sexta-feira, 17 de julho de 2026

Conversa por aplicativo leva à condenação de sobrinha prefeita e tia professora no Paraná


 














Três agentes públicos, entre eles uma sobrinha prefeita, sua tia professora e uma secretária municipal de Educação, acabaram condenadas por atos de improbidade administrativa pela Vara da Fazenda Pública da Comarca de São João do Ivaí. De acordo com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), conversar por aplicativo, que foram aceitas como prova, comprovaram que a tia professora e a sobrinha prefeita tinham feito um ajuste prévio para garantir contratação e remuneração, fraudando o caráter concorrencial de processos seletivos simplificados para contratação temporária de professor de inglês.

A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) e teve como ponto de partida uma conversa por aplicativo dias antes da posse da prefeita eleita, em dezembro de 2020. No diálogo, a tia materna perguntava para a política se havia possibilidade de trabalhar como professora na rede municipal. A sobrinha confirmou a contratação e o valor do salário, e já no exercício do mandato, em janeiro de 2021, as mensagens de texto prosseguiram com a definição sobre cargo, carga horária e remuneração, antes da abertura formal de processo seletivo.

Na sentença sobre o caso, o juiz Márcio Carneiro apontou que a abertura do processo seletivo não foi concebida como instrumento impessoal de recrutamento fundado em necessidade temporária de excepcional interesse público, mas como meio de formalizar contratação previamente ajustada em canal privado, com carga horária e remuneração moldadas às conveniências pessoais da futura candidata.

Inclusive, as provas colhidas nos autos, incluindo mensagens extraídas de aparelho celular apreendido mediante medida cautelar e laudos periciais produzidos pela Polícia Científica do Paraná, mostram que, publicado o primeiro edital, com prazo de inscrições de apenas uma semana, a própria tia enviou mensagens à sobrinha questionando o valor da remuneração proposta e pesquisando salários de mercado. No mesmo dia foi publicada errata ao edital alterando a carga horária e dobrando o valor da hora trabalhada, sem republicação do certame nem reabertura do prazo de inscrições. Apenas uma inscrição foi homologada, a da tia da prefeita, aprovada com classificação isolada.

Encerrado esse contrato, novo processo seletivo foi aberto. Desta vez, a prefeita comunicou à tia, por mensagem de aplicativo e antes da publicação oficial, o cancelamento do edital em vigor e o conteúdo do novo edital que seria publicado, recomendando sigilo. Atendendo a pedido da tia para ver o edital antes de sua publicação no Diário Oficial, sob a justificativa de verificar equívocos nas pontuações, a prefeita enviou pelo aplicativo de mensagens o arquivo editável do edital. Horas depois, a tia devolveu o arquivo modificado, confessando ter alterado a tabela de pontuação de títulos. A prefeita publicou o edital com as sugestões da tia.

A prefeita foi condenada a multas, suspensão dos direitos políticos por sete anos e proibição de contratos com o poder público por três anos. A tia foi condenada a suspensão dos direitos políticos por sete anos e proibição de contratos também por três anos. A secretária municipal de Educação foi condenada a multas e proibição de contratar com o poder público também por três anos.

Professora fotografava partes íntimas de bebês em CMEI e mandava para ex-apresentador no PR

 


Uma professora de 52 anos e um empresário de 54 anos foram presos preventivamente na manhã desta quinta-feira (16) em Céu Azul (PR), no oeste do Paraná. A professora é investigada por enviar ao homem fotos das partes íntimas de bebês do berçário de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) onde trabalhava. A Polícia Civil (PCPR) já identificou três vítimas até o momento.

O empresário é ex-apresentador de um programa de sorteios de prêmios exibido em emissoras da região de Cascavel. O nome da professora não foi divulgado pela polícia. Ambos responderão pelos crimes de produzir e disseminar imagens de nudez infantil, previstos nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com a delegada Jéssica Farias, a possibilidade de abuso físico contra as crianças não está descartada. O caso tramita em sigilo. As imagens eram produzidas no horário de trabalho da professora, durante as trocas de fraldas dos bebês. A investigação aponta que o empresário solicitava as imagens à mulher, com quem mantinha um relacionamento.

