sábado, 7 de novembro de 2026

Após chuva e calorão do fim de semana, frio toma conta do Paraná

 


O calor dos últimos dias no Paraná se despede logo neste fim de semana. De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, chove entre sexta-feira e sábado, 6 e 7 de novembro, e depois as temperaturas despencam. Uma massa de ar frio fará as temperaturas ficarem pelo menos 5°C mais baixas na segunda-feira, 9 de novembro que estavam nesta semana.

A sexta-feira começou com muitas nuvens no Sul e Leste do Paraná, com registro de chuvas fracas isoladas entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral. Nas demais regiões, há a presença de poucas nuvens e o tempo é estável. Este cenário começa a mudar a partir do final da manhã e início da tarde.

“A aproximação de um novo sistema de baixa pressão nas proximidades do Paraguai, com extensão em direção à Região Sul do Brasil, favorece a formação de áreas de instabilidade a partir da tarde. Núcleos isolados de chuva acompanhada de trovoadas começam a se intensificar, principalmente no Noroeste, Oeste, região Central e Centro-Su”, explica Paulo Barbieri, meteorologista do Simepar.

As temperaturas ficam parecidas com as registradas na quinta-feira (05), quando praticamente todas as estações meteorológicas do Simepar registraram valores próximos ou acima dos 24°C, com exceção somente de Santa Maria do Oeste, General Carneiro e do Distrito de Horizonte, em Palmas. Nesta sexta (06) à tarde, os termômetros chegam aos 31°C em cidades do Oeste e Noroeste, enquanto no Leste não passam dos 24°C.

A chuva se intensifica no sábado (07). “O avanço de uma nova frente fria, desta vez com características continentais, volta a elevar o risco de tempestades no Estado. Já durante a madrugada, áreas de instabilidade com potenciais para temporais avançam pelo Oeste, Sudoeste, Centro-Sul e Noroeste”, afirma Paulo.

No decorrer da manhã e à tarde, esse sistema segue avançando para as demais regiões até atingir todo o Paraná, com pancadas de chuvas acompanhadas de raios, ventos com intensidade moderada a forte, e precipitação de granizo.

O boletim de gestão de risco, elaborado pelo Simepar em parceria com a Defesa Civil Estadual, aponta risco alto de tempestades em praticamente todo o Estado, com exceção do Sudoeste e parte da região Oeste, que estão sob risco muito alto.

INSS muda regras do auxílio-doença sem perícia e cria reanálise após benefício negado

 


O INSS mudou as regras para concessão do auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, por meio de documentos médicos, sem necessidade de perícia presencial imediata. A partir desta sexta-feira (6), segurados que tiverem o benefício negado por parecer técnico na análise documental poderão solicitar uma reanálise em até 10 dias.

A mudança foi publicada no Diário Oficial da União e permite que o trabalhador apresente novos documentos médicos ou odontológicos para tentar reverter a negativa. A reavaliação será realizada pela Perícia Médica Federal.

O prazo de 10 dias começa a contar a partir do momento em que o segurado toma conhecimento da decisão. Quem optar por apresentar recurso diretamente durante esse período perderá o direito de solicitar a reanálise. Já quem pedir a nova avaliação terá o prazo para recorrer contado a partir da decisão sobre a reanálise.

Outra mudança determina que, após duas negativas consecutivas na análise documental, os pedidos seguintes sejam obrigatoriamente encaminhados para perícia médica, que poderá ocorrer presencialmente ou por telemedicina, conforme os requisitos estabelecidos.

O auxílio sem perícia presencial imediata é solicitado pelo sistema Atestmed, disponível no site e aplicativo Meu INSS. O trabalhador deve apresentar atestados e exames legíveis, sem rasuras, com identificação, diagnóstico ou CID, tempo estimado de afastamento e dados do profissional responsável.

Atualmente, o sistema permite a concessão de até 90 dias de afastamento por análise documental. O prazo foi ampliado de 60 para 90 dias em março deste ano e prorrogado por mais 365 dias em setembro.

As alterações ocorrem após determinações do Tribunal de Contas da União (TCU), que cobrou do governo medidas para reduzir riscos de fraudes, verificar a autenticidade dos atestados e reforçar os controles sobre a concessão dos benefícios.

Com informações do g1


Incerteza fiscal impede queda nos juros do país e Banco Central congela Selic em 13,75%

 


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tomou a decisão de interromper o ciclo de queda da taxa básica de juros e manteve a Selic em 13,75% ao ano. A decisão unânime da diretoria é um balde de água fria na economia. O resultado é mais crédito caro, freada no consumo e trava nos investimentos.

A decisão reflete o avanço das expectativas de inflação e a deterioração do cenário econômico não dão espaço para alívio nos juros. O próprio BC deixou claro que as projeções do mercado para os preços nos próximos anos continuam subindo e se afastando perigosamente das metas, pressionadas por um ambiente de incertezas e falta de responsabilidade fiscal.

