quinta-feira, 28 de maio de 2026

Smartphones e canetas emagrecedoras são a apreendidos em falsas baterias de veículos no Paraná

 


A Receita Federal apreendeu smartphones e ampolas de Tirzepatida – canetas emagrecedoras – , escondidos em falsas baterias de veículos nesta madrugada de quarta-feira, 27 de maio. As mercadorias foram avaliadas em mais de R$ 600 mil e tinham como destino Goiânia (GO). Três pessoas foram presas em flagrante em dois carros alugados.

As operação da Receita Federal foi na região de Campo Mourão. A ação ocorreu após trabalho de inteligência conduzido por equipes da Receita Federal de Maringá.

Os dois veículos, ambos locados, foram localizados em um estacionamento de shopping center após levantamento de informações que indicavam possível transporte irregular de mercadorias provenientes do Paraguai. Durante a abordagem, os ocupantes alegaram transportar apenas produtos dentro da cota permitida, armazenados no porta-malas dos automóveis.

Entretanto, uma fiscalização minuciosa revelou um sofisticado esquema de ocultação. Os servidores identificaram mercadorias escondidas no interior de carcaças de baterias automotivas modificadas. As falsas baterias estavam conectadas aos cabos elétricos dos veículos para simular funcionamento normal, enquanto os automóveis haviam sido adaptados para operar por meio de outra fonte de energia.

Ao todo, foram apreendidos 90 aparelhos iPhone 17 Pro e Pro Max, seis smartwatches e mais de 120 ampolas de Tirzepatida, mercadorias avaliadas em mais de R$ 600 mil. Os três ocupantes dos veículos foram presos em flagrante e encaminhados à Polícia Federal.

“Extrema má-fé”: como o Itaú escondeu cobranças indevidas em cartões de clientes


 













Pequenos valores cobrados todos os meses na fatura de cartões de crédito de centenas de milhares de clientes. E mais: por serviços não contratados ou sequer solicitados pelos correntistas. Foi essa a prática que o Itaú admitiu adotar ao longo dos últimos 14 anos ao assinar acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Os métodos utilizados pelo Itaú para ludibriar os clientes, impor as cobranças e dificultar o cancelamento destas foram descritos na ação civil coletiva que deu origem ao acordo, revelado pelo Metrópoles, na coluna Manoela Alcântara.

O documento também expõe a dimensão da prática, classificada como de “extrema má-fé”, ao alcançar correntistas do Itaú e clientes de cartões parceiros do banco, como os oferecidos por lojas de departamento.

“A cobrança indevida de um serviço/produto não autorizado/solicitado pelo consumidor não corresponde a um equívoco, mas a uma prática que vem sendo perpetrada há anos, de forma reiterada, contra milhares de consumidores, o que evidencia a sua extrema má-fé”, afirma a ação assinada pelo promotor de Justiça Lindolfo Barbosa Lima.

A ação revela que as cobranças “aparecem” nas faturas com diferentes nomes. Entre os citados, estão: “Seguro de AP Premiado, Acidentes Pess Prem, Seguro Proteção Especial, Super/Seguro Tranquilidade Total, Lig Bloqueio, Seguro Perda/Roubo 96 horas, Seguro Renda Premiada, Renda Premiada Master, Seguro Super Renda, Seguro Cred Vida Plus, Proteção Perda e Roubo”.

Nomes que dificultam que o cliente identifique a origem da cobrança não solicitada e fazem parte da estratégia para esconder a prática. Os nomes genéricos lançam os correntistas em complicada busca pela empresa responsável pelo serviço que está sendo cobrado indevidamente. Assim, fica mais difícil contestar e interromper os descontos irregulares.

Para tornar a estratégia ainda mais cruel, a ação aponta que muitas vezes os correntistas se sentem obrigados a pagar pela cobrança indevida com medo de punições por não quitar o valor total da fatura do cartão de crédito.

“Como se pode ver o valor produto/serviço não solicitado/autorizado é incluído na fatura do cartão de crédito, de modo que o consumidor fica compelido a pagar o valor total da fatura, sob pena de ser cobrado, na próxima fatura, por encargos de financiamento (juros, multa e outros encargos financeiros) também indevidos”, diz trecho da ação.

Quem identifica a cobrança indevida e a origem dela enfrenta, ainda, a burocracia do Itaú. A ação reúne relatos e documentos apresentados por correntistas que pediram o cancelamento, mas não foram atendidos. Em um dos casos documentados, o Itaú se comprometeu a interromper as cobranças, mas o valor continuou aparecendo nas faturas dos meses seguintes.

clientes e que permanecem bloqueados e nunca foram utilizados, mas que ainda assim recebem lançamentos de cobranças por seguros e outros serviços.