As investigações tiveram início após denúncias de abuso sexual contra o empresário chegarem à Delegacia da Mulher de Cascavel. Na ocasião, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa dele, em Céu Azul, e na empresa dele, em Cascavel. A análise do material apreendido revelou novos elementos que apontavam para crimes também no município de Céu Azul.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra a professora, e novas provas levaram ao pedido de prisão preventiva do casal. Ambos foram encontrados em suas residências na manhã desta quinta-feira. Os celulares dos dois foram apreendidos e passarão por perícia para recuperar arquivos apagados e verificar a existência de outras vítimas.

"Os celulares apreendidos serão enviados à agência de inteligência da Polícia Civil para verificar se existem de fato essas imagens e qual o contexto em que foram produzidas", afirmou a delegada.

Os suspeitos foram levados à delegacia de Matelândia e, em seguida, encaminhados à Cadeia Pública de Medianeira. A defesa dos acusados ainda não foi localizada.

Nova gasolina com 32% de etanol pode afetar alguns veículos; saiba quais

 


O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. Especialistas afirmam que carros ‘flex’ se adaptarão automaticamente, mas modelos movidos apenas a gasolina, especialmente os mais antigos e importados, podem enfrentar problemas como perda de desempenho e aumento do consumo.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira, 14, o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A nova composição, chamada de gasolina E32, entrará em vigor nos próximos dias e poderá ser utilizada em grande parte da frota brasileira.

Enquanto carros flex foram projetados para operar com diferentes proporções de etanol, modelos movidos exclusivamente a gasolina, principalmente os importados e os mais antigos, podem exigir maior atenção.

Como o etanol libera menos energia do que a gasolina durante a combustão, o motor precisa consumir um volume maior de combustível para entregar o mesmo desempenho. Na prática, isso pode resultar em um pequeno aumento no consumo.

Nos veículos movidos apenas a gasolina, o impacto varia conforme o projeto de cada fabricante. Em modelos que não foram desenvolvidos para operar com uma proporção maior de etanol, podem ocorrer perda de desempenho, aumento do consumo, falhas no funcionamento do motor e alterações nas emissões de poluentes.

Nos modelos flex, a adaptação ocorre de forma automática. A central eletrônica identifica a proporção de etanol presente no combustível e ajusta a injeção sem necessidade de reprogramação.

O cuidado deve ser maior com:

  • automóveis fabricados antes dos anos 2000;
  • veículos importados desenvolvidos para mercados com baixo teor de etanol;
  • e modelos carburados.

Nesses casos, componentes como mangueiras, vedações, bombas de combustível e filtros podem sofrer desgaste mais acelerado ou corrosão, sobretudo quando já apresentam sinais de envelhecimento.

Nos carros carburados, os ajustes também dependem das características mecânicas do sistema, já que esses veículos não contam com gerenciamento eletrônico para corrigir automaticamente a mistura de combustível.

Para os proprietários de carros flex, a recomendação é manter a manutenção preventiva em dia e abastecer em postos de confiança. Já os donos de veículos movidos apenas a gasolina devem observar sinais como dificuldade de partida, marcha lenta irregular, perda de potência, aumento do consumo ou acendimento da luz da injeção.

Caso esses problemas apareçam, o ideal é procurar uma oficina para verificar o sistema de alimentação e confirmar se há necessidade de reparo ou substituição de componentes.

Revista Oeste


Aeronáutica repassou R$ 2,4 milhões ao Banco Master em consignados


 











O Comando da Aeronáutica informou à Câmara dos Deputados que repassou R$ 2,4 milhões ao Banco Master. As movimentações ocorreram de 2024 a 2025, em operações de empréstimos consignados contratados por militares.

Os dados foram encaminhados em resposta a um requerimento do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). O parlamentar havia solicitado informações sobre a relação entre a Força e a instituição financeira.

Segundo o documento, a Aeronáutica reteve R$ 456,9 mil em valores referentes aos consignados descontados de janeiro a abril de 2026, depois da liquidação extrajudicial do Master.

De acordo com a corporação, os repasses não foram efetuados porque a entidade responsável pela liquidação ainda não havia validado os dados necessários.

A Força informou que o Master foi credenciado em abril de 2024 para oferecer empréstimos consignados, cartões de crédito e outros benefícios a militares. O credenciamento, segundo a Aeronáutica, autorizava apenas a prestação desses serviços nas condições previstas em edital.

