sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Primeiro registro de Mpox em 2026 acende alerta no Paraná

 


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná confirmou, nesta quinta-feira (26), o primeiro caso de Mpox no estado em 2026. O registro envolve um homem de 33 anos, residente no Paraguai, que buscou atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) em Foz do Iguaçu, na região da tríplice fronteira. Segundo o Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), o caso foi classificado como importado, o que significa que a infecção ocorreu fora do território paranaense, sem indícios de transmissão local.

A notificação ocorreu há cerca de um mês e, desde então, o paciente foi monitorado pelas vigilâncias epidemiológicas municipal e estadual. De acordo com as autoridades, o homem já cumpriu o período de isolamento recomendado e não está mais em fase de transmissão. Não houve registros de contágio entre familiares ou pessoas que tiveram contato próximo com o paciente durante o período infeccioso.

O retorno da doença ao estado coloca os órgãos de saúde em alerta, especialmente em zonas de fronteira devido ao intenso fluxo migratório. Entre 2024 e 2025, o Paraná contabilizou 93 casos da enfermidade, com uma leve queda de 49 para 44 registros anuais no período. O perfil epidemiológico predominante no estado segue sendo o de homens com idade entre 20 e 39 anos. No cenário nacional, o Brasil já soma dezenas de casos neste início de ano, embora nenhuma morte tenha sido registrada até o momento.

A Mpox é transmitida majoritariamente pelo contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou objetos contaminados. A Sesa reforça que a população deve buscar assistência médica imediata ao apresentar sintomas como erupções na pele, febre, dores musculares e aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia). A orientação central para casos suspeitos é a manutenção do distanciamento físico e a higienização rigorosa até a conclusão do diagnóstico laboratorial.

Brasil tem menor número de alunos em ensino médio em uma década

 


O número de matrículas no ensino médio no Brasil caiu 5,3% entre 2024 e 2025, atingindo o menor patamar em uma década, segundo dados do Censo Escolar, divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC).

A redução foi concentrada na rede pública, enquanto o ensino privado registrou crescimento de 0,6%. Ao todo, o ensino médio soma atualmente 7,3 milhões de alunos.

São Paulo teve peso decisivo na queda: dos 425 mil alunos a menos no ensino médio público em todo o país, 259 mil (60%) são da rede estadual paulista.

Segundo o MEC, a redução se explica por dois fatores principais: diminuição da população jovem e melhora no fluxo escolar. “Os alunos estão repetindo menos, o que reduz a distorção idade-série”, afirmou o ministro Camilo Santana. A proporção de estudantes atrasados caiu de 27,2% em 2021 para 14% em 2025.

Apesar disso, o censo aponta que houve 359 mil jovens a menos entre 15 e 17 anos matriculados — faixa etária considerada adequada para o ensino médio. Especialistas alertam que parte da queda pode estar ligada à evasão escolar, sobretudo entre os mais pobres.

Dados do Todos pela Educação mostram que, em 2024, apenas 82,8% dos jovens de 15 a 17 anos estavam na escola. Entre os 20% mais pobres, o índice era de 72%.

O governo aposta em programas como o Pé-de-Meia, lançado em 2024, que oferece incentivo financeiro para permanência na escola e custa cerca de R$ 12 bilhões por ano, embora os resultados ainda não estejam consolidados.

No total da educação básica, o Brasil passou de 47 milhões de estudantes em 2024 para 46 milhões em 2025, uma redução de 1 milhão de matrículas. Em contrapartida, o ensino em tempo integral cresceu 11% na rede pública entre 2024 e 2025, alcançando 8,8 milhões de alunos, o equivalente a 19% do total.

Especialistas defendem maior detalhamento dos dados, sobretudo em relação a São Paulo, onde o governo estadual afirma que parte da queda se deve à correção de duplicidades no cadastro de matrículas.


Ex-gerente da Caixa é alvo da PF por desviar R$ 1 milhão de contas de idosos.

 


Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Remorso para investigar um ex-gerente da Caixa Econômica Federal suspeito de desviar cerca de R$ 1 milhão, principalmente de contas de clientes idosos. A ação ocorreu em Dionísio Cerqueira, no Oeste de Santa Catarina.

A informação é da colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles. De acordo com as investigações, o ex-gerente teria utilizado as atribuições do cargo para realizar saques e movimentações sem autorização dos correntistas. O prejuízo estimado considera valores atualizados entre janeiro e agosto de 2022.

Durante o cumprimento de mandado de busca na residência do investigado, foram apreendidos documentos, celular e um carro de luxo. O material recolhido será analisado para identificar a extensão do esquema e possível participação de terceiros.

