A vítima estava na cidade fronteiriça para fazer compras na companhia de outras duas pessoas. Ao se afastar do grupo para seguir um indivíduo que oferecia os produtos com descontos atrativos, o brasileiro foi rendido e levado a um cativeiro. Logo em seguida, os sequestradores obrigaram o jovem a ligar para um amigo, exigindo uma transferência via Pix no valor de R$ 10 mil sob a alegação de ser uma questão de "vida ou morte".
Desconfiado da urgência e do tom da ligação, o amigo decidiu ganhar tempo. Ele informou aos criminosos que não conseguia realizar a transferência digital, mas que poderia sacar o valor e entregar em espécie. O grupo criminoso aceitou a contraproposta e marcou a liberação do refém em troca do dinheiro nas proximidades da ponte que liga o Brasil ao Paraguai.
Com a denúncia, a polícia paraguaia foi acionada e preparou uma emboscada no local combinado para o resgate. No entanto, a intervenção direta não foi necessária, pois o jovem conseguiu escapar por conta própria enquanto era transportado na garupa de uma moto por um dos sequestradores a caminho do ponto de encontro.
Após a fuga do brasileiro, as autoridades utilizaram o registro de localização do próprio aparelho celular da vítima para rastrear o trajeto, descobrindo com exatidão o imóvel utilizado como cativeiro. A operação resultou na prisão de três homens acusados de participação no sequestro, cujas identidades não foram reveladas pela polícia.