No documento enviado à Câmara, o comando ressaltou que sua atuação se limita ao credenciamento das instituições financeiras e ao processamento dos descontos autorizados em folha de pagamento, sem ingerência direta na relação contratual entre os militares e os bancos.

Indagada sobre possíveis irregularidades nas operações, a Aeronáutica afirmou não ter conhecimento da abertura de investigações internas nem da existência de indícios de favorecimento, conflito de interesses ou direcionamento que envolvessem os consignados.

Em resposta ao mesmo requerimento, o Ministério da Defesa informou que, até o momento, não identificou elementos que justifiquem a adoção de medidas administrativas ou a abertura de procedimentos para apurar as operações que envolvem o Banco Master.

 

Revista Oeste

PF diz que ex-presidente do INSS recebia R$ 250 mil por mês em propina no esquema contra aposentados


 











A Polícia Federal concluiu que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, recebia R$ 250 mil por mês em propina de entidades investigadas no esquema de descontos associativos irregulares aplicados em aposentadorias e pensões.

A informação consta no relatório final de 839 páginas da Operação Sem Desconto, que indiciou Stefanutto e outras 47 pessoas. Segundo a PF, o ex-presidente era identificado pelo apelido de “Italiano” nas agendas de investigados e em mensagens que tratavam de pagamentos e confirmações de recebimento.

De acordo com a investigação, as conversas reunidas pela PF indicam repasses frequentes ao então presidente do INSS durante o funcionamento do esquema. O relatório foi encaminhado ao ministro do STF André Mendonça.

Após a conclusão do inquérito, a defesa de Alessandro Stefanutto informou que vai pedir ao Supremo a revogação da prisão preventiva. Os advogados alegam que a investigação foi encerrada e que agora o caso seguirá para análise da Procuradoria-Geral da República, o que, na avaliação da defesa, justifica a revisão da medida cautelar.

A Operação Sem Desconto investiga um esquema de fraudes envolvendo descontos associativos em contracheques de aposentados e pensionistas do INSS. Até o momento, as conclusões apresentadas pela PF ainda serão analisadas pela PGR e pelo STF.

QUASE R$ 50 MILHÕES: TCE recomenda rejeitar contas de Rui Costa por respiradores não entregues do Consórcio Nordeste


 













O TCE da Bahia recomendou a rejeição das contas de Rui Costa referentes à gestão do Consórcio Nordeste em 2020, período em que ele presidia a entidade.

A decisão está relacionada à compra de 300 respiradores durante a pandemia de Covid-19, em um contrato de aproximadamente R$ 48,7 milhões firmado com a empresa Hempcare.

Segundo auditoria do TCE-BA, houve pagamento antecipado pelos equipamentos, mas os respiradores não foram entregues. O relatório aponta falhas na análise de riscos, na fiscalização e nos procedimentos adotados na contratação.

O tribunal cita possíveis responsabilidades de Rui Costa e do ex-secretário executivo do Consórcio Nordeste, Carlos Gabas. O processo ainda segue os trâmites legais e poderá avaliar eventuais medidas, incluindo a possibilidade de ressarcimento de valores, conforme a análise dos órgãos de controle.

O caso também teve desdobramentos na esfera criminal. As investigações relacionadas ao episódio passaram pelo STF e foram encaminhadas ao STJ.

Governo Lula diz que usará Lei da Reciprocidade contra os EUA por novo tarifaço de 25%


 













O governo federal emitiu uma nota, para se posicionar contra a “imposição de tarifas unilaterais ao Brasil pelos Estados Unidos”. Em um documento de duas páginas, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República repudiou a taxa de 25% aplicada e argumentou que não há justificativa para a medida.

Em tom crítico, o texto classifica o momento como um “marco lastimável” para a história das relações entre os dois países. Além disso, ressalta que o Brasil “não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio” — em referência às apurações dos EUA com base na Seção 301 da lei que regula o setor estadunidense.

O texto afirma que o país “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade” e retomará o tema por meio do mecanismo de solução de controvérsias da OMC (Organização Mundial do Comércio).