A Caixa informou que instaurou processo administrativo disciplinar, que resultou na demissão do gerente em julho do ano passado, por conduta considerada incompatível com a função. O caso é investigado como peculato — crime cometido por servidor público que se apropria de valores sob sua responsabilidade.


MÉXICO: Pelo menos 57 pessoas morreram em onda de violência após morte do narcotraficante El Mencho.

 


A morte do narcotraficante Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, provocou uma onda de violência e caos em diversas cidades do México, com bloqueios de estradas, fechamento de escolas e cancelamento de voos.

Ao todo, pelo menos 57 pessoas morreram em ataques do Cartel Jalisco Nova Geração, segundo o secretário de segurança mexicano, Omar García Harfuch.

Ainda segundo Harfuch, 25 membros da Guarda Nacional foram mortos pelo Cartel durante a ação. O secretário acrescentou que um guarda prisional, um membro do escritório do promotor do estado e 30 membros da organização criminosa também morreram.

Apontado como fundador e líder do CJNG (Cartel Jalisco Nova Geração), El Mencho era um dos narcotraficantes mais procurados pelo México e pelos Estados Unidos. A Administração de Controle de Drogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês) incluiu o mexicano em sua lista de mais procurados em 2020 e oferecia recompensa de até US$ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão.

Em janeiro, o jornal The New York Times revelou que o presidente dos EUA, Donald Trump, pressionava o México para que forças americanas entrassem no território mexicano para realizar operações conjuntas contra cartéis.

O CJNG é um dos maiores grupos criminosos do México, ligado ao tráfico internacional de drogas — especialmente fentanil, metanfetamina e cocaína para os EUA. O Exército do México realizou uma ação contra o cartel na cidade de Tapalpa a cerca de 130 quilômetros de Guadalajara, capital do Estado de Jalisco.

Além de El Mencho, pelo menos outros seis criminosos morreram, e três militares ficaram feridos durante a troca de tiros, segundo a corporação. Dois integrantes do CJNG foram presos, e diversas armas foram apreendidas — incluindo um lançador capaz de derrubar aeronaves e destruir veículos blindados. Com a operação, o governo mexicano espera aliviar a pressão vinda dos EUA.

R7


Haddad diz que imposto sobre eletrônicos não é para arrecadar e estima impacto de R$ 14 bilhões

 


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos tem caráter regulatório, e não arrecadatório. Segundo ele, a medida busca equilibrar a concorrência entre empresas estrangeiras e fabricantes instalados no Brasil.

De acordo com Haddad, o objetivo é impedir que companhias que não produzem em território nacional concorram em vantagem com indústrias brasileiras. “Essa medida impede que uma empresa estrangeira consiga concorrer com uma empresa que está instalada aqui”, declarou. Questionado sobre o impacto fiscal, o ministro confirmou estimativa de R$ 14 bilhões, mas afirmou que o efeito não deve ser sentido pela população.

O ministro ressaltou que cerca de 90% dos celulares vendidos no país são fabricados na Zona Franca de Manaus, o que, segundo ele, protegeria a maior parte da produção nacional da nova tributação. Haddad também afirmou que, caso o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio identifique empresas produzindo no Brasil ou itens não fabricados internamente sendo taxados, a alíquota poderá ser revista.

A decisão foi formalizada por meio de resolução do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), que elevou as alíquotas de importação para cerca de 1.250 produtos. As novas taxas variam entre 7,2% e 25%, com parte das mudanças entrando em vigor a partir de 1º de março.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida ocorre em meio à redução do superávit comercial nos últimos anos e ao aumento do déficit nas contas externas. O governo sustenta que a iniciativa busca proteger a indústria nacional e enfrentar práticas consideradas desleais no comércio internacional.

Com informações do Metrópoles


PL PARTE PRA CIMA: Deputada pede prisão de Lulinha e Frei Chico na CPMI do INSS

 


A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) protocolou,  pedidos para que a CPMI do INSS solicite a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, filho e irmão do presidente Lula (PT).

No caso de Lulinha, a parlamentar alega “risco concreto de fuga” e de frustração da aplicação da lei penal. Ela cita notícias de que ele viajou para Madri, na Espanha, onde mora atualmente, e menciona informações sobre possíveis pedidos de medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica e retenção de passaporte.

Já em relação a Frei Chico, Coronel Fernanda aponta risco de influência sobre testemunhas, destruição de provas e continuidade delitiva para justificar o pedido de prisão preventiva. A deputada também protocolou requerimento contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedindo que a prisão domiciliar seja convertida em preventiva.

No pedido, a parlamentar afirma que a manutenção da domiciliar comprometeria a aplicação da lei penal, permitindo possível influência sobre testemunhas ou dissipação de patrimônio em um esquema de fraudes com repercussão nacional e com quebras de sigilo já determinadas pela CPMI.