A trava nos juros escancara o preço alto que a população e o setor produtivo pagam pelo descontrole das contas públicas promovido pelo governo federal. Sem uma rota fiscal crível, com ameaças veladas de intervenção na autoridade monetária e a inflação voltando a assustar o bolso do brasileiro, o Banco Central é forçado a segurar o freio de mão para evitar o pior.

Com informações do Metrópoles 


Produção industrial brasileira cai 0,8% em setembro e acumula retração de 4,1% desde maio, diz IBGE

 


A indústria brasileira acumulou retração de 4,1% entre maio e setembro, após registrar queda de 0,8% na produção no último mês. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa o quarto recuo nos últimos cinco meses.

Na comparação com setembro de 2025, a produção industrial caiu 2,5%. Em agosto, a retração havia sido de 0,6%. O resultado negativo de setembro atingiu três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos pesquisados.

Entre as atividades, a maior influência negativa veio da produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que recuou 4,2%. Também contribuíram para a queda os setores de produtos alimentícios (-1,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,2%).

Na contramão, a indústria extrativa avançou 1,7%, mesma variação registrada pelo setor de produtos químicos. A produção de produtos do fumo teve alta de 20,3%. Com o resultado de setembro, o terceiro trimestre terminou com queda de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025.


COMBATE A GOLPES: Anatel dá 90 dias para operadoras bloquearem SMS de remetentes não cadastrados


 











A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que as operadoras de telefonia celular adotem novas medidas para combater golpes por mensagens de texto (SMS). As empresas terão até 90 dias para bloquear mensagens enviadas por códigos curtos que não estejam cadastrados em um sistema de identificação de remetentes.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira. As operadoras deverão criar um cadastro público que permita identificar as empresas responsáveis pelo envio de mensagens, como bancos, lojas e prestadores de serviços.

As novas regras também estabelecem prazo de 60 dias para que cada código curto seja utilizado exclusivamente por uma empresa, salvo exceções justificadas. As operadoras terão ainda de implementar sistemas automatizados para identificar mensagens suspeitas, tentativas de fraude e falsificação de identidade.

A medida busca dificultar golpes em que criminosos se passam por instituições financeiras ou empresas para obter dados pessoais e bancários das vítimas.

Com informações do Poder360

CRISE NO PARAGUAI: Presidente pede mais 72 horas para se defender de impeachment após colapso de banco















 O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu ao Senado uma prorrogação de 72 horas para apresentar sua defesa no processo de impeachment aberto contra ele. O pedido ocorre em meio a uma crise bancária que deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às contas e provocou uma ofensiva do Congresso contra o governo.

A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, na quinta-feira (5), o pedido de destituição do presidente. O Senado iniciou a análise na mesma noite e tinha previsão de retomar a sessão às 10h desta sexta-feira (6).

Peña argumentou que recebeu a notificação às 22h15 de quinta-feira, acompanhada de uma acusação de 15 páginas e mais de 300 páginas de anexos. Segundo ele, o prazo inferior a 12 horas para preparar a defesa seria insuficiente e incompatível com as garantias do Estado democrático de direito.

A crise começou após o fechamento do Ueno Bank, na terça-feira (3), depois que o Banco Central do Paraguai iniciou a liquidação da instituição por problemas de solvência relacionados a empréstimos concedidos a empresas vinculadas. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos da Previdência Social.

Peña foi acionista até março de 2025 do grupo proprietário do banco. Parlamentares da oposição o acusam de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional. As acusações são contestadas pelo presidente, que afirmou que os responsáveis pelas irregularidades deverão responder à Justiça.

Em meio à pressão, Peña chegou a apresentar sua renúncia, mas a análise do pedido ficou paralisada após parlamentares governistas deixarem o plenário e provocarem falta de quórum.

A Câmara também rejeitou, por 48 votos a 30, o impeachment do vice-presidente Pedro Alliana, que poderá assumir o comando do país caso Peña deixe o cargo.

Com informações da CNN Brasil

NARCOTRÁFICO: Presidente do Supremo da Bolívia foge do país após ordem de prisão


 













O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, de 38 anos, anunciou que fugiu do país após ser alvo de uma investigação por suspeita de ligação com o narcotráfico. O magistrado teve um mandado de prisão expedido em 3 de novembro e afirma ser vítima de perseguição política.

Em publicação na rede social X, na quarta-feira (4), Saucedo afirmou que tomou a decisão “mais dura da sua vida” e que poderá ser mais útil fora da Bolívia do que “estando em uma prisão ou morto”. Seu paradeiro é desconhecido.

