Sempre de acordo com os dados oficiais, o Paraná já foi, em 2025, o terceiro estado com mais casos e mortes de SRAG no país. Foram 20.258 ocorrências da doença, número inferior apenas aos registrados em São Paulo (51.581) e Minas Gerais (32.279). Além disso, 1.251 pessoas faleceram em decorrência dessas doenças respiratórias. Novamente, apenas São Paulo (3.436) e Minas Gerais (1.889) tiveram mais mortes.
Já em 2026, a boa notícia é que, até aqui, parece haver uma tendência de queda nas ocorrências. Já são 2.299 casos e 92 mortes neste ano, até a 13ª semana epidemiológica. No ano passado, no mesmo período, haviam 2.555 diagnósticos de SRAG e 182 casos. Ou seja, houve queda de 10% nas ocorrências e de 49,5% nos óbitos.
Os números das semanas mais recentes (11, 12 e 13), no entanto, ainda são preliminares. Ou seja, é possível e até provável que os registros de casos e mortes no Paraná ainda suba, na medida em que as informações vão se consolidando. De qualquer forma, os dados disponíveis já servem de alerta, especialmente porque os dados nacionais apontam que os casos graves de SRAG estão em alta neste ano.
Conforme análises realizadas pelo Instituto Todos pela Saúde (ITPs), os casos graves de SRAG já são o dobro neste ano em relação ao ano passado. O levantamento aponta que nas primeiras 11 semanas epidemiológicas de 2026, até o dia 21 de março, foram registrados 3.681 casos de SRAG pela gripe em todo o país. Em 2025, no mesmo período, o número era de 1.838. Ou seja, houve um aumento de 100,3%.
O estudo, que se baseia em dados públicos e exames de laboratório, aponta que a temporada da gripe chegou mais cedo em 2026. Mas de acordo com o ITPs, é um cenário que não surpreende.
“A circulação do vírus [influenza] começou antes do outono no hemisfério Norte, e um padrão semelhante agora se repete no Brasil. Isso pode ter relação com a circulação de variantes específicas do influenza A, como o subclado K, identificado no país desde o fim de 2025”, disse a entidade, por meio de nota.