“A prática perpetrada é corriqueira e disseminada contra todos os consumidores que possuem os cartões de crédito emitidos/administrados pelo Banco Itaucard que, ressalte-se, resistiu em modificar sua conduta abusiva”, diz a ação.

O esquema também fez vítimas que nem mesmo são correntistas do Itaú. Isso porque o banco administra cartões de outras empresas, como lojas varejistas. A ação lista: “Ipiranga, Fiat, Volkswagen, Ford, TAM, Azul, Mit, Vivo, TIM, Livraria Cultura, Extra, Walmart, Sam’s, Magazine Luiza, Ponto Frio, Brastemp, e IAS (Instituto Airton Senna)”. Eram, em 2016, época da denúncia, 133 tipos de cartões de diferentes bandeiras.

O acordo
O acordo assinado pelo Itaú, 10 anos após o início da tramitação da ação civil coletiva, traz exigências que, na prática, inviabilizam o ressarcimento dos clientes lesados. Conforme também revelado pela coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Para ter direito à devolução dos valores, o consumidor deve atender simultaneamente aos seguintes critérios:

  • apresentar evidências de cobrança de seguro não contratado ou mantido após cancelamento, ocorrida no período de 13 de junho de 2011 a 18 de dezembro de 2025;
  • ter registrado, até 18 de dezembro de 2025, reclamação sobre a cobrança no Itaú e/ou em canais oficiais de defesa do consumidor, como Sindec, consumidor.gov.br, Pro-Consumidor, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas, Idec (para associados) ou plataforma Reclame Aqui.

Assim, só poderão reaver os valores clientes que tenham denunciado a cobrança irregular a canais oficiais de atendimento até dezembro de 2025.

Metrópoles

Governo Lula regulamenta subsídio de R$ 0,44 à gasolina


 














O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto que regulamenta a nova subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina para tentar conter os impactos da alta dos combustíveis. A medida foi publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União).

O subsídio terá duração de 2 meses e será pago diretamente a produtores e importadores por meio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O objetivo é mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo e derivados.

O decreto nº 12.984 de 2026, publicado na 2ª feira, regulamenta a MP (medida provisória) nº 1.358 de 2026, editada pelo governo em 13 de maio. A nova subvenção corresponderá aos valores dos tributos federais descontados do preço de venda praticado por produtores e importadores de combustíveis.

As empresas interessadas deverão solicitar habilitação ao programa por meio de termo de adesão.

A medida é a 1ª voltada à gasolina desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Até então, o governo havia adotado ao menos 3 medidas de intervenção relacionadas ao diesel.

Poder360

Senado aprova aumento do piso salarial dos professores para R$ 5.130 ainda este ano


 










O Senado aprovou o reajuste no piso salarial dos professores da educação básica de todo o país, elevando o vencimento inicial da categoria para o valor de R$ 5.130,63.

A nova medida entra em vigor e beneficia diretamente os profissionais com jornada de trabalho de 40 horas semanais, incluindo os contratos temporários da rede pública.

De acordo com o texto aprovado, o novo valor representa um aumento real de 5,4% em relação ao piso anterior e promete forte impacto nas contas e no planejamento financeiro de estados e municípios.

A proposta altera a dinâmica de reajustes futuros, que agora passam a ser calculados oficialmente com base na inflação e no crescimento da arrecadação anual do Fundeb.

Anvisa aprova caneta emagrecedora brasileira após fim da patente do Ozempic


 











A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao Ozempic brasileira. O medicamento se chama Ozivy e é uma versão sintética do mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve a patente derrubada em 20 de março.

O medicamento é fabricado pela EMS, que deu entrada no pedido em 2023 e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade da Anvisa.

O Ozivy faz parte dos chamados medicamentos do tipo GLP-1 e é feito à base de semaglutida, princípio ativo dos medicamentos Ozempic. Essa categoria é indicada para o tratamento da diabetes tipo 2 e é popularmente conhecida como “canetas emagrecedoras”.

A Anvisa ressalta que o Ozivy não é considerado um medicamento genérico, uma vez que a regulação brasileira não prevê a categoria de “genéricos” para produtos de origem biológica.

Em vez disso, o fármaco foi classificado pela agência como um “medicamento novo”, sendo definido tecnicamente como um análogo sintético de um produto biológico.

Embora já tenha recebido o aval da Anvisa, o Ozivy ainda precisa passar pela aprovação de preço máximo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos antes de chegar às farmácias.

Após essa etapa, caberá exclusivamente à EMS decidir a data oficial de lançamento no mercado. Já a chegada da caneta ao SUS vai depender de uma avaliação e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, além da aprovação do Ministério da Saúde.