Segundo o jornal boliviano El Deber, os promotores apontaram indícios de envolvimento do magistrado com o narcotráfico, além de risco de fuga e obstrução da Justiça. A irmã dele, Ana Gabriela, também é alvo de um mandado de prisão.

Saucedo nega as acusações e afirma ser vítima de “narrativas baseadas em mentiras”. O magistrado acusa o governo boliviano de perseguição e diz temer pela própria vida e pela segurança da família.

Em sua manifestação, ele citou o assassinato do juiz Víctor Hugo Claure, morto a tiros em 30 de abril deste ano. O crime continua sob investigação. “Contarei ao mundo que no meu país é pecado questionar o poder político e que se assassinam magistrados com total impunidade e cumplicidade das esferas do poder”.

Apesar de ter deixado o país, Saucedo afirmou que não pretende renunciar à presidência do tribunal. Ele declarou que só retornará quando considerar que sua liberdade e a segurança de sua família não estão mais ameaçadas.

Com informações do Poder360

XADREZ POLÍTICO: Com maiores bancadas, PL é encurralado por Motta e Alcolumbre

 


Apesar do desempenho vitorioso nas urnas em 2026, o PL enfrenta sérias dificuldades para converter sua força eleitoral em poder político no Congresso Nacional. Na Câmara dos Deputados, a ampla coalizão costurada pelo atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), já desenha sua reeleição e empurra a legenda de Flávio Bolsonaro contra a parede. No Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) adota estratégia semelhante para neutralizar o avanço oposicionista.

A virada política expõe um pragmatismo habitual do Congresso: legendas do Centrão que apoiaram a candidatura de Flávio no segundo turno agora integram o bloco de sustentação a Motta, parlamentar que fez campanha aberta pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e viabilizou pautas do governo petista, como o fim da jornada 6×1 e o aumento do teto de faturamento para MEIs.

Embora o bloco partidário favorável a Flávio tenha elegido 286 deputados contra 124 das legendas aliadas a Lula, a vantagem nas urnas não se desdobrou em apoio automático para o controle da Câmara.

O cerco de Motta

Até o momento, Hugo Motta contabiliza o respaldo de 15 partidos, somando 361 deputados — margem confortável frente aos 257 votos necessários no pleito de 1º de fevereiro de 2027. O PL, por sua vez, garantiu a maior bancada da Casa (121 assentos), mas não possui musculatura suficiente para bancar uma candidatura própria isolada. Caso decida aderir à aliança de Motta, o bloco governista chegaria a 16 siglas e 482 parlamentares.

O impasse na legenda é escolher entre duas saídas: dar apoio formal ao candidato do Republicanos ou liberar a bancada para negociações individuais. A resistência em aderir formalmente é alimentada pela ala bolsonarista do partido, que critica abertamente a proximidade entre Motta e o Palácio do Planalto.

Após mais de duas horas de reunião na sede da sigla, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), informou que a decisão conclusiva foi adiada para o dia 11 de novembro, permitindo que os 32 novos deputados eleitos pela legenda também participem da escolha.

Cálculo dos danos e risco de perda de espaços

A preocupação de líderes do PL, como o presidente da sigla Valdemar Costa Neto, reside nas consequências diretas do isolamento partidário. Sem compor a maioria, a sigla corre o risco de perder:

Comissões temáticas: perda do direito de prioridade na escolha de presidências estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Saúde;

Mesa Diretora: diminuição do espaço de barganha para ocupar cargos de vice-presidência e secretarias;

Emendas de comissão: perda de influência sobre a indicação e negociação de verbas não impositivas.

Se a oposição for deixada de fora do acerto principal da Mesa Diretora, a maior bancada da Câmara começará a nova legislatura com capacidade reduzida de distribuição de poder e recursos.

Com informações do Metrópoles


Lula convoca ministro da Fazenda e economistas do PT para discutir medidas para economia após BC parar corte de juros

 


O presidente Lula convocou uma reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, integrantes do governo e economistas ligados ao PT para discutir medidas econômicas após o Banco Central interromper o ciclo de redução da taxa básica de juros, mantida em 13,75% ao ano.

Durigan deverá apresentar propostas para conter o crescimento das despesas públicas, incluindo maior contingenciamento de gastos e mecanismos para limitar o aumento de despesas obrigatórias, como saúde e educação, sem redução de verbas. O objetivo é cumprir as metas fiscais e preservar os programas sociais.

Participam do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros Fernando Haddad e Guido Mantega, além dos economistas Luciano Coutinho e Laura Carvalho.

Mais cedo, Durigan classificou os juros brasileiros como “muito altos”, mas evitou criticar diretamente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo ele, o governo precisa criar condições estruturais para permitir a redução da taxa.

A reunião ocorre em meio a críticas de integrantes do PT à política monetária do Banco Central e à expectativa do mercado por um plano consistente de controle das despesas públicas.

Com informações do g1