só poderia ser admitida diante de um interesse público preponderante.

Um relatório da Polícia Federal citado pela CNN Brasil apontou não haver indícios de crime de violação de sigilo funcional por parte do jornalista. O documento também afirma que não foi possível confirmar que ele recebeu dinheiro para publicar as reportagens.

Moraes determinou ainda busca e apreensão contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista. Cutrim está preso em outra investigação, sob acusação de obstrução de uma apuração de homicídio, mas nega a acusação.

Mauro Vieira e Marco Rubio conversam durante cúpula do G20 e acertam reunião bilateral entre Brasil e EUA

 


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, combinaram agendar uma reunião para discutir a agenda bilateral entre os dois países. A conversa ocorreu durante um coquetel da cúpula de chanceleres do G20, nos Estados Unidos.

Segundo interlocutores do Itamaraty, o encontro foi breve e não abordou temas específicos. A nova reunião deverá ocorrer antes da cúpula de chefes de Estado do G20, prevista para dezembro, mas ainda não tem data definida.

A aproximação acontece em meio a um novo momento de tensão entre Brasília e Washington. O presidente Donald Trump ainda não reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. Além disso, um funcionário da Casa Branca teria ajudado o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo petista, a deixar o Brasil em direção aos Estados Unidos.

Flávio chegou a Miami na quarta-feira (28), após sair do país pela fronteira com a Argentina em um voo privado. A viagem ocorreu apesar de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a apreensão de seus passaportes e o proibiu de deixar o Brasil. A medida atendeu a um pedido da Polícia Federal, que apontou risco de fuga no contexto de investigações sobre suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.