CNN

Primeira Turma do STF acaba com a aposentadoria compulsória remunerada como punição a juízes


 













A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria para reconhecer que a aposentadoria compulsória deixou de ser uma punição válida para magistrados após a Reforma da Previdência de 2019.

Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam o entendimento de que juízes que cometerem infrações graves podem perder o cargo, em vez de serem afastados com salário.

Relator do caso, Dino afirmou que a aposentadoria compulsória é uma “sanção que não sanciona”, já que transfere o custo da punição para a sociedade.

Segundo o ministro, a Reforma da Previdência eliminou essa modalidade punitiva da Constituição, e a Lei Orgânica da Magistratura não pode manter uma previsão que não existe mais no texto constitucional.

O julgamento envolve recursos da Procuradoria-Geral da República e de um juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro punido pelo Conselho Nacional de Justiça.

Na decisão anterior, Dino já havia determinado que o CNJ não poderá mais aplicar aposentadoria compulsória como punição, devendo optar por sanções menores ou pedir a perda do cargo diretamente ao STF.

CNJ aprova proposta de Fachin e juízes terão contracheque único; objetivo é evitar salários acima do teto














 O Conselho Nacional de Justiça aprovou a criação do contracheque único para todos os juízes do país. A proposta foi apresentada pelo ministro Edson Fachin e aprovada por unanimidade.

A medida busca ampliar a transparência e facilitar a fiscalização dos salários e verbas extras pagas a magistrados, evitando pagamentos acima do teto constitucional, atualmente em R$ 46,3 mil.

Com a nova regra, cada juiz terá apenas um contracheque mensal, reunindo salário e verbas indenizatórias. Também ficam proibidas folhas suplementares ou pagamentos separados.

A resolução determina ainda a padronização das verbas e proíbe a criação de novos tipos de remuneração sem autorização legal. O documento deverá informar o valor total efetivamente pago ao magistrado.

Os tribunais terão 60 dias para se adequar às novas regras. O Conselho Nacional do Ministério Público também aprovou medida semelhante para procuradores e promotores.

Durante a sessão, Fachin afirmou que “a transparência não é uma ameaça ao Poder Judiciário” e que a medida fortalece a credibilidade da Justiça.

PGR não deve fechar delação com Vorcaro nos atuais termos e cobra mais informações


 













Apesar de continuar as tratativas para fechar um acordo de delação premiada com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, a PGR (Procuradoria-Geral da República) não está muito disposta a concluir as negociações nos atuais termos.

A avaliação de integrantes da cúpula do órgão é que os anexos apresentados pelo banqueiro até o momento ainda não são suficientes para oferecer algum benefício a ele. Mesmo assim, buscam novas informações para tentar salvar o acordo.

Segundo fontes envolvidas nas negociações, a PGR sugeriu que poderia fechar um acordo de delação com o ex-banqueiro ainda no início das tratativas. A PF (Polícia Federal), no entanto, cobrou mais detalhes.

Por entender que ele não estava disposto a cooperar, os policiais não quiseram seguir com o acordo. Como mostrou o Painel, Vorcaro não quis detalhar a participação de políticos no esquema e chegou a dizer que não sabia que o resort de luxo Tayayá era do ministro Dias Toffoli.

Nos bastidores, delegados afirmam que fechariam as portas ao ex-banqueiro por não colaborar. Mas reconhecem que, se Vorcaro quiser, tem o direito de retomar as negociações com a corporação.

Enquanto isso, procuradores da República ainda tentam evoluir nas negociações com o ex-banqueiro. Um procurador afirmou, sob reserva, que “nem mesmo um apartamento se compra na primeira negociação”.

Painel – Folha de S. Paulo

DE NOVO: Janja faz nova viagem internacional e já acumula quase 6 meses fora do Brasil — mais que Lula


 
















A primeira-dama Janja embarcou para Roma, na Itália, onde representa o governo brasileiro na Semana da Nutrição 2026, evento ligado à ONU sobre segurança alimentar e combate à fome.

A viagem foi autorizada por decreto assinado pelo presidente Lula (PT) e, segundo o governo, ocorre a convite do FNDE. As despesas com passagens, hospedagem e diárias serão custeadas com recursos públicos, conforme informações oficiais.

Com a nova agenda internacional, Janja chega a 181 dias fora do Brasil desde o início do atual mandato. O número supera os 154 dias acumulados por Lula em viagens internacionais de trabalho no mesmo período.

Embora tenha feito menos viagens que o presidente — 37 contra 44 —, a primeira-dama permaneceu mais tempo nos destinos visitados ao longo do governo.

Desde o início do governo, ela passou por 32 cidades em 12 países diferentes.