Irmãos de Toffoli não são obrigados a depor em CPI do Crime Organizado, decide André Mendonça

 


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que os irmãos do ministro Dias Toffoli não são obrigados a comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado.

Ontem (25), José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli foram convocados pela comissão para prestar depoimento sobre as transações financeiras ocorridas entre a empresa Maridt Participações e um fundo investimentos ligado ao Banco Master. A empresa familiar foi dona do resort Tayayá, localizado no Paraná.

Na decisão, o ministro atendeu ao pedido feito pela defesa dos irmãos de Toffoli e afirmou eles foram tratados pela CPI na condição de investigados. Dessa forma, segundo Mendonça, eles não são obrigados a produzir provas contra si mesmos, e o depoimento deve ser facultativo.

“Há jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o direito de um investigado a não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato”, decidiu o ministro.

De acordo com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, há suspeitas de que a Maridt atuou como como empresa de “fachada” para lavagem de dinheiro.

Defesa

Na petição enviada ao Supremo, os advogados dos irmãos de Toffoli alegaram que a CPI não pode obrigá-los a prestar depoimento, após apontar que eles são investigados. Além disso, a defesa destacou que eles poderiam sofrer ameaças de responsabilização penal durante a oitiva.

Agência Brasil


Decisão de Mendonça restringe acesso da PF e tira Lula do eixo de influência no inquérito do Banco Master

 


A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de restringir o acesso interno da Polícia Federal às informações do inquérito envolvendo o Banco Master reacendeu o debate sobre o controle institucional da investigação. A medida impede o compartilhamento amplo de dados com superiores hierárquicos fora da equipe diretamente vinculada ao caso.

Nos bastidores do STF, a avaliação de integrantes da Corte é que a decisão preserva a autoridade do relator e evita que a condução prática da investigação se desloque para estruturas subordinadas ao Poder Executivo. Nesse contexto, interlocutores apontam que, sem a restrição, haveria risco de influência indireta do governo sobre o fluxo de informações.

A discussão ganhou peso político porque a Polícia Federal é vinculada ao Ministério da Justiça, integrante do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A interpretação de aliados do ministro é que a limitação reforça a independência do Judiciário no comando do inquérito.

O caso ficou ainda mais sensível após a PF apresentar pedido de suspeição envolvendo o ministro Dias Toffoli, ampliando a tensão entre diferentes esferas institucionais. Relatórios e despachos internos passaram a ser analisados sob forte escrutínio político.

Com a decisão, Mendonça redefine o fluxo da investigação e eleva o grau de tensão entre Judiciário e Executivo, em um caso que já mobiliza o Congresso e amplia o embate nos bastidores de Brasília.

Com informações do Diário do Poder


Lula tem desempenho pior que Bolsonaro na segurança, diz pesquisa


 












Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta 5ª feira mostra que o atual governo, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem desempenho pior que o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na área da segurança pública. O mandato de Bolsonaro (2019-2022) é mais bem avaliado em comparação ao petista por 53% dos brasileiros.

Já 34% dos entrevistados consideram que Lula tem um desempenho melhor que Bolsonaro. O tema da segurança pública preocupa tanto o governo federal quanto a oposição e será central nas eleições de outubro deste ano.

O desempenho do governo Lula na segurança pública é visto como “muito ruim” por 35,2% dos entrevistados e como “ruim” por 17,8%, de acordo com o levantamento. Já 26% responderam que o desempenho do petista é “bom”, enquanto 4,6% avaliaram como “muito bom”.

Segundo a AtlasIntel/Bloomberg, 49,6% dos entrevistados avaliaram, de modo geral, como “muito alto” o nível de criminalidade no Brasil neste momento. Já 38,8% disseram que o nível é “alto”, enquanto 11,4% responderam como “regular”. Só 0,1% disse considerar “muito baixo”.

Quando questionados se acreditam que organizações criminosas controlam esferas importantes da política e do sistema judicial no Brasil, 91,5% dos entrevistados responderam “sim”.

A AtlasIntel/Bloomberg também perguntou a respeito da influência da criminalidade nas decisões de voto nas eleições. A maioria dos brasileiros (62,8%) disse que o tema “é importante, mas não é o único” considerado. Enquanto 27,6% responderam que “políticas contra a criminalidade estão entre os principais fatores” determinantes do voto. Já 8,2% dos eleitores disseram que o tema não influencia o voto.

A pesquisa entrevistou 4.986 eleitores brasileiros recrutados digitalmente. Os dados foram coletados de 19 a 24 de fevereiro. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento integra o relatório Latam Pulse, que mede a percepção sobre lideranças políticas em países da América Latina.

Poder360