Confira os pontos elencados pelo governo brasieiro para criticar a determinação dos EUA:

  • US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços acumulados pelos Estados Unidos nos últimos 15 anos com o Brasil, segundo estatísticas do governo norte-americano;
  • Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto, e a alíquota média aplicada sobre produtos norte-americanos foi de 3,1%;
  • A atuação do governo brasileiro junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), no último ano, pelo encerramento das investigações e com evidências que refutavam as acusações sobre as supostas práticas desleais adotadas pelo Brasil;
  • Nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, 63 das 78 intervenções feitas por representantes do setores privados brasileiro e norte-americano foram contrárias ao tarifaço.

Com informações de R7

Pupilo de Eduardo Cunha, Hugo Motta virou alvo principal do STF no caso das emendas


 













Investigações sobre emendas parlamentares apontam para o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB) como alvo central, mesmo com os holofotes iniciais direcionados ao ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (MG). São umbilicalmente ligados. A investigação indica que nenhuma das manobras atribuídas a Cunha – que não tem mandato – teria sido viável sem ordem da presidência da Câmara. Esse “aval” apontado pela Polícia Federal é o que liga o passado de Cunha ao presente de Motta. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Motta foi pupilo e soldado fiel de Cunha e integrou sua “tropa e choque” quando o ídolo foi presidente a Câmara entre 2015 e 2016.

Hugo Motta é frequentemente descrito em Brasília como “cria” ou “filho político” de Cunha, alguém que ascendeu replicando do ex-presidente.

Motta reagiu fortemente à tentativa de “criminalizar a política”, segundo definiu. E promete mobilizar líderes para contestar as decisões do STF.

Diário do Poder

Valdemar diz que Michelle poderia ser candidata a vice-presidente


 



















O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que, em sua avaliação, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) poderia ter sido candidata a vice-presidente.

“E vice ela até poderia sair, na minha opinião, não sei na opinião de Bolsonaro. Se fosse o Tarcísio, seria a chapa ideal, pelo que o pessoal falava na época. Mas o Bolsonaro entendeu que tinha que ser o Flávio”, disse Valdemar em entrevista ao canal de televisão GloboNews.

Segundo Valdemar, a avaliação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre Michelle é antiga. Ele afirmou que, quando sugeriu que a ex-primeira-dama disputasse o governo do Distrito Federal, o ex-presidente respondeu que ela deveria primeiro exercer um mandato eletivo para ganhar experiência na administração pública antes de concorrer a um cargo executivo.

“Bolsonaro falou que a Michelle tinha que 1º passar por um mandato para adquirir experiência. Aí, sim, teria condições de disputar um cargo executivo”, afirmou Valdemar.

VICE DE FLÁVIO

O partido ainda não confirmou o nome que comporá a chapa do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) à presidência como vice. Segundo Valdemar, a preferência é por uma mulher.

A ex-primeira-dama não é um dos nomes cogitados. O senador e Michelle vivem um atrito público depois de ela publicar um vídeo em que afirma ter sido “humilhada” por ele.

Estão entre as cotadas para compor a chapa de Flávio:

  • Bia Kicis (PL-DF) – a deputada, de 64 anos, é aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas é leal à família Bolsonaro como um todo. Em 24 de julho, reuniu-se com Flávio na sede do PL, em Brasília. “Não estou falando que ela vai ser a vice, não, mas é uma pessoa que topa alguns desafios, que está disposta a dar o seu melhor pelo Brasil”, disse o senador depois do encontro;
  • Daniella Marques (Republicanos) – a ex-presidente da Caixa, de 46 anos, integra o núcleo econômico da pré-campanha. É próxima do senador desde o período em que trabalhou com o ex-ministro Paulo Guedes no Ministério da Economia, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL);
  • Júlia Zanatta (PL-SC) – a deputada de 41 anos tem respaldo do pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL-SC), que foi o 1ª a defender publicamente seu nome para ser vice de Flávio. Representa uma ala mais ideológica do bolsonarismo e já declarou que aceitaria o convite para compor a chapa;
  • Simone Marquetto (PP-SP) – a deputada de 50 anos é católica e pode ampliar o apoio de Flávio neste segmento, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) leva vantagem;
  • Tereza Cristina (PP-MS) – a senadora de 71 anos foi ministra da Agricultura no governo Bolsonaro e tem bom trânsito no Congresso. Também defende pautas do agronegócio, setor que tem recebido atenção de Flávio durante a pré-campanha.

 

Poder 360